«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

21
Fev 09

«De todos os regenerados em Cristo, o sinal da cruz faz reis, a unção do Espírito Santo consagra sacerdotes, para que, independentemente do serviço particular do nosso ministério, todos os cristãos espirituais no uso da razão se reconheçam membros desta estirpe real e participantes da função sacerdotal. De facto, que há de tão real para uma alma como governar o seu corpo na submissão a Deus? E que há de tão sacerdotal como oferecer ao Senhor uma consciência pura, imolando no altar do seu coração as vítimas sem mancha da piedade?»

 


(Sermão  4, 1 - São Leão Magno)

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São Marcos 9, 2-13
 
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles.
 
As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavandeiro sobre a terra as poderia assim branquear.
 
Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus.
 
Pedro tomou a palavra e disse a Jesus:
 
«Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias».
 
Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados.
 
Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».
 
De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. 
 
Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas discutiam entre si o que seria ressuscitar dos mortos. E perguntaram a Jesus:
 
«Porque dizem os escribas que primeiro tem de vir Elias?»
 
Jesus respondeu-lhes:
 
«É certo que Elias vem primeiro para restaurar todas as coisas.
 
«Mas então como é que está escrito, a respeito do Filho do homem, que tem de sofrer muito e ser desprezado?
 
«Pois bem. Eu vos digo que Elias já veio; e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como está escrito a respeito dele».
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20
Fev 09

O presidente internacional da organização católica “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) convidou os fiéis de todo o mundo a fazerem do próximo Domingo um dia de “oração fervorosa” pelo Papa, considerando que Bento XVI “tem sido alvo de ataques injustificados”. 
 
No próximo dia 22, lembra o Pe. Joaquín Alliende, celebra-se na Igreja a festa litúrgica da “Cátedra de São Pedro”, que comemora “a missão particular confiada por Cristo ao primeiro Bispo de Roma”.
 
Segundo este responsável, vivemos neste momento “uma tentativa de enfraquecer uma personalidade moral intocável, um dos maiores faróis de esperança para as novas gerações”.
 
“No meio desta gritaria, a personalidade histórica de Bento XVI emerge incólume, como se encarnasse a racionalidade, sabedoria lúcida e bondade acolhedora. É por isso que muitos jovens vêem nele um reflexo actual do Bom Pastor”, assinala.
 
Sem se referir directamente às recentes polémicas em torno das posições negacionistas do Holocausto de um Bispo lefebvriano a quem o Papa levantou a excomunhão, o Pe. Alliende assinala que “muitos manipularam as informações” e “outros menosprezaram frivolamente valiosos fundamentos da nossa tradição humanista”.
  
“Esta forma indigna de lidar com a verdade deteriora gravemente o diálogo entre a sociedade civil e as grandes religiões. É sinal de decadência cultural. Assiste-se a um ressurgimento de antigos preconceitos e instintos primitivos”, aponta.
 
Em conclusão, o sacerdote chileno repete o apelo à oração por Bento XVI “como testemunha profética do Evangelho de Jesus e como guia para uma humanidade que tanto necessita e almeja a paz”.
 
Internacional | Octávio Carmo| 20/02/2009 | 12:30 | 1630 Caracteres | 69 | Fundação AIS
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

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Nunca vacilou nem desistiu de lutar. Mesmo no meio das mais graves adversidades, num país desorientado, com traidores a governar, nunca desanimou nem perdeu a esperança. Tinha uma certeza inabalável. A sua identidade de português era inseparável do seu amor a Cristo e à Igreja. E deu a vida por isso.
 
O carácter de Nun’Alvares Pereira era tão fascinante que, além dos milhares de homens que tinha no seu exército, até o inimigo o respeitava. Um pequeno grupo de castelhanos arriscou mesmo entrar no seu acampamento só para o ver, face a face, tal era a sua fama de santidade!
 
Pelos serviços que prestou, o rei encheu-o de títulos. Era dono de quase metade de Portugal. E merecia-o… Mas a sua nobreza era de outra estirpe, bem maior do que as honras e louvores do mundo. Deixou tudo e fez-se pobre por amor a Cristo. O homem que merecia ser servido, acabou a vida a servir.
 
Amanhã, o Papa anuncia a data da sua canonização. Ou seja, vai propor ao mundo – e especialmente aos portugueses - Nun’Alvares como modelo.
 
Que o novo Santo português nos ajude a combater o bom combate!

 
Aura Miguel 
 
 
(Fonte: site RR)
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Veio a público recentemente a intenção de, na próxima legislatura, ser proposta à Assembleia da República uma lei que equipare as uniões homossexuais ao casamento das famílias constituídas na base do amor entre um homem e uma mulher.
 
Sem se pronunciar agora sobre a questão mais geral da homossexualidade, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal não pode deixar de lamentar esta tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa com a adopção de leis que, longe de contribuírem para o seu progresso e unidade, manifestam antes uma concepção desfocada dos valores que se encontram na base do nosso modo de viver, entre os quais o casamento e a família têm um lugar privilegiado. 
  
1. A verdade da vida humana assenta na complementaridade do homem e da mulher.
 
É esta complementaridade dos sexos, expressa de um modo eminente no dom total e perene do amor entre um homem e uma mulher, por princípio aberto à geração de novas vidas, que está na base antropológica da família. Só assim esta pode desempenhar a relevantíssima função de célula base da sociedade, que assegura a sua renovação harmoniosa. Isso mesmo é universalmente assumido pelas diferentes culturas e civilizações, é afirmado pela revelação judaico-cristã, e assim o reconhece implicitamente a nossa Constituição da República e explicitamente o Código Civil Português.
  
2. Defendemos a verdade dos conceitos de casamento e família.
 
Pretender redefini-los seria porta aberta para diversos modelos alternativos à sua autenticidade genuína, o que constituiria fonte de perturbação para adolescentes e jovens, com a sua identidade em estruturação, e enfraqueceria a instituição da família, célula base de todas as sociedades. A família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade única, inconfundível e incomparável, sem misturas nem confusões com outras formas de convivência.
  
3. A homossexualidade é um fenómeno conhecido desde a antiguidade, caracterizado pela expressão preferencial da afectividade e da sexualidade entre pessoas do mesmo sexo.
 
Se, por vezes, ela constitui apenas uma etapa transitória no desenvolvimento da criança ou adolescente, o seu prolongamento pela idade jovem e adulta denota a existência de problemas de identidade pessoal.
 
A Igreja rejeita todas as formas de discriminação ou marginalização das pessoas homossexuais e dispõe‑se a acolhê‑las fraternalmente e a ajudá-las a superar as dificuldades que, em não poucos casos, acarretam grande sofrimento. Contudo, fiel à razão, à palavra de Deus e aos ensinamentos recebidos, a Igreja não pode deixar de considerar que a sexualidade humana vivida no casamento só encontra a sua verdade e plenitude na união amorosa de um homem e de uma mulher.
 
4. Não nos pronunciamos agora sobre eventuais modos com que o Estado possa ir ao encontro dos problemas e aspirações das pessoas homossexuais.
 
Rejeitamos, contudo, que a união entre pessoas do mesmo sexo possa ser equiparada à família estavelmente constituída através do casamento entre um homem e uma mulher, e o mesmo se diga de uma lei que permita a adopção de crianças por homossexuais. Tal constituiria uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equilíbrio.
 
5. Queremos ainda chamar a atenção para a necessidade de iniciativas que ajudem as famílias estavelmente constituídas a superar os problemas económicos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educação dos filhos e que favoreçam a sua importância na vida social.
 
 
Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, 20 de Fevereiro de 2009
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«… é santa, não obstante compreender no seu seio pecadores, porque ela não possui em si outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que os seus membros se santificam; e é subtraindo-se à sua vida que eles caem em pecado e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade. É por isso que ela sofre e faz penitência por estas faltas, tendo o poder de curar delas os seus filhos, pelo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo»
 
 
(Sollemnis Professio fidei, 19 - Paulo VI)
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São Marcos 8, 34 – 9, 1
 
Naquele tempo, Jesus chamou a multidão com os seus discípulos e disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á.
 
Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que daria o homem em troca da sua vida? Portanto, se alguém se envergonhar de Mim e das minhas palavras no meio desta geração infiel e pecadora, também o Filho do homem Se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos Anjos».
 
Jesus declarou-lhes ainda: «Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão, sem terem visto chegar o reino de Deus com o seu poder».
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19
Fev 09
Esta questão tem aspectos muito importantes e outros que pouco interessam. O aspecto jurídico, por exemplo, é a mais pobre das abordagens porque, como se sabe, o casamento e a família são realidades anteriores ao Estado e a sua relevância não advém de sobre elas se ter legislado, pelo contrário, legislou-se porque essa relevância social, que já existia, foi reconhecida pelo legislador. O casamento e a família são o que são, o que sempre foram ao longo dos tempos, só que agora pessoas do mesmo sexo querem casar-se. Pensar que para isso basta alterar a lei é uma falácia, já que a lei alterada não muda o casamento nem a família, mas cria uma outra realidade que não é, por natureza, nem uma coisa nem outra.
 
Não vale a pena dizer que uma família é aquilo que cada um quiser (eu, o meu cão e o meu canário?); nem contornar a bicuda questão da adopção, na qual o melhor interesse da criança sempre se sobreporá a construções teórico-jurídicas de duvidosa sustentabilidade; ou minimizar esse efeito, comparando esta adopção e os seus riscos com a romanceada situação das crianças institucionalizadas - sós, famintas, negligenciadas - como se fossem cães num canil. Nem fugir, e percebe-se bem porquê, ao ponto crítico da poligamia. Todos sabem que isto é assim.
 
É certo que pessoas do mesmo sexo vivem em união de facto e não há que escamotear essa realidade ou desproteger situações que merecem protecção jurídica. Foi para acautelar estas situações que se aprovou uma lei. Recordo-me bem, pois à época era deputada e participei nos trabalhos parlamentares que conduziram à sua aprovação. Afinal essa lei não serviu para nada, como se vê, porque para os que então a queriam o casamento surge, agora, como a única resposta aceitável.
 
Então, porque querem casar os homossexuais? Esta, sim, é que me parece a primeira questão digna de meditação. Num tempo em que cada vez menos casais heterossexuais se casam, em que aumenta o número de divórcios e é consagrada a união de facto, este desiderato parece estranho. Nos países (poucos) em que a lei foi aprovada verificou-se que o número de casais homossexuais que contraíram matrimónio foi diminuto. Porquê? Talvez que, uma vez aprovada, a lei tivesse deixado de ser importante para uma parte significativa desses homossexuais; talvez que o importante fosse a lei e não o casamento, tal como, aliás, se passou com as uniões de facto.
 
Então, porque querem tanto a lei os homossexuais? Esta é a segunda e a mais importante das questões que o tema levanta: a simbologia. Na busca de um estatuto de respeitabilidade, os homossexuais exigem um símbolo suficientemente forte para afastar os fantasmas da diferença, da discriminação implícita, de uma situação apenas consentida, do medo da homofobia, da suposição do desprezo, da condescendência hipócrita. Só a institucionalização por via do legislador de uma igualdade de acesso ao casamento, destruindo os pilares fundamentais e distintivos desta realidade antropológica e social, criando uma ficção onde todos são igualmente incluídos, os pode securizar.
 
Parece-me desmesurado e, ao mesmo tempo, contraditoriamente patético. Obriga-me a pensar que no fundo de tudo isto há muita humilhação, muita insegurança e decerto muita dor. E os porta-vozes dos homossexuais, numa espécie de autoflagelação exibicionista, têm contribuído para esta humilhação, levando-me a duvidar, em alguns casos, sobre o que é que realmente os move...
 
Se a lei for aprovada, assistiremos a alguns casamentos que, pela sua novidade, serão objecto de uma forte mediatização, mas a questão de fundo fica por resolver. Para ser franca, e tal como está colocado, o problema não tem solução. Porque aquilo que é diferente não pode ser igual. Nem simbolicamente e menos ainda se o símbolo é usurpado.
 
 
Maria José Nogueira Pinto
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«Compreendi que, se a Igreja tinha um corpo composto de diferentes membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor. Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue... Compreendi que o Amor encerra todas as vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e lugares ... numa palavra, que ele é Eterno»
 
 

(Manuscrito B. 3v - Santa Teresa do Menino Jesus)
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Faz 41 anos que em Fevereiro de 1968 um jovem que então tinha menos de 21 anos, Andrea Riccardi, fundava a Comunidade de Sant’Egídio que actualmente entre outras prioridades trabalha com os pobres, os incapacitados, contra a pena de morte, como mediadores em conflitos internacionais e promotores do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

 

Os primeiros pontos de referência foram a primeira comunidade dos Actos dos Apóstolos e São Francisco de Assis. Desde o início o pequeno grupo começou a ir à periferia romana aos bairros de lata que rodeavam a Roma de então onde viviam muitos pobres, e pela tarde dava aulas às crianças na chamada Escola Popular, conhecida hoje em muitos lugares do mundo como Escola da Paz.

 

Pela celebração do 41º aniversário, em todos os lugares onde a comunidade está presente, celebra-se uma liturgia e oração de agradecimento. Em Roma, cidade que a viu nascer, o aniversário celebrou-se na passada quinta-feira 9 de Fevereiro, com uma liturgia Eucarística na Basílica de São João de Latrão, presidida pelo cardeal Agostino Vallini, Vigário Geral de sua Santidade para a diocese de Roma.

 

Actualmente a comunidade de Sant’Egídio conta com mais de 50 mil membros, todos voluntários, presentes em mais de 70 países do mundo.
 

 

(Fonte: H2O News)
 
Nota:

A Comunidade de Sant´Egídio teve um papel relevantíssimo no processo que conduziu à Paz em Moçambique no conflito entre a Renamo e a Frelimo.
 
(JPR)

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São Marcos 8, 27-33
 
Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe.
 
 No caminho, fez-lhes esta pergunta:
 
«Quem dizem os homens que Eu sou?».
 
Eles responderam:
 
«Uns dizem João Baptista; outros, Elias; e outros, um dos profetas».
 
Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
 
Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias».
 
Ordenou-lhes então severamente que não falassem d’Ele a ninguém.
 
Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois.
 
E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas.
 
Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo:
 
«Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens».
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18
Fev 09

No final da Audiência Geral, o Santo Padre encontrou-se brevemente com a Senhora Nancy Pelosi, “Speaker of the House” (presidente) da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, com os respectivos acompanhantes.

 

Sua Santidade aproveitou a oportunidade para ilustrar que a lei moral e o constante ensinamento da Igreja sobre a dignidade da vida humana desde a concepção até à morte natural impõem a todos os católicos, especialmente aos legisladores, aos juristas e aos responsáveis pelo bem comum da sociedade, que cooperem com todos os homens e mulheres de boa vontade para promover um ordenamento jurídico justo, visando proteger a vida humana em todas as etapas do seu desenvolvimento.

 

(Fonte: site Radio Vaticana em português com edição de JPR a partir da versão inglesa)

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Cuidar de maneira assídua da formação religiosa para reproduzir na vida aquilo que se celebra na liturgia. Este um dos ensinamentos para os cristãos contemporâneos que Bento XVI tirou dos escritos de Beda o Venerável, apresentado na audiência geral desta quarta feira na Praça de Sã Pedro como uma das mais insignes figuras de erudito da Alta Idade Média. Com os seus estudos, disse entre outras coisas o Papa dirigindo-se aos cerca de 20 mil fiéis presentes, Beda o Venerável contribuiu para a construção de uma Europa cristã.Bento XVI salientou que este monge foi um dos homens mais instruídos da Idade Média e um autor profícuo, a par da sua reputação de santidade e sabedoria, para referir que as formas diversas de vida cristã actual, ganham orientações precisas com os ensinamentos de Beda.
 
Aos doutores, Bento XVI recordou as tarefas essenciais de estruturar a palavra de Deus para apresentá-la de “forma atraente aos fiéis”. O Papa pediu que exponham a verdade dos dogmas evitando as complicações e atendendo à “simplicidade católica” com a atitude dos pequenos e humildes.
 
Aos pastores, o Papa sublinha que devem “dar a prioridade à pregação, não apenas usando a linguagem verbal, mas valorizando os ícones, as procissões e peregrinações” e acrescenta que Beda recomenda o uso da linguagem vulgar.
 
Aos consagrados, que vivem a alegria da comunhão fraterna e progridem na sua vida espiritual através da contemplação, “Beda recomenda um apostolado em colaboração com os Bispos para o desenvolvimento de actividades pastorais destinadas às jovens comunidades cristãs, disponibilizando-se para a missão evangelizadora fora do seu país”.
 
Bento XVI recordou ainda os ensinamentos de Beda dirigidos aos fiéis leigos para “serem assíduos à instrução religiosa. Aos pais explica que também no seu ambiente doméstico podem exercer um trabalho pastoral, formando cristãmente os filhos.
 
 No final da catequese o Papa voltou-se para os jovens, os doentes e os recém-casados. Bento XVI pediu que os jovens “se preparem para a vida com empenho espiritual, edificando o vosso projecto sob a base sólida da fidelidade a Deus”.
 
 Aos doentes pediu para oferecerem o seu sofrimento como sinal de “construção do reino” e aos casais novos, o Papa pediu para “fazerem crescer em cada dia a vossa família, graças à escuta de Deus, porque o equilíbrio advém do vosso amor recíproco e abre-se ao acolhimento aos mais necessitados.
 
Não faltou nesta audiência geral uma saudação em português:
 
Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos estudantes brasileiros de Criciúma, possa a vossa vinda a Roma cumprir-se nas vestes de um verdadeiro peregrino que, sabendo de não possuir ainda o seu Bem maior, põe-se a caminho decidido a encontrá-Lo! Sabei que Deus Se deixa encontrar por quantos assim O procuram; e, com Ele e n’Ele, a vossa vida não poderá deixar de ser feliz. Sobre vós e vossas famílias desça a minha Bênção.
 

(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 14:02

O nome de António Barreto é um garante do rigor científico de um trabalho que não seguirá nenhuma orientação política determinada, mas não se ficará pelos diagnósticos e não terá medo de arriscar apontar caminhos para fazer melhor.

É uma boa notícia. Provavelmente a melhor dos últimos meses. A família Soares dos Santos, dona do grupo Jerónimo Martins, decidiu que chegou o tempo de agradecer ao país que os ajudou a criar a respectiva riqueza devolvendo parte dela à Sociedade. É um gesto comum em culturas como as da América ou as do Norte da Europa, mas infelizmente, ainda muito raro em Portugal.

Alexandre Soares dos Santos anunciou esta semana a criação de uma Fundação que terá o nome do seu avô: Francisco Manuel dos Santos, o empresário que em 1921 já pagava o décimo terceiro mês aos seus trabalhadores e lhes financiava os estudos nas escolas comerciais, mostrando uma visão do negócio e uma responsabilidade social que ia muito para além do seu tempo. Merece ser lembrado.

Original, a nova Fundação propõe-se com total independência (incluindo da própria família que passa a ter uma representação minimal na gestão da Fundação…) a realização de estudos que ajudem a pensar e apontem soluções possíveis para melhorar o funcionamento da nossa sociedade. Trata-se de fazer ciência aplicada. Da Justiça à Saúde sem esquecer a sensível área da Educação.

Como primeiro presidente da Administração o nome de António Barreto é um garante do rigor científico de um trabalho que não seguirá nenhuma orientação política determinada, mas não se ficará pelos diagnósticos e não terá medo de arriscar apontar caminhos para fazer melhor. Doa a quem doer, aproveite quem aproveitar. São boas razões para celebrar.


Graça Franco


(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 11:39

publicado por spedeus às 11:30

«… navega segura neste mundo, ao sopro do Espírito Santo, sob a vela panda da Cruz do Senhor»
 

(De virginitate 18, 119 - Santo Ambrósio)
publicado por spedeus às 00:02

O homem na recepção olhou para a senhora de idade e perguntou se sofria de alguma perturbação mental. A senhora considerou por momentos. Perturbação? Não, na verdade, acreditava que não. Tinha feito uma cirurgia – à vesícula – mas há mais de dez anos. Sofria de glaucoma, porém estava controlada. Não, assim de repente, a senhora podia assegurar que não sofria de perturbações mentais. Tomava comprimidos para a tensão arterial, mas tendo em conta a sua idade, enfim... Uma coisa natural. O homem da secretaria do hospital encolheu os ombros. A senhora não tinha queixas. Nem documentos, telemóvel, família. O homem sentado atrás do balcão de atendimento permanente estava treinado, sabia lidar com pessoas de índole variada. Tinha paciência, era diligente. Não se considerava especialmente bom, era apenas eficaz e não compreendia o que deveria fazer com a senhora de idade que estava, ansiosa, a olhá-lo por detrás de uns óculos de massa infinitos. Então, a senhora suspirou, debruçou-se, quase ligeira, sobre o balcão e, mais perto do homem do que seria aceitável, disse-lhe que queria ser admitida no hospital por qualquer razão. O que ele entendesse ser melhor. O que lhe permitisse passar ali mais tempo. Não se importava de fazer exames, mesmo evasivos invasivos. Só não queria ir para casa. O homem tentou, pela enésima vez, explicar que o sistema hospitalar não funcionava assim, havia regras e procedimentos. Uma urgência, afinal, serve para atender casos urgentes. Era a quarta vez que dizia aquela frase.

 

A senhora voltou à sucessão de suspiros. O homem perguntou pela existência de um filho, irmão, primo, sobrinho, afilhado, vizinho. A senhora foi abanando a cabeça. Cansado, o homem decidiu sair do seu cubículo burocrático e convidou a senhora a ir à na cafetaria. Antes, com um aceno de cabeça, pediu à colega para o substituir. A senhora fazia-lhe lembrar alguém, uma professora da escola primária, uma professora com paciência para a sua dislexia.

 

Levou gentilmente a senhora até à cafetaria. Perguntou se um chá seria adequado. Ela acenou e sentou-se numa das mesas junto à janela. O homem colocou-se na fila a pensar no problema da senhora, na melhor forma de o resolver. Teria de falar com o chefe, estava visto. Foi reunindo uma bandeja, guardanapos, pacotes de açúcar, uma colher de plástico. Quando chegou a sua vez pediu o chá e um pastel de nata. Pagou e recebeu o troco sem conferir. Quando regressou à mesa a senhora estava morta.

 

Tinha ido ao hospital para morrer.
 

 

 

(Crónica de Patrícia Reis http://vaocombate.blogspot.com/ publicada no Semanário Económico de 14 de Fevereiro de 2009)

publicado por spedeus às 00:02

Segundo a tradição, S. Teotónio nasceu em Ganfei, concelho de Valença, no Minho, em 1082. Foi confiado aos cuidados de seu tio, Crescêncio, Bispo de Coimbra. Em Viseu, foi ordenado presbítero onde foi prior da Sé. Neste cargo, usou de grande influência a favor do infante Afonso Henriques na luta pela independência contra sua mãe D. Teresa. Duas vezes foi a Jerusalém e aí aprendeu o desapego pelas coisas do mundo. Quiseram que ele fosse superior da comunidade dos cónegos regrantes de Santo Agostinho em Jerusalém mas ele recusou, regressando a Portugal.

 

Foi convidado pelo Arcebispo de Coimbra a fundar naquela cidade uma nova congregação de frades agostinhos, aquilo que se veio a tornar o mosteiro de Santa Cruz, do qual Teotónio foi eleito primeiro prior. Exerceu as suas funções, dando exemplo grandioso de virtudes, entre as quais sobressaía a sua humildade, austeridade e caridade para com os pobres. Por sua intercessão, o Senhor operava multidão de prodígios. A sua proximidade com D. Afonso Henriques tornou-o conselheiro espiritual do rei e da rainha, exortando-os à prática da caridade para com os vencidos nas batalhas e nos ataques aos castelos. Entre os seus amigos pessoais contava-se S. Bernardo de Claraval.

 

Em 1152 renunciou ao priorado de Santa Cruz e, em 1153, ao bispado de Coimbra, para que tinha sido convidado pelo Papa. Morreu em 1162 e a sua partida para a casa do Pai foi acompanhada, segundo a tradição, de sinais no céu e de prodigiosos milagres. Foi canonizado um ano após a sua morte.

 

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São Marcos 8, 22-26
 
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram a Betsaida. Trouxeram-Lhe então um cego, suplicando-Lhe que o tocasse. Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora da localidade. Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: «Vês alguma coisa?». Ele abriu os olhos e disse: «Vejo as pessoas, que parecem árvores a andar». Em seguida, Jesus impôs-lhe novamente as mãos sobre os olhos e ele começou a ver bem: ficou restabelecido e via tudo claramente.
 
Então Jesus mandou-o para casa e disse-lhe:
 
«Não entres sequer na povoação».
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17
Fev 09
Na sociedade de hoje tende lenta mas inexoravelmente a difundir-se em nome de uma normalidade de vida que se oferece aos indivíduos aquela que pode ser definida uma mentalidade eugenetica. E a Igreja lança o alarme: ninguém pode ter a pretensão de estabelecer as regras e as finalidades do viver normal de uma pessoa.
 
Esta mentalidade, certamente redutiva, mas presente, tende a considerar que existem pessoas que têm menos valor do que outras, denuncia D. Rino Fisichella, presidente da Academia pontifícia para a vida que na manhã desta terça-feira apresentou no Vaticano o congresso internacional intitulado “ as novas fronteiras da genética e o risco da eugenética que se efectuará nos próximos dias 20 e 21 de Fevereiro.
 
O congresso enfrentará as tentativas actuais de melhorar fisicamente a espécie humana, isto é, explicou o arcebispo Fisichella, os vários projectos de ordem cientifica, biológica, medica, social e politica que têm como consequência um juízo ético sobretudo quando se deseja sustentar que se actua uma semelhante acção eugenetica em nome de uma normalidade de vida que se oferece aos indivíduos.Para D. Fisichella, “as conquistas genéticas” fazem parte do constante progresso tecnológico, que parece não ter fronteiras, tendo permitido conhecer “as diversas tipologias das doenças e, muitas vezes, oferecendo a possibilidade concreta de superar patologias hereditárias”. Contudo, alerta o presidente da APV, “o risco de uma deriva da genética não é só um apelo teórico que fazemos, pertence a uma mentalidade que tende a difundir-se”.
 
Esta “mentalidade redutora, mas presente, tende a considerar que há pessoas com menos valor do que outras, seja por causa da sua condição de vida – pela pobreza ou a falta de educação -, seja por causa da sua condição física – por exemplo os deficientes, os doentes psiquiátricos, as pessoas no chamado «estado vegetativo» ou os idosos com patologias graves”.
 
 Mons. Ignacio Carrasco de Paula afirmou, por seu lado, que a eugenética é hoje “a principal instrumentalização discriminatória das descobertas das ciências genéticas”, mas o Congresso da APV procurará, acima de tudo, “chamar a atenção sobre todos os notáveis benefícios que se podem obter da investigação genética”.
 
A abertura dos trabalhos será feita pelo Arcebispo Fisichella. A primeira sessão do encontro será dedicada ao tema “As novas fronteiras: história e definição do conceito de genética”; a segunda tratará do tema da “Dignidade da pessoa humana e eugenética”; a terceira reflectirá sobre “Genética e eugenética à luz da Teologia Moral”.
 
Os trabalhos concluem-se com uma audiência concedida pelo Papa.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:17

«Permitam-me que insista repetidamente: as verdades de fé e de moral não se determinam por maioria de votos, porque compõem o depósito – depositum fidei – entregue por Cristo a todos os fiéis e confiado, na sua exposição e ensino autorizado, ao Magistério da Igreja.

«Seria um erro pensar que, pelo facto de os homens já terem talvez adquirido mais consciência dos laços de solidariedade que mutuamente os unem, se deva modificar a constituição da Igreja, para a pôr de acordo com os tempos. Os tempos não são dos homens, quer sejam ou não eclesiásticos; os tempos são de Deus, que é o Senhor da história. E a Igreja só poderá proporcionar a salvação às almas, se permanecer fiel a Cristo na sua constituição, nos seus dogmas, na sua moral.»

 
(Amar a Igreja, 30–31 – S. Josemaría Escrivá, título da responsabilidade de JPR)
publicado por spedeus às 09:20

Se pensarmos na mensagem de Fátima no seu todo e no anúncio feito pela Virgem Santíssima da conversão da Rússia, creio que serão razões mais do que suficientes para recorrermos à Mãe de Deus de Fátima pedindo a sua intercessão para um dos grandes objectivos proclamados pelo Santo Padre Bento XVI, o qual deverá constar permanentemente nas nossas Orações ao Senhor, ou seja, pedirmos-Lhe pela unidade das Igrejas cristãs e em particular das do Ocidente com as do Oriente.

 

O próprio Santuário de Fátima poderia, eu talvez dissesse, deveria, incluir na sua pastoral como um dos principais objectivos o anteriormente referido.

 

A criação de uma Capela digna e decorada com iconografia Oriental tendo como Ícone central um de Nossa Senhora de Fátima (vide a título de exemplo foto de um existente numa Paróquia Católica em S. Petersburgo na Rússia) não esquecendo uma cópia do Ícone de Nossa Senhora de Kazan profundamente venerada pelos nossos irmãos ortodoxos, aliás da qual já existe uma cópia na Capela Bizantina nas instalações da Domus Pacis em Fátima.

 

Os Santuários não deverão ser estáticos e a catequese em prol da unidade dos cristãos utilizando a intercessão da Nossa Mãe, seria seguramente um belo acontecimento em que certamente a oração dos milhões de peregrinos que visitam Fátima em muito ajudaria a alcançar-se uma difícil mas possível unidade, nomeadamente com a Igreja Ortodoxa, pesem os quase mil anos de separação. Juntemo-nos pois a Bento XVI e comecemos desde já, para quem o não fez ainda, a recorrer ao Imaculado Coração da Virgem Maria pedindo-lhe por esse tão belo objectivo que é a UNIDADE.

 

(JPR)

 

 

Nota:

No Ícone da Mãe de Deus de Fátima, a medalha nas mãos de Nossa Senhora representa o seu Imaculado Coração, encontrando-se escrito no seu interior a palavra ‘coração’. Esta foi a solução encontrada pelo iconógrafo russo, para tornear o facto de na iconografia oriental não se representar o coração por ser considerado demasiado carnal.

publicado por spedeus às 00:02

São Marcos 8, 14-21
 
Naquele tempo, os discípulos esqueceram-se de arranjar comida e só tinham consigo um pão no barco.
 
Então Jesus recomendou-lhes: «Tende cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes».
 
Eles discutiam entre si, dizendo: «Fala assim porque não temos pão».
 
Mas Jesus ouviu-os e disse-lhes: «Porque estais a discutir que não tendes pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Tendes o coração endurecido? Tendes olhos e não vedes, ouvidos e não ouvis? Não vos lembrais quantos cestos de bocados recolhestes, quando Eu parti os cinco pães para as cinco mil pessoas?». Eles responderam: «Doze». «E quantos cestos de bocados recolhestes, quando reparti sete pães para as quatro mil pessoas?».
 
Eles responderam: «Sete».
 
Disse-lhes então Jesus: «Não entendeis ainda?».
publicado por spedeus às 00:00

16
Fev 09

A canonização do Beato Nuno de Santa Maria, D. Nuno Álvares Pereira, conhecerá no próximo Sábado, 21 de Fevereiro, um passo decisivo, com a realização de um Consistório público ordinário para a votação de dez causas de canonização, na presença do Papa, entre as quais se inclui esta.

 

O anúncio é feito em comunicado por D. Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, publicado na sala de imprensa da Santa Sé.

 

Este é um acto formal em que Bento XVI pede o parecer de um conjunto de Cardeais sobre as causas, sendo que os mesmos já responderam antes do Consistório se concordam ou não com a canonização.

 

O Beato Nuno de Santa Maria (1360-1431) foi beatificado em 1918 por Bento XV e nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. A sua memória litúrgica celebra-se, actualmente, no dia 6 de Novembro.

 

O processo de canonização foi reaberto no dia 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, com a sessão solene presidida por D. José Policarpo.

 

A cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe.

 

A cura de Guilhermina de Jesus, depois de ter pedido a intervenção do Santo Condestável, foi observada por diversos médicos em Portugal e foi analisada por uma equipa de cinco médicos e teólogos em Roma, que a consideraram miraculosa.

 

A história deste processo já poderia ter conhecido o seu epílogo quando, em 1947, o papa Pio XII se manifestou interessado em canonizar o Beato português por decreto. O estado de uma Europa destruída pela II Guerra Mundial fez, porém, com que a Igreja portuguesa recusasse este motivo de festa.

 

Trabalhos levados a cabo pelos Cardeais Patriarcas de Lisboa D. José III (1883-1907) e D. António I (1907-1929), secundados pela Ordem do Carmo, culminaram com o Decreto da Congregação dos Ritos “Clementissimus Deus” de 15 de Janeiro de 1918, ratificado e aprovado pelo Papa Bento XV em 23 do mesmo mês e ano. Esses trabalhos, retomados pelo Episcopado Português, culminaram com a já referida permissão de Pio XII para que o processo da canonização prosseguisse.

 

Perfil

 

Nasceu em 1360, tendo falecido em 1431. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, for armado cavaleiro. Aspirava à vida virginal, mas as necessidades do mundo impuseram-lhe que se casasse a 15 de Agosto de 1376 com uma viúva, D. Leonor de Alvim, de quem teve a sua filha D. Beatriz. A morte do rei criou a perigosa crise dinástica, com a possibilidade da coroação de D. João de Castela (rei de 1379 a 1390) como rei de Portugal. Um partido nacionalista reuniu-se à volta do mestre da Ordem de Avis, D. João, irmão do rei D. Fernando, que o povo de Lisboa elevou a regedor e defensor do reino. D. Nuno é chamado pelo Mestre para o Conselho de Governo.

 

Em breve lhe foi entregue o perigoso cargo de fronteiro de entre Tejo e Guadiana, por onde passariam as operações militares decisivas. Usando tácticas inspiradas nas britânicas da Guerra dos Cem Anos, o fronteiro venceu os Castelhanos a 6 de Abril de 1384, em Atoleiros. Na batalha, Nuno Álvares Pereira conseguiu, com um bando de camponeses, derrotar um forte corpo de cavalaria castelhana. Esse facto influiu no desfecho da guerra, porque mostrou a possibilidade de uma resistência apoiada nas forças populares. A partir da vitória dos Atoleiros, Nuno Álvares, que tinha sido recebido com grande desconfiança pelos Alentejanos, transformou-se num herói popular e conseguiu mobilizar toda a força da revolta camponesa para a defesa da causa do Mestre de Avis. Precisamente um ano depois, este foi aclamado rei D. João I (rei de 1385 a 1433) em Coimbra e no dia seguinte D. Nuno foi nomeado o Condestável do Reino. Conquistou o Minho para a causa e, depois da vitória de Trancoso em Maio ou Junho, cortou a arrojada avançada castelhana com a memorável Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385. As forças portuguesas, dispostas em quadrado, aguentaram com firmeza o assalto da cavalaria feudal e infligiram-lhe uma derrota que teve consequências políticas definitivas. A realeza do Mestre e a independência portuguesa foram a partir de então factos irreversíveis. A guerra arrastou-se por alguns anos, limitada a campanhas fronteiriças de pequena envergadura; o mais conhecido episódio é o do combate de Valverde, vencido por Nuno Álvares na região de Mérida. A paz veio a ser assinada em 1411.

 

A seguir à crise de 1383-85, o Condestável ficara dono de quase meio país. Quando se estabeleceu a paz, quis entregar uma parte do que recebera aos que mais o tinham ajudado, fazendo-os seus vassalos. O rei não o permitiu e fez recolher ao património da coroa as terras doadas. Depois negociou o casamento de um seu filho bastardo com a filha única de Nuno Álvares; a imensa fortuna do herói voltou assim ao controlo da coroa e foi origem da Casa de Bragança.

 

Assegurado o reino, Nuno Álvares começou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de São Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Viçosa uma capela à Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que 250 anos depois seria proclamada Rainha de Portugal. A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o último laço com o mundo, e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedição a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras. Em 1422, distribuiu os títulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assunção, aniversário do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo. Frei Nuno de Santa Maria foi um humilde frade, que viveu em oração, penitência e caridade, pedindo esmola pelas casas durante mais de sete anos. Morreu na sua pobre cela, rodeado do rei e dos príncipes.

 

Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918. Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa, a sua Memória (Festa na Ordem Carmelita, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária da Boa Nova) é liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. A 3 de Julho de 2008, Bento XVI autorizou a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre do Beato, abrindo as portas á sua canonização.

 

João César das Neves, in “Os Santos de Portugal”, Lucerna; José Hermano Saraiva, in “História Concisa de Portugal”, Europa-América.

 

Nacional Agência Ecclesia 16/02/2009 10:40 6934 Caracteres 171 Carmelitas

 

(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 13:57

«Ensinar alguém, para o trazer à fé, [...] é dever de todo o pregador e, mesmo, de todo o crente»
 
 
(Summa theologiae, 3 q. 71, a. 4, ad 3 - São Tomás de Aquino)
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publicado por spedeus às 00:02

D. António Vitalino pede que em vez de “projectos megalómanos, que podem dar trabalho a algumas pessoas e enriquecer alguns grupos, há que viabilizar as pequenas empresas, que são a força do tecido social e contribuem para um desenvolvimento coeso e sustentável”. O Bispo de Beja, numa nota enviada à Agência ECCLESIA, pede que “empresas e governos encontrem soluções dignas para a pessoa”, evitando causar a “dependência da solidariedade social a pessoa em idade de construírem a sua personalidade”, indicando “as camadas jovens”.
  
O bispo de Beja lamenta que a organização socio-laboral e política tenha apenas em conta o desenvolvimento económico, a riqueza material e esqueça a dignidade das pessoas. “Não é de admitir que em nome do progresso tecnológico e da rentabilidade económica se faça uma racionalização das empresas que lance no desemprego os trabalhadores, sobretudo quando não se encontram alternativas de trabalho digno”.
  
Em tempos de crise, sublinha o Bispo, é preciso “não perder de vista a hierarquia de valores, de modo a não se deixar absorver pelo imediato e esquecer ou negligenciar o que é mais importante”, pois “a pessoa humana e a sua dignidade está acima das realidades económicas e financeiras”.
  
D. António Vitalino frisa não ser “racional nem justo” colocar a solidez financeira ou económica “acima do bem das pessoas e muito menos quando essa solidez apenas diz respeito a alguma elite social”.
  
O Bispo de Beja indica que num contexto actual de crise, “em que muitos sentem na pele a instabilidade financeira e económica”, a relação da pessoa com o seu trabalho “não se baseia na forma de subsistência “mas também como realização da própria pessoa.
 
Pelo trabalho a pessoa “constrói a sua identidade, afirma a sua responsabilidade, contribui para o progresso e desenvolvimento do mundo, para o bem comum da sociedade e para o bem-estar próprio e daqueles que lhe estão ligados por laços de sangue ou de amizade”.
 
D. António Vitalino pede uma leitura atenta dos textos da Doutrina Social da igreja a respeito do trabalho “para definirmos bem os critérios de acção em tempo de crise”.
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)
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São Marcos 8, 11-13

Naquele tempo, apareceram alguns fariseus e começaram a discutir com Jesus. Para O porem à prova, pediam-Lhe um sinal do céu.
 
Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: não se dará nenhum sinal a esta geração».
 Depois deixou-os, voltou a subir para o barco e foi para a outra margem do lago.
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15
Fev 09
publicado por spedeus às 19:26

O dia em que o Santuário faz memória do testemunho da Irmã Lúcia, a vidente de Fátima falecida em 13 de Fevereiro de 2005, foi a data escolhida para a inauguração de uma exposição de fotografia sobre uma outra personalidade profundamente ligada a Nossa Senhora de Fátima: o Papa João Paulo II.
 
Após a Eucaristia celebrada às 11h00 na Igreja da Santíssima Trindade, presidida pelo Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, foi inaugurada por este Bispo e pela Embaixadora da Polónia em Portugal, Katarzyna Skórzynska, a exposição fotográfica "Karol Wojtyla, a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os Amigos (1952-1954)".

“É para nós um dom, uma alegria e um louvor poder fruir e usufruir da riqueza desta exposição”, afirmou D. António Marto sobre a mostra que ficará patente ao público na sala junto da Capela do Lausperene, no piso subterrâneo da Igreja da Santíssima Trindade, até Junho deste ano.

João Paulo II “é verdadeiramente o Papa de Fátima” e, por isso, D. António Marto antevê, que este “avivar da memória” que a exposição permite, e até porque, “há uma atracção natural por João Paulo II por parte dos peregrinos de Fátima”, “encantará os peregrinos que aqui vierem”.

No mesmo momento, a Embaixadora da República da Polónia em Portugal transmitiu a satisfação do país que representa pelo acolhimento que o Santuário dá à iniciativa proposta pela Embaixada, e sublinhou “a grande aproximação do Papa João Paulo II ao Santuário de Fátima e a Nossa Senhora de Fátima”.

Katarzyna Skórzynska destacou também que esta exposição acontece no ano em que o seu país celebra “o vigésimo aniversário das mudanças democráticas que ocorreram na Polónia”. “O Papa João Paulo II sempre apoiou a luta contra o regime comunista, pela liberdade, pela independência e apoiou muito o movimento Solidariedade, que deu início às mudanças democráticas na Polónia”, disse.

Após a inauguração, seguiu-se a visita-guiada à exposição, pelo Reitor do Santuário, pelo Director do Serviço de Estudos e Difusão e pelo responsável pelo Departamento de Arte e Património/Museu do Santuário de Fátima.

“A exposição fotográfica divide-se em quatro núcleos que mostram quatro tipos de caminhadas do grupo ‘Círculo’, grupo de oração e reflexão do qual fazia parte Karol Wojtyla quando dos seus trabalhos enquanto responsável pela pastoral universitária, em Cracóvia. O âmbito cronológico dos documentos fotográficos é de 1952 a 1954”, explica Marco Daniel Duarte, do Departamento de Arte e Património do Santuário.

O Reitor, Padre Virgílio Antunes, recordou a emoção sentida quando, ainda jovem seminarista, primeiro em Fátima e depois em Roma, esteve por duas vezes próximo de João Paulo II.

A meio do percurso da exposição, de oitenta fotografias da autoria de Jerzy Ciesielski e de Stanislaw A. Rybicki, uma paragem para se apreciar um elemento que não a integra mas que a une a este lugar: uma tela a óleo com a figura de João Paulo II, oferecida ao Santuário em 2007, por um peregrino do México.

Foi o momento em que o Padre Luciano Cristino, Director do Serviço de Estudos e Difusão, apresentou uma resenha histórica acerca da ligação de João Paulo II a Maria e em especial a sua devoção a Nossa Senhora do Rosário de Fátima e ao Santuário de Fátima.

“Na sua primeira viagem apostólica ao México, depois de ser eleito Papa, a 16 de Outubro de 1978, João Paulo II, ao sobrevoar o território português, telegrafou ao presidente Ramalho Eanes, no dia 25 de Janeiro de 1979: «com cordiais saudações, vai o nosso pensamento para o dilecto Povo Português, auspiciando-lhe e implorando por Maria Santíssima, tão cultuada especialmente em Fátima, a contínua assistência e favores de Deus». Desde então, multiplicaram-se as referências a Fátima em alocuções e outros documentos. Numa estatística que pudemos fazer, os documentos de João Paulo II, com referências a Fátima, durante o seu pontificado, são 110”, recordou.

A legenda do quadro exposto, elaborado a partir de uma célebre fotografia de João Paulo II, resume o essencial: “«Totus tuus», governou a Igreja entre 1978 e 2005, deixando marca indelével através de um dos pontificados mais longos e profícuos da História da Igreja. Fez-se peregrino de Nossa Senhora de Fátima por três vezes: em Maio de 1982, em Maio de 1991 e em Maio de 2000. Nesse 13 de Maio de 2000, presidiu à Beatificação de Francisco e Jacinta Marto. A vida deste pontífice está intimamente ligada à História e Mensagem de Fátima. A sua fama de santidade levou a Igreja a abrir o processo de beatificação que actualmente decorre”.


Nacional | LeopolDina Reis Simões| 13/02/2009 | 17:17 | 4565 Caracteres | 284 | Santuário de Fátima

(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 19:11

Antes da recitação do Angelus do meio-dia, juntamente com os milhares de fieis congregados na Praça de S. Pedro O Papa Bento XVI comentou o trecho do Evangelho segundo São Marcos que a Liturgia nos apresenta neste sexto domingo do tempo comum: a cura do leproso. O Santo Padre recordou antes de mais que segundo a antiga lei judaica a lepra era considerada não só uma doença, mas a forma mais grave de impureza para o culto. Tocava aos sacerdotes diagnosticá-la e declarar imundo o doente, o qual devia ser afastado da comunidade e estar fora da povoação até á eventual e bem certificada cura. A lepra portanto constituía uma espécie de morte religiosa e civil e a sua cura uma espécie de ressurreição. Na lepra - salientou depois o Papa – é possível entrever um símbolo do pecado, que é a verdadeira impureza do coração capaz de nos afastar de Deus. Efectivamente não é a doença física da lepra que nos separa de Deus, mas a culpa, o mal espiritual e moral…. Os pecados que cometemos afastam-nos de Deus, e se não são confessados humildemente confiando na misericórdia divina chegam ao ponto de produzir a morte da alma. Este milagre reveste então – acrescentou o Papa – uma forte valência simbólica. Jesus, como profetizara Isaías é o servo que tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores.Na sua paixão, tornar-se-á como um leproso, tornado impuro pelos nossos pecados, separado de Deus: tudo isto fará por amor, para nos obter a reconciliação, o perdão e a salvação. No sacramento da penitência – salientou Bento XVI – Cristo crucificado e ressuscitado, mediante os seus ministros, purifica-nos com a sua misericórdia infinita, restitui-nos á comunhão com o Pai celeste e com os irmãos, concede-nos o dom do seu amor, da sua alegria e da sua paz. A concluir o Santo Padre convidou a invocar a Virgem Maria, que Deus preservou de toda a mancha de pecado, para que nos ajude a evitar o pecado e a recorrer frequentemente ao Sacramento da Confissão, o Sacramento do Perdão, que hoje deve ser redescoberto ainda mais no seu valor e na sua importância para a nossa vida cristã. Não faltou neste Domingo uma saudação do Papa em língua portuguesa: Saúdo com afecto o grupo das paróquias do Barreiro e Vale de Figueira, em Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vossa romagem vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençoo. Ide com Deus! (Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 15:30

Bento XVI está a preparar-se para ir à Terra Santa. Este foi o anúncio que ele mesmo deu na passada quinta feira durante a audiência a uma delegação de rabinos americanos.
 
Ir a Jerusalém, diz o Padre Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa da Sala Sé num editorial, é um desejo de todos, sobretudo dos cristãos. No passado, os israelitas subiam para Jerusalém cantando; o próprio Jesus se dirigiu à Cidade Santa, para cumprir a vontade do Pai, de morrer pela salvação da Humanidade.
 
Assim, os peregrinos vão a Jerusalém e aos Lugares Santos, onde se encontram com Deus e com os homens. Este é também o desejo de Bento XVI, como chefe de uma comunidade de fiéis, que com ele fará a sua peregrinação espiritual àqueles lugares das raízes da nossa fé.Esta é uma decisão corajosa do Papa, afirmou Padre Lombardi, pois há incertezas na situação política e numerosas divisões internas e conflitos; o processo de paz não descola; o diálogo entre a comunidade judaica e a Igreja católica é obscuro.
 
Porém, diz o Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, precisamente por isso o Papa deve ir à Terra Santa com urgência, para rezar nos pontos cruciais, onde a reconciliação parece humanamente impossível. O nome e a vocação de Jerusalém, conclui Padre Lombardi, são: cidade de paz e de encontro entre os povos, em nome do Deus da salvação, da paz e do amor.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 09:02

publicado por spedeus às 00:04

 

Deus e Senhor meu,
em Quem eu creio,

espero e a Quem amo

sobre todas as coisas,

tende piedade de mim

e escutai meus rogos.


E vós, bondoso São José,

intercedei por mim

e obtende a graça que desejo alcançar.
 
Obedientíssimo São José,

o sangue precioso que o Divino Infante

derramou na circuncisão causou-vos profunda tristeza.

Mas o nome de Jesus vos reanimou

e encheu de inefável alegria.


Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

publicado por spedeus às 00:02

Uma velha tradição piedosa da Igreja procura honrar de uma forma especial o grande santo que é São José. Trata-se dos 7 Domingos de São José, que, neste ano, começam no dia 1 de Fevereiro e se prolongam até ao Domingo imediatamente anterior ao dia 19 de Março, Solenidade em honra do pai legal de Jesus. Ao longo deste tempo acompanhamos o carpinteiro de Nazaré nas suas vicissitudes alegres e dolorosas, que ele soube agradecer e aceitar como um bom filho de Deus, sem nunca se queixar ou protestar.
 
Por desconhecimento ou má interpretação da virtude da castidade, houve quem pensasse que o esposo de Maria era já idoso quando casou com a Virgem Santíssima. Desta maneira, não seria difícil a José conviver com a Mãe de Jesus, respeitando a sua virgindade. No entanto, os costumes em Israel, nos seus tempos, não tinham nada a ver com esta suposição.
 
Os homens casavam com cerca de dezoito anos e as mulheres mais cedo. José, nesta perspectiva, devia ser um jovem cheio de robustez, de calma e de prudência. Um bom judeu, que respeitava com rigor a vontade de Iavé, tornando-se sempre disponível para aceitar os seus desígnios. Com grande delicadeza interior, ouvia a sua voz na consciência, mostrando-se imediatamente capaz de aderir às sugestões divinas para realizar o que Ele lhe pedia. Não resmungava, nem punha em causa a sua oportunidade ou a sua lógica, que nem sempre é fácil de entender.
 
Percebemos assim a celeridade de José em fugir com a sua família para o Egipto: a viagem tinha de ser imediata, apesar dos incómodos e perigos que importava. José não hesita: parte imediatamente. Assim também, quando, avisado por um anjo, volta para a Palestina de novo, ficando a seu pleno cargo a maneira de sustentar Maria e Jesus, que lhe competia.
 
Não existe uma palavra de S. José no Evangelho, escrita no discurso directo. Se falar é um dom que Deus nos concedeu, podemos adulterá-lo com o mau uso da nossa liberdade, recorrendo à lisonja, à mentira, ao ódio e, enfim, a tudo aquilo que nos pode manchar. A racionalidade, que é um dom divino, foi feita, para que a nossa inteligência, juntamente com a vontade e a afectividade, coordene o uso da língua de modo correcto e honesto.
 
Falar com oportunidade e sentido de verdade; nunca dizer o que é falso, ou simplesmente duvidoso como certo, eis como deve ser o nosso comportamento. José assim o manifesta, no seu silêncio prudente e voluntário, em circunstâncias difíceis de aceitar e decidir. Vive com a preocupação dominante de não prejudicar os outros com a sua conduta. Neste sentido, vejamos como foi forte ao afastar-se de cena, quando se apercebe da gravidez de Maria, a fim de que sobre ela – que José considerava totalmente isenta de qualquer mau proceder – recaia alguma suspeita de desonestidade. Evita o risco de a sua esposa poder vir a ser maltratada na fama da sua honra e até no perigo da sua vida, tendo em conta o que dizia a lei de Moisés a este respeito.
 
José é escolhido por Deus para ser o pai e o educador, em conjunto com Maria, do Verbo Encarnado, Jesus Cristo. Desempenha esse papel com simplicidade e, sobretudo, com o exemplo de um chefe de família zeloso, que procura o bem dos seus através do trabalho quotidiano bem feito e santificado. A sua passagem pelo Novo Testamento é discreta e humilde. Aparece quando é preciso e deixa de se ver quando Jesus, já crescido, pode substitui-lo nas suas funções e se prepara para a sua missão de Redentor. Quantos traços da vida do Messias não denunciariam a fonte onde foram bebidos. A fortaleza de Cristo, a sua humildade, o seu abandono na vontade de Deus, a sua linguagem humilde e cheia de exemplos e parábolas, são sinais que desvendam o nome de um homem rijo e cumpridor, ou seja, o nome de José.
 
Durante estes sete domingos, que coincidem em boa parte com o tempo exigente da Quaresma, peçamos a José que nos ensine a ser humildes e fortes como ele, a fim de que não recusemos a Deus tudo aquilo que ele nos for pedindo, sobretudo quando as solicitações divinas não são fáceis de viver.
 
 
(Pe. Rui Rosas da Silva – Prior da Paróquia de Nossa Senhora da Porta Céu em Lisboa in Boletim Paroquial de Fevereiro, selecção do título da responsabilidade do autor do blogue)
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14
Fev 09

No alvorecer de 10 de Fevereiro de 1939, há setenta anos, faleceu Pio XI. A fibra deste Papa forte e grande caiu por fim numa doença que o Pontífice combateu até ao fim, também porque no dia seguinte teria querido celebrar com solenidade, diante de todo o episcopado italiano convocado no Vaticano, o décimo aniversário dos Pactos de Latrão entre a Itália e a Santa Sé, assinados precisamente a 11 de Fevereiro de 1929. Devido às leis raciais queridas por Mussolini, a tensão com o grande regime fascista tinha-se agravado a ponto que se difundiu o receio de que Pio XI aproveitasse do solene acto para criticar o Duce.

 

Explica-se neste contexto o boato de que o chefe do fascismo teria conseguido mandar assassinar o Papa, doente já havia muitos meses. Vinte anos mais tarde, em 1959, fazendo publicar um dos discursos incompletos escritos para a ocasião pelo moribundo Pontífice, foi João XXIII quem cortou as bases a estas representações romanescas (mas que por vezes transbordaram para a historiografia); recorrentes e infundadas como a presumível vontade papal de denunciar a Concordata com a Itália ou como a contraposição entre Pio XI e o seu Secretário de Estado Eugénio Pacelli, que lhe teria sucedido com o nome de Pio XII.

 

Nascido no coração da Brianza, em Desio, a 31 de Maio de 1857, Achille Ratti foi ordenado sacerdote em 1879 em Roma e graças a uma sólida formação intelectual e ao enérgico sentido prático regeu em sucessão e com prestígio crescente duas das maiores instituições culturais do mundo, as Bibliotecas Ambrosiana e Vaticana. Daqui, de surpresa, foi enviado como representante pontifício para Varsóvia, onde no ano seguinte foi nomeado Núncio e ordenado Arcebispo. A missão diplomática e pastoral revelou-se difícil, entre guerras e nacionalismos, nos confins das perturbações bolcheviques. Revestido da púrpura romana em 1921, foi Arcebispo de Milão só durante poucos meses, quase predestinado pelo seu mote bíblico, raptim transit: de facto, foi eleito sucessor de Bento XV no conclave de 6 de Fevereiro de 1922.

 

Iniciava assim um dos pontificados mais difíceis do século XX, que com um corajoso, difícil e necessário realismo graças também a uma ampla política concordatária, apoiada por dois grandes secretários de Estado como Pietro Gasparri e, a partir de 1930, Pacelli enfrentou os crescentes totalitarismos europeus (comunismo, fascismo, nazismo). Encarando também o novo anti-semitismo, a grande crise económica, a tragédia da guerra da Espanha e as outras perseguições contra os cristãos, da Rússia soviética ao México.

 

E perante a propaganda dos regimes totalitários e do paganismo moderno Pio XI reagiu: governando com vigor a Igreja, voltando-se com um novo olhar para as missões e para o implantação católica fora da Europa, sendo o primeiro a enfrentar a questão da sexualidade humana, fortalecendo o empenho e a cultura dos católicos. Mas também multiplicando beatificações, canonizações (entre os outros, de Teresa de Lisieux, dom Bosco e Tomás Moro), devoções, jubileus, celebrações. E introduzindo o uso do meio radiofónico, que pela primeira vez permitiu que o Romano Pontífice fizesse ouvir a sua voz em todo o mundo.

 

Desde o início do pontificado, apresentando-se para a bênção à cidade e ao mundo da arcada de São Pedro pela primeira vez depois de muitos decénios, Pio XI fez compreender que teria sido o Pontífice da Conciliação. O que se verificou com os Pactos lateranenses, imediatamente saudados com tons de regozijo por Angelo Giuseppe Roncalli (futuro João XXIII), com clarividente realismo por Alcide De Gasperi, mesmo se de volta de muitos meses de prisão devido à oposição política ao fascismo, e com algumas amarguras por Giovanni Battista Montini, que modificou em sentido positivo o seu juízo como cardeal e depois como Paulo VI.

 

Com o Tratado, a Concordata e a Convenção financeira entre a Itália e a Santa Sé foi encerrada a questão romana e nasceu o Estado Vaticano, base territorial quase simbólica mas contudo real da independência da Santa Sé. Tudo isto não impediu crises e tensões, já em 1931 devido à ofensiva fascista contra as organizações católicas e em 1938 por causa das leis raciais. O bem global da paz religiosa foi contudo reconhecido em 1947 pela própria assembleia constituinte que introduziu, com uma maioria muito superior à necessária, os Pactos lateranenses na Constituição da República italiana.

 

O mesmo entendimento positivo entre Estado e Igreja, não obstante as naturais diversidades e alguns pontos de divergência, permanece sólido precisamente porque está radicada na história italiana, finalizada para o bem de todos e destinada à dignidade de cada pessoa humana. Assim esta vontade comum de amizade inspirou o acordo de revisão de 1984 e, mais em geral, caracterizou nos anos e caracteriza hoje as relações entre a Itália e a Santa Sé, tão boas a ponto de poderem ser consideradas exemplares. Graças ao esforço comum e à colaboração de tantos, crentes e não crentes. E sem dúvida, na origem, por mérito da coragem clarividente de Pio XI.

 

Giovanni Maria Vian (Director)

publicado por spedeus às 17:48

São Marcos 1, 40-45
 
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo».
 
No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.
 
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: «Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho».
 
Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.
publicado por spedeus às 12:00

O Sacerdote Aldo Trento é, desde 1989, um dos missionários mais conhecidos da Fraternidade de São Carlos Borromeu do Paraguai. Ele tem 62 anos e é responsável por uma clínica para doentes terminais em Assunção.
 
A 2 de Junho passado, o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, havia-lhe conferido o título de Cavaleiro da Ordem da Estrela da Solidariedade. Nesta quarta-feira, o sacerdote devolveu o reconhecimento a Napolitano, por não ter assinado o decreto que teria detido o protocolo médico para Eluana Englaro.
 
«Como posso eu, cidadão italiano, receber semelhante honra quando o senhor, com sua intervenção, permite a morte de Eluana, em nome da República Italiana?», pergunta. 
 
«Tenho mais de um caso como o de Eluana Englaro – relata Aldo Trento. Penso no pequeno Víctor, um menino em coma, que aperta os punhos; a única coisa que fazemos é dar-lhe de comer com a sonda. Diante destas situações, como posso reagir frente ao caso de Eluana?»
 
«Ontem me trouxeram uma menina nua, uma prostituta, em coma, deixada na porta de um hospital; chama-se Patrícia, tem 19 anos; lavámo-la e limpámo-la. Ontem ela começou a mexer os olhos», afirma. 
 
«Celeste tem 11 anos, sofre de leucemia gravíssima, nunca não havia sido tratada; trouxeram-ma para que fosse internada. Hoje Celeste caminha. E sorri.»
 
«Levei ao cemitério mais de 600 destes enfermos. Como se pode aceitar semelhante operação, como a que se fez com Eluana?»
 
«Cristina é uma menina abandonada em um lixo, é cega, surda, treme quando a beijo, vive com uma sonda, como Eluana. Não reage, só treme, mas pouco a pouco recupera as faculdades», acrescenta.
 
«Sou padrinho de dezenas destes enfermos. Não me importo com sua pele putrefacta. O senhor teria que ver com que humildade meus médicos tratam deles.»
 
Aldo Trento diz experimentar uma «dor imensa» pela história de Eluana Englaro: «É como se me dissessem: agora levamos-lhe seus filhos enfermos».
  
Para o missionário, «o homem não pode se reduzir à questão química».
 
 «Como pode o Presidente da República oferecer-me uma estrela à solidariedade no mundo? Assim que recebi a estrela, eu levei-a à embaixada italiana no Paraguai.»
 
«Aqui o racionalismo cai, deixando espaço ao niilismo – comenta. Dizem-nos que uma mulher ainda viva já estaria praticamente morta. Mas então é absurdo também o cemitério e o culto à imortalidade que animam a nossa civilização.»
 

(Fonte: Zenit versão portuguesa com edição de JPR)
publicado por spedeus às 11:52

O Patriarca de Moscovo, Cirilo (Kirill) I, espera um desenvolvimento frutífero das relações entre a Igreja Católica e a Ortodoxa Russa. Numa mensagem transmitida a Bento XVI, o novo Patriarca de Moscovo, eleito em Janeiro, agradeceu as felicitações enviadas pelo Papa por ocasião da eleição.
 
Cirilo I explica que “entre os muitos deveres que se apresentam ao primaz da Igreja Ortodoxa Russa, uma das prioridades é a necessidade fundamental de testemunhar e afirmar os valores do Evangelho de Cristo na sociedade contemporânea”.
 
 Afirma-se convencido de que para isso devem contribuir o diálogo e a colaboração de todos aqueles que se chamam cristãos, e por isso assegura ao Papa que a Igreja Ortodoxa Russa “vai continuar imutavelmente aberta à cooperação com todos os que se declaram seguidores de Jesus Cristo e mantêm a visão tradicional dos conteúdos da mensagem que os cristãos devem levar ao mundo contemporâneo”.
 
 “Entre os colaboradores neste campo, a Igreja Católica de Roma ocupa um lugar particular”, sublinha o Patriarca de Moscovo.
 
 Da mesma forma, “um lugar particular nos esforços comuns dos cristãos, orientados a conseguir as finalidades expostas, é ocupado pelo senhor pessoalmente”, reconhece Cirilo I. “Espero sinceramente um frutífero desenvolvimento das relações entre as nossas Igrejas”, conclui a mensagem com a que Cirilo deseja a Bento XVI “paz, saúde e ajuda de Deus na sua tarefa”, e o saúda “com afecto no Senhor”.
 
(Fonte: site Radio Vaticana, título da responsabilidade de JPR)
publicado por spedeus às 11:00

publicado por spedeus às 00:03

Em muitos lugares não se compreende o valor de purificação e corredenção que tem a dor aceite e oferecida em união com Jesus Cristo. É extremamente actual a consideração de S. Josemaría numa das Estações da Via Sacra: «Há no ambiente uma espécie de medo da cruz, da Cruz do Senhor. Tudo porque começaram a chamar cruzes a todas as coisas desagradáveis que acontecem na vida, e não sabem aceitá-las com sentido de filhos de Deus, com visão sobrenatural. Até tiram as cruzes que os nossos avós levantaram nos caminhos!...


Na Paixão, a Cruz deixou de ser símbolo de castigo para se converter em sinal de vitória. A Cruz é o emblema do Redentor: in quo est salus, vita et ressurrectio nostra, ali está a nossa salvação, a nossa vida e a nossa ressurreição»
(Via Sacra, II Estação, ponto 5)

 

Convido-vos a aprofundar nestas palavras, especialmente nas próximas semanas, ao pre­parar-nos para celebrar o dia 14 de Fevereiro – dia de acção de graças no Opus Dei, por ser ani­versário de duas datas fundacionais –, e também na última semana do mês, por ocasião do tempo da Quaresma. Ao referir-se a estes momentos fundacionais – o começo do trabalho apostólico da Obra com as mulheres, em 1930, e o da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, em 1943 –, o nosso Padre transbordava de agradecimento a Deus. No facto destes dois eventos da história da Obra terem coincidido na mesma data, se bem que em anos diferentes, S. Josemaría descobria uma particular demonstração da Providência divina.

(…)
A propósito destes aniversários, S. Josemaría comentava a dada altura: «pensava eu que no Opus Dei só haveria homens. Não é que não quisesse as mulheres – amo muito a Mãe de Deus; amo a minha mãe e as vossas; estimo todas as minhas filhas, que são uma bênção de Deus no mundo inteiro –, mas antes de 14 de Fevereiro de 1930, eu nada sabia da vossa existência no Opus Dei, embora tivesse gravado no meu coração o desejo de cumprir em tudo a Vontade de Deus. E quando acabei de celebrar nesse dia a Santa Missa, sabia já que o Senhor queria a Secção feminina. Depois, a 14 de Fevereiro de 1943, quis coroar o Seu edifício com a Cruz: a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz» (Notas da pregação, 11-VII-1974)
 

 

(Carta de Janeiro 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)

publicado por spedeus às 00:02

publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 10, 1-9
 
Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. Disse-lhes:
 
 «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
 
«Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.
 
«Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os doentes que nela houver e dizei-lhes:
 
'O Reino de Deus já está próximo de vós.'

publicado por spedeus às 00:00

13
Fev 09
publicado por spedeus às 15:10

“Pedimos ao Senhor, que guie com firmeza o destino da Barca de Pedro entre episódios não sempre tranquilos da história, que continue a velar sobre este pequeno Estado”. Bento XVI recordou assim os 80 anos do Estado da Cidade do Vaticano, na conclusão do concerto com trechos do “Messias” de Haendel, executado quinta-feira à tarde na Sala Paulo VI pela Our lady choral society di Dublin e pela RTE' Concert Orchestra, dirigidos pelo maestro Proinnsias O' Duinn.
 
O Papa pediu também ao Senhor que o assista, como Sucessor de Pedro, para poder desempenhar, com fidelidade e eficácia o seu ministério “fundamento da unidade da Igreja Católica, que no Vaticano tem seu centro visível e se expande até os confins do mundo”.
 
Referindo-se ao concerto apenas ouvido, Bento XVI sublinhou que a “música como arte pode ser um modo particular de anunciar Cristo, porque é capaz de tornar perceptível o mistério com uma eloquência toda sua”. Mais uma vez, concluiu, parece evidente como a música e o canto, “graças ao seu hábil entrelaçamento com a fé, podem revestir um alto valor pedagógico em âmbito religioso”.

 
(Fonte. H2O News)
publicado por spedeus às 15:01

"Falar neste lugar de horror, neste sítio onde se cometeram crimes indizíveis contra Deus e contra o Homem, é quase impossível. E é especialmente difícil e perturbante para um cristão, ainda mais Papa vindo da Alemanha".
 
Pouco mais de um ano depois do fumo branco que, em Roma, o anunciara nas sandálias de Pedro, o sucessor de João Paulo II falava assim, de mãos e rosto cerrados, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.
 
Bento XVI foi sempre claro sobre o assunto do genocídio. Referiu, no seu profundo discurso de Auschwitz, a intenção nazi de, ao exterminar os judeus, eliminar a origem do monoteísmo, e recriar o mundo, numa paródia demoníaca da religião. Encimou o preito de dor com uma reflexão pessoal: "isto não nos produz ódio; mostra-nos antes o terrível efeito do ódio".
 
Parece, pelo menos, injusto, alegar agora, a propósito de declarações soltas de prelados imprudentes, que o Vaticano mudou. E que mudou, sobretudo, de posição face à destruição sistemática de inocentes e civis, em nome da raça, ou de uma ideia política. Como aconteceu nos consulados totalitários, "comunistas" ou "nacionalistas", a Leste e Oeste, na Europa ou na Ásia, na África ou algures, durante o século XX.
 
A polémica, que recorda a peça de teatro de Rolf Hochtruth, "O representante", de 1963, coloca outra vez em primeiro plano a atitude do Vaticano face ao Holocausto da Segunda Guerra Mundial.
 
Foi nessa altura que se criou a imagem de um Pio XII silencioso, senão cúmplice, com o extermínio de milhões. Mas personalidades esclarecidas, como o jesuíta Robert Graham, entre muitos outros, há vários anos que restauraram o equilíbrio na revisitação histórica.
 
Não se pode esquecer, na verdade, o enorme esforço de resgate, salvamento, intercessão ou protecção de judeus, um pouco por toda a Europa, por obra da igreja católica. Não se pode esquecer a rede do Padre Weber e do cardeal Pacelli, a actividade da Organização S. Rafael, a intervenção junto da Eslováquia, em 1941, contra a aprovação do "Código Judeu". Nem a actividade do bispo Preysing, em Berlim, de monsenhor Rotta, na Hungria, de Monsenhor Cassulo, na Roménia.
 
Não se pode esquecer a pastoral corajosa do arcebispo Saliege, de Toulouse, em 1942, denunciando "os factos terríveis" nos campos de Noe e Recebedom, afirmando que "os judeus são nossos irmãos".
 
Não se pode esquecer o arriscado apoio do Vaticano à organização judaica DELASEM, de Génova. Não se pode esquecer a Encíclica Summi Pontificatus, de 1939, poderosa denúncia das doutrinas de "pureza rácica".
 
Não se pode esquecer que, onde pôde mudar as coisas, ou influenciá-las, o Vaticano sempre falou. E que, onde se calou (como o fez o Comité da Cruz Vermelha, ou o Conselho Mundial das Igrejas), executou muitas vezes custosas e arriscadas operações, clandestinas, de auxílio e transporte.
 
Não se pode esquecer, por fim, que uma coisa é a denúncia antes da guerra (quantos o fizeram?), e outra é falar sobre a ocupação, onde o que importa é resgatar vidas, e não pregar sermões exemplares, que, como na Holanda, só aumentaram a repressão.
 
Não se pode esquecer, ainda, que pelo menos 3000 padres católicos foram executados pelo Reich, só na área do agora Benelux.
 
E não se pode esquecer que, numa altura de trevas, em que a intolerância surge até das dificuldades da "luta contra o terrorismo", tem sido a Santa Sé uma das vozes qualificadas, em nome da decência e da Humanidade.
 
Contra todos os holocaustos, alertando antes.
 
Para que não se repitam.
 
 
Nuno Rogeiro

 

 

(Fonte: site Jornal de Notícias do Porto em http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1132360&opiniao=Nuno%20Rogeiro )

publicado por spedeus às 14:00

Outro componente típico destas Cartas é a sua reflexão sobre a estrutura ministerial da Igreja. São elas que, pela primeira vez, apresentam a tríplice subdivisão de bispos, presbíteros e diáconos (cf. 1 Tm 3, 1-13; 4, 13; 2 Tm 1, 6; Tt 1, 5-9). Nas Cartas pastorais podemos observar o confluir de duas estruturas ministeriais diversas, e assim a constituição da forma definitiva do ministério na Igreja. Nas Cartas paulinas dos anos centrais da sua vida, Paulo fala de "bispos" (Fl 1, 1) e de "diáconos":  esta é a estrutura típica da Igreja, que se formou nessa época no mundo pagão. Portanto, permanece predominante a figura do próprio Apóstolo, e por isso só gradualmente se desenvolvem os outros ministérios.
 
Se, como se disse, nas Igrejas formadas no mundo pagão dispomos de bispos e de diáconos, e não de presbíteros, nas Igrejas que se formaram no mundo judaico-cristão os presbíteros constituem a estrutura predominante. No final das Cartas pastorais, as duas estruturas unem-se:  agora aparece "o episcopo" (o bispo) (cf. 1 Tm 3, 2; Tt 1, 7), sempre no singular, acompanhado pelo artigo definido "o episcopo". E ao lado de "o episcopo" encontramos os presbíteros e os diáconos. Parece ser ainda determinante a figura do Apóstolo, mas as três Cartas, como eu já disse, são dirigidas não já a comunidades, mas a pessoas:  Timóteo e Tito, que por um lado aparecem como Bispos, por outro começam a ocupar o lugar do Apóstolo.
 
 
(Audiência geral de 28-I-2009 – Bento XVI)
publicado por spedeus às 00:03

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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