«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

25
Mar 10
São João relata que Jesus lavou os pés aos discípulos, antes da Última Ceia. Temos que estar limpos, na alma e no corpo, para nos aproximamos a recebê-lo com dignidade. Para isso deixou-nos o sacramento da Penitência.
(D. Xavier ECHEVARRIA, Prelado do Opus Dei, Temas para a Quaresma, 2009)

COMENTÁRIO:

[Em resposta às] aspirações do espírito humano em busca de Deus..., a "plenitude do tempo" põe em relevo a resposta do próprio Deus... O envio de Seu Filho, consubstancial ao Pai, como homem "nascido de mulher" (Ga 4,4), constitui a etapa culminante e definitiva da revelação que Deus faz de Si mesmo à humanidade... A mulher encontra-se no coração deste acontecimento salvífico. Na sua essência, a revelação que Deus faz de Si mesmo, a saber, a unidade insondável da Trindade, está contida na Anunciação de Nazaré. (…)
Maria é filha, mas é também fácil compreendê-lo na perspectiva de todos os caminhos por onde a humanidade procura desde sempre uma resposta às questões fundamentais e ao mesmo tempo definitivas que mais a obcecam. Não é verdade que, na Anunciação de Nazaré, se encontra o início da resposta definitiva pela qual o próprio Deus vai ao encontro da inquietação do coração humano? Não se trata aqui apenas de palavras de Deus reveladas pelos profetas mas, no momento desta resposta, o Verbo faz-se realmente carne (Jo 1,14). Maria atinge uma tal união a Deus que ultrapassa todas as expectativas do espírito humano. Ultrapassa mesmo as expectativas de todo o Israel e, em particular, das filhas desse povo eleito que, em virtude da promessa, podiam esperar que uma deles se tornasse um dia a mãe do Messias. Contudo, qual, de entre elas, podia supor que o Messias prometido seria o "Filho do Altíssimo"? A partir da fé monoteísta no tempo do Antigo Testamento, era dificilmente imaginável. Só pela força do Espírito Santo que "veio sobre ela" é que Maria pôde aceitar o que "é impossível aos homens mas possível a Deus" (Mc 10,27). (JOÃO PAULO II, Mulieris dignitatem)

TEMA: Sim a Deus

Olhando para Maria, compreendemos três coisas: que a felicidade consiste em dizer sempre SIM a Deus, que temos de ser fiéis em todas as circunstâncias da nossa vida, que a fidelidade é feita de desprendimento dos próprios planos e coisas e de uma disponibilidade absoluta para receber com alegria a Vontade de Deus, para avançar todos os dias um pouco mais neste nosso caminho para Deus. (Francisco Fernández CARVAJAL, A Tibieza, Éfeso, Ediç. Prumo, Lda 1990, nr. 220)

Doutrina: Vida humana (Evangelium Vitae 19)

Uma parte significativa da sociedade actual revela-se tristemente semelhante àquela humanidade que Paulo descreve na Carta aos Romanos. É feita «e homens que sufocam a verdade na injustiça» : tendo renegado Deus e julgando poder construir a cidade terrena sem Ele, «desvaneceram nos seus pensamentos», pelo que «se obscureceu o seu insensato coração»; «considerando-se sábios, tornaram-se néscios», fizeram-se autores de obras dignas de morte, e «não só as cometem, como também aprovam os que as praticam». Quando a consciência, esse luminoso olhar da alma, chama «bem ao mal e mal ao bem» (Is 5, 20), está já no caminho da sua degeneração mais preocupante e da mais tenebrosa cegueira moral. (JOÃO PAULO II, Evangelium vitae, 24ª)

FESTA: Anunciação do Senhor

Nota Histórica
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida» (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o «Deus connosco».
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada. (SNL)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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