«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

05
Fev 09

O irmão mais velho do Papa criticou a chanceler alemã pelas suas afirmações relativas ao “caso Williamson”. Por entre as várias críticas que têm surgido nos últimos dias ao gesto do Papa de levantar a excomunhão a quatro bispos lefebvristas, incluindo um que é conhecido por questionar o holocausto, destaca-se a surpreendente reacção de Angela Merkel.
 
Esta afirmou que Bento XVI devia esclarecer a sua posição sobre o holocausto, dizendo que as declarações que já tinha feito não eram suficientes.
 
Hoje, numa entrevista publicada no jornal Leipziger Volkszeitung, o irmão mais velho do Papa, o também sacerdote Georg Ratzinger, de 85 anos, critica duramente a chanceler alemã.
 
“Ele não precisa que eu o defenda”, afirmou Georg, “mas irrita-me como algumas pessoas são tão estúpidas e mal informadas. Sempre a vi como uma mulher racional, mas talvez esteja sob pressão para dizer coisas irracionais”, sugeriu.
 
Todos este caso tem tido repercussões particularmente graves na Alemanha, onde negar ou questionar a versão oficial do holocausto é considerado crime.
 
 
FA/Daily Telegraph
 
 
(Fonte: site RR - título da responsabilidade de JPR)
publicado por spedeus às 16:52

 
«Aderindo a Cristo, podemos tornar-nos um só espírito com Ele e assim cumprir a sua vontade; desse modo, ela será feita na terra como no céu»
 
(De oratione, 26, 3 – Orígenes)

 
«Podemos ainda, sem trair a verdade, traduzir estas palavras: "seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu" por estoutras: na Igreja como em nosso Senhor Jesus Cristo; na esposa que Lhe foi desposada, como no esposo que cumpriu a vontade do Pai»
 
(De sermone Domini in monte, 2, 6, 24 - Santo Agostinho)
publicado por spedeus às 00:02

Ontem (31 de Janeiro) o Santo Padre Bento XVI recebeu-me em Audiência privada. Não resisto a acrescentar estas linhas à carta, para vos animar uma vez mais a agradecer o seu grande afecto e interesse, e a sua Bênção paternal para todas as pessoas e trabalhos apostólicos da Prelatura. Rezemos muito pela sua Pessoa, pelo seu trabalho e pelas suas intenções. (Carta de Janeiro 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)

publicado por spedeus às 00:02

publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 6, 7-13
 
Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois.
 
Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.
 
Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles».
 
Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.
publicado por spedeus às 00:00

04
Fev 09
Holocausto, que se retrate pública e inequivocamente se quiser servir como prelado na Igreja Católica Romana.
 
 A Santa Sé exige que o bispo Richard Williamson, conhecido pelas suas posições de negação do Holocausto, retire publicamente o que disse sobre o tema. Essa é a condição, segundo o Vaticano, para poder vir a servir como prelado na Igreja Católica.
 
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, pode ler-se que o Papa Bento XVI não tinha presente a negação do Holocausto por parte de Williamson quando lhe levantou a excomunhão e a outros três bispos o mês passado.
 
Williamson pertence à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) e foi ordenado bispo pelo falecido Marcel Lefebvre em 1988, juntamente com outros três bispos. Todos foram automaticamente excomungados uma vez que Lefebvre não tinha permissão do Papa para ordenar bispos.
 
A decisão de Bento XVI de levantar a excomunhão aos quatro bispos da FSSPX tinha como objectivo ajudar à reconciliação do grupo, mas este continua em cisma com a Igreja.
 
PC/Reuters/Aura Miguel
 
(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 22:49

Durante a habitual audiência geral, o Papa Bento XVI encontrou-se na manhã desta quarta-feira com os fiéis e peregrinos provenientes de todas as partes do mundo.

Com a audiência de hoje sobre o martírio de São Paulo, o Papa encerrou a série de catequeses que durante este Ano Paulino dedicou à pessoa do Apóstolo dos Gentios.

Escrevendo ao seu amigo e colaborador Timóteo – disse o Papa – Paulo vislumbra o final de sua vida com estas palavras: “Quanto a mim estou pronto para o sacrifício; e o ponto da minha partida já se aproxima “ (2 Tim 4, 6).

O Apóstolo já tinha consciência de que o seu serviço ao Evangelho estava para se concluir através da sua morte cruenta, do seu martírio. E assim foi. Segundo vários estudos de fontes antigas, a condenação à morte do Apóstolo verificou - se na época do imperador Nero, entre os anos 64 e 68.

Paulo foi decapitado no lugar conhecido como Tre fontane, (Três fontes) na cidade de Roma e, segundo essas mesmas tradições, o seu sepulcro encontra-se na Via Ostiense, onde hoje se ergue a Basílica de São Paulo fora de Muros.

Todavia, – disse o Papa na sua catequese – para além dos factos que determinaram a sua morte, São Paulo deixou uma profunda marca na tradição da Igreja e uma extraordinária herança de ensinamentos cristãos.

Na actualidade, como em todas as épocas – concluiu Bento XV -, encontramos mestres e teólogos, santos e fundadores, que beberam e bem, dos seus escritos e do seu exemplo.

Quase no final da audiência o Papa lançou um premente apelo inerente á situação no Sri Lanka que causa preocupação.
 
As noticias do conflito cada vez mais cruel, e do numero crescente de vitimas inocentes, levam-me a dirigir um premente apelo aos combatentes para que respeitem o direito humanitário e a liberdade de movimento da população, façam o possível para garantir a assistência aos feridos e a segurança dos civis e permitam a satisfação das suas urgentes necessidades alimentares e medicas.

A Virgem Santa de Matuu, muito venerada pelos católicos e também pelos pertencentes a outras religiões, apresse o dia da paz e da reconciliação naquele querido país.

 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:40

“É preciso olhar para a juventude com os olhos dos próprios jovens para conhecê-los e escutá-los de verdade e, depois, aproximá-los à beleza da fé, que é Jesus Cristo.” Foi o que afirmou o arcebispo de Milão, Card. Dionigi Tettamanzi, na apresentação do livro “A beleza da fé. Com os jovens na escuta da vida”.

Publicado pela Livraria Editora Vaticana é o segundo livro editado de uma série de escritos de diversos cardeais, iniciado com o exemplar do Cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga.
 
O Cardeal Tettamanzi revela a importância de aproximar os jovens da experiência da misericórdia de Deus, convidando-os e às suas famílias a participarem em Milão no próximo Encontro Mundial das Famílias em 2012.
“Penso que todos devemos dar um passo a mais, porque os jovens não nos dizem, mas na realidade estão aguardando que lhes seja realmente apresentada a face misericordiosa de Deus e a face materna da Igreja.
 
 Com esta face não é que deixemos as coisas como estão, porque algumas vão bem e muitas outras necessitarão de correcção, mas com este convite a olhar-se o rosto paterno do Senhor e o rosto materno da Igreja penso que poderemos ter uma resposta de quem diz justamente que é muito belo olhar este rosto. Cada um anima-se não na estrada do mínimo ou para continuar a caminhar na estrada anterior, mas galvaniza-se  para omelhor e portanto para caminhar na estrada do verdadeiro, do bom e do belo.”
 
(Fonte: H2O News com edição de JPR)

 
Tenho o grato prazer de haver conhecido o Cardeal Tettamanzi em Setembro de 2002, altura em que me coube informá-lo do falecimento do Cardeal Moreira das Neves, mas sobretudo, ficou-me a sua imagem de bondade um pouco ao jeito de João XXIII e de grande humildade e vontade de estar próximo dos seus diocesanos, na altura estava-se na fase de transição de Génova para Milão aonde foi substituir o Cardeal Martini.
 
(JPR)
publicado por spedeus às 14:30

Quem já foi emigrante, como eu, sabe das dificuldades que estes portugueses encontram em tudo, ou quase tudo, o que os liga ao país de origem e se refere ao exercício da sua cidadania.

Uma rede consular já de si pobre, reduzida nos últimos anos devido a encerramentos de raiz, sobretudo, economicista, não lhes facilita a vida.

Neste contexto, só pode suscitar surpresa a iniciativa socialista de tentar impor o voto presencial dos emigrantes nas legislativas, impedindo, pela primeira vez em trinta anos de democracia, o habitual voto por correspondência.

É certo que nas presidenciais sempre foi esta a forma de votação, mas também é certo que nestas eleições a abstenção sempre foi praticamente o dobro da registada nas legislativas. E tem lógica a diferença: nas legislativas, o total dos portugueses a residir no estrangeiro só pode eleger quatro dos 230 deputados. Nas presidenciais, caso todos se inscrevessem nos cadernos eleitorais, o seu voto seria suficiente para ditar o novo presidente. Daí, a cautela para evitar manipulações.

Neste quadro, é compreensível e bem vindo o veto de Cavaco Silva à nova lei. O presidente lembra que o Governo PS se propunha, no seu programa, reduzir as deslocações dos emigrantes aos consulados, aumentando a prestação de serviços pela via electrónica. Em pleno século XXI, era isso que se esperava: acabar com o voto por correspondência substituindo-o pelo voto electrónico. O voto presencial é um retrocesso que esconde mal os verdadeiros motivos da lei. Estão em jogo quatro deputados que podem fazer a diferença entre o PS ter ou não a maioria absoluta. A História diz que têm sido, maioritariamente, do PSD.

Graça Franco


(Fonte: site RR)

 

Pessoalmente entendo e admito que a articulista também, só que a limitação do tamanho da mensagem, bem como o seu objectivo, não lhe permitem expressá-lo, que na verdade decorre uma tentativa de ditadura camuflada, utilizando todos os meios para perpetuar um partido no poder.

Senão vejamos, o novo Estatuto dos Açores não passa de um balão de ensaio para proceder por via de lei ordinária alterações da própria Constituição da República, o índice elevadíssimo de legislação que o PR tem enviado para o Tribunal Constitucional e que na larguíssima maioria de vezes este tem dado razão às suas objecções, é bem revelador da falta de sentido democrático e de Estado de quem nos governa, pelo que me permito afirmar que 'é a democracia que está em jogo’.

(JPR)

publicado por spedeus às 11:39

Em entrevista à Renascença, D. José Policarpo lembra a “amizade e fidelidade” pastoral de D. António dos Reis Rodrigues ao seu predecessor D. António Ribeiro e destaca o seu papel no final do antigo regime.

 

 
D. António Reis Rodrigues morreu aos 90 anos.
 
 
São já conhecidos pormenores sobre as exéquias. O corpo de D. António dos Reis Rodrigues estará na Sé Patriarcal de Lisboa a partir das 16 horas, onde ficará em câmara ardente.
 
 
No dia seguinte, quinta-feira, o Cardeal Patriarca preside à missa exequial, seguindo, depois, o funeral para Vila Nova de Ourém onde o corpo será sepultado, após os rituais próprios.
 
 
CC/Domingos Pinto
 
(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 08:16

O jejum mortifica o nosso egoísmo e nos torna solidários para com que tem pouco. Além do mais abre o coração ao mandamento de amar a Deus e o próximo, compêndio de todo o Evangelho. É o que escreve o Papa, na sua Mensagem para a Quaresma, apresentada hoje na Sala de Imprensa Vaticana.

A prática do jejum contribui a conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Escolhendo livremente de privar-se de algo para ajudar o outro, demonstramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é estranho.

O jejum é, portanto, uma arma espiritual para lutar contra todo apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer do alimento e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os aspectos da natureza enfraquecida pelo pecado original, e cujos efeitos negativos investem toda a personalidade humana.

(Fonte: H2O News)

publicado por spedeus às 00:04

 
«Temos de nos sustentar uns aos outros, para que a luta pessoal pela santidade seja constante, firme, alegre; começando e recomeçando em cada dia, para aprender a amar a Deus em tudo».
 
(Carta de Agosto 2008 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)
 

 

publicado por spedeus às 00:02

Nasceu João em Lisboa no dia de Março de 1647. Durante a adolescência, é vítima de grave doença. A sua cura marcou uma viragem na sua vida, dado que para dar cumprimento à promessa da mãe, vestiu o hábito de S. Francisco Xavier.

 

Em de Dezembro de 1662, entra no noviciado da Companhia de Jesus em Lisboa. No ano de 1668, pede ao Superior Geral que o deixe ser missionário.

 

Entretanto consolida a sua vocação, ordenado sacerdote (1673) e recebe com alegria o mandato de partir as missões da Índia. Desembarca em Goa em 1674, a grande capital do Oriente, aonde se dirige de imediato ao túmulo de S. Francisco Xavier.

 

Os missionários, como João de Brito, adoptam um modo de viver, vestir e de comer dos "pandarás-suamis", género de penitentes aceites por todas as castas da Índia. Com este novo método os missionários aumentam a sua aceitação. Em doze anos de apostolado governou a residência de Colei, passou aos reinos de Ginja e de Travancor, atravessou a pé, e muitas vezes descalço, o continente Índico e percorreu a costa da Pescaria e de Travancor e esteve em risco de vida por diversas ocasiões.

 

Não lhe esmorece o entusiasmo. Os poderosos locais olham-no com desconfiança. A condenação não tardou. Bastou que João de Brito que tivesse ido outra vez à terra de Maravá para que o governador Ranganadevem o acusasse de desobediência e o condenasse à morte. Foi decapitado em Fevereiro de 1693. O cutelo da execução obteve-se do verdugo mediante grossa soma de dinheiro. Contido numa bainha de filigrana de prata foi trazido para Lisboa e oferecido a D. Pedro II, que o confiou à guarda da Companhia de Jesus, no Colégio de Santo Antão. O local do martírio começou logo a ser venerado pelos cristãos.

 

Já no século XX coube a Pio XII canonizá-lo a 22 de Junho de 1947.

 

 

(Foto de pintura sobre óleo, datada de 1865 e da autoria de Manuel Maria Bordalo Pinheiro)

publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 6, 1-6
 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam:
 
«De onde Lhe vem tudo isto?
 
«Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão?
 
«E não estão as suas irmãs aqui entre nós?».
 
E ficavam perplexos a seu respeito. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa».
 
E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
 
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

publicado por spedeus às 00:00

03
Fev 09
Bento XVI dedica a sua mensagem da próxima Quaresma ao tema da fome. O texto foi apresentado no Vaticano esta Terça-feira, 3 de Fevereiro, e inspira-se numa passagem do Evangelho segundo São Mateus: “Jesus, após ter jejuado durante 40 dias e 40 noites, por fim, teve fome”.

Queridos irmãos e irmãs!

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17).

Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a Satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).

A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.

Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15).

Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma.

Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de Dezembro de 2008


Benedictus PP. XVI


(Fonte: site Radio Vaticana)

 

publicado por spedeus às 12:08

Imitem São Paulo no seguimento de Jesus, e o seu estilo de vida “inspirado nos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência”. Foi o que disse ontem segunda-feira à tarde o Papa aos religiosos, reunidos na Basílica de São Pedro na conclusão da celebração da Festa da Apresentação do Senhor, 13º Dia da Vida Consagrada.
 
 Bento XVI recordou que São Paulo, do qual a Igreja celebra este ano o bimilenário de nascimento, é “pai e mestre de todos aqueles, chamados pelos Senhor, a fizerem a escolha de uma incondicional dedicação a Ele e ao seu Evangelho”.
 
 É Paulo que nos exorta a “fazermos de modo que a palavra de Cristo habite em nós na sua riqueza”, acrescentou o Papa, recordando a recente Instrução sobre “Serviço da autoridade e obediência” da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, e o convite a meditar “todos os dias a Palavra de Deus com a prática fiel da Lectio Divina”, fazendo da Palavra “a raiz de cada acção e o critério primeiro de toda escolha”.
 
(Fonte: H2O News)
publicado por spedeus às 10:00

 

Dizem que a comunicação social está em crise. Gradualmente, accionistas angolanos rondam os baluartes da nossa sofrida democracia, milionários que perderam muito dinheiro na banca e na bolsa. Em nome do negócio, os jornais portugueses estão prontos a prostituir-se. Quem paga mais? E se for o senhor do petróleo e dos diamantes? Teremos qualquer dificuldade em aceitá-lo no conselho de administração, apesar de ser contra a liberdade de expressão, a riqueza generalizada e a justiça social? Porque não? Afinal, o que se passa na terrinha do futuro accionista, mala louis vuitton e relógio dourado a condizer, é indiferente à nossa realidade. Está longe, tão longe que não faz mossa.
 
Tudo isto é que eu deveria dizer hoje na reunião, mas só de pensar que o meu emprego é tão precário como o dos outros, prefiro o silêncio eloquente de quem “come e cala”. Ali ao lado, no outro grupo de media, são mais cem que irão para a rua num despedimento colectivo cujos contornos de desgraça posso apenas imaginar.
 
Perdoem-me, mas serei um delegado sindical como todos os outros: muita conversa, tentativa e depois negociação. Ameaçar não serve de nada, não tenho com que ameaçar. Vou dizer o quê? Se não aceitarem as nossas condições faremos greve? Numa redacção com tanta gente o jornal aparecia na mesma, estou certo. Nem que fosse preciso recorrer às agências de notícias e outras coisas que para aí há.
 
Temos de ser compreensivos. O patrão perdeu dinheiro. O patrão investiu mal. O patrão viveu na ilusão, a tal ilusão que não ilude o Presidente da República, ele que é um homem sério e estruturado na verdade das coisas. Nuas e cruas. Nada de ostentação ou de sonho. Tudo isso pode levar – leva, fatalmente – a rescisões amigáveis (ou nem por isso) e à aceitação de accionistas menos... Como dizer sem ir parar a uma lista negra qualquer? Bom, accionistas menos nacionais, mais tropicais. Que importa que esses accionistas sejam o contrário do que a comunicação social deveria ser? Ah, balelas em pleno século XXI não ficam bem. A democracia é isso, podermos ter como sócios quem quisermos, mesmo que sejam o exemplo máximo do Mal que um dia combatemos. A memória é tão curta e, no fim de contas, a crise deve ser um bom negócio. O patrão irá ganhar novamente. Investir e, depois sem resistir a uma tentação, o patrão irá iludir-se. E tudo volta a ser como dantes. Ou não.
 

 

(Crónica de Patrícia Reis http://vaocombate.blogspot.com/ publicada no Semanário Económico de 31 de Janeiro de 2009)
 

publicado por spedeus às 00:01

São Marcos 5, 21-43

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência:
 
«A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva».
 
Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados.
 
Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo: «Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada».
 
No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.
 
Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: «Quem tocou nas minhas vestes?». Os discípulos responderam-Lhe: «Vês a multidão que Te aperta e perguntas: ‘Quem Me tocou?’». Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado.
 
A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade.
 
Jesus respondeu-lhe: «Minha filha, a tua fé te salvou».
 
Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?».
 
Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé».
 
E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
 
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava.
 
Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir».
 
Riram-se d’Ele.
 
Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talitha Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos.
 
Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.
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02
Fev 09
 
«Todo o bom cristão deve estar mais pronto a interpretar favoravelmente a opinião ou afirmação obscura do próximo do que a condená-la. Se de modo nenhum a pode aprovar, interrogue-se sobre como é que ele a compreende: se ele pensa ou compreende menos rectamente, corrija-o com benevolência; e se isso não basta, tentem-se todos os meios oportunos para que, compreendendo-a bem, ele regresse do erro são e salvo»
 
(Exercitia spiritualia, 22 - Santo Inácio de Loyola)
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Quarenta dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés (Ex. 13, 11-13), Maria leva o Menino ao templo, a fim de ser oferecido ao Senhor. Toda a oferta implica uma renúncia. Começa, nesse dia, o mistério de sofrimento, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário, quando Jesus, que não foi «poupado» pelo Pai, oferecer o Seu Sangue como sinal da nova e definitiva Aliança. Ao oferecer Jesus, Maria oferece-Se também com Ele. Durante toda a vida de Jesus, estará sempre ao lado do Filho, dando a Sua colaboração para a obra da Redenção. O gesto de Maria, que «oferece», traduz-se em gesto litúrgico, quando ao celebrarmos a Eucaristia, oferecemos «os frutos da terra e do trabalho do homem», símbolo da nossa vida. Antes da Missa, está prevista no Missal a procissão das velas, acesas em honra de Cristo que vem como luz das nações, e ao encontro de quem a Igreja caminha guiada já por essa mesma luz. (Fonte: Secretariado Nacional de Liturgia - foto de parte do vitral central da Capela de Santa Maria Novella em Florença)
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São Lucas 2, 22-40 – (forma longa)
 
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor:
 
«Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor»,
 
 
e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.
 
 
Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele.
 
 
O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor;
e veio ao templo, movido pelo Espírito.
 
 
Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando:
 
 
«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».
 
 
O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia.
 
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe:
 
 
«Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».
 
 
Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro.
 
Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.
Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
 
 
Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
 
 
Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria.E a graça de Deus estava com Ele.
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01
Fev 09
“A eutanásia é uma falsa solução ao drama do sofrimento, é uma solução que não é digna do homem” – sublinhou Bento XVI neste domingo ao meio-dia, por ocasião do Angelus, na Praça de São Pedro. O Papa comentava o tema da “Jornada para a Vida”, promovida pela Conferência Episcopal Italiana, tendo desta vez como tema “a força da vida no sofrimento”. Bento XVI começou por comentar o Evangelho deste domingo, observando que “Jesus não só expulsa os demónios das pessoas, libertando-as da pior escravidão, mas proíbe aos próprios demónios de revelarem a sua identidade”. Trata-se de “uma singular característica” do Evangelho de São Marcos, proposto ao longo deste ano, isto é, o chamado “segredo messiânico”: de momento Jesus não quer, que se saiba, fora do grupo restrito dos discípulos, que Ele é o Cristo, o Filho de Deus. Jesus “insiste sobre este segredo porque está em jogo o êxito da sua missão”. “De facto, Ele sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, deverá ser sacrificado sobre a cruz como o verdadeiro Cordeiro pascal”. “O diabo, por sua vez, procura dissuadi-lo, encaminhando-o antes para a lógica humana de um Messias potente e cheio de sucesso. A cruz de Cristo será a sua ruína. É por isso que Jesus não se cansa de ensinar aos seus discípulos que para entrar na sua glória deve sofrer muito, ser recusado, condenado e crucificado, uma vez que o sofrimento faz parte integrante da sua missão. Jesus sofre e morre na cruz por amor”. “Vendo bem as coisas – prosseguiu o Papa – foi assim que Jesus deu sentido ao nosso sofrimento, sentido que muitos homens e mulheres de cada época entenderam e fizeram seu, fazendo experiência de profunda serenidade mesmo na amargura de duras provações físicas e morais”. Uma observação que o conduziu ao tema desta “Jornada pela Vida”: “a força da vida no sofrimento”. Uma “mensagem” na qual (observou) “se adverte o amor dos Pastores pela gente, e a coragem de anunciar a verdade”: “a coragem de dizer com clareza, por exemplo, que a eutanásia é uma falsa solução ao drama do sofrimento, uma solução indigna do homem. De facto, a verdadeira resposta não pode ser dar a morte, ainda que doce, mas sim testemunhar o amor que ajuda a enfrentar a dor e a agonia de modo humano. Estejamos disto certos: nenhuma lágrima, nem de quem sofre, nem de quem lhe está próximo, se perde diante de Deus”. E o Papa concluiu a alocução antes do Angelus, confiando a Nossa Senhora, “as pessoas que se encontram no sofrimento e quem se empenha dia a dia a seu favor, servindo a vida em todas as suas fases”. Dos pais aos agentes de saúde, dos padres e religiosos aos investigadores e voluntários. Depois das Ave Marias, Bento XVI recordou a celebração, nesta segunda 2 de Fevereiro, da festa litúrgica da Apresentação de Jesus no Templo, momento em que “se manifesta a consagração de Jesus a Deus Pai, e, ligada a essa, a da Virgem Maria”. Uma data que João Paulo II quis que fosse celebrada como a “Jornada das pessoas consagradas”. Em Roma, no final da Missa que terá lugar, como habitualmente, às cinco da tarde, na basílica de São Pedro, celebrada pelo Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, o próprio Papa dirigirá uma saudação aos presentes. “Convido todos a dar graças ao Senhor pelo precioso dom destes irmãos e irmãs, e a pedir-Lhe, por intercessão de Nossa Senhora, muitas novas vocações, na variedade dos carismas de que é rica a Igreja”- concluiu o Papa. (Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:59

"Axios." "Ele é digno." A aclamação da eleição, por 508 em 711 votos, do novo patriarca ortodoxo de Moscovo resume o sentimento com que a escolha foi recebida na Rússia, na Igreja Ortodoxa e em outras Igrejas cristãs - nomeadamente no Vaticano. O até agora metropolita de Smolensk foi hoje entronizado como 16º patriarca de Moscovo e de Todas as Rússias.

 

Pastor e teólogo, Cirilo de Smolensk (a partir de hoje, Cirilo I, de Moscovo), 62 anos, é considerado capaz de resistir à instrumentalização da Igreja pelo poder político. Pai e avô estiveram presos nas cadeias soviéticas antes de serem padres (que na Igreja Ortodoxa podem casar, embora só os monges celibatários possam ser bispos).

 

Cirilo, Vladimir Mikhailovich Gundyayev de seu nome civil, é aberto ao diálogo com as restantes igrejas cristãs. Quando, em 1974, passou a dirigir a Academia de Teologia de Leninegrado (São Petersburgo), onde nascera, formou um dinâmico corpo docente, triplicou o número de estudantes e traduziu os mais importantes teólogos cristãos ocidentais, como Karl Rahner e Hans Urs von Balthasar.

 

O Papa saudou "com alegria" a eleição do patriarca - com quem se encontrou em 2005, 2006 e 2007. Bento XVI assegurou a "proximidade espiritual" e a vontade de "cooperar" pela "paz, justiça e defesa das pessoas marginalizadas". Do patriarca Bartolomeu, de Constantinopla, chegaram votos de trabalho conjunto "em harmonia" - que tem faltado entre os dois patriarcados. Constantinopla (Istambul) tem a primazia de honra tradicional, que Moscovo aceita cada vez menos, tendo em conta o peso da Igreja Russa no seio da ortodoxia.

 

(Fonte: Público online com edição de JPR)

publicado por spedeus às 13:38

Deus e Senhor meu,
em Quem eu creio,
espero e a Quem amo
sobre todas as coisas,
tende piedade de mim
e escutai meus rogos.

 

E vós, bondoso São José,
intercedei por mim
e obtende a graça que desejo alcançar.

 

Glorioso São José,
grande foi a vossa amargura e angústia
na perplexidade de abandonardes a Virgem ilibada.
Mas indescritível foi vossa alegria,
quando o Anjo vos revelou
o soberano mistério da Encarnação.

 

 

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

publicado por spedeus às 00:06

 

 

 

 

 

 

 

 

“... a grande música o gregoriano, ou Bach, ou Mozart é algo do passado, mas vive da vitalidade da liturgia e da nossa fé. Se a fé for viva, a cultura cristã não se tornará algo do "passado", mas permanecerá viva e presente”

 

 

(Bento XVI - Audiência Geral de 21 de Maio de 2008)

publicado por spedeus às 00:04

 
«Vós tendes por pai o diabo, [... ] nele não há verdade; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira»
 
(Jo 8, 44)
 

«A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar»
 
(De mendacio, 4, 5 - Santo Agostinho)
publicado por spedeus às 00:02

O Santo Padre recebeu na passada sexta-feia em audiência os participantes na reunião da comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a igreja católica e as igrejas orientais ortodoxas, um grupo de sete Igrejas locais que se separaram da Igreja em 451 não aceitando algumas formulações do Concilio de Calcedónia.


A unidade dos cristãos é ainda mais urgente hoje num mundo marcado por divisões e conflitos: salientou Bento XVI no seu discurso onde reafirmou a necessidade de serem lançadas sementes de esperança no Médio-Oriente.

O mundo precisa de um sinal visível da unidade disse o Papa que louvou o empenho das Igrejas orientais ortodoxas a favor do diálogo com a Igreja católica. Um dialogo necessário para superar as divisões do passado e para reforçar a unidade testemunhada pelos cristãos perante os enormes desafios que hoje, os crentes devem enfrentar.

E reafirmou que é um dever dos fiéis trabalhar para a manifestação da dimensão de comunhão da Igreja.

“Basta pensar no Médio Oriente do qual muitos de vós provêm, para ver que temos necessidade urgente de sementes autênticas de esperança num mundo ferido pela tragédia das divisões, dos conflitos e do sofrimento humano imenso.

A semana de oração pela unidade dos cristãos – prosseguiu depois Bento XVI – concluiu-se nos dias passados com uma cerimónia na Basílica dedicada ao grande Apostolo Paulo. Precisamente Paulo foi o primeiro defensor e teólogo da unidade da Igreja. Os seus esforços, o seu empenho, eram inspirados por uma duradoira aspiração a manter uma visível e real comunhão entre os discípulos do Senhor.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 00:01

publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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