«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

26
Set 09
Vídeo em espanhol
 
No discurso pronunciado no aeroporto, Bento XVI evocou o clima de liberdade civil recuperado há vinte anos, com a queda do Muro de Berlim e, neste país, a chamada “revolução de veludo” – restituindo aos países da Europa central e oriental “o justo lugar que lhes toca como actores soberanos no concerto das nações”. O Papa colocou especial ênfase nas raízes cristãs da história e da cultura da nação checa”.
 
“Se toda a cultura europeia foi profundamente modelada pela herança cristã, isto é especialmente verdade nas terras checas, pois foi através da actividade missionária dos Santos Cirilo e Metódio que a velha língua eslava pela primeira vez tomou forma escrita, no século IX. Apóstolos dos povos eslavos e fundadores da sua cultura, eles são justamente venerados como Padroeiros da Europa”.
 
Especial lugar ocupou, ao longo da história da Europa, o território checo (Boémia e Morávia), como “encruzilhada de povos, tradições e culturas”:
 
“Através da história, este território, no coração do continente, encruzilhada entre o norte e o sul, este e oeste, tem sido ponto de encontro para diferentes povos, tradições e culturas. Inegavelmente que isso levou por vezes a fricções, mas a longo prazo manifestou-se como um encontro frutuoso. Daqui a parte significativa desempenhada por estas terras checas na história religiosa, cultural e intelectual da Europa - por vezes como campo de batalha, mas na maioria dos casos como ponte”.
 
 Bento XVI lançou um apelo a todos os checos e outro especialmente à comunidade cristã:
 
“Agora que se encontra restabelecida a liberdade religiosa, faço apelo a todos os cidadãos desta república para que redescubram as tradições cristãs que modelaram a sua cultura e convido a comunidade cristã a continuar a fazer ouvir a sua voz no momento em que a nação enfrenta os desafios do novo milénio.”
 
O Papa evocou as palavras que constam na bandeira da presidência da República checa – “a verdade vence” – fazendo votos de “que a luz da verdade continue a guiar esta nação, tão abençoada através da história pelo testemunho de muitos santos e mártires”.
 
“A verdade do Evangelho é indispensável para uma sociedade próspera, pois abre à esperança e torna-nos capazes de descobrir a nossa inalienável dignidade de filhos de Deus... O autêntico progresso da humanidade é favorecido pela convergência da sabedoria da fé com as luzes da razão. Possa o povo checo beneficiar sempre desta síntese feliz”.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:42

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Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
3º Sermão sobre o Salmo 36 (a partir da trad. de Solesmes

«Seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de...»

Dá os bens deste mundo e receberás os bens eternos. Dá a terra e receberás o céu. Mas a quem os dar? [...] Escuta o que a Escritura te diz sobre como emprestar ao próprio Senhor: «Quem dá ao pobre empresta ao Senhor» (Pr 19,17). Deus não precisa de ti, seguramente: mas outro precisará. O que deres a um, outro o receberá. Porque o pobre nada tem para te dar; bem o queria, mas nada encontra para dar; nele há apenas essa vigilante vontade de rezar por ti. Mas quando um pobre reza por ti, é como se dissesse a Deus: «Senhor, recebi um empréstimo, sê a minha caução». E então, se o pobre com quem lidas está insolvente, tem um bom fiador, pois Deus diz-te: «Dá em segurança, sou Eu quem responde por ele [...], sou Eu quem dará, sou Eu quem recebe, é a Mim que dás.»

Acreditas que Deus te diz: «Sou Eu quem recebe, é a Mim que dás?» Sim, seguramente, pois Cristo é Deus, e nisto não pode haver dúvida. Porque Ele disse: «Tive fome e destes-Me de comer». E como lhe perguntamos: «Senhor, quando foi que te vimos com fome?», Ele quer mostrar que é de facto o fiador dos pobres, que responde por todos os seus membros [...]. Ele declara-nos: «Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35ss).


(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:01

São Marcos 9,38-43.45.47-48
 
Disse-lhe João: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome, alguém que não nos segue, e quisemos impedi-lo porque não nos segue.»
Jesus disse-lhes: «Não o impeçais, porque não há ninguém que faça um milagre em meu nome e vá logo dizer mal de mim.
Quem não é contra nós é por nós.
Sim, seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.»
«E se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria para ele atarem-lhe ao pescoço uma dessas mós que são giradas pelos jumentos, e lançarem-no ao mar.
Se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a; mais vale entrares mutilado na vida, do que, com as duas mãos, ires para a Geena, para o fogo que não se apaga,
Se o teu pé é para ti ocasião de queda, corta-o; mais vale entrares coxo na vida, do que, com os dois pés, seres lançado à Geena,
E se um dos teus olhos é para ti ocasião de queda, arranca-o; mais vale entrares com um só no Reino de Deus, do que, com os dois olhos, seres lançado à Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 12:00

A disponibilidade para Deus abre à disponibilidade para os irmãos e para uma vida entendida como tarefa solidária e jubilosa. Pelo contrário, a reclusão ideológica a Deus e o ateísmo da indiferença, que esquecem o Criador e correm o risco de esquecer também os valores humanos, contam-se hoje entre os maiores obstáculos ao desenvolvimento. O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano. Só um humanismo aberto ao Absoluto pode guiar-nos na promoção e realização de formas de vida social e civil — no âmbito das estruturas, das instituições, da cultura, do ethos — preservando-nos do risco de cairmos prisioneiros das modas do momento. É a consciência do Amor indestrutível de Deus que nos sustenta no fadigoso e exaltante compromisso a favor da justiça, do desenvolvimento dos povos, por entre êxitos e fracassos, na busca incessante de ordenamentos rectos para as realidades humanas. O amor de Deus chama-nos a sair daquilo que é limitado e não definitivo, dá-nos coragem de agir continuando a procurar o bem de todos, ainda que não se realize imediatamente e aquilo que conseguimos actuar — nós e as autoridades políticas e os operadores económicos — seja sempre menos de quanto anelamos[158]. Deus dá-nos a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior.
 
[158] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi (30 de Novembro de 2007), 35: AAS 99 (2007), 1013-1014.
 
Caritas in veritate [78 (b)] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:06

Recebe, em Roma, a visita de algumas mães de família. Durante anos, S. Josemaría recebeu centenas de visitas em Villa Tevere, sede do Opus Dei. A fim de aproveitar melhor o tempo sobrenaturalmente, S. Josemaría preparava-se para falar a essas almas só de Deus. Antes da entrevista dizia o versículo do salmo: «Pone, Domine, custodiam ori meo (põe, Senhor, uma sentinela na minha boca)»; e depois não se deixava de os recomendar ao seu Anjo da Guarda. Como recordação o Padre costumava oferecer-lhes um terço, «para o gastarem de tanto o rezarem».

 

Vazquez de Prada III, p. 467
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/26-09-1959)

publicado por spedeus às 00:04

«Nessa perspectiva, portanto, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja»
 
Bento XVI dirigindo-se aos Bispos brasileiros em 17/09/2009
publicado por spedeus às 00:04

Não é verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Como não há razão para que a Igreja e o Estado choquem no exercício legítimo das respectivas autoridades, em cumprimento da missão que Deus lhes confiou. Mentem (isso mesmo: mentem!) os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam "amavelmente" que os católicos voltassem às catacumbas.
 
S. Josemaría Escrivá - Sulco, 301
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:03

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São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, Doutor da Igreja
Comentário sobre a Epístola aos Gálatas, 6 (a partir da trad. de Mennessier, Saint Thomas d'Aquin, Cerf 1965 ; cf. Orval)
 
O nosso título de glória é o Filho do Homem entregue nas mãos dos homens
 
«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo», diz São Paulo (Gal 6, 14). Repara, observa Santo Agostinho: aonde o sábio segundo este mundo julgou encontrar a vergonha, aí descobriu o apóstolo Paulo um tesouro; pois aquilo que para outro é loucura é para ele sabedoria (1Cor 1, 17ss.) e título de glória.
 
Com efeito, cada um retira a sua glória daquilo que, a seus olhos, o torna grande. Se julga ser um homem importante por ser rico, glorifica-se nos seus bens. Mas aquele que não encontra grandeza para si senão em Jesus Cristo põe a sua glória apenas em Jesus; assim era o apóstolo Paulo, que dizia: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim»(Gal 2, 20). É por isso que apenas se gloria em Cristo, e sobretudo na cruz de Cristo. É que nesta cruz estão reunidos todos os motivos de glória que um homem pode ter.
 
Há pessoas que retiram a sua glória da amizade com os grandes e poderosos; Paulo, porém, apenas tem necessidade da cruz de Cristo, aonde descobre o sinal mais evidente da amizade de Deus: «Deus demonstra o Seu amor para connosco pelo facto de Cristo haver morrido por nós quando ainda éramos pecadores» (Rom 5, 8). Não, nada manifesta tão bem o amor de Deus oara connosco como a morte de Cristo. «Oh, testemunho inestimável do amor!», exclama São Gregório. «Para resgatar o escravo, entregastes o Filho!»
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 9,43-45
 
E todos estavam maravilhados com a grandeza de Deus. Estando todos admirados com tudo o que Ele fazia, Jesus disse aos seus discípulos :
«Prestai bem atenção ao que vou dizer-vos: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.»
Eles, porém, não entendiam aquela linguagem, porque lhes estava velada, de modo que não compreendiam e tinham receio de o interrogar a esse respeito.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

25
Set 09
A Igreja Católica incentiva os fiéis a cumprir o seu dever cívico de eleitores, mas recorda-lhes os valores cristãos para que o "voto seja exercido em liberdade esclarecida", numa "atitude inspiradora e não paternalista".

"Votar com esclarecimento não é dirigismo: pedimos aos cristãos que se esclareçam sobre as questões, que vejam se os princípios defendidos estão de acordo com a fé, com o Evangelho", sublinhou à Lusa o padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Na altura de votar, "o cristão não pode contrariar a sua fé, no Evangelho", acrescentou, fazendo uma analogia desportiva: "se sou do Sporting não posso ir para os jogos do meu clube gritar pela equipa adversária".
 
(Fonte: blogue ‘Ubi caritas’ AQUI retirado do Público de 18.09.2009)
publicado por spedeus às 23:59

publicado por spedeus às 23:10

O Papa Bento XVI chega amanhã a Praga para uma visita que os católicos do país aguardam com elevada expectativa, segundo garante o Arcebispo de Praga, Cardeal Miloslav Vlk.
 
Num artigo publicado no “L’Osservatore Romano”, o Cardeal checo recorda a visita de João Paulo II, em 1990, depois da queda do comunismo, confessando um amor ao Papa que “sempre permaneceu intacto até nossos dias em muitos fiéis”.
 
O Cardeal explicou que “o caminho proposto para a preparação espiritual dos fiéis se apoiou nos três pilares do
Cristianismo: a fé, a esperança e a caridade. Cada um dos bispos preparou cartas pastorais que foram lidas na liturgia dominical. Os temas centrais também foram reflectidos pelos sacerdotes nas suas homilias”.
 
Em todas as dioceses, os fiéis receberam imagens do Papa com uma oração “para viver a visita num clima de graça, à espera de abundantes frutos para a Igreja e para a sociedade”.
 
Segundo o Arcebispo Vlk, “a visita do Papa adquire um grande significado”, pelo facto de o país ser “pequeno e, do ponto de vista eclesiástico, numericamente não é significativo”. Nestas circunstâncias, a visita assume “grande valor” e os checos sentir-se-ão “parte integral da Igreja presente em todo o mundo”.
 
A República Checa é um dos países mais ateus da Europa, com apenas 25% da população a professar alguma religião.
 
(Fonte: ‘Página 1’ edição de 25.09.2009)

publicado por spedeus às 18:39

Vídeo em espanhol

 

A importância da “solidez da família cristã”, na actual sociedade secularizada e relativista, foi sublinhada por Bento XVI recebendo nesta sexta-feira, em Castelgandolfo, mais um grupo de Bispos do Brasil – regionais Nordeste 1 e 4, correspondentes às províncias eclesiástica de Fortaleza e de Teresina. O Papa denunciou as ameaças que contra a família conspiram hoje em dia.
 
Definindo a família, assente no matrimónio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem», observou Bento XVI.
 
“Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa. Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade actual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana.”
 
Recordando que “somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança própria do ser humano”, o Papa sublinhou que “a geração é a continuação da criação”. É de Deus Pai que provém toda a paternidade.
 
“Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
 
Com a legalização do divórcio, nas sociedades ocidentais – advertiu o Papa – cresceu no mundo secularizado uma consciência difusa de incerteza no que diz respeito à solidez e profundidade dos elos conjugais.
 
“O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjectividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimónios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.”
 
A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das consequências que daqui advêm para os filhos.
 
“É firme convicção da Igreja que os problemas actuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida».
 
Aludindo aos casos de pessoas separadas ou divorciadas que constituíram uma segunda família, Bento XVI sublinhou que, não obstante toda a compreensão que a Igreja possa sentir face perante tais situações, trata-se em todo o caso de “uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando, com a ajude de um sacerdote, um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados”.
 
“Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimónio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a actividade livre e eficaz.”
 
Bento XVI encorajou os padres e os centros pastorais a acompanharem as famílias, para que não se deixem iludir e seduzir por estilos de vida relativistas.
 
“Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimónio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há-de restabelecer o tecido da sociedade.”
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 13:53

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Desde sempre que as visitas papais são temidas... ou aproveitadas pelo poder político.
 
As manipulações das visitas do Papa são uma constante. Não há Chefe de Estado (talvez com a excepção da China) que não queira receber o Papa em sua casa… porque – quer queiramos ou não - a sua presença traz sempre consequências políticas.
 
Seria até interessante fazer um estudo sobre isso. Salazar ficou furioso com a visita de Paulo VI à Índia e ainda mais por ele ter vindo a Fátima sem aterrar em Lisboa; ficaram famosas as visitas de João Paulo II à Polónia, bem como os seus braços de ferro contra homens tão diferentes como Pinochet e Fidel Castro…
 
Mais recentemente correram mundo as palavras de Bento XVI a Sarkozy e a coragem com que se dirigiu a José Eduardo dos Santos ou a Shimon Peres… Enfim, consequências políticas do que o Papa diz sempre as houve e haverá.
 
Mas, para que não restem dúvidas de que a sua deslocação serve em primeiro lugar os interesses dos fiéis e do povo em geral, o Papa só visita um país se for convidado simultaneamente pelos bispos locais e pelas autoridades. E o respectivo anúncio costuma ser feito de comum acordo.
 
Ora, a precipitação de ontem da Presidência da Republica em anunciar a visita de Bento XVI, antecipando-se aos bispos portugueses fala por si.
 
Resta-nos a alegria de saber que – mesmo assim, ou talvez por isso - Bento XVI tenha decidido vir para o ano a Portugal falar aos portugueses. 
 
Aura Miguel 
 
(Fonte: site Rádio Renascença)
publicado por spedeus às 11:00

Mosteiro Beneditino

publicado por spedeus às 09:14

Sem Deus, o homem não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem é. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: « Sem Mim, nada podeis fazer » (Jo 15, 5), e encoraja: « Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo » (Mt 28, 20). Diante da vastidão do trabalho a realizar, somos apoiados pela fé na presença de Deus junto daqueles que se unem no seu nome e trabalham pela justiça. Paulo VI recordou-nos, na Populorum progressio, que o homem não é capaz de gerir sozinho o próprio progresso, porque não pode por si mesmo fundar um verdadeiro humanismo. Somente se pensarmos que somos chamados, enquanto indivíduos e comunidade, a fazer parte da família de Deus como seus filhos, é que seremos capazes de produzir um novo pensamento e exprimir novas energias ao serviço de um verdadeiro humanismo integral. Por isso, a maior força ao serviço do desenvolvimento é um humanismo cristão [157] que reavive a caridade e que se deixe guiar pela verdade, acolhendo uma e outra como dom permanente de Deus.
 
[157] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes,  n. 42: AAS 59 (1967), 278.
 
Caritas in veritate [78 (a)] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:05

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Começa um retiro. Uns dias depois anota: “Mosteiro de São Domingos de Silos, véspera da Dedicação de São Miguel Arcanjo, 28 de Set. de 1938. Já passaram três dias de retiro… e não fiz nada (…) Serão estéreis estes dias? E, contudo, a minha Mãe é minha Mãe, e Jesus é – atrever-me-ei? – o meu Jesus!”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/25-9-5)
publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:02

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Pesia 52, «O abandono é o fruto delicioso do amor»
 
«"E Eu, quando for levantado da terra, atrirei todos a Mim". E dizia isto para indicar de que morte ia morrer» (Jo, 12, 32-33)
 
Há nesta terra
uma Árvore maravilhosa
cuja raíz, oh mistério!
se encontra nos céus.
 
À sombra dos seus ramos
nada pode ferir;
aí se pode repousar
sem temer a tempestade.
 
Esta Árvore inefável
tem por nome Amor;
e seu fruto deleitável
chama-se abandono.
 
É um fruto que me torna feliz
já nesta vida;
e minha alma se alegra
com seu odor divino.
 
Este fruto, quando lhe toco,
é para mim um tesouro;
ao levá-lo à boca
mais doce ainda o sinto.
 
Ele me dá neste mundo
um oceano de paz;
e nesta paz profunda
repouso para sempre.
 
Só o abandono me entrega
em Teus braços, Jesus.
Ele me faz viver
a vida dos eleitos.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 9,18-22
 
Um dia, quando orava em particular, estando com Ele apenas os discípulos, perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?»
Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado.»
Disse-lhes Ele: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.»
Ele proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse; e acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.»
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

24
Set 09

É enorme a alegria e a gratidão ao Senhor pela visita de Bento XVI a Fátima, há dias Joaquín Navarro-Valls, porta-voz da Santa Sé no pontificado de João Paulo II, em entrevista ao “El Mundo” dizia: «Bento XVI é o Papa de toda a história da Igreja com a mais brilhante e extensa bibliografia pessoal. A sua riqueza conceptual é fascinante e penso, que inclusive as pessoas fora do ambiente católico têm consciência disso».
 
Ouvi-lo, acompanhá-lo na oração durante a sua visita, irá ser um colossal privilégio e estou certo que os meus compatriotas o saberão receber com muito carinho, amor, respeito e estarão em perfeita comunhão com ele, na veneração e adoração a Nossa Senhora de Fátima, fazendo-nos viver ainda mais a graça que nos coube ao sermos contemplados com as suas Aparições há 92 anos na Cova da Iria.
 
«Mãe! - Chama-a bem alto. - Ela, a tua Mãe Santa Maria, escuta-te, vê-te em perigo talvez, e oferece-te, com a graça do seu Filho, o consolo do seu regaço, a ternura das suas carícias. E encontrar-te-ás reconfortado para a nova luta». (S. Josemaría Escrivá – Caminho, 516)
 
«Diante de Maria, em virtude da sua pureza, o homem não hesita em mostrar-se na sua fraqueza, em confiar as suas questões e dúvidas, formular as suas esperanças e os seus desejos mais secretos. O amor maternal da Virgem Maria desarma todo e qualquer orgulho. Torna o homem capaz de se ver tal como è e inspira-lhe o desejo de se converter para dar glória a Deus». (Bento XVI antes do Angelus de Domingo dia 14 de Setembro de 2008 em Lourdes).
 
Perante tão belas palavras acho que me devo calar e deixar-vos tranquilos em meditação sobre as mesmas.
 
Louvado seja Deus Nosso Senhor pela extraordinária alegria que hoje anunciou aos portugueses!
 
 
JPR

publicado por spedeus às 21:29

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A Secretaria de Estado do Vaticano acaba de nos comunicar que Sua Santidade Bento XVI aceitou o convite dos Bispos portugueses e de Sua Excelência o Presidente da República para visitar Portugal. Sua Santidade presidirá às cerimónias do dia 13 de Maio de 2010, em Fátima, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora. O programa completo da visita ainda não está estabelecido.
 
Manifestamos o nosso regozijo por esta vista do Santo Padre a Portugal. O amor dos católicos portugueses ao sucessor de Pedro é um elemento chave da nossa tradição católica e da nossa fidelidade à Igreja. A visita de Sua Santidade Bento XVI será mais uma ocasião para aprofundarmos e exprimirmos este desejo de comunhão com o Pastor Universal. Convidamos todas as comunidades católicas a prepararem esta visita, vivendo profundamente a comunhão eclesial. Nossa Senhora, que o Povo Português ama com uma ternura especial, será a Mãe bondosa que nos convida a mergulhar em Jesus Cristo e no mistério da Igreja.
 
Estamos certos que o Povo Português em geral, independentemente da sua ideologia e religião, saberá acolher quem tem sido um profeta das causas, tão fundamentais e urgentes, da paz e liberdade, do diálogo, da justiça e fraternidade.
 
O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa,
… Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz – Braga
 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 20:34

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Membro da Cúria Romana descarta qualquer ligação da viagem à canonização dos Pastorinhos
 
O Cardeal português D. José Saraiva Martins expressou um sentimento de “de íntima e profunda alegria” pela vinda de Bento XVI a Portugal, no próximo ano, afirmando que “é normal que um Papa sinta a necessidade de ir a Fátima rezar pela Igreja”.
 
“É um acontecimento extremamente importante para a Igreja Católica e para Portugal”, referiu à Agência ECCLESIA.
 
O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos e membro da Cúria Romana considera que a visita do Papa significa “a visita da Igreja universal, que se vai unir à Igreja em Portugal”.
 
D. José Saraiva Martins constata que Bento XVI segue a tradição dos seus predecessores (Paulo VI e João Paulo II) e visita Fátima pela importância mariana do catolicismo: “No centro da Igreja está Lourdes e Fátima”.
 
Estar no dia 13 de Maio, em Fátima é significativo porque “Fátima para Portugal é tudo”. “A Igreja em Portugal não seria aquilo que é sem Fátima”, afirma.
 
O Cardeal português testemunhou o conhecimento e a proximidade de Bento XVI em relação a Portugal: “Conhece bem Portugal e conhece bem Fátima”.
 
“Ele ama de maneira especial o povo português. É um grande devoto de Nossa Senhora de Fátima, como João Paulo II, nem mais nem menos”, assegura.
 
Segundo este responsável, “Fátima influencia não só a espiritualidade portuguesa, mas toda a espiritualidade cristã, a espiritualidade universal”.
 
“Gostaria que os portugueses, sobretudo os jovens, exprimissem o grande entusiasmo e sua fidelidade à Igreja, aos princípios da fé cristã”, na pessoa do Papa, acrescenta.
 
D. José Saraiva Martins referiu também que a vinda do Papa em nada se relaciona com a eventual canonização dos Pastorinhos. “Não tem nada que ver uma coisa com a outra”, referiu.
 
Neste contexto, especificou que para a conclusão do processo de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta aguarda-se a realização de um milagre que seja reconhecido pelos médicos do Vaticano. Em relação ao processo de beatificação da Ir. Lúcia, prosseguiu, é preciso esperar que termine a fase diocesana, a decorrer em Coimbra.
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 18:03

Relacionamento ganhou visibilidade com as viagens pontifícias realizadas por Paulo VI e, sobretudo, João Paulo II
 
A relação dos Papas com Fátima tem ganho uma visibilidade maior desde as viagens pontifícias realizadas por Paulo VI e, sobretudo, João Paulo II. Mais cedo, contudo, se começara a manifestar o interesse do Bispo de Roma por Fátima e pela sua mensagem.
 
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385050387967204850" />A 31 de Outubro de 1942, Pio XII - consagrado bispo precisamente no dia 13 de Maio de 1917, dia da primeira aparição -, consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em plena II Guerra Mundial. Na sua radiomensagem, falou em português a todos os que subiram "à montanha santa de Fátima", para depositar aos pés da Virgem Padroeira "o tributo filial do vosso amor aprisionado".
 
"Rainha do Santíssimo Rosário, Refúgio do género humano, nós confiamos, entregamos, consagramos, não só a Santa Igreja, Corpo místico do Vosso Jesus, mas também todo o mundo", referiu.
 
O mesmo Papa, no dia 13 de Maio de 1946, enviou a Fátima, como seu representante, o Cardeal Masella para coroar a imagem de Nossa Senhora e dirigiu, uma vez mais, a sua mensagem em português aos peregrinos ali reunidos e a todo o mundo.
 
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385051910837835922" />O Beato João XXIII visitou Fátima no dia 13 de Maio de 1956, quando era ainda Patriarca de Veneza. Recordando, mais tarde, esta visita, dirá: "Ó Senhora da Fátima, agradeço-te mais uma vez teres-me convidado para este festim de misericórdia e de amor".
 
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385050872049388466" />Paulo VI foi o primeiro Papa a vir pessoalmente a Fátima, como peregrino de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 1967. Na homilia proferida durante a celebração eucarística, Paulo VI começou logo por dizer: "Tão grande é o Nosso desejo de honrar a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Cristo e, por isso, Mãe de Deus e Mãe nossa, tão grande é a Nossa confiança na sua benevolência para com a santa Igreja e para com a Nossa missão apostólica, tão grande é a Nossa necessidade da sua intercessão junto de Cristo, seu divino Filho, que viemos, peregrino humilde e confinante, a este Santuário bendito, onde se celebra hoje o cinquentenário das aparições de Fátima e onde se comemora o vigésimo quinto aniversário da consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria".
 
João Paulo II, Peregrino de Fátima
 
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385052342049543106" />Entre os portugueses João Paulo II vai ficar na história como o "Papa de Fátima", Santuário que visitou por três ocasiões. A ideia pode parecer excessiva, mas há bons motivos para este título: a intercessão de Nossa Senhora de Fátima na recuperação de um atentado e a beatificação dos Pastorinhos são momentos notáveis destes 25 anos de Pontificado onde João Paulo II manifestou, por diversas vezes, a sua fé e devoção mariana.
 
Simbolicamente, a bala que lhe atravessou o abdómen no dia 13 de Maio de 1981 repousa hoje na imagem da Virgem na Cova da Iria. A mesma imagem que, em 2000, o Papa colocou entre os bispos de todo o mundo, consagrando-lhe o terceiro milénio.
 
A anterior consagração da Rússia ao coração Imaculado de Maria, gesto repleto de simbolismo religioso e político, liga-se umbilicalmente a toda a mensagem de Fátima.
 
Em Maio de 1982, no aniversário desse primeiro atentado contra a sua vida, Karol Wojtyla chegava a Fátima para "agradecer à Divina Providência neste lugar que a mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular". Ignorava então que voltaria a correr perigo na noite de dia 13, desta vez pelo ex-sacerdote integrista Juan Khron, mas João Paulo II escapou ileso, podendo agradecer à Virgem a salvação da sua vida.
 
Voltaria nove anos depois. A 10 Maio de 1991, João Paulo II celebrou missa no Estádio do Restelo. Viajaria depois para os Açores e Madeira e, inevitavelmente, terminaria o itinerário no Santuário de Fátima.
 
Em Maio de 2000, regressou para oficializar a beatificação dos pastorinhos. Uma decisão assumida contra os serviços burocráticos do Vaticano, que chegaram a agendar a cerimónia para 9 de Abril na Praça de São Pedro.
 
A revelação da ligação do atentado de 1981 à terceira parte do segredo de Fátima (uma mensagem anunciada por Nossa Senhora aos Pastorinhos em Julho de 1917 e escrita por Lúcia na década de 40) justifica, em boa parte, a razão desta cumplicidade entre o Papa e o Santuário.
 
João Paulo II sempre se mostrou seguro de que "uma mão maternal" guiou a trajectória da bala naquela tarde de Maio de 1981. Quando a Irmã Lúcia faleceu, no dia 13 de Fevereiro de 2005, o Papa mostrou-se muito emocionado ao lembrar "os encontros que tive com ela e os laços de amizade espiritual que se reforçaram com o passar dos anos".
 
Bento XVI
 
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385052851786384258" />O actual Papa enviou como Legado Pontifício para as solenes celebrações de abertura do 90.º aniversário das aparições de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 2007, o antigo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.
 
Na carta que enviou ao Cardeal Sodano, o Papa assinala a sua passagem pelo Santuário (13 de Outubro de 1996) e recordou a sua ligação a Fátima, nos tempos de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
 
"Nós, que já visitámos esse santuário e, como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, estudámos a mensagem confiada pela Bem-aventurada Virgem Maria aos pastores, desejamos que proponhas novamente aos fiéis o valor da oração do santo rosário, bem como esta mensagem, para que se consigam os favores e graças que a própria Mãe do Redentor prometeu aos devotos do seu Imaculado Coração", apontava.
 
Bento XVI foi o responsável, ainda como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pelo comentário teológico da terceira parte do segredo, publicado nas “Memórias da Irmã Lúcia”/Apêndice III.
 
O Papa assinalava que, desde a aparição aos pastorinhos, muitos foram os fiéis que acorreram à Cova da Iria para pedir a protecção de Nossa Senhora nas suas dificuldades. "Há noventa anos, a celeste Rainha da Paz (...) apareceu em Fátima a três pastorinhos, cheios de espanto, enquanto guardavam o seu rebanho. Ao seu amparo têm recorrido muitos fiéis que nos vários perigos se valem da sua protecção", relembra.
 
A visita de 2010 será a quinta deslocação de um Papa ao Santuário Mariano português, um dos mais importantes do mundo.
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 15:59

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Papa em Fátima para o 13 de Maio, no próximo ano. Santuário convoca conferência de imprensa
 
Bento XVI efectuará uma visita a Portugal no próximo ano, em resposta ao convite que lhe foi endereçado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva.
 
Para lá do programa oficial, a presidência da República anunciou que o Papa se irá deslocar ao Santuário Mariano de Fátima, onde presidirá às cerimónias religiosas de 13 de Maio. O convite a Bento XVI foi feito aquando da visita de Cavaco Silva ao Vaticano, em Junho do ano passado.
 
A hipótese de uma viagem a Portugal tinha sido avançada no passado dia 10 de Setembro, em Fátima, pelo porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, o qual afirmara o “desejo” de Bento XVI em vir a Fátima.
 
Em conferência de imprensa, adiantava-se que o Papa já fora convidado e sabia “muito bem qual é a importância de Fátima para o mundo”.
 
Tal como fora então explicado, a informação foi comunicada, em primeiro lugar, às autoridades eclesiais e civis.
 
O Pe. Lombardi afirmou que Bento XVI “ama os Santuários marianos”, lembrando alguns dos que já visitou nas suas viagens, com passagens muito importantes por Aparecida e Lourdes, entre outros.
 
Trata-se da quarta viagem de um Papa a Fátima, depois das passagens de Paulo VI (1967) e de João Paulo II (1982, 1991, 2000), que cultivou uma relação especial com este Santuário após o atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981, na Praça de São Pedro.
 
Enquanto Cardeal, o actual Papa presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de Outubro de 1996. Em Março de 2001, o Cardeal Joseph Ratzinger veio ao Porto, a convite do então Director Adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, D. António Marto, actual Bispo de Leiria-Fátima.
 
O Santuário de Fátima convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa, às 15h30, na Reitoria do Santuário.
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 15:14

Infelizmente, tudo aponta que no próximo Domingo se reconfirme a estratificação entre os defensores do relativismo, simplificando, o centro-esquerda e a esquerda, e os defensores da solidez dos valores culturais, éticos e morais, ou seja, o denominado centro-direita e direita, num rácio de 60% - 40% aproximadamente.
 
Não que seja relevante a catalogação em segmentos políticos, a relevância está nos princípios e na luta que o Senhor nos pede que assumamos, pese as dificuldades, saibamos pois não esmorecer, e, com revigorado empenho, prosseguir na defesa os valores em que acreditamos e de que estamos plenamente seguros, a transmissão desta segurança é crucial para o sucesso da nossa acção, por outras palavras, não nos deixemos dominar pela tibieza.
 
Lembremo-nos dos primeiros cristãos que eram uma minoria, muito minoria e que à força da fé e ajudados pelo Espírito Santo foram levando a palavra do Senhor a toda a parte; tomemos o exemplo de S. Paulo que no meio das maiores adversidades foi um lutador incansável; o exemplo de S. Josemaría Escrivá, que no contexto de uma guerra civil sanguinária, soube lutar pelos valores pregados pelo Senhor e criar à sua volta um crescente número de filhos e filhas, sem se imiscuir nas razões que contribuíram para a divisão da sociedade espanhola, mas apenas recorrendo à divulgação dos valores, da ética e da moral aprendidos nos Santos Evangelhos e na tradição da Igreja, sem deixar de recorrer com sentido amor filial à protecção da Nossa Mãe do Céu.
 
Conclusão, corações ao Alto e redobrado empenho é aquilo que o Senhor nos pede, sem nunca nos esquecermos da excepcional "arma" que é a oração e o diálogo com Ele.
 
 
JPR

publicado por spedeus às 10:38

O absolutismo da técnica tende a produzir uma incapacidade de perceber aquilo que não se explica meramente pela matéria; e, no entanto, todos os homens experimentam os numerosos aspectos imateriais e espirituais da sua vida. Conhecer não é um acto apenas material, porque o conhecido esconde sempre algo que está para além do dado empírico. Todo o nosso conhecimento, mesmo o mais simples, é sempre um pequeno prodígio, porque nunca se explica completamente com os instrumentos materiais que utilizamos. Em cada verdade, há sempre mais do que nós mesmos teríamos esperado; no amor que recebemos, há sempre qualquer coisa que nos surpreende. Não deveremos cessar jamais de maravilhar-nos diante destes prodígios. Em cada conhecimento e em cada acto de amor, a alma do homem experimenta um « extra » que se assemelha muito a um dom recebido, a uma altura para a qual nos sentimos atraídos. Também o desenvolvimento do homem e dos povos se coloca a uma tal altura, se considerarmos a dimensão espiritual que deve necessariamente conotar aquele para que possa ser autêntico. Este requer olhos novos e um coração novo, capaz de superar a visão materialista dos acontecimentos humanos e entrever no desenvolvimento um « mais além » que a técnica não pode dar. Por este caminho, será possível perseguir aquele desenvolvimento humano integral que tem o seu critério orientador na força propulsora da caridade na verdade.
 
Caritas in veritate [77] – Bento XVI
publicado por spedeus às 00:05

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Nossa Senhora das Mercês. No discurso da sessão em que recebeu o título de filho adoptivo de Barcelona, faz referência à sua devoção à Padroeira da cidade: “Pouco a pouco vai-se cumprindo o que eu tanto desejava naqueles anos quarenta, quando ia prostrar-me aos pés da Virgem das Mercês (…) quando falava então aos meus filhos desta amadíssima cidade, e lhes recordava aquelas palavras de São João: veritas liberabit vos, a verdade libertar-vos-á (Jo 8, 32). Não duvidava então, com uma imensa confiança, da intercessão de Nossa Senhora perante Deus, e da nobre condição das gentes desta minha terra que, por saberem amar a liberdade, têm também os braços abertos para quem fala com sinceridade”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/24-9-5)

publicado por spedeus às 00:04

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O Cardeal de Lima, no Perú, animou os fiéis que frequentam a Sé Catedral daquela cidade a receber a Sagrada Eucaristia de joelhos e na boca.
 
"O modo de receber a Eucaristia com mais respeito é de joelhos e na boca. É necessário recuperar o respeito e a reverência que merece a Eucaristia, porque o amor a Jesus é o centro da nossa vida cristã", disse o Cardeal Juan Luis Cipriani na homilia de ontem, domingo, 20 de Setembro, na sua Catedral.

 

No actual momento, este gesto é contrário à tendência de um grande número de sacerdotes que promovem que os fiéis comunguem na mão. O próprio exemplo do Santo Padre é muito esclarecedor, já que também ele pede aos fiéis a quem distribui a comunhão que se ajoelhem e comunguem na boca.

 

Será que em Roma e em Lima não há Gripe A?

 

Nota pessoal: ao longo de 15 dias procurei estar mais atento na distribuição da comunhão para contabilizar com que frequência, ao distribuir o Sagrado Corpo de Nosso Senhor, tocava nas mãos ou na língua dos fiéis. Cheguei à conclusão que, com muito mais frequência, toco nas mãos das pessoas que, com toda a liberdade, recebem a Sagrada Comunhão na mão. Pelo contrário, procurando dar a comunhão com calma e em clima de adoração, é muito raro tocar com os dedos na língua dos fiéis.

 

Ora, sabendo que o vírus se propaga quando as mãos entram em contacto com superfícies onde pessoas infectadas tocaram (daí a preocupação em procurar que as pessoas lavem as mãos muitas vezes), e sabendo que, as mãos são o principal meio com que tocamos e pegamos nas coisas, não seria mais prudente promover a comunhão na boca (e não na mão)?

 

Pessoalmente, procuro que os fiéis que me estão confiados escolham com toda a liberdade o modo de comungar. Quando toco estes temas (em homilias ou no contacto com as pessoas) procuro formar e deixar que cada um proceda segundo o que achar mais correcto, dentro das possibilidades que a Igreja prevê para a distribuição da Sagrada Comunhão.
 
Blogue “Ubi caritas” AQUI

publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

São Clemente de Roma, Papa de cerca de 90 a 100
Carta aos Coríntios; oração universal (a partir da trad. de col. Icthus, vol. 2, p. 68)
 
Deus torna-Se visível em Jesus, Seu Filho bem-amado
 
Que o Artesão do Universo
conserve intacto na terra
o número dos Seus eleitos,
pelo seu Filho bem-amado, Jesus Cristo.
 
 
Por Ele nos chamou das trevas à luz
da ignorância ao conhecimento da glória do Seu nome.
Em Ti pomos a nossa esperança,
princípio de toda a criação.
 
Abriste os olhos do nosso coração,
a fim de Te reconhecessem,
a Ti, o único Altíssimo nos céus,
Santo que repousa entre os santos.
 
Tu abates a insolência dos soberbos,
alteras os cálculos das nações,
elevas os humildes e derrubas os poderosos,
Tu nos enriqueces e nos empobreces,
tomas e dás a vida.
 
Único benfeitor dos espíritos
e Deus de toda a carne,
perscrutas as profundezas,
vigias as obras dos homens,
és socorro nos perigos,
Salvador dos desesperados,
Criador e Guardião de todo o espírito vivente. [...]
 
Nós Te pedimos, ó Todo-Poderoso,
sê nosso auxílio e nosso defensor.
Salva os oprimidos,
tem piedade dos pequenos,
levanta os que caíram.
Mostra-Te aos que estão em necessidade,
cura os enfermos,
reconduz os que do Teu povo se perderam,
dá alimento aos que têm fome,
a liberdade aos prisioneiros;
corrige os fracos,
consola os pusilânimes;
e que todos os povos reconheçam,
que só Tu és Deus,
que Jesus Cristo é Teu Filho,
que somos o Teu povo, as ovelhas do Teu redil.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 9,7-9

O tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que se passava; e andava perplexo, pois alguns diziam que João ressuscitara dos mortos; outros, que Elias aparecera, e outros, que um dos antigos profetas ressuscitara.
Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar, mas quem é este de quem oiço dizer semelhantes coisas?» E procurava vê-lo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

23
Set 09
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A OCDE veio, esta semana, recordar aos Governos membros da União Europeia que qualquer retoma exigirá sempre a coragem de avançar com reformas estruturais e só poderão sair reforçados da actual crise os que souberem resistir à tentação proteccionista.

 

No caso de Portugal, a organização já avisara na semana passada que o pior, em termos sociais, ainda está para vir. O pico do desemprego só deverá ser atingido em finais de 2010. Altura em que poderá afectar mais de 650 mil portugueses, ou seja, mais 123 mil do que na actualidade.

 

 

Segunda-feira foi a vez do Banco de Portugal relvar os dados sobre o endividamento do país no exterior, mostrando que este já ultrapassava, em Junho, os 100% da riqueza criada anualmente. Um dado que compara com apenas 97% do PIB ainda em Dezembro de 2008.

 

Para quem tinha dúvidas sobre a gravidade do indicador, ficou claro que, em apenas seis meses, a dívida do país ao estrangeiro aumentou em mais de 11 mil milhões de euros, ultrapassando já a fasquia dos 170 mil milhões.

 

Muito além das tricas de campanha, domingo trata-se de escolher, à esquerda ou à direita, quem nos próximos quatro anos tem melhores alternativas para solucionar, para lá da actual crise conjuntural, a crise estrutural particularmente dura que o país enfrenta.
 

 

 

Graça Franco

 

(Fonte: site Rádio Renascença)

publicado por spedeus às 21:52

Vídeo em espanhol
 
Santo Anselmo constitui para todos os cristãos um estímulo a procurarem incessantemente uma união sempre mais íntima com Deus” – declarou Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, dedicada precisamente ao Santo de Aosta (norte da Itália), que viveu no século XI, foi monge em França e concluiu os seus dias na Inglaterra, como arcebispo de Cantuária.
 
“Foi um monge de intensa vida espiritual, um teólogo de grandes capacidades e um defensor da liberdade da Igreja. Tendo entrado na abadia beneditina de Bec, na Normandia, foi nomeado prior e mestre da escola claustral, onde se revelou um excelente educador de jovens”.
 
Poucos anos depois de ter sido eleito abade de Bex, foi chamado a Cantuária para instruir os monges e ajudar a comunidade eclesial. Em 1093, foi designado arcebispo desta sede metropolita.
 
“A clareza e o rigor lógico do seu pensamento tiveram sempre como objectivo elevar o espírito à contemplação de Deus. Afirmou claramente que quem pretende fazer teologia não pode contar unicamente com a sua inteligência, mas deve cultivar também uma profunda experiência de fé”.
 
De entre as variadas saudações dirigidas aos diversos grupos presentes não faltou uma também em português:

“Ao grupo de visitantes do Brasil e demais peregrinos de língua portuguesa, agradeço a presença e quanto a mesma significa de confissão de fé e amor a Jesus Cristo. Que o exemplo de Santo Anselmo seja um estímulo para que todos vós procureis incessantemente uma união sempre mais íntima com Ele. De coração, a todos abençoo. Ide com Deus”.
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:35

Escolhas de Bento XVI estendem-se a Angola e Moçambique
 
Bento XVI nomeou esta Quarta-feira 36 membros para a II assembleia especial para África do Sínodo dos Bispos, incluindo o Arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga.
 
O Sínodo realiza-se de 4 a 25 de Outubro, com o tema “A Igreja em África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz”.
 
Para além do Arcebispo português, o Papa nomeou D. Jaime Pedro Gonçalves, Arcebispo da Beira, em Moçambique, e o Pe. Zeferino “Zeca” Martins, provincial dos Verbitas em Angola.
 
Nos peritos também nomeados pelo secretário-geral do Sínodo, com aprovação papal, está a moçambicana Filomena José Elias, do Conselho Pastoral e da Liturgia da Catedral de Maputo, bem como dois angolanos, o Pe. Belmiro Chissengueti, secretário da Comissão Episcopal Justiça e Paz, e Fr. José Sebastião Manuel, director e co-fundador do Centro Culturale Mosaiko, de Luanda.
 
Ainda hoje foram também nomeados os ouvintes (Auditores), onde se inclui Ermelindo Rosário Monteiro, secretário-geral da Comissão Episcopal Justiça e Paz de Moçambique.
 
O documento de trabalho (Instrumentum laboris) deste Sínodo foi entregue pelo Papa aos Bispos do continente, de forma simbólica, no passado dia 19 de Março, numa cerimónia que decorreu na capital dos Camarões.
 
“O tema desta Assembleia «A Igreja em África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz», que aparece em continuidade com a Ecclesia in Africa, tem grande importância para a vida do vosso continente, naturalmente, mas também para a vida da Igreja universal”, disse então Bento XVI.
 
A I assembleia especial para África do Sínodo dos Bispos decorreu de 10 de Abril a 8 de Maio de 1994, no pontificado de João Paulo II.
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 13:25

A Igreja Católica em Portugal vai criar um “Observatório da Missão”, com o objectivo de acompanhar e observar a “actividade missionária", realizada tanto por institutos religiosos como pelas dioceses, grupos ou associações. O anúncio foi feito na conclusão das Jornadas Missionárias, que no passado fim-de-semana juntaram centenas de pessoas, em Fátima.
 
O observatório é uma instância autónoma, ligada à conferência Episcopal Portuguesa, através da Comissão Episcopal das Missões, às Obras Missionárias Pontifícias, aos Institutos missionários ad gentes (IMAG) e à Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).
 
A intenção é apresentar “instância eclesial representativa do mundo missionário perante a opinião pública, que promova o diálogo com a sociedade e a leitura profética dos acontecimentos e problemáticas que tenham a ver com a missão e actividade dos missionários portugueses, tanto em Portugal como noutros países”. Esta estrutura pretende também acompanhar e promover “a recolha de dados sobre as problemáticas sociais religiosas e políticas que se relacionem com a missão cristã hoje”.
 
Este Observatório disporá de uma secção autónoma no site da Agência ECCLESIA da conferencia episcopal portuguesa, como plataforma de comunicação com os media e o público em geral, com vistas à divulgação de documentos, informação e tomadas de posição.
 
O Observatório da Missão reunirá duas vezes por ano e sempre que “acontecimentos ou situações particulares aconselhem uma tomada de posição”.
 
Abertura ao diálogo
 
No final destas Jornadas, subordinadas ao tema «São Paulo e a paixão pela missão», foram publicadas as conclusões subscritas pelos 450 participantes, com um apelo a “criar espaços de relações comunitárias, remédio para o individualismo, e onde se ritualiza e sacraliza a vida do dia a dia”.
 
Os participantes nestas Jornadas consideram que a missão de hoje passa “pelo diálogo com quatro interlocutores: as pessoas que não pertencem a nenhuma comunidade crente e as que buscam a fé, os pobres e os marginalizados, as pessoas de outras culturas, e os membros de outras tradições religiosas e de ideologias seculares”.
 
Neste sentido, foram destacadas “as numerosas iniciativas de convocação, acompanhamento e envio de leigos, sobretudo jovens, para os ambientes pobres e ao encontro de outras culturas, como meio de promover a missão e o compromisso dos jovens com um mundo de fraternidade e paz”.
 
O documento conclusivo apresenta a “Missão 2010” e o Congresso Missionário da Diocese do Porto como “exemplos a seguir para um maior compromisso evangelizador”.
 
À margem dos trabalhos, o presidente da Comissão Episcopal das Missões e Bispo Auxiliar de Braga, D. António Couto, considerou que os “entraves” nos países de destino são a maior dificuldade com que se deparam os missionários.As próximas Jornadas Missionárias acontecerão em Fátima, nos dias 17, 18 e 19 de Setembro de 2010.
 
Em entrevista ao correspondente da Rádio Vaticano em Portugal, Domingos Pinto o Padre Manuel Durães Barbosa, director das obras missionárias pontifícias explica as grandes linhas deste “observatório da missão” e aponta algumas situações que continuam a preocupar os missionários, nomeadamente no que diz respeito aos direitos humanos nos países lusófonos….os casos de Angola e Moçambique
 
(Fonte: site Radio Vaticana)

publicado por spedeus às 13:15

O alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, excluiu a Líbia como país de acolhimento para as pessoas que requerem uma protecção internacional, porque este país "não oferece as condições de protecção" necessárias.
 
"A Líbia não tem capacidade de estabelecer um espaço de protecção para os requerentes de asilo de boa fé", disse o alto comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), o ex-primeiro-ministro português António Guterres, durante uma reunião com ministros do Interior da UE.
 
"A situação neste país é terrível ", acusou. "Há o risco de as pessoas que precisam de uma protecção internacional serem devolvidas para o seu país de origem e é por essa razão que manifestamos as nossas reservas", explicou."O ACNUR trabalha na Líbia sem reconhecimento oficial e dizemos que não podemos oferecer na Líbia uma protecção adequada aos refugiados que pedem asilo", acrescentou.
 
A tomada de posição do ACNUR embaraça a União Europeia, porque milhares de pessoas que pedem asilo, originárias dos países do Corno de África, chegaram à Líbia levadas por traficantes de seres humanos, que lhes acenam com a esperança de chegar à União Europeia através da Itália.
 
Cerca de 75 por cento das 35 mil pessoas que desembarcaram nas costas italianas em 2008 pediram uma protecção internacional que só foi concedida a 50 por cento delas, sublinhou o ACNUR.
 
A Itália insiste que estes pedidos sejam tratados num país africano da bacia do Mediterrâneo e é o advogado da Líbia, à procura de reconhecimento internacional.
 
"Devemos ter um mecanismo de protecção para as margens do Sul do Mediterrâneo, porque senão os requerentes de asilo são obrigados a entregar-se aos passadores", sublinhou o comissário europeu para a Justiça, Liberdade e Segurança, Jacques Barrot.
 
O asilo continua a ser um dos pontos negros da política de imigração da UE, pouco generosa face aos refugiados.Convidados a pronunciarem-se sobre um programa europeu de reinstalação de refugiados, a maioria dos ministros insistiu no carácter "voluntário" da iniciativa e quando a França, a Bélgica e o Luxemburgo defenderam uma maior solidariedade entre os membros da UE convidados a acolher uma parte dos que procuram asilo desembarcados em Itália, Grécia, Malta e Chipre, não obtiveram resposta.
 
Por ora, os países do Norte mostram-se surdos e a França é o único país que participa no programa piloto de reinstalação que está em marcha para aliviar Malta.
 
Segundo dados de Bruxelas, a nível mundial a grande maioria dos refugiados encontra-se fora da UE, nos países em desenvolvimento da Ásia e de África.
 
O regresso aos seus países de origem é a opção preferida pela maioria deles mas, para alguns, em especial os mais vulneráveis, a reinstalação é a única solução.
 
O ACNUR calcula que só em 2010, do número aproximado de 10 milhões de refugiados existentes no mundo, 203 mil necessitam de ser reinstalados.
 
Em 2008, Estados em todo o mundo ofereceram-se para reinstalar cerca de 65 mil. Deste número, 4.378 refugiados, isto é 6,7 por cento, foram reinstalados na UE. 
 
(Fonte: site Radio Vaticana)
 
NOTA de JPR: a politica de acolhimento e repatriamento dos emigrantes clandestinos do actual governo italiano liderado por Silvio Berlusconi tem sido alvo de contundente contestação da Igreja Católica Italiana
publicado por spedeus às 11:00

FERNANDO LIMA foi despedido e a carcaça da notícia vorazmente devorada por uns e outros nesta derradeira semana de competição feroz, em que cada voto conta. Conheço o Fernando Lima há precisamente 24 anos, tantos quantos os que assessorou Cavaco Silva, e custa-me acreditar que não esteja em grande sofrimento neste momento. Não sei se é ou não o bode expiatório (embora também me pareça que sim e que aparentemente se pôs a jeito) nem me sobra aqui espaço para alimentar a triste polémica das suspeitas escutas em Belém. Concordo inteiramente com todos os que já escreveram ou disseram que o Presidente da República foi equívoco nos seus silêncios e pouco certeiro nas frases mais ou menos assassinas com que tentou sublinhar que ninguém é ingénuo, e muito menos ele próprio. Se agora escrevo sobre o Fernando Lima é porque guardo dele a imagem de um homem sério, discreto e leal, que marcava pela presença atenta aos detalhes e pelo profissionalismo com que acompanhava Cavaco Silva. Aliás, a prova deste profissionalismo e da confiança de que era digno está na longevidade da proximidade entre um e outro. Não tenho uma relação pessoal com Fernando Lima e é com essa margem de liberdade que me pergunto quem, nesta história, foi mais papista que o Papa.

 

Laurinda Alves

 

(Fonte: jornal”i” online)

publicado por spedeus às 09:38

Um dos aspectos do espírito tecnicista moderno é palpável na propensão a considerar os problemas e as moções ligados à vida interior somente do ponto de vista psicológico, chegando-se mesmo ao reducionismo neurológico. Assim esvazia-se a interioridade do homem e, progressivamente, vai-se perdendo a noção da consistência ontológica da alma humana, com as profundidades que os Santos souberam pôr a descoberto. O problema do desenvolvimento está estritamente ligado também com a nossa concepção da alma do homem, uma vez que o nosso eu acaba muitas vezes reduzido ao psíquico, e a saúde da alma é confundida com o bem-estar emotivo. Na base, estas reduções têm uma profunda incompreensão da vida espiritual e levam-nos a ignorar que o desenvolvimento do homem e dos povos depende verdadeiramente também da solução dos problemas de carácter espiritual. Além do crescimento material, o desenvolvimento deve incluir o espiritual, porque a pessoa humana é « um ser uno, composto de alma e corpo »[156], nascido do amor criador de Deus e destinado a viver eternamente.
 
[156] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 14.
 
Caritas in veritate [76] – Bento XVI

publicado por spedeus às 00:05

Morre o P.e José Miguel. No Inverno de 1917-1918, em Logronho, São Josemaría tinha sentido a chamada de Deus enquanto contemplava as pegadas na neve dos pés descalços deste religioso carmelita. Recordando aquele momento comentaria anos mais tarde: “Comecei a pressentir o Amor, a aperceber-me de que o coração me pedia alguma coisa de grande e que fosse amor”.
 
(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/23-9-5)

publicado por spedeus às 00:04

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Depois da cerimónia de boas-vindas de Bento XVI no aeroporto de Praga, a primeira etapa do Santo Padre será a Igreja de Santa Maria da Vitória, onde pronunciará um discurso diante dos fiéis. 
 
Esta Igreja, erigida entre 1611 e 1613 pelos luteranos alemães, foi reconstruída depois da Vitória do exército da Liga Católica sobre os rebeldes protestantes, durante a Guerra dos 30 anos. O triunfo imperial na sangrenta “Batalha da Montanha Branca” foi de facto atribuída à intercessão de Santa Maria da Vitória, de modo que se decidiu consagrar novamente uma igreja em sua homenagem. 
 
O edifício tem forma de cruz e abriga uma grande colecção de pinturas da Montanha Branca que representam a Igreja triunfante, obra do famoso artista Cosmas Damian Asam. 
 
A Igreja de Santa Maria da Vitória de Praga, situada no bairro de Mála Strana, é famosa em todo o mundo porque custodia a imagem do Menino Jesus, trazida da Espanha pela princesa Polyxena Lobkowicz, que a havia recebido como presente de casamento para, depois, confiá-la em 1628 à ordem dos padres Carmelitas Descalços, no convento de Santa Maria da Vitória.
 
A imagem foi logo acolhida com grandes honras e a sua presença permitiu ao convento sobreviver às repetidas invasões. Além disso, foram-lhe atribuídos inúmeros fenómenos milagrosos, entre os quais a salvação da cidade por ocasião de um assédio dos suecos. A sua fama percorreu o mundo, a ponto de ser possível admirar reproduções da imagem em muitos países. 
 
Na origem da história da imagem está a aparição do Menino Jesus a um carmelita que queria ardentemente criar uma imagem que encarnasse a beleza de Cristo. A seguir, quando o carmelita estava prestes a morrer e preocupado por não conseguir ultimar a imagem, o Menino Jesus apareceu-lhe novamente, encorajando-o a completar a sua obra.
 
A imagem, de 47 centímetros de altura, è feita de madeira e revestida de cera. Está coberta com roupas feitas à mão, trocadas periodicamente durante o ano litúrgico.
 
O Papa visitará esta igreja no início da sua viagem apostólica na República Checa. Enquanto isso, os Bispos do país preparam um teço de ouro puro com cristais da Boémia que será oferecido ao Santo Padre no final de sua visita.
 

(Fonte: H2O News com adaptação de JPR)
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Santo Hilário (c. 315-367), Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário ao salmo 65, §§ 19-29
 
«Iam de aldeia em aldeia, anunciando a Boa Nova»
 
Qual é «a palavra de louvor» (Sl 65, 8) que é preciso proclamar? Seguramente aquela: «Ele deu a vida à alma» dos crentes (v. 9); porque Deus atribuiu a constância e a perseverança na profissão da fé à pregação dos apóstolos e à confissão dos mártires, e o anúncio do Reino dos céus percorreu a terra em todos os sentidos como que por passos. Com efeito, «a sua mensagem espalhou-se por toda a terra» (Sl 18, 5). E o Espírito Santo proclama a glória desta corrida espiritual: «Como são belos os pés dos que anunciam a boa nova, dos que anunciam a paz» (Is 52, 7). É pois esta palavra de louvor a Deus que é necessário proclamar, segundo o testemunho do salmista: «Deu a vida à minha alma e não deixou que os meus passos vacilassem». Com efeito, os apóstolos não se deixaram desviar do curso espiritual da sua pregação pelo terror das ameaças humanas, e a firmeza dos seus passos solidamente colocados não os deixou afastarem-se do caminho da fé. [...]
 
Contudo, depois de ter dito: «Ele não deixou que meus passos vacilassem», o salmista acrescenta: «Ó Deus, tu provaste-nos, purificaste-nos pelo fogo como se purifica a prata» (v. 10). Esta palavra, começada no singular, refere-se portanto a muitos. Pois único é o Espírito e uma a fé dos crentes, segundo o que está dito nos Actos dos Apóstolos: «Os crentes tinham uma só alma e um só coração» (Act 4, 32). [...]
 
Mas o que significa esta comparação: «Foram purificados pelo fogo, como se purifica a prata»? Para mim, purifica-se a prata, apenas para dela separar o lixo que adere à matéria ainda em bruto. [...] É por isso que, quando Deus põe à prova os que crêem Nele, não é porque ignore a sua fé, mas porque «a perseverança produz a virtude» como diz o apóstolo Paulo (Rom 5, 4). Deus submete-os à prova, não para os conhecer, mas para os levar à consumação da virtude. Assim, purificados pelo fogo e separados de qualquer ligação aos vícios da carne, poderão resplandecer no brilho de uma inocência que estas provas lhes proporcionaram.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 9,1-6
 
Tendo convocado os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças.
Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes, e disse-lhes: «Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas.
Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso.
Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.»
Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

22
Set 09

Nota doutrinal sobre questões relativas à participação e comportamento na vida política foi assinada em 2002 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger
 
A pluralidade de opções políticas dos católicos, particularmente debatida em alturas de actos eleitorais, esteve no centro de um documento assinado em 2002 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, que presidia à Congregação para a Doutrina da Fé.
 
A “Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política” falava numa “legítima pluralidade de opções temporais”.
 
“No plano da militância política concreta, há que ter presente que o carácter contingente de algumas escolhas em matéria social, o facto de muitas vezes serem moralmente possíveis diversas estratégias para realizar ou garantir um mesmo valor substancial de fundo, a possibilidade de interpretar de maneira diferente alguns princípios basilares da teoria política, bem como a complexidade técnica de grande parte dos problemas políticos explicam o facto de geralmente poder dar-se uma pluralidade de partidos dentro dos quais os católicos podem escolher a sua militância para exercer - sobretudo através da representação parlamentar - o seu direito-dever na construção da vida civil do seu País”, pode ler-se.
 
O actual Papa indicava na altura, contudo, que “a legítima pluralidade de opções temporais mantém íntegra a matriz donde promana o empenho dos católicos na política, e esta matriz liga-se directamente à doutrina moral e social cristã”.
 
O documento da Congregação para a Doutrina da Fé apontava o dedo a leis civis em matéria de aborto e de eutanásia, defendendo a tutela e promoção da família, “fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio”.
 
No mesmo plano, incluíam-se a “tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão” e o progresso para “uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidiariedade”, bem como a “recusa radical e absoluta da violência”.
 
O texto admite que “a fé nunca pretendeu manietar num esquema rígido os conteúdos sociopolíticos, bem sabendo que a dimensão histórica, em que o homem vive, impõe que se admita a existência de situações não perfeitas e, em muitos casos, em rápida mudança”.
 
“As sociedades democráticas actuais, onde louvavelmente todos participam na gestão da coisa pública num clima de verdadeira liberdade, exigem novas e mais amplas formas de participação na vida pública da parte dos cidadãos, cristãos e não cristãos. Todos podem, de facto, contribuir através do voto na eleição dos legisladores e dos governantes e, também de outras formas na definição das orientações políticas e das opções legislativas que, no seu entender, melhor promovam o bem comum”, indicava a Nota doutrinal assinada por Joseph Ratzinger.
 
 
(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 17:56

publicado por spedeus às 14:10

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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