«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

04
Out 08
A finalidade primária do Sínodo é dedicar-se ao tema da Palavra, com a qual «Deus invisível (cf. Col 1, 15; 1 Tim 1, 17), no seu grande amor, fala aos homens como a amigos (cf. Ex 33, 11; Jo 15, 14-15) e Se entretém com eles (cf. Bar 3, 38), para convidá-los e admiti-los à comunhão com Ele» (DV 2). Isso comporta a escuta e o amor da Palavra do Senhor, que está em consonância com a vida concreta das pessoas do nosso tempo. A Palavra de Deus provoca uma chamada, cria comunhão, envia em missão, para que se torne dom para os outros o que se recebe para si. É, portanto, uma finalidade eminentemente pastoral e missionária: aprofundar as razões doutrinais e deixar-se iluminar por elas significa estender e reforçar a prática de encontro com a Palavra de Deus como fonte de vida nos diferentes âmbitos da experiência e, assim, por caminhos seguros e fáceis, poder ouvir Deus e falar com Ele.

Concretamente, o Sínodo propõe-se, entre os seus objectivos, ajudar a esclarecer melhor os aspectos fundamentais da verdade sobre a Revelação, como são a Palavra de Deus, a fé, a Tradição, a Bíblia e o Magistério, que motivam e garantem um caminho de fé válido e eficaz; estimular um profundo amor à Sagrada Escritura, para que «os fiéis tenham largo acesso» à mesma (cf. DV 22), sublinhando a unidade entre o pão da Palavra e o pão do Corpo de Cristo, para pleno alimento da vida dos cristãos. Além disso, é necessário recordar a indissolúvel circularidade entre a Palavra de Deus e a liturgia; recomendar em toda a parte o exercício da Lectio Divina, devidamente adaptada às diversas circunstâncias; oferecer ao mundo dos pobres uma palavra de consolação e de esperança. Este Sínodo pretende, portanto, colaborar para um correcto exercício hermenêutico da Escritura, orientando bem o necessário processo de evangelização e inculturação; entende encorajar o diálogo ecuménico, estreitamente vinculado à escuta da Palavra de Deus; pretende favorecer o diálogo judaico-cristão e, de forma mais ampla, o diálogo inter-religioso e intercultural.

É desejo de muitos Pastores que o contributo final do Sínodo não seja apenas de carácter informativo, mas incida na vida, provoque participação, de modo que a Palavra de Deus se mostre viva, eficaz, penetrante (cf. Heb 4, 12), através de uma linguagem essencial e compreensível às pessoas. A tal propósito, convém lembrar que os termos Bíblia, Sagrada Escritura, Livro Sagrado têm o mesmo significado, e do contexto se compreenderá quando também a expressão “Palavra de Deus” tem o sentido de “Sagrada Escritura”.


(Fonte: site Radio Vaticna)
publicado por spedeus às 00:00

03
Out 08
Na geração dos filhos, o amor conjugal “não só se assemelha ao amor de Deus, mas participa mesmo nesse Amor”. Um grande amor que sabe dar sem reservas e cujas exigências só os olhos do coração são capazes de compreender. Afirmações de Bento XVI numa mensagem dirigida ao Congresso promovido pelo Instituto João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimónio e a Família e pela Universidade Católica Italiana (do Sagrado Coração). Na mensagem, enviada ao Presidente daquele Instituto Pontifício, Mons. Lívio Melina, o Papa sublinha que a Encíclica de Paulo VI nos convida a compreender “o grande sim que implica o amor conjugal”.

“Qualquer forma de amor tende a difundir a plenitude de que vive, mas o amor conjugal tem um modo próprio de se comunicar: gerar os filhos” – escreve Bento XVI. “Excluir esta dimensão comunicativa mediante uma acção que vise impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor esponsal com que se comunica o dom divino”.

A quarenta anos da publicação da “Humanae vitae” - sublinha o Papa – estamos em condições de compreender que “os filhos não são o objectivo de um projecto humano, mas são reconhecidos como um verdadeiro dom, a acolher numa atitude de generosa responsabilidade para com Deus, primeiro manancial da vida humana”. Este “grande sim à beleza do amor – lê-se na mensagem – comporta certamente a gratidão, tanto dos pais aos receber o dom de um filho, como também do próprio filho, ao saber que a origem da sua vida está ligada a um amor tão grande e acolhedor”.

O Papa constata que também hoje muitos fiéis têm dificuldade em compreender a mensagem da Igreja que “defende a beleza do amor conjugal na sua manifestação natural”. A solução técnica aparece muitas vezes como a mais fácil, mas na realidade esconde a questão de fundo, que diz respeito ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um auto-domínio responsável, para que o seu exercício se possa tornar expressão de amor pessoal.

A técnica – adverte o Santo Padre – “não pode substituir a maturação da liberdade, quando está em jogo o amor”. Por outro lado, “também a razão não basta, é preciso que seja o coração a ver”. “Só os olhos do coração conseguem advertir as exigências próprias de um grande amor, capaz de abranger a totalidade do ser humano”.

Por outro lado, Bento XVI reconhece que no caminho do casal podem verificar-se circunstâncias graves que tornem “Prudente” distanciar os nascimentos dos filhos ou mesmo renunciar a novas gestações. É aqui que – explica o Papa – “se torna importante para a vida dos cônjuges o conhecimento dos ritmos naturais de fertilidade da mulher”. Estes métodos consentem ao casal “administrar o que o Criador sapientemente inscreveu na natureza humana, sem perturbar o significado integral da doação sexual”. Obviamente, afirma o Pontífice, estes métodos que respeitam a verdade plena do amor dos cônjuges requerem “uma maturidade no amor que não é imediata, mas comporta um diálogo e uma escuta recíproca e um singular domínio do impulso sexual num caminho de crescimento na virtude”.

A concluir a sua mensagem, nos quarenta anos da “Humane Vitae”, Bento XVI menciona com apreço a actividade de centros como o Instituto Internacional Paulo VI, querido por João Paulo II que fazem “Progredir o conhecimento das metodologias tanto para a regulação natural da fertilidade humana como também para a superação natural de uma eventual fertilidade”.

Como que em eco à “Donum vitae”, do Papa Wojtyla, a mensagem do actual pontífice sublinha que muitos investigadores, “salvaguardando plenamente a dignidade da procriação humana” chegaram a “resultados que antes parecia impossível alcançar”. Bento XVI faz votos de que, na sua pastoral matrimonial e familiar, a Igreja saiba orientar os casais, levando-os a “compreender com o coração o maravilhoso projecto que Deus inscreveu no corpo humano”. Finalmente, a exortação – aos cônjuges católicos – a serem “testemunhas credíveis da beleza do amor”.


(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 22:55

Consciência, responsabilidade, solidariedade, subsidiariedade e humanidade. Assim se pode resumir as cinco chaves que a Conferência Episcopal Americana propõe para lidar com a actual crise financeira.

Os cinco princípios foram transmitidos ao Governo numa carta assinada por William Murphy, Bispo de Rockville Center, em Nova Iorque e presidente do Comité de Justiça e Desenvolvimento, da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, e enviada para os responsáveis do Governo americano.

O Bispo começa por esclarecer que nem ele nem os seus pares são peritos em economia, mas sugere que “a nossa fé e os nossos princípios morais podem ajudar a encontrar respostas efectivas para a desordem económica” que o país vive.

Em primeiro lugar, William Murphy sugere que se tenha sempre presente a “dimensão humana e moral da crise”, lembrando que estão pessoas reais em jogo, e que em caso algum se deve reduzir o problema a uma questão de dinheiro e de finanças. Aliás, “a busca escandalosa de benefícios económicos excessivos” foi um dos problemas na origem da crise, e um exemplo de “ética económica que coloca o benefício acima dos demais valores”.

A responsabilidade é eleita como o segundo princípio a recordar. “Quem contribuiu directamente para esta crise, ou se aproveitou dela, não deveria ser recompensado ou escapar sem prestar contas do dano que causou”, escreve o prelado, fazendo eco de uma das principais reservas sentidas pelos americanos.

O terceiro princípio é o recordar que os mercados têm vantagens, mas têm também limitações: “Há necessidades humanas que não encontram lugar no mercado. É um estrito dever de justiça e de verdade não permitir que necessidades humanas fundamentais não sejam satisfeitas”, lembra William Murphy.

Solidariedade é o quarto princípio, que “nos recorda que estamos todos unidos e nos adverte que buscar somente o interesse próprio pode piorar a situação”.

Finalmente, o Bispo fala da importância do sentido da subsidiariedade, que “leva os agentes privados e as instituições à responsabilidade e à aceitação das suas obrigações”.

William Murphy termina recordando que a doutrina católica não se reflecte na ideia de mercado totalmente livre e desregulado, citando a Encíclica Centesimus Annus: “A nossa tradição Católica remete-nos a uma sociedade do trabalho, da iniciativa e da participação, que não está directamente contra o mercado, mas que exige que este seja controlado

FA/Zenit


(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 00:02


Também o “L’Osservatore Romano" quis prestar homenagem ao grande mito do cinema Paul Newman, falecido depois de uma longa enfermidade. O jornal do Vaticano publica um artigo no qual destaca os anos deste actor de olhos azuis vividos entre a tela e a família, sempre “discreto e original”. O galardoado com o Oscar para o melhor actor no ano de 1986 por “A cor do dinheiro”, que viveu junto a sua esposa toda a vida até a morte, interpretou papéis de todo tipo no cinema, de jogador ao rebelde, espia, detective, cowboy, mafioso ou o homem de negócios. Era, segundo o jornal Vaticano, uma pessoa com o “coração generoso”, um “pai que sofreu”, e um actor cuja dignidade e estilo eram raros no ambiente de Hollywood. Paul Newman destinou milhões de dólares à prevenção da droga, à comida sã e às crianças com enfermidades terminais. Paul Newman não ocultou a passagem dos anos num mundo do espectáculo no qual se faz de tudo para não parecer velho.


(Fonte: H2O News com adaptação JPR)
publicado por spedeus às 00:01

«Amor ao próximo e culto são antecipações daquilo que, neste mundo, permanece esperança. Mas, justamente por esta razão é que o amor ao próximo e o culto constituem alento de esperança, conducente a algo superior que há-de vir – à verdadeira salvação e à verdadeira saciedade -, a visão da face de Deus».


(“A Caminho de Jesus Cristo” – Joseph Ratzinger)
publicado por spedeus às 00:00

02
Out 08
O Opus Dei propõe-se promover, entre pessoas de todas as classes da sociedade, o desejo da plenitude de vida cristã no meio do mundo. Isto é, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo – o homem vulgar, o homem da rua – a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar o seu modo normal de vida, o seu trabalho habitual, nem os seus ideais e preocupações.

Por isto se pode dizer, como escrevi há muitos anos, que o Opus Dei é velho como o Evangelho e, como o Evangelho, novo. Trata-se de recordar aos cristãos as palavras maravilhosas que se lêem no Génesis: que Deus criou o homem para trabalhar. Pusemos os olhos no exemplo de Cristo, que passou quase toda a sua vida terrena trabalhando como artesão numa terra pequena. O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação. (...)

O Opus Dei é uma organização internacional de leigos, a que pertencem também sacerdotes diocesanos (minoria bem exígua em comparação com o total de membros). Os seus membros são pessoas que vivem no mundo e nele exercem uma profissão ou ofício. Não entram no Opus Dei para abandonar esse trabalho, mas, pelo contrário, para encontrar uma ajuda espiritual que os leve a santificar o seu trabalho quotidiano, convertendo-o também em meio de santificação, sua e dos outros. Não mudam de estado: continuam a ser solteiros, casados, viúvos, ou sacerdotes; procuram, sim, servir Deus e os outros homens, dentro do seu próprio estado. Ao Opus Dei, não interessam votos nem promessas; o que pede aos seus sócios é que, no meio das deficiências e erros, próprios de toda a vida humana, se esforcem por praticar as virtudes humanas e cristãs, sabendo-se filhos de Deus.

(Temas Actuais do Cristianismo, 24 - S. Josemaría Escrivá de Balaguer)
publicado por spedeus às 22:27


Há 80 anos, no dia 2 de Outubro de 1928, o Opus Dei era fundado por São Josemaría Escrivá de Balaguer canonizado por João Paulo II no dia 6 de Outubro de 2002. O Prelado do Opus Dei e segundo sucessor de São Josemaría, Dom Javier Echevarría Rodríguez, recorda seus anos com o fundador: passados 80 anos de sua fundação, esta prelatura pessoal da Igreja Católica encontra-se presente nos 5 continentes e conta mais de 85 mil fiéis leigos e com quase 2.000 sacerdotes. “O que é importante para mim é recordar sempre que constantemente nos convidava a que santificássemos a vida de cada momento, a vida ordinária sabendo que na grande misericórdia de Deus todos somos chamados à santidade”.

“Pois não há mais que um clamor de acção de graças sabendo que essa acção de graças está composta de oração, de trabalho e também de oferecimento de contradições, porém que sempre são oração, trabalho e alegria”.


(Fonte: H2O News com adaptação JPR)
publicado por spedeus às 15:28

A Casa Central dos Padres. Paulistas, onde São Josemaria recebeu a inspiração divina do Opus Dei, era um edifício grande, de ladrilho, com janelas dispostas em fila. Os quartos, simples e austeros, davam para uns longos corredores, à volta de um pátio central. Esta Casa Central está situada no nº 45 da rua Garcia de Paredes, junto à actual igreja da Milagrosa, que então se chamava de São Vicente de Paulo. Posteriormente a 1928 a Casa Central foi reformulada interiormente. A igreja anexa foi profanada durante a guerra civil espanhola e só ficaram as paredes em pé, salvando-se apenas os vitrais. Destruíram todas as imagens e objectos litúrgicos. O templo foi restaurado após a guerra pelo P. António Serra, reitor da Basílica desde 1926.


(Fonte: site Opus Dei Portugal)

publicado por spedeus às 00:03

No dia 2 de Outubro de 1928, Josemaría Escrivá encontrava-se na casa central dos Padres de S.Vicente de Paulo em Madrid, a fazer um retiro espiritual juntamente com outros sacerdotes da diocese. Ao princípio da manhã, celebrou a Santa Missa. A seguir, regressou ao quarto e começou a reler as notas em que tinha ido recompilando, durante os últimos anos, moções de Deus: inspirações, propósitos da sua oração... E foi então que viu, com total clareza, a missão de que Deus o incumbia, aquilo pelo qual vinha rezando desde a sua juventude. Usava sempre o verbo ver para se se referir àquela inspiração divina do dia 2 de Outubro, essa visão intelectual da vontade divina tal como Deus a queria e como deveria ser ao longo dos séculos.


Que viu? Viu, de modo inefável, pessoas de todas as nações e raças, de todas as culturas e mentalidades que procuram e encontram Deus no meio da vida corrente, na família, no trabalho, no círculo de amigos e conhecidos. Pessoas com ânsia de viver em Cristo, de se deixar transformar por Ele, de lutar pela santidade no meio das suas ocupações habituais no campo, na fábrica, ou no gabinete: em todas as profissões honestas da terra.


Viu multidões aspirando à santidade. Milhares de santos no meio do mundo. Pessoas que se esforçariam por santificar o trabalho, por santificar-se no trabalho e por santificar os outros com o trabalho; que lutariam por cristianizar o seu ambiente com o calor da sua proximidade de Cristo; que seriam, entre parentes e amigos, Cristo que passa. Pessoas com grande empenho por levar a fé e a mensagem cristã a todos os sectores da sociedade.


Viu cristãos comuns que viveriam em plenitude a vocação recebida no baptismo. Apóstolos de Cristo, que falariam d’Ele com simplicidade, naturalmente, esforçando-se por levantar Cristo no cume de todas as actividades humanas, vivendo gozosamente a sua participação no sacerdócio de Cristo oferecendo a Deus cada dia o sacrifício santificante da sua própria existência.


Viu um caminho de santidade e de apostolado para servir a Igreja. Tudo aquilo, que ainda nem sequer tinha nome, era Igreja e para a Igreja. A vontade de Deus era muito clara: abrir a pessoas de qualquer idade, estado civil e condição social um novo panorama vocacional no meio da rua, para a sua Igreja, dirigido a pessoas de todas as idades, estados civis e condições sociais. Era um novo horizonte eclesial que prometia frutos abundantes de santidade e de apostolado em toda a terra.


São Josemaría ajoelhou-se, comovido, enquanto repicavam os sinos da igreja próxima de Nossa Senhora dos Anjos, no dia da da sua festa. «Tinha vinte e seis anos, graça de Deus e bom humor. E nada mais. E tinha de fazer o Opus Dei».


Como medida de prudência, informou-se sobre outras realidades da Igreja. Talvez houvesse já alguma com as mesmas características que Deus lhe fizera ver. Procurou; escreveu pedindo informações sobre outras iniciativas eclesiais. Por fim, rendeu-se à evidência da originalidade da mensagem que recebera; sim, Deus queria que fosse ele a abrir esse novo caminho dentro da Igreja.


Começou a reunir pessoas – estudantes, profissionais, sacerdotes – a quem foi transmitindo esse ideal, essa missão de que Deus o incumbira. Assegurava-lhes que se tornaria realidade, falando-lhes com uma fé inquebrantável. Com tal fé, que um dos que o escutaram naquela época, contava anos depois:


«Mas acredita que isso é possível de realizar?, perguntava-lhe eu.


E respondia-me:


«Não é uma invenção minha, é uma voz de Deus.


E, fiel a essa voz, aquele sacerdote, pobre, humilde, simples e desconhecido entregava-se de alma e coração a um empenho gigantesco, só alentado por uma força sobrenatural que o impelia poderosamente».
Pedia orações a todas as pessoas que conhecia, porque se dava conta da desproporção abissal que mediava entre a Vontade de Deus e as suas qualidades pessoais.

Para levar a cabo a sua missão –bem o sabia – tinha de se identificar totalmente com a Vontade divina, não bastava ser um sacerdote bom, devia ser um sacerdote ...santo!


Durante esse período, esteve a atender espiritualmente uma das Damas Apostólicas no seu leito de morte. Chamava-se Mercedes Reyna e faleceu com fama de santidade.


«Sem ter pensado nisso de antemão – escreveu nos seus Apontamentos íntimos –lembrei-me de lhe pedir, como fiz, o seguinte: Mercedes, peça ao Senhor, lá do céu, que, se não hei-de ser um sacerdote, não bom, mas santo!, me leve jovem, quanto antes. Depois, fiz o mesmo pedido a outras duas pessoas – uma rapariga e um rapaz – que todos os dias na Comunhão renovam ante o bom Jesus essa aspiração».

As instituições católicas da época costumavam ser femininas ou masculinas, e o jovem fundador pensava realizar a difusão daquele ideal só com homens. Mas no dia 14 de Fevereiro de 1930 recebeu uma nova graça interior que o fez aprofundar na luz fundacional do dia 2 de Outubro: percebeu, enquanto celebrava a missa, que devia começar o apostolado das mulheres do Opus Dei. Esse trabalho apostólico seria fecundíssimo e cheio de transcendência, porque, como recordava o fundador, «a mulher é chamada a levar à família, à sociedade civil, à Igreja, alguma coisa de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: a sua delicada ternura, a sua generosidade incansável, o seu amor ao concreto, a sua agudeza de engenho, a sua capacidade de intuição, a sua piedade profunda e simples, a sua tenacidade...».


Sonhava com imensos horizontes de apostolado e evangelização, convencido de que a vontade de Deus se tornaria realidade e de que muito em breve milhares de cristãos se esforçariam por colocar Jesus Cristo no coração dos empenhos humanos. Deus quis confirmá-lo na sua esperança, com novas e repetidas moções interiores. Uma delas deu-se no dia 7 de Agosto de 1931, ao celebrar a Santa Eucaristia:


«Creio que renovei o propósito de dirigir a minha vida inteira para o cumprimento da Vontade divina: a Obra de Deus. (Propósito que, neste instante, renovo também com toda a minha alma) Chegou a altura da consagração. No momento de elevar a Sagrada Hóstia, sem perder o devido recolhimento, sem me distrair – acabava de fazer in mente a oferenda ao Amor Misericordioso -, veio ao meu pensamento, com força e clareza extraordinárias, aquela passagem da Escritura: “et si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad me ipsum”. Habitualmente, perante o sobrenatural, tenho medo. Depois vem o ne timeas!, sou Eu. E compreendi que os homens e as mulheres de Deus colocarão a Cruz com a doutrina de Cristo sobre o pináculo de todas as actividades humanas... E vi triunfar o Senhor, atraindo a Si todas as coisas.


Apesar de me sentir vazio de virtudes e de ciência (a humildade é a verdade... sem falsa modéstia), gostaria de escrever uns livros de fogo, que corressem pelo mundo como chama viva, transmitindo a sua luz e o seu calor aos homens, convertendo os pobres corações em brasas, para os oferecer a Jesus como rubis da sua coroa de Rei».



(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/index.php?id_cat=417&id_scat=236 )

publicado por spedeus às 00:02

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«Sem o cimento e a argamassa, que une as pedras e firma muros, todo o edifício cairia; sem nervos, músculos e tendões, todo o corpo se desfaria; sem caridade, as virtudes não conseguem manter-se unidas»


(Tratado do amor de Deus, liv. 11. Cap. 9 – São Francisco de Sales)
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Contas feitas, pede-se a cada americano que contribua com qualquer coisa como dois mil e quinhentos euros, dos seus impostos, para salvar a economia da actual crise financeira.

Para uma família média isso representa, grosso modo, um esforço de dez mil dólares!

E pede-se-lhe que o façam para contrariar os erros de uma meia dúzia de banqueiros gananciosos. Os mesmos que não tiveram vergonha de se conceder a si próprios prémios e salários de dezenas de milhões, quando as respectivas empresas caminhavam alegremente para a falência.
Houve mesmo quem fosse obrigado a reformar-se perante os erros de gestão cometidos e, ainda assim, levasse para casa mais de cem milhões de dólares, pagos pela empresa lesada pela sua má gestão.

Mas, percebido esse clima, percebe-se pior a reacção dos seus representantes no Congresso. Perante o Plano de emergência de 700 mil milhões, agiram como a tripulação de um navio a afundar-se, reunida, tranquilamente, num salão para apurar os responsáveis pelo rombo no casco.

Ninguém lhes perdoará que não tentem tapar o buraco e estancar a entrada da água. Não fazer nada é crime!Como ontem dizia Bush, no seu apelo desesperado aos congressistas: “Não é tempo de atribuir culpas, mas de resolver o problema. A opção é entre fazer alguma coisa, para salvar a economia, ou lançar alguns milhões de americanos na pobreza”.

Por uma vez, Bush tem razão.

E pior para nós, se ele não conseguir convencer aquela dúzia de congressistas cujo voto terá de mudar para passar o plano. Não são só as carteiras dos americanos que correm riscos. São as nossas próprias carteiras que vão estar à mercê do bom senso, ou falta dele, desses homens.

Quem disse que a América perdeu poder?

(Graça Franco in site RR)
publicado por spedeus às 00:00

01
Out 08

Durante este mês, tem lugar a XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para debater «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja». É um tema pleno de actualidade, porque as investigações históricas, literárias e teológicas dos últimos decénios em torno da Bíblica têm sido fonte de grandes avanços no conhecimento mais aprofundado dos textos bíblicos – e de teorias polémicas na interpretação dos mesmos, não raro ignorando a autoridade do magistério eclesial e lançando a confusão entre os crentes. O Sínodo, porém, mais do que atender a tais polémicas, tem como objectivo ajudar as comunidades cristãs e cada cristão a tomarem consciência da necessidade de amar e conhecer esta Palavra, por meio da qual Deus se revela na sua intimidade e conduz a humanidade nos caminhos da salvação.

Na Intenção que propõe ao Apostolado da Oração está patente a preocupação do Santo Padre quanto ao modo como os diversos membros da Igreja empenhados no serviço da Palavra de Deus (pastores, teólogos, catequistas, animadores...) assumem este serviço. Trata-se de uma preocupação compreensível, pois nem sempre tal serviço é assumido em Igreja e na Igreja. Assim tem acontecido, sobretudo por parte de estudiosos da Bíblia que, na sua investigação, se afastam do serviço à comunidade crente, na tentativa, bem-intencionada, certamente, de tornar a Palavra de Deus mais aceitável ao espírito do tempo. Na maior parte dos casos, o resultado final é precisamente o contrário: uma erudição que abafa a originalidade da Palavra e acaba por torná-la simples palavra humana, historicamente datada e sem relevância para o contexto actual; noutros casos, a Palavra de Deus acaba a justificar opções ideológicas prévias, pouco ou nada respeitadoras da sua novidade.

A atitude eclesial que o Sínodo dos Bispos pretende suscitar passa pelo serviço da Palavra de Deus, em Igreja. Todos podem e devem prestar este serviço: os estudiosos através da investigação cuidadosa e rigorosa, para ajudarem todo o povo de Deus a progredir no conhecimento da sua Palavra; os pastores da Igreja, anunciando a Palavra com vigor, explicando-a aos fiéis e convidando-os a caminhar na fidelidade aos seus ensinamentos; os catequistas, animando na descoberta das infindáveis riquezas da Palavra e testemunhando o seu poder para a transformação da vida pessoal e colectiva... e todos, em comunidade ou individualmente, dando testemunho diante do mundo de amor à Palavra de Deus, de alegria na sua escuta e, sobretudo, de adesão à mesma – que é adesão a Jesus Cristo – deixando-se converter e conduzir por ela.


(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:34


Na audiência geral desta quarta-feira na Praça de S. Pedro, Bento XVI, na sua catequese falou de dois episódios que mostram a fidelidade de São Paulo á verdade do Evangelho. O primeiro é o Concilio de Jerusalém onde se tratou se era licito exigir a circuncisão aos gentios que chegam á fé. Ali recebeu aprovação a pregação de Paulo, sobre a liberdade em relação ás obrigações da lei judaica. Exortando a não esquecer os pobres, o Concilio salientou que a liberdade cristã não se confunde com a libertinagem, mas que se realiza no serviço autêntico aos irmãos, especialmente os mais necessitados. Além disso, a colecta que São Paulo organizou para os pobres de Jerusalém era expressão da divida que as comunidades por ele fundadas tinham, em relação á Igreja que lhes oferecera o dom do Evangelho.O segundo episódio é o incidente, em Antioquia, entre Pedro e Paulo, causado pela decisão do primeiro, de não sentar-se á mesa com os cristãos de origem pagã para não escandalizar aqueles de origem judaica.

Em troca, Paulo defendia o valor universal da salvação que se oferece a todos, judeus e pagãos, visto que a justificação não é obra da Lei mas da fé em Cristo. Sem dúvida, pouco depois, na sua carta aos Romanos e perante uma situação semelhante, São Paulo recomendará aos fortes na fé que não assumam alimentos impuros se isto é causa de escândalo para os mais débeis.

Escutemos agora a saudação de Bento XVI em língua portuguesa :

Amados Irmãos e Irmãs,

Aos peregrinos de língua portuguesa que vieram de Portugal e do Brasil, saúdo cordialmente com estima e sincero afecto. Seguindo os passos da Catequese de hoje, faço votos por que possais acompanhar, unidos às intenções do Papa, as celebrações e o desenrolar da décima segunda Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, subordinada ao tema: “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. ‘Todo Concílio e Sínodo é, com efeito, um evento do Espírito’. Por isso, ajudados pelos dons do Altíssimo, confiamos no sucesso deste significativo acontecimento eclesial. Que Deus vos abençoe!

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:53

Carta 254: Ao Padre Roulland

"Ser-vos-ei mais útil no céu do que na terra, Santa Teresinha"

J.M.J-T

Carmelo de Lisieux
14 de Julho 1897

Jesus +


Meu Irmão,(...) quando receberdes esta carta já terei deixado a terra. O Senhor na sua infinita misericórdia, ter-me-à aberto o Seu Reino e poderei dispor dos Seus tesouros para os prodigalizar às almas que me são queridas.

Ficai certo, meu Irmão, de que a vossa Irmãzinha cumprirá as suas promessas, e de que a alma dela, liberta do peso do invólucro mortal, voará feliz para as regiões que vós evangelizais.

Ah! meu irmão, pressinto que vos serei muito mais útil no céu do que na terra e é com alegria que venho anunciar-vos a minha próxima entrada nessa bem-aventurada cidade, certa de que partilhareis da minha alegria e agradecereis ao Senhor por me dar os meios de vos ajudar mais eficazmente nas vossas obras apostólicas.

Conto não ficar inactiva no Céu, o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas, peço isto a Deus e estou certa de que Ele mo concederá.

Não estão só Anjos continuamente ocupados connosco sem nunca cessarem de ver a Face Divina, de se perderem no Oceano sem limites do Amor? Porque não havia Jesus de me impedir que os imitasse?

Meu irmão, vedes que se abandono já o campo de batalha, não é com o desejo egoísta de descansar, o pensamento da eterna bem-aventurança a custo faz rejubilar o meu coração, desde há muito o sofrimento tornou-se o sofrimento cá na terra e tenho verdadeiramente dificuldade em imaginar como poderei adaptar-me num País onde a alegria reina sem qualquer sombra de tristeza.

Será preciso que Jesus transforme a minha alma e lhe dê a capacidade de gozar, de contrário não poderei suportar as delícias eternas.

O que me impele para a Pátria dos Céus é o chamamento do Senhor, é a esperança de O amar enfim como tanto tenho desejado e o pensamento de que O poderei fazer amar por uma multidão de almas que hão-de bendizê-l'O eternamente.

Meu Irmão, já não tereis tempo em me comunicar os vossos recados para o Céu, mas eu adivinho-os e, de resto, tereis apenas de mos dizer baixinho, ouvir-vos-ei e levarei fielmente as vossas mensagens ao Senhor, à Nossa Mãe Imaculada, aos Anjos, aos Santos de quem gostais.

Pedirei para vós a palma do martírio e estarei junto de vós, segurando na vossa mão para que ela colha sem esforço essa palma gloriosa, e depois, com alegria, voaremos juntos para a Pátria celeste, rodeados de todas as almas que tiverdes conquistado!

Até à vista, meu Irmão, rezai muito pela vossa Irmã, rezai pela Nossa Madre, cujo coração sensível e maternal tem muita dificuldade em aceitar a minha partida. Conto convosco para a consolar.

Sou para a eternidade a vossa Irmãzinha
Teresa do Menino Jesus e da Santa Face
rel. carm. ind.»


(Fonte: site Coisas de Santos com adaptação JPR)
publicado por spedeus às 10:14

«Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criação.
Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele.Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem Nele.

Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogénito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas.

Porque aprouve a Deus fazer habitar Nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daqu'Ele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus.


(Col 1, 15-20 – S. Paulo)
publicado por spedeus às 00:01

Quem casa pela Igreja tem de perceber muito bem o significado do matrimónio, defende um especialista em direito eclesiástico, a propósito da nova lei do divórcio em Portugal.

Alejandro Torres Gutierrez, especialista em direito eclesiástico da Universidade de Navarra, é da opinião de que a Igreja Católica deve fazer sobre esta matéria uma ampla reflexão crítica, numa altura em que tanto se fala do divórcio, por causa da nova lei.

Para Gutierrez, é preciso distinguir entre as leis do Estado e a lei da Igreja: “Se os fiéis são consequentes com as suas crenças, então sabem que quando estão a contrair um matrimónio canónico, contraem um compromisso que vai ser indissolúvel. É importante sensibilizar os fiéis, para que saibam os compromissos que estão a assumir.”


Uma maior responsabilização por parte dos fiéis tornaria as leis de divórcio inconsequentes: “O Estado pode legislar o que quiser, mas se os fiéis, quando contraem o matrimónio, assumem o compromisso da indissolubilidade, existir ou não uma lei do divórcio seria uma questão que não teria, em princípio, consequências. É um problema de saber qual é a atitude dos fiéis, e é preciso fazer uma reflexão crítica sobre isso, porque quando se contrai o matrimónio canónico, na maior parte das vezes, estamos diante de um acto meramente social, talvez se deva exigir uma preparação ainda maior para as pessoas acederam ao matrimónio canónico”, defende este professor.

FA/João Santos Duarte


(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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