«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

27
Jan 10
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publicado por spedeus às 09:43

Queridos amigos defensores da vida humana,

Todos os dias na Clínica dos Arcos em Lisboa, praticam-se dezenas de abortos “legais” ( e“ilegais” também desde que as pessoas paguem).

Sei disso, porque junto com outras mães estivemos lá várias manhãs à porta, a tentar falar com estas pobres mulheres que entram e saem da clínica, e temos noção de que são mesmo dezenas por dia.
 
A maioria destas mulheres vão muito determinadas e mesmo que as abordemos de forma muito carinhosa oferecendo-lhes o nosso apoio para as ajudar a encontrar soluções para ficar com os seus bebés, acabam por seguir avante com a sua ideia.
 
No entanto algumas vão em grande sofrimento, quase que “forçadas” a fazer algo que sabem de antemão que as vai fazer sofrer muito, e que sabem perfeitamente que está errado.
 
Muitas vezes, como as suas situações são de facto complicadas, não houve uma única pessoa que as tenha animado a seguir para a frente com a sua gravidez, que no fundo é o que desejam. São pressionadas pelas suas próprias mães, pelos companheiros, pelo receio de ficar desempregadas etc.

Nestes casos o encontrarem providencialmente alguém que esteja um bocadinho com elas antes de entrar na clínica, ou à saída quando levam os papeis para casa para irem reflectir durante 3 dias, pode ser determinante para optarem por NÃO ABORTAR.
 
Não é mesmo nada fácil, pois a “taxa de insucesso” (humanamente falando) deste trabalho de tentar salvar vidas, é muito elevada, mas ainda assim é importante tentar.

Vinha pois pedir-vos que dessem ou pedissem a outros para dar, algumas horas por mês (pode ser uma manhã ou tarde dum dia fixo por mês) pode ser de 15 em 15 dias , todas as semanas, ou uma vez quando puderem.

Podem ser mulheres ou homens, no caso de serem mulheres penso que ajuda o facto de serem mães, mas não é essencial.
 
O nosso objectivo é que todos os dias (úteis) do ano esteja lá alguém na porta a favor da vida, que possa ajudar estas mulheres, que nenhuma possa dizer como uma disse no outro dia, cheia de lágrimas, após ter abortado “onde é que vocês estavam antes de eu entrar ali? Eu precisava tanto da vossa ajuda!”
 
Por favor difundam este pedido de forma criteriosa
 
 
Ana Paula Pimentel Calderón
 
Informações e Coordenação: Leonor Ribeiro e Castro tm 913053811
 
 
publicado por spedeus às 09:19

Escreve: “Faz tudo desinteressadamente, por puro amor, como se não houvesse prémio nem castigo. – Mas fomenta no teu coração a gloriosa esperança do Céu”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 08:44

publicado por spedeus às 00:03

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Nossa Senhora do Cabo (ou Notre Dame du Cap), no Quebec, é o Santuário Mariano mais antigo do Canadá. Em 1652 os jesuítas instalaram aqui uma missão e 9 anos mais tarde foi criada a paróquia de Cabo da Madalena. E em seguida, uma confraria do Rosário foi fundada nesta paróquia. A Capela construída em 1720 - a mais antiga que ainda existe no Canadá - transformar-se-á no final do século XIX no Santuário de Nossa Senhora do Cabo. É neste tempo que Maria visitou os habitantes do Quebec.

Em 1854, o ano da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, um paroquiano deu de presente uma estátua de Maria à Igreja. Alguns anos depois dois milagres fortaleceram esta devoção mariana. Por volta de 1870 a igreja fundada em 1720 era muito pequena para abrigar todos os fiéis e decidiu-se a construção de um novo lugar de culto. Em 1879 as pedras para a construção da nova igreja estavam prontas do outro lado do rio. Porém como o Inverno tinha sido mais suave, e a água não havia congelado, e as pedras não podiam ser transportadas ao seu destino.

Sob a direcção do sacerdote Luc Désilets foi feita uma oração. E em 16 de Março formou-se uma passagem de gelo entre as duas margens do rio, que tinha quase 2 quilómetros de distância. Para os paroquianos é “a ponte do Rosário”. Maria interveio para que a pequena igreja não fosse destruída. É neste lugar onde Maria realizou um segundo milagre. Em 22 de Junho de1888 a pequena igreja dedicada a Maria transformou-se no Santuário de Nossa Senhora do Santo Rosário e a estátua presenteada em 1854 foi colocada em cima do altar-mor.

Na noite, diante de três testemunhas: o sacerdote Déslilets, Frédéric Jansoone e Pierre Lacroix, a estátua de Maria abriu os olhos. O padre Jansoone descreveu este acontecimento excepcional: “A estátua da Virgem, que tem o olhar completamente para baixo, tinha os olhos bem abertos; o olhar da Virgem era fixo (...) O olhar da Virgem era a de uma pessoa viva, e tinha uma expressão severa, misturada com tristeza”. O povo do Canadá não se equivoca e as peregrinações começaram. Em 1904 o Papa Pio X enviou uma delegação para coroar a Virgem, a segunda estátua do novo mundo que recebeu esta honra depois de Nossa Senhora de Guadalupe. Maria tornou-se na Rainha do Canadá, a Virgem nacional dos canadianos! Finalmente as palavras do Padre Frederic Jansoone, durante a inauguração do Santuário em 1888, serão proféticas: “Desde então, este Santuário é de Maria. E vêm peregrinos de todas as famílias da paróquia, fiéis de toda a diocese e de todas as dioceses do Canadá”.
http://www.sanctuaire-ndc.ca

(Fonte: H2O News com edição de JPR)
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre S. Mateus, nº 44; p. 57, 467 (a partir da trad. Orval)

«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»

Na parábola do semeador, Cristo mostra-nos que a Sua palavra se dirige a todos indistintamente. Com efeito, tal como o semeador da parábola não faz qualquer distinção entre os terrenos, mas semeia em todas as direcções, também o Senhor não distingue entre o rico e o pobre, o sábio e o tolo, o negligente e o aplicado, o corajoso e o cobarde, mas dirige-Se a todos e, apesar de conhecer o porvir, pelo Seu lado empenha-se totalmente, de modo a poder dizer: «Que devia eu fazer que não tenha feito?» (Is 5, 4). [...]

Além disso, o Senhor diz este parábola para encorajar os Seus discípulos e educá-los a não se deixarem abater mesmo se os que acolhem a palavra são menos numerosos do que os que a desperdiçam. Era assim para o próprio Mestre que, apesar do Seu conhecimento do futuro, não cessava de espalhar a semente.

Mas, dirás tu, que benefício havia em espalhá-la nos espinheiros, nas pedras ou no caminho? No caso de se tratar de uma semente e de uma terra materiais, isso não faria sentido; mas quando se trata de almas e da Palavra, a coisa é inteiramente digna de elogios. Reprovar-se-ia com razão um agricultor que agisse assim; a pedra não pode tornar-se terra, o caminho não pode deixar de ser um caminho e os espinhos não podem deixar de ser espinhos. Mas no domínio espiritual não é do mesmo modo: a pedra pode tornar-se uma terra fértil, o caminho não mais ser pisado pelos caminhantes e tornar-se um campo fecundo, os espinhos podem ser arrancados e permitirem à semente frutificar livremente. Se isso não fosse possível, o semeador não teria espalhado a Sua semente como o fez.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Marcos 4,1-20

De novo começou a ensinar à beira-mar. Uma enorme multidão vem agrupar-se junto dele e, por isso, sobe para um barco e senta-se nele, no mar, ficando a multidão em terra, junto ao mar.
Ensinava-lhes muitas coisas em parábolas e dizia nos seus ensinamentos:
«Escutai: o semeador saiu a semear.
Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho e vieram as aves e comeram-na.
Outra caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra e logo brotou, por não ter profundidade de terra;
mas, quando o sol se ergueu, foi queimada e, por não ter raiz, secou.
Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, sufocaram-na, e não deu fruto.
Outra caiu em terra boa e, crescendo e vicejando, deu fruto e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um.»
E dizia: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça.»
Ao ficar só, os que o rodeavam, juntamente com os Doze, perguntaram-lhe o sentido da parábola.
Respondeu: «A vós é dado conhecer o mistério do Reino de Deus; mas, aos que estão de fora, tudo se lhes propõe em parábolas,
para que ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam, não vão eles converter-se e ser perdoados.»
E acrescentou: «Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas?
O semeador semeia a palavra.
Os que estão ao longo do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; e, mal a ouvem, chega Satanás e tira a palavra semeada neles.
Do mesmo modo, os que recebem a semente em terreno pedregoso, são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria,
mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes e, quando surge a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo desfalecem.
Outros há que recebem a semente entre espinhos; esses ouvem a palavra,
mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e as restantes ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica infrutífera.
Aqueles que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, a recebem, dão fruto e produzem a trinta, a sessenta e a cem por um.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

26
Jan 10

João Paulo II ponderou renunciar no caso de doença incurável de longa duração. É uma das revelações do livro “Porque é Santo” que amanhã está nas bancas em Itália.

A obra é da autoria do postulador da causa de beatificação de João Paulo II, Monsenhor Slawomir Oder, e foi escrita em forma de entrevista com o jornalista Saverio Gaeta.

Tem algumas revelações inéditas, sobretudo, uma carta escrita pelo Papa polaco em 1989 onde manifestava a vontade de renunciar à sua missão na Sé de Pedro, no caso de doença incurável de longa duração ou outro tipo de obstáculo que o impedisse de exercer as suas funções.

No entanto, João Paulo II retomou o assunto em 1994, afirmando noutra carta dirigida aos cardeais que depois de rezar e reflectir sobre a sua responsabilidade perante Deus, considerou seguir o exemplo de Paulo VI, que perante o mesmo problema decidiu não renunciar, sentindo como grave obrigação de consciência o dever de continuar até Cristo o chamar.

Este novo livro refere também que João Paulo II recorria com frequência a mortificações, sobretudo no tempo da Quaresma, seguindo também com extremo rigor os preceitos católicos do jejum.

(Fonte: site Rádio Renascença)

publicado por spedeus às 17:47

Tenho 50 anos. Sou heterossexual. Sei que é difícil assumi-lo com tanta clareza nos tempos que correm e que esta franqueza me poderá tolher pretensões legítimas a futuros risonhos. Mas é verdade. Sou heterossexual e casado.

Mais. Sou católico praticante. Daqueles que vão à Missa e que respeitam os Sacramentos. Sou, pois, sou casado, pai de filhos, heterossexual e católico. Não sei se algum dos meus colaboradores ou colaboradoras, amigos ou amigas, é homossexual, pela simples razão de que ignoro a sua vida íntima.

Julgo nunca ter discriminado ninguém em função do que hoje designam por "orientação sexual". Cada um que se oriente como quiser. Admito, no entanto, que uma vez ou outra utilizei a expressão "mariquices" a propósito de especiosidades e que verberei comportamentos "maricas" referindo-me a pusilanimidades várias.

Mas confesso-me pecador e imperfeito. Sou convicto e inabalável defensor do modelo de família tradicional assente no Casamento, em que há um pai e uma mãe apetentes e disponíveis para procriar.

Assim, sendo casado, pai de filhos, heterossexual, cinquentão e católico praticante, reúno um acervo que características que o actual contexto social considera de pouco decoro e que tendem a constituir preocupantes factores de discriminação.

Apelo, pois, ao Governo e ao Parlamento que consintam que pense como penso, viva como vivo, professe a minha Fé e, já agora, não penalize a minha orientação sexual assumida, embora, ao que parece, um pouco antiquada e em desuso.

JOSÉ LUÍS SEIXAS

(Fonte: 'Destak' online)
publicado por spedeus às 15:06

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A Campanha Caritas Ajuda Haiti, autorizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, contabiliza até ao momento donativos no valor de 425.123,65 Euros, valor a aplicar nas acções de emergência e reconstrução a favor das vítimas do sismo.

A organização católica indica que “são várias as propostas de colaboração que nos têm chegado, desde a recolha organizada de bens, à adopção de crianças”. “Registamos com satisfação a capacidade mobilizadora demonstrada mas as circunstâncias actuais não permitem promover este tipo de iniciativas”, explica a Caritas.

Neste momento, aos portugueses é pedida contribuição em donativos, que serão aplicados em ajuda de emergência, para o NIB 0035 0697 00630007530 53.

A Caritas Portuguesa informa ainda que já se encontra disponível nas Caixas Multibanco, localizada na secção "pagamentos," a funcionalidade entidade e referência para a Conta "Caritas Ajuda o Haiti":

Entidade:22222
Referência: 222222222


(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 14:53

… como a secularização e a indiferença, o relativismo e o hedonismo, os delicados temas éticos que dizem respeito ao inicio e ao fim da vida, os limites da ciência e da tecnologia, o dialogo com as outra tradições religiosas. Foi o apelo lançado pelo Papa a todos os cristãos, no encerramento da Semana de oração pela unidade dos cristãos”

Bento XVI presidiu na tarde desta segunda-feira, na Basílica de São Paulo fora de muros, em Roma, a celebração das segundas Vésperas da solenidade da conversão de São Paulo, que marcou a conclusão da semana de oração pela unidade dos cristãos.

No inicio da celebração o Papa foi saudado pelo Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, que referindo-se ao tema do oitavário de oração pela unidade dos cristãos “vós sois as testemunhas destas coisas” salientou que ele nos recorda as origens do movimento ecuménico moderno, quando há um século os missionários reunidos em Edimburgo chegaram á conclusão de que o maior obstáculo á missão no mundo era precisamente a divisão entre os cristãos.

Na sua homilia, durante a celebração das Vésperas em S. Paulo fora de muros, Bento XVI afirmou que, a um século de distancia do evento de Edimburgo, a intuição daqueles corajosos precursores é ainda actualíssima:

“Num mundo marcado pela indiferencia religiosa, e até mesmo por uma aversão crescente em relação à fé cristã – acrescentou o Papa - é necessária uma nova, intensa, actividade de evangelização, não só entre os povos que nunca conheceram o Evangelho, mas também onde o Cristianismo se difundiu e faz parte da sua historia.

Infelizmente - disse ainda Bento XVI – não faltam questões que nos separam uns dos outros e que esperamos possam ser superadas através da oração e do diálogo, mas existe um conteúdo central da mensagem de Cristo que podemos anunciar juntos: a paternidade de Deus, a vitoria de Cristo sobre o pecado e sobre a morte com a sua cruz e ressurreição, a confiança na acção transformadora do Espírito Santo.

Enquanto estamos a caminho da plena comunhão - salientou depois o Papa – somos chamados a dar um testemunho comum perante os desafios cada vez mais complexos do nosso tempo, como a secularização e a indiferença, o relativismo e o hedonismo, os delicados temas éticos que dizem respeito ao inicio e ao fim da vida, os limites da ciência e da tecnologia, o dialogo com as outra tradições religiosas. Existem depois – acrescentou – ulteriores campos nos quais devemos desde já dar um testemunho comum: a salvaguarda da criação, a promoção do bem comum e da paz ,a defesa da centralidade da pessoa humana, o empenho no sentido de vencer as misérias do nosso tempo, como a fome, a indigência, o analfabetismo, a injusta distribuição dos bens.

O empenho para a unidade dos cristãos - disse Bento XVI a concluir não é tarefa apenas de alguns, nem actividade acessória para a vida da Igreja. Cada um é chamado a dar o seu contributo para dar aqueles passos que levam à comunhão plena entre todos os discípulos de Cristo sem nunca esquecer que ela é antes de mais dom de Deus que se deve invocar constantemente.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:42

publicado por spedeus às 14:00

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Escreve o texto que depois se converterá no ponto n. 1 de Caminho: “Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil, deixa rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas no coração”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 08:47

publicado por spedeus às 00:04

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São Timóteo

Sobre São Timóteo, São Paulo diz: "Lembro-me de ti, noite e dia, em minhas orações. Conserva a lembrança da fé sincera que há em ti; fé que habitou primeiro em tua avó Lóide e em tua mãe, Eunice". E o Apóstolo dá ainda, a São Timóteo o excelente conselho de empenhar-se inteiramente na sua missão de velar sobre sua pessoa, bem como sobre o seu ensino. E termina, dizendo: "Perseverando nessas duas missões, salvar-te-ás e aos que te escutam". Nas duas epístolas que São Paulo escreveu a Timóteo, os sacerdotes de todos os tempos puderam encontrar conforto e incentivo para sua missão e sua vida.

São Tito

São Tito, exímio colaborador de São Paulo, recebeu uma carta preciosa, em que se lê: "Exorta os jovens a serem equilibrados em tudo, mostrando-te como modelo de boa conduta, correcção e ensino, dignidade, palavra sã e irrepreensível". São Tito foi o chefe da comunidade cristã de Creta, onde deve ter sofrido muitos dissabores, apesar de sua grande habilidade.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Papa Bento XVI
Audiência geral de 13/12/2006 © Copyright 2006 - Libreria Editrice Vaticana

Timóteo e Tito: dois colaboradores de Paulo

Três Cartas, tradicionalmente atribuídas a Paulo, são destinadas a estes dois colaboradores mais próximos, Timóteo e a Tito. Timóteo é um nome grego e significa "o que honra Deus". Enquanto Lucas nos Actos o menciona seis vezes, Paulo nas suas cartas faz referência a ele dezassete vezes (além disso, encontramo-lo uma vez na Carta aos Hebreus). Deduz-se que, aos olhos de Paulo, ele gozava de grande consideração. [...]

Quanto à figura de Tito, cujo nome é de origem latina, sabemos que era grego de nascença, isto é, pagão (cf. Gal 2, 3). Paulo levou-o consigo a Jerusalém para o chamado Concílio apostólico, no qual foi solenemente aceite a pregação do Evangelho aos pagãos. [...] Depois da partida de Timóteo de Corinto, Paulo enviou Tito a essa cidade com a tarefa de reconduzir à obediência aquela comunidade pouco dócil.

Se considerarmos em conjunto as duas figuras de Timóteo e Tito, apercebemo-nos de alguns dados muito significativos. O mais importante é que Paulo se serviu de colaboradores para o desempenho das suas missões. Ele permanece certamente o Apóstolo por excelência, fundador e pastor de muitas Igrejas. Contudo, é evidente que não fazia tudo sozinho, mas que se apoiava em pessoas de confiança que partilhavam as suas obras e as suas responsabilidades. Outra observação refere-se à disponibilidade destes colaboradores. As fontes relativas a Timóteo e a Tito realçam bem a disponibilidade deles para assumir vários cargos, que muitas vezes consistiam em representar Paulo também em ocasiões pouco fáceis.

Numa palavra, eles ensinam-nos a servir o Evangelho com generosidade, sabendo que isto obriga também a um serviço da própria Igreja. [...] Mediante o nosso compromisso concreto, devemos e podemos [...] ser, nós também, ricos em boas obras e assim abrir as portas do mundo a Cristo, nosso Salvador.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 10,1-9

Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.
Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho.
Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!'
E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós.
Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido,
curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: 'O Reino de Deus já está próximo de vós.'

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

25
Jan 10
publicado por spedeus às 21:55

publicado por spedeus às 14:43

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A Assembleia da República aprovou a lei do casamento no mesmo sexo. Isso arrumou a questão? Claro que não. O confronto ainda vai ser longo e incerto. Aliás, é bastante provável que este tema venha a revelar-se o momento de inversão deste grande ataque contra a família que começou há décadas e tem tido muitas batalhas, da pornografia ao aborto. Fazendo o paralelo com o anterior combate cultural, esta mudança do conceito de casamento pode ser a "Primavera de Praga" dos movimentos anti-família.

A razão disto não vem da gravidade da questão, que é menor e abstrusa, nem resulta dos disparates, arrogâncias e atropelos democráticos que, sendo evidentes, não passam de pormenores. O motivo que poderá fazer desta escaramuça um ponto axial do embate está, não nos detalhes mas na sua lógica mais profunda, na essência da questão. Em particular em dois aspectos.

Sabemos que uma campanha mediática bem orquestrada consegue convencer o público de qualquer coisa durante algum tempo. Esta foi especialmente maciça e esmagadora, para nos impor como normal e razoável aquilo que quase nenhum outro país do mundo fez, como urgente e indispensável algo de que nunca ninguém se lembrou em milénios de civilização. Mas isso implicou uma supina distorção da verdade para nos convencer de que uma relação homossexual é equivalente ao casamento. A ditadura intelectual não se aguenta muito tempo e a realidade acaba por se impor. Basta comparar as paradas do orgulho gay com as noivas de Santo António para entender a diferença.

Aliás, a distinção decisiva, não só em termos pessoais e morais mas políticos, sociais, culturais, civilizacionais, e até fiscais, é entre a família perene e fecunda que se propaga nas gerações, baseada num compromisso para a vida, no amor como na dor, e todas as outras alternativas, da promiscuidade às uniões de facto, passando pela depravação e precariedade conjugal que o Estado tem vindo a promover em várias leis. Todos os governantes ao longo de séculos sempre compreenderam que o equilíbrio nacional depende crucialmente de famílias sadias, coisa que as ciências sociais modernas apenas confirmam. É preciso uma enorme dose de embriaguez ideológica e oportunismo tacanho para ignorar este elemento. Este não é um confronto entre duas linhas de futuro, pela simples razão de que a segunda alternativa não tem futuro.

Isto leva-nos ao segundo elemento da questão. É que aquilo que os discursos e argumentos desta discussão mais desprezaram é precisamente aquilo de que o País mais necessita: procriação. A brutal queda da natalidade, que coloca Portugal entre as maiores catástrofes demográficas mundiais, é o que está por detrás de grande parte dos nossos problemas socioeconómicos, da segurança social ao orçamento, passando pela educação, construção e desenvolvimento.

Portugal é o país da Europa ocidental com menor taxa de fertilidade. Nos últimos dados disponíveis, para 2007, o nosso valor de 1,33 filhos por mulher é dos mais baixos dos 27, apenas ultrapassado pela Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia, zonas de emigração. Pelo contrário, se por cá descontarmos os filhos dos imigrantes ainda caímos mais. Somos um povo em vias de extinção.

Temas como fertilidade e família são muito vastos e complexos, implicando múltiplos aspectos da realidade pessoal e cultural. Mas a maior parte dos nossos parceiros próximos, que registaram descidas importantes de fertilidade nos anos 1970 e 80, perceberam o problema e inverteram a situação na década seguinte. Hoje encontram--se numa trajectória claramente ascendente. Os nossos responsáveis, não só não repararam mas estão do lado oposto. Por isso continuamos alegremente a descer e em breve ultrapassaremos os mínimos mundiais. O futuro terá dificuldade em compreender tal imbecilidade.

Passaram mais de 20 anos da Primavera de Praga à queda do Muro de Berlim. Como disse Churchill depois da batalha de El Alamein: "Isto não é o fim; nem sequer o princípio do fim; é talvez o fim do princípio" (Discurso de 10 de Novembro de 1942).

João César das Neves

(Fonte: DN online)
publicado por spedeus às 09:57

Conversão de S. Paulo “Ânimo! Tu... podes. – Vês o que fez a graça de Deus com aquele Pedro dorminhoco, negador e cobarde...; com aquele Paulo perseguidor, odiento e pertinaz?”

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 09:21

Como Bento XVI vê a sua tarefa

Bento XVI disse, na missa de abertura do seu pontificado, que não apresentava um programa de governo". Mas, nas palavras que pronunciou, mostrou claramente que o fio condutor da sua acção como Papa seria o de renovar a fé em Jesus Cristo. Lembre-se que o cristianismo não é uma lista de preceitos, mas sim acreditar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, crucificado e ressuscitado.

Confrontado aos que reduzem o programa de um Papa a uma série de mudanças estruturais na Cúria romana, etc. - que também podem ter lugar - , a prioridade de Bento XVI, em continuidade com o seu antecessor, configura-se em torno do fortalecimento dos cristãos na fé. Uma fé que é alegria e que salva o homem dos desertos interiores e exteriores, e dos mares amargos de todas as alienações.

Cada um é amado

A alegria da fé vem do facto de cada um de nós ser querido por Deus, como o Papa afirmou na missa de abertura do Pontificado.

"Quantas vezes gostaríamos que Deus se mostrasse mais forte! Que actuasse decisivamente, derrotando o mal e criando um mundo melhor. Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificam a destruição do que quer que se oponha ao progresso e à libertação da humanidade. Nós sofremos pela paciência de Deus. E, no entanto, todos precisamos desta sua paciência. O Deus que se fez cordeiro diz-nos que o mundo é salvo através do que é destruído pela impaciência dos homens".

"Só onde está Deus, começa verdadeiramente a vida. Somente quando encontramos o Deus vivo em Cristo, sabemos o que é a vida. Nós não somos o produto casual e sem sentido de uma evolução. Cada um de nós é o resultado de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um é amado, cada um é necessário".

Além da centralidade da fé, nos seus primeiros discursos indicou outros pontos programáticos, embora - como disse - "não deixarão de aparecer outras ocasiões" para voltar a falar do assunto". De seguida, apresentamos os pontos mais significativos.

Escutar Cristo

Talvez o ponto que de maior ênfase seja o da própria resposta pessoal do Papa. "O meu verdadeiro programa de governo - disse ainda na missa do domingo, 24 de Abril - é não fazer a minha vontade, não seguir as minhas próprias ideias, mas pôr-me, unido a toda a Igreja, à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-me conduzir por Ele, de tal forma que seja o próprio Cristo a conduzir a Igreja nesta hora da nossa história".

O Papa, teólogo reconhecido, será o pastor Bento XVI, não o professor Ratzinger. E põe os seus talentos humanos ao serviço do seu ministério. Na missa, com o colégio cardinalício, de 20 de Abril, o dia a seguir ao da sua eleição, afirmou que "o Senhor quis-me para seu Vigário, quis-me ‘pedra' sobre a qual todos pudessem apoiar-se com segurança. Peço-lhe para compensar a pobreza das minhas forças, para que seja um pastor do seu rebanho valente e leal, sempre dócil às inspirações do seu Espírito". O novo Papa, disse, "sabe que a sua missão é fazer brilhar a luz de Cristo diante dos homens e mulheres de hoje: não a luz própria, mas a de Cristo".

Herança de João Paulo II

As referências a João Paulo II, ao exemplo da sua vida e da sua morte, foram constantes nas primeiras intervenções de Bento XVI. Algumas incluíam aspectos muito pessoais. Assim, face ao "sentido da desproporção e da perturbação humana" que o envolveram pela responsabilidade que lhe caía sobre os ombros, confessou aos cardeais que se sentia sereno: "Uma graça especial que me concedeu o meu venerado predecessor, João Paulo II. Parece-me sentir a sua mão forte a apertar a minha; parece-me ver os seus olhos sorridentes e ouvir as suas palavras, dirigidas particularmente a mim neste momento: não tenhas medo!".

Mencionou em várias ocasiões a herança que recebeu. João Paulo II "deixa uma Igreja mais valente, mais livre, mais jovem. Uma Igreja que, segundo o seu ensinamento e exemplo, olha com serenidade para o passado e não tem medo do futuro", disse aos cardeais. Na missa do início do pontificado acrescentou: "Sim, a Igreja está viva; esta é a maravilhosa experiência destes dias. Precisamente, durante os tristes dias da doença e da morte do Papa, algo se manifestou de um modo maravilhosamente evidente aos nossos olhos: que a Igreja está viva. E a Igreja é jovem. Ela tem em si o futuro do mundo e, portanto, indica-nos também, a cada um de nós, o caminho em direcção ao futuro".

Na linha do Vaticano II

Com o Jubileu do Ano 2000, "a Igreja entrou no novo milénio levando nas mãos o Evangelho, aplicado ao mundo através da releitura autorizada do Concílio Vaticano II". Se João Paulo II chamou ao Concílio a "bússola" de orientação no terceiro milénio, "também eu quero afirmar, com força decisiva, a vontade de manter os mesmos esforços, na sequência do Concílio Vaticano II, seguindo os passos dos meus predecessores e a fiel continuidade da tradição bimilenária da Igreja".

Para Bento XVI é significativa a coincidência de a sua eleição ter ocorrido em pleno ano dedicado à Eucaristia, "centro permanente e fonte do serviço petrino que me foi confiado". "Peço a todos que intensifiquem nos próximos meses o amor e a devoção a Jesus na Eucaristia e expressem valente e claramente a fé na presença real do Senhor, de modo especial através da solenidade e da correcção das celebrações".

Diálogo inter-religioso

A par com o tema da unidade entre os cristãos, o Papa também se referiu às relações com os crentes de outras religiões e com "aqueles que simplesmente procuram uma resposta às questões fundamentais da existência e ainda não a encontraram". Muito concretos foram já os seus gestos para com o povo judeu, "ao qual estamos estreitamente unidos por um grande património espiritual comum, que enraiza nas promessas irrevogáveis de Deus".

A todos "me dirijo com simplicidade e carinho, garantindo que a Igreja quer continuar a tecer com eles um diálogo aberto e sincero, na busca do verdadeiro bem do homem e da sociedade". O Papa não poupará esforços e sacrifício para prosseguir o diálogo com "as diversas civilizações, para que da compreensão recíproca nasçam as condições para um futuro melhor para todos".

Aos jovens, sem medo

"Penso particularmente nos jovens. Para eles, interlocutores privilegiados de João Paulo II, vai o meu abraço afectuoso esperando, com a mediação de Deus, de que nos encontraremos em Colónia, na próxima Jornada Mundial da Juventude. Convosco, queridos jovens, futuro e esperança da Igreja e da humanidade, continuarei a dialogar, escutando as vossas esperanças, com a intenção de vos ajudar a encontrarem sempre, de forma mais profunda, a Cristo, o eternamente jovem".

Estas palavras, pronunciadas face ao colégio cardinalício, foram completadas na missa de domingo. Recordou que a exclamação "Não tenhais medo!" de João Paulo II se dirigia a eles, jovens, em especial: "Não teremos todos, de certa maneira, medo de que, se deixarmos entrar Cristo totalmente em nós, se nos abrirmos totalmente a ele, ele possa interferir nas nossas vidas? Teremos medo de abrir mão de algo grande, único, que torna a vida mais bela? Não corremos o risco de nos metermos em apuros e sermos privados da nossa liberdade?

" E no entanto o Papa queria dizer: Não! Quem deixa entrar Cristo na sua vida, não perde nada, nada, - absolutamente nada - do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade são abertas as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos torna livres. Assim, hoje, eu gostava, com grande força e grande convicção, a partir da experiência de uma longa vida pessoal, dizer-vos, queridos jovens: Não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada e dá tudo. Quem se dá a ele, recebe cem vezes mais. Sim, abri, abri de par em par as portas a Cristo, e encontrareis a verdadeira vida".

Diego Contreras

(Fonte: Aceprensa online)
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«Foi assim que, indo para Damasco com poder e delegação dos sumos sacerdotes, vi no caminho, ó rei, uma luz vinda do céu, mais brilhante do que o Sol, que refulgia em volta de mim e dos que me acompanhavam. Caímos todos por terra e eu ouvi uma voz dizer-me em língua hebraica: 'Saulo, Saulo, porque me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão.' Perguntei: 'Quem és tu, Senhor?' E o Senhor respondeu: 'Eu sou Jesus a quem tu persegues. Ergue-te e firma-te nos pés, pois para isto te apareci: para te constituir servo e testemunha do que acabas de ver e do que ainda te hei-de mostrar. Livrar-te-ei do povo e dos pagãos, aos quais vou enviar-te, para lhes abrires os olhos e fazê-los passar das trevas à luz, e da sujeição de Satanás para Deus. Alcançarão, assim, o perdão dos seus pecados e a parte que lhes cabe na herança, juntamente com os santificados pela fé em mim.'

Desde então, ó rei Agripa, não resisti à visão celeste. Pelo contrário, aos habitantes de Damasco, em primeiro lugar, depois aos de Jerusalém e de toda a província da Judeia, em seguida, aos pagãos, preguei que se arrependessem e voltassem para Deus, fazendo obras dignas de tal arrependimento.»
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Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 279

O perseguidor transformado em pregador

Do alto do céu a voz de Cristo fez com que Saulo caísse por terra: recebeu a ordem de não continuar com as suas perseguições, e caiu por terra. Era preciso que tombasse e em seguida se erguesse; primeiro caído e depois curado. Porque Cristo não teria nunca vivido nele se Saulo não tivesse abandonado a sua antiga vida de pecado. Caído por terra, que ouve ele? «Saulo, Saulo, por que Me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão» (Act 26, 14). Ao que ele respondeu: «Quem és tu, Senhor?» E a voz do alto continuou: «Sou Jesus de Nazaré, que tu persegues». Os membros ainda estão na terra, é a cabeça que grita do alto do céu; e não diz: «Por que persegues os Meus servos?» mas «Por que Me persegues?»

E Paulo, que empregava todo o seu ardor nas perseguições, dispõe-se desde logo a obedecer: «Que queres que eu faça?» Já o perseguidor se transformou em pregador, o lobo em ovelha, o inimigo em defensor. Paulo aprende o que deve fazer: se ficou cego, se a luz do mundo lhe foi subtraída durante um certo tempo, foi para que no seu coração brilhasse a luz interior. A luz é retirada ao perseguidor para ser dada ao pregador; no próprio momento em que não via nada deste mundo, viu Jesus. É um símbolo para os crentes: aqueles que crêem em Deus devem fixar n'Ele o olhar da sua alma sem ter em consideração coisas exteriores. [...]

Saulo é conduzido a Ananias; o lobo destruidor é levado à ovelha. Mas o Pastor que tudo conduz do alto dos céus, tranquiliza-o [...]: «Não te preocupes. Eu lhe revelarei tudo o que ele tem de sofrer pelo Meu nome.» (Act 9,16). Que maravilha! O lobo é trazido à ovelha [...]. O Cordeiro, que foi morto pelas ovelhas, ensina-os a não temerem.
 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São Marcos 16,15-18

E disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas, quem não acreditar será condenado.
Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: em meu nome expulsarão demónios, falarão línguas novas,
apanharão serpentes com as mãos e, se beberem algum veneno mortal, não sofrerão nenhum mal; hão-de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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24
Jan 10
Vídeo em espanhol
 
Na alocução proferida antes da recitação do Angelus com os milhares de pessoas congregadas ao meio dia na Praça de S. Pedro, Bento XVI comentou o trecho da primeira Carta de São Paulo aos Corintos, que constitui a segunda leitura da Liturgia da Palavra deste III Domingo do Tempo Comum. Um trecho onde a Igreja é concebida como um Corpo do qual Cristo é a Cabeça e forma com Ele uma só coisa. Ao Apostolo Paulo – salientou o Papa - preme comunicar a ideia da unidade na multiplicidade dos carismas que são os dons do Espírito Santo.

O Santo Padre falou depois do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos que se concluirá nesta segunda feira festa da Conversão de São Paulo. O Papa recordou que como é tradição se deslocará à Basílica de São Paulo fora de muros onde presidirá à celebração de Vésperas com a participação dos Representantes das outras Igrejas e comunidades eclesiais presentes em Roma.

“Invocaremos de Deus o dom da plena unidade de todos os discípulos de Cristo, e em particular, segundo o tema deste ano, renovaremos o empenho de ser juntos testemunhas do Senhor crucificado e ressuscitado. De facto a comunhão dos cristãos, torna mais credível e eficaz o anuncio do Evangelho, como afirmou o próprio Jesus rezando ao Pai na véspera da sua morte: para que todos sejam um só..... para que o mundo creia."

Bento XVI quis depois recordar a figura de S. Francisco de Sales, cuja memoria litúrgica ocorre a 24 de Janeiro: é o Santo Patrono dos jornalistas e da imprensa católica.. À sua assistência espiritual o Santo Padre confiou a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais (ver inserção abaixo) que todos os anos assina nesta ocasião e que foi já apresentada no Vaticano neste Sábado.

(Fonte: site Radio Vaticana)
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Bento XVI escreveu pessoalmente ao presidente de Haiti René Preval, e ao presidente da Conferencia Episcopal local o arcebispo de Cap-Haitien Louis Kérebreu para manifestar uma vez mais o seu profundo pesar pelas vitimas do terramoto do passado dia 12, confortar os sobreviventes e apreciar o trabalho dos socorristas. Análogo apreço emerge também da carta – assinada pelo cardeal Secretario de Estado, Tarcisio Bertone - dirigida ao secretario geral da ONU Bam Ki-moon, enquanto que numa segunda, assinada também pelo Cardeal Bertone, o Papa oferece as suas orações em particular pela morte do arcebispo de Port-au Prince, Serge Miot, cujas exéquias serão celebradas neste sábado.

Quatro cartas, e um único denominador comum: a tragédia de Haiti e a solidariedade em relação a quem viveu e vive as consequências do violentíssimo terramoto de há 11 dias.

Na sua carta o Papa faz apelo ao espírito de solidariedade para que seja mantida a calma nas ruas, de maneira a favorecer a distribuição das ajudas. O Santo Padre faz sua a dor daquelas famílias que muitas vezes não podem dar uma sepultura digna aos seus queridos. A inteira comunidade internacional – escreve o Papa – está a cuidar do Haiti e neste sentido o seu apreço vai a todos aqueles, do lugar ou estrangeiros – que às vezes, com o perigo da própria vida, envidam todos os esforços para encontrar ou salvar sobreviventes. Um mérito que Bento XVI reconhece plenamente também á ONU quando exprime – através das palavras do Cardeal Bertone ao Secretario-geral Ban ki moon – gratidão pela obra de prevenção dos conflitos, de peace-keeping e peace-Building que as Nações Unidas, instauraram em tantos países e em particular nesta que define a tragédia imensa do terramoto na Republica de Haiti.

Dor e conforto, comoção e esperança entrelaçam-se no meio das quatro cartas, para um acontecimento que nunca como desta vez privou a nação e a Igreja local de muitos dos seus responsáveis.

Se a ONU - e o Papa recorda-o – chora a trágica morte do seu representante especial em Haiti Hédi Annabi, do seu vice Luiz Carlos da Costa e de numerosos civis, agentes e capacetes azuis da Minustah, a missão de estabilização que se encontra na ilha, a comunidade católica haitiana recolhe-se neste sábado em oração, no meio das ruínas da Catedral de Port-au Prince, à volta dos restos mortais do seu pastor D. Serge Miot. O Papa estará espiritualmente presente nas exéquias e na carta assinada pelo seu Secretario de estado, exprime os seus sentidos pêsames aos padres que colaboraram com D. Miot e Á inteira comunidade diocesana pedindo ao Senhor que acolha o pastor que serviu com generosidade a sua diocese e que através do seu trabalho com a comissão pontifícia para a América Latina, alargou a sua solicitude ao inteiro continente.

Bento XVI afirma a concluir que a Igreja inteira, através das suas instituições, não deixará de assistir na emergência e na paciente reconstrução das zonas devastadas, porque o seu ultimo desejo – salienta – é contribuir para dar de novo a quem vê hoje reduzida a cinza também a esperança, a possibilidade de um futuro aberto.

(Fonte: site Radio Vaticana)
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A Igreja comemora a festividade de Santa Maria da Paz. A igreja prelatícia em que se veneram os restos de São Josemaría é dedicada a esta invocação de Nossa Senhora.

“Santa Maria é – assim a invoca a Igreja – a Rainha da paz. Por isso, quando se agitar a tua alma, o ambiente familiar ou profissional, a convivência na sociedade ou entre os povos, não cesses de a aclamar com esse título: Regina pacis, ora pro nobis! – Rainha da paz, roga por nós! Experimentaste, ao menos, quando perdes a tranquilidade?... – Surpreender-te-ás da sua imediata eficácia” (Sulco, n. 874).

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
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O desconforto do vento
o desconcerto do ar
o frio de fora a entrar
no guarda-vento do horto!
(Mas que estou eu a palrar
sem horto nem guarda-vento
só por o vento soprar
como é próprio deste tempo?)
É o desconforto do mar
é o frio vento da noite
é o lobo da noite a uivar
sobre mim como um açoite!
(Mas que estou eu a chorar
se o vento pára nos muros
e nem me chega a tocar
com os seus silvos escuros?)
É o desconforto dos outros
é o arrepio dos ramos
são animaizinhos mortos
é o tremerzinho dos canos
Coitado de quem, coitado
pela ventania vai
Tenho pena do coitado
como se fosse seu pai
Meu irmão que andas ao vento
gostava de estar contigo
Dava-te a minha amizade
que é sempre o melhor abrigo

Hugo de Azevedo
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Não estranhem o trautear de Keith Jarrett faz parte da sua genialidade e temos que lhe admitir o que inicialmente nos poderá parecer estranho, mas é tão-somente revelador do seu total envolvimento na peça que está a tocar.

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23
Jan 10
Bento XVI definiu a sua visita à comunidade judaica de Roma a mais antiga da diáspora ocidental um momento de graça. E foi deveras assim. Sentiu-se isto na emoção do Papa quando prestou honra aos deportados do Shoah e às vítimas do terrorismo anti-judaico, pelas lágrimas de quantos sofreram as suas consequências, pelo orgulho e júbilo comovido de idosos judeus romanos que apertaram a mão do Bispo da sua cidade, pelos cânticos vigorosos que foram elevados no Templo Maior, pelas numerosas e significativas presenças de representantes que vieram de Israel e de todo o mundo judaico, pelos aplausos que interromperam nove vezes o discurso de Bento XVI.

Sim, o encontro foi um ulterior e importante passo em frente no caminho que católicos e judeus estão a percorrer juntos: ulterior porque foi mais um momento de uma história muito longa; importante porque foi corajoso e franco ao declarar todas as dificuldades. Séculos de contrastes e violências, desconfianças e curiosidades, encontros e amizade marcam a relação entre judeus e cristãos; e sobretudo há mais de meio século carregamos o peso do Shoah, a sombra do mal.

Precedida de indícios polémicos, a visita mostrou ao contrário como é decidida a comum vontade de enfrentar as questões abertas na relação entre judeus e católicos. Mas com frequência os contrastes são o fruto de enfatizações mediáticas. Irresponsáveis ou instrumentais, estas operações estão desprovidas de consistência real, mas acenderam fogos de palha perigosos, sobretudo ao apresentar à opinião pública um quadro deformado e distante da realidade.

Exemplo emblemático é o nó constituído por Pio XII: de facto, é preciso ser consciente de que nem sequer depois da abertura de todos os arquivos disponíveis haverá acordo sobre a sua atitude face ao Shoah, porque obviamente permanecerá aberto o campo das interpretações históricas. Mas é importante o clima de respeito recíproco que se respirou também sobre este tema, enquanto se vai alargando o consentimento historiográfico sobre a escolha lúcida e difícil de caridade silenciosa realizada pelo Papa e pela sua Igreja no contexto da segunda guerra mundial.

Para desfazer os nós difíceis, a alegria pela estrada percorrida e o respeito entre católicos e judeus são fundamentais mas insuficientes. De facto, é preciso prosseguir, com paciência e coragem, procurando compreender as respectivas sensibilidades para não as ferir e perpetuar deste modo desconfianças que derivam sobretudo da falta de conhecimento mútuo.

O que une judeus e católicos é muito mais de quanto os divide, como recordaram os presidentes Pacifici e Gattegna e como ressaltaram o rabino Di Segni e Bento XVI: a rejeição da violência e a solidariedade recíproca face às perseguições, a busca da amizade com as outras confissões religiosas e sobretudo com o islão, a protecção da pessoa humana e da família, o cuidado da criação. Mas sobretudo o testemunho comum do Senhor, para que a sua luz ilumine todos os povos.

Giovanni Maria Vian - Director

(© L'Osservatore Romano - 23 de Janeiro de 2010)
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Comentário escrito depois do encontro de Bento XVI com a comunidade judaica de Roma e publicado no "Corriere della Sera" do dia 20 de Janeiro.

Precisaria deixar de ter má-fé, de tomar partido e, para ser cabal, eliminar a desinformação, quando se trata de Bento XVI. Desde a sua eleição, intentou-se um processo ao seu "ultraconservadorismo", que é continuamente retomado pelos mass media (como se fosse possível um Papa não ser "conservador"). Insistiu-se, com subentendidos e até com anedotas pesadas, sobre o "Papa alemão", o "pós-nazismo" de batina, ou sobre aquele a quem a transmissão satírica francesa "Les Guignols" não hesitava em chamar "Adolfo II".

Falsificaram-se, pura e simplesmente, os textos: por exemplo, a propósito da sua viagem a Auschwitz de 2006, afirmou-se dado que com o passar do tempo as lembranças se tornam mais incertas ainda hoje se repete que teria homenageado a memória de seis milhões de mortos polacos, vítimas de um simples "bando de criminosos", sem especificar que metade deles eram judeus (a verdade de facto é surpreendente, pois Bento XVI naquela ocasião falou efectivamente dos "poderosos do Terceiro Reich" que tentaram "eliminar" o "povo judeu" do "elenco dos povos da Terra", "Le Monde", 30 de Maio de 2006).

E eis que por ocasião da visita do Papa à sinagoga de Roma e depois das suas duas visitas às sinagogas de Colónia e de Nova Iorque, o mesmo coro de desinformadores estabeleceu um primado, estava para dizer que recebeu os louros da vitória, porque não esperou sequer que o Papa ultrapassasse o Tibre para anunciar, urbi et orbi, que ele não soube encontrar as palavras exactas a dizer, nem os gestos justos a realizar e que, portanto, a sua intenção tinha falido...

Por conseguinte, dado que o evento ainda é actual, ser-me-á consentido pôr um pontinho sobre alguns "i". Bento XVI, quando se recolheu em oração diante da coroa de rosas vermelhas deposta sob a placa comemorativa do martírio dos 1021 judeus romanos deportados, não fez mais do que o seu dever, mas fê-lo. Bento XVI, quando prestou homenagem aos "rostos" dos "homens, mulheres e crianças" capturados numa incursão no âmbito do projecto de "extermínio do povo da Aliança de Moisés", disse uma evidência, mas disse-a. De Bento XVI que retoma, palavra por palavra, os termos da oração de João Paulo II, há dez anos, no Muro das Lamentações; de Bento XVI que então pede "perdão" ao povo judeu devastado pelo furor de um anti-semitismo por longo tempo de essência católica e ao fazê-lo, repito, lê o texto de João Paulo II, precisa deixar de repetir, como burros, que é atrasado-em-relação-ao-seu-predecessor.

A Bento XVI que declara enfim, depois da segunda vez que se detinha diante da inscrição que recorda o atentado cometido em 1982 por extremistas palestinos, que o diálogo judaico-católico iniciado pelo Concílio Vaticano II já é "irrevogável"; a Bento XVI que anuncia ter a intenção de "aprofundar" o "debate entre iguais", o debate com os "irmãos mais velhos" que são os judeus, podem ser intentados todos os processos que quiserem, mas não o de "congelar" os progressos realizados por João XXIII.

Quanto à vicissitude muito complexa de Pio XII, voltarei a falar, se for necessário. Tratarei de novo o caso Rolf Hochhuth, autor do famoso Il vicario, que em 1963 lançou a polémica sobre os "silêncios de Pio XII". Em particular, voltarei sobre o facto de que este fogoso justiceiro é também um negacionista consolidado, condenado mais de uma vez como tal e cuja última provocação, há cinco anos, foi a defesa, numa entrevista ao semanário de extrema direita "Junge Freiheit", daquele que nega a existência das câmaras a gás, David Irving. Agora gostaria de recordar, como acabou de fazer Laurent Dispot na revista que dirijo, "La règle du jeu", que o terrível Pio XII, em 1937, quando ainda era só o Cardeal Pacelli, foi o co-autor com Pio XI da Encíclica Mit brennender Sorge ("Com viva preocupação"), que até hoje continua a ser um dos manifestos antinazis mais firmes e eloquentes.

Neste momento, devemos por exactidão histórica citar que, antes de optar pela acção clandestina, antes de abrir, sem o dizer, os seus conventos aos judeus romanos perseguidos pelos fascistas, o silencioso Pio XII pronunciou algumas alocuções radiofónicas (por exemplo no Natal de 1941 e 1942) que lhe valeram, depois da morte, a homenagem de Golda Meir: "Durante os dez anos do terror nazi, enquanto o nosso povo sofria um martírio assustador, a voz do Papa elevou-se para condenar os carnífices".

E, agora, surpreende sobretudo que, do silêncio ensurdecedor descido no mundo inteiro sobre o Shoah, se faça carregar todo o peso, ou quase, àquele que, entre os soberanos do momento:
a) não possuía canhões nem aviões;
b) não poupou os próprios esforços para partilhar com quem dispunha de aviões e canhões, as informações que lhe chegavam;
c) salvou pessoalmente, em Roma mas também alhures, um grandíssimo número daqueles pelos quais tinha a responsabilidade moral.
 
Último retoque ao Grande Livro da baixeza contemporânea; Pio ou Bento pode ser Papa ou bode expiatório.

Bernard-Henri Lévy

(© L'Osservatore Romano - 23 de Janeiro de 2010)
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Hugo de São-Victor (?-1141), cónego regular, teólogo
Tratado dos Sacramentos da fé cristã, II, 1-2; PL 176, 415 (a partir da trad. de Orval)

«Com o poder do Espírito»

A Santa Igreja é o corpo de Cristo: um só Espírito a vivifica, a unifica na fé e a santifica. Este corpo tem por membros os crentes, de cujo conjunto se forma um só corpo, graças a um só Espírito e a uma só fé. [...] Assim, portanto, aquilo que cada um tem como próprio não é apenas para si; porque Aquele que nos concede tão generosamente os Seus bens e os reparte com tanta sabedoria quer que cada coisa seja de todos e todas de cada um. Se alguém tem a felicidade de receber um dom por graça de Deus, deve então saber que ele não lhe pertence apenas a si, mesmo que seja o único a possui-lo.

É por analogia com o corpo humano que a Santa Igreja, quer dizer, o conjunto dos crentes, é chamada corpo de Cristo, uma vez que recebeu o Espírito de Cristo, cuja presença num homem é indicada pelo nome «cristão» que Cristo lhe dá. Com efeito, este nome designa os membros de Cristo, os que participam do Espírito de Cristo, aqueles que recebem a unção d'Aquele que é ungido; porque é de Cristo que vem o nome de Cristão, e «Cristo» quer dizer «ungido»; ungido com este óleo da alegria que, preferido entre todos os companheiros (Sl 44, 8), recebeu em plenitude para partilhar com todos os seus amigos, como a cabeça o faz com os membros do corpo. «É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba [...], a escorrer até à orla das suas vestes» (Sl 132, 2) para se espalhar por todo o lado e tudo vivificar. Portanto, quanto te tornas cristão, tornas-te membro de Cristo, membro do corpo de Cristo, participante do Espírito de Cristo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São Lucas 1,1-4.4,14-21

Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos factos que entre nós se consumaram,
como no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram Servidores da Palavra ,
resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo,
a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído.
Impelido pelo Espírito, Jesus voltou para a Galileia e a sua fama propagou-se por toda a região.
Ensinava nas sinagogas e todos o elogiavam.
Veio a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler.
Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos,
a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.»
Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:00

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Assegura D. José Policarpo na celebração do padroeiro da cidade de Lisboa

O Cardeal-Patriarca de Lisboa assegurou esta Sexta-feira que a Igreja “nunca aceitará a equivalência ao casamento das uniões entre pessoas do mesmo sexo”, seja qual for o enquadramento legal que lhe seja dado.

Na homilia proferida na Sé de Lisboa, por ocasião da festa de São Vicente, protector da cidade, D. José Policarpo diz que este é “um ponto em que a Igreja, no seu empenho a favor da família, só pode estar com a sua verdade”.

“Ajudar a família é, antes de mais, respeitá-la na sua dignidade e na sua natureza antropológica de instituição baseada no contrato entre um homem e uma mulher, que origine uma comunidade específica, onde acontece a procriação e a caminhada em conjunto na descoberta da vida”, indicou.

O Patriarca de Lisboa diz que “o Projecto de Lei, recentemente votado na Assembleia da República, em ordem a reconhecer que uniões entre pessoas do mesmo sexo são casamento e fundam uma família, altera a dignidade da família natural, levará ao enfraquecimento da sua auto-estima, e contribuirá para o enfraquecimento da comunidade familiar”.

Para D. José Policarpo, a Igreja deve agora promover “um empenhamento renovado no apoio aos casais, valorizando a complementaridade e a estabilidade dos esposos, em ordem à fidelidade e à harmonia, hoje, tantas vezes ameaçadas pela cultura ambiente, que veicula a provisoriedade de tudo e a dimensão consumista do próprio amor”.

“Nunca permitiremos em nenhuma expressão da nossa acção com famílias que as uniões de pessoas do mesmo sexo toldem a beleza e a verdade dos autênticos casamentos”, assinalou.

Pobreza e crise

O Cardeal-Patriarca afirmou noutra passagem da sua homilia que “a pobreza, sobretudo as novas situações de precariedade motivadas pela crise económica, atinge de modo particular as famílias: o desemprego, o endividamento familiar, o custo da casa, as despesas com a educação, a tendência para a baixa da natalidade”.

“O apoio à família deve empenhar-nos a todos com determinação renovada. Não se salvará a Cidade se não se salvar a família”, apontou.

Recordando o início do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, D. José Policarpo considera que “urge conhecer, cada vez melhor, o verdadeiro mapa da pobreza na Cidade”.

“Todos conhecemos o volume e a importância das instituições da Igreja nesta resposta à pobreza, nas quais se concretiza, aliás, o princípio da cooperação entre a Igreja e o Estado. Mas essa cooperação pode aprofundar-se, não apenas com o Ministério do Trabalho da Solidariedade Social, mas com a Autarquia, com a Santa Casa da Misericórdia, com outras instituições de solidariedade”, observou.

Nesse contexto, o Patriarca questionou se “não deveríamos caminhar para um organismo coordenador de todos estes intervenientes na luta contra a pobreza”, acrescentando que “o princípio da cooperação entre a Igreja e os poderes públicos inspira a nova Concordata, celebrada entre a Santa Sé e o Estado Português”.

Visita «especial»

O Cardeal lembrou também que em 2010 Bento XVI estará em Lisboa, a terceira vez que um Papa visita a cidade, classificando a viagem papal como um "acontecimento especial".

“É uma visita que nos mobilizará a todos: Igreja, Estado, Autarquia, Povo de Lisboa. Vamos recebê-lo naquela que é a mais bela sala de visitas da Cidade: a Praça do Terreiro do Paço, onde a Cidade e o Rio se abraçam num desafio comum”, adiantou.

D. José Policarpo afirmou que “a Igreja é, por excelência, o lugar de intercâmbio universal e o Papa é o seu sinal visível. Com ele, entre nós, escutando a sua palavra, vamos certamente sentir-nos mais no coração do mundo”.

O Patriarca apelou ainda à “recuperação e valorização do património artístico de Lisboa”.

“Só valorizando o seu património, Lisboa impedirá que se desfeie a Cidade ao fazê-la crescer. A cidade do futuro tem de ser uma irradiação da cidade histórica, marcada pela beleza. Todos juntos somos poucos para realizar este objectivo”, declarou.

(Fonte: Agência Ecclesia online)
publicado por spedeus às 09:08

Junto ao leito de uma moribunda com santidade de vida, Mercedes Reyna, Josemaria dá-lhe este encargo: “Peça ao Senhor, lá do céu, que, se não for um sacerdote, não bom, mas santo!, me leve jovem, quanto antes!”

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 08:57

publicado por spedeus às 00:04

Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando vêem a terra tremer,
As águas a chover,
E os ventos a rugirem,
Contra as casas,
Contra as árvores.
Onde está Deus?
Perguntam tantos
Quando desperta a dor,
Acontece a adversidade,
Os olhos se enchem de água,
E a morte traz a saudade.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando nos batem e ofendem,
Nos pisam e humilham,
Mesmo que façamos o bem,
Mesmo sem olhar a quem.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando predomina a guerra,
Os homens se dão à morte
E parece que sobre a terra,
Já não há sul, já não há norte.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando a criança tem fome,
E aos olhos suplicantes,
Parece que nada responde,
Nem mesmo por um instante.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Porque têm os olhos fechados,
O coração encarcerado,
Num peito que o aperta,
Os braços sempre cruzados,
Num pensamento encerrado.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Temendo que Ele os ouvisse!
E Ele sempre presente,
Em todo e cada momento,
Em cada um,
Em toda a gente.
Vai-se dando e entregando,
Assim todo e só amor,
Na tempestade
E na bonança,
No vento forte
E na brisa,
Em cada momento de dor,
Em cada morte,
Dando vida.
Sendo batido e ofendido,
Espezinhado e humilhado,
Mas dando sempre a mão
Fazendo-se sempre alcançado.
Está na guerra,
Pela paz,
E ilumina e conduz,
Cada homem sobre a terra.
Está no coração das crianças,
Em cada olhar suplicante,
A todos abraça e conforta,
Sobretudo ao homem errante.
E para O ver e sentir,
É preciso pouca coisa:
Descruzar os braços e sorrir,
Libertar o pensamento,
Deixar o seu coração voar,
Nas asas do eterno amor,
Acolher cada irmã
Abraçar cada irmão,
E amar, amar, amar….

Monte Real, 21 de Janeiro de 2010

Joaquim Mexia Alves
www.queeaverdade.blogspot.com
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São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano e Doutor da Igreja
Lições para a Festa do Corpo de Cristo (a partir da trad. de Orval)

Jesus dá-Se completamente; dá o Seu corpo e o Seu sangue

Os inúmeros dons com que o Senhor cumulou o povo cristão elevam-no a uma inestimável dignidade. Com efeito, não há nem nunca houve nação cujos deuses estivessem tão próximos do seu povo como o está o nosso Deus de nós (cf. Dt 4, 7). O Filho único de Deus, no desejo de nos tornar participantes da Sua divindade, assumiu a nossa natureza e fez-Se homem para que os homens se tornassem divinos. Tudo o que Ele nos tomou de empréstimo, pô-lo ao serviço da nossa salvação. Porque, para a nossa reconciliação, ofereceu o Seu corpo a Deus Pai no altar da cruz; e verteu o Seu sangue como resgate para nos libertar da nossa condição de escravos e para nos purificar de todos os nossos pecados pelo banho da regeneração.

A fim de que permaneça entre nós a memória constante de tão grande dom, deixou aos crentes o Seu corpo como alimento e o Seu sangue como bebida, nas espécies do pão e do vinho. Admirável e precioso festim que traz a salvação e a doçura plena! Poderíamos nós encontrar algo de mais precioso do que esta refeição, na qual não é a carne de vitelos, nem de cabras, mas o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que nos é oferecido?

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São Marcos 3,20-21

Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer.
E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: «Está fora de si!»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
NUNC COEPI - Blogue sugerido para questões de formação, doutrina, reflexões e comportamento humano
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