«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

04
Jul 09

 

Na véspera da conferência de Doha promovida pela Assembleia Geral das Nações Unidas sobre financiamento ao desenvolvimento (em Dezembro de 2008) o Conselho Pontifício Justiça e Paz publicou, com a explícita aprovação da Secretaria de Estado, uma Nota como “contributo para o diálogo”. Deste texto evidencia-se as características principais do momento económico, social e financeiro dentro do qual poderão ser lidos os conteúdos da terceira Encíclica de Bento XVI que será publicada terça-feira dia 7 de Julho.
 

A crise internacional de hoje

 

Ao longo dos últimos meses, precipitou a crise financeira global que teve origem no mercado dos empréstimos subprime nos Estados Unidos da América. Não obstante a sua longa gestação, a crise estendeu-se até envolver novos sectores do sistema financeiro e a pôr em dificuldade um número crescente de países, cuja situação financeira, na ausência do choque externo, não parecia apresentar problemas de sustentabilidade. Á espera da Caritas in Veritate.
 
Ao aumento dos preços agrícolas e energéticos que se verificou nos primeiros meses de 2008, acrescentou-se uma crise financeira sob certos aspectos dramática, com consequências assaz negativas: sobretudo o tema do financiamento para o desenvolvimento corre o risco de ser posto em segundo plano.
 

Crise e soberania nacionais

 

Estamos diante da necessidade de uma simples revisão, ou de uma verdadeira e própria refundação do sistema das instituições económicas e financeiras internacionais? Muitos temas, públicos e privados nacionais e internacionais, exigem uma espécie de nova Bretton Woods. Para além da expressão utilizada, indubitavelmente a crise trouxe de novo à superfície a urgência de encontrar novas formas de coordenação internacional em matérias monetária, financeira e comercial. Hoje parece claro que a soberania nacional é insuficiente; até os grandes países estão conscientes do facto de que não é possível alcançar as finalidades nacionais contando unicamente com as políticas internas: acordos, regras e instituições internacionais são absolutamente necessários. É preciso evitar que se active a cadeia do proteccionismo recíproco; pelo contrário, devem-se revigorar as práticas de cooperação em matéria de transparência e de vigilância sobre o sistema financeiro. É mesmo possível alcançar soluções de "soberania compartilhada", como demonstra a história da integração europeia, a partir de problemas concretos, no contexto de uma visão de paz e de prosperidade, arraigada em valores compartilhados.
 

Países ricos e países pobres
 
Os fluxos financeiros que ligam os países desenvolvidos aos países de baixa renda apresentam pelo menos dois elementos paradoxais. O primeiro é representado pelo facto de que no sistema global são os países "pobres" que financiam os países "ricos", que recebem recursos provenientes tanto das fugas de capital privado, como das decisões governamentais de separar reservas oficiais sob forma de actividades financeiras "seguras", inseridas nos mercados financeiramente evoluídos ou nos mercados "offshore". O segundo paradoxo é que as remessas dos emigrantes ou seja, do componente menos "liberalizado" dos processos de globalização comportam um fluxo de recursos que, a nível macro, superam amplamente os fluxos de ajuda pública destinada ao desenvolvimento. É como dizer que os pobres do "Sul" financiam os ricos do "Norte", e os próprios pobres do "Sul" devem emigrar e trabalhar no "Norte" para sustentar as suas famílias no "Sul".
 

Regulamentar o mercado financeiro
 
A crise actual amadureceu num contexto decisório em que o horizonte temporal dos agentes financeiros era extremamente breve e em que a confiança ingrediente essencial do "crédito" dependia mais dos mecanismos do mercado que dos relacionamentos entre os parceiros. Não é por acaso que a confiança definhou precisamente no sector que era considerado "seguro" por antonomásia, ou seja, as transacções interbancárias; no entanto, sem esta confiança tudo se bloqueia, inclusivamente a possibilidade de um normal financiamento das empresas produtivas. Com efeito, as crises financeiras e as suas consequências têm como componente a expectativa de que o clima financeiro chegue a piorar. Tudo isto induz os agentes a comportar-se de um modo que torna mais provável o piorar efectivo da situação, com um previsível efeito cumulativo. Com a crise debelou-se repentinamente a confiança fideísta depositada no mercado, entendido como mecanismo capaz de auto-regular-se e de gerar desenvolvimento para todos.
 

Confiança , transparência e regras
 
Os mercados financeiros não podem agir sem confiança; e sem transparência e sem regras, não pode haver confiança. Por conseguinte, o bom funcionamento do mercado exige um importante papel do Estado e, onde é apropriado, da comunidade internacional para fixar e fazer respeitar regras de transparência e de prudência. No entanto, deve-se recordar que nenhuma intervenção de regulação pode "garantir" a sua eficácia prescindindo da consciência moral bem formada e da responsabilidade quotidiana dos agentes do mercado, especialmente dos empresários e dos grandes agentes financeiros. As regras do presente, tendo sido delineadas segundo a experiência do passado, não necessariamente preservam contra os riscos do futuro. Assim, embora também existam boas estruturas e boas regras que a ajudam, é necessário recordar que sozinhas elas não são suficientes, pois o homem jamais pode ser mudado ou redimido simplesmente a partir de fora. É necessário alcançar o ser moral mais profundo das pessoas, é preciso uma educação real ao exercício da responsabilidade em relação ao bem de todos, por parte de todos os indivíduos, a todos os níveis: agentes financeiros, famílias, empresas, instituições financeiras, autoridades públicas e sociedade civil.
 

Papel da sociedade civil no financiamento ao desenvolvimento
 
As finanças para o desenvolvimento exige que se enfrente tanto o tema da ajuda pública ao desenvolvimento, como o papel das outras protagonistas: pessoas, empresas e organizações. De modo particular, a sociedade civil não só desempenha um importante papel activo na cooperação para o desenvolvimento, mas ela mesma cumpre uma função significativa também no financiamento para o desenvolvimento. E fá-lo, em primeiro lugar, através da contribuição voluntária de pessoa a pessoa, como nas remessas dos emigrantes, ou através de formas organizativas relativamente simples (pense-se na adopção à distância). Além disso, existem os recursos para o desenvolvimento, postos em movimento pelas empresas, no exercício activo da sua própria responsabilidade social; e aquelas que, às vezes bastante conspícuas, são destinadas por parte de importantes fundações. Também a adopção de comportamentos responsáveis em matéria de consumo e de investimento constitui um importante recurso para o desenvolvimento. O difundir-se de tais comportamentos responsáveis, do ponto de vista dos efeitos materiais, pode fazer a diferença sobre o funcionamento de determinados mercados em particular; no entanto, a sua importância está sobretudo no facto de que eles expressam uma participação concreta da parte das pessoas enquanto consumidores, enquanto investidores da poupança familiar, ou então enquanto responsáveis pelas decisões relativas às estratégias empresariais na possibilidade de que os mais pobres saiam da sua condição de pobreza.
 
Meios e fins
 
Uma última, importante cautela: é necessário prestar atenção para não confundir os meios (os recursos financeiros) e a finalidade, ou seja, o desenvolvimento. Não é suficiente predispor uma adequada quantia de financiamento para pensar em alcançar, de modo mecânico, o desenvolvimento. Ele não é tanto o "resultado" que se encontrará no final, mas sim o caminho que dia após dia é traçado pelas opções concretas de múltiplos actores: governos doadores e receptores, organizações não governamentais e comunidades locais.
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 19:26

 

Vídeo em espanhol

 

O Ano Sacerdotal é “uma bela oportunidade para reencontrar o sentido profundo da pastoral vocacional” – considerou Bento XVI, recebendo neste sábado os participantes no Congresso Europeu dos responsáveis nacionais deste sector da “promoção, animação e discernimento das vocações”. A iniciativa, tendo como tema “O Evangelho da vocação para o jovem na cultura europeia”, deseja ser um momento de “reflexão, confronto e partilha entre as Igrejas na Europa”, para um novo impulso à pastoral das vocações no velho continente.
 
Comentando a parábola evangélica do semeador, o Papa fez notar a “abundância e gratuidade” com que o Senhor lança a semente da Palavra de Deus, apesar de saber que poderá não encontrar o terreno apropriado para germinar.
 
“E contudo o semeador não desanima porque sabe que uma parte da semente está destinada a encontra a terra boa, isto é, corações ardentes, capazes de acolher a Palavra com disponibilidade, para fazê-la amadurecer na perseverança, restituindo-lhe generosamente o fruto, em benefício de muitos”.
 
A pequena semente é um dom misterioso da Providência celeste, que desencadeia uma força extraordinária. É na verdade a Palavra de Deus, que por si mesma actua eficazmente o que diz e deseja. Na outra parábola do “grão de trigo que, se morre, dará muito fruto”, a insistência é na relação entre a morte da semente e o dar muito fruto…
 
“O grão de trigo é Ele, Jesus. O fruto é a vida em abundância, que Ele nos conquistou mediante a sua Cruz. É esta a lógica e a verdadeira fecundidade de toda a pastoral vocacional na Igreja: como Cristo, o padre e animador devem ser um grão de trigo, que renuncia a si mesmo, para fazer a vontade do Pai.”
 
À imagem de Jesus, os animadores da pastoral vocacional – sugeriu o Papa – hão-de viver longe do clamor e do rumor, renunciando à busca daquela visibilidade e grandeza de imagem que hoje muitas vezes se tornam critérios e até mesmo objectivos da vida.
 
Hão-de ser também “semeadores de confiança e de esperança”, perante “o sentido de confusão que muitas vezes vive a juventude de hoje”. É a Palavra de Deus que se pode tornar luz e força, nascente de esperança, apontando um caminho que passa através de Jesus, caminho e porta, através da sua Cruz, plenitude de amor”.
 
A concluir uma dupla referência ao Ano Paulino agora concluído e ao Ano Sacerdotal recentemente iniciado. Sobre São Paulo, Bento XVI fez notar que o Apóstolo dos Gentios suscitou e formou vocações, como se vê pelas saudações das Cartas, onde comparecem dezenas de nomes próprios, homens e mulheres que com ele colaboraram no serviço do Evangelho. Quanto ao Cura d’Ars, o Papa observou que, tendo dedicado a vida à “direcção espiritual das pessoas, com humildade e simplicidade”, ele se revelou “um autêntico mestre no ministério da consolação e do acompanhamento vocacional”.
 
“O Ano Sacerdotal oferece portanto uma bela oportunidade para reencontrar o sentido profundo da pastoral vocacional, como também as suas opções fundamentais de método: o testemunho, simples e credível; a comunhão, com itinerários concertados e partilhados na Igreja particular; a quotidianidade, que educa a seguir o Senhor na vida de todos os dias; a escuta, guiada pelo Espírito Santo, para orientar os jovens na busca de Deus e da verdadeira felicidade; e finalmente a verdade, sem a qual não se pode gerar liberdade interior”.
 
 

(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 19:19

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Para a festa dos santos padroeiros de Roma Bento XVI dirigiu a todos os católicos palavras que merecem ser ouvidas também além dos confins visíveis da Igreja e que permanecerão, meditando sobre o que é essencial:   a verdade. Aquela verdade que Pedro e Paulo pregaram até derramar o seu sangue sob Nero, prestando a Cristo o extremo testemunho (em grego, martýrion) na capital do império. O martírio dos dois apóstolos fundou a Igreja romana, como nos séculos reconheceram milhões de fiéis ajoelhados diante dos seus túmulos indicados há dezoito séculos pela piedade cristã, que está radicada visivelmente na história. Como afirmaram Pio XII e Paulo VI em relação a São Pedro e agora o seu sucessor em relação a São Paulo.
 
Ao falar do convertido no caminho de Damasco o Papa recordou como com Cristo iniciou um novo modo de adorar Deus, um culto pessoal e profundamente verdadeiro porque se realiza com a vida. Com aquele renovar-se interiormente que é o único caminho para transformar o mundo sem se conformar com ele. Para um novo modo de pensar e de ser, não como crianças mas como adultos. Certamente, não no sentido, precisamente infantil, com o qual se chegou a alterar a expressão "fé adulta", vendo nela uma atitude madura e corajosa, eventualmente também contra o magistério da Igreja. Com ironia amarga Bento XVI recordou como neste mundo não se demonstra muita coragem, nas actuais sociedades descristianizadas.
 
Ao contrário, é adulta a fé que, na verdade, sabe comprometer-se exemplificou o Papa pela inviolabilidade da vida humana desde o primeiro momento e pelo ordenamento, que é natural e cristão, do matrimónio indissolúvel. Opondo-se em nome da verdade, que não pode ser separada da caridade, à mentira. E o compromisso pela verdade que olha para Cristo é profundo:   "Nós precisamos de uma razão iluminada pelo coração, para aprender a agir segundo a verdade na caridade", sintetizou Bento XVI.
 
Desde os estudos e as obras juvenis Joseph Ratzinger, imbuído da tradição cristã, estabeleceu-se como tarefa explicar "o alfabeto da fé" no nosso tempo, e continua a desempenhar este serviço, que é ao mesmo tempo teológico e pastoral, como Sucessor de Pedro. E através do primeiro dos apóstolos olhou mais uma vez para Cristo "bispo das almas" na solene liturgia da entrega do pálio, que exprime também visivelmente a comunhão católica. Para descer no profundo da verdade testemunhada pelos apóstolos e repetir que apesar dos conformismos do mundo e não obstante os inimigos, mais uma vez chamados evangelicamente "lobos" a exemplo de Pedro e de Paulo e de santos como Francisco, o Cura d'Ars e Padre Pio, os bispos e os sacerdotes têm sobretudo a tarefa de abrir os corações e as almas a Deus. Porque só assim é possível tornar presente Deus no mundo e renová-lo.
 
 
Giovanni Maria Vian - Director
publicado por spedeus às 19:16

São Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
 
Crer em Jesus actualmente
 
Muitos não se cansam de dizer: «Se nós tivéssemos vivido na época dos apóstolos e se tivéssemos sido considerados dignos de ver Cristo como eles, também nos teríamos tornado santos como eles». Ignoram que Ele é o mesmo, Aquele que fala, agora como nesse tempo, em todo o universo. [...] A situação actual não é certamente a mesma que se vivia então, mas é a situação de hoje, de agora, que é muito mais feliz. Ela conduz-nos mais facilmente a uma fé e convicção mais profundas do que o facto de O ter visto e ouvido fisicamente.
 
Naquela época, com efeito, era um homem que aparecia àqueles que não tinham inteligência, um homem de condição humilde; mas actualmente é um Deus que nos é pregado, um Deus verdadeiro. Naquele tempo, Ele frequentava fisicamente os publicanos e os pecadores e comia com eles; mas agora está sentado à direita de Deus Pai, nunca tendo estado separado d'Ele de maneira nenhuma. [...] Na altura, até as pessoas sem valor o desprezavam dizendo: «Não é o filho de Maria e de José, o carpinteiro?» (Mc 6, 3; Jo 6, 42) Mas agora os reis e os príncipes adoram-n'O como Filho do verdadeiro Deus e o próprio Deus verdadeiro. [...] Então, era tido por um homem perecível e mortal entre todos os outros. Ele que é Deus sem forma e invisível recebeu, sem alteração nem mudança, uma forma num corpo humano; mostrou-Se totalmente homem, sem oferecer ao olhar nada mais do que os outros homens. Comeu, bebeu, dormiu, transpirou e cansou-Se; fez tudo o que os homens fazem, excepto o pecado.
 
Não era fácil reconhecer e crer que um homem daqueles era Deus, Aquele que fez o céu, a terra, e tudo o que eles contêm. [...] Deste modo, quem hoje escuta diariamente Jesus proclamar e anunciar através dos santos Evangelhos a vontade do Seu Pai abençoado sem Lhe obedecer com temor e estremecimento e sem cumprir os mandamentos também não teria aceitado acreditar n'Ele naquela época.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:01

São Marcos 6, 1-6
 
Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se à sua terra
e os discípulos acompanharam-n’O.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam:
«De onde Lhe vem tudo isto?
Que sabedoria é esta que Lhe foi dada
e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria,
e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão?
E não estão as suas irmãs aqui entre nós?»
E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes:
«Um profeta só é desprezado na sua terra,
entre os seus parentes e em sua casa».
E não podia ali fazer qualquer milagre;
apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente.
E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.
publicado por spedeus às 12:00

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Celebra a Santa Missa na cripta dos Papas das Catacumbas de São Calisto, em Roma. Desde jovem tinha uma particular devoção pelos primeiros cristãos: “Eles viviam a fundo a sua vocação cristã; buscavam seriamente a perfeição a que estavam chamados pelo facto, simples e sublime do Baptismo”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1892 )
publicado por spedeus às 00:06

Viagem decorre de 26 a 28 de Setembro, com passagens por Praga, Brno e Starà Boleslav
 
A sala de imprensa da Santa Sé anunciou o programa da viagem de Bento XVI à República Checa, que irá decorrer de 26 a 28 de Setembro, com passagens por Praga, Brno e Starà Boleslav.
 
O Papa chega à capital checa na manhã do Sábado, 26, dirigindo-se para a igreja de Santa Maria das Vitórias, para venerar a famosa imagem do "Menino Jesus de Praga". De tarde, efectua uma visita de cortesia ao presidente da República e encontra-se com autoridades políticas e civis. O dia conclui-se junto dos sacerdotes, religiosas, seminaristas e movimentos laicais da Igreja Católica.
 
No Domingo, Bento XVI desloca-se a Brno, celebrando a Missa no aeroporto Tufany. Regressa a Praga, onde terá um encontro ecuménica e, no Castelo da cidade, pronunciará um discurso perante membros do mundo académico.
 
O último dia da viagem, 28 de Setembro, inclui uma visita à igreja de São Venceslau, patrono do país, na cidade de Starà Boleslav. Na Missa, dirigirá uma mensagem aos jovens. A partida para Roma, desde Praga, está marcada para o final da tarde.
 

(Fonte: site Agência Ecclesia)
 
Nota: óptima oportunidade para os muitos estudantes portugueses de medicina de Brno, Pilzen e Praga verem e estarem com o Santo Padre, permitam-me uma pequena nota pessoal de alegria pelo meu grande amigo Kiko que estuda em Brno. (JPR)

publicado por spedeus às 00:05

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“Faça você mesmo!” O slogan é conhecido e, em certa medida, até dá jeito… Mas aplicá-lo à fé é um desastre!
 
Quem o disse foi o Papa, com sua habitual frontalidade, citando São Paulo: muitos consideram que ter uma fé adulta é não ouvir a Igreja nem os seus pastores, mas escolher o que lhes apetece ou não acreditar. Mais: este género de católicos diz ter a “coragem de se exprimir contra o magistério da Igreja”.
 
Só que, na realidade, para isso não é preciso coragem porque está garantido o elogio público.
 
Coragem sim – lembra o Papa – têm aqueles que aderem à fé da Igreja mesmo quando esta contradiz os esquemas do mundo. Esta é a fé que interessa.
 
O oposto disto é ser infantil – conclui Bento XVI  - é andar ao sabor das correntes da moda…  e ser levado para aqui e para ali por quaisquer ventos de doutrina…
 
Realmente…tantos adultos à nossa volta e tão infantis que eles são!

 
Aura Miguel
 
 
(Fonte: site RR)
publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

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Isabel de Aragão nasceu por volta de 1271 no Palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, Duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”.
 
As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, oração e jejum, não se sentido atraída pelos divertimentos comuns das jovens da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.
 
A Infanta D. Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e virtudes. Estas levaram muitos Príncipes a apresentarem-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num Convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna. 

Isabel deu ao Rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz.

Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o Rei e o seu irmão D. Afonso, bem como entre o Rei e o Príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.
 
A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações.
   
D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me Rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do Paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.
  
Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no Santuário de Santiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento.

Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.
 
Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações.
   
Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento grandes legados a hospitais e conventos.
 
O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres e a santa foi canonizada em 1625.
 
Foram-lhe atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o milagre das rosas.
 
Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O Rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu:
 
São rosas senhor....” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do Rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas
 
Por ordem do Bispo D. Afonso de Castelo Branco abriu-se o túmulo real, verificando-se que o corpo da saudosa Rainha estava incorrupto. A sua canonização pelo Papa Urbano III teve lugar em 1625. Quando esta notícia chegou à cidade realizaram-se grandes festejos que se prolongam até aos nossos dias.

publicado por spedeus às 00:02

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja

«O esposo está com eles»

Uma pessoa que ama outra e que lhe faz bem ama-a e faz-lhe bem segundo as suas qualidades, segundo as suas propriedades pessoais. É assim que age o teu Esposo, que em ti reside enquanto omnipotente: ama-te e faz-te bem segundo a Sua omnipotência.

Infinitamente sábio, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua sabedoria. Infinitamente bom, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua bondade. Infinitamente santo, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua santidade. Infinitamente justo, Ele ama-te e concede-te as Suas graças segundo a extensão da Sua justiça. Infinitamente misericordioso, clemente e compassivo, Ele faz-te experimentar a Sua clemência e a Sua compaixão. Forte, delicado, sublime em Seu ser, Ele ama-te de maneira forte, delicada e sublime. Infinitamente puro, ama-te segundo a extensão da Sua pureza. Soberanamente verdadeiro, ama-te segundo a extensão da Sua verdade.

Infinitamente generoso, ama-te e cumula-te de graças, segundo a extensão da Sua generosidade, sem qualquer interesse pessoal e visando apenas fazer-te bem. Soberanamente humilde, ama-te com humildade soberana e com soberana estima.

Eleva-te até Si, a ti Se descobre alegremente, com uma face cheia de graça, nesta via dos conhecimentos que te dá. E tu ouve-Lo dizer-te: «Sou teu e por ti; alegro-me por ser o que sou, a fim de Me dar a ti e de ser teu para sempre.» Quem poderá exprimir o que sentes, alma bem-aventurada, vendo-te amada a este ponto, vendo-te tida por Deus em semelhante estima?

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Mateus 9, 14-17
 
Naquele tempo,
os discípulos de João Baptista
foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:
«Por que motivo nós e os fariseus jejuamos
e os teus discípulos não jejuam?».
Jesus respondeu-lhes:
«Podem os companheiros do esposo ficar de luto,
enquanto o esposo estiver com eles?
Dias virão em que o esposo lhes será tirado:
nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho,
porque o remendo repuxa o vestido
e o rasgão fica maior.
Nem se deita vinho novo em odres velhos;
aliás, os odres rebentam,
derrama-se o vinho e perdem-se os odres.
Mas deita-se o vinho novo em odres novos
e assim ambas as coisas se conservam».
publicado por spedeus às 00:00

03
Jul 09
«Vocês são loucos?»
 
Tiveram de suportar a incompreensão de muitos, mas hoje podem olhar para trás e agradecer a Deus uma vida matrimonial e familiar plena. Na Segurança Social quiseram convencê-los a que ela fizesse uma laqueação de trompas, e expulsaram-nos chamando-os integristas.
 
Muitos também não perceberam que tivessem autorizado a filha Esther a ser freira de clausura...
 
Este é a "oração/testemunho" que o casal Ripoll, do Caminho Neo-catecumenal, e a filha Elena, deram durante a festa do Corpo de Deus, em Madrid.
 
 
Inmaculada: Quantas vezes te perguntei: «Mas o que é que queres? Porque nos dás tantos filhos? Porquê o desemprego, agora? Porquê o cancro do menino? Que difíceis foram as gravidezes dos sete! Cinco nasceram de cesariana. E cada um vinha com um sofrimento acrescentado, porque éramos atacados: na família, no trabalho... Mesmo em ambientes que se diziam cristãos éramos atacados pelos médicos.
 
Jano: Senhor, em cada nova gravidez havia médicos que me tratavam como se fosse um assassino, e perguntavam-me: «Está cá outra vez? Mas o que é que você quer, quer matar a sua mulher?» E fomos expulsos da Segurança Social porque nos negámos a assinar um papel que autorizava a laquearem as trompas à Inma. Chamaram-nos integristas e não sei quantas coisas. Resolvemos ir a um ginecologista com sentido cristão, e decidimos seguir os Teus planos, embora - perdão, Senhor: às vezes também nós não nos entendíamos. Seis raparigas e, no fim, um rapaz. Eu não esperava, e os Teus planos espantavam-me.
 
 
Inmaculada: Os filhos foram crescendo. Os problemas das fraldas tornaram-se revolta. Uma das nossas filhas, a Esther, quando estudava Enfermagem, passou momentos difíceis. Aconselhámos que fosse descansar uns dias à hospedaria de um convento de clausura. Antes de ir, disse-nos que ia com a ideia de mostrar às freiras que Deus não existia: que Tu, Senhor, não existias! E alguns meses depois, não só Te encontrou, como se decidiu a ser freira e entrar no convento das clarissas de Lerma.
 
Jano: O escândalo rebentou de novo! «Então vocês vão deixá-la ir, agora que está na plenitude da vida? Vocês estão loucos?» Embora a nós, pai e mãe, nos custasse muito, sabíamos, Senhor, que essa era uma nova forma de nos abençoares. Ano e meio depois, a Esther tomou o hábito.
 
 
Inmaculada: Nesse dia, durante a cerimónia, as minhas filhas Raquel e Berta encontraram a resposta. Deram nome ao desejo mais profundo do coração e decidiram seguir o caminho da irmã. Depois do discernimento oportuno, pouco tempo de pois, já tínhamos três filhas freiras de clausura. É coisa que se diz depressa, Senhor. A nossa filha Inma estava no Uruguai, fazendo um voluntariado, e informava-se de tudo por telefone. Voltou para assistir à entrada da Raquel no convento..., e o seu coração reconheceu que também esse era o seu lugar. Pediu conselho espiritual, e um sacerdote: «O melhor é que vás 'apanhar Sol'"». Ela percebeu, e foi apanhar Sol diante do Sacrário, onde estás Tu, o Sol do mundo, que dá a verdadeira luz, o calor e a cor às nossas vidas.
 
Jano: E também decidiu entrar no convento. Era coisa que já nos fazia rir. Quatro filhas, freiras de clausura! E mais incompreensão à nossa volta. Quantas horas estivemos diante de Ti, na Eucaristia! Foram anos muito duros, vividos também com muita alegria. Mas a história não acaba aqui. A nossa filha Elena terminou, na semana passada, o curso de Educadora de Infância, e no sábado ingressa no convento. Depois de tudo, vamos ficar com o casal, com Mar e com Alejandro, que estão hoje aqui a agradecer-te.
 
Inmaculada: Senhor, custa-nos muito, mas sentimo-nos profundamente agradecidos pelo dom maravilhoso de ter 5 filhas entregues a Deus. Sabes que os nossos planos não tinha nada a ver com isto. Queríamos que casassem e sonhávamos ter muitos netos. Mas são as mulheres mais felizes do mundo! É espantoso. Maria ensina a entregá-las a Ti de novo todos os dias.
 
Jano: Agora, Senhor, diz-nos o que é havemos de fazer com a furgoneta? Que havemos de fazer com a casa, que antes era pequena, e que agora ficou grande? Mas diz o salmo: Alegra-me a minha herança, como pagarei ao Senhor todo o bem que me fez?
 
 
(Fonte: “É o Carteiro!”, para subscrever escreva para ai.news.e.u.eh@gmail.com )
publicado por spedeus às 21:51

A Igreja proclamará em breve uma nova Santa e diversos novos Bem-aventurados:
recebendo nesta sexta de manhã em audiência o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o arcebispo D. Angelo Amato, Bento XVI autorizou a promulgação dos Decretos relativos a um milagre ocorrido por intercessão da Beata Cândida Maria de Jesus Cipitria y Barriola, espanhola, fundadora das Filhas de Jesus, falecida em Salamanca em 1912, com 67 anos de idade.
 
Outros Decretos hoje promulgados reconhecem os milagres atribuídos a três Servos de Deus, nomeadamente por intercessão do cardeal inglês John Henry Newman, fundador dos Oratórios de São Filipe de Neri, no século XIX, que se converteu do anglicanismo ao catolicismo.
 
Há também diversos casos de martírio:
 
- de um bispo húngaro, vítima da perseguição comunista, em 1950;
- de um padre alemão morto no campo de concentração de Dachau (1942);
- de um padre espanhol e um grupo de religiosos da Congregação dos Sagrados corações – todos assassinados em 1936, durante as perseguições à Igreja, durante a Guerra Civil.
 
Finalmente, os Decretos que reconhecem as virtudes heróicas de dois fundadores de Institutos religiosos, de um padre da Congregação dos Missionários de Marianhill, e de uma jovem leiga terciária franciscana, italiana, que viveu na segunda metade do século XIX. 
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 16:13

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Bento XVI nomeou o Arcebispo português Manuel Monteiro de Castro, de 71 anos, como novo Secretário da Congregação para os Bispos, na Cúria Romana. O prelado, natural de Santa Eufémia (perto de Guimarães), desempenhava desde 2000 o cargo de Núncio Apostólico em Espanha e Andorra. 
 
Esta Congregação ocupa-se das matérias que se referem "à constituição e à provisão das Igrejas particulares", bem como ao exercício missão de cada Bispo na Igreja Latina. É também dever seu a erecção dos Ordinariatos Castrenses, para o cuidado pastoral dos militares. O Secretário, com a colaboração do subsecretário, ajuda o Prefeito do Dicastério, neste caso o Cardeal Giovanni Battista Re. 
 
D. Manuel Monteiro de Castro tem uma longa experiência diplomática ao serviço da Santa Sé, que já o fez passar por países como Panamá, a Guatemala, o Vietname, a Austrália, o México, a Bélgica, Trinidad e Tobago ou África do Sul.
  
Arcebispo titular de Benavento desde 1985, é doutorado em Direito Canónico. Deixou Portugal há mais de trinta anos, embora mantenha uma relação próxima com o nosso país.
 
Em 2007 foi nomeado pelo Papa como observador permanente do Vaticano para a Organização Mundial do Turismo. 
 
Internacional | Octávio Carmo | 2009-07-03 | 11:43:28 | 1555 Caracteres | Santa Sé
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 12:46

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Festa de São Tomé Apóstolo. Referindo-se a ele, São Josemaria diz numa homilia: “Fixemos de novo o nosso olhar no Mestre. Talvez também escutes neste momento a censura dirigida a Tomé: Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima também a tua mão e mete-a no meu lado, e não sejas incrédulo, mas fiel”(Jo XX, 27); e como ao Apóstolo, sairá da tua alma, com sincera contrição, aquele grito: Meu Senhor e meu Deus (Jo XX, 28), reconheço-Te definitivamente como Mestre e, com o teu auxílio, vou guardar para sempre os teus ensinamentos e esforçar-me por segui-los com lealdade”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1891 )

publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

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Queridos irmãos e irmãs!

 

Prosseguindo os nossos encontros com os doze Apóstolos escolhidos directamente por Jesus, hoje dedicamos a nossa atenção a Tomé. Sempre presente nas quatro listas contempladas pelo Novo Testamento, ele, nos primeiros três Evangelhos, é colocado ao lado de Mateus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 15), enquanto nos Actos está próximo de Filipe (cf. Act 1, 13). O seu nome deriva de uma raiz hebraica, ta'am, que significa "junto", "gémeo". De facto, o Evangelho chama-o várias vezes com o sobrenome de "Dídimo" (cf. Jo 11, 16; 20, 24; 21, 2), que em grego significa precisamente "gémeo". Não é claro o porquê deste apelativo.
 
 Sobretudo o Quarto Evangelho oferece-nos informações que reproduzem alguns traços significativos da sua personalidade. O primeiro refere-se à exortação, que ele fez aos outros Apóstolos, quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-se assim perigosamente de Jerusalém (cf. Mc 10, 32). Naquela ocasião Tomé disse aos seus condiscípulos: "Vamos nós também, para morrermos com Ele" (Jo 11, 16).
 
Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total a aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d'Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto, o mais importante é nunca separar-se de Jesus. Por outro lado, quando os Evangelhos usam o verbo "seguir" é para significar que para onde Ele se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo, uma vida a ser transcorrida juntamente com Ele. São Paulo escreve algo semelhante, quando tranquiliza os cristãos de Corinto com estas palavras: "estais no nosso coração para a vida e para a morte" (2 Cor 7, 3). O que se verifica entre o Apóstolo e os seus cristãos deve, obviamente, valer antes de tudo para a relação entre os cristãos e o próprio Jesus: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso.
 
Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: "E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho" (Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: "Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?" (Jo 14, 5). Na realidade, com esta expressão ele coloca-se a um nível de compreensão bastante baixo; mas estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre. Todas as vezes que ouvimos ou lemos estas palavras, podemos colocar-nos com o pensamento ao lado de Tomé e imaginar que o Senhor fala também connosco como falou com ele.
 
Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.
 
Depois, muito conhecida e até proverbial é a cena de Tomé incrédulo, que aconteceu oito dias depois da Páscoa. Num primeiro momento, ele não tinha acreditado em Jesus que apareceu na sua ausência, e dissera: "Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito" (Jo 20, 25). No fundo, destas palavras sobressai a convicção de que Jesus já é reconhecível não tanto pelo rosto quanto pelas chagas. Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. Nisto o Apóstolo não se engana. Como sabemos, oito dias depois Jesus aparece no meio dos seus discípulos, e desta vez Tomé está presente. E Jesus interpela-o: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" (Jo 20, 27). Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado" (In Iohann. 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: "Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão" (cf. Jo 20, 29). Esta frase também se pode conjugar no presente; "Bem-aventurados os que crêem sem terem visto".
 
Contudo, aqui Jesus enuncia um princípio fundamental para os cristãos que virão depois de Tomé, portanto para todos nós. É interessante observar como o grande teólogo medieval Tomás de Aquino, compara com esta fórmula de bem-aventurança aquela aparentemente oposta citada por Lucas: "Felizes os olhos que vêem o que estais a ver" (Lc 10, 23). Mas o Aquinate comenta: "Merece muito mais quem crê sem ver do que quem crê porque vê" (In Johann. XX lectio VI 2566). De facto, a Carta aos Hebreus, recordando toda a série dos antigos Patriarcas bíblicos, que acreditaram em Deus sem ver o cumprimento das suas promessas, define a fé como "fundamento das coisas que se esperam e comprovação das que não se vêem" (11, 1). O caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.
 
Uma última anotação sobre Tomé é-nos conservada no Quarto Evangelho, que o apresenta como testemunha do Ressuscitado no momento seguinte à pesca milagrosa no Lago de Tiberíades (cf. Jo 21, 2). Naquela ocasião ele é mencionado inclusivamente logo depois de Simão Pedro: sinal evidente da grande importância de que gozava no âmbito das primeiras comunidades cristãs. Com efeito, em seu nome foram escritos depois os Actos e o Evangelho de Tomé, ambos apócrifos mas contudo importantes para o estudo das origens cristãs. Por fim recordamos que segundo uma antiga tradição, Tomé evangelizou primeiro a Síria e a Pérsia (assim refere já Orígenes, citado por Eusébio de Cesareia, Hist. eccl. 3, 1) depois foi até à Índia ocidental (cf. Actos de Tomé 1-2 e 17ss.), de onde enfim alcançou também a Índia meridional. Nesta perspectiva missionária terminamos a nossa reflexão, expressando votos de que o exemplo de Tomé corrobore cada vez mais a nossa fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Deus.
 
 
Bento XVI – Audiência Geral de 27 de Setembro de 2006

publicado por spedeus às 00:02

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
 
«Felizes os que crêem sem terem visto»
 
A fraqueza dos discípulos era tão grande que, não satisfeitos em verem o Senhor ressuscitado, quiseram ainda tocar-Lhe para acreditarem n'Ele. Não lhes bastava ver com os seus próprios olhos, ainda quiseram aproximar as suas mãos dos Seus membros e tocar nas cicatrizes das Suas feridas recentes. Foi após ter tocado e reconhecido as cicatrizes, que o discípulo incrédulo exclamou: «Meu Senhor e meu Deus!» Essas cicatrizes revelavam Aquele que curava todas as feridas dos outros. Não teria o Senhor podido ressuscitar sem cicatrizes? Mas no coração dos seus discípulos, Ele via feridas que as cicatrizes que conservara no Seu corpo deviam sarar.
 
E que responde o Senhor a esta confissão de fé do seu discípulo que diz: «Meu Senhor e meu Deus»? «Porque Me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto.» De quem fala Ele, meus irmãos, se não de nós? E não apenas de nós mas também daqueles que virão depois de nós. Porque, pouco tempo depois, quando Ele escapou aos olhares mortais para fortalecer a fé nos seus corações, todos aqueles que se tornaram crentes creram sem terem visto, e a sua fé tinha um grande mérito: para a obterem, eles aproximaram d'Ele, não uma mão que queria tocar, mas apenas um coração afectuoso.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São João 20, 24-29
 
Naquele tempo,
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo,
não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos:
«Vimos o Senhor».
Mas ele respondeu-lhes:
«Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos,
se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado,
não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa
e Tomé com eles.
Veio Jesus, estando as portas fechadas,
apresentou-Se no meio deles e disse:
«A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé:
«Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos
aproxima a tua mão e mete-a no meu lado
e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe:
«Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus:
«Porque Me viste acreditaste:
felizes os que acreditam sem terem visto».
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02
Jul 09

Vamos entrar em tempo de férias e chegamos a esta altura, normalmente, cansados, eu diria mesmo que, às vezes, fisicamente exaustos.
 
Ouve-se dizer com frequência: “bom, que bom, não vou fazer nada nestas férias”. Creio que confundimos, muitas vezes, tempo de ócio, com não fazer nada.
 
Mais do que tudo, creio que é importante mudarmos o rumo, mudarmos os nossos holofotes, e mais do que não fazer nada, penso que o que é central nesta altura é fazer outras coisas.
 
Pessoalmente, gosto da imagem de, parecendo que estamos parados, estar em férias a crescer para dentro.
 
Recomendo-vos pois que preparemos as nossas férias e pensemos um pouco. Que queremos fazer em férias? Descansar e crescer, por e para dentro?
 

 

Isabel Galriça Neto

 

(Fonte: site RR)

publicado por spedeus às 11:19

Está em Santiago do Chile. No colégio Tabancura, durante uma reunião com centenas de pessoas, dirige-se a uma professora: “Tu, na alma dessas criaturas, nos corações dessas criaturas – que às vezes parecem pequenos rebeldes; mas não, são brincalhões –, com os teus dedos modelas os ensinamentos cristãos e a cultura que deve ter hoje uma pessoa. Tem um pouco de calma! Se ainda por cima dás – como estás a dar – o teu bom exemplo, o teu espírito de sacrifício…”
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1890 )

publicado por spedeus às 00:05

publicado por spedeus às 00:04

Ele não podia deixar escapar esta oportunidade. Finalmente tinha encontrado o que procurara com tanto empenho. O preço era fantástico e a casa estava em boas condições. O jardim abandonado fê-lo sonhar com um trabalho que muito o repousava. Tinha aprendido, desde pequeno, que cuidar das plantas era o mesmo que descansar. Sempre desejara viver numa casa com jardim, por muito pequeno que ele fosse. Logo que pôde, começou a trabalhar. Transformou aquele monte de mato, de pedras e de espinhos num pequeno “oásis”. Que gosto lhe deu esse trabalho! É verdade que tinha demorado o seu tempo. Mas também é verdade que tudo o que vale a pena nesta vida só se consegue com uma generosa dedicação de esforço e de tempo.

 

Certo dia, enquanto trabalhava na manutenção do seu jardim, passou pela rua uma senhora. Parou e pôs-se a olhar atentamente para as diversas plantas. Enquanto olhava, saiu-lhe um comentário como um suspiro: «Que maravilha! Que coisas tão bonitas faz Deus!». Ao ouvir isto, o “jardineiro” não conteve uma observação que, naquele momento, lhe pareceu muito oportuna: «A senhora devia ter visto o aspecto do jardim quando era Ele quem cuidava disto sozinho».

 

É verdade que Deus faz coisas maravilhosas na nossa vida. Mas também é verdade que Ele conta com a nossa colaboração. Ele deseja que o jardim da nossa alma esteja sempre belo e limpo, e dá-nos todas as ajudas necessárias para que isso seja possível. Mas se nós não colaborarmos, respeita a nossa decisão. Se fizesse o contrário, passaria por cima de um dom que foi Ele próprio quem nos deu: a liberdade. Por isso, se o jardim da nossa alma está sujo e desleixado, não podemos dizer que a culpa é de Deus. Nem podemos dizer que, ao contrário das outras pessoas, nós não temos jeito para cuidar dele.

 

Nos dias de hoje, existe um paradoxo muito grande em relação ao modo como se entende a liberdade. Por um lado, exalta-se este dom como se fosse algo absoluto e sem limites. Algo que permite ao homem fazer tudo aquilo que lhe apetece sem que ninguém o possa limitar. Por outro lado, custa a muitas pessoas aceitar a verdade evidente de que, porque somos livres, somos também responsáveis. Somos donos do nosso destino, tanto para o bem como para o mal. É verdade que a liberdade não é absoluta e está condicionada por muitos factores. Mas também é verdade que ela continua a ser uma liberdade real.

 

Por isso, negar a existência de dois destinos eternos diferentes – em nome da Bondade infinita de Deus – é, na prática, negar a existência da liberdade. É verdade que Deus quer que todos os homens se salvem – mas Deus criou o homem livre e responsável. Portanto, é o próprio homem quem, com plena autonomia, se exclui voluntariamente da salvação de Deus. Se persistir assim até ao fim, Deus respeitará a sua decisão.

 


Pe. Rodrigo Lynce de Faria

publicado por spedeus às 00:03

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e Doutor da Igreja
 
«A multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens»
 
O paralítico, incurável, estava deitado no seu catre. Depois de ter esgotado a arte dos médicos, veio, levado pelos seus, ter com o único médico verdadeiro, o médico que vem do céu. Mas, quando foi colocado em frente Àquele que o podia curar, foi a fé dele que atraiu o olhar do Senhor. Para mostrar claramente que esta fé destruía o pecado, Jesus declarou imediatamente: «Os teus pecados estão perdoados». Dir-me-ão talvez: «Este homem queria a cura da sua doença, porque é que Cristo lhe anuncia a remissão dos seus pecados?» Foi para aprenderes que Deus vê o coração do homem no silêncio e sem ruído, que Ele contempla os caminhos de todos os viventes. A Escritura diz, com efeito: «O Senhor olha atentamente para os caminhos do homem e observa os seus passos» (Prov 5, 21). [...]
 
No entanto, quando Cristo disse: «Os teus pecados estão perdoados», deixou o campo livre à incredulidade da assistência; o perdão dos pecados não se vê com os olhos da carne. Então, quando o paralítico se levanta e anda, manifesta com evidência que Cristo possui o poder de Deus. [...]
 
Quem possui este poder? Somente Ele ou também nós? Nós também, com Ele. Ele perdoa os pecados porque é o homem-Deus, o Senhor da Lei. Quanto a nós, recebemos d'Ele esta graça admirável e maravilhosa, porque Ele quis dar ao homem este poder. Com efeito, Ele disse aos Seus apóstolos: «Em verdade vos digo: tudo o que desligardes na terra será desligado no céu» (Mt 18, 18). E ainda: «Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados» (Jo 20, 23).
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Mateus 9, 1-8
 
Naquele tempo,
Jesus subiu para um barco,
atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum.
Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga.
Ao ver a fé daquela gente,
Jesus disse ao paralítico:
«Filho, tem confiança;
os teus pecados estão perdoados».
Alguns escribas disseram para consigo:
«Este homem está a blasfemar».
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse:
«Porque pensais mal em vossos corações?
Na verdade, que é mais fácil:
dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’,
ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?
Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem
tem na terra o poder de perdoar os pecados,
‘Levanta-te __ disse Ele ao paralítico __
toma a tua enxerga e vai para casa’.
O homem levantou-se e foi para casa.
Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor
e glorificava a Deus
por ter dado tal poder aos homens.
publicado por spedeus às 00:00

01
Jul 09

Galardão «Outstanding Structure» é atribuído pela Associação Internacional de Pontes e Estruturas
 
A igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, vai receber o galardão «Outstanding Structure», atribuído pela Associação Internacional de Pontes e Estruturas (IABSE), que junta 4 mil membros de 100 países e é considerado como o Nobel da Engenharia Civil.
 
 A cerimónia de entrega do prémio a José Mota Freitas, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e à sua equipa terá lugar a 9 de Setembro, na cerimónia de abertura do 33.º Congresso da IABSE, em Banguecoque.
 
Inaugurada a 13 de Outubro de 2007, com projecto do arquitecto grego Alexandros Tombazis, esta obra distingue-se pela complexidade, em termos de projecto de execução no âmbito da Engenharia Civil. Incorpora diversos materiais e procura responder a exigências particulares de acústica e iluminação.
 
Na igreja é utilizado o betão branco, que foi arrefecido através do método de projecção de azoto líquido a -300º, solução que nunca tinha sido experimentada em Portugal.
 
 O Outstanding Structure Award reconhece as estruturas mais inovadoras, criativas e estimulantes surgidas nos últimos anos.
 
 Em comunicado de imprensa, a IABSE destaca a "aproximação" ao local e a interacção da Igreja com os elementos ali existentes, conseguindo ser, ao mesmo tempo, "um espaço completamente funcional para vários propósitos".
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 15:28

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A terceira Encíclica de Bento XVI, “Caritas in veritate” será apresentada no próximo dia 7 de Julho durante uma conferencia de imprensa em que participarão o Cardeal Renato Rafael Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, o Cardeal Paulo Cordes, Presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, o Arcebispo D. Giampaolo Crepaldi, secretario do Conselho Pontifício Justiça e Paz e o prof. Stefano Zamagni, consultor do mesmo dicastério do Vaticano. A Encíclica será distribuída em seis línguas, incluindo o português e tem a data de 29 de Junho Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
 
 
 (Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 14:08

Vídeo em espanhol

“Depois do Concílio Vaticano II” verificou-se, “aqui e além”, a errónea “impressão de que na missão dos sacerdotes neste nosso tempo, houvesse algo de mais urgente”, isto é, “que se devesse em primeiro lugar construir uma sociedade diferente” – observou Bento XVI, na audiência geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro. Ora, na realidade, “a missão sacerdotal” é essencialmente “cultual”.
 
“A identidade pessoal do padre, enraizada na sua chamada e na sua configuração com Cristo, não se pode separar da sua actividade pastoral. Na verdade, o ministério de cada padre é essencialmente cultual, no pleno sentido da palavra: significa tornar os fiéis capazes de oferecerem a sua vida a Deus como sacrifício que lhe é agradável”.
 
Por outras palavras, há que manter sempre unidos “os dois elementos essenciais dos sacerdotes: anunciar o Evangelho e expulsar os espíritos do mal”. “Palavra e sacramento são as duas colunas do serviço sacerdotal”.
 
“Na vida do presbítero, não se encontram separados anúncio missionário e culto. É mediante a pregação do Evangelho que se gera nos crentes a fé, para que estes se unam ao sacrifício de Cristo com o sacrifício espiritual das suas vidas. É urgente recuperar o primado da graça divina, assim como a consciência da própria identidade, no exercício do ministério sacerdotal”, cujos elementos essenciais são o anúncio da Palavra e a celebração dos sacramentos".
 
Trata-se, insistiu o Papa, de um “primado absoluto”, sobre o qual há que recuperar uma convicção “clara e inequívoca”. “O amor pelo próximo, a atenção à justiça e aos pobres – advertiu Bento XVI – não são tanto temas de moral social, mas sobretudo expressão de uma concepção sacramental da moralidade cristã”.
 
“É de Deus que vem a graça da renovação espiritual, para os padres como para toda a Igreja. Trata-se acima de tudo de avançar cada vez mais na identificação com Cristo, que assegura a fidelidade e a fecundidade do testemunho evangélico”. O Padre é um convertido, renovado pelo Espírito, chamado por Deus para que a Palavra da salvação chegue até aos confins da terra".
 
Mas ouçamos a saudação dirigida pelo Papa aos peregrinos de língua portuguesa:
 
“Amados peregrinos de língua portuguesa, uma saudação afectuosa para todos, especialmente para os grupos do Brasil e de Portugal: esta peregrinação a Roma encha de luz e fortaleza o vosso testemunho diário como seguidores de Jesus Cristo, único Salvador e Senhor da vida: fora d'Ele, não há vida, nem esperança de a ter. Com Cristo, sucesso eterno à vida que Deus vos confiou. Sobre cada um de vós e respectiva família, desça a minha Bênção.”
 
Saudando os peregrinos italianos presentes na audiência geral desta semana, o Papa pediu acções para "combater eficazmente o fenómeno devastador da usura e da extorsão".
 
"Não falte, por parte do Estado, uma ajuda adequado e apoio para as famílias em dificuldade e sem emprego, que encontram a coragem de denunciar os que se aproveitam da sua trágica condição", desejou.
 
O Papa falou ainda da "importância dos valores éticos e morais" na política e aproveitou a ocasião para deixar votos de férias "serenas e profícuas" aos que vão agora gozar de um período de repouso.
 
"Há muitos de vós, contudo, que por diversas razões não poderão gozar de férias. Chegue até vós, caros irmãos e irmãs, a minha saudação afectuosa, com os votos de que não vos falte a solidariedade e a proximidade das pessoas queridas", prosseguiu.
 
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:00

O blogue “Spe Deus” que existe desde o dia 14 de Fevereiro de 2008 e tem um contador de visitantes desde o dia 20 de Abril, em pouco mais de oito meses, ou seja, em 30 de Dezembro atingiu as 7.000 visitas e quase11.850 páginas consultadas.
 
Volvidos seis meses, ultrapassou as 32.150 visitas e 52.700 páginas visitadas, representando um crescimento neste período de 359,29% de visitas.
 
Os visitantes com origem no Brasil continuam a representar mais de metade das entradas, e o Evangelho do dia a ser o factor visita mais frequente, fruto de procura nos sistemas de busca com forte prevalência do Google, seguindo-se os Cantos Gregorianos e as quinze Orações de Santa Brígida da Suécia, cuja memória festejaremos no próximo dia 23 de Julho.
 
Outros dados estatísticos poderiam ser antecipados, mas o verdadeiramente importante é que o “Spe Deus” não é propriedade do signatário, mas em tudo o que tiver de positivo pertence ao Senhor e a vós que o lêem, os erros cometidos foram-no por ausência de humildade do signatário, mas mesmo estes, oferece-os a Jesus Cristo Nosso Senhor, agradecendo-Lhe por através deles me ter ajudado a procurar de coração contrito a via para os emendar com fé e amor.
 
Bem-haja o Senhor e todos vós!
 
(JPR)
publicado por spedeus às 00:05

Durante um encontro na residência universitária Alameda, em Santiago do Chile, perguntaram-lhe como se inflama a alma, para amar a Jesus Cristo: “Inflama-se, quando cuidas, bem recolhida, a oração; e quando o recebes na Comunhão, e repetes na tua acção de graças: eu sei que és Tu, eu creio com toda a minha alma; sei que Tu estás real, verdadeira e substancialmente, oculto sob as espécies sacramentais, com o teu Corpo, o teu Sangue, a tua Alma e a tua Divindade. E vai passando o tempo, e depois contas-lhe o que amas, porque Ele ouve-te e escuta te”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1889 )

publicado por spedeus às 00:04

De pouco adianta ao mundo dispor de filosofias esporádicas, que costumam ser volúveis ao extremo. Periodicamente se apresentam ideologias que, num primeiro momento, parecem ser a palavra derradeira da humanidade. Mas não há nenhuma que ultrapasse os 100 anos de vigência, para depois ser vítima da voragem dos tempos, e ser substituída por outras. São todos louváveis esforços humanos, mas padecem de autoridade para se impor. Os conceitos de bom senso, de justiça, de direito, de fraternidade, de verdadeira vida familiar, que de fato vigem entre os povos, directa ou indirectamente nascem da Igreja Católica. Os próprios Direitos Humanos tem sua origem nas páginas do Evangelho - e ó curiosidade - às vezes são usados contra a própria Igreja, cujos filhos se esquecem desses valores perenes. É a vontade do divino Mestre que se cumpre, pois Ele queria que sua Igreja fosse sal da terra.
 
Há um aspecto pouco comentado, que transmite uma força incrível ao mundo moderno. É a presença do Papa, como mestre de pensamentos sólidos de teologia, de moralidade, de convivência pacífica, e de justiça. Haver essa pessoa, revestida de autoridade, cheia de fé e de zelo pela humanidade, é da vontade do próprio Mestre. Ele emprestou uma autoridade a São Pedro, que não foi concedida a nenhuma outra pessoa. “Tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos na fé”  (Lc 22, 32). As Escrituras do Novo Testamento são muito claras em dar a esse Apóstolo uma importância inequívoca de palavra e de decisões. Se Jesus queria esse serviço, então não restringiu sua iniciativa a São Pedro. Mas alargou essa missão para os seus sucessores, através dos tempos. As intervenções do Santo Padre não gozam de unanimidade. Muitos de seus ensinamentos são apodados de retrógrados, o até de medievais. Mas são a palavra do bom senso, do respeito pela pessoa humana. Como se está verificando na questão das células - tronco embrionárias. A ciência, discretamente envergonhada, já descobriu que as células- tronco somáticas, substituem, com vantagens, as primeiras, sem eliminar vidas em formação. Ouçamos sempre com carinho os sábios ensinamentos de Bento XVI, e rezemos diariamente por ele, para que consiga cumprir sua missão.
 
 
D. Aloísio Roque Oppermann – Arcebispo de Uberaba, MG
29.06.2009
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos Jesuítas
 
«Resida nos vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados» (Col 3, 15)
 
É próprio de Deus e dos Seus anjos, em Suas moções, dar verdadeira alegria e gozo espiritual, tirando toda a tristeza e perturbação que o inimigo suscita. Deste é próprio lutar contra a alegria e consolação espiritual, apresentando razões aparentes, subtilezas e contínuas falácias. Só a Deus Nosso Senhor pertence dar consolação à alma sem causa precedente. Porque é próprio do Criador entrar, sair, produzir moções na alma, trazendo-a toda ao amor de Sua divina majestade. Digo: sem causa, [isto é,] sem nenhum prévio sentimento ou conhecimento de algum objecto pelo qual venha essa consolação, mediante seus actos de entendimento e vontade.
 
É próprio do anjo mau, que se disfarça «em anjo de luz» (2Cor 11, 14), entrar com o que se acomoda à alma devota e sair com o que lhe convém a si, isto é, propor pensamentos bons e santos acomodados a essa alma justa, e depois, pouco a pouco, procurar trazer a alma aos seus enganos encobertos e perversas intenções.
 
Devemos estar muito atentos ao decurso dos nossos pensamentos. Se o princípio, meio e fim são inteiramente bons, inclinando em tudo ao bem, é sinal do bom anjo. Mas se o decurso dos pensamentos acaba nalguma coisa má, ou distractiva, ou menos boa que aquela que a alma antes se propusera fazer, ou a enfraquece, ou inquieta, ou a perturba tirando-lhe a paz, a tranquilidade e quietude que antes tinha, é claro sinal de que procede do mau espírito, inimigo do nosso proveito e salvação eterna [...]. Naqueles que progridem de bem em melhor, o anjo bom toca-lhes a alma doce, leve e suavemente, como uma gota de água que penetra numa esponja; e o mau [anjo] toca agudamente, com ruído e agitação [...].
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Mateus 8, 28-34
 
Naquele tempo,
quando Jesus chegou à região dos gadarenos,
na outra margem do lago,
vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados.
Eram tão furiosos
que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho.
E disseram aos gritos:
«Que tens que ver connosco, Filho de Deus?
Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?».
Ora, perto dali,
andava a pastar uma grande vara de porcos.
Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo:
«Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos».
Jesus respondeu-lhes: «Então ide».
Eles saíram e foram para os porcos.
Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo
e afogaram-se no lago.
Os guardadores fugiram
e foram à cidade contar tudo o que acontecera,
incluindo o caso dos endemoninhados.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus.
Quando O viram,
pediram-Lhe que Se retirasse do seu território.
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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