«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

04
Mai 09

Passeavam há uns minutos sem dizerem nada. As relações entre ambos estavam um pouco tensas. Ela não compreendia como é que alguém que tinha levado nas suas entranhas, que era carne da sua carne e sangue do seu sangue, vinha agora falar-lhe assim. Era uma rebeldia própria da juventude e o entusiasmo acabaria por passar-lhe. Talvez aquelas ideias fossem somente um exacerbado sentimento religioso próprio da idade. Nada para preocupar-se em demasia. A juventude é assim. É um tempo em que se sonha com elevados ideais. Depois, a realidade encarrega-se de “esfriar” os ânimos e, os que foram jovens, acabam por viver como todos os outros viveram. Nem melhor, nem pior.
 
«Olha para onde pisas» aconselhou-o. «Ainda vais tropeçar nalguma pedra». «Sabe, mãe, assim é a vida sem sentido. Olhar somente para onde pisamos». Ela não esperava uma resposta destas. Voltou a fazer-se silêncio. Ficar calada seria admitir a “derrota”. «E para onde vais olhar então? Para as estrelas?» perguntou com um certo acento irónico de quem deseja finalizar uma conversa que não lhe parecia ter nenhuma saída. «Exactamente. Para as estrelas. Tenho a sensação de que alguém as pôs lá em cima por algum motivo. Talvez seja para que, quando está escuro, não nos esqueçamos de olhar para o Céu».
 
Será que um cristão deve olhar para o Céu? Não manifesta essa atitude um certo egoísmo da sua parte? Não manifesta essa atitude uma certa indiferença em relação à vida nesta Terra? Em relação aos problemas reais que a todos nos angustiam?
 
Há uns anos atrás, dizia o então Cardeal Ratzinger que falar do Céu hoje em dia parece exprimir uma certa “fuga da realidade”. Temos receio de o fazer. Temos medo de parecer covardes em relação aos problemas do dia a dia. Um autor pagão chegou mesmo a afirmar, com um certo desprezo pelo Cristianismo, que devemos olhar sobretudo para a Terra e deixar o Céu para os pardais.
 
O problema é que sem o Céu a vida nesta Terra perde o seu sentido. Se o Céu está escuro e encoberto por densas nuvens, a vida fica cinzenta e melancólica. As alegrias tornam-se algo passageiro assim como a própria vida. O máximo que nos podem desejar no dia de anos é que vivamos alguns mais. Que desejo tão raquítico e deprimente para alguém que anseia viver para sempre!
 
Um cristão, ao olhar para o Céu, tem já nesta Terra a alegria da vida eterna. Uma alegria que, como disse Jesus Cristo, nada nem ninguém lhe poderá tirar. Não é uma alegria que vem “depois”. É uma alegria que está dentro. É uma esperança segura de quem sabe que o seu caminhar tem um sentido porque tem uma meta. Olhar para a eternidade leva a dar muito mais importância aos problemas do dia a dia. Leva a sentir a responsabilidade de ajudar os outros de verdade, não só na aparência. Olhar para o Céu recorda-nos que, do modo como vivermos aqui, depende o modo como viveremos depois.
 
 
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, Doutor da Igreja
 
«Se alguém entrar por Mim estará salvo.»
 
«Eu sou o bom pastor». É evidente que o título de pastor convém a Cristo. Porque, assim como um pastor leva o seu rebanho a pastar, assim também Cristo restaura os fiéis através do alimento espiritual, que é o Seu corpo e o Seu sangue. [...] Por outro lado, Cristo afirmou que o pastor entra pela porta e que Ele próprio é essa porta; temos de compreender, pois, que é Ele que entra, e que entra por Si mesmo. E é bem verdade: é por Si mesmo que Ele entra; manifesta-Se a Si mesmo e mostra que conhece o Pai por Si mesmo, enquanto que nós entramos por Ele e é Ele que nos dá a felicidade perfeita.
 
Mais ninguém é a porta, porque mais ninguém é «a luz verdadeira que a todo o homem ilumina» (Jo 1, 9). [...] É por isso que nenhum homem afirma ser a porta; Cristo reservou para Si este nome, como pertencendo-Lhe com propriedade. O título de pastor, porém, comunicou-o a outros, deu-o a alguns dos Seus membros. Com efeito, também Pedro o foi (Jo 21, 15) e os outros apóstolos, e todos os bispos. «Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração», diz a Escritura (Jer 3, 15). [...] Nenhum pastor é bom se não estiver unido a Cristo pela caridade, tornando-se assim membro do verdadeiro pastor.
 
Porque o serviço do Bom Pastor é a caridade. É por isso que Jesus afirma que dá a vida pelas Suas ovelhas (Jo 10, 11). [...] Cristo deu-nos o exemplo: «Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3, 16).
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

São João 10, 1-10
 
Naquele tempo, disse Jesus:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta,
mas entra por outro lado,
é ladrão e salteador.
Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
O porteiro abre-lhe a porta
e as ovelhas conhecem a sua voz.
Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora.
Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem,
caminha à sua frente
e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz.
Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele,
porque não conhecem a voz dos estranhos».
Jesus apresentou-lhes esta comparação,
mas eles não compreenderam o que queria dizer.
Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo:
Eu sou a porta das ovelhas.
Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores,
mas as ovelhas não os escutaram.
Eu sou a porta.
Quem entrar por Mim será salvo:
é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem.
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir.
Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida
e a tenham em abundância».
publicado por spedeus às 00:00

03
Mai 09

Vídeo nas línguas originais em que o Santo Padre se expressou

Dirigindo-se aos milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro para a recitação da antífona mariana do tempo pascal Regina Coeli Bento XVI convidou-os a rezar pela viagem á Terra Santa, que se Deus quiser vai efectuar a partir da próxima sexta feira dia 8 e até sexta-feira dia 15.
 
“Nas pegadas dos meus venerados predecessores Paulo VI e João Paulo II serei peregrino aos principais lugares santos da nossa fé. Com a minha visita proponho-me confirmar e encorajar os cristãos da Terra Santa, que devem enfrentar quotidianamente não poucas dificuldades. Como sucessor do apostolo Pedro, farei ouvir a proximidade e o apoio do inteiro corpo da Igreja. Além disso serei peregrino de paz, em nome do único Deus que é Pai de todos. Irei testemunhar o empenho da Igreja Católica em favor de todos aqueles que se esforçam no sentido de praticar o diálogo e a reconciliação, para chegar a uma paz estável e duradoira na justiça e no respeito recíproco. Finalmente, esta viagem não poderá deixar de ter uma notável importância ecuménica e inter-religiosa. Jerusalém é deste ponto de vista, a cidade símbolo por excelência: lá, Cristo morreu para trazer á unidade todos os filhos de Deus que andavam dispersos.
 
Precedentemente o Papa referira-se ao dia mundial de orações pelas vocações que se celebra neste Domingo. Pessoalmente e em comunidade – disse o Papa – devemos rezar muito pelas vocações, para que a grandeza e a beleza do amor de Deus atraia tantos a seguir Cristo no sacerdócio e na vida consagrada. Também é necessário rezar para que hajam outros tantos esposos santos, capazes de indicar aos filhos, sobretudo com o exemplo, os horizontes elevados aos quais tender com a sua liberdade. Os santos e as santas que a Igreja propõe é veneração de todos os fiéis, estão a testemunhar o fruto maduro deste entrelaçamento entre a chamada divina e a resposta humana.
 
Na sua saudação em língua espanhola Bento XVI quis recordar as vitimas da chamada gripe suína que atingiu o México e outros países.
 
Desejo manifestar a minha proximidade e assegurar a minha oração ás vitimas da gripe que está a atingir o México e outros países.
 
Queridos irmãos mexicanos, permanecei firmes na fé no Senhor. Ele vos ajudará a superar esta dificuldade. Convido-vos a rezar em família nestes momentos de provação: que Nossa Senhora de Guadalupe vos assista e proteja sempre”
  
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 15:18

Vídeo em espanhol

Bento XVI presidiu este Domingo, 3 de Maio, à Missa na Basílica de São Pedro, na qual conferiu a ordenação sacerdotal a 19 diáconos da Diocese de Roma. Entre os novos padres, 13 são italianos; os restantes seis provêm da Nigéria, Haiti, Croácia, Republica Checa, Chile e Coreia do Sul.

A cerimónia aconteceu no 46.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Com o Papa concelebraram o vigário geral para a Diocese de Roma, Cardeal Agostinho Vallini, os Bispos auxiliares, os superiores dos seminários com candidatos e os párocos dos que serão ordenados.

O mundo muitas vezes não quer compreender os cristãos, nem estar a ouvir os padres, porque isto colocá-los-ia em estado de crise. E a mentalidade mundana ás vezes insidia também a Igreja contagiando os seus membros e os próprios padres. Esta a reflexão de Bento XVI durante a homilia da Missa.

Jesus – recordou o Papa – experimentou sobre si a recusa de Deus da parte do mundo, a incompreensão, a indiferença, o deturpação do rosto de Deus. O mundo, na acepção desta palavra no Evangelista João, não compreende o cristão, não compreende os ministros do Evangelho; um pouco porque de facto não conhece Deus e um pouco porque não o quer conhecer. O mundo – acrescentou - não quer conhecer Deus e escutar os seus ministros porque isto o colocaria em estado de crise.

E a este ponto da sua homilia Bento XVI convidou a prestar atenção a uma realidade de facto: insidia também a Igreja, contagiando os seus membros e os próprios ministros ordenados. O mundo – explicou – é uma mentalidade, uma maneira de pensar e de viver que pode corromper também a Igreja, e de facto a corrompe, portanto exige uma constante vigilância e purificação.

Prosseguindo a sua homilia o Santo Padre dirigiu depois um forte apelo aos presbíteros a serem homens de oração.

“O nosso ministério está totalmente ligado a este permanecer em Deus que equivale a rezar, e dele deriva a sua eficácia. Nesta perspectiva devemos pensar nas várias formas de oração de um padre, antes de mais a Santa Missa quotidiana. A celebração eucarística é o maior e mais elevado acto de oração, e constitui o centro e a fonte da qual também as outras formas recebem a “seiva”: a liturgia das horas, a adoração eucarística, a lectio divina, o terço do Rosário, a meditação. O sacerdote que reza bem – comentou Bento XVI – é progressivamente expropriado de si mesmo e cada vez mais unido a Jesus Bom Pastor e Servo dos irmãos”.

O Papa concluiu a sua homilia com um convite: “ sede sempre homens de oração e de serviço, para vos tornardes no exercício fiel do vosso ministério, sacerdotes santos segundo o coração de Deus”.


(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 15:06

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331460855788110066" />
Numa entrevista publicada hoje, referindo-se ao Santuário de Torreciudad, em Huesca (Espanha), diz: “Espero frutos espirituais: graças, que o Senhor quer dar a quem for venerar a sua Mãe Bendita no seu santuário. Estes são os milagres que desejo: a conversão e a paz para muitas almas”.  
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1654 )
publicado por spedeus às 06:05

publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329848567174134722" />

Atenta à actual conjuntura nacional e mundial, a Conferência Episcopal Portuguesa decidiu promover um simpósio de interpelação da sociedade portuguesa, convocando todos os cidadãos para uma reflexão alargada e profunda sobre o futuro da solidariedade e o modelo de desenvolvimento das sociedades hodiernas.
 
Enquadrado nas celebrações do cinquentenário do Santuário de Cristo-Rei (de Almada), e sob o título “Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)”, o simpósio terá lugar no dia 15 de Maio, no Centro de Congressos de Lisboa.
 
Mais do que encontrar formas de ultrapassar a actual crise, pretende-se debater premissas, ideias e iniciativas que possam contribuir para um modelo de desenvolvimento mais humano e solidário. Pretende-se não só inspirar e mobilizar para a acção a sociedade portuguesa, como reconhecer as centenas de gestos e iniciativas que, quotidianamente, são expressão de solidariedade, dentro e fora da Igreja.
 
Num contexto de incerteza e de profundas transformações económicas, sociais e políticas a nossa consciência não pode deixar de estar alerta. O desafio, para o qual se convocam todos os cidadãos, é o de se encontrarem novos modos e expressões para a solidariedade, ou seja, para que cada um de nós, individual e colectivamente, seja capaz de reinventar a solidariedade. Solidariedade entendida como expressão de Amor pelo próximo, mas também por todas as formas de vida e pelas futuras gerações.
 
A presente crise mundial, sendo financeira, económica e social, é também política, civilizacional, ambiental, moral e espiritual. É, portanto, fundamental que todas essas dimensões se conjuguem na análise e na busca de soluções.
 
Urge encontrar outro tipo de economia, compatível e solidário com a Vida. Uma economia solidária não no sentido estritamente social, mas no sentido sistémico, ou seja, solidária com as pessoas, com a natureza, com a cultura e o conhecimento. E, quando a interdependência é reconhecida, a resposta correlativa, como atitude moral e social e como “virtude”, é a solidariedade.
 
Solidariedade não entendida como um vago sentimento de compaixão ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas. Pelo contrário, como determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um.
 
Nas últimas décadas, temos vivido uma ilusão civilizacional desequilibrada e insustentável. Pois, que a actual crise seja uma oportunidade para a revolução da solidariedade, para um novo modelo de desenvolvimento.
 
Seja o que for o futuro, ele terá de ser capaz de vencer o desafio de reinventar a solidariedade. Terão de emergir sentidos inovadores de responsabilidade colectiva – que, desde logo, comecem em cada um de nós e na pequena escala.
 
Parte da solução para o que vivemos passa pelo reacender de um certo sentido de comunitarismo, por mobilizar todos para formas de participação nos lugares. Nunca haverá uma cidadania nacional, europeia ou mundial enquanto cada um de nós não se envolver no seu prédio, na sua rua, no seu bairro, na sua paróquia, na sua escola. É essa nossa desvinculação que explica, em parte, o défice de cidadania que vivemos.
 
Mas, acima de tudo, urge reinventar a solidariedade pois é na relação com o Outro que o Homem se cumpre e se realiza. Pois dela resulta a paz – e um sentido mais pleno da História e da Humanidade!
 
Mais informações sobre o simpósio em www.reinventarasolidariedade.org
 
Nacional | João Meneses| 28/04/2009 | 09:38 | 3525 Caracteres | 143 | Solidariedade
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 00:02

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329793259039131874" />
EDHEC promove há 40 anos uma iniciativa muito interessante: organizar, com todos os jovens que o desejam, uma regata partindo de um porto francês. Este ano, as capelanias das grandes escolas e universidades católicas pensaram em participar com três barcos, não para fazer proselitismo, mas para participar realmente todos juntos, e mostrar uma presença da Igreja lá onde os jovens de ambos os sexos estudam, divertem-se e se relaxam. 
 
O mar é um elemento essencial. No Evangelho, existem muitos trechos consagrados ao mar: a maior parte dos apóstolos é formada por pescadores; Cristo utiliza um barco para afastar-se da margem e falar à multidão, anunciando-lhe a Boa Nova; é ele quem convida a “Tomar o largo!”. Trata-se de um simbolismo completamente cristão. Além disso, muitas vezes quando se faz referência ao conjunto dos cristãos, fala-se do barco da Igreja. Um barco que, algumas vezes, enfrenta dificuldades, confronta-se com tempestades, mas que aguenta firme. E isso é muito importante. Finalmente podemos dar relevo a este simbolismo bíblico.
 
Vim para participar da largada da regata de EDHEC. Muitos me pediram para abençoar os equipamentos. Aparentemente há 160 embarcações. É magnífico!
 
Bom, sou o Bispo de La Rochelle et Saintes... “ah, bom dia, eu sou o bispo!”...uma bênção é, antes de mais nada, um modo para dar graças a Deus. É uma tradição marítima. Penso que seja necessário protecção. O mar é sempre um ambiente perigoso e os pescadores podem sempre ser surpreendidos por uma tempestade; todos aqueles que o atravessaram, que navegaram os oceanos por séculos tiveram que enfrentar dificuldades. E isso servia para colocar-se sob a protecção de Deus. Mas sabe-se que Deus não deve ser confundido com a meteorologia.
 
Vocês estarão entre os primeiros...Senhor, acolhe as nossas orações: nós vos imploramos a Tua bondade sobre estas embarcações e suas tripulações. Possa o seu cruzeiro decorrer na alegria e no companheirismo e possam elas chegar a um bom porto. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém! . Em nome do Pai e do Filho...
 
 Fizemos de tudo por aqueles que queriam uma bênção. Et voilà! Estou muito feliz porque percebi que as pessoas estavam muito satisfeitas de serem abençoadas...
 
Então, Boa regata!
 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo... Amém...

Faço-vos os melhores votos para esta regata!
 
publicado por spedeus às 00:01

publicado por spedeus às 00:00

02
Mai 09

Aproxima-se o dia da partida de Bento XVI para a Terra Santa. Será a viagem mais esperada e talvez a de maior empenho do seu pontificado – afirma em editorial o Padre Federico Lombardi, director geral da Rádio Vaticano e director da Sala de Imprensa da Santa Sé.Antes de mais – escreve Padre Lombardi - uma viagem de fé que, mais do que qualquer outra, é uma autentica peregrinação: aos lugares santos da história da salvação e, sobretudo, da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Filho de Deus.

 

Desejo espiritual de todos os cristãos, esta peregrinação tornou-se uma prioridade espontânea para os pontífices, desde que as suas viagens internacionais se tornaram uma possibilidade concreta. Não foi por acaso, que a peregrinação de Paulo VI à Terra Santa foi a primeira destas viagens. Momento realmente histórico e de graça para a Igreja Católica que celebrava o Concílio, para o caminho ecuménico, com o encontro com o Patriarca Atenágoras, para a invocação da paz entre os povos daquela região e do mundo.

 

João Paulo II teve de esperar muito, antes de poder realizar o seu desejo de efectuar essa peregrinação, mas teve a alegria de a fazer serenamente, no coração do Grande Jubileu do ano 2000, ponto alto do seu pontificado, com momentos de oração de intensidade sublime e com gestos memoráveis de amizade e de proximidade ao povo judeu e palestiniano e aos seus sofrimentos passados e actuais.

 

Agora chegou a vez do Papa Bento XVI. Estamos conscientes do quanto é incerta a situação política naquela região do mundo, e quanto são frágeis as perspectivas de pacificação. Mas o Papa põe – se a caminho igualmente, com uma coragem admirável, fundada na fé, para falar de reconciliação e de paz.

 

Nós todos, devemos acompanhá-lo não apenas com as nossas orações diárias, mas também com aquela mobilização espiritual que João Paulo II chamava "a grande oração". Para que a Igreja se renove nas suas fontes, para que a união entre os cristãos possa tornar – se realidade e para que o ódio, finalmente, ceda o lugar à reconciliação.
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 18:35

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331280563845400242" />
Na audiência geral de quarta-feira, 29 de Abril, na Praça de São Pedro, o Santo Padre falou sobre o Patriarca Germano de Constantinopla, afirmando que na Igreja se torna presente a beleza de Deus apesar dos pecados dos homens.


Queridos irmãos e irmãs!

O Patriarca Germano de Constantinopla, do qual gostaria de falar hoje, não pertence às figuras mais representativas do mundo cristão oriental de língua grega mas o seu nome aparece com uma certa solenidade na lista dos grandes defensores das imagens sagradas, redigida no Segundo Concílio de Niceia (787). A Igreja grega celebra a sua festa na liturgia de 12 de Maio. Ele desempenhou um papel significativo na complexa história da luta pelas imagens, durante a chamada crise iconoclasta: soube resistir validamente às pressões de um Imperador iconoclasta, ou seja, adversário dos ícones, como foi Leão III.

Durante o patriarcado de Germano (715-730) a capital do império bizantino, Constantinopla, sofreu um perigosíssimo assédio por parte dos Sarracenos. Naquela ocasião (717-718) foi organizada uma solene procissão na cidade com a exposição da imagem da Mãe de Deus, a Theotokos, e da relíquia da Santa Cruz, para invocar do Alto a defesa da cidade. De facto, Constantinopla foi libertada do assédio. Os adversários decidiram desistir para sempre da ideia de estabelecer a sua capital na cidade-símbolo do Império cristão e o reconhecimento pela ajuda divina foi extremamente grande no povo.

O Patriarca Germano, depois daquele acontecimento, convenceu-se de que a intervenção de Deus devia ser considerada uma aprovação evidente da piedade demonstrada pelo povo em relação aos santos ícones. De parecer completamente diverso foi ao contrário o Imperador Leão III, que precisamente a partir daquele ano (717) se insediou como Imperador indiscutível na capital, sobre a qual reinou até 741. Após a libertação de Constantinopla e depois de uma série de outras vitórias, o Imperador cristão começou a manifestar cada vez mais abertamente a convicção de que a consolidação do Império tivesse que começar precisamente por uma reorganização das manifestações da fé, com particular referência ao risco de idolatria ao qual, a seu parecer, o povo estava exposto por causa do excessivo culto dos ícones.

Foram em vão as chamadas do Patriarca Germano à tradição da Igreja e à efectiva eficiência de algumas imagens, que eram unanimemente reconhecidas como "milagrosas". O Imperador tornou-se cada vez mais irremovível na aplicação do seu projecto restaurador, que previa a eliminação dos ícones. E quando a 17 de Janeiro de 730 ele se declarou abertamente numa reunião pública contra o culto das imagens, Germano não quis de modo algum submeter-se à vontade do Imperador sobre questões por ele consideradas determinantes para a fé ortodoxa, à qual segundo ele pertencia precisamente o culto, o amor pelas imagens. Como consequência, Germano viu-se obrigado a demitir-se do cargo de Patriarca, autocondenando-se ao exílio num mosteiro onde morreu esquecido por quase todos. O seu nome ressurgiu por ocasião precisamente do Segundo Concílio de Niceia (787), quando os Padres ortodoxos decidiram em favor dos ícones, reconhecendo os méritos de Germano.

O Patriarca Germano cuidava muito das celebrações litúrgicas e, durante um certo tempo, foi considerado também o instaurador da festa do Akatistos. Como se sabe, o Akatistos é um antigo e famoso hino que surgiu em âmbito bizantino e é dedicado à Theotokos, a Mãe de Deus. Mesmo se do ponto de vista teológico não se pode qualificar Germano como um grande pensador, algumas das suas obras tiveram uma certa ressonância sobretudo devido a algumas suas intuições sobre a mariologia. Dele foram conservadas, de facto, diversas homilias com tema mariano e algumas delas marcaram profundamente a piedade de inteiras gerações de fiéis quer no Oriente quer no Ocidente. As suas maravilhosas Homilias sobre a Apresentação de Maria no Templo são ainda hoje testemunhos vivos da tradição não escrita das Igrejas cristãs. Gerações de monjas, de monges e de membros de numerosíssimos Institutos de Vida Consagrada, continuam também hoje a encontrar naqueles textos tesouros preciosíssimos de espiritualidade.

Ainda hoje causam admiração alguns textos mariológicos de Germano que fazem parte das homilias pronunciadas In SS. Deiparae dormitionem, festividade correspondente à nossa festa da Assunção. Destes textos o Papa Pio XII extraiu um que encastoou como uma pérola na Constituição apostólica Munificentissimus Deus (1950), com a qual declarou dogma de fé a Assunção de Maria. O Papa Pio XII citou este texto na mencionada Constituição, apresentando-o como um dos argumentos a favor da fé permanente da Igreja sobre a Assunção corporal de Maria ao céu. Germano escreve:
"Poderia acontecer, santíssima Mãe de Deus, que o céu e a terra se sentissem honrados pela tua presença, e tu, com a tua partida, deixasses os homens privados da tua protecção? Não. É impossível pensar estas coisas. De facto, assim como quando estavas no mundo não te sentias alheia às realidades do céu, assim também depois de teres emigrado deste mundo não te alheastes minimamente da possibilidade de comunicar em espírito com os homens... Não abandonastes absolutamente aqueles aos quais garantistes a salvação... de facto, o teu espírito vive eternamente e a tua carne não sofreu a corrupção do sepulcro. Tu, ó Mãe, estás próxima de todos e a todos proteges, não obstante os nossos olhos estejam impedidos de te ver, contudo sabemos, ó Santíssima, que tu habitas entre todos nós e te tornas presente nos modos mais diversos... Tu (Maria) revelas-te toda, como está escrito, na tua beleza. O teu corpo virginal é totalmente santo, todo casto, todo casa de Deus de modo que, também por isso, é absolutamente refractário a qualquer redução em pó. Ele é imutável, do momento em que o que nele era humano foi assumido na incorruptibilidade, permanecendo vivo e absolutamente glorioso, incólume e partícipe da vida perfeita. De facto, era impossível que fosse fechada no sepulcro dos mortos aquela que se tinha tornado vaso de Deus e templo vivo da santíssima divindade do Unigénito. Por outro lado, nós cremos com certeza que tu continuas a caminhar connosco" (pg 98, col. 344b-346b, passim).

Foi dito que para os Bizantinos o decoro da forma retórica na pregação, e ainda mais nos hinos ou composições poéticas que eles chamam tropários, é tão importante na celebração litúrgica como a beleza do edifício sagrado no qual ela se realiza. O Patriarca Germano foi reconhecido, naquela tradição, como um dos que contribuíram muito para manter viva esta convicção, ou seja, que a beleza da palavra, da linguagem, do edifício e da música devem coincidir.

Cito, para concluir, as palavras inspiradas com as quais Germano qualifica a Igreja no início desta sua pequena obra-prima: "A Igreja é templo de Deus, espaço sagrado, casa de oração, convocação de povo, corpo de Cristo... É o céu na terra, onde Deus transcendente habita como em sua casa e nela passeia, mas é também marca realizada (antitypos) da crucifixão, do túmulo e da ressurreição... A Igreja é a casa de Deus na qual se celebra o sacrifício místico vivificante, e ao mesmo tempo parte mais íntima do santuário e gruta santa. De facto, encontram-se no seu interior o sepulcro e a mesa, alimentos para a alma e garantia de vida. Por fim, encontram-se nela aquelas verdadeiras pérolas preciosas que são os dogmas divinos do ensinamento oferecido directamente pelo Senhor aos seus discípulos" (pg 98, col. 384b-385a).

No final permanece a pergunta: o que tem para nos dizer hoje este Santo, cronologica e também culturalmente muito distante de nós. Penso substancialmente em três coisas. A primeira: há uma certa visibilidade de Deus no mundo, na Igreja, que devemos aprender a compreender. Deus criou o homem à sua imagem, mas esta imagem foi coberta por tanta sujidade do pecado, em consequência da qual Deus já não transparecia. Assim, o Filho de Deus fez-se verdadeiro homem, imagem perfeita de Deus: desta maneira, em Cristo podemos contemplar também o rosto de Deus e aprender a sermos nós próprios verdadeiros homens, verdadeiras imagens de Deus. Cristo convida-nos a imitá-l'O, a tornarmo-nos semelhantes a Ele, de modo que transpareça de novo em cada homem o rosto de Deus, a imagem de Deus. Na verdade, Deus tinha proibido no Decálogo que se fizessem imagens de Deus, mas isto era por causa das tentações de idolatria às quais o crente podia estar exposto num contexto de paganismo. Mas quando Deus se fez visível em Cristo mediante a encarnação, tornou-se legítimo reproduzir o rosto de Cristo. As santas imagens ensinam-nos a ver Deus na representação do rosto de Cristo. Depois da encarnação do Filho de Deus, tornou-se portanto possível ver Deus nas imagens de Cristo e também no rosto dos Santos, no rosto de todos os homens nos quais resplandece a santidade de Deus.

O segundo aspecto é a beleza e a dignidade da liturgia. Celebrar a liturgia conscientes da presença de Deus, com aquela dignidade e beleza que faça ver um pouco do seu esplendor, é o compromisso de cada cristão formado na sua fé. O terceiro aspecto é amar a Igreja. Precisamente a propósito da Igreja, nós homens propendemos para ver sobretudo os pecados, o negativo; mas com a ajuda da fé, que nos torna capazes de ver de modo autêntico, podemos também, hoje e sempre, redescobrir nela a beleza divina. É na Igreja que Deus se torna presente, se oferece a nós na Santa Eucaristia e permanece presente para a adoração. Na Igreja Deus fala connosco, na Igreja "Deus passeia connosco", como dizia São Germano. Na Igreja recebemos o perdão de Deus e aprendemos a perdoar.

Peçamos a Deus para que nos ensine a ver na Igreja a sua presença, a sua beleza, a ver a sua presença no mundo, e nos ajude a ser, também nós, transparentes à sua luz.

No final da audiência o Santo Padre saudou os peregrinos presentes, dizendo aos de expressão portuguesa:

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma saudação afectuosa para todos, especialmente para os grupos do Brasil e de Portugal! Que a vossa amorosa adesão a Cristo e à Sua Igreja se robusteça ao professardes a fé nestes lugares santificados pelo testemunho dos Apóstolos Pedro e Paulo, que serviram Cristo e amaram a Igreja até ao martírio. A todos sirva de estímulo e conforto a Bênção que vos dou a vós, aos vossos familiares e comunidades eclesiais.
publicado por spedeus às 18:29


Que os leigos e as comunidades cristãs se tornem promotores responsáveis das vocações sacerdotais e religiosas. 
 
1.       A existência humana: dom e chamamento
 
A existência humana é, à luz da revelação bíblica, “dada” e “chamada” por Deus. “Dada” porque é dom absolutamente livre de Deus, o qual cria, por amor, aquilo que não existia e, por um amor de todo particular, cria o ser humano “à sua imagem e semelhança”; “chamada” porque ser “à imagem e semelhança de Deus” ultrapassa a simples condição de criatura, é chamamento (vocação) a uma relação íntima com o Criador, para viver segundo o seu amor, na alegria da sua presença. A narrativa bíblica da criação do ser humano é elucidativa a este respeito – elucidativa também relativamente ao modo como o ser humano, desde o início, põe em causa este chamamento/vocação, procurando assenhorear-se da própria existência, rejeitando a condição de criatura “dada” por Deus e, assim, negando a sua vocação: ser imagem e semelhança do mesmo Deus (cf. Génesis 1, 26 – 2, 2; 2, 7-20). 
 
2.      Ser cristão: graça e vocação
 
Aquilo que se verifica no acto criador de Deus, desde as origens, aprofunda-se de modo particular, para os cristãos, no baptismo. Este é pura graça de Deus, por meio da qual o discípulo de Jesus “nasce de novo” (João 3, 5 ss) para a plenitude da “imagem e semelhança de Deus” – agora vivida como adesão a Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito um de nós, e plena identificação com Ele. Repetem-se o “dom” e o “chamamento”, não para trazer à existência mas para instaurar essa existência numa plenitude de sentido absolutamente para além de qualquer possibilidade humana e numa relação com Deus que passa da antiga “imagem e semelhança” à dignidade de Filhos – o “sereis como Deus” (cf. Génesis 3, 4-5), prometido pela antiga serpente como conquista humana e agora recebido como plenitude de graça, por meio do Espírito Santo.
  
3.      “Ter vocação” ou “ser chamado”?
 
A vocação não se “tem” como algo próprio, conquistado ou devido por direito – nem a vocação à existência, nem à redenção, nem a desempenhar qualquer tarefa que seja, na Igreja. Não existe essa vocação que se teria como coisa disponível. Há um chamamento – a vocação é exterior à pessoa, apanha-a desprevenida, desinstala-a e muda-lhe o curso da existência. Assim aconteceu com Abraão, Moisés, os profetas, os apóstolos, Paulo... Assim acontece – deveria acontecer – com cada cristão. Em tempos de cristandade, porém, as coisas mudaram e, embora sem negar a iniciativa de Deus, o “chamamento” acabou convertendo-se em algo próprio de poucos, que “tinham” vocação. Desaparecido o ambiente de cristandade, com grande parte dos nossos contemporâneos oscilando entre a indiferença religiosa, o agnosticismo e o ateísmo, importa recuperar a percepção original da vocação como chamamento a seguir Cristo e a tornar-se membro da comunidade nova dos seus discípulos. O resto – carismas, ministérios, entre eles, o de presbítero – virá por acréscimo. Não quer isto dizer que as vocações de serviço, na Igreja, não sejam importantes e que, concretamente, a Igreja possa seguir adiante sem o sacerdócio ministerial. Quer dizer, apenas, que é necessário olhar para a vocação a estes ministérios integrada na vocação primeira: o chamamento a ser discípulo de Cristo e membro da Igreja.
  
4.      Comunidades cristãs e vocações sacerdotais e religiosas
 
Leigos e comunidades cristãs promotores responsáveis de vocações sacerdotais e religiosas são, em primeiro lugar, leigos e comunidades cristãs conscientes da graça que lhes foi concedida e atentos ao chamamento/vocação que lhes foi feito: ser discípulos do Senhor Jesus. Em comunidades assim – orantes, assíduas aos sacramentos, atentas ao ensino da Igreja, fortes na fé, alegres na esperança, solícitas na caridade para com todos – o Espírito não deixará de chamar aqueles que escolheu para os diversos ministérios, e nem as comunidades ficarão sem presbíteros nem a vida de consagração religiosa sem cristãos e cristãs que a ela se entreguem. Talvez não segundo os modelos do passado. Talvez em formas novas, de gente que, não “tendo” vocação, está à escuta do que o Espírito diz à Igreja e disponível para acolher o chamamento que o mesmo Espírito, através da Igreja, lhe possa fazer – sabendo que por aí passa, de modo definitivo, a sua realização pessoal, a plenitude da sua “imagem e semelhança com Deus” e da sua filiação divina, em Jesus Cristo. Cristãos assim experimentarão o fogo do Espírito, chamando-os a aprofundar o seu estilo de vida cristã, mudando-lhes a direcção, mostrando-lhes como têm andado alheios à graça ou resistido ao seu chamamento. Com temor e tremor, serão capazes de se comprometerem definitivamente ao serviço da comunidade cristã e, nesta e com esta, ao serviço da humanidade inteira, mesmo não sabendo, na altura, tudo quanto tal compromisso implica ou quanto terão ainda de mudar, libertos de si e entregues ao poder santificador do Espírito – ao estilo de Abraão, partindo para uma terra desconhecida, agarrado a uma promessa e confiado na Palavra d’Aquele que o chamava.
 
 
Elias Couto
 
Internacional | Elias Couto| 30/04/2009 | 10:47 | 5145 Caracteres | 239 | Bento XVI
 
  
(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 18:09

A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio será presidida pelo Cardeal D. Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga s.d.b., Arcebispo de Tegucigalpa/Honduras e presidente da Cáritas Internacional.
 
D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, sublinha à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima que a vinda de D. Óscar Rodríguez Maradiaga "se deve ao facto de ele vir a Portugal a um congresso promovido pela Cáritas. Sabendo disso, aproveitei a oportunidade para convidá-lo a presidir à peregrinação, podendo assim oferecer-nos uma visão universal das consequências da actual crise socio-económica, na sua qualidade de Presidente da Cáritas Internacional". 
  
 
(Fonte: Boletim informativo do Santuário de Fátima, 67/2009, de 02 de Maio de 2009)
publicado por spedeus às 18:05

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja

«O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas»

«Eu sou o bom pastor». Cristo pode dizer com propriedade «Eu sou». Para Ele nada pertence ao passado nem ao futuro: tudo Nele é presente. É o que Ele diz de Si mesmo no Apocalipse: «Eu sou o Alfa e o Ómega, Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1, 8). E no Êxodo: «Eu sou Aquele que sou. Assim dirás aos filhos de Israel: «'Eu sou' enviou-me a vós»» (Ex 3, 14).

«Eu sou o bom pastor». A palavra «pastor» vem do termo «pastar». Cristo serve-nos o repasto da Sua carne e do Seu sangue, em cada dia, no sacramento do altar. Jessé, pai de David, disse a Samuel: «Resta ainda o [filho] mais novo, que anda a apascentar as ovelhas» (1Sam 16, 11). Também o nosso David, pequeno e humilde como um bom pastor, apascenta as suas ovelhas. [...]
Lemos ainda em Isaías: «É como um pastor que apascenta o rebanho [...], leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias» (Is 40, 11). [...] Com efeito, ao conduzir o seu rebanho à pastagem, ou ao regressar de lá, o bom pastor reúne todos os cordeirinhos que ainda não conseguem andar; toma-os nos braços e leva-os junto ao peito; leva também as ovelhas que vão dar à luz e as que acabaram de ter os filhos. Assim faz Jesus Cristo: dia após dia alimenta-nos com os ensinamentos do Evangelho e os sacramentos da Igreja. Reúne-nos nos Seus braços, estendidos sobre a cruz, «para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11, 52). Aconchega-nos no seio da Sua misericórdia, como uma mãe aconchega o seu filho.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:01

São João 10, 11-18
 
Naquele tempo, disse Jesus:
«Eu sou o Bom Pastor.
O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.
O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas,
logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge,
enquanto o lobo as arrebata e dispersa.
O mercenário não se preocupa com as ovelhas.
Eu sou o Bom Pastor:
conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me,
do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai;
Eu dou a vida pelas minhas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil
e preciso de as reunir;
elas ouvirão a minha voz
e haverá um só rebanho e um só Pastor.
Por isso o Pai Me ama:
porque dou a minha vida, para poder retomá-la.
Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente.
Tenho o poder de a dar e de a retomar:
foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
publicado por spedeus às 12:00

Faz uma romaria à Virgem de Sonsoles. “Desde Ávila – conta recordando esse dia –vínhamos contemplando o Santuário, e – como é natural – ao chegar à falda do monte desapareceu da nossa vista (…). Comentámos: assim faz Deus connosco muitas vezes. Mostra-nos claramente o fim, e dá-no-lo a contemplar, para nos dar firmar no caminho da sua amabilíssima Vontade. E, quando já estamos perto d’Ele, deixa-nos nas trevas, parecendo abandonar-nos. (…) Fora com as dúvidas, as vacilações e as indecisões! Vi o caminho, empreendi-o e sigo-o”.


(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1653 )

publicado por spedeus às 08:47

publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

Ensaio de Ángel Rodriguez Luño – suddividido em V Partes

A autonomia das realidades temporais
 
No entanto, poderia ocorrer que a doutrina cristã sobre uma determinada matéria ético-social coincida com a que sustentam todos ou uma boa parte dos cidadãos que legitimamente militam num determinado partido político. Nestes casos, poderia originar-se – involuntariamente – uma situação delicada, porque poderia parecer que os cristãos ou inclusive a Igreja, ao proporem os seus ensinamentos, estão a apoiar uma determinada área política e não a apresentar unicamente a mensagem do Evangelho.
 
Esta confusão poderia motivar acusações de intromissão ou de falta de respeito para com o Estado; acusações que talvez sejam um simples pretexto político, ou inclusive mal intencionadas; mas o que se deve ter em conta quando se procura informar a cultura com o espírito do Evangelho, é esclarecer serenamente aquela aparência de verdade que podem conter estas condenações. Dois tipos de considerações são oportunas.
 
A primeira é que todos os cidadãos – também os que formam parte de um órgão legislativo ou de um partido político – têm o direito e o dever de apoiar as soluções que em consciência consideram úteis para o bem do próprio país, alegando – se for possível – as razões que justificam a sua convicção. Cada um é livre para consultar livros especializados que considera fiáveis, ou de falar com quem entender; se um cidadão se pode inspirar em determinada teoria política ou económica, também pode apoiar-se na Doutrina Social da Igreja. As soluções políticas são medidas pelo seu valor intrínseco e pelas razões que as justificam. Questionar as fontes utilizadas por cada cidadão para formar as suas convicções seria uma falta de respeito à autonomia da consciência dos outros. É fácil ver que a radicalização de tal atitude levaria a conclusões absurdas: por exemplo, afirmar que o Estado, para reforçar o seu estado laical, deveria favorecer o que a Igreja condena, como a escravidão.
 
A segunda consideração oportuna é a necessidade de se ter uma ideia clara acerca da distinção existente entre a missão do Estado e a da Igreja. A este propósito, Bento XVI deu indicações muito úteis. A distinção entre o que é de César e o que é de Deus, com a consequente autonomia das realidades temporais, pertence à estrutura essencial do cristianismo (8). É tarefa do Estado interrogar-se sobre o modo de realizar a justiça concretamente aqui e agora; neste campo, a Doutrina Social da Igreja apresenta-se como uma ajuda, que “não pretende outorgar à Igreja um poder sobre o Estado. Tampouco quer impor aos que não compartilham da fé as suas próprias perspectivas e modos de comportamento” (9).
 
Tal doutrina argumenta com base na razão e no direito natural e reconhece que a construção de um justo ordenamento da vida social é uma tarefa política, que “não pode ser uma obrigação imediata da Igreja. Mas, como ao mesmo tempo é uma tarefa humana primária, a Igreja tem o dever de oferecer, mediante a purificação da razão e da formação ética, a sua contribuição específica, para que as exigências da justiça sejam compreensíveis e politicamente realizáveis. A Igreja não pode, nem deve, empreender por conta própria a iniciativa política de fazer a sociedade o mais justa possível. Não pode, nem deve, substituir-se ao Estado. Mas também não pode, nem deve, ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela através da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça, que sempre exige também renúncias, não pode afirmar-se nem prosperar” (10).
 
A realização da justiça é um ponto em que a fé e a política se aproximam. Por isso requer-se uma atenção cuidadosa para que ninguém, com boa vontade, possa pensar que a fé cristã se identifica com uma das partes políticas existentes na sociedade. Certamente, a fé cristã tem algo a dizer às diversas culturas políticas dos homens e dos povos; mas a fé pressupõe a liberdade e oferece-se à liberdade, que por ela se deve amar com as palavras e com as obras.

8 - Cf Bento XVI, Litt. enc. Deus caritas est, 25-12-2005, n. 28.
9 - Ibid.
10 - Ibid.

(Fonte: site Opus Dei - Portugal)
publicado por spedeus às 00:02

Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, Doutora da Igreja
 
«Nós cremos»
 
 Quem quiser que peça o pão material! Nós pedimos ao Pai eterno que mereçamos receber o nosso pão celeste com disposições tais que, se não tivermos a alegria de O contemplar com os olhos do corpo, de tal forma Ele se esconde, que Ele se revele pelo menos aos olhos da alma e Se manifeste a ela. É este um alimento inteiramente diferente, cheio de alegria e de delícias; ele é o sustento da vida. [...]

Conheço uma pessoa a quem o Senhor deu uma fé tão forte, que quando ouvia alguém dizer que gostava de ter vivido na época em que Cristo, o nosso Bem, estava neste mundo, se ria consigo mesma. Dado que O possuímos, pensava ela, no Santo Sacramento de um modo tão verdadeiro como naquele tempo, que mais podemos desejar? [...] E deitava-se a Seus pés; aí chorava em companhia de Maria Madalena, como se O tivesse visto com os olhos do corpo em casa do fariseu (Lc 7, 36ss). Mesmo quando não sentia devoção, a fé dizia-lhe que Ele estava verdadeiramente ali.

Com efeito, seria preciso ser-se mais estúpido do que se é e cegar-se voluntariamente para sentir a menor dúvida quanto a isto. Não se trata aqui de um trabalho da imaginação, como quando pensamos no Senhor na cruz ou em qualquer outra circunstância da Sua Paixão; aí representamos a coisa em nós mesmos, tal como ela se passou. Aqui, ela tem realmente lugar; é uma verdade certa, e não é necessário ir procurar o Senhor noutro sítio, bem longe de nós. Com efeito, sabemos que enquanto a matéria do pão não for consumida pelo calor natural do corpo, o bom Jesus está em nós; consequentemente, aproximemo-nos d'Ele. Quando Ele estava neste mundo, o simples contacto das Suas vestes curava os doentes; por que duvidar, se temos fé, de que Ele continua a fazer milagres quando está tão intimamente unido a nós? Por que não nos daria Ele aquilo que Lhe pedimos, uma vez que está na nossa própria casa?
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São João 6, 60-69
 
Naquele tempo,
muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram:
«Estas palavras são duras.
Quem pode escutá-las?»
Jesus, conhecendo interiormente
que os discípulos murmuravam por causa disso,
perguntou-lhes:
«Isto escandaliza-vos?
E se virdes o Filho do homem
subir para onde estava anteriormente?
O espírito é que dá vida,
a carne não serve de nada.
As palavras que Eu vos disse são espírito e vida.
Mas, entre vós, há alguns que não acreditam».
Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início,
quais eram os que não acreditavam
e quem era aquele que O havia de entregar.
E acrescentou:
«Por isso é que vos disse:
Ninguém pode vir a Mim,
se não lhe for concedido por meu Pai».
A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se
e já não andavam com Ele.
Jesus disse aos Doze:
«Também vós quereis ir embora?»
Respondeu-Lhe Simão Pedro:
«Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.
Nós acreditamos
e sabemos que Tu és o Santo de Deus».
publicado por spedeus às 00:00

01
Mai 09

 

Queridos amigos,

Depois do êxito das 2 sessões do filme "Bella", a Lusomundo fez-nos a proposta de voltar a exibir o filme em sessões previamente marcadas connosco em diferentes cinemas e cidades por todo o país. Neste momento a próxima sessão é na próxima segunda, 4 de Maio às 21.15h nos cinemas Alvaláxia.

A compra dos bilhetes (4,5€) em qualquer bilheteira da Lusomundo (ver lista abaixo) a qualquer hora do dia e comprar para aquela sessão, com o benefício de se ter lugar marcado.
Tínhamos pedimos que o filme voltasse a ser exibido regularmente e bem publicitado, coisa a que ainda não acederam.

Se conseguirmos continuar a encher estas salas, rapidamente o filme passará a Top dos mais vistos do cinema e aí sim, a Lusomundo não terá outra hipótese senão voltar a colocar o filme em cartaz para toda a gente.

Apesar de termos dito que a única contrapartida que queríamos era que o filme voltasse a ser colocado em cartaz para o grande público, insistiram em atribuir 10% de comissão em cada sessão organizada a partir de agora, comissão essa que iremos aplicar inteiramente para que as pessoas de bairros carenciados e de instituições de acolhimento possam também assistir ao filme.

Agradecemos que façam a divulgação desta sessão pois acreditamos que este filme que aborda a importância da família, do acolhimento, da atenção ao outro, inseridos na problemática duma mulher que está perante uma gravidez não desejada, pode fazer bem a muita gente em especial a jovens e adolescentes.

Mto obrigada a todos,

Inês Freitas Forero e Paula Pimentel Calderón

 

 

 

Segunda-feira dia 4 de Maio às 21h15, ao preço € 4,50 - Podem fazer as vossas reservas para este email (pimentel.calderon@gmail.com) ou para inesforero@yahoo.com, ou então para os seguintes telemóveis:

Inês Forero - 918737207

Paula Pimentel Calderon - 917728789

publicado por spedeus às 21:00

“A razão de ser do Episcopado está na unidade com o dirigente do colégio, o Santo Padre. Um Bispo que desobedeça – igual que um Padre o fizesse em relação ao Bispo – é como um membro desarticulado do corpo e provoca escândalo nos fiéis.”

Leia entrevista completa em língua italiana http://fidesetforma.blogspot.com/2009/04/intervista-esclusiva-don-nicola-bux.html
publicado por spedeus às 08:45

publicado por spedeus às 07:41

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330737280046209874" />
Festividade de S. José Operário: “O trabalho de S. José não foi um trabalho que visasse a auto-afirmação, embora a dedicação a uma vida operativa tenha forjado nele uma personalidade madura, bem delineada. O Santo Patriarca trabalhava com a consciência de cumprir a vontade de Deus, pensando no bem dos seus, Jesus e Maria, e tendo presente o bem de todos os habitantes da pequena Nazaré” (Cristo que passa, n.51).


(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1652 )
publicado por spedeus às 07:16

publicado por spedeus às 00:04

Está na hora de redobrarmos as nossas orações pelo Papa, toda a ambiência e alguns casos minoritários de fundamentalismos são o terreno ideal e fértil para o atacar e denegrir.
 
Não nos esqueçamos, pois por vezes encontro-me com pessoas, que embora dizendo-se católicas não têm ou não querem ter a noção que o Papa, seja ele qual for, é o vigário de Jesus Cristo Nosso Senhor, pelo que ao atacá-lo em última análise visam atacar Jesus Cristo e a nossa fé.
 
Estejamos portanto em alerta, seja na nossa vida corrente, seja na oração, pedindo neste mês de Maria, a sua intercessão e protecção ao Santo Padre.
 
 

(JPR)

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:03

Ensaio de Ángel Rodriguez Luño – suddividido em V Partes

Ética e Estado
 
Certamente, o Estado promulga, algumas vezes, leis injustas. Nesses casos, o cidadão de recta consciência deveria poder criticá-las com liberdade. O Concílio Vaticano II afirmou com clareza o direito e o dever da Igreja de “dar o seu juízo moral, inclusive sobre matérias referentes à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas” (4).
 
 Nestes casos, é importante saber dar à legislação equivocada uma resposta culturalmente eficaz. Não é uma tarefa fácil, porque é preciso ir além das contra-posições polémicas, sabendo assumir a parte de verdade da posição contrária. Quando em consciência se deve criticar uma actuação do Estado, requer-se a explicitação de uma fina sensibilidade pelos valores das instituições democráticas, sensibilidade que não se deveria deixar indefinida pelo facto, certamente muito doloroso, de que, numa determinada acção, uma instituição concreta se tenha comportado de modo injusto.
 
A firmeza nos princípios éticos deve ser – e parecer – compatível com a consciência de que a realização de bens pessoais e sociais num contexto histórico, geográfico e cultural determinado, se caracteriza por uma contingência parcialmente insuperável. Em questões práticas, é frequente que não exista uma única solução possível. Inclusive nas decisões da Igreja relativas a coisas não necessárias, devem ser contingentes, precisamente porque se referem a uma realidade que depende muito das circunstâncias, que mudam com o passar do tempo; por isso, é necessário aprender a reconhecer que, nesse tipo de decisões, somente os princípios irrenunciáveis expressam o aspecto duradouro (5). Ninguém pode pretender, em questões temporais, impor dogmas, que não existem (6.). Com isto não se quer dizer que tudo neste mundo é contingente, acidental ou opinável; trata-se antes de perceber com clareza que nos assuntos humanos, também os outros podem ter razão: vêem a mesma questão que tu, mas dum ponto de vista diferente, com outra luz, com outra sombra, com outros contornos. – Somente na fé e na moral é que há um critério indiscutível: o da nossa Mãe a Igreja (7).
 
4 - Conc. Vaticano II, Const. past. Gaudium et spes, n. 76.
5 - Cf. Bento XVI, Discurso aos Cardeais, Arcebispos, Bispos e Prelados superiores da Cúria Romana, 22-12-2005.
6 - Temas Actuais do Cristianismo, n. 77.
7 - Sulco, n. 275.
 
 
(Fonte: site Opus Dei - Portugal)
publicado por spedeus às 00:02

Vídeo em espanhol

 

O Bispo deve viver o espírito de serviço em prol dos sacerdotes e da sua Igreja local. Foi o que disse Bento XVI, no discurso dirigido a um grupo de bispos argentinos, no final de sua visita Ad limina. O bispo deve estar próximo aos sacerdotes, ajudá-los, encorajá-los, no âmbito humano e espiritual. No que diz respeito ao papel dos leigos, Bento XVI destacou que devem ser auxiliados a empenhar-se para fazer crescer a paz, a justiça, a solidariedade, o bem da família fundada sobre o matrimónio entre homem e mulher, para a tutela da vida desde a concepção até a morte natural e para o direito-dever dos pais e da família de escolher a educação dos próprios filhos.


(Fonte: H2O News)

publicado por spedeus às 00:01

São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros
 
«A Minha carne é uma verdadeira comida e o Meu sangue uma verdadeira bebida»
 
Queridos irmãos, saciai a vossa sede nas águas da divina fonte de que desejamos falar-vos: saciai-a, mas não a extingais; bebei, mas não vos sintais saciados. A fonte viva, fonte de vida, chama-nos e diz: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba» (Jo 7, 37). Compreendei o que bebeis. Que vo-lo ensine o profeta Jeremias e a própria fonte de água viva: «Oráculo do Senhor, [...] abandonou-Me, a Mim, nascente de águas vivas» (Jer 2, 13). É pois o Senhor nosso Deus, Jesus Cristo, que é esta fonte de vida e que nos convida a ir a Ele para que O bebamos. Bebe-O aquele que ama, bebe-O aquele que se alimenta da Palavra de Deus. [...] Bebamos então da fonte que outros abandonaram.
 
Para que comamos deste pão, para que bebamos desta fonte [...], Ele diz-Se o pão vivo que dá a vida ao mundo (Jo 6, 51) e que nós devemos comer. [...] Vede de onde mana esta fonte, vede de onde desce este pão: com efeito, são o mesmo, o pão e a fonte, o Filho único, nosso Deus, Cristo Senhor, de que devemos ter sempre fome.
 
O nosso amor no-Lo dá em alimento; o nosso desejo leva-nos a comê-Lo; saciados, desejamo-Lo ainda. Corramos a Ele como a uma fonte e bebamos sempre d'Ele no excesso do nosso amor, bebamo-Lo continuamente num desejo sempre novo, alegremo-nos na doçura do Seu amor. O Senhor é doce e bom. Nós O comemos e bebemos sem deixar de ter fome e sede d'Ele, pois não saberíamos esgotar este alimento e esta bebida. Comemos deste pão sem o esgotarmos; bebemos desta fonte e ela não seca. Este pão é eterno, esta fonte jorra sem fim.
 
 
(Fonte: “Evangelho Quotidiano”)
publicado por spedeus às 00:01

São João 6, 52-59
 
Naquele tempo,
os judeus discutiam entre si:
«Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?»
Então Jesus disse-lhes:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Se não comerdes a carne do Filho do homem
e não beberdes o seu sangue,
não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
tem a vida eterna;
e Eu o ressuscitarei no último dia.
A minha carne é verdadeira comida
e o meu sangue é verdadeira bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em Mim e Eu nele.
Assim como o Pai, que vive, Me enviou
e Eu vivo pelo Pai,
também aquele que Me come viverá por Mim.
Este é o pão que desceu do Céu;
não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram:
quem comer deste pão viverá eternamente».
Assim falou Jesus,
ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum.
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
NUNC COEPI - Blogue sugerido para questões de formação, doutrina, reflexões e comportamento humano
http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/
subscrever feeds
links
pesquisar neste blog
 
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

3 seguidores

blogs SAPO