«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

01
Nov 09
Era uma mulher simples e sensata. A páginas tantas, durante a entrevista, o jornalista fez-lhe uma pergunta directa e inesperada. Talvez até, um pouco indiscreta, por estar completamente fora do tema específico daquele encontro. «Como é que consegue estar sempre a sorrir? Porque é que temos a sensação de que está permanentemente contente?». Sorriu abertamente, com uma expressão de quem não esperava essa mudança brusca no tema da conversa. Transmitiu em directo – mais uma vez e com toda a naturalidade – aquela genuína alegria que lhe era tão característica e que não tinha nada de postiço, nada de pouco natural. Começou por explicar que ela – como todas as pessoas – também tinha os seus momentos de tristeza, os seus momentos de cansaço e até, algumas vezes, os seus momentos de profunda inquietação.

«No entanto – continuou –, penso que conheço o remédio para superar tudo isto, ainda que às vezes tenha a sensação de não saber utilizá-lo muito bem. E o remédio é este: sairmos de nós mesmos, interessarmo-nos de verdade pelos outros, compreendermos que aqueles que estão à nossa volta têm o direito de ver-nos contentes. Penso que, quando sorrio, comunico algo de felicidade aos outros, mesmo que não esteja especialmente entusiasmada nesse momento. E ao procurar transmiti-la acontece-me que a felicidade cresce no meu interior. Acredito que, se não estamos sempre centrados na nossa felicidade, e procuramos positivamente a dos outros, encontramos indirectamente uma alegria autêntica. Aquela que procede da generosidade».

Como diz A. Aguiló, o sorriso é algo que cada um de nós tem de aprender a cultivar pacientemente durante toda a sua vida. O sorriso, ao contrário do que muitos pensam, não é uma planta que nasce espontaneamente. Não é, evidentemente, uma erva daninha – como são a tristeza e o mau humor. O sorriso tem de ser fomentado, defendido e protegido. Como? Com equilíbrio interior. Aceitando a realidade da vida como ela é. Gostando dos outros como são. Saindo de nós mesmos e esforçando-nos por sorrir – mesmo quando não nos apetece.

O sorriso representa, muitas vezes, uma vitória sobre a tentação do mau humor. E as vitórias exigem luta, esforço e determinação. Mas, lutar contra quê? Contra o próprio medo e contra a própria debilidade. Estas são, muitas vezes, as causas mais profundas da tristeza, do pessimismo e da inquietação. Tornam as pessoas infelizes e amargas porque – entre outras coisas – asfixiam a sua capacidade de sorrir. São ervas daninhas que têm de ser arrancadas com paciência e constância.

É uma grande sorte ter ao nosso lado caras sorridentes. Como dizia alguém, o sorriso custa menos do que a electricidade e dá mais luz. Procuremos ser amáveis. Manifestemos essa amabilidade também com o sorriso, mesmo que algumas vezes isso possa exigir um pouco de esforço. É um esforço que vale a pena. O sorriso ajuda-nos a sermos mais humanos, modera as nossas tendências agressivas e facilita-nos compreender melhor os outros. São só vantagens! E o esforço – sejamos sinceros – não é nada do outro mundo.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria
publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Mais uma vez o calendário rodou e chegou o dia 1 de Novembro… Mais uma vez, a Igreja nos convida a celebrar todos os Santos. Dia a dia, vamos tendo diante dos nossos olhos figuras de homens e mulheres que aceitaram seguir Cristo, entregar-lhe a sua vida, por vezes derramar o seu sangue. Dia a dia a Igreja nos propõe modelos diferentes de santidade, caminhos diversos para se chegar ao mesmo Senhor que, um dia, será tudo em todos.

Hoje não é um modelo que nos é apresentado – é uma condição de vida, a nossa. Redimidos pelo sacrifício de Cristo, nós já somos parte da imensa multidão que lavou as vestes no sangue do Cordeiro (Ap 7,14) e que foi convidada para as núpcias eternas.

Alguns de nós já lá chegaram e, conhecidos ou desconhecidos, gozam da alegria sem fim dos bem-aventurados. Outros, como nós, ainda caminham, sujeitos às vicissitudes do tempo, às armadilhas do inimigo, aos perigos do deserto.

De qualquer forma, temos “Deus por nós”. E, se Deus está por nós (Ro 8,31), quem estará contra nós? Por isso, e ainda que semeemos com lágrimas (Sl 126,6), vivemos já a certeza da colheita na alegria.

É nesta alegria que vos saudamos, neste dia de Todos-os-Santos. Que a vossa alegria perdure, que ela cresça, que ela seja perfeita.

Com muita amizade

A equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa
publicado por spedeus às 00:01

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Hoje a Igreja universal celebra a festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o seu Reino de bondade, de justiça e de amor e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram de maneira radical, também, com os seus semelhantes. Por isso, nesta festa, todo o povo cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o homem de boa vontade.
 
Como Jesus de Nazaré, somos convidados a fazer de nossa vida uma eucaristia, uma oferenda viva. Na Igreja antiga, os santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis. Hoje, também, milhares de santos são entregues à morte, são torturados pela fome, pelo desemprego, pela doença, e silenciados pela repressão, pela intimidação, pelas ameaças de morte dos que se julgam senhores deste mundo. Mas é nas entranhas dos que sofrem, dos aflitos, dos esquecidos, que germinam, nascem e dão fruto as sementes do Evangelho de Jesus Cristo. Desta maneira, a festa de hoje é também a festa dos santos dos nossos dias, essa numerosa multidão cujo testemunho vivo é fonte perene de renovação para a Igreja.
 
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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