«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

28
Mar 10
Vídeos em espanhol
“Ser cristão é um caminho, ou melhor, uma peregrinação, um caminhar juntamente com Jesus Cristo. Ir naquela direcção que Ele nos indicou e indica” – esta a mensagem que Bento XVI quis deixar aos jovens, neste Domingo de Ramos, vigésimo quinto Dia Mundial da Juventude, celebrado desta vez a nível das dioceses. Sob um esplêndido sol primaveril, dezenas de milhares de fiéis, na maioria jovens, congregaram-se na Praça de São Pedro, em Roma, para a celebração que dá início à “Semana Santa”, a “Semana Maior”, que conduz à Páscoa de Ressurreição, domingo próximo.

O tema do Somingo de Ramos – sublinhou o Papa, na homilia da Missa – é “o seguimento (de Cristo)”: “ser cristãos significa considerar a via de Jesus Cristo como a via justa para sermos homens – aquela via que nos conduz à meta, a uma humanidade plenamente realizada e autêntica”. O Evangelho da bênção dos Ramos começa com a frase “Jesus caminhava à frente de todos, subindo a Jerusalém”. O caminho no qual somos chamados a seguir Jesus é antes de mais uma subida, um subir. “Antes de mais (reflectiu Bento XVI) um subir à verdadeira altura do ser homem. O homem pode escolher uma via cómoda e pôr de lado qualquer fadiga. Pode também descer para baixo, para o que é indigno. Pode enterrar-se no lodo da falsidade e da desonestidade. Jesus caminha à nossa frente, em direcção ao alto”.

“Ele (Jesus) conduz-nos para o que é grande, puro, conduz-nos para o ar sadio das alturas: para a vida segunda a verdade; para a coragem que não se deixa intimidar pelo palavreado das opiniões dominantes; para a paciência que suporta e sustenta o outro. Conduz-nos à disponibilidade para com os que sofrem, para com os abandonados; para a fidelidade que está da parte do outro mesmo quando a situação se torna difícil. Conduz-nos ao amor – conduz-nos a Deus”.

Seguir Jesus na sua “subida a Jerusalém”, uma via que prossegue até ao fim dos tempos – prosseguiu Bento XVI – recorda o que significa “Jerusalém”, a cidade onde se encontrava o Templo de Deus, cuja unicidade devia aludir à unicidade do próprio Deus. Este lugar diz-nos, portanto, que “Deus é um só para todo o mundo, supera imensamente todos os nossos lugares e tempos: é aquele Deus a que pertence toda a criação. É o Deus que todos os homens, no mais fundo de si próprios procuram e do qual todos, de algum modo, têm conhecimento. Mas este Deus tem um nome. Deu-se-nos a conhecer, empreendeu com os homens uma história… O Deus infinito é ao mesmo tempo o Deus próximo. Não pode ser retido em qualquer edifício, e contudo quer habitar no meio de nós, quer estar totalmente connosco”.

Jesus sobe a Jerusalém para aí celebrar, com Israel, a Páscoa. E sobe com a consciência de ser Ele próprio o Cordeiro no qual se cumprirá o que o Livro do Êxodo diz a propósito: um cordeiro sem defeito, macho, que ao pôr-do-sol, perante os olhos dos filhos de Israel, é imolado “como rito perene”.

“Na amplidão da subida de Jesus tornam-se visíveis as dimensões do nosso seguimento – a meta a que Ele nos quer conduzir: até às alturas de Deus, à comunhão com Deus, ao estar-com-Deus. É esta a verdadeira meta, é a comunhão com Ele, que é a via. A comunhão com Ele é um estar em caminho, uma permanente subida para a verdadeira altura da nossa chamada. Caminhar juntamente com Jesus é sempre, ao mesmo tempo, um caminhar no nós daqueles que querem seguir com Ele. Ele introduz-nos nesta comunidade”.

Sendo um caminhar para a verdadeira vida, até sermos homens conformes ao modelo do Filho de Deus, Jesus Cristo – considerou ainda o Papa – isso supera as nossas próprias forças. Seguir este caminho é também ser conduzidos, transportados. É Jesus que nos atrai e nos sustenta. Faz parte do seguir a Cristo que nos deixemos integrar nesta “comitiva” e neste movimento conjunto…

“Requer este acto de humildade, o entrar no nós da Igreja. O agarrarmo-nos aos outros, a responsabilidade da comunhão – o não romper a corda (que nos liga) com contumácia e pedantismo. Crer humildemente com a Igreja, mantermo-nos firmes conjuntamente com os outros na subida para Deus é uma condição essencial do seguir a Cristo. Requer também o não nos comportar-se como padrão da Palavra de Deus, não seguir uma ideia incorrecta de emancipação. É essencial para a subida a humildade do ser-com”.

Nas saudações finais, ao concluir a Missa, passado já o meio-dia, antes da recitação do Angelus, Bento XVI evocou o Domingo de Ramos de há 25 anos atrás. Esse ano de 1985 tinha sido consagrado pelas Nações Unidas aos jovens. João Paulo II decidiu a partir daí congregar os jovens, em todo o mundo, neste dia da entrada de Jesus em Jerusalém.

“Há 25 anos o meu amado Predecessor convidou os jovens a professar a sua própria fé em Cristo que tomou sobre si a causa do homem. Renovo hoje este apelo à nova geração, a que dê testemunho, com a força mansa e luminosa da verdade, para que aos homens e mulheres do terceiro milénio não falte o modelo mais autêntico: Jesus Cristo”.

Finalmente, uma referência especial a “Jerusalém, onde se cumpriu o mistério pascal”.

“Sofro profundamente com os recentes contrastes e tensões mais uma vez verificados à volta desta Cidade, que é a pátria espiritual de Cristãos, Judeus e Muçulmanos, profecia e promessa daquela reconciliação universal que Deus deseja para toda a família humana.
A paz é um dom que Deus confia à responsabilidade humana, para que cultive através do diálogo e no respeito pelos direitos de todos, a reconciliação e o perdão.
Rezemos pois para que os responsáveis pela sorte de Jerusalém empreendam com coragem o caminho da paz e o sigam com perseverança!”

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:56

Meu querido Jesus

Hoje é Domingo, o dia em que a Igreja celebra a Tua Ressurreição, o dia em que venceste a morte e nos deste, por Tua graça, a vida eterna.

Vem à minha mente, querido Jesus, o pensamento de alguém que dizia: “Acreditar que Jesus Cristo nasceu, viveu entre nós, passou pela Paixão e Morte na Cruz, é fácil e muitos acreditam, acreditar que Ele ressuscitou é que já é questão de Fé, e por isso muitos não acreditam”.

Eu, por graça Tua, acredito na Tua Ressurreição e por isso Te quero pedir perdão por nem sempre dar testemunho dessa verdade, sobretudo quando me deixo abater com as contrariedades da vida e me apresento triste e sem ânimo.
Como posso eu, Jesus amado, ficar triste e abatido, quando acredito que Tu estás sempre comigo, connosco e que ressuscitaste abrindo-nos as portas da vida eterna?

Perdoa-me, adorado Jesus, porque é muitas vezes ao Domingo, que menos rezo, que menos estou contigo, para além da Eucaristia dominical, porque me deixo levar pela preguiça, porque às vezes, calcula Jesus, quase me deixo levar por um sentimento de que o Domingo é dia de descanso em tudo, como se pudesse haver algum cansaço em estar contigo.

Perdoa-me Jesus, porque fico muitas vezes a olhar para o Céu: «Homens da Galileia, por que estais a olhar para o céu?» Act 1,11 e não cuido de Te encontrar em mim e nos outros.

Perdoa-me, amado Jesus, porque às vezes vem a dúvida, a incerteza, o raciocínio humano a querer falar mais alto do que a Fé.

Perdoa-me, querido Jesus, porque às vezes pergunto-me onde Tu estás, quando quero firmemente acreditar que és um Deus sempre presente, como Tu nos prometeste.

Porque é tão fraca a minha Fé? Porque é que às vezes sou tão incrédulo? Porque é que de vez em quando me sinto tão sozinho?

Eu sei, Jesus amado, que Tu estás sempre comigo, eu é que nem sempre estou conTigo. Perdoa-me Jesus.

Lembro-me de uma frase que um dia colocaste no meu coração e que é tão verdadeira: “Não duvido do Teu amor por mim, Jesus, duvido é do meu amor por Ti”.

Quero dizer-Te como os discípulos de Emaús: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Lc 24,29
É que assim, Jesus, não haverá noite na minha vida, nas nossas vidas, e a Tua Luz romperá as trevas das nossas noites.

Um beijo a Tua Mãe, senta-nos, senta-me, no colo do Pai, para que nos deixemos envolver no Seu amor, e pelo Espírito Santo, concede-nos, concede-me uma Fé forte e perseverante.

Encostado ao Teu peito, peço-Te a Tua bênção, para este Teu irmão pequenino que cada vez mais quer ser apenas Teu.

09.07.06

Joaquim Mexia Alves
http://www.queeaverdade.blogspot.com/
publicado por spedeus às 13:35

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Recebe a ordenação sacerdotal na igreja de São Carlos, em Saragoça (Espanha). É Sábado: “O recebido... é Deus! O recebido é poder celebrar a Sagrada Eucaristia, a Santa Missa – fim principal da ordenação sacerdotal – perdoar os pecados, administrar outros sacramentos e pregar com autoridade a Palavra de Deus, dirigindo os outros fiéis nas coisas que se referem ao Reino dos Céus”. À cerimónia assiste a mãe, a irmã e o irmão mais novo, Santiago, que tem seis anos.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 07:07

Começa a Semana Santa, também chamada a Semana Maior.
Santa, porque nela se revivem os últimos acontecimentos que vão levar Jesus a consumar a redenção da humanidade. São acontecimentos santos porque envolvem directamente O Santo dos Santos, Jesus Cristo, Senhor nosso, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que assumiu a realidade humana para nos resgatar – a todos – para a Vida Eterna. Devolve-nos a dignidade perdida e, extraordinária dádiva, converte-nos em filhos de Deus de pleno direito e, como tal, herdeiros de todo o bem que o nosso Criador tem reservado, desde o princípio dos tempos, para o ser humano.
Semana Maior, porque os acontecimentos que nela decorrem são de tal dimensão e importância que, sem dúvida, não se hesita em chamá-la assim, já que, em nenhum outro tempo, acontecem factos de tal importância e relevo.
Procurarei viver esta semana com um espírito novo e atento. Novo porque se trata de renovar interiormente todo o meu ser; atento porque quero estar disponível com todos os meus sentidos e potências para abarcar a sua verdadeira dimensão. (AMA, considerações sobre a Semana Santa, 2010.03.03)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:10

De repente encontro-me na última semana desta caminhada de quarenta dias em que tive várias oportunidades de pensar na minha vida interior de Cristão.
Talvez não tenha vivido a Quaresma como me propus e tenha falhado nalgum objectivo traçado. Não importa, Jesus conhece-me e sabe bem das minhas dificuldades e os obstáculos que tenho de vencer e que, de facto, às vezes, não consigo.
Ali, aos pés do sacerdote, abrirei a minha alma de par em par e, com todo o respeito e simplicidade, dir-lhe-ei o que se passa, ou passou, comigo. Começando por aquelas situações ou faltas que mais me custa revelar, porque me envergonham ou humilham deveras, e acabando naquelas faltas de omissão que, em suma, reportam àquilo que deveria ter feito e que não fiz. Sei, seguramente, que o resultado será uma enorme paz interior e uma tranquilidade de espírito extraordinárias. (AMA, meditação sobre a Confissão Quaresmal, Março 2009)

Meditação:

Começa a Semana Santa e recordamos a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. (…)
Que pobre montada escolhe Nosso Senhor! Talvez nós, vaidosos, tivéssemos escolhido um brilhante corcel. Mas Jesus não se guia por motivos meramente humanos, mas por critérios divinos. (…)
Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burriquito por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos amiúde vaidosos e soberbos, procuramos sobressair, chamar a atenção; procuramos que os outros nos admirem e nos louvem. (…)
Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de retirar consequências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui vêem mesmo a propósito umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos motivo para desesperar. No entanto, acrescenta, Jesus contenta-se com um pobre animal, por trono (...). Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo fixou-se nele, para se apresentar como rei diante do povo que o aclamava. Porque Jesus não sabe o que fazer com a astúcia calculista, com a crueldade dos corações frios, com a formosura vistosa mas oca. Nosso Senhor estima a alegria de um coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à Sua palavra de carinho. Assim reina na alma».
Deixemo-Lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e acções! Eliminemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo que teria sido o burrico, se se tivesse apropriado das aclamações e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre? (…)
O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradouro. Poucos dias depois, os que o tinham acolhido com vivas pedirão, aos gritos, a Sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o esvoaçar divino da graça de Deus, que passa perto, demos-lhe guarida nas nossas almas. Estendamos no chão, mais do que palmeiras ou ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. É esta a homenagem que Jesus espera de nós.
A Semana Santa oferece-nos a ocasião de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. (…) Para isso, nada melhor do que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e para cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o podermos mostrar aos outros. (D. JAVIER ECHEVARRÍA, Meditações de sobre a Semana Santa, 2010)

Agradecimento: António Mexia Alves
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Celebração coincide com o quinto aniversário da morte de João Paulo II

Bento XVI confiou ao cardeal italiano Camillo Ruini a redacção das meditações da Via-Sacra de Sexta-Feira Santa deste ano, no Coliseu de Roma.

Como mnos anos anteriores, o Papa presidirá à cerimónia, que será transmitida por canais de televisão do mundo inteiro a partir de Roma, às 21h15 (hora local, menos uma em Lisboa).

O Cardeal Camillo Ruini, de 79 anos, foi vigário do Papa para a diocese de Roma, de 1991 a 2008.

João Paulo II nomeou-o por 3 vezes como presidente da Conferência Episcopal Italiana (1991, 1996 e 2001), cargo em que foi confirmado por Bento XVI em 2006 e onde se manteve até à nomeação do Cardeal Angelo Bagnasco, em 2007.

O Papa pede a um autor diferente a redacção dos textos que servem de reflexão para cada uma das estações deste exercício de piedade cristã, que é seguido por dezenas de milhares de peregrinos com velas na mão.

Nos últimos anos, as meditações foram confiadas por Bento XVI a dois italianos e a dois arcebispos procedentes da Ásia: Cardeal Angelo Comastri (2006), arcipreste da Basílica de São Pedro; D. Gianfranco Ravasi (2007), presidente do Conselho Pontifício para a Cultura; o Arcebispo de Hong Kong, Cardeal Joseph Zen Ze-Kiun (2008); D. Thomas Menamparampil, Arcebispo de Guwahati, Índia (2009).

O próprio Joseph Ratzinger, ainda Cardeal foi responsável pelas meditações, no ano de 2005, poucos dias antes da morte do seu predecessor. Este ano, a Sexta-feira Santa coincide com o dia da morte de João Paulo II, há cinco anos.

(Fonte: site Agência Ecclesia)
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Canto Groriano

publicado por spedeus às 00:02

A liturgia deste último Domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se servo dos homens, deixou-se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste Domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste "servo" a figura de Jesus.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz revela-se o amor de Deus, esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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INTROITO DOMINGO DE RAMOS:

 

Domine, ne longe facias auxilium tuum a me, ad defensionem meam aspice : libera me de ore leonis, et a cornibus unicornium humilitatem meam (Ps 21, 20. 22). Deus, Deus meus, respice in me : quare me dereliquisti? Longe a salute mea verba delictorum meorum (Ps 21, 2).

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Este concerto é das mais notáveis interpretações de Mozart que já ouvi e vi, permito-me salientar na 2º parte do 1º Movimento do minuto 4:55 em diante toda a expressão de Mitsuko Uchida, que é bem reveladora da entrega total à peça.

 

 

A direcção de Sir Simon Rattle à frente da Orquestra Filarmónica de Berlim é sublime.

 

O Senhor foi perfeito na sua criação ao dotar-nos com dons que nos permitem usufruir, deliciar e manifestar-Lhe gratidão perante tanta beleza.

 

JPR

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27
Mar 10
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publicado por spedeus às 23:59

Face à situação grave e vergonhosa que a Igreja na Irlanda está a viver há já demasiados anos, Bento XVI tomou a decisão de dirigir aos católicos do país uma carta que pela sua coragem não tem precedentes: um documento evangélico para responder a um inaudito obscurecimento da luz do Evangelho, que o Papa quis publicar depois de se ter encontrado com os bispos irlandeses convocados em Roma. Declarando a sua profunda preocupação, Bento XVI afirma partilhar a perturbação, o assombro e a sensação de traição sentidos por muitos católicos por actos pecaminosos e criminosos e pelo modo como eles foram enfrentados pelas autoridades da Igreja no país.

A amargura e a severidade do texto papal evocam a carta, perdida, que o apóstolo Paulo recorda ter escrito aos Coríntios "com o coração contrito e com muitas lágrimas", não para aumentar a tristeza da sua comunidade mas para a sustentar com o seu amor. Assim o documento dirigido aos católicos da Irlanda foi escrito para não esconder o mal feito diante de Deus e diante dos homens e sobretudo para olhar em frente. Antes de tudo, porque a horrenda culpa dos abusos perpetrados contra menores seja reparada segundo a justiça e segundo o Evangelho.

Para fazer isto, os católicos irlandeses devem reconsiderar a sua grande e muitas vezes heróica história cristã, da qual nos últimos decénios a Igreja no país não soube ser digna, descuidando o património da tradição e confundindo a renovação querida pelo Vaticano ii. Em particular, não foi observado o direito canónico, que está ao serviço do Evangelho e da pessoa humana, com consequências desastrosas na admissão ao sacerdócio e na formação dos eclesiásticos, cobrindo por fim as faltas para evitar escândalos.

O diagnóstico lúcido e severo da carta é perfeitamente coerente com a obra quase tricenal do cardeal Ratzinger, resumido na sua exclamação durante a Via-Sacra a 25 de Março de 2005, poucos dias antes da morte de João Paulo II: "Quanta sujidade há na Igreja, e precisamente entre aqueles, no sacerdócio, que deveriam pertencer completamente a Ele!". E é coerente com quanto como Papa fez desde o dia da eleição, também para a Irlanda: já a 28 de Outubro de 2006 exortou os bispos do país a "estabelecer a verdade a respeito daquilo que aconteceu no passado, dar todos os passos que forem necessários para impedir que ele volte a ocorrer, assegurar que os princípios da justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, dar alívio às vítimas e a todas as pessoas que foram atingidas por estes crimes hediondos". A quem sofreu os abusos o Papa dirige "com humildade" palavras claras e comovedoras, declarando mais uma vez vergonha e remorso, consciente de que para algumas vítimas agora é "difícil até entrar numa igreja" mas garantindo-lhes que poderão ser curadas precisamente pelas feridas de Cristo. E aos jovens recomenda que mantenham o olhar fixo em Jesus, "porque ele nunca trairá a vossa confiança". Confiança traída pelo contrário pelos culpados, que deverão responder a Deus e aos tribunais. A eles, e aos bispos que procederam mal, a carta dirige expressões muito severas para contribuir para um processo, que será longo, de penitência e cura. Com o olhar dirigido para o único Senhor que pode renovar todas as coisas.

Giovanni Maria Vian - Director

(© L'Osservatore Romano - 27 de Março de 2010)
publicado por spedeus às 19:06

publicado por spedeus às 19:05

D. Manuel Clemente, Pacheco Pereira e Helena Matos falam de Bento XVI e da actual «encruzilhada cultural»

A visita de Bento XVI a Portugal ultrapassa as fronteiras da Igreja Católica e será também um acontecimento relevante do ponto de vista cultura e civilizacional.

A posição foi defendida esta Sexta-feira, em Fátima, numa mesa-redonda intitulada «Visita do Papa Ratzinger numa encruzilhada cultural», na qual participam José Pacheco Pereira, D. Manuel Clemente e Helena Matos, com moderação de José Tolentino Mendonça.

Este último, director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, lembrou que “encruzilhada cultural é um sintagma caro a Bento XVI” e que “a cultura é hoje um campo decisivo para o que é a missão da Igreja.

Toelntino Mendonça, padre e poeta, diz que este é um Papa que se faz ouvir “para lá dos limites da Igreja”.

Já Pacheco Pereira sublinhou a importância de Bento XVI enquanto intelectual europeu. Elogiando o actual Papa, o deputado e historiador disse que a Igreja “tem de ultrapassar” uma ideia de sobrevivência “assente em mecanismos defensivos de religiosidade popular”.

Sobre esta questão falou D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, para quem o caso de Fátima é um “enorme fenómeno” de religiosidade popular, “um dos maiores da Europa”.

Neste contexto, precisou que a visita papal é um acontecimento fundamentalmente “religioso”, que exige um tratamento diferente.

O prelado defendeu a necessidade de “intensificar o núcleo criativo do Cristianismo”, com consequências no campo das artes e da solidariedade.

Já a jornalista Helena Matos admitiu que, no seu percurso, teve de rever a ideia de que os homens da Igreja falavam só de Deus. Em política, acrescentou, ignorar Deus é um erro “imperdoável”.

“Os Estados podem prescindir de Deus, mas os povos sofrem mais”, assegurou.

Cerca de 175 pessoas participaram no seminário de preparação da visita do Papa, destinado a profissionais da Comunicação Social, iniciativa da Comissão de Comunicação Social da Comissão Organizadora da viagem de Bento XVI a Portugal (11 a 14 de Maio).

(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 17:00

publicado por spedeus às 13:06

Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo
Sermão 9, para o Dia de Ramos; PG 65, 772 (a patir da trad. Brésard, 2000 anos, ano C, p. 108)

«Bendito Aquele que vem, o nosso Rei»

O dia de hoje, meus bem-amados, é da maior importância. É um dia que nos solicita um grande desejo, uma pressa imensa, um alento vivo, para nos conduzir ao encontro do Rei dos Céus. Paulo, o mensageiro da Boa Nova, dizia-nos: «O Senhor está perto. Não vos inquieteis» (Fil 4, 5-6). [...]

Acendamos, pois, as lamparinas da fé; à semelhança das cinco virgens sensatas (Mt 25, 1ss.), enchamo-las do óleo da misericórdia para com os pobres; acolhamos a Cristo bem despertos, e cantemos-Lhe com as palmas da justiça na mão. Beijemo-Lo, derramando sobre Ele o perfume de Maria (Jo 12, 3). Oiçamos o cântico da ressurreição: que as nossas vozes se elevem, dignas da majestade divina, e brademos com o povo, soltando esse grito que se escapa das bocas da multidão: «Hossana nas alturas! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel». É razoável chamar-Lhe «Aquele que vem», porque Ele vem sem cessar, porque Ele nunca nos falta: «O Senhor está próximo de quantos O invocam em verdade» (Sl 144, 18). «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor».

O Rei manso e pacífico está à nossa porta. Aquele que tem o trono nos céus, acima dos querubins, senta-Se, cá em baixo, sobre uma burrinha. Preparemos a casa da nossa alma, limpemos as teias de aranha que são os mal-entendidos fraternos, que não haja em nós a poeira da maledicência. Difundamos às mãos-cheias a água do amor, e apaziguemos todas as feridas criadas pela animosidade; semeemos o vestíbulo dos nossos lábios com as flores da piedade. E soltemos então, na companhia do povo, esse grito que brota dos lábios da multidão: «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel».

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:01

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São Lucas 22,14-71.23,1-56

14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa com os Apóstolos e15 disse-lhes: «Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer,16 porque vos digo que não mais a comerei até que ela se cumpra no reino de Deus».17 Tendo tomado o cálice, deu graças, e disse: «Tomai e distribuí-o entre vós,18 porque vos declaro que não tornarei a beber do fruto da vide até que chegue o reino de Deus».19 Depois tomou um pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: «Isto é o Meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de Mim».20 Depois da ceia fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no Meu sangue, que é derramado por vós». 21 «Entretanto, eis que a mão de quem Me há-de entregar está à mesa comigo.22 Em verdade, o Filho do Homem vai, segundo o que está decretado, mas, ai daquele homem por quem será entregue!».23 Eles começaram a perguntar entre si qual deles seria o que haveria de fazer tal coisa. 24 Levantou-se também entre eles uma discussão sobre qual deles se devia considerar o maior.25 Jesus, porém, disse-lhes: «Os reis das nações dominam sobre elas, e os que têm autoridade sobre elas chamam-se benfeitores.26 Não seja assim entre vós, mas o que entre vós é o maior faça-se como o mais pequeno, e o que governa seja como o que serve.27 Porque, qual é maior, o que está à mesa, ou o que serve? Não é maior o que está sentado à mesa? Pois Eu estou no meio de vós como um que serve.28 Vós sois os que tendes permanecido comigo nas Minhas tribulações.29 Por isso Eu preparo o reino para vós, como Meu Pai o preparou para Mim,30 para que comais e bebais à Minha mesa, no Meu reino, e vos senteis sobre tronos a julgar as doze tribos de Israel.31 «Simão, Simão eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo;32 mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos».33 Pedro disse-Lhe: «Senhor, eu estou pronto a ir contigo para a prisão e para a morte». 34 Jesus, porém, disse-lhe: «Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo, sem que tu, por três vezes, tenhas negado que Me conheces». Depois disse-lhes:35 «Quando Eu vos mandei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa?».36 Eles responderam: «Nada». Disse-lhes pois: «Mas agora quem tem bolsa, tome-a, e também alforge, e quem não tem espada venda o seu manto e compre uma.37 Porque vos digo que é necessário que se cumpra em Mim isto que está escrito: “Foi posto entre os malfeitores”. Porque as coisas que Me dizem respeito estão perto do seu cumprimento».38 Eles responderam: «Senhor, eis aqui duas espadas». Jesus disse-lhes: «Basta». 39 Tendo saído foi, segundo o Seu costume, para o monte das Oliveiras. Seus discípulos seguiram-n'O.40 Quando chegou àquele lugar disse-lhes: «Orai, para não cairdes em tentação».41 Afastou-Se deles a distância de um tiro de pedra; e, posto de joelhos, orava,42 dizendo: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua».43 Então apareceu-Lhe um anjo do céu que O confortava. Entrando em agonia, orava mais intensamente.44 O Seu suor tornou-se como gotas de sangue que corriam até à terra.45 Tendo-Se levantado da oração e indo ter com os Seus discípulos, encontrou-os a dormir por causa da tristeza.46 Disse-lhes: «Porque dormis? Levantai-vos e orai para não cairdes em tentação».47 Estando Ele ainda a falar, eis que chega um tropel de gente. Aquele que se chamava Judas, um dos doze, vinha à frente. Aproximou-se de Jesus para O beijar.48 Jesus disse-lhe: «Judas, com um beijo entregas o Filho do Homem?».49 Os que estavam com Jesus, vendo o que ia acontecer, disseram-Lhe: «Senhor e se os feríssemos à espada?».50 E um deles feriu um servo do Sumo Sacerdote e cortou-lhe a orelha direita.51 Mas Jesus, tomando a palavra disse: «Deixai, basta». E tendo-lhe tocado na orelha curou-o.52 Disse depois Jesus aos príncipes dos sacerdotes, aos oficiais do templo e aos anciãos que tinham vindo contra Ele: «Viestes armados de espadas e varapaus como contra um ladrão.53 Quando Eu estava todos os dias convosco no templo nunca estendestes a mão contra Mim; porém, esta é a vossa hora e a do poder das trevas». 54 Prendendo-O, e levaram-n'O a casa do Sumo Sacerdote. Pedro seguia-O de longe.55 Tendo eles acendido fogo no meio do pátio e, sentando-se em roda, estava também Pedro sentado no meio deles.56 Uma criada, vendo-o sentado ao lume e fixando-o bem, disse: «Este estava também com Ele».57 Mas Pedro negou, dizendo: «Mulher, não O conheço».58 Daí a pouco, vendo-o outro, disse-lhe: «Tu também és um deles». Pedro disse: «Ó homem, não sou».59 Passado o intervalo de quase uma hora, um outro dizia com insistência: «Certamente que este também estava com Ele, pois é galileu».60 Pedro respondeu: «Ó homem, não sei o que dizes». Imediatamente, quando ele ainda falava, o galo cantou;61 e, tendo-Se voltado, o Senhor olhou para Pedro. Pedro então lembrou-se das palavras que lhe tinham sido ditas pelo Senhor: «Antes que o galo cante, Me negarás três vezes».62 E, saindo para fora, chorou amargamente. 63 Entretanto os homens que guardavam Jesus, escarneciam d'Ele, batendo-Lhe.64 Vendaram-Lhe os olhos e interrogavam-n'O: «Adivinha, quem é que Te bateu?».65 E proferiam muitas outras injúrias contra Ele. 66 Quando foi dia, juntaram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas. Levaram-n'O ao seu tribunal e disseram-Lhe: «Se Tu és o Cristo, declara-o».67 Ele respondeu-lhes: «Se Eu vo-lo disser não Me acreditareis;68 também se vos fizer qualquer pergunta, não Me respondereis.69 Mas, doravante o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus».70 Então disseram todos: «Logo Tu és o Filho de Deus?». Ele respondeu: «Vós o dizeis, Eu sou».71 Então eles disseram: «Que necessidade temos ainda de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da Sua boca!». 1 Levantando-se toda a multidão, levaram-n'O a Pilatos.2 Começaram a acusá-l'O, dizendo: «Encontrámos este homem sublevando a nossa nação, proibindo dar tributo a César e dizendo que é o Messias».3 Pilatos interrogou-O: «Tu és o rei dos judeus?». Ele, respondendo, disse: «Tu o dizes».4 Então Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: «Não encontro neste homem crime algum».5 Porém, eles insistiam cada vez mais, dizendo: «Ele subleva o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui!».6 Pilatos, ouvindo falar da Galileia, perguntou se aquele homem era galileu.7 Quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que, naqueles dias, se encontrava também em Jerusalém.8 Herodes, ao ver Jesus, ficou muito contente porque havia muito tempo tinha desejo de O ver, por ter ouvido d'Ele muitas coisas, e esperava vê-l'O fazer algum milagre.9 Fez-Lhe muitas perguntas. Mas Ele nada respondeu.10 Estavam presentes os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-O com grande insistência.11 Herodes com os seus guardas desprezou-O, fez escárnio d'Ele, mandando-O vestir com uma túnica branca, e remeteu-O a Pilatos.12 Naquele dia ficaram amigos Herodes e Pilatos, porque antes eram inimigos um do outro. 13 Pilatos, tendo chamado os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo,14 disse-lhes: «Vós apresentastes-me este homem como amotinador do povo; ora, interrogando-O eu diante de vós, não encontrei n'Ele nenhuma culpa daquelas de que O acusais.15 Nem Herodes tão-pouco, porque no-l'O remeteu. Nada fez que mereça a morte.16 Por isso soltá-l'O-ei depois de castigado». 17 Omitido pela NeoVulgata18 Mas todo o povo exclamou a uma voz, dizendo: «Faz morrer Este e solta-nos Barrabás»;19 o qual tinha sido preso por causa de uma sedição levantada na cidade, e por homicídio.20 Pilatos, que desejava livrar Jesus, falou-lhes de novo.21 Eles, porém, tornaram a gritar: «Crucifica-O, Crucifica-O!».22 Ele disse-lhes pela terceira vez: «Mas, que mal fez Ele? Não encontro n'Ele causa alguma de morte; castigá-l'O-ei, pois, e O soltarei».23 Eles, porém, insistiam em altos gritos que fosse crucificado; e os seus gritos iam crescendo. 24 Então Pilatos decretou que se executasse o que eles pediam.25 Soltou-lhes aquele que tinha sido preso por causa de sedição e homicídio, como eles reclamavam, e entregou Jesus ao arbítrio deles. 26 Quando O levavam, agarraram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo; e puseram a cruz sobre ele, para que a levasse atrás de Jesus.27 Seguia-O uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e O lamentavam.28 Porém Jesus, voltando-Se para elas, disse: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, mas chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos.29 Porque eis que virá tempo em que se dirá: “Ditosas as estéreis e os seios que não geraram e os peitos que não amamentaram!”.30 Então começarão os homens a dizer aos montes: “Caí sobre nós” e às colinas: “Cobri-nos”.31 Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?».32 Eram também levados com Jesus outros dois, que eram malfeitores, para seremmortos. 33 Quando chegaram ao lugar que se chama Calvário, ali O crucificaram a Ele e aos ladrões, um à direita e outro à esquerda.34 Jesus dizia: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem». Dividindo os Seus vestidos, sortearam-nos.35 O povo estava a observar. Os príncipes dos sacerdotes com o povo O escarneciam, dizendo: «Salvou os outros, salve-Se a Si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus».36 Também O insultavam os soldados que, aproximando-se d'Ele e oferecendo-Lhe vinagre,37 diziam: «Se és o rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo!».38 Estava também por cima da Sua cabeça uma inscrição: «Este é o Rei dos Judeus». 39 Um daqueles ladrões que estavam suspensos da cruz, blasfemava contra Ele, dizendo: «Se és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo e a nós».40 O outro, porém, tomando a palavra, repreendia-o, dizendo: «Nem tu temes a Deus, estando no mesmo suplício?41 Quanto a nós fez-se justiça, porque recebemos o castigo que mereciam as nossas acções, mas Este não fez nenhum mal».42 E dizia a Jesus: «Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino».43 Jesus disse-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso». 44 Era então quase a hora sexta, e toda a terra ficou coberta de trevas até à hora nona;45 escureceu-se o sol e rasgou-se pelo meio o véu do templo. 46 Jesus, exclamando em alta voz, disse: «Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito». Dizendo isto, expirou. 47 O centurião, vendo o que tinha acontecido, glorificou a Deus, dizendo: «Na verdade este homem era justo!».48 E toda a multidão que assistiu a este espectáculo, e viu o que sucedera, retirava-se batendo no peito.49 Todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que O tinham seguido desde a Galileia, se mantinham à distância observando estas coisas. 50 Então um homem, chamado José, que era membro do Sinédrio, varão bom e justo,51 que não tinha concordado com a determinação dos outros, nem com os seus actos, oriundo de Arimateia, cidade da Judeia, que também esperava o reino de Deus,52 foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.53 Tendo-O descido da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro aberto na rocha, no qual ainda ninguém tinha sido sepultado.54 Era o dia da Preparação e o sábado ia começar.55 Ora as mulheres, que tinham vindo da Galileia com Jesus, acompanharam José, e observaram o sepulcro e o modo como o corpo de Jesus fora nele depositado.56 Voltando, prepararam perfumes e unguentos. No sábado, observaram o descanso, segundo a Lei.
publicado por spedeus às 12:00

É Quinta-feira Santa, véspera das suas bodas de ouro sacerdotais. Mal havia iniciado um tempo de meditação começa orar em voz alta: “Adauge nobis fidem! Aumenta-nos a fé!, estava eu a dizer ao Senhor. Quer que eu lhe peça isto: que nos aumente a fé. Amanhã não vos direi nada; e agora nem sei o que vos vou dizer... Que me ajudeis a dar graças a Deus Nosso Senhor por este cúmulo imenso, enorme, de favores, de providência, de carinho... de pancadas! Que também são carinho e providência (...). Passados cinquenta anos, estou aqui como uma criança que balbucia: estou a começar, a recomeçar, como na minha luta interior de cada dia. E assim até ao fim dos dias que me restam: sempre a recomeçar. O Senhor assim o quer”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 11:59

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O Observador Permanente da Santa Sé junto da ONU em Genebra, Arcebispo Silvano Tomasi, na sua intervenção na 13ª sessão do conselho de Direitos humanos sobre racismo, xenofobia e qualquer forma de intolerância, explicou que proteger a liberdade religiosa dos direitos humanos constitui uma parte fundamental na promoção dos direitos humanos.

Durante a sua intervenção desta semana, o Prelado referiu-se às constantes situações que ridicularizam a religião, suas personalidades e símbolos, assim como a generalizada percepção negativa da Igreja no âmbito público danificam a paz coexistente e ferem os sentimentos de muitos segmentos da família humana”.

Seguidamente indicou que o amparo da liberdade religiosa é parte dos Direitos humanos já que “os valores religiosos ajudam a orientar as pessoas ao que é certo e real”, D. Tomasi comentou que “como os sistemas religiosos são tão distintos e em alguns casos contraditórios, o respeito deverá nasce de uma fundação universal que é a pessoa humana”.

Por isso, prosseguiu o Prelado, “a legislação pertinente para o amparo religioso deverá estar orientada a obter o bem comum apoiada em valores, regras e princípios da natureza humana e que não esteja reflectida em uma religião específica.”

O Arcebispo continuou afirmando que “o estado não pode fazer o papel de árbitro num conflito religioso, decidindo sobre doutrinas religiosas: seria a negação da liberdade religiosa”.

O prelado assegurou que “um bom caminho para a paz coexistencial é a melhor atitude entre as religiões e culturas; isto pode obter-se mediante um melhorado diálogo entre as diferentes crenças, a sincera promoção do direito à liberdade religiosa em todos seus aspectos, e a franca e aberta discussão entre os representantes dos distintos sistemas religiosos”.

Para concluir, D. Tomasi apelou a todos os membros da ONU a transformarem os desafortunados incidentes de intolerância religiosa, numa oportunidade para um novo compromisso ao diálogo e reafirmar o direito e valor de pertencer a uma comunidade de fé.

(Fonte ‘ACI Digital’ com edição e adaptação de JPR)
publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Estais lembrados do conto do cigano que foi confessar-se? Não passa de um conto, de uma historieta jocosa, porque da confissão não se fala nunca, além de que eu estimo muito os ciganos. Pobrezinho! Estava verdadeiramente arrependido: Padre, acuso-me de ter roubado uma corda... - pouca coisa, não é verdade? - e detrás havia uma mula, e detrás outra corda... e outra mula... E assim até vinte. Meus filhos, o mesmo se passa no nosso comportamento: mal nos concedemos a corda, vem o resto, vem uma arreata de más inclinações, de misérias que aviltam e envergonham.
(S. JOSEMARIA, Amigos de Deus, 15)

COMENTÁRIO:

“Não disse isto por si mesmo; mas, como era Sumo-sacerdote naquele ano, profetizou” quer-me parecer que, na verdade não existiu uma decisão concertada entre os judeus, de dar a morte a Jesus. Por inspiração divina – profetizou – o Sumo-sacerdote, limitou-se a indicar o que iria a acontecer. A esta luz, compreende-se que a Igreja, nomeadamente na pessoa de João Paulo II, tenha pedido desculpa aos judeus por tantos séculos de julgamento da humanidade como os “assassinos” de Cristo. Eles terão sido os instrumentos mas não os verdadeiros culpados, talvez por isso, Jesus pediu ao Pai que lhes perdoasse porque não “sabiam o que faziam”. O drama da Paixão do Senhor com a qual nos redimiu e, definitivamente, salvou, tem muito ainda por revelar, não obstante os dois milénios que já passaram, sempre se encontram coisas novas, ou melhor, se vê e entende de outra forma, aquilo que durante tanto tempo pareceu evidente. (AMA, comentário a Jo 11, 45-57, 2009.04.04)

TEMA: Política e serviço

Uma política para a pessoa e para a sociedade encontra o seu critério básico na consecução do bem comum como bem de todos os homens e de todo o homem.
Além disso, uma politica para a pessoa e para a sociedade encontra o seu rumo constante na promoção e defesa da justiça, entendida como «virtude» na qual todos devem ser educados, e como «força» moral que sustenta o empenho em favorecer os direitos e deveres de cada um sobre a base da dignidade pessoal do ser humano.
No exercício do poder político é fundamental aquele espírito de serviço que, unido à necessária competência e eficiência, é o único capaz de tornar «transparente» ou «limpa» a actividade dos homens políticos, como justamente, além do mais, as pessoas exigem. Isto urge a uma luta aberta contra algumas tentações, e a sua decidia superação, como recurso à deslealdade e à mentira, o desbaratar da fazenda pública para que redunde em proveito de uns poucos e com intenção de criar uma massa de gente dependente, o uso de meios equívocos ou ilícitos para conquistar, manter e aumentar o poder a qualquer preço. (JOÃO PAULO II, Exortação Apostólica Christifideles Laici, 30.12.1988, nr. 42)

Doutrina: Vida humana (Evangelium Vitae 21)

É sobretudo o problema da dor, o que mais pressiona a fé e a põe à prova. Como não identificar o gemido universal do homem na meditação do Livro de Job? O inocente esmagado pelo sofrimento é compreensivelmente levado a interrogar-se: «Por que razão foi concedida a luz ao infeliz, e a vida àquele cuja alma está desconsolada, os quais esperam a morte sem que ela venha e a procuram com mais ardor que um tesouro?». Mas, mesmo na escuridão mais densa, a fé encaminha para o reconhecimento confiante e adorador do «mistério»: «Sei que podes tudo e que nada Te é impossível». (JOÃO PAULO II, Evangelium vitae, 31)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo e Doutor da Igreja
Comentário sobre a Carta aos Romanos, 15, 7 (a partir da trad. Breviário)

«Para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos»

Está escrito: «Nós, que somos muitos, constituímos um só corpo em Cristo» (Rom 12, 5), porque Cristo nos congrega na unidade, pelos laços do amor: «Ele que, de dois povos, fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, anulando pela Sua carne a Lei, os preceitos e as prescrições» (Ef 2, 14-15). Temos, pois, de ter os mesmos sentimentos recíprocos: «Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele» (1Cor 12, 26). Por isso, prossegue São Paulo, «acolhei-vos uns aos outros, como Cristo também vos acolheu, para glória de Deus» (Rom 15, 7). Acolhamo-nos uns aos outros, se queremos ter os mesmos sentimentos, «suportando-nos uns aos outros com caridade, solícitos em conservar a unidade de espírito, mediante o vículo da paz» (Ef 4, 2-3) Foi assim que Deus nos acolheu em Cristo, que disse: «Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho único» (Jo 3, 16). Com efeito, o Filho foi dado em resgate pela vida de todos nós, e nós fomos libertados da morte, resgatados da morte e do pecado.

São Paulo esclarece as perspectivas deste plano de salvação quando afirma que «Cristo Se fez servidor dos circuncisos, a fim de mostrar a veracidade de Deus» (Rom 15, 8). Porque Deus tinha prometido aos patriarcas, pais dos judeus, que abençoaria a sua descendência, que seria tão numerosa como as estrelas do céu. Foi por isso que o Verbo, que é Deus, Se manifestou na carne e Se fez homem. Ele mantém na existência toda a criação e assegura o bem de tudo quanto existe, pois é Deus. Mas veio a este mundo e encarnou, «não para ser servido, mas», como Ele próprio afirmou, «para servir e dar a vida em resgate pela multidão» (Mc 10, 45).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São João 11,45-56

45 Então, muitos dos judeus que tinham ido visitar Maria e Marta, vendo o que Jesus fizera, acreditaram n'Ele.46 Porém, alguns deles foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. 47 Os pontífices e os fariseus reuniram-se então em conselho e disseram: «Que fazemos, já que Este homem faz muitos milagres?48 Se O deixamos proceder assim, todos acreditarão n'Ele; e virão os romanos e destruirão a nossa cidade e a nossa nação!».49 Mas um deles, chamado Caifás, que era o Sumo Sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada,50 nem considerais que vos convém que morra um homem pelo povo e que não pereça toda a nação!».51 Ora ele não disse isto por si mesmo, mas, como era Sumo Sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação,52 e não somente pela nação, mas também para unir num só corpo os filhos de Deus dispersos.53 Desde aquele dia tomaram a resolução de O matar. 54 Jesus, pois, já não andava em público entre os judeus, mas retirou-Se para uma terra vizinha do deserto, para a cidade chamada Efraim e lá esteve com os Seus discípulos.55 Estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da Páscoa para se purificarem.56 Procuravam Jesus e diziam uns para os outros, estando no templo: «Que vos parece, não virá Ele à festa?».
publicado por spedeus às 00:00

26
Mar 10
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O Cristianismo não é um conjunto de regras nem uma moral: é um acontecimento! É a experiência de Jesus Cristo, que nos ama pessoalmente – jovens ou velhos, pobres ou ricos – e ama-nos mesmo quando lhe voltamos as costas.

Esta é a experiência que muita gente em todo o mundo pode testemunhar. A começar por gerações e gerações de jovens que viveram a experiência das Jornadas Mundiais da Juventude.

Foi há 25 anos que João Paulo II inventou estes encontros de jovens ao nível mundial. A iniciativa assinala-se no próximo domingo e Bento XVI acaba de escrever uma mensagem sobre o assunto, onde nos recorda o essencial, a partir destas perguntas:

- será que estou satisfeito com a minha vida ou falta-me qualquer coisa?
- o que devo fazer para a minha vida não ser medíocre?

O futuro está nas mãos de quem arrisca enfrentar estas perguntas, diz o Papa. O futuro está nas mãos de quem sabe procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança.

Uma mensagem para jovens e não só!

Aura Miguel

(Fonte: site Rádio Renascença)
publicado por spedeus às 13:28

 

Vídeos em espanhol
Deus tem um projecto para cada um de nós. Não devemos viver a vida para nós mesmos, mas como um dom. Este em síntese o dialogo instaurado pelo Papa Bento XVI nesta quinta feira à noite com os cerca de 75 mil jovens congregados da Praça de São Pedro em vista do dia mundial da juventude que este ano se celebra a nível diocesano no Domingo de Ramos, mas também por ocasião dos 25 anos da JMJ ( jornada mundial da juventude) celebrada pela primeira vez em Roma em 1983 e convocada por João Paulo II.

Respondendo a uma jovem que lhe perguntara como é que se faz hoje em dia, em tempos tão precários, a ter a percepção da vida eterna, Bento XVI respondeu que ninguém a pode imaginar, porque está fora da nossa experiencia, mas podemos começar a compreender o que é, vivendo a vida em profundidade. Não estragar a vida, não vivê-la para nós mesmos. Viver a vida verdadeiramente na sua riqueza e totalidade .

Depois é necessário responder aos mandamentos que nos convidam a amar a Deus e o próximo como nós mesmos.

Assim sabemos que a vida nunca é um por caso. Devemos pensar “eu sou amado, são necessário, Deus tem um projecto para mim na totalidade da historia.

Um projecto que, qualquer que seja o seu desenvolvimento, exige renuncias, difíceis de aceitar, sublinhou um outro jovem dirigindo-se ao Papa.

Em cada desporto, profissão, expressão artística - prosseguiu Bento XVI - a arte de ser homem exige renuncias, e renuncias verdadeiras, que nos ajudem a não cair no abismo da droga, do álcool, da escravidão da sexualidade e do dinheiro, na preguiça.

Num primeiro momento, parecem acções de liberdade, mas pelo contrário – conclui o Santo Padre - são o inicio da escravidão, cada vez mais insuperáveis. Caminhar em frente em direcção ao bem cria a verdadeira liberdade e torna preciosa a vida.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 09:05

“A vida cristã deve ser vida de oração constante, procurando nós estar na presença do Senhor da manhã até à noite e da noite até à manhã. O cristão nunca é um homem solitário, posto que vive numa conversa contínua com Deus, que está junto de nós e nos céus”, diz nesta data numa homilia que, depois,

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 08:46

A “malícia” em sentido próprio consiste, para Tomás de Aquino, na revolta voluntária contra Deus, no ódio a Deus; uma posição verdadeiramente absurda, unicamente possível quando a tibieza, o não contra o amor de Deus, se transformou até um centro duma existência. Aqui se vê que a “preguiça” (falsa humildade) e o orgulho se encontram»

(“Olhar para Cristo” – Joseph Ratzinger)
publicado por spedeus às 00:05

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É necessário propor um humanismo novo, fundado no Evangelho de Jesus também na sociedade actual multiétnica que cada vez mais experimenta formas de solidão e de indiferença preocupantes. O pedido foi feito pelo Papa na Mensagem para o próximo dia mundial das missões que se celebra em Outubro.

Os cristãos – afirma o papa – devem aprender a oferecer sinais de esperança e a tornar-se irmãos universais, cultivando os grande ideais que transformam a historia e, sem falsas ilusões ou medos inúteis, empenhar-se a tornar o planeta a casa de todos os povos.

Os homens do nosso tempo, talvez nem sempre conscientes disso, pedem aos crentes não só que falem de Jesus, mas que façam ver Jesus, que façam resplandecer o Rosto do Redentor em cada ângulo da terra perante as gerações do novo milénio e especialmente diante dos jovens de cada continente, destinatários privilegiados e sujeitos do anuncio evangélico - sublinha Bento XVI.

Estas considerações recordam o mandato missionário que não se pode realizar de maneira credível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral.

De facto a consciência da chamada a anunciar o Evangelho estimula não só cada um dos fiéis, mas todas as comunidades diocesanas e paroquiais a uma renovação integral e a abrir-se cada vez mais á cooperação missionaria entre as igrejas para promover o anuncio do Evangelho no coração de cada pessoa, de cada povo, cultura, raça, nacionalidade, em todas as latitudes.

Estas consciência alimenta-se através da obra de sacerdotes fidei donum, de consagrados, de catequistas, de leigos missionários, numa procura constante de promoção da comunhão eclesial, de maneira que também o fenómeno de interculturalidade possa integrar-se num modelo de unidade, no qual o Evangelho seja fermento de liberdade e de progresso, fonte de fraternidade, de humildade e de paz.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 00:04

 

Meditação

publicado por spedeus às 00:02

Escreves-me que te chegaste, por fim, ao confessionário, e que experimentaste a humilhação de ter que abrir a cloaca da tua vida - assim dizes tu - diante de “um homem”. - Quando arrancarás essa vã estima que sentes por ti mesmo? Então irás à confissão feliz de te mostrardes como és, diante “desse homem” ungido - outro Cristo, o próprio Cristo! -, que te dá a absolvição, o perdão de Deus.
(S. JOSEMARIA, Sulco, 45)

MEDITAÇÃO:

A importância do papel que João desempenhou na Redenção fica manifesta nesta passagem do Evangelho. O que disse de Jesus foi fundamental para que muitos acreditassem nele.
Falar de Jesus, é essa a missão do Cristão, a minha missão. Quantos estarão à espera de uma palavra minha sobre a figura incomparável do Mestre para, também eles, acreditarem nele? Que eu me decida – agora, hoje – a desempenhar esse papel que me foi confiado no meu Baptismo. (AMA, Meditação sobre Jo 10, 31-42)

TEMA: Padecimentos de Cristo

Ele experimentou todos os sofrimentos físicos e morais pois padeceu dos gentios e pelos judeus, dos homens e das mulheres, como se vê nas serviçais que acusaram São Pedro. Padeceu também dos príncipes e dos seus ministros, e da plebe... Padeceu dos parentes e conhecidos, pois sofreu por causa de Judas, que O atraiçoou, e de Pedro, que o negou. Por outro lado, padeceu quanto o homem pode padecer. Pois Cristo padeceu dos amigos, que O abandonaram; padeceu na fama, pelas blasfémias proferidas contra Ele; padeceu no respeito e na honra, pelos sarcasmos e troças que Lhe infligiram; nos bens, pois foi despojado até dos vestidos; na alma, pela tristeza, o tédio e o temor; no corpo, pelas feridas e os açoites. (S. Tomás DE AQUINO, Suma Teológica, 3, q. 46 a. 5)

Doutrina: Vida humana (Evangelium Vitae 20)

Este é o momento em que o Povo de Deus, e nele cada um dos crentes, é chamado a professar, com humildade e coragem, a própria fé em Jesus Cristo, «o Verbo da vida». O Evangelho da vida não é uma simples reflexão, mesmo se original e profunda, sobre a vida humana; nem é apenas um preceito destinado a sensibilizar a consciência e provocar mudanças significativas na sociedade; tampouco é a ilusória promessa de um futuro melhor. O Evangelho da vida é uma realidade concreta e pessoal, porque consiste no anúncio da própria pessoa de Jesus. Ao apóstolo Tomé, e nele a cada homem, Jesus apresenta-Se com estas palavras: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida». A mesma identidade foi referida a Marta, irmã de Lázaro: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá jamais». Jesus é o Filho que, desde toda a eternidade, recebe a vida do Pai e veio estar com os homens, para os tornar participantes deste dom: «Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância». (JOÃO PAULO II, Evangelium vitae, 29 b)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

São Bernardo (1091-1153), Monge cisterciense e Doutor da Igreja
Sermões diversos, n° 22, 5-6 (a partir da trad. de Brésard, 2000 ans, p. 104 rev)

«Mostrei-vos muitas obras boas da parte do Pai; por qual dessas obras Me quereis apedrejar?»

Deves toda a tua vida a Cristo Jesus, visto que Ele deu a Sua vida pela tua e suportou amargos tormentos para que tu não tivesses que suportar os tormentos eternos. [...] Quão doces te hão-de parecer todas as coisas, depois de teres compreendido no teu coração todas as amarguras do teu Senhor! [...] Tanto quanto os céus estão acima da terra (Is 55, 9), assim a Sua vida é mais alta do que a nossa vida e, no entanto, foi dada pela nossa. Tal como o nada não pode ser comparado a nenhuma outra coisa, assim a nossa vida não é proporcional à Sua [...].

Quando eu Lhe tiver consagrado tudo o que sou, tudo o que posso, isso será como uma estrela comparada com o sol, uma gota de água com o rio, uma pedra com uma torre, um grão de areia com uma montanha. Tenho apenas duas pequenas coisas, realmente mínimas: o meu corpo e a minha alma, ou antes, uma única coisinha: a minha vontade. E não a daria eu Àquele que proveu de tantos benefícios um ser tão pequeno como eu, Àquele que, dando-Se completamente, me resgatou inteiramente? Além disso, se guardo para mim a minha vontade, com que cara, com que olhos, com que espírito, com que consciência me poderei refugiar junto do coração, da misericórdia do nosso Deus? Ousaria eu atravessar essa muralha tão forte que guarda Israel, e fazer correr, pelo preço do meu resgate, não apenas umas gotas, mas os jorros de sangue que saem das cinco chagas do Seu corpo?

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São João 10,31-42

31 Os judeus, então, pegaram em pedras para O apedrejarem.32 Jesus disse-lhes: «Tenho-vos mostrado muitas obras boas que fiz por virtude de Meu Pai; por qual destas obras Me apedrejais?».33 Os judeus responderam-Lhe: «Não é por causa de nenhuma obra boa que Te apedrejamos, mas pela blasfémia, porque sendo homem, Te fazes Deus».34 Jesus respondeu-lhes: «Não está escrito na vossa Lei: “Eu disse: Vós sois deuses”?35 Se ela chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada,36 a Mim, a Quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Tu blasfemas!, por Eu ter dito: Sou Filho de Deus?37 Se Eu não faço as obras de Meu Pai, não Me acrediteis;38 mas se as faço, mesmo que não queirais crer em Mim, crede nas Minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em Mim, e Eu no Pai». 39 Então os judeus procuravam novamente prendê-l'O, mas Ele escapou-Se das suas mãos.40 Retirou-Se novamente para o outro lado do Jordão, para o lugar em que João tinha começado a baptizar; e ficou lá.41 Foram muitos ter com Ele e diziam: «João não fez nenhum milagre,42 mas tudo o que disse d'Este era verdade». E muitos acreditaram n'Ele.
publicado por spedeus às 00:00

25
Mar 10
O Spe Deus, doravante não publicará rigorosamente mais nada sobre quaisquer casos de pedofilia na Igreja.

Seja porque o tema já foi clara e inequivocamente tratado pelo Santo Padre em diversas ocasiões, sendo a última a Carta Apostólica que dirigiu aos irlandeses, seja porque é notório, que o tema se tornou numa arma de arremesso imunda e sem escrúpulos contra a Igreja Católica no seu todo.

Um conhecidíssimo diário nova-iorquino e igualmente famoso pelas suas visões totalmente farisaicas, sim, como os fariseus que tanto atacaram o Senhor , chafurda agora em eventos que ocorreram há mais de trinta anos, é chegada a hora, de não dar cobertura à descabelada campanha contra a Igreja Católica e o seu Pastor, o nosso queridíssimo Papa Bento.

“Enough is enough”

JPR
publicado por spedeus às 16:04

«Quem deixa entrar Cristo não perde nada, absolutamente nada daquilo que torna a vida, bela e grande. Não! Só esta grande amizade nos abre plenamente as portas da vida. Só nela se revelam verdadeiramente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta.»

Bento XVI - Homilia da Missa Inaugural do Pontificado - 24.Abr.05

(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, nº 4, Lucerna 2006)
publicado por spedeus às 15:44

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Textos importantíssimos, até agora só disponíveis em forma impressa, nas bibliotecas, passam a estar acessíveis online no site oficial da Santa Sé, na Secção “Textos fundamentais”. (aceda AQUI)

Trata-se das colecções completas da Acta Sanctae Sedis (ASS) e da Acta Apostolicae Sedis (AAS), ou seja, os textos oficiais da Santa Sé, desde 1865 até 2007, em formato pdf.

Para além das Actas do Concílio Vaticano II – oficialmente intituladas Acta Synodalia Sacrosancti Concilii Oecumenici Vaticani II – nada menos de 50 volumes, também estes em formato pdf.

Finalmente, a colecção dos 12 volumes dos Actes et Documents du Saint-Siège relatifs à la Seconde Guerre Mondiale, publicados a partir de 1965, por vontade de Paulo VI, preparados por uma equipa especializada de quatro historiadores jesuítas. A digitalização desta colecção, também esta em formato pdf, foi assegurada e oferecida pela Fundação Pave the Way.

Trata-se de uma mina documental de inestimável valor, agora gratuitamente colocada à disposição de todos os estudiosos e das pessoas interessadas. Um grande contributo para a investigação e informação sobre a Santa Sé, sua história e actividade, em particular no período da II Guerra Mundial, e para o estudo aprofundado do Concílio Vaticano II.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 15:06

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Hoje iniciam-se as celebrações dos 25 anos dos Dias Mundiais da Juventude (JMJ). O evento é uma criação de João Paulo II, que, há um quarto de século, reúne gerações de jovens do mundo inteiro para uma experiência de peregrinação, fé e partilha, ao redor do Santo Padre, em diferentes lugares do mundo.

Precisamente para recordar aquela efeméride , o Papa Bento XVI encontrará na Praça de São Pedro, aqui em Roma a juventude num evento festivo com música, oração, testemunhos e um momento de diálogo com o pontífice.

São esperados cerca de 70 mil jovens especialmente vindos da cidade de Roma e da Região do Lazio, na Itália, mas também uma delegação representativa de jovens do mundo inteiro reunidos em Rocca di Papa para o Fórum Internacional da Juventude.

Durante o evento, que será transmitido directamente pela Rádio Vaticano, a partir das 19h20, hora de Roma, Bento XVI responderá a perguntas formuladas por três jovens, em sintonia com o tema central do encontro tirado do Evangelho de Marcos: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?”.

A primeira convocação de jovens que deu origem ao Dia Mundial da Juventude foi realizada em 1985 na cidade de Roma. A próxima edição internacional terá lugar em Madrid, Espanha em Agosto de 2011.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:19

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A Santa Sé divulgou esta Quinta-feira o programa definitivo da viagem “oficial e apostólica” do Papa a Portugal, que irá decorrer entre 11 e 14 de Maio.
Bento XVI desloca-se a Portugal “para assinalar o décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto”.

O Santo Padre XVI terá encontros com as autoridades portuguesas, com os responsáveis da Igreja Católica em Portugal e celebra três missas ao ar livre em Lisboa, Fátima e Porto.

Em relação ao anterior programa, a versão definitiva, divulgada nesta Quinta-feira, Solenidade da Anunciação do Senhor, acrescenta as referências aos discursos a proferir por Bento XVI e indica que na Missa em Lisboa será dirigida uma Mensagem a propósito dos 50 anos do Santuário de Cristo Rei de Almada.

Refere ainda que em Fátima o Papa vai também dirigir uma saudação aos peregrinos.

O Papa vai proferir sete discursos: à chegada e à partida (11 e 14 de Maio); no Encontro com o Mundo da Cultura (12); na celebração das Vésperas e na Bênção das Velas em Fátima (ambas no dia 12) e nos encontros do dia 13 com os agentes da Pastoral Social e com os Bispos, igualmente em Fátima.

Programa

11 DE MAIO, TERÇA-FEIRA
Roma (Itália)
08h50 – Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino para Lisboa
Lisboa
11h00 – Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, Lisboa
Acolhimento oficial. Discurso do Santo Padre
12h45 – Cerimónia de boas-vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13h30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém
18h15 –Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50.º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada

12 DE MAIO, QUARTA-FEIRA
07h30 – Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica
10h00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém. Discurso do Santo Padre
12h00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica
15h45 – Despedida da Nunciatura Apostólica
16h40 – Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima
Fátima
17h10 – Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima
17h30 – Visita à Capelinha das Aparições. Oração do Santo Padre
18h00 – Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da Santíssima Trindade. Discurso do Santo Padre
21h30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições. Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário

13 DE MAIO, QUINTA-FEIRA
10h00 – Missa na esplanada do Santuário de Fátima. Homilia do Santo Padre.
Saudações
13h00 – Almoço com os Bispos de Portugal e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo
17h00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade. Discurso do Santo Padre
18h45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo. Discurso do Santo Padre

14 DE MAIO, SEXTA-FEIRA
08h00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
08h40 – Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto
Gaia
09h30 – Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar
Porto
10h15 – Santa Missa na Avenida dos Aliados. Homilia do Santo Padre
13h30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto. Discurso do Santo Padre
14h00 – Partida de avião do Porto para Roma
Roma (Itália)
18h00 – Chegada ao Aeroporto de Ciampino

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:03

Festa da Anunciação do Senhor. “Como nos encanta o episódio da Anunciação! Maria (quantas vezes o meditámos!) está recolhida em oração...; põe os seus cinco sentidos e todas as suas potências em diálogo com Deus... Na oração conhece a Vontade divina; e com a oração torna-a vida da sua vida. Não te esqueças do exemplo da Virgem!”, escreve num ponto de Sulco.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 04:58

«O homem tem medo de ficar a sós consigo mesmo, perde o seu centro, torna-se um vagabundo intelectual que está sempre fora de si mesmo».

(“Olhar para Cristo” - Joseph Ratzinger)
publicado por spedeus às 00:06

 

Vídeo em espanhol

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452292927488860514" />Ao concluir a Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI abençoou na Praça de São Pedro uma imagem da Virgem do Carmo que deu de presente ao povo do Chile, para "que os acompanhe nestes momentos de dificuldade depois do recente terramoto sofrido".

Falando em espanhol, o Santo Padre saudou "em particular o Cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa e o Presidente da Conferência Episcopal do Chile, D. Alejandro Goic Karmelic, com a delegação vinda para receber uma imagem da Virgem do Carmo, que abençoarei como sinal de afecto aos filhos desse país, que celebra seu bicentenário, e os acompanhará nestes momentos de dificuldade depois do recente terramoto sofrido".

Ao final da audiência, o Papa saudou todas as delegações e terminou com o grupo vindo do Chile, para o qual dedicou um tempo especial, já que se deteve a olhar a imagem da Virgem do Carmo e o livro do Evangelho do Chile que contém um versículo escrito por ele mesmo: Marcos 1,1, "Começo da Boa Notícia de Jesus, Messias, Filho de Deus".

Uma nota da Conferência Episcopal do Chile explica que "a imagem Missionária da Virgem do Carmo que o Santo Padre deu de presente esta quarta-feira à Igreja e ao Povo do Chile com ocasião do Bicentenário, peregrinará pelo país junto aos exemplares oficiais do Evangelho do Chile, obra já concluída na qual participaram mais de nove mil compatriotas que escreveram de seu punho e letra o Novo Testamento".

O Secretário de Estado Vaticano, o Cardeal Tarcisio Bertone, prossegue o texto, será "quem posteriormente fará a entrega oficial desta imagem à Igreja e o povo do Chile numa Missa que será concelebrada por todos os bispos de nosso país. A autoridade da Santa Sé chegará a Santiago nos primeiros dias de Abril, convidado pela Conferência Episcopal chilena e como hóspede oficial do Governo por motivo do Bicentenário".

(Fonte: ‘ACI Digital’)

publicado por spedeus às 00:05

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O Departamento das Celebrações Litúrgicas do Supremo Pontífice informou hoje que o Papa Bento XVI presidirá a Eucaristia pelo quinto aniversário de falecimento do venerável servo de Deus João Paulo II.

A Missa realizar-se-á na Basílica de São Pedro no dia 29 de Março, Segunda-feira Santa e terá início às 18h00, hora local.

O recordado Papa Wojtyla faleceu em 2 de Abril de 2005, às 21h37 no seu apartamento no Palácio Apostólico Vaticano.

Nas exéquias de João Paulo II concelebraram 157 Cardeais, 700 Arcebispos e Bispos estiveram presentes, participaram 3 mil prelados e sacerdotes. Distribuíram a Comunhão 300 padres; 159 delegações estrangeiras, 10 soberanos, 59 chefes de estado, 3 príncipes herdeiros, 17 chefes de governo, 8 vice chefes de estado também estiveram presentes.

Mais de três milhões de peregrinos chegaram a Roma para dar o último adeus ao Papa João Paulo II.

(Fonte: ‘ACI Digital’)
publicado por spedeus às 00:04

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Deus que, no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.

Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, “assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida “ (Lumen Gentium, 56).

No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o “Deus connosco”.

Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.

Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realização, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

São João relata que Jesus lavou os pés aos discípulos, antes da Última Ceia. Temos que estar limpos, na alma e no corpo, para nos aproximamos a recebê-lo com dignidade. Para isso deixou-nos o sacramento da Penitência.
(D. Xavier ECHEVARRIA, Prelado do Opus Dei, Temas para a Quaresma, 2009)

COMENTÁRIO:

[Em resposta às] aspirações do espírito humano em busca de Deus..., a "plenitude do tempo" põe em relevo a resposta do próprio Deus... O envio de Seu Filho, consubstancial ao Pai, como homem "nascido de mulher" (Ga 4,4), constitui a etapa culminante e definitiva da revelação que Deus faz de Si mesmo à humanidade... A mulher encontra-se no coração deste acontecimento salvífico. Na sua essência, a revelação que Deus faz de Si mesmo, a saber, a unidade insondável da Trindade, está contida na Anunciação de Nazaré. (…)
Maria é filha, mas é também fácil compreendê-lo na perspectiva de todos os caminhos por onde a humanidade procura desde sempre uma resposta às questões fundamentais e ao mesmo tempo definitivas que mais a obcecam. Não é verdade que, na Anunciação de Nazaré, se encontra o início da resposta definitiva pela qual o próprio Deus vai ao encontro da inquietação do coração humano? Não se trata aqui apenas de palavras de Deus reveladas pelos profetas mas, no momento desta resposta, o Verbo faz-se realmente carne (Jo 1,14). Maria atinge uma tal união a Deus que ultrapassa todas as expectativas do espírito humano. Ultrapassa mesmo as expectativas de todo o Israel e, em particular, das filhas desse povo eleito que, em virtude da promessa, podiam esperar que uma deles se tornasse um dia a mãe do Messias. Contudo, qual, de entre elas, podia supor que o Messias prometido seria o "Filho do Altíssimo"? A partir da fé monoteísta no tempo do Antigo Testamento, era dificilmente imaginável. Só pela força do Espírito Santo que "veio sobre ela" é que Maria pôde aceitar o que "é impossível aos homens mas possível a Deus" (Mc 10,27). (JOÃO PAULO II, Mulieris dignitatem)

TEMA: Sim a Deus

Olhando para Maria, compreendemos três coisas: que a felicidade consiste em dizer sempre SIM a Deus, que temos de ser fiéis em todas as circunstâncias da nossa vida, que a fidelidade é feita de desprendimento dos próprios planos e coisas e de uma disponibilidade absoluta para receber com alegria a Vontade de Deus, para avançar todos os dias um pouco mais neste nosso caminho para Deus. (Francisco Fernández CARVAJAL, A Tibieza, Éfeso, Ediç. Prumo, Lda 1990, nr. 220)

Doutrina: Vida humana (Evangelium Vitae 19)

Uma parte significativa da sociedade actual revela-se tristemente semelhante àquela humanidade que Paulo descreve na Carta aos Romanos. É feita «e homens que sufocam a verdade na injustiça» : tendo renegado Deus e julgando poder construir a cidade terrena sem Ele, «desvaneceram nos seus pensamentos», pelo que «se obscureceu o seu insensato coração»; «considerando-se sábios, tornaram-se néscios», fizeram-se autores de obras dignas de morte, e «não só as cometem, como também aprovam os que as praticam». Quando a consciência, esse luminoso olhar da alma, chama «bem ao mal e mal ao bem» (Is 5, 20), está já no caminho da sua degeneração mais preocupante e da mais tenebrosa cegueira moral. (JOÃO PAULO II, Evangelium vitae, 24ª)

FESTA: Anunciação do Senhor

Nota Histórica
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida» (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o «Deus connosco».
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada. (SNL)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge, Doutor da Igreja
Homilias para o Advento, nº 3; CCL 122, 14-17 (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 170)

«O Senhor Deus vai dar-Lhe o trono de Seu pai David; Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o Seu reinado não terá fim»

«O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, uma virgem, desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria». O que é dito da casa de David não diz respeito apenas a José, mas também a Maria. Porque a Lei prescrevia que um homem se casasse com uma mulher da sua tribo e da sua estirpe, segundo o testemunho do apóstolo Paulo, que escreveu a Timóteo: «Lembra-te de Jesus Cristo, saído da estirpe de David, e ressuscitado dos mortos, segundo o meu Evangelho» (2Tim 2, 8). [...]

«Ele será grande e vai chamar-Se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-Lhe o trono de Seu pai David». O trono de David significa aqui o poder sobre o povo de Israel, que David governou no seu tempo, com um zelo pleno de fé. [...] A este povo, que David dirigiu pelo seu poder temporal, vai Cristo conduzir por uma graça espiritual para o reino eterno. [...]

«Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob». A casa de Jacob designa a Igreja universal que, pela fé e o testemunho rendido a Cristo, se une ao destino dos patriarcas, quer dos que tiram a sua origem carnal da sua cepa, quer dos que, nascidos pela carne de uma outra nação, são reunidos em Cristo, pelo baptismo no Espírito. É sobre esta casa de Jacob que Ele reinará eternamente: «e o Seu reinado não terá fim». Sim, Ele reina sobre ela na vida presente, quando governa o coração dos eleitos onde habita, pela sua fé e o seu amor para com Ele; e governa-os pela Sua contínua protecção, para lhes fazer chegar os dons da recompensa celeste. Ele reina no futuro, quando, uma vez terminado o estado de exílio temporal, os introduz na estadia da pátria celeste, onde eles se regozijam com a Sua presença visível que continuamente lhes lembra que não podem senão cantar os Seus louvores.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria.28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo».29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta.30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus;31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus.32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David;33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim».34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?».35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus.36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril;37 porque a Deus nada é impossível».38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.
publicado por spedeus às 00:00

24
Mar 10
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"Deveis responder [por isso] diante Deus Todo-poderoso e perante os tribunais devidamente constituídos". A frase é de Bento XVI, dirigida aos sacerdotes e religiosos que cometeram abusos sexuais de crianças, e segue-se a uma constatação não menos pesada: “Traístes a confiança depositada em vós por jovens inocentes e pelos seus pais”.

O Papa – que age, normalmente, como pai – assumiu, este fim-de-semana, na carta enviada à Igreja irlandesa, sobre a pedofilia, a pose difícil e austera do juiz. Justifica-se. O escândalo que envolve a Igreja daquele país, cúmplice na ocultação, durante décadas, de um enorme número de caso de abusos sexuais, impunha uma contrição sem precedentes e a afirmação clara de que tal encobrimento: nunca mais!

Não se espera o aplauso das vítimas. Compreende-se, como reconhece Bento XVI, que lhes seja difícil “perdoar e reconciliar-se com a Igreja”. Mas esta não é uma entidade abstracta e não se confunde com a hierarquia. É constituída pela comunidade dos crentes unidos pela mesma fé.

Não adianta alegar que a percentagem de padres pedófilos é idêntica à de outras profissões ligadas a crianças ou que na Igreja católica estes crimes não são mais frequentes do que noutras confissões. Sendo verdade, não adianta recordar que Cristo nos ensina a condenar o erro e amar os que erram.

Com o Papa, enquanto crente, junto a minha voz ao pedido de desculpas, partilhando com ele a mesma enorme vergonha e remorso.

Graça Franco

(Fonte: site Rádio Renascença)
publicado por spedeus às 21:49

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Hoje, 24 de Março, faz 30 anos que D. Óscar Romero, arcebispo de São Salvador, foi morto a tiro quando celebrava a Eucaristia na capela do hospital Divina Providência, na capital salvadorenha.
Em São Salvador, uma missa solene recorda o sacrifício de Mons. Romero. O Presidente Maurício Funes pedirá perdão em nome do governo pela morte do Arcebispo. O dia 24 de Março foi declarado, por decreto emitido pelo Parlamento salvadorenho, “Dia de D. Óscar Arnulfo Romero”.

Desde 1993 que esta data é celebrada em toda a Igreja como Dia de oração e jejum em memória dos Missionários Mártires: bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos mortos por cumprir a missão de evangelização e promoção humana.

D. Romero é um deles. De acordo com o postulador da causa de beatificação, D. Vincenzo Paglia, Bispo de Terni (Itália), “D. Romero foi vítima da polarização política, que não deixava espaço para a sua caridade e pastoral”. “Contrário à violência, tanto por parte do governo militar como da guerrilha, viveu na condição de pastor o drama do seu rebanho” – refere a Agência Ecclesia.

A causa de beatificação de Oscar Arnulfo Romero, cujos restos mortais jazem na Catedral da capital salvadorenha, iniciou a sua fase diocesana em 1994, concluindo-se em 1996. Nesse ano, o processo foi apresentado ao Vaticano, e em 1997 foi emitido o decreto por meio do qual a causa era oficialmente aceita como válida, sendo D. Romero declarado “servo de Deus” pelo Papa João Paulo II.

Tornando-se arcebispo, D. Oscar Romero amadureceu “uma nova responsabilidade” e “tornou-se o ‘pater pauperum’ e imediatamente também o ‘defensor pauperum’. Romero era a única voz que falava em defesa deles”: recordou-o ontem à noite em Roma, o arcebispo de Nápoles, Cardeal Crescenzio Sepe, celebrando uma Santa Missa na Igreja de Santa Maria in Trastevere, numa iniciativa da Comunidade de Santo Egídio. O Arcebispo de Nápoles recordou que no coração da pregação de D. Romero estava “o amor evangélico” e “quando o conflito entre o governo e a guerrilha tornou-se ainda mais duro” ele “publicou um apelo contra a violência”, convencido de que “somente o amor cristão poderia salvar o país da tragédia”. “A força que os cristãos têm – afirmou o Cardeal Sepe – deriva do amor gratuito pelos outros. É a força do martírio. Em uma homilia após o assassinato de um seu sacerdote, D. Romero sublinhava que todos os cristãos são chamados ao espírito do martírio, a dar a própria vida pelos outros”.

Um apelo que, concluiu o Arcebispo, “D. Romero lança ainda hoje. Jamais desperdiçar essa força. Seria uma grande culpa. Hoje, no coração do século XXI, temos necessidade desta força única, da força do amor gratuito, para poder esperar em um mundo melhor”.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:24

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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