«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

26
Ago 09

Vídeo em espanhol

O Papa Bento XVI quis dar o seu apoio aos responsáveis dos governos e das agências internacionais que se reunirão nas Nações Unidas para se confrontarem sobre o tema das mudanças climáticas. É muito importante – explicou durante a audiência geral na residência de Castelgandolfo, que todos os chefes de governo actuem conjuntamente a favor da defesa do ambiente, mas também para promover condições de vida mais dignas para todos os povos.“A comunidade internacional e os vários governos saibam dar os sinais justos aos próprios cidadãos para utilizar os recursos naturais de maneira justa e em benefício das populações futuras, substituindo o actual modelo de desenvolvimento global com um modelo de desenvolvimento humano integral como nos pede o escândalo da fome e da miséria que continua.
 
Aproximamo-nos do fim do mês de Agosto, para muitos conclusão das férias de verão, e convido-vos a agradecer comigo o Senhor pelo dom precioso da Criação disse Bento XVI dirigindo-se aos cerca de 4 mil peregrinos congregados no pátio do palácio pontifício de Castelgandolfo, referindo-se também á jornada para a salvaguarda da criação que a Igreja italiana celebra anualmente no dia 1 de Setembro por iniciativa do departamento para a pastoral social da conferência episcopal italiana.
 
As diferentes formas de degradação e as calamidades naturais são para nós um apelo ao respeito que se deve à natureza, ao valor de uma relação correcta com o ambiente, preocupação justa das autoridades e da opinião pública: a terra é dom precioso do Criador e nós somos os seus administradores.
 
Com esta consciência a Igreja considera a questão ambiental e a salvaguarda da natureza intimamente conexas com a doutrina sobre a dignidade humana. Se a ecologia humana é respeitada também a ecologia ambiental daí tira vantagem, se falta a relação com o Criador, pelo contrário a matéria é reduzida ao possesso, a uma corrida desenfreada a possuir o mais possível. O ambiente natural é dado por Deus para todos, a criação é confiado à responsabilidade do homem, chamado a exercer um governo responsável e a encontrar os recursos necessários e uma existência digna para todos.
 
Segundo Bento XVI a humanidade é capaz de desempenhar o grave dever de entregar a Terra às novas gerações, mas é preciso envidar esforços para proteger o homem contra a destruição de si próprio.
 
E a concluir fez votos de que a aliança entre o ser humano e o ambiente seja espelho do amor a Deus, louvado por São Francisco como Altíssimo Omnipotente bom Senhor que criou tudo. Queremos rezar e viver no espírito destas palavras – disse.
 
Esta a saudação em língua portuguesa:
 
Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Coral de Vila Real e de Mogi das Cruzes, desejando que esta visita ao Sucessor de Pedro fortaleça a vossa fé e vos ajude a irradiar o Amor de Deus na própria casa e na sociedade. O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençoo.
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 11:55

publicado por spedeus às 11:00

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O Papa Bento XVI concedeu a indulgência plenária a todos os que no Ano Celestino, 28 de Agosto de 2009 a 29 de Agosto de 2010, visitem e rezem diante dos restos mortais na Aquila – Itália recentemente abalada por um forte terramoto.


(Fonte: site Radio Vaticana em língua italiana)

publicado por spedeus às 10:51

publicado por spedeus às 09:28

Irmão mais novo do falecido Presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963, e do Senador Robert F. Kennedy, também assassinado em 1968, Edward Kennedy, informalmente conhecido como Ted Kennedy, era oriundo de uma família católica profundamente marcada por eventos dolorosos.
 
Senador dos E.U.A. desde 1962, nomeado com apenas 30 de idade em substituição do seu irmão entretanto eleito para a presidência, era licenciado em Direito pelas Universidades de Harvard e da Virgínia.
 
Sofria de um tumor cerebral, tendo sido submetido a uma intervenção cirúrgica em Maio passado.
 
Após o recente falecimento da sua irmã Eunice Kennedy Shriver a 11 de Agosto de 2009, fundadora do Movimento para-olímpico, deixa-nos o último sobrevivente de uma geração que marcou toda uma época e que muito doou aos Estados Unidos e ao mundo na defesa dos mais fracos e dos direitos humanos, nomeadamente, a igualdade entre brancos e negros nos E.U.A.
 
Elevemos as nossas preces para que o Senhor na sua infinita misericórdia o acolha na Sua Casa.
 
;-(
 
(JPR)
 
 
Comunicado da família Kennedy
 
Edward M. Kennedy – o marido, o pai, o avô, irmão e tio que amávamos tão profundamente – morreu terça-feira à noite na casa de Hyannis Port. Perdemos o centro insubstituível da nossa família e a luz das nossas vidas, mas a inspiração da sua fé, optimismo e perseverança vai viver nos nossos corações para sempre. Agradecemos a todos os que lhe deram carinho e apoio ao longo do último ano, e a todos os que estiveram ao lado dele durante tantos anos na sua marcha incansável pelo progresso e justiça e oportunidade para todos. Amava o seu país e dedicou a sua vida a servi-lo. Acreditou sempre que os nossos melhores dias ainda estão para vir, mas é difícil imaginar que chegarão sem ele.
publicado por spedeus às 08:17

É uma contradição pedir às novas gerações o respeito do ambiente natural, quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se a si mesmas. O livro da natureza é uno e indivisível, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a vertente da vida, da sexualidade, do matrimónio, da família, das relações sociais, numa palavra, do desenvolvimento humano integral. Os deveres que temos para com o ambiente estão ligados com os deveres que temos para com a pessoa considerada em si mesma e em relação com os outros; não se podem exigir uns e espezinhar os outros. Esta é uma grave antinomia da mentalidade e do costume actual, que avilta a pessoa, transtorna o ambiente e prejudica a sociedade.

Caritas in veritate [IV – 51 (d)] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:04

Com D. Álvaro del Portillo e D. Javier Echevarría, na igreja de St. Dunstan, Canterbury, onde se conserva a cabeça de S. Tomás Moro. Uns dias antes numa carta aos membros do Opus Dei em Espanha, escrevia: “Só lhes digo que penso ser providencial a nossa estadia em Inglaterra, e que aqui podem nascer muitos trabalhos para a glória de Deus. Rezem, ponham como sempre Nossa Senhora por intercessora, e veremos realizadas grandes obras do nosso Opus Dei nesta encruzilhada da terra, para bem das almas de todo o mundo”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/26-8-5)
publicado por spedeus às 00:03

Meditação de 26-VIII-2009
publicado por spedeus às 00:02

São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e Doutor da Igreja
2º sermão para o 1º dia da Quaresma, 5; PL 183, 172-174 (a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 143)
 
«Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)
 
«Rasgai os vossos corações, e não as vossas vestes», diz o profeta (Jl 2, 13). Qual de entre vós tem uma vontade particularmente submissa à teimosia? Que rasgue o seu coração com a espada do Espírito, que não é outra senão a Palavra de Deus. Que o rasgue e o reduza a pó, porque ninguém pode converter-se ao Senhor se não com o coração quebrado. [...] Escuta um homem que Deus encontrou de acordo com o Seu coração: «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme» (Sl 56, 8). Está firme para a adversidade, está firme para a prosperidade, está pronto para as coisas humildes, está pronto para aquelas que são elevadas, está pronto para o que ordenares. [...] «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme». Quem está, como David, pronto a partir, a entrar e a caminhar segundo a vontade do Rei?
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Mateus 23,27-32
 
Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: formosos por fora, mas, por
dentro, cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de imundície!
Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.
Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, que edificais sepulcros aos profetas e adornais os túmulos dos justos,
dizendo: 'Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!’
Deste modo, confessais que sois filhos dos que assassinaram os profetas.
Acabai, então, de encher a medida dos vossos pais!
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

25
Ago 09
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Reacção ao número crescente de migrantes mortos no Mediterrâneo
 
O presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), D. Antonio Maria Veglió, reagiu a mais uma tragédia com migrantes no Mediterrâneo, defendendo que socorrer clandestinos no mar é uma “questão humanitária”.
 
“Todos os migrantes têm direitos fundamentais que devem ser respeitados, em qualquer situação”, disse, após a morte de 73 eritreus que rumavam à Europa, num barco. Depois de passar 23 dias no mar sem combustível, comida, água ou socorro, somente cinco pessoas conseguiram sobreviver e contaram a sua odisseia.
 
As autoridades italianas e maltesas afirmaram duvidar do relato dos sobreviventes, mas a repercussão do episódio gerou críticas e a condenação unânime da ONU e da Igreja Católica.
 
Em entrevista à Rádio Vaticano, o presidente do CPPMI disse que o direito humanitário “acentua-se em situações de extrema necessidade, como por exemplo estar à mercê das ondas do mar”.
 
Para D. Vegliò, “se por um lado é importante vigiar zonas de mar e empreender iniciativas humanitárias, é legítimo o direito dos Estados de administrar e regular as migrações”.
 
Contudo, observou o arcebispo, deveriam “harmonizar-se as diversas disposições legislativas, na perspectiva de salvaguardar as exigências e os direitos das pessoas e das famílias migrantes e, ao mesmo tempo, os das sociedades de chegada dos próprios migrantes”.
 
Segundo este responsável, algumas sociedades “desenvolveram sentimentos de rejeição ao estrangeiro, originados não só por uma falta de conhecimento do outro, mas também por um sentido de egoísmo, pelo que não se quer partilhar com o estrangeiro o que se tem”.
 
Segundo as últimas estatísticas, desde 1988 até hoje, o número de potenciais migrantes naufragados ou vítimas nas fronteiras da Europa supera os 14 500 mortos.
 
O Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, assegurou D. Vegliò, “sente-se entristecido pelo contínua repetição destas tragédias e reafirma o que foi dito pelo Papa na Caritas in Veritate: «Todo o migrante é uma pessoa humana que, enquanto tal, possui direitos fundamentais inalienáveis que devem ser respeitados por todos e em qualquer situação (142)»”.
 
O jornal da Conferência Episcopal Italiana, Avvenire, condenava Segunda-feira em editorial estes episódios, lamentando a “indiferença” face ao sofrimento dos migrantes.
 
“Hoje, quando lemos sobre as deportações de judeus na época do nazismo, perguntamos: Ninguém via nem ouvia os gritos que provinham dos vagões, parados nas estações? Naqueles anos, o totalitarismo e o terror faziam fechar os olhos. Hoje não. A indiferença é tranquila, resignada”, referia o quotidiano.
 
“Há uma lei do mar, bem mais antiga do que a codificada em tratados, que ordena: no mar, socorre-se. Violar essa antiga lei ameaça as nossas raízes fundamentais, a ideia do que é um homem e de como ele é precioso”, acrescentava o texto.
 
Os cinco imigrantes da Eritreia, resgatados na última Quinta-feira perto da ilha de Lampedusa, no sul da Itália, estão a ser investigados pelo crime de imigração clandestina, sob a Lei de Segurança, em vigor desde o dia 8 de Agosto deste ano.

Internacional | Octávio Carmo | 2009-08-25 | 16:14:32 | 3952 Caracteres | Migrações
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 17:33

publicado por spedeus às 13:57

O cineasta britânico Roland Joffé está a fimar na Argentina "There Be Dragons", um filme sobre a vida de Josemaría Escrivá de Balaguer, o sacerdote espanhol fundador do Opus Dei e canonizado em 2002 por João Paulo II.
 
Rodrigo Santoro está na produção e Escrivá será vivido pelo actor britânico Charlie Cox, recentemente visto como o herói de "Stardust-O mistério da estrela".
 
"Achei que podia ser interessante contar uma história moderna sobre um homem que foi santificado há tão pouco tempo ", explicou Joffé à imprensa local.
 
"O propósito do filme não é falar do Opus Dei, e sim de questionar o que significa estar vivo. O filme fala de emoções humanas, amor, ódio, desejo, adoração, experiência religiosa", acrescentou.
 
Entre actores e técnicos, 600 pessoas trabalham nas filmagens, que decorrem na Praça Belgrano, na localidade de Luján, a cerca de 70 km a norte de Buenos Aires. Luján atrai centenas de milhares de peregrinos todos os anos para sua imponente basílica.
 
No elenco estão ainda os americanos West Bentley e Geraldine Chaplin, a ucraniana Olga Kurylenko, o britânico Derek Jacobi e os espanhóis Ana Torrent e Jordi Mollá, entre outros.

 
Do ponto de vista religioso, o cineasta conta com o apoio do padre americano John Wauck que mora na sede do Opus Dei em Roma e dá aulas de literatura e fé cristã na Pontifícia Universidade de Santa Cruz.
 
Copyright © 2009 AFP. (com ligeiras adaptações da responsabilidade de JPR)

publicado por spedeus às 12:18

Tal como as virtudes humanas são intercomunicantes, de modo que o enfraquecimento de uma põe em risco também as outras, assim também o sistema ecológico se rege sobre o respeito de um projecto que se refere tanto à sã convivência em sociedade como ao bom relacionamento com a natureza.
 
Caritas in veritate [IV – 51 (c)] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:04

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Escreve num guião que utiliza para pregar: “Meios para alcançar o Amor: o que é grande começa por ser pequeno. Coisas pequenas…”
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/25-8-5)

publicado por spedeus às 00:03

Meditação de 25-VIII-2009

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Homilias sobre Josué, n°5, 2 (a partir da trad. SC 71, p. 167)
 
 
«Limpa antes o interior do copo»
 
 
Partamos para a guerra como Josué; tomemos de assalto a cidade mais importante deste mundo, a malícia, e destruamos as muralhas orgulhosas do pecado. Olhando ao teu redor, vês o caminho que é preciso seguir, que campo de batalha precisas de escolher? As minhas palavras vão surpreender-te; no entanto, são verdadeiras: limita a tua procura a ti mesmo. Em ti está o combate a que deves entregar-te; dentro de ti está o edifício da malícia que é preciso destruir; o teu inimigo vem do fundo do teu coração.
 
Não sou eu que o digo, mas Cristo; escuta-O: «Do coração procedem as más intenções, os assassínios, os adultérios, as prostituições, os roubos, os falsos testemunhos e as blasfémias» (Mt 15, 19). Conheces o poder deste exército inimigo que avança contra ti do fundo do teu coração? Ei-los, os  inimigos a massacrar no primeiro combate, a arrasar na primeira linha. Se formos capazes de derrubar as suas muralhas e destruí-los até que não reste nenhum para o contar, nenhum com vida (Jos 11, 14), nem um só que possa recuperar o fôlego e reaparecer nos nossos pensamentos, então Jesus dar-nos-á o grande descanso.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Mateus 23,23-26
 
Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho e desprezais o mais
importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade! Devíeis praticar estas coisas, sem deixar aquelas.
Guias cegos, que filtrais um mosquito e engolis um camelo!
Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, quando por dentro estão cheios de
rapina e de iniquidade!
Fariseu cego! Limpa antes o interior do copo, para que o exterior também fique limpo.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

24
Ago 09
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Se querem legislar sobre as uniões de facto que não as equiparem ao matrimónio. O desafio é do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa numa primeira reacção ao veto do Chefe de Estado.
 
Para D. Jorge Ortiga, a nova lei sobre as uniões de facto é inoportuna, precipitada e precisa de um debate alargado a toda a sociedade portuguesa.

“Deverá ser devidamente equacionado, mas talvez com esta precipitação, não seja o melhor caminho. Estou perfeitamente de acordo com o senhor Presidente da República dizendo que será uma questão inoportuna. Talvez fosse mais adequado esperar por outro momento, envolver a sociedade portuguesa”, refere.

D. Jorge Ortiga lembra ainda a última nota dos Bispos portugueses sobre as eleições, onde é lançado um apelo aos partidos políticos para dizerem o que pensam sobre estas matérias.
O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa apoia o veto presidencial à lei sobre as uniões de facto.
 
(Fonte: site Rádio Renascença)

publicado por spedeus às 22:19

Meditação de 24-VIII-2009

publicado por spedeus às 22:06

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Igreja disponibiliza apoio dos 13 mil agentes envolvidos na contenção da epidemia
 
A Pastoral da SIDA/AIDS vai colaborar com o Ministério da Saúde do Brasil, numa campanha que visa estimular a realização do teste de detecção da doença.
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, D. Dimas Lara, sublinhou a importância do diagnóstico precoce do vírus VIH/HIV e, no caso das grávidas, da sífilis. 
 
O assessor nacional da Pastoral da SIDA/AIDS, Frei Luiz Carlos Lunardi, explicou o contexto da parceria: “O governo dá os medicamentos e o teste. A Igreja participa com a sua capacidade de convocar, informar e sensibilizar, aproveitando a rede bem articulada que tem na organização das comunidades”. 
 
A Pastoral da SIDA, que se identifica como um serviço prestado pela Igreja na contenção da epidemia, possui 13 mil agentes, estando presente em 142 das 272 dioceses do Brasil. 
 
D. Dimas Lara referiu que as formas concretas do convénio continuam em discussão com os grupos responsáveis. A expectativa é de que a campanha seja lançada no próximo mês em Brasília. Numa primeira fase, o programa atingirá seis cidades.
 
 
Com Zenit
 
Internacional | Agência Ecclesia | 2009-08-24 | 16:53:15 | 1435 Caracteres | Brasil
  
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 17:22

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Senhor Presidente da Assembleia da República
Excelência,
 
Tendo recebido, para ser promulgado como lei, o Decreto nº 349/X da Assembleia da República, que procede à primeira alteração à Lei n.º 7/2001, de 11 de Maio, decidi, nos termos do artigo 136º da Constituição, não promulgar aquele diploma, com os seguintes fundamentos:
 
1 – Na sociedade portuguesa, a opção pela vida em comum em união de facto tem vindo a assumir uma dimensão crescente, como o revelam as estatísticas que evidenciam um aumento do número daqueles que procedem àquela opção.
Trata-se da escolha pessoal de um modo de vida em comum que, numa sociedade livre, aberta e plural, o Estado deve respeitar, não colocando quaisquer entraves à sua constituição, nem impondo aos cidadãos um outro modelo de comunhão de vida.
 
2 – A dimensão que este fenómeno adquiriu, até em termos puramente quantitativos, tem suscitado múltiplas questões aos mais diversos níveis, quer em termos pessoais, quer em termos patrimoniais. Simplesmente, a definição global do regime jurídico das uniões de facto impõe, por parte do legislador, uma opção entre dois modelos claramente diferenciados: um, assenta numa tendencial aproximação do regime das uniões de facto ao regime jurídico do casamento; outro, distingue de forma nítida, seja quanto aos pressupostos, seja quanto ao respectivo conteúdo, o regime do casamento do regime da união de facto, configurando a união de facto como uma opção de liberdade a que correspondem efeitos jurídicos menos densos e mais flexíveis do que os do casamento, sem prejuízo da extensão pontual de direitos e deveres imposta pelo princípio constitucional da igualdade.
 
3 – Trata-se de uma opção de fundo, que se impõe ao legislador, entre dois modelos jurídicos claramente diferenciados, a que corresponderão soluções normativas também claramente distintas, com consequências práticas muito diversas na esfera pessoal dos cidadãos. Abre-se, pois, a este respeito, um amplo espaço de debate na sociedade portuguesa, que deve ser aprofundado e amadurecido de forma muito ponderada, uma vez que está em causa o respeito por uma decisão livre e voluntária de muitos milhares de pessoas, as quais optaram por um tipo de vida em comum que não desejaram fosse enquadrado no regime jurídico do casamento.
 
4 – Na verdade, a equiparação do regime jurídico das uniões de facto ao regime do casamento pode redundar, afinal, na compressão de um espaço de liberdade de escolha. Ao que acresce o risco de uma tendencial equiparação entre duas realidades distintas – e que os cidadãos pretendem que assim o sejam – se converter, no fim de contas, na criação de dois tipos de casamento ou, melhor dizendo, de transformar a união de facto num «para-casamento», num «proto-casamento» ou num «casamento de segunda ordem».
 
5 – Suscitam-se, a este propósito, diversas interrogações. Assim, é possível questionar, desde logo: deve o regime jurídico das uniões de facto evoluir no sentido da equiparação ao do casamento? Ou, ao invés, deve subsistir um regime de união de facto, razoável e claramente distinto do regime do casamento, menos denso e mais flexível, que os indivíduos possam livremente escolher? Se o legislador optar por um modelo de equiparação, não se deveria conceder aos cidadãos a possibilidade de, no mínimo, continuarem a viver fora desse enquadramento, agora mais rígido? Será possível conceber um modelo que assegure, de forma equilibrada, uma protecção jurídica mais consistente aos que decidam viver em união de facto mas sem que daí resulte uma indesejada equiparação ao regime do casamento?
 
6 – O diploma em apreço contém soluções normativas complexas que claramente indiciam que o legislador optou por aproximar o regime das uniões de facto ao regime do casamento – estabelecendo, por exemplo, no artigo 5º-A, uma presunção da compropriedade de bens e uma regra de responsabilidade solidária por dívidas ou prevendo a possibilidade de compensação de danos em caso de dissolução da união de facto –, sem que tal opção tenha sido precedida do necessário debate na sociedade portuguesa, envolvendo especialistas em diversas áreas relevantes para o assunto em questão e, bem assim, todos os cidadãos.
 
7 – A ausência de um debate aprofundado sobre uma matéria que é naturalmente geradora de controvérsia revela, além disso, a inoportunidade de se proceder a uma alteração de fundo deste alcance no actual momento de final da legislatura, em que a atenção dos agentes políticos e dos cidadãos se encontra concentrada noutras prioridades. Para mais, num domínio como este, em que se encontram em causa múltiplos aspectos práticos da vida das pessoas, impõe-se um princípio de estabilidade e previsibilidade do Direito, pelo que qualquer solução que se venha a acolher deve merecer uma adequada ponderação e um aprofundado debate.
 
8 – Assim, sem contestar a eventual necessidade de se proceder a um aperfeiçoamento do regime jurídico das uniões de facto – um juízo que deve caber, em primeira linha, ao novo legislador – considera-se que, na actual conjuntura, essa alteração não só é inoportuna como não foi objecto de uma discussão com a profundidade que a importância do tema necessariamente exige, até pelas consequências que dele decorrem para a vida de milhares de portugueses.
Assim, nos termos do artigo 136º da Constituição, decidi devolver à Assembleia da República sem promulgação o Decreto n º 349/X da Assembleia da República, que procede à primeira alteração à Lei n.º 7/2001, de 11 de Maio. 
 
 
(Fonte: site da Presidência da República Portuguesa AQUI)
publicado por spedeus às 17:10

 

Feminicide é o termo francês para um novo crime de guerra cujas vítimas são as mulheres. Há 14 anos que a realidade quotidiana no Congo passa por violações colectivas repetidas na praça pública de homens e mulheres, mas de forma particularmente violenta de crianças e mulheres entre os 3 e os 78 anos. Neste país a violação das mulheres representa sempre para elas uma dupla condenação: pelos contornos da violência em si mesma, e porque as que sobrevivem às dores não sobrevivem à humilhação.
 
No Congo as crianças e as mulheres violadas são sempre rejeitadas pelas comunidades. As que não morrem fisicamente, morrem socialmente.
 
É cruel de mais. Assinei ontem a petição online que pretende alertar o mundo para esta realidade e deixo aqui o endereço para o caso de alguém querer saber mais do que se passa naquela latitude. Sei que estamos em Agosto e que não apetece pensar nos horrores da guerra entre dois mergulhos na praia, mas, como diz a canção, "vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar". O silêncio mata e, neste contexto, pode ser mais um elemento assassino. Vivemos num país onde nem sequer há tradução para o termo "feminicide" e também por isso vale a pena parar e clicar em www.stoppons-le-feminicide-au-congo.com .
 
 
Laurinda Alves (Jornalista) – crónica publicada em 24 de Agosto no jornal “i”

 

Nota:

 

Com o devido respeito pela Laurinda Alves o título parece-me infeliz, pois não se trata de crimes de guerra, mas sim crimes contra a humanidade e a dignidade humana, sejam praticados em estado de guerra ou aparente “paz”.
 
Há dias o Jornal de Notícias do Porto publicava uma notícia com o seguinte título “ Duas mulheres violadas por engano”, como se tal fosse possível, tal não é o desnorte relativista que grassa por aí.
 
(JPR)

publicado por spedeus às 14:19

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Iniciou-se neste Domingo na cidade italiana de Rimini o Meeting para a amizade entre os povos, do movimento “Comunhão e Libertação”. O encontro foi inaugurado com a Santa Missa presidida pelo Bispo da diocese D. Francisco Lambiasi que nesta ocasião leu também a mensagem enviada pelo Papa.
 
“O meeting continue a recolher os desafios e as interrogações que os tempos de hoje impõem á fé. Na mensagem enviada através do Secretário de Estado Cardeal Tarcisio Bertone, o Papa escreve que o acontecimento cristão representa um encontro e portanto uma experiencia de conhecimento para o homem. Mas como conseguir um conhecimento fiável e objectivo? Bento XVI sublinha que a gnoseologia, a teoria do conhecimento, a epistemologia, o conhecimento científico trouxeram á luz o papel determinante do sujeito do conhecimento. Olhando em particular para a ciência, sublinha os limites do conhecimento científico que proponha o dogma positivista da pura objectividade, cujo objecto parece ser regulado pela perspectiva do observador que condiciona o resultado. Para o Papa a pura objectividade resulta uma pura abstracção, expressão de um conhecimento inadequado. E isto vale não só para as ciências naturais como para a historia que muitas vezes transmite visões do mundo ligadas á liberdade dos homens, às suas opções, ás suas diversidades.
 
Para o Papa Bento XVI o processo de conhecimento passa através da honestidade intelectual e da disponibilidade á escuta de quem quer conhecer, acolhendo o objecto do conhecimento com simpatia. Há a força cognoscitiva do amor e amar significa conhecer. E é precisamente o amor o instrumento privilegiado para conhecer a verdade e o acontecimento do encontro com o Criador do homem.
 
Esta 30ª edição do meeting do “Comunhão e Libertação” foi inaugurada num pavilhão da feira de Rimini com a celebração da Santa Missa. Na homilia o Bispo D. Francisco Lambiasi salientou que hoje já não é possível ser cristãos por hábito ou por convenção, mas somente por opção. E a escolha de Cristo pode acontecer apenas por enamoramento e por convicção. Todos os dias sentimos que alguém recua e corta os contactos com a Igreja do Senhor porque considera o discurso cristão demasiado duro. Quem não acredita em Jesus não conhece realmente a realidade.São mais de 3 mil os voluntários que animarão esta edição do Meeting, provenientes da Itália, Rússia, Espanha, Portugal, Lituânia, Kosovo, França, Suíça, e Grã-bretanha.
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana, com adaptação e correcção ortográfica de JPR)

publicado por spedeus às 12:08

Santuario de Torreciudad
publicado por spedeus às 07:36

Além disso, quantos recursos naturais são devastados pela guerra! A paz dos povos e entre os povos permitiria também uma maior preservação da natureza. O açambarcamento dos recursos, especialmente da água, pode provocar graves conflitos entre as populações envolvidas. Um acordo pacífico sobre o uso dos recursos pode salvaguardar a natureza e, simultaneamente, o bem-estar das sociedades interessadas.
 
Caritas in veritate [IV – 51 (b)] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:04

Durante o retiro que faz em Segóvia anota: “Estava a precisar muito deste retiro. É mister que o pecador Josemaría se torne santo”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/24-8-5)
publicado por spedeus às 00:03

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São Bartolomeu - filho de Tholmai - é um dos doze apóstolos.
  
Muitos identificam-no com Natanael, mencionado em João 1,45: Jesus viu Natanael vindo até ele, e disse a seu respeito: "Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fraude". Natanael exclamou: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel". Jesus respondeu-lhe: "Crês só porque te disse: 'Eu vi-te sob a figueira'? Verás coisas maiores do que essas".
 
Além de João, Mateus, Marcos, Lucas, os Actos referem-se a ele como um dos Doze. Uma antiga tradição arménia afirma que o apóstolo Bartolomeu, que era da Galileia, foi para a Índia.
 
Pregou àquele povo a verdade do Senhor Jesus segundo o Evangelho de São Mateus. Depois de, naquela região, ter convertido muitos a Cristo, sustentando não poucas fadigas e superando muitas dificuldades, passou para a Arménia Maior, onde levou a fé cristã ao rei Polímio, a sua esposa e a mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que, por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram obter ordem para tirar a pele de Bartolomeu e depois decapitá-lo.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
 
Imagem de El Greco – Óleo sobre tela, 97 x 77 cm, Museu de El Greco, Toledo
publicado por spedeus às 00:02

Filoxeno de Mabboug (?- c. 523), bispo na Síria
Homilia n° 4, 76-79 (a partir da trad. SC 44, p. 95 rev.)
 
«Vem e verás»
 
Jesus renovou aos santos apóstolos o chamamento que tinha feito a Abraão. E a sua fé assemelhava-se à de Abraão; porque, tal como Abraão obedeceu logo que foi chamado (Gn 12), também os apóstolos seguiram Jesus logo que Ele os chamou e eles O ouviram. [...] Não foi um longo ensinamento o que os tornou discípulos, mas o simples facto de terem ouvido a palavra da fé. Como era viva, a fé deles obedeceu à vida logo que ouviu a voz viva. Imediatamente correram atrás dela, sem mais demoras; assim se vê que já eram discípulos no coração, mesmo antes de terem sido chamados.

Eis como age a fé que manteve a sua simplicidade. Não recebe o ensino à força de argumentos; mas, assim como os olhos sãos e puros recebem o raio de sol que lhes é enviado, sem raciocinarem nem trabalharem, e se dão conta da luz logo que se abrem [...], assim também os que têm a fé natural reconhecem a voz de Deus logo que a ouvem. Neles se ergue a luz da palavra; lançam-se alegremente ao seu encontro e acolhem-na, tal como nosso Senhor diz no Evangelho: «As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz e seguem-Me» (Jo 10, 27).
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São João 1,45-51
 
Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho
de José de Nazaré.»
Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!»
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.»
Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da
figueira!»
Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!»
Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: 'Vi-te debaixo da figueira'? Hás-de ver coisas maiores do que estas!»
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho
do Homem.»
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:00

23
Ago 09

Ele há dias em que “acordamos com os pés de fora”, em que parece que”todos nos devem e ninguém nos paga”.
 
Começamos por ter tido uma noite mal dormida, não tomámos o medicamento que deveríamos ter tomado à hora certa, no átrio do Templo aonde buscamos refúgio para estar com Ele e Lhe oferecermos as nossas desavenças connosco próprios faz-se barulho impeditivo da concentração de quem já entrou “mal-humorado”, em que à saída do Confessionário temos a consciência que fomos secos e vagos, em que uma senhora resolve atender e falar ao telemóvel num local que deveria ser exclusivamente de oração e culto, em que um vizinho resolve deixar um saco de lixo em local que a tal não se destina, em que um site de referência escreve à exaustão a contracção da preposição ‘a’ + o artigo definido ‘a’ com acento agudo quando deveria ser grave, etc., etc., e de quem é a culpa… minha é claro, que apesar de não haver exteriorizado o meu estado de espírito, nem tratado objectivamente mal ninguém do ponto de vista humano, ofendi o Senhor porque não abandonei de imediato as minhas desventuras no Seu misericordioso amor, sabendo ‘ab initio’ que só Ele e a Sua Santíssima Mãe me poderiam socorrer e consolar, em suma ser aquilo que sempre foram, o meu Porto de Abrigo. 
 
Perguntar-me-ão, por que raio expõe de uma forma tão aberta algo que é tão pessoal, responder-vos-ei que o meu único intuito é louvá-Lo, bom como à Virgem Santíssima e transmitir, que realmente nas nossas comezinhas atribulações é em Jesus Cristo Nosso Senhor e em Nossa Senhora que encontramos a verdadeira Paz, Caridade e Amor.
 
 
(JPR)

publicado por spedeus às 19:32

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Meu Caro João Maria Vianney 
 
         Muitos parabéns pelo 150º aniversário do teu falecimento, em 4 de Agosto de 1859. Não é costume felicitar ninguém pela sua morte, mas a morte dos santos é uma festa, como bem sabes, quando nesse dia te encontraste com o teu Senhor a quem servistes tão fielmente durante os teus 73 anos de vida. E fizeram festa todos os santos, como aqueles que no Céu te aguardavam depois de os teres ajudado, nesta vida, a encontrar o caminho, do qual muitos andavam afastados. 
 
         Nasceste numa família do campo em Dardilly, perto de Lião, tendo vivido os tempos da Revolução Francesa e os da ascensão e queda de Napoleão. Eras criancita de escassos anos quando teus pais albergavam padres que se tinham recusado a prestar o juramento a que os queriam obrigar a constituição civil, com risco de morte, e muitos fiéis que se queriam manter ligados à Igreja tinham de frequentar missas clandestinas, como foi aquela em que recebeste a primeira comunhão.        
 
         Foste crescendo, a situação da Igreja apaziguou-se com a concordata de Pio VII com Napoleão e surgiu-te a vocação ao sacerdócio, mas foi um tormento tê-lo conseguido, pois não tinhas grande jeito para os estudos, e então o Latim era um tormento. Até que te deixaram estudar por textos em Francês, e com a ajuda de um bom pároco, lá conseguiste que te ordenassem aos 28 anos, e em 1818 confiaram-te a aldeia de Ars, a Norte de Lião. 
 
         Era uma terra de uns 250 habitantes, em que aos Domingos havia bailes e bebedeiras, mas na igreja escassas mulheres e crianças apareciam. Arregaçaste as mangas e aos poucos tudo mudou. Começaste por devolver à condessa de Garets que vivia no castelo, uns móveis que tinha oferecido e ficaste com o mínimo de mobília, incluindo uma cama bem dura. Depois foram as escassas dietas, que incluíam uma panela de batatas cozidas que comias com pouco mais dias a fio, as esmolas, roupas e sapatos que davas aos pobres, as visitas aos paroquianos, a catequese às crianças e as homilias em que apelavas a uma vida melhor e à fuga dos maus costumes. Uma das tuas lutas eram os bailes e nem o castelo escapou às tuas críticas quando se soube que se lá se preparava um baile... que a boa castelã veio a cancelar. 
 
         Era patente o contraste entre a tua vida austera e o carinho com que tratavas das coisas do culto: para o Senhor, tudo te parecia pouco e era quase um milagre como conseguias para tal fim coisas bem ricas e, espantosamente, de um bom gosto que não era de esperar de um homem criado no campo. E depois a tua dedicação ao confessionário, onde chegavas a passar 18 horas por dia e a atender mais de 200 pessoas, que vinham de toda a França e de todas as categorias sociais e que, mesmo assim, passavam dias em Ars e nas redondezas à espera. E também não faltavam milagres que iam sucedendo, e que tu, modestamente, atribuías a Santa Filomena. Ainda tiveste maneira de organizar uma escola e um orfanato para meninas, a que deste o nome de “Providência”, e que era o teu enlevo. 
 
         Não admira que no teu falecimento 100.000 chorassem a tua morte em Ars – como o teu Senhor também chorou a morte do seu amigo Lázaro, em Betânia – e que Pio XI te canonizasse em 1925 e te declarasse depois padroeiro de todos os párocos do mundo. Ou que Bento XVI, comemorando os 150 anos do teu falecimento, tenha estabelecido um “Ano Sacerdotal”, tendo citado uma das tuas famosas saídas: “O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus”. Bem sabes como tanto precisamos de mais e de bons sacerdotes, e vê lá se dás um jeito, está bem? 
 
Fernando Sena Esteves
 
Agradecimento a António Faure por me haver dado a conhecer esta lindíssima missiva
publicado por spedeus às 17:46

Vídeo em espanhol

 

Seguir o Evangelho comporta dificuldades e renuncias porque muitas vezes é necessário ir contra corrente. Afirmou Bento XVI neste Domingo em Castelgandolfo antes da recitação da oração mariana do Angelus do meio-dia.
 
“Também hoje, não são poucos aqueles que ficam escandalizados diante do paradoxo da fé cristã. O ensinamento de Jesus parece duro, demasiado difícil de acolher e de pôr em prática. Há então quem o recusa e abandona Cristo; há quem tenta adaptar a sua palavra às modas do tempo desnaturando-lhe o sentido e o valor.
 
Estas palavras de Bento XVI comentavam o episódio evangélico da multidão que abandona Jesus depois do anuncio da sua morte e do dom da Eucaristia porque parece demasiado difícil segui-lo ainda. “Também vos quereis ir embora?, perguntou Jesus aos doze apóstolos.
 
“Esta inquietadora provocação – salientou o Papa - ressoa no nosso coração e espera de cada um uma resposta pessoal. Jesus de facto não se contenta de uma pertença superficial e formal, não lhe é suficiente uma primeira e entusiástica adesão; pelo contrário é necessário tomar parte durante a vida inteira no seu pensar e no seu querer. Porém segui-lo enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência. E de facto os apóstolos responderam “para quem iremos nós Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! E nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus.
 
Queridos irmãos e irmãs – concluiu o Papa dirigindo-se ao cerca de 4 mil fiéis presentes em Castelgandolfo - também nós podemos repetir a resposta de Simão Pedro, conscientes certamente da nossa fragilidade humana, mas confiantes na potencia do Espírito Santo que se exprime e manifesta na comunhão com Jesus. Se abrimos com confiança o coração a Cristo, se nos deixemos conquistar por Ele, pudemos experimentar também nós juntamente com o Santo Cura d’Ars, que a nossa única felicidade nesta terra consiste em amar a Deus e saber que Ele nos ama, seguindo o exemplo da humilde menina de Nazaré, Mãe de Deus e mãe e modelo de todos os crentes.
 
Depois da recitação do Angelus o Papa recordou que neste Domingo na cidade italiana de Rimini inicia a XXX edição do Meeting para a amizade entre os povos que este ano tem como titulo “ o conhecimento é sempre um acontecimento. Dirigindo a sua saudação aos participantes Bento XVI fez votos de que ele seja uma ocasião propicia para compreender que “conhecer não é um acto apenas material, porque …….em cada conhecimento e em cada acto de amor, a alma do homem experimenta um « extra » que se assemelha muito a um dom recebido, a uma altura para a qual nos sentimos atraídos.
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 13:06

Isabel Flores y de Oliva nasceu no dia 20 de Abril de 1586, na cidade de Lima (capital do Peru), no seio duma família numerosa e rica de origem espanhola. Contudo os negócios declinaram e ficaram na miséria.

Isabel foi o nome colocado no baptismo. Mais tarde foi mudado para Rosa, com a aprovação do Arcebispo local, ao saber que uma criança índia tinha visto o seu rosto como uma rosa: de facto, possuía feições rosadas e era muito bela mas desde cedo, tentou disfarçar a sua beleza: esfregava os olhos com pimentos e maltratava o rosto à força de vigílias e jejuns.

Curiosamente fazia penitências logo na sua infância que eram dissimuladas pelo seu carácter alegre e simpático. Era dotada para as artes: cantava, tocava harpa e viola, fazia versos e desenhava tanto no papel como no pano.

Rosa teve também desde logo uma grande inclinação para a oração e meditação, procurando exercitar as virtudes da paciência, da penitência e da alegria.

Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Os pais queriam casá-la e tinha vários pretendentes mas ela recusou, defendendo-se com o voto de virgindade que tinha feito muito cedo.

Ingressou na Ordem Terceira de S. Domingos, inspirada pela vida Santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. Os pais indignaram-se com as atitudes que Isabel adoptara e começaram a maltratá-la ocupando-a dos trabalhos mais duros da casa o que ela fazia sem se queixar e sem abandonar os seus exercícios de piedade.

Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana.

Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou então o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria.

Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua cela, excepto para receber a Eucaristia.

A partir da tomada do hábito, imprimiu ainda mais rigor nas suas penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Estes são apenas alguns exemplos do que Rosa fazia por amor à Paixão de Cristo penitenciando o seu corpo

Vivendo em contínuo contacto com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. É-lhe reconhecido o dom da profecia e penetração dos corações, o dom dos milagres e tinha êxtases com frequência e por vezes com duração de 48 horas e até de 62 horas!

Aos trinta e um anos de idade, em Abril de 1617, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos até à morte (24 de Agosto).

Encontrando-se a morrer, olhava para a mãe aflita, que estava junto à sua cabeceira e, com alusão evangélica à parábola das 10 virgens disse-lhe: "Tenho de ser pontual; se não chegar à hora marcada, fechar-me-ão as portas como às virgens loucas" Fez sobre si o sinal da cruz e suspirou: "Jesus, Jesus, está comigo!"

Rosa foi beatificada em 1667 e canonizada a 12 de Abril de 1671 pelo papa Clemente X.


PALAVRAS DE SANTA ROSA LIMA RETIRADAS DE ESCRITOS:

"O Salvador fez ouvir a sua voz e disse com incomparável majestade:

«Saibam todos que à tribulação, se segue a graça; reconheçam que, sem o peso das aflições, não se pode chegar à plenitude da graça; compreendam que com o aumento dos trabalhos cresce simultaneamente a medida dos carismas. Não se deixem enganar: esta é a única escada verdadeira do paraíso, e sem a cruz não há caminho por onde se possa subir ao céu»

(...)Ó se os mortais conhecessem o que é a graça divina, como é bela, nobre e preciosa, quantas riquezas encerra, quantos tesouros, quantas alegrias e delícias em si contêm!

(...) Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que porventura lhe advêm, se conhecesse a balança em que são pesados para serem distribuídos pelos homens"

"Oh, que daria eu por anunciar o Evangelho! Atravessaria cidades pregando a penitência, com os pés descalços, o crucifixo na mão e o corpo envolvido num cilício espantoso. Caminharia durante a noite gritando: deixai as vossas iniquidades. Até quando sereis como rebanhos aturdidos diante dos demónios? Fugi dos castigos eternos; pensai que há só um instante entre a vida e o inferno"


(Fontes: sites ‘Santopédia’ e’ Coisas de Santos’ com edição e adaptação de JPR)

publicado por spedeus às 00:06

As modalidades com que o homem trata o ambiente influem sobre as modalidades com que se trata a si mesmo, e vice-versa. Isto chama a sociedade actual a uma séria revisão do seu estilo de vida que, em muitas partes do mundo, pende para o hedonismo e o consumismo, sem olhar aos danos que daí derivam[122]. É necessária uma real mudança de mentalidade que nos induza a adoptar novos estilos de vida, «nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens para um crescimento comum sejam os elementos que determinam as opções dos consumos, das poupanças e dos investimentos»[123]. Toda a lesão da solidariedade e da amizade cívica provoca danos ambientais, assim como a degradação ambiental por sua vez gera insatisfação nas relações sociais.
 
[122] Cf. João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1990, 13: AAS 82 (1990), 154-155.
[123] João Paulo II, Carta enc. Centesimus annus (1 de Maio de 1967), 36: AAS 83 (1991), 838-840.
 
Caritas in veritate [IV – 51 (a)] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:04

Sente na sua alma, com uma força irresistível que o enche de paz, a frase Adeamus cum fiducia ad thronum gloriae, ut misericordiam consequamur! [Aproximemo-nos, pois, com confiança, do trono da glória, para alcançarmos misericórdia: cfr. Hebr. 4, 16]: “Esta manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, o Senhor pôs-me na cabeça estas palavras. São como uma resposta a esse clamor colectivo que ontem, festa do Coração Imaculado de Maria, terá subido ao Céu, porque todos terão rezado muito. Temos de pedir, acolhendo-nos à Misericórdia do Senhor”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/23-8-5)
publicado por spedeus às 00:03

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O modo de celebrar a liturgia é uma das principais preocupações do actual Papa. Este artigo é mais uma prova disso.

Não é por falta de indicações que a liturgia é mal celebrada. O problema começa pela necessidade de se evitar o "achismo" (Eu acho que é assim, eu acho que é assado). E isso implica ter tempo para ler, para estudar, para ir aos documentos. Tudo o que se pode fazer de mal na liturgia está documentado e tem antídoto certo. Basta ler (e uma leitura deste documento torna-se obrigatória).

O segundo factor a evitar é a sensação que, quem celebra, é dono da liturgia. Não somos donos, mas sim administradores. E quem administra, deveria administrar segundo as regras de quem decide. É verdade que o administrador tem sempre um âmbito de decisão bastante grande. Mas dentro das balizas que, quem decide, determina.

Por fim, celebrar bem exige sempre esforço: é necessário preparar, prevenir, dedicar tempo a ler as rubricas, a formar quem vem participar. Mas isso só faz sentido quando se faz por amor: por amor a Deus e por amor à Igreja.

Por isso, razão tem Andrea Tornielli: o Papa deseja que as mudanças na liturgia comecem na base. Isso só será possível se houver mudanças na formação dos candidatos ao sacerdócio, melhorando o seu conhecimento e amor à liturgia. E esse amor não se aprende nos livros. Aprende-se vivendo.
 
Publicada por JP em 8/22/2009 11:24:00 AM
 
Fonte: Blogue “Ubi caritas” AQUI

publicado por spedeus às 00:03

Il Giornale - Ratzinger riforma la messa Basta con l’ostia sulla mano
publicado por spedeus às 00:02

Eu recebo Jesus.
Eu, pobre criatura, preciso Dele, recebo-O que me procura e me ama!
Eu recebo Quem bate à minha porta: Eu desejo estar em comunhão com 
Ele, que já a deseja fazer comigo.
Ele é Deus! Quem sou eu? Um pecador, necessitado de misericórdia, necessitado de tudo.
As mãos de um ministro da Igreja colocam-me que a hóstia consagrada do Consagrado.
Cada fragmento daquela partícula é todo Jesus.
Eis-me aqui, em Ti e para Ti.
Que devo fazer? Inclinar-me, abaixar os olhos, “tornar-me passivo”, deixar-me encontrar-Te…
Dizem-me: “O corpo de Cristo!” E eu respondo: “AMEN!” (Siiim, sei-o, é verdadeiro!! Obrigado, amo-Te!)
Recebo Jesus em mim, na língua, Ele que é tudo para transformar a minha pequenez… que é quase nada.
Para depois me recolher em louvor e acção de graças, projectado no eterno por Ele, com Ele e em Ele.
 
  
(Autor anónimo em comentário no blogue italiano “Papa Ratzinger”, tradução de JPR)

publicado por spedeus às 00:02

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Durante uma semana, crianças, jovens e adultos saem da rotina e participam em actividades lúdicas e espirituais
 
Proporcionar uma semana de repouso às mães que, em casa, cuidam dos seus filhos deficientes, é o objectivo da iniciativa que, pelo quarto ano consecutivo, é organizada pelo Serviço de Doentes do Santuário de Fátima e pelo Movimento da Mensagem de Fátima. As mães que puderem e quiserem são também acolhidas neste programa, embora haja quem prefira ficar em casa, de férias ou a trabalhar.
 
A actividade, financiada pelo Santuário, desenvolver-se-á em três períodos de uma semana. No primeiro turno – que começou a 16 de Agosto – estão presentes deficientes que, na sua maioria, têm entre 7 e 20 anos. Na segunda e terceira semanas, as portas do Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto abrem-se para jovens e adultos dos 21 aos 40 anos. Ao todo, a iniciativa contará com cerca de 30 participantes de ambos os sexos.
 
“Os nossos passos com os passos dos pastorinhos” é o tema do programa comum às três semanas. Na manhã de Segunda-feira, os participantes conheceram a casa de Francisco, Jacinta e Lúcia. Após o descanso da tarde, as quatro crianças e jovens inscritos neste turno foram desafiados a falar sobre o que viram e sentiram.
 
No dia seguinte, visitaram a igreja paroquial. Depois de uma conversa sobre o Baptismo, foram convidados a receber o sacramento da Reconciliação, proposta a que também aderiram os voluntários.
 
Quarta-feira foi dia de passeio a Castanheira de Pêra, com estadia na praia fluvial. Ontem, os participantes visitaram a Capelinha das Aparições, a basílica e a Igreja da Santíssima Trindade. Durante a tarde foi proposto um Rosário meditado, com os jovens a apresentarem as suas intenções.
 
Para hoje, está prevista a apresentação da história, espiritualidade e objectivos do Movimento da Mensagem de Fátima (MMF).
 
Experiência significativa para todos
 
Em entrevista à Agência ECCLESIA, a Irmã Lucília Santos reconhece que alguns participantes recebem melhor estas propostas do que outros, em função das limitações e potencialidades dos seus graus de deficiência. Mesmo num adulto, a mentalidade é muitas vezes infantil, explica a consagrada. Por isso, uma das funções dos voluntários é contribuir para que as pessoas com maior dificuldade de expressão transmitam as suas opiniões e sentimentos. Muitas vezes, tudo começa com um olhar.
 
Este ano, a iniciativa conta com a intervenção de quatro religiosas das Silenciosas Operárias da Cruz e de cerca de 40 leigos voluntários; a maior parte procede do MMF e dos Servitas, havendo também três seminaristas de Coimbra, Évora e Leiria. Os auxílios nunca são demais porque há deficientes que, sem a mãe presente, precisam da assistência de duas pessoas. O estabelecimento de um número ideal de inscritos – 15 por semana – assegura que todos possam ser devidamente acompanhados.
 
A maioria dos voluntários participa pela primeira vez, e alguns não esconderam o receio durante o primeiro dos encontros de preparação. Mas as angústias desaparecem rapidamente, garante a religiosa.
 
A semana é uma oportunidade para que os doentes saiam da rotina, frequentemente condicionada pelas suas limitações. Para alguns, no entanto, este interregno sabe a pouco, dado que o regresso ocorre quando começam a estar familiarizados com o novo ambiente e a ganhar confiança com os voluntários e as consagradas.
 
“É muito gratificante ver os resultados” em todos os intervenientes, conclui a Irmã Lucília, que testemunha a “grande alegria” e “serenidade” com que as mães vivem estes dias, bem como o significado que a experiência constitui para os voluntários.
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 00:01

publicado por spedeus às 00:00

22
Ago 09
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Entrei na casa de banho pública de um centro comercial à hora do almoço e interrompi, sem querer, o ritual silencioso e incrivelmente cerimonioso da senhora que lava e limpa retretes, lavatórios, paredes e chão. Estava tudo impecável e, por acaso, sem cheiros mas eram horas de almoço e como o turno ainda só ia a meio (vi, depois, anotado na folhinha atrás da porta de entrada que acabava às 18h), a senhora criou o ambiente possível para a sua refeição. Trabalha sozinha e não pode ficar ausente. Presumo que a certeza de um ordenado certo em tempos tão incertos compense o facto de ter que almoçar todos os dias numa casa de banho pública.
 
Discretamente demorei a lavar as mãos, para perceber até onde ia a dignidade daquela mulher. Vi-a colocar um prato e um copo sobre um guardanapo estendido no fraldário e retirar, depois, uma caixa de plástico onde trazia a comida.
 
Sorrimos uma para a outra através do espelho, sem dizer uma única palavra porque não há nada a dizer numa circunstância daquelas. A cumplicidade também potencia a dignidade. Instantes como este trazem uma consciência aguda de que não há mérito nenhum em nascer do lado de cá ou de lá da vida. Ela podia ser eu e eu podia ser ela. No silêncio do espelho senti-me profundamente devedora.

Laurinda Alves (Jornalista) – crónica publicada em 22 de Agosto no jornal “i”

publicado por spedeus às 22:37

És toda formosa e não há mancha em ti. - És horto cerrado, minha irmã, Esposa, horto cerrado, fonte selada. - Veni: coronaberis. - Vem: serás coroada (Cant. IV, 7, 12 e 8).Se tu e eu tivéssemos tido poder, tê-la-íamos feito também Rainha e Senhora de toda a criação.Um grande sinal apareceu no céu uma mulher com uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. - O vestido de sol. - A lua a seus pés (Apoc. XII, 1). Maria, Virgem sem mancha, reparou a queda de Eva; e esmagou, com o seu pé imaculado, a cabeça do dragão infernal. Filha de Deus, Mãe de Deus, Esposa de Deus.O Pai, o Filho e o Espírito Santo coroaram-na como Imperatriz que é do Universo.E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos..., e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos..., e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos..., e todos os pecadores e tu e eu.
 
S. Josemaría Escrivá em Santo Rosário, Mistérios Gloriosos 15 AQUI
 
Agradecimento a uma leitora que me recordou tão bela referência à Nossa Mãe e Rainha

publicado por spedeus às 18:50

publicado por spedeus às 18:28

Santo [Padre] Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
Carta 3, 980; GF, 196ss. (a partir da trad. Une Pensée, Médiaspaul, pp. 26-27)
 
«Tu tens palavras de vida eterna»
 
Sê paciente e persevera na prática da meditação. A princípio, contenta-te com avançar em pequenos passos. Mais tarde, terás pernas que só te pedirão que corras, ou melhor, asas para voar.
 
Contenta-te com obedecer. Nunca é fácil mas foi a Deus que escolhemos como nosso quinhão. Aceita não seres ainda mais do que uma abelhinha no cortiço; depressa ela se tornará uma dessas grandes obreiras, hábeis na fabricação do mel. Permanece sempre humilde diante de Deus e diante dos homens, no amor. Então o Senhor falar-te-á em verdade e enriquecer-te-á com os Seus dons.
 
Acontece às abelhas atravessarem grandes distâncias nos prados antes de chegarem às flores que escolheram; em seguida, fatigadas mas satisfeitas e carregadas de pólen, regressam à colmeia para aí realizarem a transformação silenciosa, mas fecunda, do néctar das flores em néctar da vida. Faz tu também assim: depois de teres escutado a Palavra, medita-a atentamente, examina os seus diferentes elementos, procura a sua significação profunda. Então, ela tornar-se-á clara e luminosa; ela terá o poder de transformar as tuas inclinações naturais em pura elevação do espírito; e o teu coração estará sempre mais intimamente unido ao coração de Cristo.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:01

São João 6,60-69
 
Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?»
Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos?
E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes?
É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida.
Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar.
E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.»
A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele.
Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?»
Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!
Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:00

publicado por spedeus às 00:06

publicado por spedeus às 00:05

Significado da Bandeira da Europa
publicado por spedeus às 00:04

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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