«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

24
Jan 09
No final do Angelus o Papa recordou o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
Começa hoje a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se concluirá no próximo domingo, 25 de Janeiro. No hemisfério sul, no sulco do novenário proclamado pelo Papa Leão XIII no final do século XIX, a oração pela unidade dos cristãos será recitada entre a Ascensão e o Pentecostes. Contudo, o tema bíblico é comum para todos. No corrente ano, ele foi sugerido por um grupo ecuménico da Coreia e tirado do livro do profeta Ezequiel: "Que sejam um só na tua mão" (Ez 37, 17). Acolhamos também nós este convite e rezemos com maior intensidade para que os cristãos caminhem de modo resoluto para a plena comunhão entre si. Dirijo-me particularmente aos católicos espalhados pelo mundo a fim de que, unidos na oração, não se cansem de trabalhar para superar os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo. O compromisso ecuménico é ainda mais urgente hoje, para dar à nossa sociedade, marcada por conflitos trágicos e por divisões dilacerantes, um sinal e um impulso para a reconciliação e a paz. Concluiremos esta Semana de Oração na Basílica Papal de São Paulo fora dos Muros, com a celebração das Vésperas no próximo domingo, memória da Conversão de São Paulo, que fez da unidade do corpo de Cristo um núcleo essencial da sua pregação.
publicado por spedeus às 19:25

O Santo Padre retirou a excomunhão aos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X ordenados por D. Marcel Lefebrvre em 1988. O comunicado foi divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O pedido de remoção da excomunhão fora feito através de uma carta a 15 de Dezembro de 2008, escrita pelo superior-geral, D. Bernard Fellay, em nome dos outros três bispos da Fraternidade excomungados há 20 anos: D. Bernard Tissier de Mallerais, D. Richard Williamson e D. Alfonso del Gallareta.

Na carta de Dezembro passado, D. Bernard Fellay escrevia: "Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Nós aceitamos os seus ensinamentos com espírito filial. Nós acreditamos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas e, por isso, a situação actual provoca em nós muita dor”.

Segundo o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgado neste sábado "Bento XVI procurou sempre recompor a ruptura com a Fraternidade, inclusive encontrando pessoalmente D. Bernard Fellay a 29 de Agosto de 2005. Naquela ocasião, o Sumo Pontífice manifestou a vontade de proceder gradualmente e em tempos razoáveis neste caminho e agora, benignamente, mediante Decreto da Congregação para os Bispos com data 21 de Janeiro de 2009, retira a excomunhão que pesava sobre os mencionados prelados. Nesta decisão, o Santo Padre foi inspirado pelo desejo de que se chegue em breve à completa reconciliação e à plena comunhão".
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:06

A coragem da coerência com os próprios valores, também a custo de pagar pessoalmente, e dialogo com o mundo laico á procura de valores partilhados: são as indicações oferecidas por Bento XVI numa carta aos jornalistas da União católica da imprensa italiana que nestes dias celebrou em Roma o seu congresso nacional, por ocasião dos 50 anos de fundação.

O Papa manifesta o seu apreço pelo serviço precioso que esta organização ofereceu ao longo dos seus 50 anos, á Igreja e ao país. Neste período – salienta - muitas coisas mudaram. De maneira mais visível em sectores como a ciência, a tecnologia, a economia e a geopolítica; de maneira menos visível, mas mais profunda e também mais preocupante - sublinha Bento XVI – no âmbito da cultura corrente, na qual parece estar notavelmente enfraquecido, juntamente com o respeito pela dignidade da pessoa, o sentido dos valores como a justiça, a liberdade, a solidariedade, que são essenciais para a sobrevivência da sociedade. Ancorado a um património de princípios enraizados no Evangelho, o trabalho dos jornalistas católicos – afirmou o Santo Padre – resulta hoje ainda mais árduo : ao sentido de responsabilidade e ao espírito de serviço devem de facto juntar-se uma cada vez mais acentuada capacidade profissional e juntamente uma grande capacidade de diálogo com o mundo laico á procura de valores que sejam partilhados. Os jornalistas católicos - acrescenta o Papa – encontrarão tanto mais facilmente escuta, em particular entre os laicos, quanto mais coerente for o seu testemunho, embora silencioso, sem rótulos, mas cheio de substancia e inspirado nos valores da fé. Trata-se de uma tarefa cada vez mais exigente, na qual os espaços de liberdade são muitas vezes ameaçados e os interesses económicos e políticos predominam não poucas vezes sobre o espírito de serviço e sobre o critério do bem comum.

Por isso Bento XVI exorta os jornalistas católicos a não cederem a compromissos mas a terem a coragem da coerência, também a custo de pagar pessoalmente: a serenidade da consciência – conclui o Santo Padre não tem preço.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:57

São Marcos 1, 14-20

Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo:

«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus.

«Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens».

Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus.

Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os.

Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.
publicado por spedeus às 12:00

Os cristãos diante da doença e do sofrimento
 
 
2 Rs 20, 1-6: Ah, Senhor, digna-te lembrares de mim
 
 
Sl 22 (21), 1-11: Por que me abandonaste?
 
 
Tg 5, 13-15: A oração com fé salvará o enfermo
 
 
Mc 10, 46-52: Que queres que eu te faça?
 
 
Comentário
 
Quantas vezes Jesus encontrou os doentes e quis curá-los! Todas as nossas Igrejas, ainda que divididas, têm uma clara consciência da compaixão do Senhor pelos que sofrem. No que toca às doenças, os cristãos sempre procuraram seguir o exemplo do Mestre, cuidando dos enfermos, construindo hospitais e dispensários, não se preocupando apenas com “a alma”, mas também dos corpos dos pequeninos de Deus.
 
Contudo, isto nem sempre é tão evidente. As pessoas saudáveis tendem a considerar a saúde como uma conquista sua, e esquecem aqueles que não podem participar plenamente da comunidade por causa da sua enfermidade ou limitação. Quanto aos enfermos, muitos deles sentem-se esquecidos por Deus; distantes da sua presença, da sua graça e da sua força salvadora.
 
A profunda fé de Ezequiel sustenta-o na doença. Nos momentos de dor, ele encontra os termos certos para recordar a Deus a sua promessa misericordiosa. Sim, aqueles que sofrem às vezes tomam da Bíblia as palavras inspiradoras para clamar por suas dores e confrontar o desígnio de Deus: “Por que me abandonaste?” Se a nossa relação com Deus é sincera, profunda, e se diz com palavras de fé e reconhecimento, ela poderá também expressar na oração a nossa aflição, a nossa dor e até mesmo a nossa ira, quando esta última for necessária.
 
Os doentes não são apenas objecto de cuidados. Ao contrário, são sujeitos de viva experiência de fé, como descobriram os discípulos de Jesus certa vez – no relato que lemos no Evangelho de Marcos. Aconteceu que os discípulos queriam fazer seu próprio caminho ao seguir Jesus, ignorando o homem doente marginalizado pela multidão. Quando Jesus os interpela, ele desvia-os de seus objectivos individualistas. Connosco pode acontecer algo parecido: estamos dispostos a cuidar dos doentes, desde que eles não reclamem e nos perturbem. Hoje, frequentemente, são os doentes dos países pobres que gritam para nós pedindo medicamentos; isto que nos leva a reflectir sobre a concessão de patentes e do lucro. Os discípulos que antes queriam impedir o cego de se aproximar de Jesus são interpelados pelo mesmo Jesus a levar-lhe a sua mensagem de cura; uma mensagem de amor que soa completamente nova: “Coragem! Levanta-te, ele chama por ti”.
 
Somente quando os discípulos conduzem o doente até Jesus é que eles finalmente entendem o que quer o Senhor: dedicar o tempo para se encontrar com o doente, para lhe falar e ouvir, perguntando-lhe o que deseja e do que necessita. Uma comunidade de reconciliação só pode florescer quando os enfermos experimentam a presença de Deus nas suas relações com os irmãos e as irmãs em Cristo.
 
 
Oração
 
Senhor, escuta o teu povo quando este grita por ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos. Amém.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:03

 
Amados irmãos e irmãs,
 
Aproximando-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é com alegria que me dirijo a vós para expor-vos algumas minhas reflexões sobre o tema escolhido para este ano: Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade. Com efeito, as novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contacto com estas novas técnicas de comunicação e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que entretanto para nós, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à comunicação, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordinário das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreensão e a solidariedade humana. Estas tecnologias são um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável.

A facilidade de acesso a telemóveis e computadores juntamente com o alcance global e a omnipresença da internet criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impensável para as gerações anteriores. De modo especial os jovens deram-se conta do enorme potencial que têm os novos «media» para favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informações e notícias, partilhar as próprias ideias e opiniões. Desta nova cultura da comunicação derivam muitos benefícios: as famílias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; além disso a natureza interactiva dos novos «media» facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.

Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.

O desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De facto amar é aquilo para que fomos projectados pelo Criador. Naturalmente não falo de relações passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (cf. Mc 12, 30-31). Reflectindo, à luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, é importante considerar não só a sua indubitável capacidade de favorecer o contacto entre as pessoas, mas também a qualidade dos conteúdos que aquelas são chamadas a pôr em circulação. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, activas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo, da amizade.

Assim, aqueles que operam no sector da produção e difusão de conteúdos dos novos «media» não podem deixar de sentir-se obrigados ao respeito da dignidade e do valor da pessoa humana. Se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, então aqueles que as usam devem evitar a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os inermes.

As novas tecnologias abriram também a estrada para o diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões. A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo, tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e correctas de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade, para realizar a promoção do desenvolvimento na compreensão e na tolerância. A vida não é uma mera sucessão de factos e experiências: é antes a busca da verdade, do bem e do belo. É precisamente com tal finalidade que realizamos as nossas opções, exercitamos a nossa liberdade e nisso - isto é, na verdade, no bem e no belo - encontramos felicidade e alegria. É preciso não se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experiência subjectiva sobrepõem-se à verdade.

O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano. Por este motivo, é preciso prestar atenção a não banalizar o conceito e a experiência da amizade. Seria triste se o nosso desejo de sustentar e desenvolver on-line as amizades fosse realizado à custa da nossa disponibilidade para a família, para os vizinhos e para aqueles que encontramos na realidade do dia-a-dia, no lugar de trabalho, na escola, nos tempos livres. De facto, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interacção social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um são desenvolvimento humano.

A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua colocação ao serviço da comunidade humana. Neste contexto, é gratificante ver a aparição de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justiça, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da criação. Estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constituídas, seja um mundo verdadeiramente acessível a todos. Seria um grave dano para o futuro da humanidade, se os novos instrumentos da comunicação, que permitem partilhar saber e informações de maneira mais rápida e eficaz, não fossem tornados acessíveis àqueles que já são económica e socialmente marginalizados ou se contribuíssem apenas para incrementar o desnível que separa os pobres das novas redes que se estão a desenvolver ao serviço da informação e da socialização humana.

Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé. Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização. A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos coetâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção.
 

Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2009.

BENEDICTUS PP. XVI
publicado por spedeus às 00:02

"Nenhum dos Doutores da Igreja, mais do que São Francisco de Sales preparou as deliberações e decisões do Concílio Vaticano II com uma visão tão perspicaz e progressista. Oferece-nos a sua contribuição pelo exemplo da sua vida, pela riqueza da sua verdadeira e sólida doutrina, pelo facto que abriu e reforçou as veredas da perfeição cristã para todos os estados e condições de vida. Propomos que essas três coisas sejam imitadas, acolhidas e seguidas." (Paulo VI – 1967)
Formado em Direito e, com todos os requisitos para ser um óptimo advogado, Francisco contrariou os pais ao entrar para o sacerdócio; porém acertou na vocação, porque assim passou a advogar espiritualmente pelo povo de Deus. Depois de sua ordenação sacerdotal, foi, após algum tempo, ordenado bispo, cuja missão era lidar com os católicos convertidos ao Calvinismo.
Este grande servo de Deus usou de folhetos e de todos os meios possíveis, para, naquela época, consciencializar o povo sobre a doutrina cristã, promovendo encontros, diálogos, palestras e, acima de tudo, por meio do testemunho de vida.
Indo a Genebra, acabou nas mãos dos calvinistas, porém conseguiu ser um pastor sábio e prudente entre eles.
publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 3, 20-21
 
Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer.
 
Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: «Está fora de Si».
publicado por spedeus às 00:00

23
Jan 09
 
Ele ia cheio de convicção. Tinha uma tarefa a cumprir (que era perseguir os cristãos) e partiu, determinado.
 
Só que, afinal, um encontro inesperado trocou-lhe as voltas. E aqui jogou-se a grandiosidade de Paulo. É que, apesar da sua autoridade, Paulo não ficou preso às suas ideias, não sobrepôs o seu orgulho… Teve mais amor à verdade do que a ideia que tinha dela. Deixou-se provocar pelas circunstâncias do real e reconheceu nelas a presença de Cristo. Então, passou de perseguidor a apóstolo!
 
No caso de Paulo, o encontro com Cristo foi mais ou menos violento. Mas não foi um encontro exclusivo. Cristo continua a deixar-se encontrar nas circunstâncias da vida. A modalidade que escolhe para cada um é que pode variar. Desde que – à semelhança de Paulo – nos deixemos interpelar e transformar por dentro…
 
A peregrinação nacional deste fim-de-semana em Fátima – a convite dos bispos portugueses - ajudará, certamente, a aprofundar este desafio.
 
Aura Miguel
 
(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 15:42

Uma evolução natural que responde à necessidade da presença da Igreja no mundo. Assim define o director da Sala de imprensa da Santa Sé, o Pe. Federico Lombardi, anunciando o canal «Vaticano» disponível em Canal Vaticano . A notícia é simultânea à apresentação da mensagem de Bento XVI para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O Pe. Federico Lombardi apresentou “o início de um caminho” que se será “de desenvolvimento e compromisso tanto na oferta dos conteúdos como no seu aspecto técnico”. Quotidianamente serão colocados vídeos sobre a actividade do Papa e sobre eventos a decorrer no Vaticano, numa média de uma ou duas notícias por dia. Os conteúdos estarão disponíveis em inglês, espanhol, alemão e italiano. A página de entrada do canal terá diversos links, para permitir navegar e contactar com informação e documentação ampla sobre o Papa, o Vaticano e a Igreja Católica. O director da Sala de imprensa do Vaticano afirma que “em todo o mundo há pessoas atentas e sensíveis, interessadas na mensagem, nas propostas, nas posições sobre os grandes problemas do mundo vindas tanto de uma autoridade moral ao alto nível do Papa como da Igreja Católica”. Esta é uma oferta “não só aos católicos, mas para o público em geral”. O Pe. Federico Lombardi sublinha que este não é um trabalho exclusivo do Vaticano. “Estamos naturalmente em contacto com toda a Igreja espalhada pelo mundo e por isso, formamos uma «rede dentro da rede». Henrique de Castro, Director da Media Solutions di Google, afirmou que a Igreja Católica percebeu a oportunidade que a Internet e as novas tecnologias têm para oferecer, de forma a difundir a sua mensagem e “já aderiu”. “A Igreja tem uma longa história na procura de novas formas de comunicação”. O canal da Internet representa “uma perfeita combinação entre a continuidade e a inovação” e sobretudo contribui para manter a Igreja católica espalhada pelo mundo. “O lançamento de um canal é apenas o início de um caminho. Com a colaboração do Google», poderemos desenvolver e melhorar a oferta de conteúdos”, sublinhou o Pe. Lombardi que conclui a apresentação desta iniciativa referindo que o Papa “foi pessoalmente informado” e aprovou-a “com a sua habitual gentileza e cordialidade”.
Ecclesia /Internacional Lígia Silveira 23/01/2009 11:56 2335 Caracteres 101 Comunicações Sociais
publicado por spedeus às 14:57

Os cristãos diante das discriminações e dos preconceitos sociais
 
 
Is 58, 6-12: Não te esquives daquele que é tua própria carne
 
 
Sl 133: Que prazer encontrar-se entre irmãos
 
 
Gl 3, 26-29: Todos vós sois um só em Cristo
 
 
Lc 18, 9-14: A estes, convencidos de serem justos
 
 
Comentário
 
No início do mundo, os seres humanos criados à imagem de Deus constituíam uma só humanidade “unidos em tua mão”.
 
No entanto, o pecado interferiu no coração do homem... Desde então, não cessamos de construir categorias discriminatórias. Neste mundo, muitas escolhas são feitas com base na raça ou etnia; há casos em que a identidade sexual ou o simples facto de ser homem ou mulher alimenta os preconceitos; em outros lugares, ainda, o obstáculo é a religião, usada como feitora de exclusão. Todas estas discriminações são desumanas. Elas são fontes de conflito e de grande sofrimento.
 
No seu ministério terrestre, Jesus mostrou-se particularmente sensível à humanidade comum, a todos os homens e mulheres. Ele denunciou sem cessar as discriminações de toda espécie e as vantagens que alguns podiam tirar disso. Jesus mostra que nem sempre os “justos” são aqueles que parecem sê-lo, e alerta que o desprezo não tem lugar no coração dos verdadeiros crentes.
 
Como os benefícios do óleo precioso ou do orvalho do Hermon, o Salmo 133 canta a felicidade da vida fraternalmente partilhada. Quão prazeroso e alegre é viver juntos como irmãos e irmãs: é esta a graça que saboreamos no fundo do coração em nossos encontros ecuménicos, quando renunciamos às discriminações confessionais.
 
Restaurar a unidade da família humana é missão comum de todos os cristãos. Importa agirmos unidos contra toda sorte de discriminação. Esta é a esperança que partilhamos: não há judeu, nem grego; nem escravo, nem livre; nem homem, nem mulher, pois todos somos “um” em Cristo Jesus.
 
 
Oração
 
 
Senhor, faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a nossa sociedade. Conduz o nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos a alegria de viver jutos em unidade. Amém.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

 

publicado por spedeus às 08:32

 
As injustiças, as excessivas desigualdades de ordem económica ou social, a inveja, a desconfiança e o orgulho que grassam entre os homens e as nações, são uma constante ameaça à paz e provocam as guerras. Tudo o que se fizer para superar estas desordens contribui para edificar a paz e evitar a guerra:

«Na medida em que os homens são pecadores, o perigo da guerra ameaça-os e continuará a ameaçá-los até à vinda de Cristo: mas, na medida em que, unidos na caridade, superam o pecado, superadas ficam também as violências, até que se realize aquela palavra: "Com as espadas forjarão arados e foices com as lanças. Não mais levantará a espada povo contra povo, nem jamais se exercitarão para a guerra" (Is 2, 4)» (Gaudium et spes 78 – Concílio Vaticano II)
 
(Catecismo da Igreja Católica § 2317)

publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 3, 13-19
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se.
 
Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com poder de expulsar demónios.
 
Escolheu estes doze:
 
Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Iscariotes, que depois O traiu.
publicado por spedeus às 00:00

22
Jan 09

Os cristãos diante da crise ecológica
 
 
Gn 1, 31-2,3: Deus viu tudo o que havia feito; e eis que era muito bom
 
 
Sl 148, 1-5: Pois ele ordenou, e foram criados
 
 
Rm 8, 18-23: A criação libertada do poder do nada
 
 
Mt 13, 31-32: A menor de todas as sementes
 
 
Comentário
 
Deus criou o nosso mundo com sabedoria e amor; quando terminou a obra da criação, viu que tudo era bom. Mas hoje, o mundo enfrenta uma grave crise ecológica. A nossa Terra sofre com o aquecimento climático, devido ao nosso consumo excessivo de energia. A superfície das florestas sobre o Planeta diminuiu 50% nos últimos quarenta anos, enquanto cresce sempre mais a desertificação. Os coreanos, que gostam muito de peixe preocupam-se: são três quartos dos habitantes do mar que desaparecem por dia. Cada dia, são mais de cem espécies vivas que se extinguem! Esta perda de biodiversidade é uma ameaça para a própria humanidade. Com o apóstolo Paulo, nós podemos afirmar: "A criação foi libertada do poder do nada; ela geme, como nas dores do parto".
 
Não cubramos o rosto! Nós humanos carregamos uma grande responsabilidade nesta destruição do meio-ambiente. A ganância atrai a sombra da morte sobre o conjunto da criação.
 
Juntos, nós, os cristãos, devemos envolver-nos eficazmente na salvaguarda da criação. Esta imensa tarefa não permite que nós, baptizados, trabalhemos sozinhos. Precisamos de conjugar os nossos esforços: actuando juntos, ser-nos-á possível proteger a obra do Criador.
 
No Evangelho, observamos o lugar central que os elementos da natureza ocupam nas parábolas e no ensino de Jesus. Ele valoriza até mesmo a menor de todas as sementes: o grãozinho de mostarda. Cristo manifesta grande consideração pelas criaturas. Com base na visão bíblica da Criação, nós cristãos podemos oferecer uma contribuição conjunta à reflexão e ação hodiernas pelo futuro do planeta.
 
 
Oração
 
 Deus Criador, formaste o mundo pela tua Palavra e viste que tudo era bom. Mas hoje nós realizamos obras de morte e provocamos irremediavelmente a depredação do meio-ambiente. Dá-nos o arrependimento de nossas ganâncias; ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a criação. Amém.

 

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

 

publicado por spedeus às 08:42

 
«A Eucaristia é o nosso pão de cada dia [...]. A virtude própria deste alimento é a de realizar a unidade a fim de que, reunidos no corpo de Cristo, tornados seus membros, sejamos o que recebemos. [...] E também são pão de cada dia as leituras que em cada dia ouvis na igreja; e os hinos que escutais e cantais, são pão de cada dia. Estes são os mantimentos necessários para a nossa peregrinação»
 
(Sermão 57, 7, 7 - Santo Agostinho)
 
Cristo «… é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste»
 
(Sermão 67, 7 - São Pedro Crisólogo)
publicado por spedeus às 00:02

Diácono e mártir que sofreu o martírio aquando das perseguições de Diocleciano e Maximiano, cerca de 304. Após torturas violentas, o seu corpo foi pasto para feras, mas um corvo protegeu-o; depois foi jogado ao mar atado a uma mó, mas antes que os carrascos voltassem, já o seu cadáver jazia na beira-mar. O local para a sua sepultura foi revelado a uma senhora, que o enterrou condignamente. Na altura da invasão árabe na Península, o corpo do mártir teria sido trazido para o Promontório Sacro, onde se estabeleceu o culto em Portugal. É também conhecido por S. Vicente de Saragoça, S. Vicente Mártir...
publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 3, 7-12
 
Naquele tempo, Jesus retirou-Se com os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-O uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia.
 
Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia.
 
Disse então aos seus discípulos que Lhe preparassem uma barca, para que a multidão não O apertasse.
 
Como tinha curado muita gente, todos os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de Lhe tocarem.
 
Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam:
 
«Tu és o Filho de Deus».
 
Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.

publicado por spedeus às 00:00

21
Jan 09
O mundo tem razões para celebrar com a América a posse do novo presidente.Barack Obama anunciou ontem o regresso da ética à política internacional norte-americana quando afirmou que jamais abdicará por “oportunismo” dos ideais que levaram os pais fundadores, enfrentando todos os perigos, a redigir uma Constituição “a assegurar o Estado de direito e os direitos humanos” que se expandiu com o sangue de gerações.E, por uma vez, não nos faria mal, como cidadãos do mundo, levar a sério o desafio que Barack lançou ontem ao seu povo:

“O que nos é exigido agora é uma nova era de responsabilidade. Um reconhecimento (…) de que temos obrigações para connosco, com a nossa nação, e com o Mundo, deveres que aceitamos com satisfação e não com má vontade, firmes no conhecimento de que nada satisfará mais o espírito nem define o nosso carácter, do que entregarmo-nos todos a uma tarefa difícil.

Este é o preço e a promessa da cidadania.

Esta é a forma da nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.

Este é o significado da nossa liberdade e do nosso credo - é por isso que homens e mulheres e crianças de todas as raças e religiões se podem juntar em celebração (…) e que um homem (Barack Obama) cujo pai há menos de 60 anos não podia ser atendido num restaurante local pode agora perante vós fazer o mais sagrado juramento”.

Aprendamos com ele estas razões de esperança em tempo de profunda crise. Celebremos com a América. Que Deus o ajude.
 
 
Graça Franco
 

 
 
 
(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 21:23

Em plena Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, foi a este acontecimento que Bento XVI dedicou a alocução da audiência geral desta quarta-feira, com milhares de peregrinos congregados na Aula Paulo VI, do Vaticano. O Papa começou por comentar a passagem do Profeta Ezequiel escolhida este ano como tema da Semana: “Que eles não façam senão um só, na minha mão” – palavras que (explicou) evocam os dois reinos de Judá e de Israel, que o Senhor quer aproximar para que vivam em unidade.

 

“Do texto do profeta depreende-se que o Senhor deseja que todo o seu povo caminhe com paciência e perseverança para a plena comunhão. Este compromisso comporta uma adesão humilde a Deus, o qual abençoa e torna fecunda esta tarefa. Não há verdadeiro ecumenismo sem uma autêntica conversão interior”.

 

Bento XVI deu graças ao Senhor por todos os encontros que se lhe proporcionaram ao longo de 2008, em Roma ou por ocasião das suas viagens apostólicas, assim como por todos os esforços e gestos de fraternidade que ocorreram, e pelos diálogos teológicos em curso.

“Neste ano Paulino, sigamos as pegadas do Apóstolo, que gastou a sua vida pelo seu único Senhor e pela unidade do seu corpo místico, dando, com o seu martírio, um testemunho supremo de fidelidade e de amor a Cristo”.

 

Presentes nesta audiência geral um certo número de peregrinos de língua portuguesa, aos quais o Santo Padre reservou uma saudação:

 

“Ao saudar cordialmente todos os peregrinos e visitantes de língua portuguesa, dou as boas vindas, em particular ao grupo de sacerdotes do Porto: para todos invoco a protecção do Altíssimo. E que a luz de Cristo anime sempre em vós o entusiasmo para servir a Igreja como ela quer ser servida. Com a minha Bênção Apostólica!”


 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 14:40

Os cristãos diante da injustiça económica e da pobreza


Lv 25, 8-14: O jubileu como libertação


Sl 146 (145): O Senhor faz justiça aos oprimidos


1Tm 6, 9-10: O amor ao dinheiro, raiz de todos os males


Lc 4, 16-21: Jesus e o jubileu como libertação


Comentário

Nós pedimos que o Reino de Deus venha; estamos desejosos de um mundo em que as pessoas, principalmente os mais pobres, não morram prematuramente. Todavia, a ordem económica do mundo atual agrava a situação dos pobres e acentua as desigualdades sociais.

A comunidade mundial, hoje, confronta-se com a precarização crescente do trabalho humano e suas consequências. A idolatria do mercado e o amor ao dinheiro, conforme a 1ª Carta a Timóteo, surgem logo como “a raiz de todos os males”.

O que é que as Igrejas Cristãs podem e devem fazer neste contexto? Voltemo-nos juntos para o tema bíblico do jubileu, que Jesus evoca para explicar seu ministério.

Conforme o que é proposto em Levítico 25, no Jubileu anunciava-se: os emigrados económicos poderiam retornar para a sua propriedade ao lado da sua família; se alguém tivesse perdido todos os seus bens, podia também viver com o povo como residente estrangeiro; não se podia emprestar dinheiro com o interesse de cobrar juros; não se oferecia alimento para se tirar proveito.

O Jubileu implicava uma ética comunitária: a libertação dos escravos e o seu retorno para suas casas, a restauração dos direitos territoriais, o perdão das dívidas. Para quem foi vítima das estruturas sociais injustas, o Jubileu significava o restabelecimento do direito e a restituição dos seus meios de existência.

O ponto-de-chegada de um mundo que considera que “ter mais dinheiro” é o valor e o alvo absoluto da vida, só poderá ser a morte. Enquanto Igreja, ao contrário, nós somos chamados a viver no espírito do Jubileu e, a exemplo de Cristo, anunciar juntos esta boa nova. Tendo experimentado a cura de sua própria divisão, os cristãos tornar-se-iam mais sensíveis às outras divisões, promovendo a cura da humanidade e toda a criação.


Oração

Deus de Justiça, no nosso mundo há lugares em que transborda comida; mas outros em que não se tem o bastante, com uma legião de doentes e famintos.

Deus da Paz, no nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a abandonar os seus lares e encontrar refúgio em terra estranha.

Deus de Compaixão, permite-nos compreender que não podemos viver apenas do dinheiro, mas que necessitamos da tua Palavra. Ajuda-nos a compreender que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira senão amando a Ti, na obediência à tua vontade e aos teus ensinamentos.

Nós te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amen.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:04

 
«Nada iguala o valor da oração; ela torna possível o impossível, fácil o difícil. [...] É impossível [...] que o homem que ora caia no pecado»
 
 
(São João Crisóstomo, De Anna, sermo 4, 5)
 
 
 
«Quem reza salva-se, de certeza; quem não reza condena-se, de certeza»
 
 
(Santo Afonso de Ligório, Del gran mezzo della preghiera, parte I, c. 1)
publicado por spedeus às 00:01

«Já sei que tereis também muito presente que a 21 de Janeiro se completa outro aniversário do primeiro círculo de S. Rafael. Naqueles «três, três mil, trezentos mil, três milhões…» estávamos nós. Não percamos de vista que, se quisermos, também a cada uma e a cada um o Senhor nos põe em condições de sermos eficazmente apostólicos, se somos “essencialmente” eucarísticos.»

(Carta de Janeiro de 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)
publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 3, 1-6
 
Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada.
 
Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l’O.
 
Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada:
 
«Levanta-te e vem aqui para o meio».
 
Depois perguntou-lhes:
 
«Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?».
 
Mas eles ficaram calados.
 
Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem:
 
«Estende a mão».
 
Ele estendeu-a e a mão ficou curada. Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.
publicado por spedeus às 00:00

20
Jan 09
Com um telegrama, o Papa Bento XVI enviou a Barack Obama, primeiro presidente afro-americano da história dos EUA, uma mensagem de bons votos.
 
O Santo Padre formula os melhores votos ao quadragésimo - quarto presidente dos Estados Unidos, assegurando-lhe as suas orações a Deus para que lhe ofereça infalível sabedoria e firmeza no exercício das suas responsabilidades.
 
O Papa auspicia que sob a sua liderança, o povo norte-americano continue a encontrar no seu património religioso e político os valores espirituais e os princípios éticos necessários para cooperar na construção de uma sociedade realmente justa e livre, marcada pela dignidade, igualdade e direitos para todos os seus membros, especialmente os mais pobres, os marginalizados e os que não têm voz.
 
 Ao recordar os muitos irmãos e irmãs que no mundo clamam pelo fim dos flagelos da pobreza, da fome e da violência, Bento XVI reza para se confirme a determinação do novo presidente em promover o entendimento, a cooperação e a paz entre as nações, de modo que possamos todos compartilhar o banquete da vida que Deus preparou para a família humana inteira.
 
 A concluir a sua mensagem de felicitações pela tomada de posse, o Santo Padre pede as bênçãos do Senhor sobre Barack Obama, a sua família e o inteiro povo norte-americano.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 17:43

«A graça de Deus não te falta. Portanto, se correspondes, deves sentir-te seguro.
O triunfo depende de ti: a tua fortaleza e a tua garra - unidas a essa graça - são razão mais que suficiente de te dar o optimismo de quem tem a certeza da vitória.»
(Sulco 80 – São Josemaría Escrivá)
 
Com a graça de Deus Nosso Senhor, muitos esperam e desejam que a presidência de Barack Obama tenha o maior sucesso.
Que o Senhor o faça orientar-se pelas sábias palavras dos Bispos norte-americanos na carta que lhe dirigiram e da qual ontem publicámos algumas curtas citações.
(JPR)
publicado por spedeus às 00:04

Nasceu em Narbonne no século terceiro; os pais eram oriundos de Milão, em Itália. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo baptismo e zelou por ele em relação à sua vida e de seus irmãos!
Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde física, mental e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram durante perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas a Santíssima Trindade.
Esse mistério levava-o a consolar os cristãos que eram presos, de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolos dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.
São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas setas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, conhecia-o, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça e tratou-o cuidando-lhe das feridas. Após a sua recuperação e depois de um tempo, apresentou-se novamente ao imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.
publicado por spedeus às 00:03

Os cristãos diante da guerra e da violência
 
 
Is 2, 1-4: Não se aprenderá mais a guerra
 
 
Sl 74, 18-23: Não esqueças para sempre a vida dos teus pobres
 
 
1Pd 2, 21-25: Suas chagas vos curaram
 
 
Mt 5, 38-48: Orai pelos que vos perseguem
 
 
Comentário
 
 
A guerra e a violência erguem os maiores obstáculos à unidade que Deus concede aos cristãos. A guerra e a violência procedem, em última análise, da divisão que existe no interior de nós mesmos – que ainda não foi curada – e da arrogância humana que é incapaz de voltar ao fundamento verdadeiro da nossa existência.
 
Os cristãos na Coreia desejam pôr um fim a mais de cinquenta anos de separação entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, para estabelecer a paz no mundo. A instabilidade que reina na península coreana, não representa apenas a dor da única nação do mundo ainda dividida institucionalmente, mas simboliza os mecanismos de divisão, de paradoxo, de hostilidade e de vingança que afectam toda a humanidade. Quem colocará fim neste ciclo de guerra e violência?
 
Nas situações de violência e de injustiça mais brutais, Jesus nos mostra a força capaz de pôr fim ao ciclo vicioso da guerra e da violência: aos discípulos que pretendiam reagir à violência e ao furor conforme a lógica do mundo, ele ensina de modo paradoxal a renúncia de toda violência (Mateus 26,51-52).
 
 Jesus revela a verdade da violência humana; fiel ao Pai, ele morreu na cruz para nos salvar do pecado e da morte. A cruz revela o paradoxo e o conflito inerente à natureza humana. A morte violenta de Jesus marca a instauração de uma nova criação, carregando sobre a cruz os pecados dos humanos, a violência e a guerra.
 
Jesus Cristo não propõe uma não-violência baseada apenas sobre o humanismo. Ele propõe a restauração da Criação de Deus e por Deus, confirmando a nossa esperança e a nossa fé na manifestação vindoura dos novos céus e da nova terra. A esperança fundada sobre a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre a cruz nos permite perseverar na busca da unidade dos cristãos e na luta contra toda forma de guerra e violência.
 
 
Oração
 
 
Senhor, tu que te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós te oferecemos nossa humanidade ferida pelo egoísmo, arrogância, vaidade e ira.
Senhor, não abandones o teu povo oprimido a sofrer toda forma de violência, de ira e de ódio, vítima de falsas crenças e de divergências ideológicas.
Senhor, concede que nós, cristãos, trabalhemos juntos para que se cumpra a tua justiça, antes que a nossa.
Dá-nos coragem de ajudar os outros a levar a sua cruz, ao invés de colocar a nossa sobre seus ombros.
Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar os nossos inimigos com amor ao invés de odiá-los. Amém.
 

publicado por spedeus às 00:02

São Marcos 2, 23-28
 
Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. Disseram-Lhe então os fariseus:
 
«Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido».
 
Respondeu-lhes Jesus:
 
«Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os seus companheiros? Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e também os deu aos companheiros».
 
E acrescentou:
 
«O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
 
«Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado».
publicado por spedeus às 00:00

19
Jan 09
São Marcos 1, 14-20
 
Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo:
 
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus.
 
«Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
 
Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens».
 
Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus.
 
Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os.
 
Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.
publicado por spedeus às 21:17

publicado por spedeus às 10:06

As comunidades cristãs diante de suas velhas e novas divisões
 
Ez 37, 15-19.22-24s
 
Serão um, em tua mão
 
Sl 103, 8-13 ou 18
 
O Senhor é misericordioso e benevolente; cheio de fidelidade
 
1Co 3, 3-7.21-23
 
Há entre vós ciúme e contendas; vós sois de Cristo
 
Jo 17, 17-21
 
Que todos sejam um, para que o mundo creia
 
 
Comentário
 
 
Os cristãos são chamados a ser instrumentos do amor fiel e reconciliador de Deus, num mundo marcado por separações e alienações. Batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, professando nossa fé no Cristo crucificado e ressuscitado, nós somos um povo que pertence a Cristo, um povo chamado constituir seu Corpo no e para o mundo. Foi isto que o Senhor pediu, quando orou por seus discípulos: “que eles sejam um, a fim de que o mundo creia”.
 
As divisões entre os cristãos, no que toca às questões fundamentais da fé e da vida dos discípulos de Cristo, prejudicam gravemente nossa capacidade de testemunho diante do mundo. Na Coréia, como em muitos outros países, o Evangelho do Cristo foi anunciado por vozes contraditórias que proclamavam a Boa Nova com formas discordantes. Há quem se sinta tentado a simplesmente resignar-se, considerando tais divisões e os conflitos que lhes são subjacentes como mera e natural herança nossa história. Contudo, trata-se de uma ferida ao interno da comunidade cristã, que contradiz claramente o anúncio de que Deus reconciliou o mundo em Cristo.
 
Em Ezequiel, a visão dos dois pedaços de madeira sobre os quais estão escritos os nomes dos reinos divididos, no antigo Israel, que tornariam a ser “um” na mão de Deus, é uma imagem eloqüente da reconciliação eficaz que Deus cumpriu para o povo, suprimindo suas divisões – unidade que o povo não pode restaurar por si mesmo.Esta metáfora evoca adequadamente a divisão dos cristãos e prefigura a reconciliação que está no coração da proclamação cristã. Sobre os dois pedaços de madeira que formam sua cruz, o Senhor da história cura as feridas e as divisões da humanidade. No dom total de Si sobre a cruz, Jesus uniu o pecado do homem ao amor fiel e redentor de Deus. Ser cristãos significa ser batizados nesta morte pela qual o Senhor, na sua infinita misericórdia, grava os nomes da humanidade ferida no madeiro de sua cruz, nos unindo a ele e restabelecendo, assim, nossa relação com Deus e com o próximo.
 
A unidade cristã é uma comunhão que se baseia na nossa subscrição à Cristo e a Deus. Convertendo-nos sempre mais a Cristo, nós nos percebemos reconciliados pela potência do Espírito Santo. Rezar pela unidade cristã é reconhecer nossa confiança em Deus; é nos abrir inteiramente ao Espírito. Unida aos demais esforços que empreendemos em prol da unidade dos cristãos – como o diálogo, o testemunho comum e a missão – a oração é um instrumento privilegiado pelo qual o Espírito Santo manifesta ao mundo nossa reconciliação em Cristo, este mundo que ele veio salvar.
 
 
Oração
 
Deus de compaixão, tu nos amaste e perdoaste em Cristo. Tu reconciliaste toda a humanidade em teu amor redentor. Olha com bondade todos aqueles que trabalham e rezam pela unidade das Comunidades cristãs, ainda divididas. Dá-lhes serem irmãos e irmãs em teu amor. Possamos nós ser um, “um em tua mão”. Amém.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

 

publicado por spedeus às 09:55

«É possível, mesmo no mercado ou durante um passeio solitário, fazer oração frequente e fervorosa; sentados na vossa loja, a tratar de compras e vendas, até mesmo a cozinhar»
 
 
(São João Crisóstomo, De Anna, sermo 4, 6)
publicado por spedeus às 00:02

Os Bispos dos Estados Unidos asseguram ao novo Presidente Barack Obama e ao novo Congresso o próprio contributo., para que a fase de mudança que os Estados Unidos estão a viver seja caracterizado por um empenho comum a favor da vida humana, dos mais débeis e da paz no mundo.
 
Numa carta assinada pelo arcebispo de Chicago Cardeal Francis George, presidente do episcopado americano, os prelados indicam os desafios principais que o Presidente Obama deverá enfrentar a partir do próximo dia 20 (amanhã).
 
Os Bispos dos Estados Unidos fazem votos de que a nova administração aprove medidas fortes e prudentes que ajudem em particular as famílias pobres e os trabalhadores mais vulneráveis a enfrentar a actual crise económica. O episcopado americano pede além disso uma maior responsabilidade para enfrentar os abusos do sistema que contribuíram para despoletar a crise financeira.
 
Na frente internacional os prelados pedem uma transição responsável num Iraque livre de perseguições religiosas. Premente é além disso o apelo para que se ponha termo ao conflito na Terra Santa e se construa a paz na região.
 
No documento assinado pelo cardeal George é auspiciado um empenho renovado da administração americana na luta contra a SIDA com modalidades que sejam eficazes e ao mesmo tempo moralmente apropriadas.
 
Uma parte significativa da carta dirigida ao presidente eleito Obama é dedicada á família e á defesa da vida.
 
É reafirmado o apoio da Igreja ao matrimónio, união exclusiva entre um homem e uma mulher. Nenhum outro tipo de relação – salientam os bispos, pode ser avaliada de maneira equivalente ao pacto entre um homem e uma mulher no matrimónio. Os bispos reafirmam o seu empenho na defesa da vida dos mais débeis, sobretudo das crianças não nascidas, dos deficientes e dos doentes terminais. E pedem com força a actuação de políticas para reduzir o número de abortos.
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 2, 18-22
 
Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum. Vieram perguntar a Jesus:
 
«Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus e os teus discípulos não jejuam?».
 
Respondeu-lhes Jesus: «Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles? Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar. Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão.
 
«Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos».
publicado por spedeus às 00:00

18
Jan 09

Sócrates olhou à sua volta, suspirou, sentiu saudades do candeeiro com asinhas que uma vez compusera o seu gabinete. Ninguém imagina o trabalho que isto dá, pensou filosoficamente. Na mesa, entre um cinzeiro que já não usa, desenhado pelo Siza, e uma caneta de ouro, oferta da mãe aquando da sua vitória, estava um dossier com as sondagens do mês. Índices de popularidade, de eficácia de comunicação, de aprovação e chumbo. Podia mudar o Ministro da Cultura, mas não posso. O Berardo gosta dele. Podia mudar a Maria de Lurdes para a Saúde, mas o lobby dos médicos e das farmácias caia-me em cima. Podia promover alguém inteligente, alguém que fosse passível de receber elogios do professor Marcelo ao domingo à noite. Também podia ligar ao Durão Barroso e ver qual a viabilidade de um cargo internacional. Seria bom mudar de ares. O António Guterres com aquela coisa dos refugiados já tem uma foto com a Angelina Jolie. O máximo que eu tenho é um ídolo desportivo, lamentou-se Sócrates, prosseguindo no seu monólogo interior. Nem vale a pena pensar nisso. Entregara a sua liberdade ao partido, a uma ideia melhor.
 
 

Nisto o telefone piscou, um telefone diferente dos outros e Sócrates voltou a suspirar. Atendeu com os salamaleques devidos e pela janela observou dois polícias fumando um cigarro. Isso é proibido, apeteceu-lhe gritar, mas absteve-se, de nada servia. Desligou o telefone com palavras de compromisso, eficazes, funcionais, pragmáticas o suficiente para lhe conferir autoridade a si e ao seu posto. O país não o compreendia. Era triste. O olhar pousou novamente nas sondagens. Tanto trabalho para quê? Para ganhar um lugar na História, não tinha dúvidas sobre isso. Agora que já ninguém questiona a licenciatura e outras coisas menos simpáticas, será que já tenho o meu poiso ao lado do Mário Soares e afins? Ou será que ainda tenho que me esforçar mais? As sondagens olhavam de frente, curvas descendentes, incompreensíveis, a rirem-se para ele, a dizerem: vai trabalhar, pá.
 
 

(Crónica de Patrícia Reis http://vaocombate.blogspot.com/2009/01/crnica-ser-scrates.html publicada no Semanário Económico a 17 de Janeiro de 2009)

 

Nota para os nossos amigos e irmãos brasileiros - Sócrates é o Primeiro-Ministro de Portugal

 

 

 
 

publicado por spedeus às 20:06

Ocorrendo neste domingo o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados, foi a este tema que Bento XVI dedicou a alocução do meio-dia, na Praça de São Pedro, antes da recitação do Angelus com os fiéis e turistas ali congregados e todos os que o seguiam através da rádio e da televisão. O Papa evocou também o Encontro Mundial das Famílias, que se conclui na Cidade do México, e a Semana de Oração pela unidade dos cristãos que se concluirá domingo próximo, em Roma com a recitação de Vésperas na basílica de São Paulo, presididas pelo Santo Padre.
Bento XVI referiu-se também, uma vez mais, “com profunda trepidação”, ao conflito na Faixa de Gaza, convidando a “recordar ao Senhor as centenas de crianças, pessoas idosas, mulheres, vítimas inocentes da inaudita violência, assim como os feridos e todos os que choram pelos seus entes queridos e os que perderam os seus bens”. O Papa encorajou todos os esforços de estabelecimento da paz, convidando a rezar por essa intenção:
“Convido-vos a acompanhar com a oração os esforços que numerosas pessoas de boa vontade estão a realizar para deter a tragédia. Espero vivamente que se saiba aproveitar, com sabedoria, das hipóteses em aberto para restabelecer a trégua e encaminhar-se para soluções pacíficas e duradouras”.
“Renovo o meu encorajamento a todos os que, de um e de outro lado, acreditam que na Terra Santa há lugar para todos, para que ajudem os seus a emergir das ruínas e do terror, retomando corajosamente o fio do diálogo, na justiça e na verdade. É este o único caminho que pode efectivamente abrir um futuro de paz para os filhos desta querida região”.
A propósito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que no hemisfério norte se celebra de 18 a 25 de Janeiro, o Papa convidou todos a rezar, nestes dias, mais intensamente, para que os cristãos caminhem de modo decidido para a plena comunhão entre si. “Dirijo-me especialmente aos católicos espalhados pelo mundo, para que – disse Bento XVI – unidos na oração, não se cansem de actuar para superar os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão com todos os discípulos de Cristo”.
“O compromisso ecuménico é ainda mais urgente hoje em dia, para dar à nossa sociedade, marcada por trágicos conflitos e dilacerantes divisões, um sinal e um impulso para a reconciliação e a paz”.
De entre as saudações aos diferentes grupos de fiéis presentes na Praça de São Pedro, Bento XVI não esqueceu os representantes das comunidades migrantes católicas que vivem em Roma. Saudando-os cordialmente como amigos e dirigindo-lhes uma exortação, o Papa fez suas as palavras do Apóstolo Paulo:
“na Igreja vós não sois estrangeiros nem hóspedes, mas fazeis parte da família de Deus. Tratai de inserir-vos bem na comunidade eclesial e civil, com a riqueza da vossa fé e das vossas tradições”.
Como dizíamos, a alocução antes das Ave Marias tinha-a dedicado o Papa precisamente à celebração, neste domingo, do Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados. Partindo da responsabilidade de evangelização que incube à Igreja e a cada um dos cristãos, Bento recordou o dever de “transmitir a mensagem de amor de Jesus especialmente a quantos ainda o não conhecem ou que se encontram em situações difíceis e dolorosas”. No caso concreto dos migrantes – observou – a realidade que estes vivem é “sem dúvida variegada: em alguns casos, graças a deus, é serena e bem integrada; outras vezes, infelizmente, é penosa, difícil, se não mesmo dramática”.
“Desejaria assegurar que a comunidade cristã olha com atenção para cada pessoa e para cada família, e pede a São Paulo a força de um renovado impulso para favorecer, em todas as partes do mundo, a convivência pacífica entre homens e mulheres de diferentes etnias, culturas e religiões”.
“Cada um de nós, segundo a própria vocação (observou o Papa), está chamado a testemunhar o Evangelho onde se encontra e vive, com uma atenção ainda maior aos irmãos e irmãs que dos outros países, por diversos motivos, viveram até ao meio de nós, valorizando assim o fenómeno das migrações como ocasião de encontro entre as civilizações”.
“Rezemos e actuemos para que isto acontece de modo pacífico e construtivo, no respeito e no diálogo, pondo de lado qualquer tentação de conflito e de abuso”.
Uma última evocação, reservou-a o Papa aos homens do mar - marítimos e pescadores – que desde há um certo tempo vivem uma situação de “acrescidas dificuldades, com restrições para desembarcarem e para acolherem a bordo os capelães e enfrentando até mesmo os riscos da pirataria e os prejuízos da pesca ilegal”. Exprimindo-lhes a sua proximidade, Bento XVI fez votos de que, “nas actividades de socorro no mar, a sua generosidade seja recompensada com maior consideração”.
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:54

O Vaticano vai ter um canal próprio no site de vídeos Youtube.
Vão ficar disponíveis na internet os eventos e as celebrações onde esteja presente o Papa Bento XVI.
O acordo deve ser formalmente apresentado no final da próxima semana.
Em 1995 o Vaticano criou o seu site, agora dá um passo em frente na tecnologia e vai estar presente em vídeo.
CC
(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 07:39

Realista e concreto é o discurso que Bento XVI dirigiu ao Corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé. Com um olhar de conjunto ao mundo que não é fácil ver noutros discursos. São assim confirmadas, mais uma vez, a unicidade do ponto de vista e a influência do Bispo de Roma, que soube evocar certamente não através de uma fria enumeração burocrática dos pontos de crise as situações humanas que preocupam a Igreja, deveras perita em humanidade. Dos sofrimentos provocados pelas catástrofes naturais aos que são consequência de conflitos nacionais ou regionais. E será fácil para os responsáveis dos diversos órgãos de informação em todo o mundo se souberem estar à altura da sua tarefa reencontrar nas palavras do Papa uma atenção muito concreta às situações que preocupam todos os dias milhões de mulheres e homens. Antes de tudo, a da Terra Santa, há decénios lugar de confronto e para a qual Bento XVI repetiu mais uma vez que a opção militar não é uma solução e que qualquer violência deve ser fortemente condenada. Que não são belas palavras é frisado pela menção das próximas eleições e pelo apoio declarado ao diálogo entre Israel e a Síria. Analogamente o realismo da Santa Sé, no panorama médio-oriental, está voltado para a reconstrução de um Iraque sem discriminações e para as negociações sobre o programa nuclear iraniano, na Ásia, para a urgência de insistir sobre as negociações e mediações nas Filipinas, entre Pequim e Taipé, no Sri Lanka e, para as regiões centrais do continente, a necessidade de legislações que garantam a liberdade religiosa. A África, esquecida pela informação internacional, está ela também presente na diplomacia da Santa Sé, sobretudo pelos dramas da pobreza e dos refugiados (Somália, Darfur, República Democrática do Congo), mas também pela crise no Zimbabué e, ao contrário, pelas novas esperanças que se entrevêem no Burundi. O desejo de paz e de superação da pobreza é comum também na América Latina, onde são dramáticos os problemas dos emigrados e urgente a luta contra o tráfico de droga e a corrupção, mas é muito difundido o reconhecimento da presença católica; como confirma, entre outros, a assinatura do recente acordo entre a Santa Sé e o Brasil. O discurso de Bento XVI recordou depois, no ano dedicado a São Paulo, as comunidades cristãs da Turquia e as negociações em acto no Chipre; e, por fim, as tensões na região caucásica e na península balcânica. O realismo da Santa Sé testemunhado quotidianamente no mundo pela presença e pela atenção a cada ser humano da parte dos católicos finaliza-se à paz. Uma paz certamente distante, que tem características bem definidas: segurança e desenvolvimento são hoje os nomes da paz. Eis por que a Santa Sé assinou e ratificou a Convenção sobre as munições de fragmentação; por que a corrida aos armamentos é um escândalo; por que a atenção da Igreja católica em relação à crise financeira e económica é crescente e concreta. Transcorreram quarenta anos depois das encíclicas de Paulo VI Populorum progressio e Humanae vitae, mas o seu ensinamento em defesa da vida humana pobreza, manipulações finalizadas à injustiça infelizmente ainda é actual. Por isso, mesmo se a voz dos cristãos com frequência incomoda a ponto de provocar perseguições e intolerâncias, o Bispo de Roma fala, e por isso as suas palavras são esperadas. Giovanni Maria Vian (Director)

publicado por spedeus às 07:04

Nosso corpo, seja qual for, com seus encantos, desencantos, qualidades, deficiências e possibilidades é fundamental para conquistarmos nossa realização humana. Sua aparência nem seus pendores ou limites são toda a razão de ser da vida. O corpo é um dom prodigalizado por Deus para realizarmos o bem em todas as dimensões. Isso depende de como o usamos para a consecução de seus objectivos mais elevados. Há quem o tenha cheio de saúde e qualidades mas pode não usá-lo para a realização de felicidade progressiva na perspectiva humana e ética. Com menos atributos, mas encaminhando-o na direcção do próprio bem, com direccionamento para metas mais elevadas, a pessoa o tem com mais proveito na vida.
 
S. Paulo alude ao uso da corporeidade com respeito a valores transcendentes, de modo a ser assumido dentro dos parâmetros éticos e morais: “Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus?... Então, glorificai a Deus com o vosso corpo” (1 Cor 6, 19.20).
 
O narcisismo faz a pessoa olhar para seu corpo como uma ilha, absolutizando sua aparência e considerando sua auto-afirmação sem a valorização devida de parâmetros altruístas. O olhar para si, sem a referência de valores relacionados ao ser pessoa dependente de Deus e dos outros, pode levar o ser humano a absolutizar o próprio corpo e relativizar ideais de vida que levem ao uso do corpo para atingir os mesmos.
 
A estética e o cuidado com o corpo são importantes instrumentos para a auto-afirmação, mas relacionados com valores transcendentes, que levam cada um a usar o corpo para fazer o bem ao semelhante. O próprio Jesus nos ensina a oblatividade, até com renúncias para darmos vida ao outro, mesmo se tivermos de dar a nossa própria. Nosso cuidado com o corpo é importante, mas para atingir os objectivos mais elevados da vida.
 
Muito nos é colocado, inclusive pela grande média, sobre o prazer buscado pelo corpo em vista da felicidade pessoal. O uso do sexo se torna o foco diuturno desse encaminhamento. Basta não se pegar doença, o resto tudo vale, conforme esse endereçamento. No entanto, o bom senso nos leva a saber fazer opções na vida. Nem tudo o que traz prazer imediato é o que nos leva à realização de um objectivo mais elevado na vida. Nessa perspectiva, muitas renúncias se fazem em vista de se atingirem metas e conquistas mais realizadoras. Caso contrário, os instintos mais cruéis regeriam nossa vida sem parâmetro ético, moral e humano.
 
Sodoma e Gomorra têm sido famigeradas referências até fracas em relação ao que se faz hoje, muitas vezes, com o uso desenfreado do sexo. Se fôssemos meros animais, sem algo espiritual e imortal, seríamos levados ao gozo imediato, sem atingirmos nossa realização plena de seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus.
 
O apóstolo Paulo ainda lembra: “O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor” (1 Cor 6, 13). É preciso estarmos atentos para não fazermos de nossa fé apenas afirmada em actos religiosos para dentro de nós ou do templo. Precisamos olhar para o projecto de Deus a respeito do corpo, do sexo, do matrimónio e de todo o convívio humano. O uso do corpo apenas como busca de prazer e bem estar, sem levar em conta sua relação com Deus e o outro, não leva ao êxito a vida humana com parâmetros realmente humanos. A juventude precisa ser formada para não cair na armadilha do hedonismo que se pauta pelo sexo puramente animalesco.
 
D. José Alberto Moura, CSS – Bispo de Uberlândia (MG)
 
 
(Fonte: site CNBB – Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros)
publicado por spedeus às 00:02

Caros irmãos e irmãs, Este ano, a Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem como tema: «São Paulo migrante, ‘Apóstolo das gentes’», e inspira-se na feliz coincidência do Ano jubilar por mim proclamado em honra do Apóstolo por ocasião do bimilénio do seu nascimento. A pregação e a obra de mediação entre as diversas culturas e o Evangelho, levadas a cabo por Paulo, «migrante por vocação», constituem com efeito um ponto de referência significativo também para aquele que se encontra empenhado no movimento migratório contemporâneo. Tendo nascido de uma família de judeus emigrados para Tarso da Cilícia, Saulo foi educado na língua e na cultura hebraica e helenista, valorizando o contexto cultural romano. Depois que, no caminho de Damasco, teve lugar o seu encontro com Cristo (cf. Gl 1, 13-16) ele, mesmo sem renegar as suas «tradições» e nutrindo estima e gratidão pelo judaísmo e pela Lei (cf. Rm 9, 1-5; 10, 1; 2 Cor 11, 22; Gl 1, 13-14; Fl 3, 3-6), sem hesitações nem vacilações, dedicou-se à nova missão com coragem e entusiasmo, dócil ao mandato do Senhor: «Hei-de enviar-te aos pagãos, lá ao longe» (Act 22, 21). A sua existência mudou radicalmente (cf. Fl 3, 7-11): para ele, Jesus tornou-se a razão de ser e o motivo inspirador do compromisso apostólico ao serviço do Evangelho. De perseguidor dos cristãos, transformou-se em apóstolo de Cristo. Guiado pelo Espírito Santo, prodigalizou-se sem reservas para que fosse anunciado a todos, sem distinção de nacionalidade e de cultura, o Evangelho que é «poder de Deus para a salvação de todos os fiéis, em primeiro lugar do judeu e depois do grego» (Rm 1, 16). Nas suas viagens apostólicas, não obstante as reiteradas oposições, proclamava primeiro o Evangelho nas sinagogas, chamando a atenção sobretudo dos seus compatriotas na diáspora (cf. Act 18, 4-6). Se eles o rejeitavam, dirigia-se aos pagãos, fezendo-se autêntico «missionário dos migrantes», ele mesmo migrante e embaixador itinerante de Jesus Cristo, para convidar todas as pessoas a tornarem-se, no Filho de Deus, «novas criaturas» (2 Cor 5, 17). A proclamação do querigma fez-lhe singrar os mares do Próximo Oriente e percorrer as estradas da Europa, até chegar a Roma. Partiu de Antioquia, onde o Evangelho foi anunciado a populações não pertencentes ao judaísmo, e os discípulos de Jesus pela primeira vez foram chamados «cristãos» (cf. Act 11, 20.26). A sua vida e a sua pregação foram inteiramente orientadas para fazer com que todos conhecessem e amassem Jesus, porque nele todos os povos são chamados a tornar-se um só povo. Também no presente, na era da globalização, esta é a missão da Igreja e de todo o baptizado; missão que, com atenta solicitude pastoral, se dirige também ao diversificado universo dos migrantes – estudantes fora da própria sede, imigrados, refugiados, prófugos e deslocados – incluindo aqueles que são vítimas das escravidões modernas, como por exemplo no tráfico dos seres humanos. Mesmo hoje, deve propor-se a mensagem da salvação com a mesma atitude do Apóstolo das nações, tendo em consideração as diversas situações sociais e culturais, e das particulares dificuldades de cada um em consequência da condição de migrante e de itinerante. Formulo os bons votos a fim de que cada comunidade cristã possa nutrir o mesmo fervor apostólico de São Paulo que, para anunciar a todos o amor salvífico do Pai (cf. Rm 8, 15-16; Gl 4, 6), em vista de «ganhar o maior número para Cristo» (1 Cor 9, 19), fez-se «fraco com os fracos... tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo o custo» (1 Cor 9, 22). O seu exemplo seja também para nós estímulo para nos fazermos solidários com estes nossos irmãos e irmãs e para promovermos, em toda a parte do mundo e com todos os meios, a convivência pacífica entre diferentes etnias, culturas e religiões. Mas qual era o segredo do Apóstolo das nações? O zelo missionário e a pujança do lutador, que o distinguiram, derivava do facto de que ele, «alcançado por Jesus Cristo» (Fl 3, 12), permaneceu tão intimamente unido a ele que se sentia partícipe da sua própria vida, através da «comunhão com os seus sofrimentos» (cf. Fl 3, 10; cf. também Rm 8, 17; 2 Cor 4, 8-12; Cl 1, 24). Eis a nascente do ardor apostólico de São Paulo, que narra: «Aprouve a Deus – que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim, para que O anunciasse entre os gentios» (Gl 1, 15-16; cf. também Rm 15, 15-16). Com Cristo, sentiu-se «co-crucificado», a ponto de poder afimar: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!» (Gl 2, 20). E nenhuma dificuldade lhe impediu de continuar a sua intrépida acção evangelizadora em cidades cosmopolitas como Roma e Corinto que, naquela época, eram povoadas por uma vasta gama de etnias e de culturas. Lendo os Actos dos Apóstolos e as Cartas que Paulo dirigiu a vários destinatários, vislumbra-se um modelo de Igreja não exclusiva, mas sim aberta a todos, formada por crentes sem distinções de cultura e de raça: com efeito, cada um dos baptizados é membro vivo do único Corpo de Cristo. Nesta perspectiva a solidariedade fraterna, que se traduz em gestos quotidianos de partilha, de co-participação e de solicitude jubilosa em relação aos outros, adquire um relevo singular. Todavia, não é possível realizar esta dimensão de recíproco acolhimento fraterno, ensina sempre São Paulo, sem a disponibilidade da escuta e da recepção da Palavra pregada e praticada (cf. Tt 1, 6), Palavra que impele todos à imitação de Cristo (cf. Ef 5, 1-2), na imitação do Apóstolo (cf. 1 Cor 11, 1). E por conseguinte, quanto mais a comunidade unida estiver a Cristo, tanto mais se tornará solícita em relação ao próximo, evitando o juízo, o desprezo e o escândalo, e abrindo-se ao acolhimento recíproco (cf. Rm 14, 1-3; 15, 7). Conformados com Cristo, os fiéis sentem-se «irmãos» nele, filhos do mesmo Pai (cf. Rm 8, 14-16; Gl 3, 26; 4, 6). Este tesouro de fraternidade torna-os «solícitos na hospitalidade» (Rm 12, 13), que é filha primogénita do ágape (cf. 1 Tm 3, 2; 5, 10; Tt 1, 8; Fm 17). Cumpre-se deste modo a promessa do Senhor: «Receber-vos-ei. Serei para vós um Pai e vós sereis para mim filhos e filhas» (2 Cor 6, 17-18). Se estivermos conscientes disto, como não sermos responsáveis por quantos, em particular entre refugiados e prófugos, se encontram em condições difíceis e incómodas? Como deixar de ir ao encontro das necessidades de quem é de facto mais fraco e indefeso, assinalado por precariedade e insegurança, marginalizado, muitas vezes excluído da sociedade? Deve-se prestar-lhes atenção prioritária porque, parafraseando um conhecido texto paulino, «Deus escolheu o que é louco segundo o mundo, para confundir os sábios; Deus escolheu o que é fraco segundo o mundo, para confundir o que é forte. Deus escolheu o que é vil e desprezível no mundo, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são. Assim, ninguém se vangloriará diante de Deus» (1 Cor 27-29). Queridos irmãos e irmãs, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado a 18 de Janeiro de 2009, seja para todos um estímulo a viver em plenitude o amor fraterno sem quaisquer distinções e sem discriminações, na convicção de que o nosso próximo é quem quer que tenha necessidade de nós e a quem nós possamos ajudar (cf. Deus caritas est, 15). O ensinamento e o exemplo de São Paulo, humilde-grande Apóstolo e migrante, evangelizador de povos e culturas, nos leve a compreender que o exercício da caridade constitui o ápice e a síntese de toda a vida cristã. O mandamento do amor – sabemo-lo bem – alimenta-se quando os discípulos de Cristo participam unidos na mesa da Eucaristia que é, por excelência, o Sacramento da fraternidade e do amor. E como Jesus no Cenáculo, ao dom da Eucaristia uniu o novo mandamento do amor fraterno, assim os seus «amigos», seguindo os passos de Cristo que se fez «servo» da humanidade, e sustentados pela sua Graça, não podem deixar de se dedicar ao serviço recíproco, responsabilizando-se uns pelos outros segundo quanto o mesmo o próprio São Paulo recomenda: «Carregai os fardos uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo» (Gl 6, 2). Somente deste modo cresce o amor entre os fiéis e por todos (cf. 1 Ts 3, 12). Estimados irmãos e irmãs, não nos cansemos de proclamar e testemunhar esta «Boa Nova» com entusiasmo, sem medo e sem poupar energias! No amor está condenado toda a mensagem evangélica e os autênticos discípulos de Cristo reconhecem-se pelo seu amor mútuo e pelo seu acolhimento de todos. Que nos obtenha esta dádiva o Apóstolo Paulo e especialmente Maria, Mãe do acolhimento e do amor. Enquanto invoco a protecção divina sobre quantos estão comprometidos em ajudar os migrantes e, de modo mais geral, no vasto mundo da emigração, a cada um garanto uma recordação constante na oração e concedo afectuosamente a todos a Bênção apostólica. Castel Gandolfo, 24 de Agosto de 2008. BENEDICTUS PP. XVI

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17
Jan 09

nome masculino

 

1. RELIGIÃO sacrifício em que a vítima era totalmente consumida pelo fogo

 

2. RELIGIÃO vítima oferecida neste sacrifício

 

3. HISTÓRIA [com maiúscula] massacre, sobretudo de judeus, levado a cabo nos campos de concentração nazis durante a Segunda Guerra Mundial

 

4. matança de um grande número de seres humanos, massacre, chacina

 

5. figurado imolação; expiação

 

6. figurado abdicação da vontade própria

 

(Do gr. holókauston, «holocausto», pelo lat. holocaustu-, «id.»)

 

Dicionário online da Porto Editora

 

 

 

do Lat. holocaustu -Gr. holókauston - kolós, vítima inteira + káío, queimos. m.,

 

sacrifício expiatório e de acção de graças, praticado pelos antigos Hebreus, por cremação total de um animal;

 

a vítima do sacrifício; sacrifício em geral;

 

abdicação da vontade própria para satisfazer a de outrem;

 

grande chacina ou destruição da vida;

 

a causa de tal desastre;

 

o assassínio em massa dos Judeus pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial (nesta acepção, grafa-se com inicial maiúscula).

 

 

Dicionário Universal da Língua Portuguesa

publicado por spedeus às 22:45

"a tragédia pesoal de um médico palestiniano"

Um médico palestiniano que estudou e trabalhou em Israel passou as últimas semanas a vestir o papel de jornalista, comentando os acontecimentos em Gaza para o canal 10 israelita. Hoje, em directo, contou desesperado que a sua casa acabara de ser bombardeada, matando 3 das suas filhas, ferindo gravemente outra e vários membros da família e vizinhos. O jornalista israelita fez o que pode para ajudar e, com os seus contactos junto do exército hebraico, conseguiu que deixassem uma ambulância palestiniana levar os feridos mais graves até à fronteira e, daí, transportá-los para hospitais em Israel. O médico palestiniano também viajou com a sua filha ferida e deu uma conferência de imprensa muito emotiva, perguntando ao povo hebraico se pensam mesmo que é à custa de vida de inocentes que se constrói a paz.

As suas filhas morreram no dia em que o governo israelita se prepara para anunciar um cessar-fogo unilateral - apesar de não ter conseguido terminar com a «guerra dos rockets». Só este sábado cairam 25 foguetes do Hamas no Sul de Israel.

Fonte: blogue da jornalista Patrícia Fonseca em http://blogkiosk.blogspot.com/2009/01/tragdia-pessoal-de-um-mdico.html )

publicado por spedeus às 21:56

A Santa Sé “exprime a sua solidariedade aos civis de Gaza e de algumas cidades israelitas, que suportam o peso de um cruel conflito” – assegurou nesta sexta-feira, em Nova Iorque o representante permanente junto da ONU, intervindo na Assembleia Geral das Nações Unidas, convocada em sessão especial de emergência para debater a questão dos territórios palestinianos ilegalmente ocupados por Israel (incluindo Jerusalém Leste).
 
O arcebispo D. Celestino Migliore aproveitou a ocasião para fazer votos de “que o Secretário-geral consiga levar a bom termo a sua missão” de paz naqueles territórios, coroando os “esforços diplomáticos em curso e garantindo que a urgente ajuda humanitária possa efectivamente chegar às pessoas” que dela carecem.
 
“A Santa Sé – declarou – pede que seja integralmente aplicada a Resolução 1860 do Conselho de Segurança, de 8 de Janeiro, que reclama um imediato e permanente cessar-fogo, assim como uma assistência humanitária sem entraves”. “Nos últimos dias – recorda Mons. Migliore – fomos testemunhas de que ambas as partes ignoraram, na prática, a distinção entre civis e militares”. “No contexto daquela Resolução, chamamos ambas as partes a conformar-se plenamente às exigências da lei humanitária internacional, que visa assegurar a protecção dos civis”.
 
“A conturbada história de sessenta anos de coexistência entre israelitas e palestinianos – recordou o representante da Santa Sé têm sido teatro de um longo suceder-se de conflitos, mas também de diálogo, nomeadamente os encontros de Madrid, os Acordos de Oslo, o Memorando de Wye, o processo de paz do Quarteto, a “road map” e a Conferência de Annapolis, com a solução dos dois Estados. Infelizmente, porém, até agora não chegaram a ser bem sucedidos os muitos esforços para estabelecer a paz entre os povos israelita e palestiniano”.
 
A Delegação da Santa Sé na ONU observa que “a falência de tantos esforços se deve a uma vontade política não suficientemente corajosa e coerente em ordem ao estabelecimento da paz, de ambas as partes, e nos últimos tempos à recusa de se encontrarem e de forjarem uma paz justa e duradoura”.
 
“As Nações Unidas têm a grave tarefa de levar as partes ao respeito do cessar-fogo, abrir o caminho a negociações e a um entendimento entre elas e assegurar a assistência humanitária”. “Esta Assembleia Geral – concluiu o arcebispo Celestino Migliore – pode ajudar as partes em conflito a descobrirem novos esquemas para o estabelecimento da paz, esquemas baseados na aceitação e compreensão recíprocas, no respeito da diversidade”.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 19:56

O arcebispo de Génova e presidente da Conferência Episcopal Italiana defende que os cristãos devem ter a coragem de defender os valores objectivos da vida e da família.
D.Angelo Bagnasco alerta para o perigo das opiniões expressas por aquilo a que chama as “falsas maiorias”, numa altura em que os cristãos vivem no meio do secularismo: “Devemos ter a coragem de ir contra a corrente. Num clima de relativismo dominante, onde dizem que não há valores universais, mas apenas opiniões individuais, nós, pelo contrário, acreditamos firmemente que existem valores objectivos em nome dos quais o cristão deve saber ir contra a corrente, com serenidade, mas também com firmeza”. O cardeal Angelo Bagnasco está em Fátima a acompanhar a peregrinação de jovens sacerdotes de Génova.
PC/Aura Miguel (Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 14:07

São João 1, 35-42

Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus».
 
Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?». Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?».
 
Disse-lhes Jesus: «Vinde ver».
 
Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde.
 
André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» – que quer dizer ‘Cristo’ –; e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe:
 
«Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer ‘Pedro’.
publicado por spedeus às 12:00

Este ano, a Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem como tema: "São Paulo migrante, 'Apóstolo das gentes'", e inspira-se na feliz coincidência do Ano jubilar por mim proclamado em honra do Apóstolo por ocasião do bimilénio do seu nascimento. A pregação e a obra de mediação entre as diversas culturas e o Evangelho, levadas a cabo por Paulo, "migrante por vocação", constituem com efeito um ponto de referência significativo também para aquele que se encontra empenhado no movimento migratório contemporâneo. Tendo nascido de uma família de judeus emigrados para Tarso da Cilícia, Saulo foi educado na língua e na cultura hebraica e helenista, valorizando o contexto cultural romano. Depois que, no caminho de Damasco, teve lugar o seu encontro com Cristo (cf. Gl 1, 13-16) ele, mesmo sem renegar as suas "tradições" e nutrindo estima e gratidão pelo judaísmo e pela Lei (cf. Rm 9, 1-5; 10, 1; 2 Cor 11, 22; Gl 1, 13-14; Fl 3, 3-6), sem hesitações nem vacilações, dedicou-se à nova missão com coragem e entusiasmo, dócil ao mandato do Senhor: "Hei-de enviar-te aos pagãos, lá ao longe" (Act 22, 21). A sua existência mudou radicalmente (cf. Fl 3, 7-11): para ele, Jesus tornou-se a razão de ser e o motivo inspirador do compromisso apostólico ao serviço do Evangelho. De perseguidor dos cristãos, transformou-se em apóstolo de Cristo.

Guiado pelo Espírito Santo, prodigalizou-se sem reservas para que fosse anunciado a todos, sem distinção de nacionalidade e de cultura, o Evangelho que é "poder de Deus para a salvação de todos os fiéis, em primeiro lugar do judeu e depois do grego" (Rm 1, 16). Nas suas viagens apostólicas, não obstante as reiteradas oposições, proclamava primeiro o Evangelho nas sinagogas, chamando a atenção sobretudo dos seus compatriotas na diáspora (cf. Act 18, 4-6). Se eles o rejeitavam, dirigia-se aos pagãos, fezendo-se autêntico "missionário dos migrantes", ele mesmo migrante e embaixador itinerante de Jesus Cristo, para convidar todas as pessoas a tornarem-se, no Filho de Deus, "novas criaturas" (2 Cor 5, 17).

A proclamação do querigma fez-lhe singrar os mares do Próximo Oriente e percorrer as estradas da Europa, até chegar a Roma. Partiu de Antioquia, onde o Evangelho foi anunciado a populações não pertencentes ao judaísmo, e os discípulos de Jesus pela primeira vez foram chamados "cristãos" (cf. Act 11, 20.26). A sua vida e a sua pregação foram inteiramente orientadas para fazer com que todos conhecessem e amassem Jesus, porque nele todos os povos são chamados a tornar-se um só povo.

Também no presente, na era da globalização, esta é a missão da Igreja e de todo o baptizado; missão que, com atenta solicitude pastoral, se dirige também ao diversificado universo dos migrantes - estudantes fora da própria sede, imigrados, refugiados, prófugos e deslocados - incluindo aqueles que são vítimas das escravidões modernas, como por exemplo no tráfico dos seres humanos. Mesmo hoje, deve propor-se a mensagem da salvação com a mesma atitude do Apóstolo das nações, tendo em consideração as diversas situações sociais e culturais, e das particulares dificuldades de cada um em consequência da condição de migrante e de itinerante. Formulo os bons votos a fim de que cada comunidade cristã possa nutrir o mesmo fervor apostólico de São Paulo que, para anunciar a todos o amor salvífico do Pai (cf. Rm 8, 15-16; Gl 4, 6), em vista de "ganhar o maior número para Cristo" (1 Cor 9, 19), fez-se "fraco com os fracos... tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo o custo" (1 Cor 9, 22). O seu exemplo seja também para nós estímulo para nos fazermos solidários com estes nossos irmãos e irmãs e para promovermos, em toda a parte do mundo e com todos os meios, a convivência pacífica entre diferentes etnias, culturas e religiões.

Mas qual era o segredo do Apóstolo das nações? O zelo missionário e a pujança do lutador, que o distinguiram, derivava do facto de que ele, "alcançado por Jesus Cristo" (Fl 3, 12), permaneceu tão intimamente unido a ele que se sentia participe da sua própria vida, através da "comunhão com os seus sofrimentos" (cf. Fl 3, 10; cf. também Rm 8, 17; 2 Cor 4, 8-12; Cl 1, 24). Eis a nascente do ardor apostólico de São Paulo, que narra: "Aprouve a Deus - que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça - revelar o seu Filho em mim, para que O anunciasse entre os gentios" (Gl 1, 15-16; cf. também Rm 15, 15-16). Com Cristo, sentiu-se "co-crucificado", a ponto de poder afimar: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!" (Gl 2, 20). E nenhuma dificuldade lhe impediu de continuar a sua intrépida acção evangelizadora em cidades cosmopolitas como Roma e Corinto que, naquela época, eram povoadas por uma vasta gama de etnias e de culturas.

Lendo os Actos dos Apóstolos e as Cartas que Paulo dirigiu a vários destinatários, vislumbra-se um modelo de Igreja não exclusiva, mas sim aberta a todos, formada por crentes sem distinções de cultura e de raça: com efeito, cada um dos baptizados é membro vivo do único Corpo de Cristo. Nesta perspectiva a solidariedade fraterna, que se traduz em gestos quotidianos de partilha, de co-participação e de solicitude jubilosa em relação aos outros, adquire um relevo singular. Todavia, não é possível realizar esta dimensão de recíproco acolhimento fraterno, ensina sempre São Paulo, sem a disponibilidade da escuta e da recepção da Palavra pregada e praticada (cf. Tt 1, 6), Palavra que impele todos à imitação de Cristo (cf. Ef 5, 1-2), na imitação do Apóstolo (cf. 1 Cor 11, 1). E por conseguinte, quanto mais a comunidade unida estiver a Cristo, tanto mais se tornará solícita em relação ao próximo, evitando o juízo, o desprezo e o escândalo, e abrindo-se ao acolhimento recíproco (cf. Rm 14, 1-3; 15, 7). Conformados com Cristo, os fiéis sentem-se "irmãos" nele, filhos do mesmo Pai (cf. Rm 8, 14-16; Gl 3, 26; 4, 6). Este tesouro de fraternidade torna-os "solícitos na hospitalidade" (Rm 12, 13), que é filha primogénita do ágape (cf. 1 Tm 3, 2; 5, 10; Tt 1, 8; Fm 17).

Cumpre-se deste modo a promessa do Senhor: "Receber-vos-ei. Serei para vós um Pai e vós sereis para mim filhos e filhas" (2 Cor 6, 17-18). Se estivermos conscientes disto, como não sermos responsáveis por quantos, em particular entre refugiados e prófugos, se encontram em condições difíceis e incómodas? Como deixar de ir ao encontro das necessidades de quem é de facto mais fraco e indefeso, assinalado por precariedade e insegurança, marginalizado, muitas vezes excluído da sociedade? Deve-se prestar-lhes atenção prioritária porque, parafraseando um conhecido texto paulino, "Deus escolheu o que é louco segundo o mundo, para confundir os sábios; Deus escolheu o que é fraco segundo o mundo, para confundir o que é forte. Deus escolheu o que é vil e desprezível no mundo, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são. Assim, ninguém se vangloriará diante de Deus" (1 Cor 27-29).

Queridos irmãos e irmãs, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado a 18 de Janeiro de 2009, seja para todos um estímulo a viver em plenitude o amor fraterno sem quaisquer distinções e sem discriminações, na convicção de que o nosso próximo é quem quer que tenha necessidade de nós e a quem nós possamos ajudar (cf. Deus caritas est, 15). O ensinamento e o exemplo de São Paulo, humilde-grande Apóstolo e migrante, evangelizador de povos e culturas, nos leve a compreender que o exercício da caridade constitui o ápice e a síntese de toda a vida cristã. O mandamento do amor - sabemo-lo bem - alimenta-se quando os discípulos de Cristo participam unidos na mesa da Eucaristia que é, por excelência, o Sacramento da fraternidade e do amor. E como Jesus no Cenáculo, ao dom da Eucaristia uniu o novo mandamento do amor fraterno, assim os seus "amigos", seguindo os passos de Cristo que se fez "servo" da humanidade, e sustentados pela sua Graça, não podem deixar de se dedicar ao serviço recíproco, responsabilizando-se uns pelos outros segundo quanto o mesmo o próprio São Paulo recomenda: "Carregai os fardos uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6, 2). Somente deste modo cresce o amor entre os fiéis e por todos (cf. 1 Ts 3, 12).

Estimados irmãos e irmãs, não nos cansemos de proclamar e testemunhar esta "Boa Nova" com entusiasmo, sem medo e sem poupar energias! No amor está condensado toda a mensagem evangélica e os autênticos discípulos de Cristo reconhecem-se pelo seu amor mútuo e pelo seu acolhimento de todos. Que nos obtenha esta dádiva o Apóstolo Paulo e especialmente Maria, Mãe do acolhimento e do amor. Enquanto invoco a protecção divina sobre quantos estão comprometidos em ajudar os migrantes e, de modo mais geral, no vasto mundo da emigração, a cada um garanto uma recordação constante na oração e concedo afectuosamente a todos a Bênção apostólica.

(Fonte: site Radio Vaticana)


Nota:

amanhã publicaremos na íntegra a mensagem do Santo Padre alusiva ao Dia Mundial do Migrante e do Refugiado
publicado por spedeus às 10:25

Este insigne pai do monaquismo nasceu no Egipto cerca do ano 250. Depois da morte de seus pais, distribuiu os seus haveres pelos pobres e retirou-se para o deserto, onde começou a sua vida de penitente. Teve numerosos discípulos e trabalhou em defesa da Igreja, animando os confessores na perseguição de Diocleciano e apoiando S. Atanásio na luta contra os arianos. Morreu no ano 356.
(Fonte: site Secretariado Nacional de Liturgia)
Foto: óleo de Jerónimo Bosch ca. 1500 - A tentação de Santo Antão
publicado por spedeus às 10:15

«Por certo que para a imitação do “sim” de Maria existe, mais uma vez, um espectro largo, pois Maria vem ao nosso encontro em muitas situações diferentes: como a mulher corajosa na fuga para o Egipto, como dona de casa activa mas apagada, como a contemplativa que no silêncio, como a Escritura sublinha por duas vezes, passa e repassa no seu coração todos os acontecimentos relativos ao Filho (Lc 2, 19.51), como intercessora pelos pobres que já não têm vinho, como a que acompanha a acção do Filho no seu ministério com oração atenta e dolorosa, como a que, no auge da dor, é transformada na Igreja primordial (aqui se afirma na visão da mulher que grita com as dores do parto do Apocalipse), como aquela que, desaparecendo, se interna na oração e na acção da Igreja. Por todo o lado há portas de entrada, cada indivíduo e cada grupo na Igreja pode escolher a sua: todas conduzem ao mesmo centro.»
 
 
(Hans Urs von Balthasar in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar, título da responsabilidade do autor do blogue)
publicado por spedeus às 00:02

publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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