«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

18
Jun 08

Editora – DIEL – Colecção Éfeso

Av. Almirante Reis, 142 – 1º Dto.Lisboa

Tel. 21 352 20 83 – Telemóvel 93 352 20 83


publicado por spedeus às 23:01

… torna a alma sóbria, modesta, compreensiva; facilita-lhe um recato natural que é sempre atraente, porque se nota na conduta o domínio da inteligência. A temperança não supõe limitação, mas grandeza»


(Amigos de Deus, nº 84 – S. Josemaría Escrivá de Balaguer)
publicado por spedeus às 22:16

17
Jun 08
Cronologia da vida de São Paulo

Conhecemos algumas datas exactas ou muito aproximadas na vida do Apóstolo pela referência cronológicas que faz São Lucas nos Actos, pelas conexões de alguns episódios com a história profana e, finalmente, pelos dados que extrair-se das epístolas paulinas. Tudo isso permite situar os outros episódios menos conhecidos cronologicamente dentro de limites de aproximação que, no pior dos casos, não excedem os cinco anos. Segundo isto, pode dar-se o seguinte quadro cronológico (o hífen entre duas datas indica o tempo em que se deve situar o acontecimento. A barra entre duas datas indica que há uma alternativa entre ambas, segundo o sistema de datação):


Ano d.C. // Acontecimento


7-12
Nascimento em Tarso da Cicilia

Depois do ano 30
Estada em Jerusalém: estudos para rabino

34/36
Vocação para a fé cristã. estada em Damasco e retiro na Arábia

37/39
Primeira visita aos Apóstolos de Jerusalém

43-44
Estada em Tarso

44-45
Estada em Antioquia da Síria

Primavera 45 – Primavera 49
Primeira viagem missionária

49-50
Concílio de Jerusalém. Incidente de Antioquia

Fim do ano 49 ou começo do ano 50, até Outono do ano 52
Segunda viagem missionária

50-52
1ª e 2ª Epístola aos Tessalonicenses (Corinto)

Primavera de 53 - Primavera de 58
Terceira viagem missionária

Outono de 54 – Primavera do ano 57
Estada em Éfeso

54
Epístola aos Gálatas (Éfeso?)

Primavera de 57
1ª Epístola aos Corintios (Éfeso)

57
Visita a Corinto

Verão de 57
Viagem à Macedónia

Outono de 57
2ª Epístola aos Corintios

Inverno 57-58
Estada em Corinto
Epístola aos Romanos (Corinto)

Páscoa de 58
Estada em Filipos

Pentecostes de 58
Prisão em Jerusalém

58- 60
Prisão em Cesareia

Outono de 60 – Primavera de 61
Viagem marítima de Cesareia a Roma

Primavera de 61 – Primavera de 63
Primeiro cativeiro romano

62/54-57
Epístola aos Filipenses (Roma) (Éfeso?)

62
Epístola a Filémon e aos Colossenses (Roma)

Fins de 62 ou primeiros meses de 63
Epístola aos Efésios (Roma)

63-64
Viagem à Espanha (?)

64-67
Viagem à Ásia Menor, Creta e à Macedónia

65
Epístola 1ª a Timóteo. Epístola a Tito (Macedónia)

64-66
Epístola aos Hebreus (?) (Roma ?, Atenas ?)

66-67
2ª Epístola a Timóteo (Roma)

66-67
Segundo cativeiro romano e morte por martírio


(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 433-434)
publicado por spedeus às 23:01

16
Jun 08
… é sacrificar, quando chegue o caso, os interesses presentes aos interesses eternos, que assim se compra a eternidade com a moeda do tempo»

(Sermo 16,2 – Santo Agostinho)


Quão difícil é este resgate no mundo de hoje com os seus constantes apelos ao imediatismo. Ter a noção da efemeridade dos “bens” e “prazeres” que nos propõem se comparados com o verdadeiro bem, que é Deus Nosso Senhor e o Reino dos Céus, que Jesus Cristo Seu Filho nos anunciou, e com o real e verdadeiro prazer que é estarmos seguros do Seu amor eterno, é por si só uma enorme alegria.

Dirão os não crentes, jamais, trocar o certo pelo incerto, nunca!
Realmente sem o elemento essencial da fé e o racionalismo que ela nos assegura, sim, porque ter-se fé é ser-se racional, diria mesmo arriscando-me a que me apelidem de arrogante, ter fé é um acto superior de inteligência e muitos que categoricamente afirmam não a ter, fazem-no por absoluta ignorância dos textos Sagrados e por incapacidade total de os compreender ou por pura mandriice de os ler, mas ler não chega, há que estudá-los, lendo em paralelo o que ao longo dos séculos, Padres, Doutores da Igreja, Santos e grandes teólogos sobre eles comentaram.
Ah! Para o fazer é necessário tempo, pois, mas esse tempo é já um resgate.

(JPR)
publicado por spedeus às 23:02

A última etapa da sua vida


Os Actos dos Apóstolos terminam o seu relato perto do fim do primeiro cativeiro romano de Paulo; não tratam, pois, do último período, para o que devem ser extraídos os dados das epístolas pastorais do próprio Apóstolo (1 e 2 a Timóteo e a Tito) e de algumas notícias das tradições conservadas em escritos de fins do século I (Epístola I do Papa São Clemente) ou posteriores (Cânon de Muratori, pelo ano 180).

É provável que Paulo, muito pouco depois de ficar livre em Roma, tenha realizado o antigo projecto de pregar o Evangelho na Hispânia (Rom 15, 24.28), segundo parecem confirmá-lo 1 Clem 5,7; Cânon de Muratori, lin. 38-39, e algumas tradições locais, como a de Tarragona. Foi uma viagem breve, não mais de um ano de duração (cerca de 63-64), depois do que volta para o Oriente. Não se pode reconstituir o itinerário destas viagens. Só sabemos que voltou a Éfeso e dali a Macedónia. Também esteve em Creta, em Corinto e em Mileto.

É possível que tenha sido detido em Tróade e processado em Éfeso. Pelo Outono de 66 está de novo preso em Roma, donde continua a fazer quanto pode pelas igrejas. Deste segundo cativeiro não seria libertado, mas sofreu o martírio; segundo a tradição foi decapitado junto de Tre Fontane, em Acque Salvie, seguramente no ano 67.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 432-433) Continua
publicado por spedeus às 23:00

15
Jun 08
«Mas como nesta época se levantam novos problemas e se multiplicam erros gravíssimos que pretendem destruir desde os seus fundamentos a religião, a ordem moral e inclusive a sociedade humana, este santo Concílio exorta de coração aos leigos para que cada um, segundo as qualidades pessoais e a formação recebida, cumpra com suma diligência a parte que lhe corresponde, segundo a mente da Igreja, em esclarecer os primeiros cristãos, difundi-los e aplicá-los certeiramente aos problemas de hoje»

(Conc. Vaticano II – Apopstolicam actuositatem, nº 6)
publicado por spedeus às 23:03

Primeiro cativeiro de São Paulo


Chegados Paulo e os seus companheiros a Jerusalém, foram muito bem recebidos pelos irmãos, pelos presbíteros e por Tiago. Paulo explicou as maravilhas que Deus tinha operado entre os Gentios e as muitíssimas conversões. Alguns judeus provocam um tumulto contra Paulo, que teria sido linchado se o tribuno não tivesse intervindo com a coorte; é preso, mas o tribuno permite-lhe falar à multidão. O Apóstolo pronuncia então um sentido discurso, interrompido pela gritaria da multidão. Não sabendo como averiguar a causa de todo aquele motim, o tribuno manda açoitá-lo – a terrível flagelação romana – para que declare; mas Paulo apela para a sua cidadania romana, e aquele retira a ordem. De novo o tribuno procura averiguar a causa de tudo aquilo, convoca o Sinédrio, faz comparecer Paulo, que fala com grande habilidade; mas realiza-se uma conjura para o matar, da qual é salvo mediante o envio Cesareia Marítima sob custodia de duas centúrias da soldados. Ali é apresentado ao Procurador António Félix, que o retém preso dois anos, em ‘custodia militaris’, até que, sob o novo Procurador Festo, Paulo se vê obrigado a apelar para César, para evitar cair nas mãos dos Judeus. Paulo é, efectivamente, enviado a Roma de barco, sob a custódia de um centurião. São Lucas narra-nos as peripécias da viagem marítima: o naufrágio, o refúgio em Malta e o resto da viagem até Roma. Chegados ali, Paulo é posto em custódia mitigada, de tal modo que pode receber quantos acorriam a ele, pregando-lhes o Evangelho. Aqui acaba a narração dos Actos. Cumpridos esses anos, o expediente de Paulo deve ter sido suspenso, por não acorrerem acusadores nem acusação escrita; de facto, pela Primavera de 63 foi posto em liberdade.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 431-432) Continua

publicado por spedeus às 23:01

14
Jun 08
A leitura assídua das Sagradas Escrituras ainda que lidas e relidas ao longo da vida são sempre fonte de conhecimento e de sabedoria e da cada vez que o fazemos aproximamo-nos Dele e aprendemos algo de novo que nos torna melhores servidores dos Seus desígnios.

Bom Domingo!

(JPR)

«O princípio da sabedoria é o sincero desejo de ser instruído por ela, e desejar instruir-se é já amá-la.Mas amá-la é obedecer às suas leis, e obedecer às suas leis é garantia de incorruptibilidade. E a incorruptibilidade aproxima-nos de Deus»

(Livro da Sabedoria 6, 17-19)

«A natureza intelectual da pessoa humana aperfeiçoa-se por meio da sabedoria, que impele com suavidade a mente do homem para a busca e o amor da verdade e do bem. Penetrado por ela, o homem é guiado através das coisas visíveis para as invisíveis»

(Conc. Vaticano II – Gaudium et spes, nº 15)
publicado por spedeus às 23:07

publicado por spedeus às 23:06

As grandes viagens missionárias (3)

‘Terceira viagem’

Volta a ser o livros dos Actos do Apóstolos (18, 23-21, 16) o que nos dá a trama deste período, mas completado agora por muitos pormenores tirados das cartas do próprio Paulo. Depois de uma nova estada em Antioquia da Síria, o Apóstolo visita as Igrejas da Galácia e da Frígia «e confortava todos os discípulos» (Act 18,23). Passou uns três anos em Éfeso, durante os quais colocou as bases desta importante Igreja local. A partir de Éfeso difundiu-se o Evangelho a Colossas, Laodiceia e Hierápolis da Frígia, e Paulo fez uma viagem de ida e volta para atender a igreja de Corinto. O motim dos ourives obrigou Paulo a abandonar Éfeso, e percorreu de novo a Macedónia e a Acaia, acompanhado por alguns discípulos.

Embarcando em Filipos, empreende viagem a Jerusalém, que será a última, pelo menos das que conhecemos. Faz escalas em Tróade, Mitilene, Santos, Trogilião e Mileto, onde convoca os presbíteros de Éfeso e lhes dirige um dos discursos mais memoráveis (Act 20, 27-38). Navega passando por Cos, Rodes. Pátara e, daqui, directamente para Tiro de Fenícia, avistando Chipre à esquerda. Permanece em Tiro uns dias com os discípulos dali, e reúnem-se na praia para fazer oração. Embarcando de novo, faz escala em Prolemaida e chega a Cesareia Marítima, onde os discípulos lhe pedem que não vá a Jerusalém, tendo em conta os vaticínios de Agabo sobre a prisão de Paulo. Mas o Apóstolo, acompanhado de alguns discípulos, sobre a Jerusalém.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 430-431) Continua

publicado por spedeus às 23:06

publicado por spedeus às 23:05

Credo in unum Deum,
Patrem omnipotèntem, factòrem caeli et terrae,
visìbilium òmnium et invisibìlium.
Et in unum Dòminium Iesum Christum,
Fìlium Dei unigènitum,
et ex Patre natum ante òmnia sàecula.
Deum de Deo, Lumen de Lùmine, Deum verum de Deo vero,
gènitum, non factum, consubstantiàlem Patri:
per quem òmnia facta sunt.
Qui propter nos hòmines et propter nostram salútem
descèndit de caelis.

Et incarnàtus est de Spìritu Sancto
ex Marìa Vìrgine, et homo factus est.
Crucifìxus ètiam pro nobis sub Pòntio Pilàto;
passus et sepùltus est,
et resurrèxit tèrtia die, secùndum Scriptùras,
et ascèndit in caelum, sedet ad dèxteram Patris.
Et ìterum ventùrus est cum glòria, iudicàre vivos et mòrtuos,
cuius regni non erit finis.
Et in Spìritum Sanctum, Dòminum et vivificàntem:
qui ex Patre Filiòque procèdit.
Qui cum Patre et Fìlio simul adoràtur et conglorificàtur;
qui locùtus est per prophètas.
Et unam, sanctam, cathòlican et apostòlicam Ecclèsiam.
Confìteor unum baptisma in remissiònem peccatòrum.
Et exspècto resurrectiònem mortuòrum,
et vitam ventùri saèculi.
Amen.
publicado por spedeus às 23:03

É o português mais famoso do mundo, venerado em todas as línguas e continentes!
Não, não vou falar hoje de futebol, mas sim do nosso Santo António!A sua fama de santidade foi tão evidente para todos – e os milagres foram tantos e tão extraordinários – que, alguns meses depois da sua morte, em 1232, o papa Gregório IX o proclamou santo.
Lisboa e Portugal rejubilaram com esta honra e, desde então, a sua devoção está entranhada na nossa identidade. Mas hoje, com o desgaste dos séculos, falar de Santo António é quase sinónimo de marchas populares, sardinha assada e manjericos, aos quais podemos ainda juntar uma ou outra procissão e um punhado de casamentos.
Não é que Santo António se importe com esta redução… O grande teólogo e doutor da Igreja soube sempre tirar partido das mais variadas circunstâncias da vida para falar de Cristo e propor a salvação a todos, sem excepção.
O que me parece é que aconteceu com Santo António o que está a acontecer com a fé na Europa: trocámos o sentido profundo das coisas pelo seu lado superficial.

Aura Miguel

(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 11:06

13
Jun 08
«Não digas: não posso ajudar os outros, pois se és cristão de verdade, é impossível que não o possas fazer (…). Se ordenamos bem a nossa conduta, tudo o resto se seguirá como consequência natural. Não pode ocultar-se a luz dos cristãos, não pode ocultar-se uma lâmpada tão brilhante»

(Homília sobre Act, 20 – São João Crisóstomo)
publicado por spedeus às 23:08

As grandes viagens missionárias (2)

‘Segunda viagem’

A fonte básica é Act 15, 36-18, 22. De Antioquia, Paulo e Barnabé partem para visitar as Igrejas fundadas durante a primeira viagem missionária. Não chegam a um acordo sobre a colaboração de Marcos. Barnabé, acompanhado de Marcos, partiu para Chipre enquanto Paulo, ajudado por Silas, percorreu as Igrejas da Síria e da Cilícia. Em Listra junta-se-lhes Timóteo. Continuam através da Frígia e da Galácia, fundando novas comunidades. Em Tróade, Paulo tem a visão nocturna do macedónio (Act 16, 9-10), depois da qual passam para a Europa, começando pelas cidades da Macedónia: Neápolis e Filipos. Aqui Paulo e Silas são açoitados e encarcerados, mas são libertados miraculosamente. Passaram para Tessalónica, enquanto Paulo foi acompanhado por alguns neófitos a Atenas, onde pregou aos Judeus na sinagoga a aos pagãos no Areópago. Partiu depois para Corinto, onde fundou uma nova Igreja e a atendeu durante ano e meio, ao fim do qual teve de ir-se embora perante a hostilidade de alguns judeus. Empreendeu o regresso a Antioquia acompanhado até Éfeso por Áquila e Priscila, casal neocristão, e dali embarcou para Cesareia Marítima na Palestina, subiu «para saudar a igreja» (Act 18,22), certamente a de Jerusalém, e dali regressou a Antioquia.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 429-430) Continua

publicado por spedeus às 23:07

Foi apresentado esta Quinta-feira [ontem], na sala de imprensa de Santa Sé, o documento de trabalho (Instrumentum Laboris) da XII Asssembleia-Geral ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em Roma de 5 a 26 de Outubro próximo, sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. O “fundamentalismo cristão”, isto é, a obediência literal e acrítica aos textos sagrados, vai -se difundindo cada vez mais, não só entre os novos movimentos religiosos, mas também entre os Católicos, com o risco de gerar “erros graves” e “conflitos inúteis”. Esta preocupante situação é referida no “Instrumentum laboris” de preparação da Assembleia sinodal que vai ter lugar em Outubro, sobre a Sagrada Escritura. No documento, a Igreja põe de sobreaviso fiéis e pastores, não só sobre o fundamentalismo, mas também sobre as chamadas “leituras ideológicas” da Bíblia. Numa referência indirecta à chamada “teologia da libertação”, o texto fala de “pré-compreensões rígidas de ordem espiritual, social e política, ou simplesmente humanas, sem o suporte da fé”. Especial preocupação é expressa quanto ao “risco de fundamentalismo, com amplas implicações antropológicas, sociólogas, e psicológicas, mas que se aplica de modo particular à leitura bíblica e à sua interpretação do mundo”. A nível de leitura bíblica – adverte o texto preparatório do Sínodo – “o fundamentalismo refugia-se no literalismo, recusando-se a tomar em consideração a dimensão histórica da revelação bíblica, correndo assim o risco de não aceitar plenamente a própria Incarnação”. Se a forma extrema desta tendência é a “seita”, contudo “este género de leitura encontra cada vez mais aderentes entre os católicos”. “O carisma da inspiração (observa o texto agora difundido) permite afirmar que Deus é o autor da Bíblia, de um modo que não exclui o homem como verdadeiro autor de si mesmo”. “Na verdade, à diferença do que seria um ditar pura e simples (o texto sagrado), a inspiração não retira a liberdade e as capacidades pessoais do escritor, mas ilumina-o e inspira-o”. Concepção esta que distingue e de certo modo contrapõe o sentido das Escrituras do Alcorão, que os muçulmanos consideram literalmente “ditado” por Alá ao seu profeta Maomé. Serão cerca de 250 os padres sinodais que, em representação dos episcopados do mundo inteiro tomarão parte nos trabalhos do próximo sínodo. Esperamos e rezamos para que também os chineses possam estar presentes no próximo sínodo: foi com estas palavras que o secretario geral do sínodo D. Nicolau Eterevoc respondeu a quem lhe perguntava se desta vez poderá estar presente uma delegação da Igreja chinesa.Recordamos que este será o segundo sínodo geral que se efectua durante o pontificado de Bento XVI. O primeiro, dedicado á Eucaristia teve lugar em Outubro de 2005, poucos meses após a sua eleição, mas fora convocado pelo seu predecessor João Paulo II.Para este sínodo de Outubro próximo foi Bento XVI que escolheu o tema e estabeleceu algumas regras, entre as quais uma maior liberdade na discussão entre os bispos através de uma hora diária de discussão livre, mecanismo já experimentado com sucesso no sínodo precedente sobre a Eucaristia.Depois o Papa reduziu de 4 para três as semanas de trabalho sinodal para concentrar o debate e dar vida a uma discussão menos dispersiva e chegar rapidamente a uma síntese.

(Fonte: Radio Vaticana online)
publicado por spedeus às 10:12

12
Jun 08
«A uma mentalidade “crítica”, com a qual o homem critica tudo à excepção de si mesmo, contrapomos a abertura ao infinito, a vigilância e a sensibilidade para a totalidade do ser, uma humildade de pensamento pronta a vergar-se à majestade da verdade, perante a qual nós não somos juízes mas mendigos. Só ao coração vigilante e humilde a verdade se mostra.»

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)
publicado por spedeus às 23:04

As grandes viagens missionárias (1)

As linhas gerais para estes densos anos da vida do Apóstolo devemo-las ao trabalho historiográfico de São Lucas em Act 13,1-21,16. O centro da actividade apostólica de São Paulo á Antioquia da Síria, donde parte e para onde volta com excepção da terceira e última viagem, que acaba em Jerusalém. A partir daí podemos falar da última grande etapa da sua vida.

Primeira viagem

Conhecemos os dados fundamentais por Act 13,1-14, 28. Por iniciativa concreta do Espírito Santo, Barnabé e Paulo partem a propagar o Evangelho, acompanhados pelo jovem João Marcos, que chegará a ser o segundo evangelista. Pregam em bastantes cidades da Ilha de Chipre. Depois embarcam para percorrer as regiões da Panfilia e da Licaónia (zona sudeste da actual Turquia), onde também evangelizam em várias cidades e, em geral, acabam por encontrar a oposição violenta de uma parte dos Judeus ali estabelecidos. Em Listra, depois de rejeitar honras divinas, Paulo lapidado por instigação de alguns judeus chegados de Icónio e de Antioquia da Pisídia, onde Paulo tinha tido um discurso memorável aos Judeus e prosélitos. Regressam a Antioquia da Síria; ale levanta-se a primeira controvérsia com cristãos judaizantes, procedentes de Jerusalém, os quais pretendiam impor a observância da Lei moisaica aos fieis provenientes do paganismo.

Os cristãos de Antioquia decidem enviar Paulo e Barnabé a Jerusalém, para consultar o assunto com os Apóstolos. Estes, no chamado concílio de Jerusalém, estabelecem a completa liberdade dos cristãos, relativamente aos preceitos rituais, disciplinares, etc., da Lei moisaica.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 428-429) Continua

publicado por spedeus às 23:02


Editora – DIEL
Av. Almirante Reis, 142 – 1º Dto.
Lisboa
Tel. 21 352 20 83 – Telemóvel 93 352 20 83
e-mail: dielnet@gmail.com
www.dielnet.com
publicado por spedeus às 17:04

11
Jun 08

Conversão e primeiros anos na Fé Cristã

Mas quando se aproximava desta cidade, com procuração dos Sumos Sacerdotes para prender os Cristãos, apareceu-lhe Jesus Cristo ressuscitado, diante de cuja visão inegável, e do efeito da graça, se efectua a rendição de Saulo, convencido subitamente da sua atitude errónea. Foi o momento da sua conversão, de que o Apóstolo falará como de uma mudança radical na sua vida, graças ao chamamento directo feito por Jesus, imprevisto por Saulo, e considerado sempre por ele como a sua vocação divina.

Foi conduzido imediatamente a Damasco e instruído por Ananias, que tinha sido advertido sobrenaturalmente da vocação de Saulo. Recuperada a vista e as forças e baptizado, pôs-se a pregar a misericórdia e as maravilhas que Jesus, que lhe tinha aparecido realmente no caminho de Damasco, era o Messias e Filho de Deus. Pouco depois retirou-se para a Arábia (certamente zona a sudeste da actual Síria e voltou a Damasco, onde, ao mesmo tempo que continuava a ser instruído na fé cristã, prosseguia o seu testemunho acerca de Cristo Ressuscitado. Isso acarretou-lhe a perseguição dos Judeus, até ter de se esconder e fugir de noite da cidade, descido das muralhas pelos irmãos.

Deste modo chegou a Jerusalém, onde, depois dos bons ofícios de São Pedro e São Barnabé, foi acolhido pelos Cristãos, que desconfiavam, pela recordação do perseguidor. As disputas de Paulo com os Judeus puseram de novo em perigo a sua vida, e outra vez os novos irmãos cristãos o conduziram a Cesareia Marítima e, daí, embarcou para a sua cidade natal, tarso. Daqui passou para outras cidades da Cilícia e da Síria, onde continuou a dar testemunho da sua fé cristã durante uns quatro ou cinco anos, animado por São Barnabé. Este período terminou com uma nova viagem de Barnabé e Paulo a Jerusalém para levar uma colecta aos irmãos da Judeia.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 427-428) Continua

publicado por spedeus às 23:02

«O homem que se faz senhor da verdade e depois a põe de parte, quando não se deixa dominar, coloca o poder acima da verdade. O poder torna-se a sua norma. Mas precisamente assim ele perde-se a si mesmo. O trono sobre o qual se coloca é um trono falso, a sua pretensa ascensão é já, na realidade, a sua queda.»

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

«Falas, criticas... Parece que sem ti nada se faz bem! Não te zangues se te disser que te comportas como um déspota arrogante»

(Sulco 706 - S. Josemaría Escrivá de Balaguer)
publicado por spedeus às 23:02

Era um dos santos mais conhecidos ao longo da Idade Média – fez notar o Papa. Desenvolveu a sua actividade em diversos países da Europa ocidental, consciente da unidade cultural da Europa. "Com a sua energia espiritual, com a sua fé, com o seu amor a Deus e ao próximo, tornou-se realmente um dos Pais da Europa: ele mostra-nos também hoje onde estão as raízes das quais pode renascer esta nossa Europa", assinalou.Nascido na Irlanda, tinha vinte anos quando entrou num mosteiro, dedicando-se a uma vida de oração, ascese e estudo. Aos 50 anos, com uma dúzia de outros monges, empreendeu uma missão no continente europeu. Fundou três mosteiros em terra dos Francos, nomeadamente Luxeil, onde viveu vinte anos e escreveu a « Regra dos monges». O seu ideal monástico caracteriza-se por uma severa chamada à conversão e ao desapego das coisas terrenas, a fim de que o homem se abra livremente ao amor de Deus e a ele corresponda com todo o seu ser, reconstruindo deste modo em si mesmo a imagem de Deus. Nesse sentido, São Columbano introduziu no Continente a prática da confissão privada e a « penitência » correspondente, proporcional à gravidade do pecado cometido.

(Fonte: Radio Vaticana online)
publicado por spedeus às 16:38

10
Jun 08
“Mesmo na prisão, há a possibilidade de rezar, de dialogar com Aquele que nos salva”

(Audiência em 12/III/2008 – Bento XVI)
publicado por spedeus às 23:04

Dai-me Senhor a humildade de saber que sobre Ti pouco ou nada sei, a não ser que me criaste e do pouco que sei, sei sem quaisquer dúvidas, que Vos amo profundamente.

Dai-me Senhor a capacidade de continuar a aprender das Sagradas Escrituras, dos Santos, dos Padres e da Santa Madre Igreja como fortalecer o meu amor por Ti.

Dai-me Senhor a sabedoria e a fé de bem compreender que a tua imolação na Cruz foi para a salvação de pecadores como eu.

Dai-me Senhor a capacidade de ser humilde e manso de coração, para combater a soberba que tão frequentemente me assola.

Dai-me Senhor o discernimento para quando evoco o teu Santíssimo nome, o faça com as palavras justas e apropriadas.

(JPR)
publicado por spedeus às 23:03

Juventude e formação judaico-helenística

Nasceu em Tarso na Cilícia, cidade comercial e com alto nível cultural, onde passou a meninice e para onde voltou várias vezes mesmo depois da sua conversão. Era da tribo de Benjamim e ardoroso fariseu. Nas suas Epístolas chamava-se Paulo (Paulos), mas parece que antes da sua conversão preferia chamar-se Saulo (Shaúl): ter dois nomes, grego ou latino e hebraico, foi corrente entre os Judeus daqueles tempos moradores nos domínios do Império Romano. Em Actos é chamado Saulo até Act 13,9; a partir desse passo é chamado de Paulo. Em Tarso deve ter recebido educação normal de um filho de família remediada nas províncias helénicas do Império Romano. No seu epistolário mostra dominar o grego koiné como língua nativa, falada e escrita: tem grande facilidade de linguagem e expressão, mas não se preocupa com empregar expressões académicas. Desde jovem deve ter sido muito afeiçoado às provas atléticas, pois são frequentes as comparações e a linguagem atléticas para ilustrar a doutrina espiritual. Deve ter adquirido uma ampla cultura geral literária, filosófica e das religiões do mundo pagão. Mas não mostra interesse algum pelas descrições de paisagem e monumentos, que tantas vezes teve ocasião de contemplar.
Juntamente com essa formação que podemos chamar de helenística e humanística, sendo ainda jovem foi para Jerusalém, provavelmente para se formar como rabino; frequentou a escola de Gamaliel, é um dos famosos rabinos do seu tempo, e seguiu com paixão as doutrinas dos Fariseus. Provavelmente na sinagoga de Tarso tinha-se iniciado no conhecimento da língua sagrada hebraica, que dominou com perfeição na sua estada em Jerusalém, assim como o dialecto aramaico palestinense. Como era costume entre os rabinos, São Paulo exerceu um ofício: fabricante de tendas de campanha, skenopoiós, termo que pode designar também alguns dos ofícios subsidiários de tal artesanato, como correeiro ou tecelão de lonas.
Durante os seus estudos rabínicos em Jerusalém, provavelmente pouco depois da morte de Nosso Senhor, mostra-se decidido perseguidor dos Cristãos e toma a iniciativa de estender tal perseguição entre os bairros Judeus de Damasco.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 425-427) Continua

publicado por spedeus às 23:02

09
Jun 08
Aquele que é capaz de acreditar e de dizer: «Encontrámos o amor!», não pode deixar de transmitir o que recebeu. Sabe que, ao proceder desse modo, não causa violência a ninguém, não destrói a identidade de ninguém, não arruína cultura alguma; pelo contrário, liberta-as para a sua possível grandeza.

(A Caminho de Jesus Cristo – Joseph Ratzinger)
publicado por spedeus às 23:04

Nota prévia:

Dá-se início hoje à transcrição de excertos da Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra com dados relevantes sobre o Apóstolo das gentes São Paulo. Procura-se desta forma divulgar a relevância de este grande Apóstolo de Jesus Cristo e incansável divulgador da fé em consonância com o ano Jubilar que brevemente terá início.

(JPR)

Fontes biográficas

São Paulo é o Apóstolo de cuja vida mais notícias temos, graças aos dados que se deduzem das suas Epístolas e às informações que oferece São Lucas nos Actos dos Apóstolos. Nem sequer de São Pedro e São João sabemos tento como de São Paulo. Não obstante, não podemos reconstruir a sua biografia completa, porque nenhuma dessas fontes teve tal intenção. De qualquer modo, combinando Epístolas com Actos podemos obter os traços mais importantes da sua personalidade – de modo directo através das Epístolas, ou solidamente fundados segundo os Actos – e os traços fundamentais do seu perfil biográfico, ainda que fiquem diversas lacunas para uma história completa desde a sua juventude até ao seu martírio.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – Introdução às Cartas de São Paulo – Vida de São Paulo – pág. 425) Continua

publicado por spedeus às 23:01

08
Jun 08

«Porém, Jesus o despediu dizendo: ‘Volta para a tua casa, e conta quanto Deus te fez’. Ele foi e proclamou por toda a cidade quanto Jesus lhe tinha feito.»

(S. Lucas, 8, 39)


Nesta recta final que nos aproxima do Ano Paulino declarado pelo Santo Padre e com início no dia de S. Pedro e S. Paulo, procuremos imitar S. Paulo que foi um incansável proclamador da palavra de Jesus Cristo.
Não seremos capazes de o fazer com o seu brilhantismo, mas com fé e humildade tentemos à nossa dimensão, ser também “apóstolos” das gentes e procuremos desde já e para além da própria celebração que se estende por um ano, divulgar a Sua palavra, mesmo àqueles que já a conheçam, mas que a não têm cultivado e acarinhado.

(JPR)

publicado por spedeus às 23:04

O Papa começou por recordar que no centro da liturgia da Palavra deste domingo se encontra uma expressão do profeta Oseias, que Jesus retoma no Evangelho “Quero o amor e não o sacrifício, o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos”.

“Trata-se de uma palavra-chave, uma daquelas palavras que nos introduzem no coração da Sagrada Escritura” – sublinhou Bento XVI. O contexto em que Jesus faz sua esta passagem do profeta, é a vocação de Mateus, que uma celebérrima pintura de Caravaggio tão bem ilustra. Jesus vai a casa de Mateus, onde se encontra e está à mesa com tantos outros publicanos, todos considerados publicamente pecadores. Aos fariseus escandalizados ele responde: “Não são os sãos que têm necessidade do médico, mas os doentes… Não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

“O evangelista Mateus, sempre atento ao elo que liga Antigo e Novo Testamento, neste ponto põe nos lábios de Jesus a profecia de Oseias: Ide e aprendei o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício.”

“É tal a importância desta expressão do Profeta que o Senhor a cita novamente noutro contexto, a propósito da observância do Sábado – prosseguiu Bento XVI. Também neste caso Ele assume a responsabilidade da interpretação do preceito, revelando-se como Senhor das próprias instituições legais.

“Portanto, Jesus, Verbo feito homem, reencontrou-se plenamente, por assim dizer, neste oráculo de Oseias. Fê-lo com todo o seu coração e realizou-se no seu comportamento, à custa até mesmo de ferir a sensibilidade dos chefes do seu povo. Esta palavra de Deus chegou até nós através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã:

a verdadeira religião consiste no amor de Deus e do próximo. É isso o que dá valor ao culto e à prática dos preceitos.

”Bento XVI concluiu dirigindo o olhar a Maria, para que, por intercessão da Mãe de misericórdia, possamos “viver sempre na alegria da experiência cristã”, em “filial abandono em relação a Deus, que é misericórdia infinita”. Poderemos assim fazer nossa uma conhecida oração de Santo Agostinho:

“Tem piedade de mim, Senhor. Eis-me aqui, não escondo as minhas feridas. Tu és o médico, eu sou o doente; Tu és misericordioso, eu mísero… Toda a minha esperança está na tua grande misericórdia”.

(Fonte: Radio Vaticana)

Nota: Sobre a pintura de Caravaggio vide primeira inserção do dia de hoje. Obrigado!

publicado por spedeus às 14:01

07
Jun 08
publicado por spedeus às 23:07

«Trata-se de um meio necessário que Deus nos confia na terra, alongando os nossos dias e tornando-nos participes do Seu poder criador, para que ganhemos o nosso sustento e simultaneamente, recolhamos ‘frutos para a vida eterna ‘ (Jo, IV, 36)

(Amigos de Deus, nº 57 – S. Josemaría Escrivá de Balaguer)


Quando comecei a frequentar os meios de formação do Opus Dei, para além da linguagem directa, incisiva entusiasmante do seu fundador, que apenas recebi através da leitura e visão de alguns dos vídeos existentes, a ideia da santificação pelo trabalho atraiu-me logo.
Devo confessar, que inicialmente não certamente pelos melhores motivos, pois, por pura vaidade e falta de visão sobrenatural, via-a como uma mais-valia estritamente pessoal.
A frequência assídua desse meios de formação fizeram-me perceber que o meu ‘eu’ era o menos importante, remeter a Deus Nosso Senhor tudo que de bom fazemos no nosso dia-a-dia e pedir-Lhe ajuda para corrigir os erros, tendo-O sempre em mente, bem como as pessoas com quem lidamos, e procurarmos através dos nossos actos e do esmero nas tarefas que executamos, desde as mais simples, ser exemplos de vida cristã, era e é de facto o mais importante.
Mas atenção, não é tarefa fácil e com frequência a vaidade tenta ‘pôr a cabeça de fora’, mas Ele tem sempre a sua mão estendida para nos ajudar, saibamos nós ter a humildade de nos socorrermos d’Ele directamente ou por intercessão da Virgem Maria, do nosso Anjo da Guarda e dos Santos de nossa devoção.

Bom Domingo!

(JPR)

publicado por spedeus às 23:05

publicado por spedeus às 23:00

06
Jun 08

«Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta»

(S. Mateus 5,23-24)


«A verdadeira reconciliação entre homens que são adversários e inimigos entre si, só é possível, se se deixarem, simultaneamente, reconciliar com Deus».

(João Paulo II)

publicado por spedeus às 23:06


A inveja é o “vício clerical, por excelência”, e os outros pecados capitais mais presentes na Igreja são a vaidade e a calúnia. Quem o afirma é o Cardeal Carlo Maria Martini, Arcebispo emérito de Milão, 81 anos, um dos nomes mais respeitados da Igreja Catóica no mundo.
O Cardeal Martini, que ao completar 75 anos, trocou Milão por Jerusalém, está a dirigir os exercícios espirituais na sede dos Jesuítas, na localidade de Ariccia, próximo de Roma.
Segundo ele, muitos dentro da Igreja estão “consumidos” pela inveja. Alguns não aceitam nomeações de outros para Bispo e este não é o único pecado capital entre os homens da Igreja. O Cardeal contou que costumam chegar às dioceses cartas anónimas, desacreditando seus membros. Quando estava em Milão, mandava destruir todas as cartas com calúnias.
D. Carlo Maria Martini denunciou também o vício da vaidade, precisando que na Igreja “é muito grande”.
“Continuamente – disse – a Igreja se desnuda e se reveste de ornamentos inúteis, numa tendência à ostentação, ao alarde”.
O Cardeal italiano citou ainda o “carreirismo” na Igreja, e especialmente, na Cúria Romana, onde “cada um quer ser mais que o outro”.


Internacional Rádio Vaticano 06/06/2008 16:55 1254 Caracteres 108 Jesuítas

Http://Www.Agencia.Ecclesia.Pt/Noticia_All.Asp?Noticiaid=60958&Seccaoid=4&Tipoid=42


O Cardeal Martini referir-se-á sobretudo à realidade italiana que pessoalmente conheço bem, sendo que ele próprio não está isento de actos de vaidade enquanto Bispo de Milão. Convidar a imprensa para divulgar “crismas”, se é que de tal se podem chamar, via internet, não passa de um puro acto de vaidade pessoal e de pseudo-progressismo.

Não deixa no entanto de ter razão em termos gerais; entre a comunidade eclesial italiana corre a seguinte tentativa de graça “há falta de vocações sacerdotais, mas não faltam vocações episcopais”, ora esta gracinha, de péssimo gosto, é por si só reveladora.

Mas também tenho o privilégio de conhecer homens excepcionais como Arcebispo Emérito de Florença, Cardeal Silvano Piovanelli, homem de uma extraordinária simplicidade e humildade, ou o sucessor do Cardeal Martini à frente da Diocese de Milão, que é a maior diocese da Europa com mais de 5 milhões de diocesanos, Cardeal Dionigi Tettamanzi, homem bondoso e humilde, pelo que não devemos tomar o todo pela parte.

Não para elencar todos os Bispos que conheço, mas o Bispo de Crema, Mons. Oscar Cantoni, é um homem maravilhoso, que me marcou quando ao despedir-se de mim no aeroporto de Lisboa, pediu-me humildemente para rezar por ele.

Infelizmente a sociedade italiana em geral e não apenas a eclesial, 29 anos depois de o Papa não ser um italiano, ainda não foi capaz de digerir esta realidade, pelo que tentar denegrir a Cúria, aonde muitos dos Cardeais também não o são, será no mínimo de mau gosto, diria mesmo, de muito mau gosto.

(JPR)

publicado por spedeus às 19:50

Sim, sim; não, não. Tudo o que passa disto, procede do Maligno»

(S. Mateus, 5, 37)
publicado por spedeus às 09:10

05
Jun 08

«Por ser animal sociável, o homem deve aos outros quanto for necessário para a conservação da sociedade. Ora bem, não seria possível a convivência entre os homens se não se fiassem uns dos outros convencidos de que se dizem mutuamente a verdade»

(Suma Teológica II-II, q.109, a. 3, ad1 – São Tomás de Aquino)


«O mundo vive da mentira; e há vinte séculos que a Verdade veio aos homens.É preciso dizer a verdade! E os filhos de Deus têm de fazê-lo. Quando os homens se habituarem a proclamá-la e a ouvi-la, haverá mais compreensão nesta nossa terra»

(Forja 130- S. Josemaría Escrivá de Balaguer)


Infelizmente a mentira, o faz de conta, o parece que é, mas na realidade não é, esmaga-nos constantemente, na vida política, social e económica, na publicidade e na informação, o que nos obriga a estar profundamente atentos e tentar descodificar as não-verdades que nos pretendem impingir.
Ora, sucede que na nossa boa-fé e por formação, não estamos muitas vezes apetrechados para nos defender, pelo que deveremos ser cautelosos e, digo-o com tristeza e mágoa, sempre à defesa sobretudo nas áreas que anteriormente identifiquei.
O ideal seria ter o tempo e a disponibilidade para consultar várias fontes sobre o mesmo tema, na sua impossibilidade, sejamos humildes de coração e não nos deixemos cair na tentação de comentar temas que não dominamos, para assim não contribuirmos, ainda que involuntariamente, à propagação da mentira.
As mensagens de correio electrónico são hoje muito utilizadas para efeitos difamatórios, pelo que jamais as deveremos reenviar a terceiros, sem ver, ouvir e ler os seus conteúdos.

A bem da verdade!

(JPR)


«… farás um inquérito, averiguarás e informar-te-ás bem. Se for verdade que essa abominação foi cometida no meio de vós»

(Livro do Deuteronómio 13, 15)

publicado por spedeus às 23:12



Francês - http://www.cei2008.ca/

Inglês - http://www.cei2008.ca/en/accueil

Espanhol - http://www.cei2008.ca/es/accueil

publicado por spedeus às 21:26

... a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; nem se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas no candelabro, a fim que dê luz a todos os que estão em casa.


Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está no Céu»

(S. Mateus 5, 14-16)

publicado por spedeus às 08:49

04
Jun 08

Tende a coragem de ousar com Deus! Experimentai! Não tenhais medo d’Ele! Tende a coragem de arriscar com a fé! Tende a coragem de arriscar com a bondade! Tende a coragem de arriscar com a pureza de coração! Comprometei-vos com Deus e então vereis como a vossa vida se ilumina, como ganha grandeza, como deixa de ser aborrecida para se encher de um sem-número de surpresas, porque a bondade infinita de Deus nunca se esgota!

(Homília da Missa da Imaculada Conceição – 08/XII/2005 – Bento XVI)


O Santo Padre incentiva-nos a termos coragem e aos menos seguros transmite como valor absoluto a certeza da bondade infinita de Deus.
Permito-me, aos que já temos raízes mais sólidas, sugerir a humildade de não dar nada por certo e procurar diariamente incrementar o nosso amor por Ele, pois por muito que o amemos não Lhe “chegamos aos calcanhares”, pois o Seu amor é tão profundo, que nos ofereceu o Filho e deixou-O morrer na Cruz para nossa salvação, e este facto histórico, mas também de fé, deve-nos acompanhar todos os dias.
Alguém me contava, que tinha um amigo que no local de trabalho lhe era difícil ter uma imagem ou algo que fizesse lembrar Dele assiduamente, mas com imaginação resolveu o problema, tendo sempre dois clips em forma de crucifixo, ele sabia porque lá estavam e bastava-lhe.

(JPR)


Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele [Paulo] e disse-lhe: “Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma”

(Actos dos Apóstolos 23, 11)


«Tenhamos a coragem de viver pública e constantemente de acordo com a nossa santa fé»

(Sulco 46 - S. Josemaría Escrivá de Balaguer)

publicado por spedeus às 23:09

publicado por spedeus às 23:08

Se o Homem tem capacidade para alimentar toda a população mundial, por que é que não consegue? Muito provavelmente porque falha nas expectativas.

E se, de repente, meio mundo com fome passar a comer? Excelente!

Foi isso que pensámos. Foi isso que dissemos. Até ser verdade.

Quando finalmente aconteceu, percebemos que só tínhamos previsto metade das consequências.

Se, por absurdo, os chineses duplicarem o respectivo consumo de carne, continuarão a consumir cerca de 30 por cento menos do que um americano, mas isso significará que, no mundo, surgirão compradores para mais 60 milhões de toneladas de “bifes por ano”.

Isso significa criar mais 240 milhões de vacas, 600 milhões de porcos ou mais simplesmente 24 mil milhões de galinhas, lembrava o jornal britânico The Guardian.

E para alimentar a dita bicharada precisaremos de quê?

De 50 mil milhões de novas rações para galinhas ou quase 200 mil milhões de quilos de ração para bovinos.

Para o conseguir, resta produzir muito mais cereais do que estamos a fazer ou desviar do consumo de humanos uma boa parte do stok produzido.

Resultado: enquanto uns começam finalmente a poder comer carne e leite, outros deixam de se poder alimentar a pão e água.

Não chega a terra para que todos comam? Tinha razão Malthus para nos alertar para o risco da sobrepovoação do planeta? Falso.

Que se passa então? Temos terra, temos tecnologias, temos meios para conseguir alimentar toda a humanidade na abundância. Porque não o fazemos?

Simplesmente porque todos esperamos demasiado do mercado e esquecemos que o livre comércio não dispensa nem a regulação nem o valor da compaixão.

Graça Franco

(Fonte: RR online)

publicado por spedeus às 16:43


publicado por spedeus às 09:49

03
Jun 08

«Nada se opõe a que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais alto depois do pecado. Efectivamente, Deus permite que os males aconteçam para deles tirar um bem maior. Daí a palavra de São Paulo: "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rom 5, 20). Por isso, na bênção do círio pascal canta-se: "Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor!"»

(Summa theologiae. 3, q. 1, a. 3. ad 3 – São Tomás de Aquino)

publicado por spedeus às 23:05


publicado por spedeus às 21:30

02
Jun 08

«Responde-me: Se tivesses as mãos manchadas em esterco atrever-te-ias a tocar com elas nas vestes do rei? Nem sequer os teus próprios vestidos tocarias com as mãos sujas; antes lavá-las-ias e secá-las-ias cuidadosamente, então os tocarias. Pois, porque não dá a Deus essa mesma honra que concedes a uns vis vestidos?»

(Sermo de Sancta Synaxis – Santo Atanásio Sinaíta)


Enquanto pecador, quão difícil é pronunciar-me sobre a pureza, mas permito-me sugerir que “lavemos as nossas mãos” com frequência e para tal só conheço uma maneira, que é recorrendo ao Sacramento da Reconciliação.

É certo que um bom exame de consciência e um sincero arrependimento nos ajudam a “sacudir” a sujidade, mas não ficamos completamente limpos.

Estou a imaginar algumas pessoas que conheço e de quem gosto e com quem convivo regularmente a pensarem, “lá está este chato a falar da Confissão, mas eu confesso-me directamente a Deus”, pois é, desculpar-me-ão a linguagem frontal, mas tudo isso não passa de cobardia e soberba, a verdadeira Confissão, e o Catecismo da Igreja Católica apenas a pede uma vez por ano (§ 1457), está em recorrermos a quem investido pelo Sacramento da Ordem e como tal sendo o próprio Cristo no acto.

Não vos é fácil de digerir, mas acreditem que faz bem, além de evidentemente de respeitar a Igreja que Jesus Cristo Deus Nosso Senhor fundou e que os homens guiados pelo Espírito Santo foram construindo ao longo dos séculos.

(JPR)

publicado por spedeus às 23:15

publicado por spedeus às 23:15

«Responde-me: Se tivesses as mãos manchadas em esterco atrever-te-ias a tocar com elas nas vestes do rei? Nem sequer os teus próprios vestidos tocarias com as mãos sujas; antes lavá-las-ias e secá-las-ias cuidadosamente, então os tocarias. Pois, porque não dá a Deus essa mesma honra que concedes a uns vis vestidos?»

(Sermo de Sancta Synaxis – Santo Atanásio Sinaíta)


Enquanto pecador, quão difícil é pronunciar-me sobre a pureza, mas permito-me sugerir que “lavemos as nossas mãos” com frequência e para tal só conheço uma maneira, que é recorrendo ao Sacramento da Reconciliação.

É certo que um bom exame de consciência e um sincero arrependimento nos ajudam a “sacudir” a sujidade, mas não ficamos completamente limpos.

Estou a imaginar algumas pessoas que conheço e de quem gosto e com quem convivo regularmente a pensarem, “lá está este chato a falar da Confissão, mas eu confesso-me directamente a Deus”, pois é, desculpar-me-ão a linguagem frontal, mas tudo isso não passa de cobardia e soberba, a verdadeira Confissão, e o Catecismo da Igreja Católica apenas a pede uma vez por ano (§ 1457), está em recorrermos a quem investido pelo Sacramento da Ordem e como tal sendo o próprio Cristo no acto.

Não vos é fácil de digerir, mas acreditem que faz bem, além de evidentemente de respeitar a Igreja que Jesus Cristo Deus Nosso Senhor fundou e que os homens guiados pelo Espírito Santo foram construindo ao longo dos séculos.

(JPR)

publicado por spedeus às 23:15

«Responde-me: Se tivesses as mãos manchadas em esterco atrever-te-ias a tocar com elas nas vestes do rei? Nem sequer os teus próprios vestidos tocarias com as mãos sujas; antes lavá-las-ias e secá-las-ias cuidadosamente, então os tocarias. Pois, porque não dá a Deus essa mesma honra que concedes a uns vis vestidos?»

(Sermo de Sancta Synaxis – Santo Atanásio Sinaíta)


Enquanto pecador, quão difícil é pronunciar-me sobre a pureza, mas permito-me sugerir que “lavemos as nossas mãos” com frequência e para tal só conheço uma maneira, que é recorrendo ao Sacramento da Reconciliação.

É certo que um bom exame de consciência e um sincero arrependimento nos ajudam a “sacudir” a sujidade, mas não ficamos completamente limpos.

Estou a imaginar algumas pessoas que conheço e de quem gosto e com quem convivo regularmente a pensarem, “lá está este chato a falar da Confissão, mas eu confesso-me directamente a Deus”, pois é, desculpar-me-ão a linguagem frontal, mas tudo isso não passa de cobardia e soberba, a verdadeira Confissão, e o Catecismo da Igreja Católica apenas a pede uma vez por ano (§ 1457), está em recorrermos a quem investido pelo Sacramento da Ordem e como tal sendo o próprio Cristo no acto.

Não vos é fácil de digerir, mas acreditem que faz bem, além de evidentemente de respeitar a Igreja que Jesus Cristo Deus Nosso Senhor fundou e que os homens guiados pelo Espírito Santo foram construindo ao longo dos séculos.

(JPR)

publicado por spedeus às 23:15

01
Jun 08
«E agora vós, ó ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. As vossas riquezas estão podres e as vossas vestes comidas pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem servirá de testemunho contra vós e devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes, afinal, para os vossos últimos dias!»

(Epístola de S. Tiago 5, 1-3)
publicado por spedeus às 23:04

«E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas».

(S. Lucas, 12, 15)


«O Senhor não manda que deitemos fora a nossa fazenda e nos afastemos do dinheiro. O que Ele quer é que afastemos da nossa alma a primazia das riquezas, a desenfreada cobiça e febre delas, as solicitudes, os espinhos da vida, que afogam a semente da verdadeira vida.»

(Quis dives salvetur, nº 11 - Clemente de Alexandria)


«… ; foi [São Cipriano] irremovível ao combater os costumes corruptos e os pecados que devastavam a vida moral, sobretudo a avareza»

(Audiência Geral de 6 de Junho de 2007 - Bento XVI)


A avareza é um dos sete pecados capitais (Catecismo da Igreja Católica § 1866) e que ninguém que o cometa se intitule de caridoso, porque mente, que também é pecado, e como todos os pecados é ética e moralmente reprovável.

Saibamos compartilhar e dar, dar não se cinge necessária e exclusivamente aos bens materiais, demos pois, amor, compaixão, carinho, compreensão e saibamos ser disponíveis para o próximo, não sejamos espiritual e materialmente avaros e que nunca nos esqueçamos que há sempre quem precise mais do que nós.

Parece e de facto é elementar, mas infelizmente…

(JPR)
publicado por spedeus às 23:04

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
NUNC COEPI - Blogue sugerido para questões de formação, doutrina, reflexões e comportamento humano
http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/
subscrever feeds
links
pesquisar neste blog
 
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

3 seguidores

blogs SAPO