«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

27
Nov 09
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Morre o seu pai, José Escrivá. “Vi-o sofrer com alegria, sem alardear o seu sofrimento. E vi uma valentia que foi uma escola para mim, porque depois senti tantas vezes que me faltava a terra debaixo dos pés e que o céu me caía em cima, como se fosse ficar esmagado entre duas placas de ferro. Com essas lições e a graça do Senhor, talvez eu tenha perdido em alguma ocasião a serenidade, mas poucas vezes [...]. O meu pai morreu esgotado. Tinha um sorriso nos lábios e uma simpatia especial”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/27-11-5)
publicado por spedeus às 07:28

Tornou-se já uma expressão comum a de que a Europa e, genericamente a sociedade ocidental, procura viver «como se Deus não existisse», expressão usada até em vários documentos pontifícios. Isso é evidente, por exemplo, na recusa do nome de Deus nos projectos de Constituição europeia, mas sobretudo no ensino e na legislação da família, em que se excluem critérios morais cristãos, como atentatórios da liberdade individual.

Também é verdade, no entanto, o contrário: os próprios ateus, ou agnósticos, vivem «como se Deus existisse». Por uma razão muito simples: não é possível a ninguém viver doutro modo, nem doutro modo pensar com coerência.

Ainda hoje lia um artigo no qual o autor negava o carácter científico do criacionismo (e não falava só do criacionismo «americano», que nega a evolução), pela «irracionalidade» de vermos causas e efeitos em simples coincidências do acaso. Mas a ciência procede exactamente desse modo: extraindo «leis» de acontecimentos repetitivos, pelo princípio de causa e efeito, e até de «finalidade», isto é, pela certeza de que existe uma ordem racional no universo, que a nossa inteligência consegue captar, e que tudo tem um sentido, um fim, um objectivo.

Mas onde melhor se vê que é impossível (embora se «procure») viver como se Deus não existisse, é na ordem dos «valores». Se não houvesse Deus, se tudo fosse um «acaso», não haveria mal nem bem, verdade ou erro, deveres nem direitos. Quem no-los impunha? E ninguém consegue viver assim. Os mais confessos e convictos ateus e agnósticos prezam-se de honestidade, criticam quem procede «mal», invocam as «grandes palavras»: dignidade, justiça, solidariedade, igualdade, etc. Que sentido teria isso, se o mundo fosse «uma história de doidos contada por um idiota»? Não conseguem imaginar sequer o que seria a sua vida, se não cressem (solapadamente) em Deus! Afinal, vivem de valores «emprestados»...

O próprio «acaso» é uma noção curiosa: um acaso que fizesse um mundo tão ordenado, inteligente, grandioso, belíssimo, riquíssimo, seria um «Acaso», com maiúscula, omnipotente e sapientíssimo, isto é, seria outro nome de Deus. E, se esse «Acaso» foi capaz de gerar seres pessoais, conscientes, livres, terá de ser Ele mesmo pessoalíssimo, conscientíssimo, libérrimo. Pois nada de puramente material, químico-físico, poderia dar origem à auto-consciência que nos caracteriza e distingue da simples matéria.

Por isso, lamento imenso que muita gente pretenda enganar-se a si mesma, negando com palavras o que confessa com a vida.

A experiência diz ainda que nos países de tradição cristã, ninguém consegue viver como se Jesus Cristo não existisse. Todos esses valores que invocam (paradoxalmente) os ateus e agnósticos radicam no Evangelho. É curioso notar que o fenómeno cultural do ateísmo e do agnosticismo é um fenómeno exclusivo do Cristianismo. Foi no Ocidente cristão que ele se formulou e daqui se estendeu. A razão é simples: uma vez que se recebeu da Igreja a noção de Deus, já não é possível mudar para outra noção melhor. A única maneira «lógica» de nos afastarmos de Deus tal como a Igreja O apresenta é a de negarmos a própria existência de Deus; não podemos substituí-la por nenhuma outra noção mais perfeita.

Nesse artigo citado, lá se volta a contrapor a superioridade da ciência à visão «infantil» ou «mágica» do «povinho», como se milhões de adultos não albergassem idêntica aspiração à transcendência e não tivessem mesmo alcançado e elaborado profundamente essas verdades fundamentais sobre o mundo e a vida, que até uma criança exige - e compreende. É, de facto, irritante para muitos «intelectuais» verificar que a gente «simples», o simples «povinho» tem aspirações mais exigentes, mais racionais, mais metafísicas, do que eles, não desistindo de perceber este mundo e a sua própria existência.

A grande fraqueza de muitos «intelectuais» é precisamente a capacidade de viverem mentalmente num mundo abstracto, virtual, imaginário, inclusivamente absurdo. Mentalmente, digo, porque, na vida real, prática, procedem como toda a gente, num mundo de causas e efeitos, racional, com valores, com sentido, com finalidade, com deveres de consciência, etc. Com Deus. Porque se pode viver com fraquezas, mas não se pode viver de contradições.

E a sua fé vai ao ponto de acreditarem na «ressurreição da carne»: senão, que sentido teria o respeito pelo corpo, ainda que morto e apodrecido? Porque não atiram os cadáveres a uma fossa qualquer, de preferência asséptica? Os médicos mais endurecidos tratam dos velhotes mais degradados com uns cuidados só dignos de algo sagrado... E, se esses corpos são de entes queridos, então não se diga!

Enfim, a experiência diz-nos que anda meio mundo a fingir que não crê, embora o finja «convictamente»... até chegar a hora em que, como dizia Köestler, «o metafísico se torna real». E nessa altura, que consolo para eles ter alguém a rezar à cabeceira! O perigo está em habituar-se de tal modo a viver como quem não crê, que mesmo nessa hora se continue a representar o papel escolhido no teatro da vida - e que, no fundo, na prática, nunca se tomou a sério.

- «Sabe, nós, os intelectuais, não sabemos bem o que fazer quando temos de enfrentar a realidade...», ouvimos um dia a um conhecido intelectual, crente por sinal, pouco antes de falecer.
Mas a realidade acaba por se impor, queiramos ou não. E nessa altura a fé, que se julgava perdida, rebrota habitualmente, graças a Deus, como o despertar de um sonho. De um mau sonho.

Hugo de Azevedo

(Fonte: blogue amigo, divulguem s.f.f., “filosorfico” em http://sol.sapo.pt/blogs/filosorfico/default.aspx)
publicado por spedeus às 00:05

O Teu abraço, Senhor,
é muito maior do que mundo.
Estendem-se os Teus braços de tal modo
que tudo,
mas mesmo tudo, e todos,
eles contêm e podem conter.
Contêm aqueles que Te amam,
e os que Te não têm amor;
Cabem neles os que riem,
e neles são aconchegados os que choram;
Recebes neles os que têm saúde,
e neles envolves os que padecem;
Neles estão os que batem com a mão no peito
e neles apertas os que Te repudiam;
Com eles guias os que aqui vivem,
neles recebes os que contigo já moram.
Por isso me sinto assim,
tão dentro do Teu abraço.
Porque quase sempre Te amo,
mas há momentos em que Te esqueço;
Porque há horas em que contigo rio,
e há tempos em que choras comigo;
Porque Te agradeço a saúde,
e Te louvo na doença;
Porque recebo o Teu perdão,
mas por vezes me escondo de Ti;
Porque por Ti me deixo guiar,
na esperança de contigo,
eternamente morar.
Os Teus braços, Senhor,
assim abertos na Cruz,
foste Tu que os abriste,
apenas para me abraçar,
e apertado a Ti,
junto ao Teu coração,
todo repleto de amor,
a Ti todo me entregar.

Joaquim Mexia Alves

Monte Real, 23 de Novembro de 2009

Agradecimento: ‘Infovitae’

publicado por spedeus às 00:04

Vídeo em espanhol

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Primeira homilia sobre o salmo 38 (39) (a partir da trad. de SC 411, p. 355)

«O Verão está próximo»

«Senhor, dá-me a conhecer o meu fim e o número dos meus dias, para que veja como sou efémero» [Sl 38 (39), 5]. Se me permitisses conhecer o meu fim, diz o salmista, e se me desses a conhecer o número dos meus dias, poderia só por isso perceber o que me falta. Ou talvez por estas palavras ele esteja ainda a indicar o seguinte: que todo o trabalho tem uma meta. Por exemplo, o objectivo de um empreendimento de construção é fazer uma casa; a finalidade de um estaleiro naval é construir um barco capaz de triunfar sobre as vagas do mar e suportar as investidas dos ventos; e o objectivo de cada trabalho é qualquer coisa de semelhante para o qual o próprio trabalho foi criado. Por isso, talvez haja também um certo objectivo na nossa vida e na existência do mundo inteiro para o qual se faz tudo o que se faz na nossa vida ou para o qual o próprio mundo foi criado ou subsiste. Também o Apóstolo Paulo se recorda desse objectivo quando diz: «Depois, será o fim: quando Ele entregar o reino a Deus Pai» (1Cor 15, 24) É certamente necessário que nos apressemos para essa meta, uma vez que o valor da obra é a razão pela qual fomos criados por Deus.

Assim como o nosso organismo corporal é pequeno e reduzido no momento em que nascemos e no entanto se desenvolve e tende para o limite do seu tamanho crescendo em idade; assim como também a nossa alma [...] recebe primeiramente uma linguagem balbuciante, que seguidamente vai ficando mais clara, para chegar finalmente a uma forma de se exprimir perfeita e correcta; também da mesma forma toda a nossa vida começa no presente, decerto balbuciante entre os homens da terra mas se concluí e chega ao seu auge nos céus, perto de Deus.

Por este motivo o profeta deseja conhecer o fim para que foi criado, porque, olhando para o objectivo, examinando os seus dias e considerando a sua perfeição, vê o que lhe falta em relação a essa meta para a qual tende. [...] É como se aqueles que saíram do Egipto tivessem dito: «Senhor, dá-me a conhecer o meu fim», que é uma terra boa e uma terra santa, «e o número dos meus dias» que percorro «para que veja como sou efémero», quanto ainda me falta caminhar para chegar à terra santa que me foi prometida.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 21,29-33

E disse-lhes uma comparação: «Reparai na figueira e nas restantes árvores.
Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus está próximo.
Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

26
Nov 09
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Cardeal-Patriarca presidiu aos trabalhos do Conselho Presbiteral

O Cardeal-Patriarca de Lisboa disse aos padres da Diocese que é urgente fazer “uma radiografia socio-religiosa da diocese”.

D. José Policarpo presidiu, entre os dias 24 e 25 de Novembro, ao Conselho Presbiteral, que tem como objectivo responder “a todas as necessidades do presbitério, em cada tempo e em cada circunstância”.

Segundo comunicado enviado à Agência ECCLESIA, no final dos trabalhos, o Cardeal-Patriarca pediu que aproveitassem o Ano Sacerdotal porque “a vida do presbitério de Lisboa está a passar por grandes transformações”.

Uma das transformações apontadas diz respeito à diversidade de padres que vêm de vários pontos do mundo que colaboram nas necessidades pastorais de Lisboa e que devem ser integrados e acolhidos no presbitério.

Sobre a situação da diocese, o Patriarca de Lisboa confessou que o critério de nomeações do próximo ano deverá ter novos moldes: “não podemos continuar com esta forma de organização pastoral”.

Assim, sugeriu que se faça uma nova reestruturação pastoral que permita uma reorganização com os sacerdotes disponíveis.

Outra das preocupações do Cardeal-Patriarca diz respeito ao crescente número de celebrações dominicais na ausência de presbítero que – disse – na realidade o que “existe é uma celebração dominical com ausência de eucaristia”.

Ano Sacerdotal

A comissão nomeada pelo Cardeal-Patriarca para preparar o ano sacerdotal apresentou ao Conselho Presbiteral as iniciativas previamente programadas. Ficou decidido que serão valorizadas as celebrações das catequeses quaresmais de D. José Policarpo, acompanhadas de um guião pedagógico; trinta dias antes da chegada do Papa – 11 de Abril – Domingo da Misericórdia – até 11 de Maio (dia de chegada de Bento XVI) é proposta uma corrente de adoração eucarística em toda a diocese; valorizar a ida a Roma para o encerramento do Ano Sacerdotal (entre 9 e 11 de Junho) e, se possível, organizar uma peregrinação a Ars com um grupo de padres.

Todas as iniciativas que estão previstas serão objecto de informação posterior de forma detalhada.

A visita de Bento XVI foi ainda tema de reflexão, tendo sido referido que “o que existe neste momento apenas uma hipótese de programa, ainda não aprovado pelo Santo Padre”.

Foram também eleitos para o Secretariado Permanente: Padre Peter Stilwell como coordenador; Padre Ricardo Franco como secretário, e, como vogais, Cónego José Traquina, Padre Nuno Amador e Padre Mário Rui.


(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 22:14

publicado por spedeus às 21:58

Queridos amigos,

No próximo Sábado, às 21h15 (28/Novembro), há um Sporting-Benfica, em Lisboa, claro.
Vamos aproveitar a presença desses milhares de pessoas para recolher assinaturas.

Precisamos de voluntários de todas as idades e cores (futebolísticas ;-)

Esta operação será coordenada pela nossa Mandatária Ana Cid Gonçalves (que para o efeito usará o 910816055, Extreme).

O ponto de encontro é às 20h00 depois de amanhã à porta da Churrasqueira do Campo Grande.

Por favor confirmem-lhe para esse número por viva voz ou SMS ou para este endereço: ana.josecid@sapo.pt.

Mesmo que nunca o tenham feito venham porque é simples e uma ocasião de demonstrarmos de facto que queremos em Portugal este referendo.

Que ninguém falte! Quantos mais formos, mais assinaturas recolhemos!

Um abraço

Antonio Maria
publicado por spedeus às 20:54

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As presidentes da Argentina e do Chile, Cristina Kirchner e Michelle Bachelet, serão recebidas no Vaticano pelo Papa no próximo sábado dia 28, para lembrar os 25 anos do tratado de paz que evitou uma guerra entre os dois países pelo Canal de Beagle.

O encontro tem por motivo a celebração dos 30 anos da mediação de João Paulo II, que pôs fim às hostilidades entre os dois países pelo controlo do referido Canal, formado por ilhas situadas no extremo sul do continente.

Além da audiência privada com Bento XVI, as presidentes assistirão juntas, na Sala Clementina, ao acto de comemoração dos 25 anos da assinatura do Tratado de Paz e Amizade entre Argentina e Chile.

Durante o conflito, ocorrido em 1978, Chile e Argentina eram governados por regimes militares. As hostilidades cessaram com a assinatura de um tratado de paz proposto pelo Vaticano, em Janeiro de 1979.

No trabalho diplomático tiveram um papel de primeiro plano o Cardeal Angelo Sodano, então núncio apostólico no Chile e mais tarde Secretário de Estado dos últimos dois Papas, bem como o Cardeal Antonio Samoré, delegado especial do Papa e o Cardeal Agostino Casaroli.


(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 15:29

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A exclusão social é um facto em Angola, segundo as conclusões da II Assembleia Plenária da CEAST, que decorreu de 13 a 20 de Novembro do ano em curso, em Luanda.

Os bispos de Angola e São Tomé deploraram esta condição, ao analisar a situação social do país, augurando que o fosso entre ricos e pobres seja debelado; enfatizou também o compromisso que a Igreja tem em relação às questões ambientais; saudou os vários empreendimentos sociais em curso, bem como o processo eleitoral realizado, destacando o contributo da Igreja no fomento do diálogo, tolerância, reconciliação, unidade na diversidade e defesa dos direitos humanos.

E o primeiro pronunciamento sobre a sociedade do novo Presidente da CEAST, o arcebispo do Lubango D.Gabriel Mbilingue, é um inflamado discurso contra corrupção e ao escamoteamento de vícios nocivos ao desenvolvimento salutar do país.

Segundo o prelado, as posições da igreja têm soado como um incómodo às autoridades angolanas.

“Os apelos nem sempre agradam. Quando a gente faz uma denúncia … nem sempre encontramos uma resposta satisfatória” – sustenta o Bispo.

Ignorar as questões, tem sido a estratégia recorrente dos políticos que governam Angola, de acordo com o arcebispo do Lubango.

“ Há apelos que se fazem e, passados muitos meses está tudo na mesma” – exemplificou.

D.Gabriel Mbilingue explica que “ há aqui uma táctica muito comum nas questões complicadas”, que se traduz filosoficamente na chamada ignorância da questão, ou seja, “ fala-se naquele dia e nunca mais se toca neste assunto”.
Entretanto, revela que “ muitos destes políticos, no nosso caso de Angola serão cristãos”, que deram e continuam a dar mau exemplo pela forma como governam os seus povos.


(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 15:08

Vídeo em espanhol
 
O Santo Padre congratula-se com a Igreja no Vietname, que celebra 50 anos do estabelecimento da hierarquia católica local e 350 anos da criação dos Vicariados Apostólicos de Tonquim e da Cochinchina. Numa mensagem enviada ao Presidente da Conferência Episcopal Vietnamita, Bento XVI faz votos de que este Ano Jubilar seja para todos, momento de “reconciliação com Deus e com o próximo”.

“Neste sentido – escreve – convém reconhecer as faltas do passado e do presente, cometidas contra os irmãos na fé e contra os irmãos compatriotas, pedindo-lhes perdão”. Ao mesmo tempo, há que “tomar também a resolução de aprofundar e de enriquecer a comunhão eclesial, edificando uma sociedade justa, solidária e equitativa, com um autêntico diálogo, respeito mútuo e uma sã colaboração”. Finalmente – recorda ainda o Papa – o Jubileu é, para a Igreja no Vietname, “um tempo especial oferecido para renovar o anúncio do Evangelho aos concidadãos”, para se tornar numa Igreja toda ela “comunhão e missão”.

Evocando a localidade de So-Kiên (na arquidiocese de Hanoi), escolhida para a abertura destas celebrações, pelo facto de ali ter tido sede o primeiro Vicariado Apostólico do Vietname, escreve Bento XVI: “Possa este lugar que vos é tão caro estar no coração de uma evangelização aprofundada que leve ao conjunto da sociedade vietnamita os valores evangélicos da caridade, da verdade, da justiça e da rectidão”. Valores que, “vividos no seguimento de Cristo, assumem uma nova dimensão que vai para além do seu sentido moral tradicional, na medida em que se enraízam em Deus, que deseja o bem de cada homem e a sua felicidade”.

Finalmente, a mensagem de Bento XVI recorda os 117 mártires vietnamitas, cuja memória litúrgica ocorreu precisamente nestes dias. Entre eles – sublinhou – “emerge a singular figura de André Dung-Lac, cujas virtudes sacerdotais são luminosos modelos ” para os padres, religiosos e seminaristas do país. O Papa faz votos de que, neste Ano Sacerdotal, eles possam encontrar no exemplo deste Santo e dos seus companheiros “uma renovada energia espiritual que os ajude a viver o seu sacerdócio em maior fidelidade à sua vocação, na comunhão fraterna, numa digna celebração dos Sacramentos da Igreja e num apostolado dinâmico e intenso”.


(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 15:03

Portugal tornou-se uma gigantesca face oculta. Mudar este estado de coisas é tão difícil como imperativo.

Até parece que a corrupção só agora nos atingiu. Nas últimas semanas, dia após dia, a corrupção ocupou os grandes títulos dos jornais, os rodapés dos noticiários, as ondas das rádios, os jornalistas, os analistas, os comentadores. Pareceu-me estranho, não pelo tema, que é importantíssimo, mas por este ser tratado como algo recente que, de súbito, se tivesse revelado ao desconforto e consternação dos portugueses. E não só os media, pois eu bem oiço a communis opinio cochichar nos bancos do metro, nas cadeiras das esplanadas, nas filas do supermercado e, até, na taberna da minha aldeia.

Este tema vem associado ao mau funcionamento da justiça, que, verdade seja dita, é a corrupção maior. Porque crimes sempre os houve e haverá, mas a certeza da impunidade, a percepção da inutilidade da lei, a descrença nos tribunais, isso, sim, é que não poderia acontecer num Estado de direito.

Há já alguns anos que a corrupção instalada no âmago do regime e do sistema é um dado adquirido. Muitos foram (e são) os casos - embora mais pareça nunca terem acontecido - diluídos numa desproporção duvidosa entre o teor dos mesmos e as consequências visíveis, uma espécie de folhetim inglório. O processo da Casa Pia marcou um antes e um depois, numa justiça que de pouco célere passou a pouco credível. Foi aí, se bem me lembro, que os media - a que coube o mérito de pôr a nu tanta vergonha - não resistiram a impor à justiça um tempo mediático que acabou por substituir o seu tempo próprio, o qual, devendo ser célere, não pode nunca ser precipitado. Instalou-se uma grande promiscuidade, com a violação sistemática do segredo de justiça a alimentar a voragem noticiosa, a que se somaram as prescrições, os erros judiciários, os truques dos advogados e, mais recentemente, ao que consta, as pressões dos poderes políticos e económicos.

Que novidade traz a "Face Oculta", o que revela que não soubéssemos já? Aparentemente, nada. Há muito que a corrupção, o tráfico de influências, o enriquecimento ilícito, o abuso de poder tinham saltado dos clubes de futebol para as empresas públicas e privadas, a banca, os grandes concursos públicos, etc., corroendo o tecido político, social e económico do País. O que se passa agora é como aquela gota que faz transbordar tudo: a insustentável centralidade do primeiro-ministro, que, como tal, não é um cidadão qualquer, tem prerrogativas e responsabilidades acrescidas, não podendo separar um estatuto do outro; a contradança, agora mais frenética, dos agentes da justiça - PGR, Supremo; ideias peregrinas de "espionagem política"; pacotes legislativos a granel.

Esperava eu que na campanha eleitoral esta gigantesca metástase constituísse um tema dominante, que os cidadãos eleitores que detêm o poder de mudar fossem exigentes nas perguntas e nas respostas, nas garantias pedidas aos partidos. E que a comunicação social, na sua função mediadora, tivesse feito eco deste desiderato. Mas a campanha foi um tempo de trivialidades e equívocos, sem escrutínio do que é realmente determinante para o nosso futuro.

É bom dizer que se deve presumir a inocência deste ou daquele, mas não se pode impedir que cada um vá formando um juízo de valor, uma percepção, uma dúvida. Serão culpados, serão responsáveis por negligência ou omissão? Não se sabe nem interessa quando a questão passa a eminentemente política, podendo envolver pessoas que decidem sobre nós e a nossa vida. Que os eleitores tenham mantido Sócrates no poder é, para mim, um mistério. Que a opinião publicada, que agora tanto se indigna, tivesse crucificado Ferreira Leite por lhe faltarem algumas das mais inúteis qualidades para governar, desvalorizando as qualidades que tem e que são raras e decisivas para restabelecer o moral de um país doente, é outro mistério.

Portugal tornou-se uma gigantesca face oculta. Mudar este estado de coisas é tão difícil como imperativo. Quanto mais não seja para continuarmos vivos.

Maria José Nogueira Pinto

(Fonte: DN online)

Nota de JPR:

Confesso-vos que hesitei em publicar este artigo de opinião, não por falta de consideração em relação à autora, que é dos resquícios de ética e moral que se consegue ler nos chamados grandes órgãos de informação, que curiosamente, ao que consta, estão todos, ou quase todos, em grandes dificuldades económicas, mas porque o descrédito da justiça é tal que não desejo participar no carnaval dos casos que são apresentados na imprensa e jamais chegam a qualquer conclusão.

Ainda ontem e a propósito das medidas de coacção impostas por um Tribunal a um arguido que era simultaneamente presidente do conselho de administração de uma empresa pública, logo nomeado pelo governo, assistimos como reacção imediata dos advogados de defesa a uma série de ataques orquestrados e pensados para aproveitar a presença da comunicação social, perfeitamente inacreditáveis e com o objectivo de condicionar os juízes.

Ora, não passa de um cliché e de baixo nível, dizer-se que os juízes não são premiáveis a pressões externas, é tão hipócrita como se eu afirmasse, que por ser cristão e católico não sou pecador.

Dir-me-ão, mas não pugnar por uma melhoria da sociedade, é por si só uma atitude pouco cristã e de pouca cidadania, é certamente verdade, mas a Besta, em sentido figurado e muito mais vasto do que João lhe atribuiu no Apocalipse, é tão grande e está de tal maneira arreigada, que temos de pedir através da oração ao Senhor que nos ajude com os seus Anjos e Santos a sobreviver no meio deste pântano.
publicado por spedeus às 09:45

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”. Quando escutamos com atenção este brado de S. Paulo, sentimo-nos comovidos e bate em nós com mais força o nosso coração. Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a vós e à Humanidade inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos. Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a Terra, para procurar no mundo e através das coisas do mundo a Deus Nosso Senhor, é indispensável a santidade pessoal”. É assim que começa a homilia que prega hoje.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/26-11-5)
publicado por spedeus às 08:58

publicado por spedeus às 00:05

O arcebispo de Génova e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, assinalou que “o cristianismo rejeita e recusa-se a ser reduzido a uma religião civil no serviço de qualquer poder, seja ele qual for”, já que essencialmente “é um acto religioso”, afirmou recentemente num congresso sobre a pastoral escolástica.

Na sua intervenção sobe o lema “A Pastoral escolástica no âmbito de um projecto de uma pastoral integrada”, promovido pela União dos Professores Católicos Italianos, o Purpurado explicou que o Cristianismo “une o homem com Deus, a terra e o céu, e esta é a real dimensão de qualquer religião”.

Referindo-se à hora da oração nas escolas da Itália, o Cardeal Bagnasco, disse que esta não se trata “de um privilégio da Itália, para com a Igreja”, já que, “não consiste em uma hora de Catecismo”.

A Concordata, explicou, institucionalizou o ensino de religião não como Catecismo, mas com base no reconhecimento de “a religião católica inspirou a cultura” não só em Itália, mas a nível europeu.

A pastoral escolástica não é uma intromissão no ensino, mas a missão Igreja sob a forma de educação, concluiu.

(Fonte: ACI com tradução da versão em espanhol de JPR)
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

São João Crisóstomo (c. 325-407), presbítero em Antioquia e posteriormente bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia sobre a cruz e o ladrão (a partir da trad. de L'Année en fêtes, Migne 2000, p.282)

«Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem»

Saberás o quanto a cruz é um sinal do Reino? É com esse sinal que Cristo virá, aquando da Sua segunda e gloriosa vinda! Para que possamos avaliar até que ponto a cruz é digna de veneração, Ele fez dela um título de glória [...].

Sabemos que a Sua primeira vinda se fez em segredo, e essa discrição estava justificada: veio, com efeito, procurar o que estava morto. Mas essa segunda vinda passar-se-á de maneira diferente [...]. Então aparecerá a todos e ninguém terá necessidade de perguntar se Cristo está neste lugar ou naquele (Mt 24, 26) [...]; não será preciso perguntarmo-nos se Deus está de facto presente. Mas o que será preciso procurar saber, é se Ele vem com a cruz [...].

«Assim será a vinda do Filho do Homem [...], o Sol escurecerá, a Lua não dará a sua luz» (Mt 24, 27.29). A glória da Sua luz será tão grande que diante dela obscurecer-se-ão os astros mais brilhantes. «As estrelas cairão do céu [...]. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem.» (Mt 24, 29-30). Vês bem o poder do sinal da cruz? «O Sol escurecerá e a Lua não dará a sua luz», e a cruz, pelo contrário, brilhará, bem visível, para que saibas que o seu esplendor é maior que o do sol e o da lua. Tal como, quando entra o rei numa cidade, os soldados carregam aos ombros os estandartes reais e os levam à sua frente para assim anunciar a sua chegada, também assim, quando o Senhor descer do céu, a corte dos anjos e dos arcanjos, carregando esse sinal aos ombros, nos anunciará a chegada de Cristo, nosso Rei.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São S. Lucas 21,20-28

«Mas, quando virdes Jerusalém sitiada por exércitos, ficai sabendo que a sua ruína está próxima. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; e os que estiverem no campo não voltem para a cidade,
pois esses dias serão de punição, a fim de se cumprir tudo quanto está escrito.
Ai das que estiverem grávidas e das que estiverem a amamentar naqueles dias, porque haverá uma terrível angústia no país e um castigo contra este povo.
Serão passados a fio de espada, serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será calcada pelos gentios, até se completar o tempo dos pagãos.»
«Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e, na Terra, angústia entre os povos, aterrados com o bramido e a agitação do mar;
os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai acontecer ao universo, pois as forças celestes serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer, cobrai ânimo e levantai a cabeça, porque a vossa redenção está próxima.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

25
Nov 09
publicado por spedeus às 22:25

                                                                             I
Tudo isto dos casamentos gay é um disparate do princípio ao fim. E é preciso dizê-lo e repisá-lo nua e cruamente.

Começa pela ficção, que a própria anatomia inequivocamente desmente, de se tomar por saudável um evidente distúrbio, seja ele congénito (rarissimamente), ou um hábito, vício ou opção.

Segue-se a ficção de que o actual casamento é discriminador. Mentira. Um homossexual já tem direito a casar como qualquer outro cidadão. O contrato de casamento não discrimina ninguém. Simplesmente, como em todos os contratos, por razões puramente pessoais (indiferentes para a lei) pode ter-se, ou não ter, interesse na celebração. Se um homossexual ou um impotente não querem casar por tal motivo, podem querê-lo por outro motivo qualquer (razões fiscais ou económicas, por exemplo) e o contrato continua à sua disposição. Tudo depende das suas vontades, não da lei.

Dir-se-á que, assim sendo, se torna necessário um outro contrato similar compatível com esse particular interesse dos homossexuais. E a gente pergunta porquê; e por que não também equivalentes interesses dos bissexuais e dos polissexuais. (Curioso que tal matéria já nem se analisa: apenas se discute o nome a dar ao contrato! Minado o terreno, os inadvertidos caem como tordos e os movimentos gay já ganharam meia batalha…)

As uniões homossexuais têm alguma utilidade social? Não vejo. Nem sequer para aumento da natalidade …

E – suposto que a homossexualidade merecesse alguma consideração especial! – qual o interesse, para os próprios contraentes, em que tais uniões se considerem casamentos ?

De se entregarem aos seus deleites, ninguém os impede… Por outro lado, já a comunhão de vida está prevista na lei, independentemente do sexo e da formalização, para efeitos fiscais e muitos outros (Lei nº 6/2001, de 11 de Maio)…

O que resta? Resta que toda a campanha assenta no desejo incontido de auto-justificação – que o mesmo é dizer, no propósito de que, no conceito geral, o seu desvio seja tido como normal; e na aversão a quaisquer considerações morais no domínio do sexo, o deus da “modernidade”.

E quando choram, disfarçados de vítimas, nós dizemos: “coitadinhos, deixa lá”…

E família passa a ser outra coisa.

                                                                          II

PORQUE NÃO, SE DOIS HOMOSSEXUAIS SE AMAM?

A lei não sabe o que é amor. O contrato de casamento nem quer saber. E o conservador tem-lhe raiva.

Vão uns normais pombinhos à conservatória e explicam: - “Desejamos casar apenas por razões económicas”. Conservador: - “Vou conferir a papelada.” E outros nubentes: - “Sabe…motivos políticos…” Conservador: - “Estou disponível a 15 do corrente”.

E assim é que está certo.

Nem o contrato de casamento se destina a celebrar paixões, nem o legislador que o gizou era tão tonto como os governantes da “modernidade”. Deixou as palpitações do coração para os médicos e os poetas.

Não se alegue, pois, que o “amor” constitua, por si, fundamento jurídico, ou justificação para o casamento! O simples amor que possa surgir entre dois indivíduos, de um só ou de ambos os sexos, é lixo para o contrato; é completamente destituído de interesse para a lei.

Porque a função do contrato é bem outra.

O exclusivo fito do contrato de casamento é a fria e interesseira regulação, salvaguarda, estímulo ou o que se queira, da natural coesão social dos laços de sangue, efectivos ou potenciais, resultem eles do afecto, do divertimento, da conveniência ou do puro impulso animal. Porque aí reside a célula-mor da organização social. Laços esses, que eu saiba, só homem e mulher originam. O resto é treta.

Consta, no entanto, que os nossos governantes souberam da descoberta de uma pílula reprodutora. Que coisa admirável é o progresso!


(Fonte: blogue amigo, divulguem s.f.f., “filosorfico” em http://sol.sapo.pt/blogs/filosorfico/default.aspx)
publicado por spedeus às 17:35

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É sem dúvida uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada.

De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria.

Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos.

Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinquenta filósofos mais cultos do Egipto para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate, declararam-se cristãos.

O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinquenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.


(Fonte: Evangelho Quotidiano, foto quadro de Caravaggio)
publicado por spedeus às 16:48

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publicado por spedeus às 13:48

publicado por spedeus às 13:21

Vídeo em espanhol
 
A quem conhece o sentido da historia descrita na Bíblia as vicissitudes humanas aparecem marcadas pela Providencia divina, segundo um seu desígnio bem ordenado. Sublinhou Bento XVI na catequese da audiência geral desta quarta-feira, afirmando que uma visão teológica da história põe em realce a intervenção surpreendente e salvífica de Deus, mas sempre salvaguardando a liberdade e a responsabilidade do homem.

A história - explicou o Papa - não é o êxito de um destino cego ou de um caso absurdo: pelo contrário, nela actua o Espírito Santo, que suscita um diálogo maravilhoso dos homens com Deus, seu amigo.

Esta reflexão foi proposta na grande aula das audiências do Vaticano pelo Papa Bento XVI, partindo das páginas de Hugo de São Victor, monde da abadia fundada em Paris no inicio do século XII por Guilherme de Champeaux.

De maneira original, em relação aos seus contemporâneos – salientou o Santo Padre – insistiu na importância do sentido histórico – literal das Escrituras, pelo qual, antes de descobrir o valor simbólico e o ensinamento moral dos trechos bíblicos, é necessário conhecer e aprofundar o significado da historia narrada na Escritura. Caso contrario observou Bento XVI, citando aquele monge - corre – se o perigo de ser como os estudiosos de gramática que ignoram o alfabeto.

Estas as palavras do Papa falando em português:

Queridos irmãos e irmãs,

No século XII, a Abadia de São Vítor, em Paris, contava entre os seus mestres Hugo e Ricardo, duas figuras exemplares de teólogos e filósofos crentes que se empenharam a mostrar a concórdia entre a razão e a fé. Hugo de São Vítor estimulava a uma sã curiosidade intelectual, considerando como o mais sábio quem tiver procurado aprender qualquer coisa de todos. Quem aprendeu o sentido da história descrito na Bíblia, sabe que as vicissitudes humanas não são guiadas por um destino cego, mas age nelas o Espírito Santo que suscita um diálogo maravilhoso dos homens com Deus, seu amigo. Deste Deus que é amor, fala Ricardo de São Vítor na sua obra sobre a Trindade. A divindade é como uma onda amorosa que jorra do Pai, flui e reflui no Filho para ser depois felizmente difusa no Espírito Santo.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 11:16

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Ante a próxima celebração do Dia Mundial da SIDA/AIDS, 1 de Dezembro, a Rádio e Televisão Católica (CRTN), pôs à disposição das emissoras católicas 28 documentários sobre o trabalho que a Igreja realiza para combater esta enfermidade e atender a suas vítimas.

CRTN indicou que tais programas "põem de relevo a postura da Igreja ante este drama: as armas mais eficazes contra a propagação do VIH / SIDA (HIV/AIDS) são o amor e o cuidado, junto à educação na fidelidade e a abstinência".

Nesse sentido, assinalou que a AIDS segue sendo um desafio mundial e que a política de distribuir preservativos para travá-la não deu resultados.

"Inclusive – afirmou -, cientistas, como o Dr. Edward Green, Membro de Investigação Científica na Escola de Saúde Pública de Harvard, começam a apoiar a posição do Papa (Bento XVI)" de que a entrega de profiláticos não deterá a enfermidade.

Mais informação sobre como adquirir os documentários em inglês: www.crtn.org
 

(Fonte: ACIdigital http://www.acidigital.com/noticia.php?id=17657 com ligeiras adaptações de JPR)
publicado por spedeus às 10:06

Escreve: “Não te perturbes se, ao considerar as maravilhas do mundo sobrenatural, sentes a outra voz – íntima, insinuante – do “homem velho”. É “o corpo de morte” a clamar pelos seus foros perdidos... Basta-te a graça: sê fiel e vencerás”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/25-11-5)
publicado por spedeus às 08:42

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Campanha de Natal «10 Milhões de Estrelas» vira-se para as vítimas da crise em Portugal

A Caritas Portuguesa apresentou esta Terça-feira, pelo sétimo ano consecutivo, a iniciativa “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz” que este ano, a título excepcional, criou um projecto específico para ajudar as vítimas da crise em Portugal - o Fundo de Apoio aos Novos Desempregados.

Segundo refere a organização católica na sua página oficial, o projecto de Natal “consiste numa iniciativa de angariação de fundos a nível nacional, através da venda de velas pelo preço simbólico de 1 Euro, cujo resultado final reverte a favor dos mais necessitados, aqueles que, no decorrer deste ano, ficaram sem meios de subsistência por causa da alarmante vaga de desemprego.

Das verbas recolhidas com a venda das velas, 35% serão especialmente canalizadas para o Fundo de Apoio aos Novos Desempregados e suas famílias; os restantes 65% serão aplicados, por cada uma das Caritas Diocesanas, em projectos nacionais direccionados para a mesma temática.

“Num ano marcado pelo agudizar de uma crise económica gravíssima, com dolorosos reflexos na vida dos cidadãos mais carenciados, a operação “10 Milhões de Estrelas - Um Gesto pela Paz 2009” assume um papel premente na resposta a um conjunto de novas situações de grande carência que atingiram pessoas por todo o país”, afirma Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas.

No dia 6 de Dezembro, realizar-se-á, no Santuário de Fátima, uma Eucaristia presidida por D. Carlos Azevedo alusiva aos “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto Pela Paz”, com a presença das Caritas Diocesanas que, nessa data, estarão em Fátima, reunidas em Conselho Geral. Para o dia 19 de Dezembro está agendada a já habitual Manifestação Pública que reunirá pessoas por todo o país, num apelo solidário à Paz no mundo.

Contando com o apoio activo das Caritas Diocesanas de Portugal, esta acção volta a desafiar todos os cidadãos portugueses, independentemente das suas convicções religiosas ou políticas, a adquirirem e a acenderem, no próximo Natal, uma vela da Caritas, símbolo do desejo de Paz para o Mundo.

História

É no ano de 2003 que, pela primeira vez, Portugal adere à operação “10 Milhões de Estrelas”, uma iniciativa de génese francesa que, desde a década de 90 tem vindo a ganhar espaço e visibilidade por toda a Europa. A proposta da Caritas Portuguesa foi aceite com entusiasmo por várias Caritas Diocesanas que, desde logo, responderam ao desafio de implementar esta operação, sensibilizando toda a população para a importância dos valores da Paz, Solidariedade e Reconciliação.

Volvidos sete anos, a operação “10 Milhões de Estrelas” continua a ser uma importante campanha de ajuda aos mais desfavorecidos, quer a nível nacional, quer em diversos países em vias de desenvolvimento. Muitos foram os projectos de sucesso, repletos de sorrisos e sonhos infindáveis – conheça as iniciativas que levámos a cabo nos últimos anos e junte-se a nós nesta nobre causa, onde esperança e realidade andam sempre de mãos dadas.

(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

São Gregório Magno (c. 540-504), papa e Doutor da Igreja
Comentário moral do livro de Job, 10, 47-48; PL 75, 946 (a partir da trad. bréviaire)

«Pela vossa constância é que sereis salvos»

«Aquele que, como eu, é escarnecido pelo seu amigo invocará a Deus e Ele o ouvirá» (Job 12, 4 Vulg). [...] Sucede a alma perseverar no bem, e contudo sofrer a troça dos homens. Agir de modo admirável e receber injúrias. Então, aquele que os elogios poderiam ter atraído exteriormente, repelido pelas afrontas, entra em si próprio. Fortalece-se em Deus tanto mais solidamente, quanto não encontra no exterior nada onde possa descansar. Põe toda a sua esperança no seu Criador e, no meio das troças ultrajantes, só implora o testemunho interior. A alma do homem afligido aproxima-se de Deus tanto mais quanto é abandonada pelo favor dos homens. Cai imediatamente em oração, e sob a opressão vinda do exterior, purifica-se para apreender as realidades interiores. É por isso que este texto diz com razão: «Aquele que, como eu, é escarnecido pelo seu amigo, invocará a Deus e ele o ouvirá [...]». Quando estes infelizes encontram armas na oração, voltam a cantar interiormente a bondade divina: esta dá-lhes satisfação, porque, exteriormente, estão privados dos elogios dos homens. [...]

«Zomba-se da simplicidade do justo» (Job 12, 4). A sabedoria deste mundo consiste em camuflar o coração debaixo de artifícios, em encobrir o pensamento com as palavras, em apresentar como verdadeiro o que é falso, em provar a falsidade do que é verdadeiro. Pelo contrário, a sabedoria dos justos consiste em nada inventar para se valorizar, em transmitir o pensamento com as palavras, em amar a verdade como ela é, em fugir da falsidade, em fazer o bem gratuitamente, em preferir suportar o mal do que fazê-lo, em nunca procurar vingar-se de uma ofensa, em considerar como um benefício um insulto que se recebe por causa da verdade. Mas é precisamente esta simplicidade dos justos que se torna motivo de troça, porque os sábios deste mundo julgam que a pureza é uma tolice. Tudo que se faz com integridade, eles consideram-no, evidentemente, como um absurdo; tudo o que a Verdade aprova na conduta dos homens parece uma tolice à pretensa sabedoria deste mundo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 21,12-19

«Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão-de conduzir-vos perante reis e governadores, por causa do meu nome.
Assim, tereis ocasião de dar testemunho.
Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa,
porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários.
Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a morte a alguns de vós
e sereis odiados por todos, por causa do meu nome.
Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.
Pela vossa constância é que sereis salvos.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

24
Nov 09

Obrigado Patrícia por me haveres alertado para esta líndíssima peça musical

publicado por spedeus às 22:18

Com 75.000 assinaturas o pedido de referendo pode ser apresentado no Parlamento.
Imprimir o documento ‘Scribd’ abaixo clicando em ‘Print’, assinar e recolher assinaturas.

Enviar a folha preenchida para :

Apartado 50.003
1701-001 Lisboa

Até 14 de Dezembro  
publicado por spedeus às 21:05

Um erro de diagnóstico seguido de um episódio de negligência médica. É deste modo que Daniel Serrão, membro da Academia Pontifícia para a Vida, avalia, com os dados que tem disponíveis, o que se passou com um homem que esteve 23 anos em aparente estado de coma na Bélgica. No entanto, descobriu-se que, afinal, esteve sempre consciente e só não conseguia comunicar.

O cidadão belga, de 46 anos, esteve mais de duas décadas numa cama de hospital paralisado, mas perfeitamente consciente de tudo o que acontecia à sua volta, depois dos médicos terem erradamente concluído que se encontrava em coma.

O homem teve um grave acidente de automóvel que o deixou numa condição qualificada, na altura, como coma profundo. Os vários testes disponíveis utilizados ao longo do anos avaliaram a sua resposta visual, verbal e motora e apenas serviram para confirmar esse diagnóstico. Em 2006 acabar-se-ia por descobrir que estava errado.

Recorrendo aos mais recentes avanços tecnológicos neste domínio, o neurologista que dirige o grupo cientifico para o coma na universidade de Liége chegou à conclusão que o cérebro de Ron Houben nunca tinha deixado de funcionar.

Posteriormente, através de um computador concebido para o efeito, foi criada uma forma que permitiu ao paciente restabelecer a comunicação com o mundo exterior.

“A palavra frustração é demasiado pequena para descrever o que senti”, já disse Ron Houben.

Esta história foi conhecida através da publicação de um trabalho científico do médico que tratou o belga, que considera plausível a existência de falsos comas pelo mundo fora.

Um caso que não deixa, apenas, a opinião pública surpreendida, mas também a comunidade médica. Em declarações à Renascença, o médico Daniel Serrão que diz que “corre-se o risco de matar uma pessoa que está viva. O mais importante do ponto de vista ético é isso.

Acha-se que a pessoa, porque não comunica, está morta, no sentido cortical, isto é, tem o córtex destruído, e, portanto, só tem vida vegetativa, não vale a pena mantê-la viva, deixamos de a alimentar, deixamos de lhe dar água e ela morre”.

Para o membro da Academia Pontifícia para a Vida, “eles deveriam ter feito uma ressonância magnética para verificar quais eram as áreas cerebrais que estavam activas”.

“Eu diria que há um erro de diagnóstico no início e depois há um mau acompanhamento médico. Há negligência.

O médico tem que estar sempre na dúvida sobre se realmente o doente está em estado de coma ou se se trata de um estado vegetativo persistente, que é muitas vezes reversível. O que admira é que tenha estado mais de vinte anos assim e não tenham sido capazes de fazer as manobras que agora estão a fazer para aproveitar as funções que ele tem”, sublinha.

Desconhecimento da comunidade científica

Já para Walter Osswald, da Associação dos Médicos Católicos, este episódio prova que a comunidade médica ainda sabe muito pouco acerca da forma como deve tratar estes doentes.

“Sabemos que as pessoas em estado vegetativo persistente muitas vezes têm lágrimas e choram. Isso é interpretado, normalmente, como reflexos, não querendo dizer que há emoções. Mas nós não sabemos, de facto, se há ou não emoções. Estes doentes têm de ser tratados com atenção, carinho e cuidado, porque não sabemos, ainda, qual é a sua ligação ao mundo que os rodeia”, lembra Osswald.

Por sua vez, o neurologista Manuel Correia, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Porto, explica este caso com a evolução da medicina.

“É provável que as novas tecnologias consigam aperceber-se do funcionamento cerebral, o que, antigamente, não era possível. Existem agora múltiplas técnicas, como a ressonância magnética e a ressonância magnética funcional, que nos mostram a actividade cerebral voluntária, mesmo sem existir movimento de um braço ou de uma perna. Só com a tentativa de falar, por exemplo. O que aconteceu a este paciente foi que todas as formas de comunicação para o exterior estavam interrompidas”, explica.

(Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença, edição de 24.11.2009)
publicado por spedeus às 18:09

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Programa de Rádio da Igreja Católica na Antena 1 pode ser ouvido em qualquer ocasião

Está na Antena 1 desde o início de Novembro. E também nas páginas da Internet. O Programa de Rádio da Igreja Católica na Antena 1 – Ecclesia – pode ser ouvido em qualquer ocasião através da página da internet criada para o efeito: www.agencia.ecclesia.pt/radio.

Nesta página, para além da emissão online, é possível saber antecipadamente os temas a serem tratados. Em cada semana, informa-se sobre o tema das reportagens dos programas, tanto os que são emitidos de segunda a sexta-feira, às 22h45, como ao Domingo, às 6h00. As rubricas de cada um dos programas, os colaboradores fixos e as músicas que passam nesses minutos de rádio são também dadas a conhecer na secção “programas” daquela página.

Depois, na “apresentação”, informa-se acerca do contexto em que surge este programa da rádio pública, cumprindo a legislação para o sector ao dar espaço a 14 confissões religiosas na sua grelha de emissão. O programa de cada uma delas fazem, no seu conjunto, “A Fé dos Homens”.

O objectivo do programa de rádio da Igreja Católica é oferecer aos ouvintes perspectivas positivas para a vida de todos os dias. O programa de cada dia da semana oferece também a sabedoria de quem é capaz de propor caminhos novos e inovadores para viver o compromisso cristão hoje, que se traduz numa rubrica atribuída a um colaborador em cada dia da semana. Chama “diaPOSITIVO”. O programa termina com a valorização de poemas ou textos que se celebrizam na história da literatura e na história da espiritualidade cristã. Serão “Versículos e Capítulos” de autores cristãos, de textos que se transformaram em orações.

Ao Domingo, Ecclesia Rádio mostra o dinamismo de comunidades. Por aí andam as reportagens dos jornalistas que acompanham de perto a produção deste programa, que depois merece a análise de convidados em estúdio ou dos que, estando longe, se ligam ao programa através do telefone. A informação sobre a actualidade religiosa e a antecipação de acontecimentos que marcam a agenda eclesial são presenças constantes neste programa das madrugadas de cada Domingo.

(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 16:48

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Esta é a primeira refutação em formato de livro de Richards Dawkins, auto de obras científicas muitíssimo populares, como o Gene Egoísta e O Relojoeiro Cego. Dawkins é talvez o ateu mais famoso do mundo, destacando-se pelas suas perspectivas controversas e hostis sobre a religião (N. vide inserção abaixo sobre utilização de fotografias de criança cristãs). Confrontando-as Alister McGrath contesta admiravelmente alguns dos pressupostos centrais de Dawkins, como o conflito entre a ciência e a religião, a teoria da evolução do «gene egoísta» e o papel da ciência na explicação do mundo, demonstrando magistralmente a sua insustentabilidade. Além disso, este debate controverso desenvolve-se num estilo acessível a todos os leitores, mesmo àqueles que não possuam preparação científica ou religiosa.

Texto da contracapa do livro
publicado por spedeus às 13:07

Escreve: “Um amigo é um tesouro. – Quanto mais... um Amigo! Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/24-11-5)
publicado por spedeus às 08:43

Vídeo em espanhol

publicado por spedeus às 00:06

A mais recente campanha contra a religião levada a cabo por Richard Dawkins recorre à imagem de duas crianças que são filhas de um dos mais conhecidos músicos cristãos do país.

“Não me rotule por favor – Deixe-me crescer e escolher por mim.” É este o lema que aparece entre as fotografias de duas crianças aos saltos, com um grande sorriso na cara, numa imagem que pretende revelar liberdade e felicidade.

A campanha está a ser levada a cabo pela British Humanist Association e o biólogo e militante ateu Richard Dawkins, com o objectivo de criticar a educação religiosa das crianças. Segundo um dos dirigentes da BHA, Andrew Copson, “rotular as crianças segundo a religião dos seus pais atenta contra os seus direitos e a sua autonomia”.

Contudo, uma vez que as imagens foram adquiridas de uma base de dados on-line, os promotores da campanha não tinham forma de saber que as duas crianças são filhas de Brad Mason, um cristão pentecostal, baterista da banda de um conhecido cantor cristão chamado Noel Richards.

“Tem piada”, explicou o pai e fotógrafo Brad Mason, “porque obviamente estavam à procura de imagens de crianças que parecessem felizes e livres. Aconteceu escolherem estas crianças cristãs. É irónico. No fundo é um elogio, demonstra que as educámos bem os nossos filhos, e que são felizes” disse.

(Fonte: site Rádio Renascença)
publicado por spedeus às 00:05

Reacções face à polémica sentença do tribunal de Estrasburgo

A sentença pela qual o Tribunal Europeu de Direitos Humanos condena, em primeira instância, a Itália por conservar o crucifixo nas salas de aula das escolas públicas tem sido muito criticada neste país. Os comentários publicados sublinham que a sentença implica entender a laicidade como um veto às manifestações públicas de crenças, em vez de uma garantia para que convivam com ela.

Colocar um crucifixo na parede de uma sala de aula opõe-se à liberdade religiosa e à liberdade de educação, segundo afirma uma sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, de Estrasburgo. Os sete juízes chegaram a essa conclusão por unanimidade, em resposta ao recurso de uma família italiana que, há anos, viu como dois tribunais do país não aceitavam o seu pedido de retirar o crucifixo das salas de aula do Instituto dos seus filhos.

Ainda que as polémicas sobre este assunto não sejam novidade em Itália, desta vez a reacção tem tido mais relevo, não só pelo conteúdo como pela dimensão europeia do caso. As respostas caracterizaram-se pela recusa transversal e quase unânime da sentença, que foi interpretada - em boa medida - como uma tentativa da burocracia europeia para impor uma determinada visão da laicidade sem ter em conta o verdadeiro sentir das populações.

O do povo italiano reflecte-se na sondagem realizada pelo ISPO com uma amostra representativa da população nacional. A grande maioria dos inquiridos, 84 %, declara-se a favor da presença do crucifixo nas escolas públicas; 14 % tem opinião contrária (margem de erro: 3,5 %). É significativo que aqueles que querem crucifixos nas salas de aula sejam também maioria, 68 %, entre os que nunca vão à Missa.

O Tribunal de Estrasburgo não depende da União Europeia, mas sim do Conselho da Europa, organismo que integra 47 países (entre os quais figuram a Turquia e a Rússia) que assinaram a Convenção Europeia dos Direitos Humanos (1950). Não delibera, portanto, segundo a legislação da UE, que é inexistente, mas sim pela convenção e seus protocolos adicionais. É de sublinhar, em todo caso, que se trata de uma sentença provisória, contra a qual o governo italiano irá apresentar recurso.

A parede vazia

O Tribunal condenou a Itália porque, segundo os juízes, os Estados devem "observar a neutralidade confessional no âmbito da educação pública". A exposição "de um símbolo de uma determinada confissão em lugares utilizados pelas autoridades públicas, e especialmente em funções, limita o direito dos pais a educar os filhos conforme as suas próprias convicções e o direito das crianças a crer ou não crer". O tribunal não aceita a objecção de que, desde há muito tempo, o crucifixo em Itália e na Europa não é um simples sinal religioso, mas humano e cultural, tal como é entendido pelos cidadãos que não professam a fé cristã. A sentença do tribunal, contudo, não dá nenhum valor à tradição dos países.

Um dos pontos mais criticados da sentença é precisamente a ideia da laicidade que contem: uma visão que é fruto de determinadas coordenadas ideológicas, e que não é partilhada por boa parte da população. O tribunal, com efeito, considera a laicidade como neutralidade perante os valores, como a supressão das religiões na esfera pública. É uma pretensa laicidade que se acaba por converter, por sua vez, numa espécie de religião imposta.

Como escreveram alguns comentaristas, manter "a parede vazia", segundo pretende a sentença com formalismo frio, implica desconhecer a vida real, o facto de que as pessoas fazem parte de uma história, de uma sociedade e de uma cultura. E no caso concreto italiano e europeu, desconhecer o papel do cristianismo nesses domínios. A Europa, como lembrou há anos o socialista Giuliano Amato, é um lugar onde há uma cruz a cada cem passos, desde a Grécia até à Suécia (que a têm inclusivamente nas sua bandeiras). Afirmar a laicidade das instituições é algo muito diferente de negar o papel do cristianismo na sociedade.

São numerosos os articulistas que afirmaram nestes dias que a laicidade não consiste nessa "neutralidade homologadora", em multiplicar proibições ou em eliminar valores em nome de igualdade, mas sim em garantir a compatibilidade - no âmbito público - das diferentes manifestações religiosas que não impliquem um perigo para a sociedade. Essa visão de "laicidade positiva" é a que está presente na Constituição italiana.

Num tempo em que a vida política italiana se caracteriza pela polémica e pelo confronto, a sentença teve o efeito de conciliar os diferentes pontos de vista. Inclusivamente as poucas vozes que louvaram a proposta jurídica da sentença reconhecem que o crucifixo não incomoda ninguém. Neste sentido, é significativo que o casal que promoveu a causa (e que por ter ganho recebeu 5.000 euros como indemnização, segundo a sentença) seja membro activo da "União dos ateus e dos agnósticos racionalistas", uma pequena associação italiana que patrocinou o pedido e que saudou a sentença como um triunfo. O episódio faz parte de uma batalha política e cultural.

Diego Contreras

(Fonte: Aceprensa.pt)
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publicado por spedeus às 00:03

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No dia 9 de Junho de 1988, João Paulo II canonizou 116 mártires vietnamitas pertencentes à Igreja do Vietname. Desses, 96 eram de origem vietnamita e os demais missionários provenientes da Espanha e da França. Desde 1624, quando os primeiros jesuítas fundaram ali as bases do cristianismo, os cristãos sofreram contínuas e sangrentas perseguições. Eram acusados de destruir, com sua pregação, os valores culturais e religiosos do país. Durante a perseguição de 1843, um deles, Paulo Le Bao-Tinh escrevia da prisão:

"O meu cárcere é verdadeiramente uma imagem do fogo eterno. Aos cruéis suplícios de todo género, como grilhões, algemas e ferros, juntam-se ódio, vingança, calúnias, palavrões, acusações, maldades, falsos testemunhos, maldições e, finalmente, angústia e tristeza. Mas Deus, tal como outrora libertou-me dessas tribulações, que se tornaram suaves, porque a sua misericórdia é eterna!"

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:03

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São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e Doutor da Igreja
Sobre Isaias, III, 1 (a partir da trad. Sr Isabelle de la Source, Lire la Bible, t. 6, p. 76)

«Quando estas coisas começarem a acontecer, cobrai ânimo e levantai as vossas cabeças, porque a vossa libertação está próxima» (Lc 21, 28

«Reduzistes a cidade a um montão de pedras; a cidadela dos orgulhosos está aniquilada, jamais será reedificada. Por isso um povo forte vos glorifica» (Is 25,2-3). Pertence ao desígnio constante de Deus omnipotente e aos Seus conselhos irrepreensíveis reduzir as «cidadelas» a «montões de pedra», abalá-las desde os fundamentos, sem esperança de voltarem a erguer-se. «Jamais será reedificada», diz o texto. Estas cidades destruídas não são, a nosso ver, aquelas que são perceptíveis pelos sentidos, nem são os homens que nelas vivem. Parece-nos que se trata antes das potências más e hostis, e sobretudo de Satanás, aqui chamado cidade e «cidadela». [...]

Quando o Emanuel apareceu e brilhou neste mundo, a tropa ímpia das potências adversas foi derrubada, Satanás foi abalado nos seus fundamentos e caiu, enfraquecido para sempre, sem esperança de voltar a erguer-se, de levantar de novo a cabeça.

É por isso que o povo pobre e a cidade dos homens oprimidos bendirá o Senhor. Israel foi chamado ao conhecimento de Deus pela pedagogia da Lei, foi cumulado de todos os bens por Deus. Sim, Israel foi salvo e obteve em herança a terra da promessa. Mas a multidão das nações que estão sob o céu estava privada destes bens espirituais. [...] Quando Cristo apareceu em pessoa e, destruindo a tirania do demónio, as conduziu a seu Deus e seu Pai, foram enriquecidas com a luz da verdade pela participação na glória divina, pela grandeza da vida do Evangelho. É por isso que cantam hinos de acções de graças a Deus Pai: «Vós realizastes os Vossos maravilhosos desígnios» (v. 1), tudo recapitulando em Cristo. Vós iluminastes aqueles que se encontravam nas trevas (cf. Lc 1, 79), derrubando as potências que dominam o mundo (cf. Ef 6, 12) como se derrubam cidadelas. «Por isso um povo forte vos glorifica».


(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 21,5-11

Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras e de ofertas votivas, respondeu:
«Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.»
Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas estão para acontecer?»
Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu'; e ainda: 'O tempo está próximo.' Não os sigais.
Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.»
Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

23
Nov 09
Um erro de diagnóstico fez com que um homem passasse 23 anos consciente e «amarrado» a uma cama, enquanto os médicos pensavam que estava em coma, na Bélgica

Rom Houben, que tinha 23 anos quando sofreu um acidente de carro que o deixou completamente paralisado, foi submetido a vários exames para diagnosticar o coma, baseados em respostas motoras, verbais e oculares.

Houben, no entanto, ouvia e via tudo o que acontecia à sua volta, sem conseguir comunicar com os médicos, familiares e amigos.

Há apenas alguns meses atrás, exames com aparelhos de tomografia de última geração mostraram que o seu cérebro estava a funcionar de maneira praticamente normal.

Houben foi então submetido a várias sessões de fisioterapia e agora consegue digitar mensagens num computador.

Um aparelho especial colocado sobre a cama permite-lhe ler livros enquanto está deitado.

«Nunca vou me esquecer do dia em que descobriram qual era o meu verdadeiro problema. Foi um segundo nascimento», disse. «Durante este tempo todo, tentava gritar mas não saía nada para as pessoas ouvirem».

«Frustração é uma palavra muito pequena para descrever o que sentia», afirmou Houben, que deve permanecer internado numa clínica perto de Bruxelas.

O neurologista Steven Laureys, que liderou a equipa que descobriu a situação de Houben, publicou um estudo há dois meses alertando que muitos pacientes avaliados em estado de coma na verdade podem estar conscientes.

«Apenas na Alemanha, a cada ano, 100 mil pessoas sofrem de traumatismo cerebral grave. Estima-se que de 3 mil a 5 mil deles se mantêm presos num estágio intermediário entre o coma verdadeiro e a total recuperação dos sentidos e movimentos», disse Laureys, chefe do Grupo de Coma do Departamento de Neurologia da Universidade de Liège.

(Fonte: SOL online)
publicado por spedeus às 12:34

Quando a esquerda se torna estabelecida, burguesa, dominante, quem é realmente revolucionário?

No recente debate do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o mais curioso é ouvir dizer que se trata de um direito fundamental. Alguns põe um ar grave e afirmam estarem em causa valores básicos. Mas, se é mesmo tão básico, porque ficou omisso em trinta e tal anos de democracia? Porque não consta nos documentos de referência e declarações de direitos dos últimos séculos? Como é possível os militantes, que hoje o reivindicam com urgência, terem-no esquecido tanto tempo? Mas estas afirmações, mesmo se caricatas, apontam para um dos maiores problemas culturais da actualidade.

A luta pela justiça social é o valor supremo da nossa civilização. Outras épocas e regiões buscavam a sabedoria, glória, beleza, mas a nossa quer uma sociedade justa e livre. Todos fomos educados colocando a equidade no lugar máximo e vendo a sua busca como imposição definitiva e universal. Precisamente por isso a nossa sociedade montou múltiplos mecanismos de protecção, equilíbrio e compensação que pretendem eliminar a maior parte dos agravos.

Esse sucesso é a origem do problema. Claro que ainda permanecem muitas injustiças e discriminações, como haverá sempre. Mas na nossa cultura sofisticada estão afastadas as grandes causas, combates incontroversos, campanhas claras e indiscutíveis. Nós, que crescemos à sombra dos grandes lutadores contra o fascismo, racismo, machismo e afins, não conseguimos igualar esses tempos heróicos.

Por isso pululam os rebeldes sem causa, militantes desempregados, activistas em busca de quem proteger. Claro que é fácil encontrar quem precise de defesa e apoio. Quem quiser combater o mal tem muito a fazer, como sempre teve e terá. Mas as situações que restam são simples, rotineiras, menores, próximas. Falta-lhes o romance e a dimensão das velhas lutas de Robespierre, Marx, Pankhurst, Luther King, Mandela, Xanana.

Pior, as forças que lutavam pela liberdade, igualdade e justiça estão hoje no poder, vendo-se a si mesmas dos dois lados. Como protestar contra ministros, banqueiros e empresários, se são nossos correligionários? O resultado é a grande crise da Esquerda, a quem há décadas faltam causas e sobram remorsos.

As coisas são ainda mais graves porque as razões que motivam esses generosos movimentos vêm envolvidas em grande ambiguidade. Nos conflitos actuais de valores chocam argumentos onde é cada vez mais difícil determinar o bem e o mal.

Em certos casos, as ideologias conduzem mesmo a resultados terríveis. Na luta pelo aborto, por exemplo, os activistas vêem-se cúmplices de um crime de sangue, com morte de seres humanos. Não há dúvida que é morte e não há dúvida que é humana. Por muitos argumentos e elaborações que arranjem, estão do lado da agressão aos mais fracos entre os mais fracos. Também a banalização do divórcio foi feita evidentemente à custa dos desfavorecidos. A lei facilita a vida a marialvas, adúlteros e irresponsáveis, deixando desprotegidos as crianças, mulheres, pobres, idosos. No calor da argumentação ideológica é possível disfarçar, mas o quotidiano de sofrimento desafia as falácias dos activistas.

Aliás, como os proletários costumam ser conservadores na vida e família, a esquerda vê-se cada vez mais a defender interesses burgueses. Mesmo agora, no casamento de homossexuais, é difícil defender que se trata do socorro de classes desprotegidas, prioridade social, necessidades essenciais. A retórica repete tiradas bombásticas de outros tempos, mas a fragilidade, complexidade e ambiguidade da questão é muito maior.

Existe ainda uma ironia final gritante. Que é mais corajoso, lutar por causas libertinas que toda a opinião pública tolera, ou defender os valores exigentes do casamento, família e vida? Quem são realmente rebeldes, os membros do Bloco de Esquerda que a imprensa exalta e os intelectuais apoiam, ou os que enfrentam as teses politicamente correctas? Onde está hoje a verdadeira heterodoxia, rebeldia, atrevimento? Quando a esquerda se torna estabelecida, burguesa, dominante, quem é realmente revolucionário?

João César das Neves

(Fonte: DN online)
publicado por spedeus às 09:47

“Cada alma vale todo o sangue de Cristo, e merece que estudemos cada alma, como estuda o que vai lapidar um diamante em bruto, o método que vai utilizar para que brilhe mais e valha mais”, diz perante as centenas de pessoas que o escutam na escola desportiva Brafa, Barcelona.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/23-11-1972)
publicado por spedeus às 09:11

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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