«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

06
Jan 11

Por absoluta falta de tempo para manter dois blogues iguais, um no 'blogspot' e outro no 'Sapo', optou-se pelo encerramento deste.

 

Para aceder por favor clique em:

 

http://spedeus.blogspot.com/

 

Bem-haja!

publicado por spedeus às 18:02
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04
Jan 11

De tão sucinto que procurei ser na minha última inserção, cometi uma colossal injustiça, que foi não ter expresso o meu agradecimento à Família Espiritual, que me acolheu, que me apoiou e apoia, e muito contribuiu e certamente contribuirá na minha formação, ou seja, ao OPUS DEI.

 

Também pequei por omissão, ao não referenciar que recorro várias vezes ao dia à intercessão de São Josemaría Escrivá, pedindo-lhe que ajude nas mais pequenas e aparentemente ridículas coisas, bem como nas mais relevantes, e sabem, se houvesse um aparelho para aferir os resultados, estou certo que andaria entre os 85 e os 95%.

 

Bem-haja a todos os que me escreveram a apoiar e incentivar.

 

João Paulo Reis

04.01.2011

publicado por spedeus às 07:24
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02
Jan 11
«God willing»

Estimados amigos e amigas,

 

Problemas de saúde obrigaram-me e reequacionar toda a minha vida e decidi após muita reflexão, aconselhamento e oração ficar-me pelas seguintes prioridades:

 

- a minha vida e formação espiritual;

 

- a minha família que tanto me tem apoiado;

 

- a minha actividade profissional em horário mais reduzido com o apoio dos meus colegas e da minha mulher e enquanto a conseguir ir realizando com qualidade, e a minha experiência possa ser útil.

 

Como vêem o ‘Spe Deus’ teve de ficar para trás, pois infelizmente já não aguento 14/16 horas de actividades por dia. Se o Senhor me o vier a permitir, gostaria muito de o recomeçar mais tarde, mesmo partindo do zero contra as actuais várias centenas de leitores diários. Pedir-Lhe-ei em oração para que tal possa vir a suceder, mas «…, não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua» (Lc. 22,42).

 

Deixo-vos antes de inserir este texto os Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João, não que receie que não os tenhais em vossas casa, mas quem sabe se um dia num outro local não vos possa ser útil.

 

Muito, muito obrigado pelas vossas orações, amizade e compreensão,

 

João Paulo Reis

02.01.2011

publicado por spedeus às 14:56
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publicado por spedeus às 14:22
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publicado por spedeus às 14:07
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«(…) temos de prestar atenção às diferenças estruturais entre o acto de ‘optimismo’ e o acto de ‘esperança’ para ter debaixo de olho as suas essências. O objectivo do optimismo é a utopia do mundo para sempre livre e feliz, a sociedade perfeita, em que a história atinge a sua meta e manifesta a sua divindade. A meta próxima que nos garante, por assim dizer, a segurança do fim longínquo é o sucesso do nosso poder-fazer. O fim da esperança cristã é o reino de Deus, isto é, a união do homem e do mundo com Deus, mediante um acto de poder e amor divinos.»

 

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

 

Infelizmente e muitas vezes, para não dizer quase sempre, de uma forma inconsciente o mundo que nos rodeia vive do e para o ‘optimismo’, dando-se conta do logro com a velhice, se de tal forem capazes e tiverem a humildade suficiente para o fazer, a este ‘optimismo’ eu permito-me chamar ilusão egoísta.

 

Em contra-partida, a esperança cristã, que assenta na fé e no conhecimento do Reino dos Céus, conduz-nos até à morte física na certeza altruísta da bondade e misericórdia de Deus e consequentemente seguros que seremos chamados a compartilhar a alegria do Reino de Deus para sempre.

 

Sejamos, cada um à sua maneira, capazes de anunciar aos nossos irmãos essa felicidade, conscientes que é uma tarefa árdua, mas Jesus Cristo, os Apóstolos e muitos Santos tiveram de dar a vida por o fazer, pelo que cada insucesso nosso seja tido apenas como mais um pequeno obstáculo no nosso caminho.

 

Bom Domingo e Bom Ano!

 

(JPR)

publicado por spedeus às 00:00
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01
Jan 11

Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! – Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – na altura dos grandes milagres. – Mas não foge do desprezo do Gólgota; lá está, "iuxta crucem Iesu" – junto da cruz de Jesus, sua Mãe.

 

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 507)

 

Sempre foi esta a doutrina certa da fé. Contra os que a negaram, o Concílio de Éfeso proclamou que se alguém não confessa que o Emanuel é verdadeiramente Deus e que, por isso, a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, visto que gerou segundo a carne o Verbo de Deus encarnado, seja anátema. (...).

 

A Trindade Santíssima, ao escolher Maria para Mãe de Cristo, homem como nós, pôs cada um de nós sob o seu manto maternal. É Mãe de Deus e nossa Mãe.

 

A Maternidade divina de Maria é a raiz de todas as perfeições e privilégios que a adornam. Por esse título, foi concebida imaculada e está cheia de graça, é sempre virgem, subiu ao céu em corpo e alma, foi coroada Rainha de toda a criação, acima dos anjos e dos santos. Mais que Ela, só Deus. A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, do bem infinito que é Deus. Não há perigo de exageros. Nunca aprofundaremos bastante este mistério inefável; nunca poderemos agradecer suficientemente à Nossa Mãe a Familiaridade que nos deu com a Santíssima Trindade.

 

Éramos pecadores e inimigos de Deus. A Redenção não só nos livra do pecado e reconcilia com o Senhor; mas converte-nos em filhos, entrega-nos uma Mãe, a mesma que gerou o verbo, segundo a Humanidade. Pode haver maior prodigalidade, maior excesso de amor?

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 275–276)

publicado por spedeus às 21:00
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A paz é “o dom messiânico por excelência”, mas é também “um valor humano a realizar no plano social e político”. “O mundo tem necessidade de valores éticos e espirituais” e “a liberdade religiosa é elemento imprescindível de um Estado de direito”. – Estes alguns dos aspectos sublinhados por Bento XVI na homilia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, neste primeiro de Janeiro, Dia Mundial da Paz.


Começando por comentar as leituras da Missa, o Papa observou que é a partir do Filho que o evangelista fala da maternidade de Maria. E contudo – sublinhou - esta atenção prevalecente ao “Filho”, a Jesus, não reduz a função de Maria, pelo contrário, coloca-a na justa perspectiva:


“De facto, Maria é verdadeira Mãe de Deus, precisamente em virtude da sua total relação a Cristo. Portanto, glorificando o Filho, honra-se a Mãe e honrando a Mãe glorifica-se o Filho. O título de Mãe de Deus, que hoje a liturgia põe em relevo, sublinha a missão única da Virgem Santa na história da salvação: missão que está na base do culto e da devoção que o povo cristão lhe reserva”.


E é precisamente no nome de Maria, Mãe de Deus e dos homens, que desde o primeiro de Janeiro de 1968 se celebra em todo o mundo o Dia Mundial da Paz…


“A paz é dom de Deus, como escutámos na primeira leitura. O Senhor… te conceda paz. Esta é o dom messiânico por excelência, o primeiro fruto da caridade que Jesus nos deu, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus. A paz é também um valor humano a realizar no plano social e político, mas afunda as suas raízes no mistério de Cristo”.


Neste contexto, o Santo Padre dirigiu uma saudação especial a todos os Embaixadores presentes nesta celebração, assim como aos responsáveis da Cúria Romana, com particular relevo para o presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, cardeal Turkson, e colaboradores. A todos Bento XVI exprimiu o seu “vivo reconhecimento pelo empenho quotidiano a favor de uma pacífica convivência entre os povos e da formação cada vez mais sólida de uma consciência de paz na Igreja e no mundo”. “Nesta perspectiva (assegurou o Papa), a comunidade eclesial está cada vez mais empenhada em actuar… para oferecer um seguro património espiritual de valores e princípios, na contínua busca da paz”. Foi o que quis recordar na Mensagem para este Dia da Paz, sobre o tema “liberdade religiosa, caminho para a paz”.


“O mundo tem necessidade de Deus. Tem necessidade de valores éticos e espirituais, universais e partilhados, e a religião pode oferecer um precioso contributo na sua busca, para a construção de uma ordem social e internacional justa e pacífica. A liberdade religiosa é, portanto, elemento imprescindível num Estado de direito; não pode ser negada sem que se afecte ao mesmo tempo todos os direitos e liberdades fundamentais, dos quais é síntese e cume”.


“A humanidade – insistiu o Papa – não se pode mostrar resignada à força negativa do egoísmo e da violência, não se pode habituar a conflitos que provocam vítimas e põem em risco o futuro dos povos”.


“Perante as ameaçadoras tensões do momento, especialmente perante as discriminações, os abusos e as intolerâncias religiosas que hoje afectam de modo particular os cristãos, mais uma vez dirijo um premente apelo a não ceder ao mal-estar e à resignação. Exorto todos a rezarem para que cheguem a bom termo os esforços empreendidos por diversas partes para promover e construir a paz no mundo”.

 

“Para esta difícil tarefa – observou ainda o Papa – não bastam as palavras, ocorre o empenho concreto e constante das Nações, mas é sobretudo necessário que cada pessoa esteja animada do autêntico espírito de paz, a implorar sempre de novo na oração e a viver nas relações quotidianas, em cada ambiente”.


(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 14:23
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Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.

“Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade: e ela atrairá, com suavidade de Mãe, o amor de Deus às almas com quem tens intimidade, para que se decidam - no seu trabalho normal, na sua profissão – a serem testemunhas de Jesus Cristo”

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 13:35
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publicado por spedeus às 12:01
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São Bruno de Segni (c. 1045-1123), bispo

1º sermão sobre a Epifania; PL 165, 863 (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 334)

 

Ouro, incenso e mirra.

 

Guiados pela estrela, os magos que vieram do Oriente até Belém entraram na casa onde a Bem-aventurada Virgem Maria se encontrava com o Menino; e, abrindo os seus tesouros, ofereceram três coisas ao Senhor: ouro, incenso e mirra, pelos quais confessaram que Ele era verdadeiramente rei, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.

 

São também estes os dons que a Santa Igreja não cessa de oferecer a Deus, seu Salvador. Oferece o incenso, quando crê e confessa que Ele é o verdadeiro Senhor, o Criador do universo; oferece a mirra, quando afirma que Ele tomou a substância da nossa carne, na qual quis sofrer e morrer pela nossa salvação; oferece o ouro quando não hesita em proclamar que Ele reina eternamente, com o Pai e o Espírito Santo. [...]

 

Esta oferenda pode ainda adquirir outro sentido místico. Segundo Salomão, o ouro significa a sabedoria celeste: «O tesouro mais desejavel encontra-se na boca do sábio» (Pr 21, 10). [...] De acordo com o salmista, o incenso simboliza a oração pura: «Senhor, que a minha oração se eleve na Tua presença como nuvens de incenso» (Sl 140, 2). Pois quando a nossa oração é pura, exala em direcção a Deus um perfume mais puro que o fumo do incenso; e, assim como este fumo se eleva para o céu, assim a nossa oração se dirige ao Senhor. A mirra simboliza a mortificação da nossa carne. Assim, pois, oferecemos ouro ao Senhor quando resplandecemos na Sua presença pela luz da sabedoria celeste. [...] Oferecemos-Lhe incenso quando elevamos para Ele uma oração pura. E oferecemos-Lhe mirra quando, por meio da abstinência, «mortificando a nossa carne, com os seus vícios e as suas cobiças» (Ga 5, 24), levamos a cruz atrás de Jesus.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 12:00
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São Mateus 2,1-12

 

1 Tendo nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que uns Magos vieram do Oriente a Jerusalém, 2 dizendo: «Onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? Porque nós vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-l'O».3 Ao ouvir isto, o rei Herodes turbou-se, e toda a Jerusalém com ele. 4 E, convocando todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Messias. 5 Eles disseram-lhe: «Em Belém de Judá, porque assim foi escrito pelo profeta: 7 “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que apascentará Israel, Meu povo”». 6 Então Herodes, tendo chamado secretamente os Magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela; 8 depois, enviando-os a Belém, disse: «Ide, informai-vos bem acerca do Menino, e, quando O encontrardes, comunicai-mo, a fim de que também eu O vá adorar».9 Tendo ouvido as palavras do rei, eles partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando sobre o lugar onde estava o Menino, parou. 10 Vendo novamente a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. 11 Entraram na casa, viram o Menino com Maria, Sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram; e, abrindo os seus tesouros ofereceram-Lhe presentes de ouro, incenso e mirra. 12 Em seguida, avisados em sonhos por Deus para não tornarem a Herodes, voltaram para a sua terra por outro caminho.

publicado por spedeus às 12:00
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publicado por spedeus às 00:04
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Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores!

 

Talvez a invocação mais a propósito para o dia de hoje, porque, podemos sempre acrescentar: rogai por nós os teus filhos em que o teu Divino Filho nos converteu agonizando na Cruz.

 

Esta filiação concreta, atribuída pelo próprio Salvador em hora tão decisiva para a salvação da humanidade é o maior bem que nós, homens, podemos invocar e orgulhar-nos.

 

Filhos!

Sim, filhos autênticos e de pleno direito porque se trata de herança recebida de Quem tinha autoridade para a conceder.

 

Santa Maria Mãe de Deus e nossa Mãe!

 

Que bem sabe esta invocação, que esperança, confiança e segurança traz consigo!

 

Sim, é verdade, somos pobres pecadores e arrastamo-nos, mais ou menos, neste “vale de lágrimas” que é a vida corrente, de todos os dias, mas cheios de esperança na vida terna que nos espera; plenos de confiança que, na “hora da nossa morte” Ela, a Senhora, estará ali para nos assistir e levar ao seio de Deus; seguros pela sua mão protectora não nos desviaremos do caminho que melhor nos convém para nos salvarmos que é, o que sobretudo, nos interessa.

 

Santa Maria Mãe de Deus!

 

Que não nos cansemos de te invocar, Senhora nossa, Rainha dos Anjos e dos Santos e, também do nosso coração de portugueses que tão aflito anda nestes dias de dificuldades e estranhas movimentações contra a Santa Igreja, o Papa, o Magistério, contra os princípios sagrados da dignidade da vida humana, os sacramentos como o Matrimónio, instituído pelo Teu Filho e abençoado em Caná da Galileia.

 

Santa Maria Mãe de Deus!

 

Como é doce pronunciar o teu nome, como nos enche de são orgulho podermos associar-nos ao próprio Salvador invocando-te, também, como nossa Mãe!

 

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora!

 

Sim, agora que precisamos tanto que rogues a Deus por nós, que Lhe digas que, grande parte do mal que fazemos e do bem que deixamos de fazer é porque, como o teu Filho afirmou na Cruz onde, definitivamente, nos salvava, não sabemos o que fazemos ou desconhecemos o que convém que façamos.

 

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, na hora da nossa morte!

 

Não nos deixes nessa hora decisiva em que tudo se joga e conclui.

 

Interessa-nos a salvação, convém-nos subir até onde estás com o Teu Filho, Deus Pai, Deus Espírito Santo, porque só desse modo alcançaremos a felicidade completa para a qual fomos criados.

 

Ámen!

 

António Mexia Alves

 

(Fonte: blogue NUNC COEPI em http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/)

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A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como a Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencendo ao património da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431. Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o Filho de Deus, resulta sempre mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus.

 

Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem "a Mãe de Jesus" e afirmem que Ele é Deus (Jo, 20, 28; cf. 5, 18; 10, 30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus connosco (cf. Mt. 1, 22-23). Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egipto dirigiam-se a Maria com esta oração: "Sob a vossa protecção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo o perigo, ó Virgem gloriosa e bendita" (Da Liturgia das Horas). Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, "Mãe de Deus", aparece pela primeira vez de forma explícita. Na mitologia pagã, acontecia com frequência que alguma deusa fosse apresentada como mãe de um deus. Zeus, por exemplo, deus supremo, tinha por mãe a deusa Reia. Esse contesto facilitou talvez, entre os cristãos, o uso do titulo "Theotokos", "Mãe de Deus", para a mãe de Jesus. Contudo, é preciso notar que este titulo não existia, mas foi criado pelos cristãos, para exprimir uma fé que não tinha nada a ver com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, d'Aquele que desde sempre era o Verbo eterno de Deus.

 

No século IV, o termo Theotokos é já de uso frequente no Oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais frequente, a esse termo, já entrado no património de fé da Igreja. Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título "Mãe de Deus".

 

Ele, de facto, propenso a considerar Maria somente como mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correcta a expressão "Mãe de Cristo". Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade em admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errónea da distinção entre as duas naturezas - divina e humana - presentes n'Ele. O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e, afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus.

 

As dificuldades e as objecções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correcto esse título. A expressão Theotokos, que literalmente significa "aquela que gerou Deus", à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus.

A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só à geração humana do Filho de Deus e não à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria. Proclamando Maria "Mãe de Deus", a Igreja quer, portanto, afirmar que ela é a "Mãe do Verbo encarnado, que é Deus". Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana. A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é pessoa divina, é Mãe de Deus.

 

Ao proclamar Maria "Mãe de Deus", a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé na divindade de Cristo. Não obstante as objecções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando correctamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem. Na Theotokos a Igreja, por um lado, reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque - como afirma Santo Agostinho - "se a mãe fosse fictícia, seria fictícia também a carne... fictícias seriam as cicatrizes da ressurreição" (Tracto. in Ev. Ioannis, 8, 6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho.

 

A expressão "Mãe de Deus" remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título, à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e a sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento. Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egipto, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pode obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Leão Magno (?-c. 461), papa e Doutor da Igreja

6º sermão para o Natal, 2, 3, 5 (a partir da trad. bréviaire; cf SC 22 bis, pp. 139ss.)

 

Maria, Mãe de Deus, Mãe do Príncipe da Paz (Is 11, 5)

 

A festa do Natal renova para nós os primeiros instantes da vida de Jesus, nascido da Virgem Maria. E acontece que, adorando o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem. Com efeito, quando Cristo veio ao mundo, começou o povo cristão: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo.

 

Ora, que mais podemos encontrar nos tesouros da generosidade divina que seja tão adequado à dignidade da festa de Natal como esta paz proclamada pelo cântico dos anjos aquando do nascimento do Senhor (Lc 2, 14)? Pois é a paz que gera filhos de Deus, que favorece o amor, que produz a amizade, que é o repouso dos bem-aventurados, a morada da eternidade. A sua obra própria, o seu particular benefício, consiste em unir a Deus aqueles que separa deste mundo. [...] Assim, pois, aqueles que «não nasceram do sangue nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus» (Jo 1, 13) devem oferecer ao Pai a vontade unânime dos filhos artesãos da paz. Todos aqueles que se tornaram membros de Cristo por adopção devem acorrer a venerar o primogénito da nova criação, Aquele que veio, não para fazer a Sua vontade, mas a Daquele que O enviou (Jo 6, 38). Os herdeiros adoptados pela graça do Pai não são herdeiros divididos nem separados; têm os mesmos sentimentos e o mesmo amor. Aqueles que foram recriados segundo a única Imagem (Heb 1, 3; Gn 1, 27) têm de ter uma alma que se assemelhe a Ele. O nascimento do Senhor Jesus é o nascimento da paz. Como diz São Paulo, «Ele [Cristo] é a nossa paz» (Ef 2, 14).

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 2,16-21

 

16 Foram a toda a pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura.17 Vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino.18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que os pastores lhes diziam.19 Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração.20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.21 Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, deram-Lhe o nome de Jesus, como Lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.

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31
Dez 10

Quando recordares a tua vida passada, passada sem pena nem glória, considera quanto tempo perdeste, e como podes recuperá-lo: com penitência e com maior entrega.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 996)

 

Um ano que termina – já foi dito de mil modos, mais ou menos poéticos – com a graça e a misericórdia de Deus, é mais um passo que nos aproxima do Céu, nossa Pátria definitiva.

 

Ao pensar nesta realidade, compreendo perfeitamente aquela exclamação que S. Paulo escreve aos de Corinto: tempus breve est!, que breve é a nossa passagem pela terra! Para um cristão coerente, estas palavras soam, no mais íntimo do seu coração, como uma censura à falta de generosidade e como um convite constante a ser leal. Realmente é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar. Não é justo, portanto, que o malbaratemos, nem que atiremos irresponsavelmente este tesouro pela janela fora. Não podemos desperdiçar esta etapa do mundo que Deus confia a cada um de nós.

 

Pensemos na nossa vida com valentia. Por que é que às vezes não conseguimos os minutos de que precisamos para terminar amorosamente o trabalho que nos diz respeito e que é o meio da nossa santificação? Por que descuidamos as obrigações familiares? Por que é que se nos mete a precipitação no momento de rezar ou de assistir ao Santo Sacrifício da Missa? Por que nos faltará a serenidade e a calma para cumprir os deveres do nosso estado e nos entretemos sem qualquer pressa nos caprichos pessoais? Podeis responder-me: são coisas pequenas. Sim, com efeito, mas essas coisas pequenas são o azeite, o nosso azeite, que mantém viva a chama e acesa a luz.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 39–41)

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Neste último dia do ano, o Papa Bento XVI presidiu na Basílica de S. Pedro a celebração das primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, seguida da exposição do Santíssimo Sacramento, do canto do Te Deum de agradecimento na conclusão do ano civil, e da bênção eucarística.

Na homilia o Papa recordou que a Igreja de Roma está empenhada na ajuda a todos os baptizados a viverem fielmente a vocação que receberam e a testemunhar a beleza da própria fé.

 

Para sermos discípulos autênticos de Cristo - disse depois Bento XVI, uma ajuda essencial chega-nos da meditação quotidiana da Palavra de Deus que como escreveu na recente Exortação apostólica Verbum Domini está na base da autentica espiritualidade cristã. Foi por isso que o Papa quis uma vez mais encorajar a cultivar uma relação intensa com Ela, em particular através da lectio divina para ter aquela luz necessária para discernir os sinais de Deus no tempo presente e proclamar eficazmente o Evangelho.

 

Bento XVI salientou que o lugar privilegiado da escuta da Palavra de Deus é a celebração da Eucaristia. E recordou que o convénio diocesano de Junho passado no qual participou quis evidenciar a centralidade da Santa Missa dominical na vida de cada comunidade cristã e deu indicações para que a beleza dos mistérios divinos possam resplandecer mais e melhor no acto celebrativo e nos frutos espirituais que deles derivam

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

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O teólogo português João Duque considera que “a erradicação do religioso da esfera pública pode ser interpretada como uma violência” que não respeita as opções pessoais dos membros de uma sociedade.

 

A respeito da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz de 2011, sobre a liberdade religiosa, que se celebra neste dia 1 de Janeiro, Duque considera ser “absolutamente ilegítimo que cristãos sejam interditos de fazer a sua opção crente específica e de a acompanhar de práticas correspondentes”, indica.

 

O professor de Teologia da UCP considera que, em relação ao respeito pela liberdade religiosa, a Igreja Católica fez “um caminho que agora se torna claro e que já não pode recuar quanto a essa clareza”.

 

«Liberdade Religiosa, caminho para a paz» é o tema da 44ª Jornada Mundial da Paz, 1 de 1 de Janeiro de 2011.

 

João Duque, secretário da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo, cita a mensagem papal, na qual Bento XVI escreve que “o direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada”.

 

Para este responsável, “não haverá paz verdadeira sem o respeito por esta liberdade fundamental”, que pode ser violada “através da proibição explícita de opções religiosas contrárias às dominantes socialmente” ou de “uma «expulsão» aberta ou subtil da dimensão religiosa de toda a vida pública das sociedades”.

 

Maria da Garcia, professora da Faculdade de Direito da UCP, escreve por seu lado que a liberdade religiosa é um “bem público”.

 

Para esta especialista, é necessário “dizer que a liberdade religiosa é um bem ou valor universal, enquanto dele participam todos os homens”, tal como “dizer que a liberdade religiosa é um bem ou valor público, enquanto sobre ele se edificam as diferentes comunidades humanas”.

 

“Uma evidência se torna também o reconhecimento da necessidade de conferir um especial estatuto de garantia à liberdade religiosa, já que esta liberdade é, na sua essência, a afirmação da própria dignidade humana, o fundamento primeiro das demais liberdades”, acrescenta.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 12:28
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Sabem qual é o nosso problema? É que não gostamos de sacrifícios. Achamos que a vida só é boa quando não há contrariedades, quando nos distraímos, quando rimos com os amigos ou fazemos aquilo que nos apetece. Mas que grande ilusão!...

 

Bem sabemos que não é assim, que não existe esperança, nem beleza, nem bondade, nem justiça, nem amor, nem relações verdadeiras sem sacrifício.

 

Assim, a terminar este ano, desejo, a todos, um óptimo 2011 sem ilusões. Um ano cheio de vida verdadeira, leal, fecunda, sincera. E, portanto, com sacrifícios. Por isso, provavelmente, a crise vai fazer-nos bem, porque terá o mérito de nos reconduzir às coisas verdadeiramente importantes da vida.

 

Se assim for, podemos vir a ser melhores pessoas e, até mesmo, finalmente, vir a mudar Portugal.

 

Aura Miguel

 

Nota de JPR: Muito obrigado Aura por mais esta lição de lucidez cristã, que o Senhor a abençoe hoje e sempre.

publicado por spedeus às 08:49
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Estar sempre preparados para esperar o Senhor (JPR)

 

Aproxima-se o fim do ano de 2010 e como tal o começo do novo ano de 2011.

 

Muitos aproveitam estes tempos de final e recomeço de ano para passarem mensagens “apocalípticas” de cenários de “fim do mundo”, de desgraças eminentes, de castigos e vinganças “divinas”, como se houvesse na nossa vida, na vida do mundo, uma hora marcada para tal acontecer.

 

O que sabemos sobre isso é tão pouco, que se resume praticamente a isto:

«Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe: nem os anjos do Céu nem o Filho; só o Pai.» Mt 24, 36

 

Importante sim é estar preparado, porque esse dia e essa hora, para cada um de nós, pode ser em qualquer momento, seja fim de ano, ou não.

 

E isso leva-nos a outra reflexão, que é o colocarmo-nos perante as promessas que tantas vezes fazemos a nós próprios, (e às vezes até a Deus), de tantas mudanças que nos propomos fazer no ano que está a chegar.

 

Mas se vamos fazer mudanças na nossa vida, é porque alguma coisa está mal!

Então porquê esperar para mudar o que está mal? Porque não começar já, aqui e agora essa mudança?

 

Porque se alguma coisa está mal na nossa vida e não a mudarmos já, podemos “ser apanhados” desprevenidos antes do tal começo do novo ano, e partirmos deste mundo agarrados à “coisa má” e não à “coisa boa”!

 

A mudança que eu preciso fazer na minha vida, e que julgo todos temos de fazer, é amarmos e confiarmos cada vez mais em Deus, e dispormo-nos a fazer mais a Sua vontade do que a nossa, colaborando com a nossa entrega em família, no trabalho, no lazer, na construção de um mundo melhor, mais fraterno, mais de Deus, com Deus e para Deus, num permanente testemunho de vivência da fé cristã católica.

 

E para isso, é só preciso fazermos de nós próprios “barro mole”, pronto a ser moldado pelas mãos de Deus, porque é Ele mesmo que nos diz, precisamente no Livro do Apocalipse:

«Eu renovo todas as coisas.» Ap 21,5

 

Um bom Ano Novo para todos, cheio das bençãos de Deus.

 

Marinha Grande, 31 de Dezembro de 2010

 

Joaquim Mexia Alves

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/12/ano-velho-2010-ano-novo-2011.html

publicado por spedeus às 08:04
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No último dia do ano de 1973, diz: “Hoje daremos graças ao Senhor, pelos benefícios que recebemos no ano que termina. Para o que começa, vendo como estão as coisas deste mundo em que vivemos e o modo de proceder de tanta gente, queremos ter a rectidão de intenção de sermos humildes, de voltarmos sempre à verdade e de nos agarrarmos com mais força a Nosso Senhor. Pedir-me-eis talvez outras palavrinhas para este ano que vem, e eu desejaria antes que nos decidíssemos a servir de verdade, completamente. Então, dir-vos-ei, concretizando: servite Domino in laetitia! (“servi ao Senhor com alegria!”); e também: gaudete in Domino semper! (“alegrai-vos sempre no Senhor!”).

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 07:10
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«O acto de fé é um acto profundamente pessoal, ancorado na mais íntima profundeza do ser humano. Mas, precisamente porque é inteiramente pessoal, é também um acto de comunicação. Na sua essência mais profunda, o eu relaciona-se com o tu e vice-versa, a relação real, que se torna “comunhão”, só pode nascer na profundeza da pessoa.»

 

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

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São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo

Sermão 10, sobre o Natal do Senhor, PL 57, 24 (a partir da trad. Année en fêtes, Migne 2000, p. 78 rev.)

 

«Nascido do Pai antes de todos os séculos [...] fez-Se homem [...] e nasceu da Virgem Maria (Credo)

 

Caríssimos irmãos, há dois nascimentos em Cristo, e tanto um como o outro são a expressão de um poder divino que nos ultrapassa absolutamente. Por um lado, Deus gera o Seu Filho a partir de Si mesmo; por outro, Ele é concebido por uma virgem por intervenção de Deus. [...] Por um lado, Ele nasce para criar a vida; por outro, para eliminar a morte. Ali, nasce de Seu Pai; aqui, é trazido ao mundo pelos homens. Por ter sido gerado pelo Pai, está na origem do homem; por ter nascido humanamente, liberta o homem. Uma e outra formas de nascimento são propriamente inexprimíveis e ao mesmo tempo inseparáveis. [...]

 

Quando ensinamos que há dois nascimentos em Cristo, não queremos com isto dizer que o Filho de Deus nasça duas vezes; mas afirmamos a dualidade de natureza num só e mesmo Filho de Deus. Por um lado, nasceu Aquele que já existia; por outro, foi produzido Aquele que ainda não existia. O bem-aventurado evangelista João afirma isto mesmo com as seguintes palavras: «No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus»; e ainda: «E o Verbo fez-Se homem».

 

Assim, pois, Deus, que estava junto de Deus, saiu Dele, e a carne de Deus, que não estava Nele, saiu de uma mulher. Assim, o Verbo fez-Se carne, não de maneira que Deus Se diluísse no homem, mas para que o homem fosse gloriosamente elevado em Deus. É por isso que Deus não nasce duas vezes; mas, por estes dois géneros de nascimentos – a saber, o de Deus e o do homem –, o Filho único do Pai quis ser, a um tempo, Deus e homem na mesma pessoa: «E quem poderá contar o Seu nascimento?» (Is 53, 8 Vulg)

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São João 1,1-18

 

1 No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.2 Estava no princípio com Deus.3 Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada foi feito.4 N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens,5 e a luz resplandeceu nas trevas, mas as trevas não O receberam. 6 Apareceu um homem enviado por Deus que se chamava João.7 Veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.8 Não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.9 O Verbo era a luz verdadeira, que vindo a este mundo ilumina todo o homem.10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não O conheceu.11 Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam.12 Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêem no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus;13 eles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo fez-Se carne, e habitou entre nós; e nós vimos a Sua glória, glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.15 João dá testemunho d'Ele e clama: «Este era Aquele de Quem eu disse: O que há-de vir depois de mim é mais do que eu, porque existia antes de mim».16 Todos nós participamos da Sua plenitude, e recebemos graça sobre graça;17 porque a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo.18 Ninguém jamais viu a Deus; o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer.

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30
Dez 10

Admira a bondade do nosso Pai Deus: não te enche de alegria a certeza de que o teu lar, a tua família, o teu país, que amas com loucura, são matéria de santidade?

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 689)

 

 

Comove-me que o Apóstolo qualifique o matrimónio cristão como "sacramentum magnum", sacramento grande. Também daqui deduzo que o trabalho dos pais de família é importantíssimo.

 

– Participais do poder criador de Deus e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual Nosso Senhor, na sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.

 

Cada filho que Deus vos concede é uma grande bênção divina: não tenhais medo aos filhos!

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 691)

 

 

Nas minhas conversas com tantos casais, insisto em que, enquanto eles viverem e os filhos também viverem, devem ajudá-los a ser santos, sabendo que na terra ninguém será santo. Não faremos mais que lutar, lutar e lutar.

 

E acrescento: – Vós, mães e pais cristãos, sois um grande motor espiritual, que manda aos vossos filhos fortaleza de Deus para essa luta, para vencer, para que sejam santos. Não os defraudeis!

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 692)

 

 

Não tenhas medo de querer bem às almas, por Ele; e não te importes de amar ainda mais aos teus, sempre que, querendo-lhes muito, o ames a Ele milhões de vezes mais.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 693)

publicado por spedeus às 21:00
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Querido Jesus ainda nem há uma semana nascestes e já Te estou a pedinchar, mas como sabes estou precisado da Tua ajuda, para ultrapassar os problemas que me assolam.

 

Problemas? Com que direito Te falo de problemas, quando há milhões e milhões de seres humanos em grande sofrimento e eu comparativamente estou bem.

 

Bem! Está certo, há um certo exagero, bem, bem não estarei, senão não Te estaria a pedir ajuda ou então estarei já tontinho de todo.

 

Olha, deixo ao Teu infinitamente misericordioso critério e julgamento as razões da minha prece.

 

Deves andar muitíssimo ocupado com tanta miséria, no seu sentido mais lato da palavra, que grassa neste mundo, pelo que se puderes por intercessão de Nossa Senhora, do meu Anjo da Guarda e dos Santos da minha devoção, se de tal me achares credor, ajuda-me por favor.

 

Amo-te muito, todo o bem que tenho recebido ao longo da vida, mesmo quando vindo de terceiros, veio de Ti e só tenho pena de ainda não poder dizer como Paulo «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gal 2,20) ainda sou demasiado frágil e de um barro de finíssima espessura.

 

(JPR)

publicado por spedeus às 20:45
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publicado por spedeus às 18:00
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Bento XVI aprovou esta quinta feira quatro novas leis para prevenir e combater actividades ilegais no campo financeiro e monetário no Estado da Cidade do Vaticano e nas instituições da Santa Sé.

 

No documento (Motu Proprio), o Papa cria uma “Autoridade de Informação Financeira”, para garantir maior transparência nas finanças da Santa Sé (órgão de governo da Igreja Católica) e combater o crime económico.

 

“Muito oportunamente, a comunidade internacional dota-se cada vez mais de princípios e instrumentos jurídicos que permitam prevenir e combater o fenómeno da lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”, assinala o Papa.

 

Nesse sentido, acrescenta, “a Santa Sé aprova esse compromisso e entende assumir essas regras na utilização dos recursos materiais que servem para o cumprimento da sua própria missão e das obrigações do Estado da Cidade do Vaticano”.

 

A nova legislação resulta de uma Convenção Monetária com a União Europeia, assinada em Dezembro em 2009, segundo o qual a Santa Sé teria de adoptar, até 31 de Dezembro 2010, as medidas necessárias para aplicar as regras comunitárias sobre a prevenção e combate ao branqueamento de capitais oriundos de actividades criminosas e do financiamento do terrorismo.

 

Na sua carta, Bento XVI assinala ainda que a “paz está ameaçada”, numa sociedade cada vez mais globalizada, também pelo “uso impróprio do mercado e da economia”.

 

O Papa condena a “violência terrível e destruidora que o terrorismo perpetra, causando morte, sofrimentos, ódio e instabilidade social”.

 

A primeira das novas leis diz respeito à “prevenção e combate da lavagem de dinheiro proveniente de actividades criminosas e do financiamento do terrorismo”.

 

As outras leis visam as “fraudes e contrafacção de notas e moedas de euro”, bem como a “substituição e retirada” das notas e os “valores unitários e especificações técnicas” para as moedas de euros destinadas à circulação.

 

No caso da lavagem de dinheiro, estão previstas sanções penais e multas para actividades criminosas e promove-se a "cooperação internacional".

 

Em comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano assegura que as normas vão assegurar uma “verificação adequada” das movimentações financeiras e um registo dos dados, relatando “transacções suspeitas”.

 

As posições do Papa e da Santa Sé são conhecidas poucas semanas depois de os tribunais italianos terem ordenado o “sequestro” de 23 milhões de Euros do Instituto para as Obras Religiosas (IOR), instituição bancária do Vaticano, considerando que o mesmo teria omitido a identificação dos beneficiários e a razão para as movimentações de capital.

 

O comunicado oficial assegura que as novas leis se aplicam ao IOR, confirmando uma “firme intenção de operar de acordo com os princípios e critérios que são internacionalmente reconhecidos”.

 

A Secretaria de Estado do Vaticano acrescenta que a “Autoridade de Informação Financeira, agora instituída, é uma instância autónoma que verificará “cada sujeito, legal e físico, entidade e instituição de qualquer natureza” do Estado, da Cúria Romana e das instituições e entidades dependentes da Santa Sé.

 

A legislação sobre lavagem de dinheiro entra em vigor no dia 1 de Abril de 2011 e abre as portas para a entrada do Vaticano na chamada “lista branca” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Grupo de Acção Financeira Internacional (GA, que inclui os Estados que respeitam as normas contra branqueamento de capitais.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 14:04
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“Todos os pecados da tua vida parecem ter-se posto de pé. – Não desanimes. – Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma”, anota hoje.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 07:37
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Joana Bouça é mãe de 2 filhos e supranumerária do Opus Dei. Neste artigo, fala como S. Josemaría a ajudou após um acidente aparatoso que sofreu há 12 anos atrás.

 

Há 12 anos atrás fui monitora das actividades de férias de um clube juvenil da Obra. No dia em que fomos fazer vela algo aconteceu que mudou a minha vida para sempre. No final da actividade íamos tirar uma fotografia viradas para a marina quando o varão de protecção cedeu e eu caí de uma altura aproximada de 6m batendo com as costas no pontão de madeira.

 

Após 3 cirurgias conseguiram estabilizar a coluna e passado uns tempos voltei a andar. Nos dias a seguir ao acidente costumavam entrar médicos desconhecidos no meu quarto e a conversa era sempre a mesma Quem é o teu Santo? São Josemaría Escrivá dizia eu. Então tens muito que lhe agradecer por conseguires mover as pernas depois de uma queda destas! No dia em que caí antes de sair do clube para irmos fazer vela rezei uma pagela a São Josemaría para que tudo corresse bem…e correu!

 

Recentemente fui mãe pela segunda vez. Devido ao acidente que contei tenho a coluna fibrosada o que se traduziu no primeiro parto num efeito reduzido da anestesia epidural.

 

Desta vez o trabalho de parto desenvolveu-se tão rapidamente que não deu tempo de administrar a epidural o que significa que até dessa pequena ajuda fui privada. No período expulsivo o bebé não saía porque embatia na sínfise púbica e depois de puxar inúmeras vezes sem anestesia como referi comecei a pedir a São Josemaría que o fizesse nascer por parto normal até à 1h da manhã pois estava a ficar exausta. Estive quase para ir para cesariana mas à 1h2min o Joãozinho nasceu!

 

Nos dias seguintes tive mais uns sustos pois pensava-se que o bebé teria que ficar internado uma semana para fazer antibioterapia e fototerapia. Mais uma vez recorri a São Josemaría e não foi preciso nenhum dos dois tratamentos pelo que fomos para casa ao fim de dois dias!

 

Joana Bouça, Porto

 

(Fonte: opusdei.pt)

publicado por spedeus às 07:00
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«Nisto se demonstra a grande responsabilidade dos cristãos de hoje. Eles deviam ser pontos de referência da fé, enquanto pessoas que sabem de Deus, e demonstrar, com as suas vidas, a fé como verdade para assim se tornarem marcos para os outros.»

 

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

publicado por spedeus às 00:03
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São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja

2ª homilia sobre o Cântico dos Cânticos, §8 (a partir da trad. Seuil 1953, p. 98)

 

Pôs-se a louvar a Deus e a falar do Menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

 

Ó rebento de Jessé, Tu que és um sinal para todos os povos, quantos reis e profetas desejaram ver-Te e não Te viram! Feliz daquele que, na sua velhice, foi cumulado com o dom divino da Tua vinda! Ele tremeu em desejo de ver o sinal, viu-o e alegrou-se. Tendo recebido o beijo da paz, deixou este mundo com a paz no coração, não sem antes proclamar que Jesus tinha nascido para ser um sinal de contradição. E essa profecia cumpriu-se: mal apareceu, o sinal da paz foi contraditado, mas por aqueles que têm ódio à paz. Porque Ele é a paz para os homens de boa vontade, mas para os mal intencionados é pedra de tropeço. Herodes perturbou-se, e toda a Jerusalém com ele. O Senhor veio a ele, mas os Seus não o receberam. Felizes os pobres pastores que, velando na noite, foram considerados dignos de ver este sinal!

 

Já nesse tempo Ele Se escondia aos pretensos sábios e prudentes, revelando-Se aos humildes. Aos pastores, o anjo disse: «Eis o sinal para vós.» Ele é para vós, os humildes e obedientes, para vós que não vos jactais de ciência orgulhosa, mas que velais noite e dia, meditando na lei de Deus. Eis o sinal para vós! Aquele que os anjos prometiam, Aquele que os povos reclamavam, Aquele que os profetas anunciaram. [...]

 

Eis, pois, o sinal para vós; mas sinal de quê? De perdão, de graça, de paz, duma paz que não terá fim. Eis o sinal para vós: um Menino envolto em panos e reclinado numa manjedoura. Mas Deus está Nele, reconciliando o mundo Consigo. [...] Este Menino é o beijo de Deus, o Mediador entre Deus e os homens, Jesus homem e Cristo, que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 2,36-40

 

36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com o seu marido, após o seu tempo de donzela,37 e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações.38 Ela também, vindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção.39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.40 O Menino crescia e fortificava-Se, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.

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29
Dez 10

Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário... Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima; mais que no estábulo, e que em Nazaré, e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A "nossa" Missa, Jesus...)

 

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 533)

 

Meus filhos, pasmai agradecidos ante este mistério e aprendei: todo o poder, toda a formosura, toda a majestade, toda a harmonia infinita de Deus, com as suas grandes e incomensuráveis riquezas – todo um Deus – ficou escondido na Humanidade de Cristo para nos servir. O Omnipotente apresenta-se decidido a ocultar por algum tempo a sua glória, para facilitar o encontro redentor com as suas criaturas.

 

Escreve o evangelista S. João: ninguém jamais viu Deus; o Filho Unigénito que está no seio do Pai é que o deu a conhecer, comparecendo ante o olhar atónito dos homens: primeiro, como um recém-nascido, em Belém; depois, como um menino igual aos outros; mais tarde, no Templo, como um adolescente, inteligente e vivo; e, por fim, com aquela figura amável e atraente do Mestre que movia os corações das multidões que o acompanhavam entusiasmadas.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 111)

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Na ultima audiência geral de 2010 no Vaticano, Bento XVI convidou nesta quarta feira os cristãos a deixarem-se “guiar sempre por Deus”

 

Numa catequese dedicada á santa italiana Catarina de Bolonha (1413-1463), o Papa disse que os fiéis são chamados a “cumprir todos os dias” a vontade de Deus, “mesmo se, muitas vezes, não corresponde aos nossos projectos”.

 

“Nesta perspectiva, santa Catarina convida-nos a redescobrir o valor da virtude da obediência”, afirmou.

 

Santa Catarina de Bolonha foi canonizada pelo Papa Clemente XI, em 1712.

 

Estas as palavras de Bento XVI falando em português:

 

Queridos irmãos e irmãs,

O século XV conheceu uma mulher de vasta cultura, mas muito humilde: Santa Catarina de Bolonha, cidade onde nasceu e onde voltou na fase final da vida, para fundar um mosteiro da sua Família Religiosa, inspirada na regra de Santa Clara de Assis. Catarina deixou-nos um belo programa de vida espiritual, na sua obra As Sete Armas Espirituais, que são: procurar solicitamente cumprir o bem; acreditar que, sozinhos, não poderemos jamais fazer algo de verdadeiramente bom; confiar em Deus e, por amor d’Ele, nunca temer a batalha contra o mal, tanto fora como dentro de nós mesmos; meditar muitas vezes nos factos e nas palavras da vida de Jesus, sobretudo na sua paixão e morte; recordar-nos que temos de morrer; manter viva na mente a lembrança dos bens do Paraíso; ter familiaridade com a Sagrada Escritura, trazendo-a sempre no coração, para que oriente todos os nossos pensamentos e acções.

* * *

Amados peregrinos de língua portuguesa, que viestes junto do túmulo de São Pedro renovar a vossa profissão de fé: a minha saudação de boas vindas para todos vós, em particular para o grupo de Escuteiros de Penedono, desejando-vos abundantes dons de graça e paz do Deus Menino, que imploro para vós e vossas famílias com a minha Bênção Apostólica.


(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 16:28
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Hoje acontece pela rua, algo que dará origem ao ponto n. 2 de Caminho. Anota-o no dia seguinte: “Na rua de Santa Engrácia, quando ia a casa de Romeo, lendo o cap. segundo de São Lucas, que era o que me correspondia ler, encontrei um grupo de operários. Ainda que eu fosse embrenhado na minha leitura, ouvi que diziam em voz alta algo, sem dúvida perguntando o que iria a ler o padre. E um daqueles homens respondeu também em voz alta: “a vida de Jesus Cristo”. Como os meus evangelhos são um livro pequeno, que trago sempre no bolso, e as capas estão forradas com pano, aquele operário acertou na sua resposta, mais que por casualidade, por providência. E pensei e penso que oxalá fossem tais as minhas atitudes e as minhas palavras que todos pudessem dizer ao ver-me ou ao ouvir-me falar: este lê a vida de Jesus Cristo.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 07:06
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«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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