«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

07
Mar 10
Da minha conversão ao Catolicismo (excerto)
 
'It's impossible to be just to the Catholic Church. The moment men cease to pull against it, the feel a tug towards it. The moment they cease to shout it down, they listen to it with pleasure. The moment they try to be fair to it, they begin to be fond of it.' - GK Chesterton, The Catholic Church and Conversion

'The Catholic Church is the only thing that saves a man from being a child of his age.' - idem

Porém, foi assim, pois, que caí do meu cavalo de Saulo. Não pude mais pontapear os aguilhões. Há anos, li sobre Henri Nouwen, e como este adormecia em oração, pedindo a Deus que Ele lhe desse uma razão para permanecer Protestante. Mas Deus deu-lhe, em vez, milhentas razões para se tornar Católico. Assim foi comigo. Sinto, hoje, intimidade com os cristãos de todos os séculos e de todo o mundo, do dia de hoje até aos Apóstolos e os seus discípulos, que rodeavam a Eucaristia, e em redor dela viviam, cristocentricamente e cruciformemente. Sinto, como Chesterton, que não sou já apenas um filho dos meus pais e um filho da minha era, mas um filho de Deus e da Sua Igreja, fundada no ano 33 em Jerusalém. E isto salva um pós-moderno, acreditem.

Pro Christo et Humanitate,
 
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06
Mar 10
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“Mas cuidado com os teoremas jacobinos”
 
O envolvimento do irmão do Papa carece de qualquer fundamento. É absurdo presumir que o Monsenhor Georg Ratzinger devesse ter conhecimento dos abusos sexuais cometidos no coro por ele dirigido».

O Cardeal da Cúria D. José Saraiva Martins, colaborador próximo de Bento XVI (promovido há um ano à ordem dos Bispos do Sacro Colégio como demonstração de particular estima do Pontífice) coloca em alerta em relação aos «excessos jacobinos que, fazem de cada caso uma generalização, prejudicando a sociedade, além da indispensável obra de purificação da Igreja empreendia corajosamente por Bento XVI».

O escândalo da pedofilia está a ultrapassar a realidade?

«A pedofilia no clero infelizmente existe, mas generalizar é um boomerang porque impede a individualização dos casos autênticos e as situações nas quais se deve intervir com dureza. Ninguém disse e fez tanto contra a pedofilia quanto o Papa Ratzinger. O risco agora é que o teorema do “não poderia não saber” aplicado a um Bispo ou ao dirigente de uma instituição religiosa produza o efeito contrário ao esperado».

Quais os contra-ataques que receia?

«Deve-se enfrentar as questões de forma pragmática. Se se levantam escândalos sem existirem dados reais como aquele à volta do irmão do Papa, perder-se-á de vista o verdadeiro mal existente e este regressará inevitavelmente. Foi o próprio Bento XVI a querer total transparência e não existem alternativas à sua linha. É melhor haver menos padres, mas padres melhores, pelo que é necessário trazer à claridade todas as zonas ainda encobertas pela escuridão e os responsáveis dos abusos deverão responder pelo actos cometidos mesmo perante a justição civil».

Continuareis em frente com a «tolerância zero»?

«Prosseguir-se-á na necessária obra de limpeza, colaborando com os inquéritos sobre os abusos cometidos sacerdotes e religiosos. Mas é preciso ter-se cuidado para não se perder o quadro geral. Fui Reitor da Universidade Pontifícia Urbaniana e posso assegurar-vos, que dirigir um ateneu ou um coro não significa saber-se tudo o que sucede no seu interior».


© Copyright La Stampa, 6 Março 2010, tradução e adaptação de JPR
publicado por spedeus às 23:04

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Walter Kasper, um colaborador próximo do Papa, defendeu hoje uma "limpeza" na Igreja Católica com a condenação dos culpados de abusos sexuais de menores.

O Cardeal Walter Kasper, um colaborador próximo do Papa, defendeu hoje uma "limpeza" na Igreja através da condenação dos culpados de atos de pedofilia e da indemnização das vítimas.

"Já chega. É preciso fazer a limpeza na nossa Igreja", declarou numa entrevista ao jornal La Repubblica.

"Os abusos sexuais de menores por parte de responsáveis do clero são actos criminosos, vergonhosos, pecados mortais inadmissíveis", adiantou o prelado alemão, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e membro de várias congregações do Vaticano.

Bispos irlandeses demitidos

Segundo o Cardeal Kasper, "o Papa não tem intenção de ficar a olhar" sem agir e exige "a tolerância zero em relação aqueles que são culpados de más condutas tão graves".
Provas da determinação de Bento XVI são, segundo Kasper, as recentes demissões de bispos irlandeses acusados de terem encoberto abusos sobre crianças realizados durante dezenas de anos por padres.

O Papa "não vai parar aqui", assegurou o cardeal, referindo a carta pastoral à Igreja da Irlanda prevista para as próximas semanas.

Abusos em escolas na Alemanha

O Cardeal Kasper sugeriu mesmo que aquela mensagem podia ser alargada a toda a Igreja.

"Creio que um problema tão melindroso, que apareceu não apenas na Irlanda, mas também na Holanda, na Alemanha e nos Estados Unidos, merece uma análise mais vasta relativa à Igreja universal e não a um único país", explicou, adiantando caber "ao Santo Padre decidir".

Ao escândalo da pedofilia que envolveu o clero da Irlanda, divulgado no final de 2009, juntaram-se nas últimas semanas revelações de abusos sexuais nas escolas católicas na Alemanha, nomeadamente no coro dos pequenos cantores de Ratisbona (Baviera), dirigido durante perto de 30 anos pelo irmão do Papa, Mons. Georg Ratzinger.

(Fonte: ‘Expresso’ online correcção do título de Georg Ratzinger que é Monsenhor e não Bispo)

Nota de JPR: no ‘L’Osservatore Romano’ vem desmentido que durante o período de direcção de Mons. Georg Ratzinger, hoje com 86 anos, tenham ocorrido os referidos abusos, ainda assim este colocou-se inteiramente ao dispor para depor perante a justiça alemã, caso esta o entenda necessário.

Para quem entenda italiano transcrevemos artigo sobre esta matéria publicado no “L’Osservatore Romano” de hoje em AQUI:

La Chiesa opera con rigore per fare luce su quanto accaduto in istituti religiosi

Massima chiarezza sugli abusi in Germania

Ratisbona, 6. La diocesi di Ratisbona esaminerà le accuse di abusi sessuali che sarebbero avvenuti nel coro dei Regensburger Domspatzen "con la massima trasparenza". È quanto ha affermato il portavoce della stessa diocesi, Clemens Neck, che ha anche annunciato l'istituzione di una commissione di indagine ad hoc, a conferma che, con un rigore e un coraggio esemplari, non si ha nessun timore a fare chiarezza persino sulla base di accuse fino a questo momento non accompagnate da riscontri oggettivi.

Del resto, la notizia di un caso di abuso avvenuto negli anni Cinquanta nel convitto dove alloggiavano i coristi, era stata diffusa dallo stesso vescovo, Gerhard Ludwig Müller, in una lettera pubblicata sul suo sito in rete, destinata ai famigliari delle vittime. Il presule aveva appunto riferito di essere venuto a conoscenza di un caso per il quale fu condannato il direttore del convitto, nel frattempo deceduto. E aveva invitato chi è a conoscenza di fatti a fornire informazioni per individuare vittime e colpevoli di eventuali altri episodi dello stesso genere. Ulteriori dettagli sui casi in questione sono specificati in un comunicato che pubblichiamo qui a fianco.

Agli abusi compiuti in alcuni istituti cattolici tedeschi è stata dedicata anche parte della recente assemblea dei vescovi tedeschi. Le diverse diocesi nel cui territorio sono presenti tali istituti stanno operando con la massima trasparenza e serietà. Il direttivo del coro di Ratisbona si è detto costernato per i casi di pedofilia registratisi in ambito ecclesiastico, compresi quelli che sarebbero avvenuti nella celebre istituzione dei Regensburger Domsplatzen. "Il direttivo del Coro - si legge in una lettera pubblicata sul sito in rete della diocesi di Ratisbona - ha seguito con grande attenzione le notizie sui casi di abusi sessuali in istituzioni religiose. Siamo costernati per il fatto che simili fatti vergognosi siano avvenuti in istituzioni ecclesiastiche". Si legge ancora nel sito: "Abbiamo saputo che anche un ex allievo del Coro (all'inizio degli anni Sessanta) ha riferito alla stampa abusi sessuali". "In base a quanto previsto dalla Conferenza episcopale tedesca - aggiunge la lettera - le ammissioni dell'ex allievo sono state inoltrate alla psicologa Birgit Boehm, responsabile diocesana per i casi di abusi. La signora Boehm ha cercato di mettersi in contatto con la presunta vittima degli abusi. Sulla base delle conoscenze che si hanno al momento, non è tuttavia ancora chiaro se gli abusi siano avvenuti nella nostra istituzione o nella scuola elementare di Etterzhausen (attuale Pielenhofen)". La lettera cita anche il caso già segnalato dal vescovo di Ratisbona: "Attraverso un articolo di stampa degli anni Cinquanta, che ci è pervenuto, siamo venuti a conoscenza di una informazione concreta relativa a un abuso sessuale.
L'allora responsabile del collegio, a quanto ne sappiamo, era stato condannato per questo". A tutt'oggi comunque - continua la lettera - "non disponiamo di ulteriori elementi concreti su casi sospetti di abusi all'interno del Coro di Ratisbona".

(© L'Osservatore Romano - 7 marzo 2010)
publicado por spedeus às 19:45

publicado por spedeus às 19:15

Por detrás da sua aparente insensibilidade, numa sociedade que consome informação, a estatística pode ser expressão concisa e eficaz de dramas humanos. Cada número pode ser sinal de uma vida suprimida, de uma maternidade interrompida. Na Europa, só em 2008 com o aborto renunciou-se a 2.863.649 crianças, 1.207.646 das quais 42% nos 27 países da União Europeia, onde nos últimos 15 anos foram praticados no total 20.635.919 abortos. Dados regelantes, apresentados no passado dia 2 de Março, na sede do Parlamento europeu, pelo Instituto de Política Familiar (IPF), com o relatório anual sobre o aborto na Europa e na Espanha.

De Bruxelas, Eduardo Hertfelder presidente da Federação internacional do IPF disse que "nós, europeus, e as nossas administrações não podemos virar as costas, quando na Europa se pratica um aborto em cada 11 segundos". Com efeito, o aborto é a principal causa de mortalidade do continente no seu conjunto. O número de abortos num ano mais de 1,2 milhões equivale ao deficit de natalidade da União Europeia.

O alarme do IPF amplifica-se na Espanha, onde a nova lei sobre o aborto comporta um grave passo para trás no contexto europeu, além de contradizer as tendências da maior parte dos países da União. O estudo cita o Reino Unido, a França, a Roménia, a Itália e a Espanha como os países da UE onde se verifica o maior número de abortos (no conjunto, 775.000 por ano). A Espanha, com um aumento de 61.965 abortos anuais (115%), é o país com o maior incremento nos últimos dez anos, seguido com grande distância pelo Reino Unido (mais 16.088 abortos anuais) e pela Suécia (mais 7.041 abortos anuais). As estatísticas demonstram um aumento dramático em 2008 e colocam a Espanha, com 115.912 abortos, antes da Alemanha (114.484) e quase ao mesmo nível da Itália (121.406) e da Roménia (127.907), em quinto lugar entre os países da União, onde o aborto é mais praticado e com uma tendência ao aumento, visto a actual atitude legislativa. Tudo isto está em tendência contrária, em relação ao que está a verificar-se além-fronteiras, uma vez que, em proporção ao ano precedente, em 2008 os abortos diminuíram na Roménia (menos 9.319), Itália (menos 5.156), Alemanha (menos 2.387) e Reino Unido (menos 3.361).

Desde 1985, na Espanha foram praticados 1.350.494 abortos. Hoje pratica-se um em cada quatro minutos e meio, e logo entrará em vigor a Lei sobre a saúde sexual e reprodutiva e de interrupção voluntária da gravidez, normativa definida pelo IPF"regressiva, divergente em relação à Europa e anticonstitucional", que em termos práticos permite o livre aborto até à 14ª semana de gestação, também para as jovens de 16 e 17 anos, e até à 22ª semana se estiver em perigo a saúde da mãe ou no caso de graves anomalias do nascituro. Trata-se de uma lei cujas consequências são previsíveis.

Ainda segundo o relatório, em 2015 na Espanha superar-se-á o limite de 150.000 abortos anuais; será o país da UE com o maior número de abortos, juntamente com a França e o Reino Unido. Esta previsão catastrófica pode ser evitada, pelo menos em parte, com um factor novo e não menos realista: a opinião pública espanhola, que no último ano se mostrou em grande parte contrária ao aborto, do modo como está previsto pela nova lei. Uma inversão de rota para a qual contribuiu Derecho de Vivir (DAV) plataforma da activíssima Hazte Oír que exortou os cidadãos aos seus direitos e deveres, convidando-os a reunir-se no domingo 7 de Março em toda a Espanha e em várias cidades da América e da Europa.

O epicentro será Madrid, onde se proclamará: "España Vida Sí" e recordar-se-á que na democracia se ouve o povo: "O governo legislou sem o parecer dos espanhóis", declarou a "L'Osservatore Romano" a pediatra e porta-voz do DAV, Gádor Joya. A partir desta plataforma civil foram utilizados todos os instrumentos democráticos possíveis para demonstrar a vasta oposição à lei. Foram proclamadas algumas manifestações: há um ano, meio milhão de pessoas invadiu as ruas de Madrid, em Outubro foram um milhão, assim como mais de um milhão de pessoas assinaram o petição de retirada da normativa sobre o aborto.

Centenas de organismos do mundo inteiro aderem à marcha de 7 de Março, e de Madrid voltar-se-ão a abrir os braços à vida humana, à maternidade, à mulher. "A Espanha disse que não quer esta lei e continuará a dizê-lo, até à sua abolição", assegurou Joya. Uma mensagem dirigida ao governo, num ano histórico na batalha pelo respeito da vida.

Marta Lago

(© L'Osservatore Romano - 6 de Março de 2010)
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publicado por spedeus às 18:45

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Ontem dia 6 de Março, em Teresina (PI), começou a campanha nacional desenvolvida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Comissão para a Missão Continental no Brasil: o “Projecto 1 milhão de Bíblias”, que aspira levar um pequeno kit contendo além da Bíblia Sagrada, uma Bíblia infantil; um Pequeno Catecismo: Eu creio; e um Livreto sobre a iniciação à leitura da Bíblia. O tema da campanha é “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e baptizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19) e o seu lema: “Discípulo e servidores da Palavra de Deus”.

Em declarações aparecidas hoje no portal web da CNBB, o bispo de Picos, dom Plínio José afirmava que “é grande a expectativa do Regional Nordeste 4 da CNBB, no estado do Piauí, para o lançamento da Campanha Nacional de 1 Milhão de Bíblia, nos dias 06 e 07, em Teresina, Picos, Oeiras e Campo Maior. Todas as dioceses do Regional já receberam o material da Campanha e os bispos, juntos, já discutiram os critérios de distribuição e utilização. Como somos os primeiros a fazer a experiência da Campanha, esperamos, em breve, poder compartilhar o resultado positivo com os demais Regionais”, afirmou o prelado

Como o próprio nome diz, o objectivo da campanha é levar a Palavra de Deus a todos no Brasil que não tem condições de comprar a Bíblia e outros materiais educativos de evangelização.

Em declarações recolhidas hoje pela CNBB, D. Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da Conferência, comentou que “inserido no Projecto Brasil na Missão Continental, esta nova campanha é um serviço que a CNBB oferta a todos os Regionais, (arqui) dioceses, pastorais, organismos do povo de Deus, movimentos e outras associações da Igreja em nosso país, bem como a todos os discípulos missionários chamados a anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo”.

Por sua parte, o Pe. Altevir Silva, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da CNBB e secretário executivo do Conselho Missionário Nacional (Comina), lembra que “a impressão das Bíblias foi fruto de doações, e que na entrega às dioceses foi montado um “kit” contendo, além da Bíblia Sagrada, uma Bíblia infantil; um Pequeno Catecismo: Eu creio; e um Livreto sobre a iniciação à leitura da Bíblia”.

Segundo o padre Altevir, a Conferência de Aparecida “destacou a Palavra de Deus e o novo ardor missionário”. “O caminho aberto pela Conferência de Aparecida demonstra que a Palavra de Deus é a carta de amor ao seu povo. Assim sendo, e diante do contexto brasileiro de miséria e pobreza onde muitos não têm condições de se alimentar, o ‘Projecto 1 milhão de Bíblias’ tende a suprir a ânsia pela Palavra dos que não tem condições. A leitura orante da Bíblia é a alma da Missão Continental”.

(Fonte: ‘ACI Digital’ com edição de JPR)
publicado por spedeus às 15:00

Confissão Quaresmal
 
2010.03.06
Igreja da Lapa


O Evangelho da Missa de hoje, a belíssima parábola do “Filho Pródigo”, magistralmente escrita por S. Lucas tem sido, ao longo dos tempos, comentada e interpretada. Hoje detenho-me no capítulo que narra o arrependimento e a decisão do filho mais novo.

O arrependimento é sincero e total. Levado pelas circunstâncias desastrosas da sua conduta à situação mais aviltante para um judeu – tratar de porcos -, apertado pela fome, na mais extrema penúria cai, inevitavelmente, em si e faz um exame profundo sobre os motivos que o conduziram a tal situação.

Mas, o arrependimento, por sincero, profundo e definitivo não resolve. Só por si, a situação. Sente, sabe, que a única solução é obter o perdão do pai. E não pode fazer qualquer forma: mandar um emissário com um pedido de desculpas, escrever uma carta, retratando o seu arrependimento… não… tem de ir pessoalmente ter com o pai e dizer-lhe, face a face, o que se passa no seu coração.

Neste tempo de Quaresma, connosco, passa-se a mesma coisa. Não nos basta arrependermo-nos das nossas faltas, pequenas ou grandes, clamar aos céus, a Deus, a nossa pena pelo mal cometido. Não! Sentimos – devemos sentir – a necessidade urgente de ir ter com um sacerdote, que na personificando Cristo, nos ouvirá e nos dará o perdão divino. È a única forma de recuperar a situação de filhos de regressar ao início.

Em conclusão, fica claro que na parábola, Jesus nos diz que, para recuperar a nossa condição de filhos de Deus, o arrependimento é fundamental mas, a Confissão Sacramental, clara, completa, espontânea, feita com dor de amor, é a chave indispensável para “abrir” o coração misericordioso de Deus nosso Pai. (AMA, meditação sobre Lc 15, 1-3.11-32, 2010.03.06)
 
Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 14:41

Vídeo em espanhol

A Igreja e o Papa apoiam o precioso serviço do voluntariado: assegurou Bento XVI, dirigindo-se neste sábado de manhã, na vasta Aula das Audiências do Vaticano, a uns sete mil voluntários da Protecção Civil Italiana. O Santo Padre classificou-os como “uma das expressões mais recentes e válidas da longa tradição de solidariedade que tem as suas raízes no altruísmo e generosidade do povo italiano”.

O Papa recordou que o voluntariado da Protecção Civil se tornou em Itália um fenómeno nacional, com mais de um milhão e trezentos mil membros, atentos às necessidades primárias da pessoa e do bem comum, visando proteger as pessoas, sobretudo nos casos de emergência, que ameaçam a vida e segurança das pessoas, das famílias, de inteiras comunidades. Uma missão que – observou Bento XVI - “não consiste apenas na gestão da emergência, mas sim num “pontual e meritório contributo à realização do bem comum”, que constitui “sempre o horizonte da convivência humana, mesmo e sobretudo nos momentos de grandes provações”.

Modelo deste serviço concreto e voluntário a quem está em necessidade e abandonado é o “bom samaritano” de que fala São Lucas. O Papa sublinhou que “esta passagem do Evangelho ensina que “o amor do próximo não pode ser delegado”. O Estado e a política, não obstante as necessárias preocupações com o bem-estar das pessoas (insistiu Bento XVI), não podem substituir o amor do próximo.

Mesmo na sociedade mais justa, o amor será sempre necessário. Não há nenhum ordenamento estatal justo que possa tornar supérfluo o serviço do amor. Quem quer desembaraçar-se do amor, prepara-se para desembaraçar-se do homem enquanto homem. Sempre haverá sofrimento a carecer de consolação, de ajuda. Sempre haverá solidão. Sempre haverá situações de necessidade material nas quais é indispensável uma ajuda na linha de um amor concreto ao próximo. O que requer e sempre requererá o empenho pessoal e voluntário”.

Sem o voluntariado, não podem perdurar o bem comum e a sociedade, pois o seu progresso e dignidade dependem em grande parte das pessoas que fazem mais do que é estritamente a sua obrigação.

“Caros amigos (declarou o Papa), o vosso empenho é um serviço prestado à dignidade do homem assente no seu ser criado à imagem e semelhança de Deus. Como mostra o episódio do bom Samaritano, há olhares que podem permanecer à distância ou mesmo cair no desprezo, mas há outros olhares que podem exprimir amor”.

“Para além da defesa do território, sede cada vez mais ícones vivos do bom Samaritano, prestando atenção ao próximo, recordando a dignidade do homem e suscitando esperança.

Quando uma pessoa não se limita a cumprir apenas o seu dever, na profissão e na família, mas se empenha a favor dos outros, o seu coração dilata-se.
Quem ama e serve gratuitamente o outro como próximo, vive e actua segundo o Evangelho e toma parte na missão da Igreja, que encara sempre o homem na sua totalidade e lhe quer fazer sentir o amor de Deus”.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 14:26

Tema: Frutos da vida interior

A vida interior do cristão, se é verdadeira, vai acompanhada de frutos: obras externas que aproveitam aos outros. (...) É questão de viver de fé e de pôr os meios que estejam ao nosso alcance em cada circunstância; não esperar com os braços cruzados situações ideais, que é possível que nunca se apresentem, para fazer apostolado; não aguardar ter todos os meios humanos para pôr-se em actuação, voltados para Deus, mas manifestar com factos o amor que levamos no coração. Veremos com agradecimento e com admiração como o Senhor faz frutificar as nossas sempre escassas forças em relação ao que Ele nos pede.
 
Se é autêntica, a nossa vida interior - o trato com Deus na oração e nos Sacramentos - traduzir-se-á necessariamente em realidades concretas: apostolado através da amizade e dos vínculos familiares; obras de misericórdia espirituais, ou materiais, segundo as circunstâncias: ensinar ao que não sabe (dar palestras de formação, colaborar numa catequese, dar um conselho oportuno ao que vacila ou está desorientado...), colaborar em empresas de educação que consideram uma visão cristã da vida, fazer companhia e dar consolo a esses enfermos e anciãos que se encontram praticamente abandonados.
 
Sempre, em todas as circunstâncias, de formas muito variadas, a vida interior deve expressar-se - de modo contínuo - em obras de misericórdia, em realidades de apostolado. A vida interior que não se manifesta em obras concretas, fica-se na mera aparência, e necessariamente deforma-se e morre. Se cresce a nossa intimidade com Cristo é lógico que melhorem o nosso trabalho, o carácter, a disponibilidade para a mortificação, o modo de tratar aqueles que temos perto de nós no viver diário, as virtudes da convivência: a Compreensão, a cordialidade, o optimismo, a ordem, a afabilidade... são frutos que o Senhor espera encontrar quando se acerca cada dia à nossa vida corrente. O amor, para crescer, para sobreviver, necessita expressar-se em realidades. (Francisco Fernández CARVAJAL, Falar com Deus, Tempo Comum, 8ª Sem., 6ª Fª.)

Doutrina: Vida humana (Evangelium Vitae 8)

É aquilo que realmente acontece, mesmo no âmbito mais especificamente político e estatal: o primordial e inalienável direito à vida é posto em discussão ou negado com base num voto parlamentar ou na vontade de uma parte — mesmo que seja maioritária — da população. É o resultado nefasto de um relativismo que reina incontestado: o próprio « direito » deixa de o ser, porque já não está solidamente fundado sobre a inviolável dignidade da pessoa, mas fica sujeito à vontade do mais forte. Deste modo e para descrédito das suas regras, a democracia caminha pela estrada de um substancial totalitarismo. O Estado deixa de ser a «casa comum», onde todos podem viver segundo princípios de substancial igualdade, e transforma-se num Estado tirano, que presume de poder dispor da vida dos mais débeis e indefesos, desde a criança ainda não nascida até ao idoso, em nome de uma utilidade pública que, na realidade, não é senão o interesse de alguns. (JOÃO PAULO II, Evangelium vitae, 20 b)
 
Agradecimento: António Mexia Alves 
publicado por spedeus às 12:02

São Cipriano (c. 200-258), Bispo de Cartago e mártir
Dos benefícios da paciência, 3-5; PL 4, 624-625 (a partir da trad. de Orval)

Imitar a paciência de Deus

Como é grande a paciência de Deus! [...] Ele faz com que o dia nasça e com que o sol se levante tanto para os bons como para os maus (Mt 5, 45); Ele rega a terra com as chuvas e ninguém fica excluído da Sua benevolência, uma vez que a água é dada indistintamente aos justos e aos injustos. Vemo-Lo agir com igual paciência para com os culpados e para com os inocentes, os fiéis e os ímpios, aqueles que Lhe dão graças e os ingratos. Para todos eles os tempos obedecem à voz de Deus, os elementos colocam-se ao Seu serviço, os ventos sopram, manam as fontes, as colheitas aumentam de abundância, a uva amadurece, as árvores carregam-se de frutos, as florestas reverdecem e os prados cobrem-se de flores. [...] E embora Ele tenha o poder de Se vingar, prefere esperar muito tempo com paciência e aguarda e adia com bondade para que, se for possível, a malícia se esbata com o tempo e o homem [...] se volte enfim para Deus, segundo o que Ele mesmo nos diz: «Não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua conversão, a fim de que tenha a vida» (Ez 33, 11). E ainda: «Voltai-vos para Mim, regressai para o Senhor vosso Deus, porque Ele é misericordioso, bom, paciente e compassivo» (Jl 2, 13). [...]

Ora, Jesus diz-nos: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5, 48). Por estas palavras Ele nos indica que, sendo filhos de Deus e regenerados por um nascimento celeste, atingimos o cume da perfeição quando a paciência de Deus Pai permanece em nós e a semelhança divina, perdida pelo pecado de Adão, se manifesta a brilha nos nossos actos. Que grande glória a nossa, a de nos assemelharmos a Deus, que grande felicidade, termos essa virtude digna dos louvores divinos!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:01

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São Lucas 13,1-9

Nessa ocasião, apareceram alguns a falar-lhe dos galileus, cujo sangue Pilatos tinha misturado com o dos sacrifícios que eles ofereciam.
Respondeu-lhes: «Julgais que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros galileus, por terem assim sofrido?
Não, Eu vo-lo digo; mas, se não vos converterdes, perecereis todos igualmente.
E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé, matando-os, eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Não, Eu vo-lo digo; mas, se não vos converterdes, perecereis todos da mesma forma.»
Disse-lhes, também, a seguinte parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e foi lá procurar frutos, mas não os encontrou.
Disse ao encarregado da vinha: 'Há três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não o encontro. Corta-a; para que está ela a ocupar a terra?'
Mas ele respondeu: 'Senhor, deixa-a mais este ano, para que eu possa escavar a terra em volta e deitar-lhe estrume.
Se der frutos na próxima estação, ficará; senão, poderás cortá-la.'»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 12:00

Diz a quem o acompanha: Non est opus valentibus medicus, sed male habentibus! [Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos] (Mt 9, 12). Esta é a minha oração constante durante todo o dia: Senhor, aqui estou eu, sou um doente crónico e necessito da tua ajuda!”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 10:48

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publicado por spedeus às 00:04

Conheceram-se nas Caldas da Rainha. Ele era fisioterapeuta, ela ceramista. Oriundo de Oeiras, filho de mãe católica e de pai ateu, foi baptizado em pequeno e tinha levado umas breves pinceladas de catequese. Ela nascida numa aldeia da Beira Baixa tinha estrutura cristã mas não praticava. Ele era convictamente anti-católico, ela indiferente. Viveram a sua paixão com as intimidades próprias dos casados, sem o serem, durante três anos.

Um dia encontrou um amigo que o persuadiu a passar um fim-de-semana especial com um grupo de gente nova, uns padres, um casal e uma freira! Quando perguntou que gente era essa o amigo respondeu-lhe que era informal, que não tinha nome mas que alguns denominavam-no K. Como confiava no conhecido achou graça ao enigma. Entrou ateu numa Sexta-feira à tarde, saiu católico no Domingo seguinte. Tinha encontrado Jesus Cristo, vivo e ressuscitado, e a Sua Igreja. A transformação foi tal que quando encontrou a amásia a deixou totalmente perplexa. Causa de tal assombro senão mesmo despeito foi a determinação com que ele decidiu viver castamente, renunciando aos actos próprios dos cônjuges. Algum tempo depois também ela participou num retiro semelhante. Reencontrando a Fé da infância, mas agora de um modo maduro, compreendeu muito bem o namorado. Viveram então numa grande sintonia com Cristo e um com o outro.

Testemunharam, em público, anos mais tarde, já casados e com filhos, por diversas vezes, que o facto de terem vivido a castidade perfeita naqueles dois anos, que decorreram entra a sua decisão e o matrimónio, tinham sido de uma importância fulcral para a sua relação e para a vivência enquanto casados. Tivemos grandes tentações, confidenciavam, mas pela graça de Deus resistimos e aprendemos a evitar as ocasiões de queda. Nisto pôde muito o jejum, a oração, a confissão sacramental frequente e a participação quotidiana na Santa Missa. Lamentavam não terem conhecido o Senhor desde sempre porque só teriam ganho em terem acolhido sempre a Sua vontade, que era afinal o bem deles, o amor verdadeiro.

Ele, entretanto, por inspiração Divina, e alguns empurrões do seu assistente espiritual, licenciou-se em Teologia com uma cuidada tese sobre os leigos na Igreja.

Vivem actualmente no Norte e têm cinco filhos. Ele lecciona Religião e Moral num colégio particular, ela realiza admiravelmente a sua vocação de mãe e de esposa. Quem tem ouvidos para ouvir que oiça. À honra de Cristo Ámen.

Nuno Serras Pereira
03. 03. 2010
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Tiago de Saroug (c. 449-521), monge e bispo sírio
Poema (a partir da trad. P. Grelot, 1960 ; cf Orval)

«Levantar-me-ei, irei ter com meu pai»

Regressarei à casa de meu Pai como o filho pródigo, e serei acolhido. Tal como ele o fez, também eu o farei: Ele atender-me-á? Eis-me a bater, Pai misericordioso, à Tua porta; abre, para que eu entre, não me perca, não me afaste nem pereça! Fizeste-me Teu herdeiro, mas eu abandonei a herança e dissipei os meus bens; que doravante eu seja como um jornaleiro e um servo.

Assim como pelo publicano a tiveste, tem piedade de mim, e eu viverei pela Tua graça! Assim como à pecadora, a quem remiste, redime também os pecados que cometi, ó Filho de Deus. Assim como a Pedro, que salvaste, salva-me do meio das ondas. Assim como pelo ladrão a tiveste, tem piedade da minha baixeza e lembra-Te de mim! Assim como fizeste com a ovelha perdida, procura-me, Senhor, e encontrar-me-ás; e a Teus ombros, Senhor, leva-me à casa de Teu Pai.

Abre-me os olhos, como os abriste ao cego, para que eu veja a Tua luz! E tal como o fizeste ao surdo, abre-me os ouvidos, para que eu ouça a Tua voz. Cura esta minha enfermidade, como a curaste ao paralítico, para que eu louve o Teu nome. Purifica-me as chagas com o Teu hissope (cf. Sl 50,9), como ao leproso purificaste. Faz-me viver, Senhor, como fizeste à menina, a filha de Jairo. Cura-me, como à sogra de Pedro curaste, porque estou doente. Faz que me levante, como o fizeste ao rapaz, filho da viúva. Como a Lázaro, que chamaste, chama-me com a Tua própria voz e desprende-me destas faixas. Porque eu estou morto pelo pecado, como de uma doença; reergue-me desta ruína, e louvarei o Teu nome! Peço-te, Senhor da Terra e do Céu, vem em meu auxílio e indica-me o Teu caminho, para que eu vá até Ti. Leva-me até Ti, Filho do Bom Deus, e eleva ao máximo a Tua misericórdia. Irei até Ti e, junto a Ti, saciar-me-ei na alegria.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São Lucas 15,1-3.11-32

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem.
Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.»
Jesus propôs-lhes, então, esta parábola:
Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois.
Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada.
Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações.
Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos.
Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome!
Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti;
já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.'
E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.
O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.'
Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés.
Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos,
porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou.
Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças.
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.'
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse.
Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos;
e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.'
O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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05
Mar 10
Vídeo em espanhol
 
Os sacerdotes são os ministros de uma nova Aliança entre Deus e a humanidade, através de Cristo e da Graça. Foi o disse o Frei Raniero Cantalamessa, capuchinho, na primeira pregação de Quaresma realizada esta manhã na Capela Redemptoris Mater, no Palácio Apostólico, na presença do Papa e da Cúria.

Toda religião humana ou filosofia religiosa – disse o Fr. Cantalamessa – começa por dizer ao homem o que deve fazer para salvar-se: os deveres, as obras, sejam essas obras ascéticas exteriores ou caminhos filosóficos. O cristianismo não começa dizendo ao homem o que deve fazer, mas o que Deus fez por Ele. Jesus não começou a pregar, dizendo: Convertam-se e acreditem no Evangelho para que o Reino venha até vocês; começou dizendo: O Reino de Deus veio até vós: convertam-se e acreditem no Evangelho. Antes a salvação, e depois a conversão. Não o contrário.

(Fonte: H2O News)
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Vídeo em espanhol
 
Recebendo nesta sexta-feira os Bispos do Uganda, na conclusão da sua visita “ad limina Apostolorum”, Bento XVI exortou-os a promoverem por todos os meios uma nova evangelização no país e uma renovação interna do tecido eclesial, a todos os níveis.

Começando por recordar o apelo que a recente assembleia sinodal para a África lançou para uma mais profunda evangelização do continente, o Santo Padre sublinhou que “a potência da palavra de Deus e o conhecimento e amor de Jesus não deixarão de transformar as vidas das pessoas”. Há que “encorajar os católicos do Uganda a apreciarem plenamente o sacramento do casamento na sua unidade e indissolubilidade, e o sagrado direito à vida”.

“Insto-vos a ajudar a todos, padres e leigos, a resistirem à sedução de uma cultura materialista de individualismo que se vem enraizando em tantos países. E continuai a clamar por uma paz duradoura assente na justiça, na generosidade para com os que se encontram em necessidade e no espírito de diálogo e reconciliação”.

Por outro lado, prosseguiu o Papa, no que diz respeito à promoção do “verdadeiro ecumenismo”, há que “estar especialmente perto dos que são mais vulneráveis ao avanço das seitas”.

“Levai-os a rejeitar sentimentos superficiais e uma pregação que esvaziasse da sua potência a cruz de Cristo. Será assim que, como Pastores responsáveis, continuareis a mantê-los fiéis à Igreja de Cristo”.

Bento XVI congratulou-se com a “consolação espiritual” que os católicos ugandeses continuam a encontrar em “formas populares de evangelização”, como é o caso – por exemplo – das peregrinações organizadas ao Santuário dos Mártires do Uganda, ocasião para Bispos e padres promoverem a renovação de cada pessoa e comunidade.

Para além disso, é indispensável incrementar a formação de “um laicado bem preparado, que intervenha activamente nos meios de comunicação, na política e na vida cultural”. Neste sentido, o Papa sugeriu que se organizem actividades formativas, nomeadamente no campo da Doutrina Social da Igreja, tirando partido dos recursos da Universidade Católica e de outras instituições.

“Encorajai os leigos a serem activos e empreendedores no serviço a tudo o que é justo e nobre. Toda a sociedade beneficiará de cristãos preparados e zelosos que assumam um papel de liderança a favor do bem comum.

Também os movimentos eclesiais fornecem a sua contribuição positiva à vida da Igreja, em muitos sectores”.

“Como primeiros agentes da evangelização”, os Bispos ugandeses foram exortados pelo Papa a serem “claras testemunhas da solidariedade concreta que nasce da nossa comunhão em Cristo”. Daqui a exortação a uma partilha e ajuda inter-diocesana, tanto em bens materiais como espirituais.

Uma palavra especial reservou-a Bento XVI aos “empenhados ministros da evangelização”, que são os padres:

“Neste Ano Sacerdotal, oferecei aos padres a vossa assistência, o vosso exemplo e o vosso ensinamento claro. Exortai-os a rezar e a vigiar, (precavendo-se) especialmente no que diz respeito a ambições individualistas no campo político ou económico… no que diz respeito a um excessivo apego à família ou ao grupo étnico .
 
Os padres devem ser homens de Deus, capazes de, com o exemplo e o conselho prudente, guiar os outros pelos caminhos do Senhor”.

Idênticas exortações e advertências dirigiu-as o Papa, neste discurso aos bispos ugandeses, em relação aos catequistas e aos religiosos e religiosas. Os religiosos, assim como os padres – recordou Bento XVI – requerem um apoio permanente, na sua vida de celibato ou de virgindade consagrada:

“Com o vosso próprio exemplo, ensinai-lhes a beleza deste caminho de vida, de paternidade e maternidade espiritual, com o qual hão-de enriquecer e aprofundar o amor dos fiéis ao Criador e Doador de todos os bens”.

(Fonte: site Radio Vaticana)
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Mazen, Ishoa, Muklos, Basem, Metoká, Adnan, Zayia… São nomes próprios de católicos iraquianos. Todos mortos, inocentes. Estes e muitos outros nomes caem no esquecimento e na indiferença do mundo ocidental.

Está em curso um massacre contra os cristãos no Iraque – presentes naquela terra há dois mil anos – e ninguém reage. Imagino as vozes que se levantariam, caso se tratasse de uma perseguição sistemática deste tipo contra muçulmanos ou judeus…

Houve, aliás, mais barulho mediático contra a destruição de estátuas budistas pelos talibãs do que pela morte de seres humanos, pelo simples facto de serem cristãos.

O Papa e a Santa Sé uniram-se aos bispos iraquianos a pedir uma intervenção internacional para que esta violência chegue ao fim.

A minha reflexão de hoje poderia acabar aqui, que já dava que pensar. Mas há outro aspecto, ainda mais espantoso, que também se passa no Iraque: é o facto de os cristãos – ao contrário dos sunitas e xiitas – não fazerem represálias.

Como explica o arcebispo armeno em Bagdad: “Condenamos os actos de violência, mas devemos ser 'bons samaritanos' e cumprir actos de bondade para com todos, sem distinção étnica ou religiosa".

E é nestes tempos terríveis que nos recordamos das palavras de Nosso Senhor: “Não tenhas medo de quem te mata o corpo, uma vez que não se pode matar a alma!”.

Aura Miguel

(Fonte: site Rádio Renascença)
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O Papa João XXIII recebe-o pela primeira vez. Mais tarde, São Josemaría comentará: «Um dia falando com ele disse-me em italiano: “Monsenhor, a Obra coloca ante os meus olhos horizontes infinitos que eu não tinha vislumbrado”».

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
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São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja
Sermão 30 sobre o Cântico dos Cânticos (a partir da trad. de Beguin, Seuil 1953, p. 362 rev.)

O mistério da vinha de Deus

Irmãos, se na vinha do Senhor vemos a Igreja, não é limitada prerrogativa ter a Igreja alargado os seus limites a toda a terra. [...]

Refiro-me à multidão dos primeiros crentes, de quem foi dito que tinham «um só coração e uma só alma» (Act 4, 32). [...] Porque a perseguição não a arrancou tão brutalmente do solo, que ela não tenha podido voltar a ser plantada noutros locais e alugada a outros vinhateiros que, chegada a estação própria, a fizeram dar frutos. Ela não pereceu, mudou de solo. Melhor, ganhou tanto em força, quanto em difusão, como vinha bendita pelo Senhor. Levantai, portanto, irmãos, os vossos olhos e vereis que «as montanhas cobriram-se com a sua sombra, e os seus ramos ultrapassaram os altos cedros. As suas ramagens estenderam-se até ao mar e os seus rebentos até ao rio» [Sl 80 (79), 11-12].

Isto não é surpreendente: ela é o edifício de Deus, o Seu terreno de cultivo (1Cor 3, 9). É Ele que a torna fecunda, que a faz propagar-se, que a poda e a limpa, de modo a que ela produza mais fruto. Ele não vai deixar ao abandono a cepa que a Sua mão direita plantou [Sl 80 (79), 15]; não vai deixar uma vinha cujos ramos são os Apóstolos, cuja cepa é Jesus Cristo e de que Ele, o Pai, é o agricultor (Jo 15, 1-5). Plantada na fé, ela mergulha as suas raízes na caridade; lavrada pela obediência, fertilizada pelas lágrimas do arrependimento, irrigada pela palavra dos pregadores, dela transborda um vinho que inspira a alegria e não a má conduta, um vinho cheio de doçura, que alegra verdadeiramente o coração do homem [Sl 104 (103), 15]. [...] Filha de Sião, consola-te a contemplar este grande mistério: não chores! Abre o teu coração para acolher todas as nações da terra!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São Mateus 21,33-43.45-46

«Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe.
Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam.
Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro.
Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma.
Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o meu filho.’
Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’
E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.
Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?»
Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.»
Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?
Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos.
Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados.
Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:00

04
Mar 10
publicado por spedeus às 21:19

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Reproduzimos umas palavras do Prelado do Opus Dei a propósito do terramoto que afectou o Chile no passado dia 27 de Fevereiro.

D. Javier Echevarría pediu para serem oferecidos sufrágios abundantes pelos falecidos no trágico terramoto e maremoto que sacudiu numerosos centros urbanos do Chile. Mal a notícia foi conhecida, o Prelado do Opus Dei enviou uma carta aos fiéis e cooperadores da Obra nesse país em que afirma: “Rezo – e peço orações aos que estão comigo – pelas pessoas que tenham sofrido danos físicos e também pelas perdas materiais. Imploremos a Deus que não entre o desespero nos que sofrem”.

De modo particular, convidou os fiéis e cooperadores do Opus Dei a pôr-se ao serviço dos seus concidadãos com o seu próprio trabalho, com a diligência cristã e com a sua oração. E, sempre que for possível, “juntando-se pessoalmente às organizações de auxílio” do Governo, da Igreja e da sociedade civil que se estão a organizar. Nesta situação de extrema necessidade, o Prelado animou especialmente “os jovens a colaborar secundando o que planeiam as autoridades do país”.

“Peço ao Senhor que a todos apoie – escreve o Prelado – também aos que prestam os socorros. Pensemos que é uma ocasião muito propícia para dar cumprimento ao mandato de caridade que nos pregou Jesus Cristo. A caridade que se viver agora há que pô-la em prática sempre com aqueles que estão perto de nós e amando de verdade toda a população”.

(Fonte: site do Opus Dei-Portugal AQUI)
publicado por spedeus às 20:58

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Objectivo é vestir Portugal para receber Bento XVI

Está disponível online a apresentação da T-shirt oficial da visita de Bento XVI a Portugal, projecto aprovado pela Comissão Organizadora. A peça de vestuário é ainda divulgada através de uma página para fãs, no Facebook.

Diogo Palha, gerente da empresa responsável pela produção e comercialização, explica que a T-shirt servirá “quatro grandes propósitos”, a começar pelo objectivo de divulgar a visita do Papa ao nosso país, em especial junto dos mais jovens.

A venda vai também contribuir para as obras das paróquias e dos movimentos e para ajudar nos custos da própria visita e servir como “recordação”. Além disso, pretende-se contribuir para “colorir e alegrar” as celebrações que terão lugar durante a estadia de Bento XVI em Portugal.

As t-shirts são colocadas à disposição das Instituições pelo valor de 3 Euros. Este valor já inclui uma contribuição para as despesas de organização da visita.

Na semana passada, em Lisboa, fora apresentado um conjunto de artigos criado para assinalar a presença do Papa entre nós. O objectivo é que "Portugal se vista - nas janelas das casas e nos corpos das pessoas - para receber o Papa", referiu então o coordenador da Comissão Organizadora da Visita, D. Carlos Azevedo.

(Fonte: site Agência Ecclesia)
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Donativos dos portugueses permitem que a organização possa responder aos muitos pedidos de ajuda

Em todas as Dioceses do país decorre, entre os dias 4 e 7 de Março, o peditório nacional da Caritas. Os donativos dos portugueses são fundamentais para que a organização possa ter recursos para responder aos muitos pedidos de ajuda, que crescem com o agravamento da crise financeira e económica.

Em 2009, esta iniciativa rendeu às várias Caritas diocesanas 325 mil Euros, conforme revela o relatório de actividades da organização católica.

Em texto escrito para a Agência ECCLESIA, Eugénio Fonseca, presidente da Caritas Portuguesa, apela para que “todos os que forem abordados sejam generosos, porque todas as ajudas vão ser necessárias para mitigar as graves carências que, inesperadamente, se instalarem em muitos lares”.

A Igreja Católica em Portugal celebra este Domingo o Dia Nacional da Caritas, precedido durante esta semana por um conjunto de actividades diversas em todas as Dioceses, nas quais se inclui o peditório dos próximos dias. A iniciativa tem como tema geral “Erradicar a Pobreza. Radicar a Justiça”.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a direcção da Caritas Diocesana do Porto revela que a iniciativa conta com “um elevado número de voluntários”. Desta actividade, sublinha-se, “depende o apoio a muitas famílias traduzido em bens alimentares, roupas, gabinete médico, medicamentos, fraldas para adultos e material ortopédico”.

Por seu lado, o presidente da Caritas Diocesana de Portalegre - Castelo Branco, Elicídio Bilé, apela à “partilha fraterna de bens, contribuindo para minorar as dificuldades daqueles que perderam o emprego, a habitação e os haveres, daqueles que têm fome e dos que vivem na margem da sociedade”.

(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 11:56

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O Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, deu a conhecer esta manhã que de no próximo mês de Outubro e através do Centro Televisivo Vaticano (CTV), que ele também dirige, poder-se-á ver o Papa Bento XVI no formato HD, alta definição para televisão.

Graças ao acordo assinado entre o CTV e a Sony para ter os instrumentos necessários, será possível ver o Santo Padre em alta definição em todos os eventos do Vaticano.

O Pe. Lombardi explicou que "com este acordo procuramos consolidar nosso querer estar sempre actualizados com os tempos. A alta definição é a nova fronteira da actualidade da produção televisiva. Vai afirmando rapidamente e sempre são muitos os canais que já transmitem no HD".

"Pareceu-nos então necessário pôr-nos em condições de produzir à altura dos padrões mais elevados, ante o risco de que a difusão dos eventos relacionados à actividade do Papa e à Santa Sé não seja, em um futuro muito próximo, delegada a outros", explicou o sacerdote jesuíta.

Este novo formato começará a funcionar em Outubro e será financiada graças à contribuição dos Cavaleiros de Colombo, a maior organização leiga do mundo.

(Fonte: ‘ACI Digital’)

publicado por spedeus às 08:02

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Escreve uma carta de Roma aos seus filhos de Espanha em que lhes conta, com uma ponta de humor, que sofre de alguns achaques por causa da fome, do frio, e da humidade que padecem nesses primeiros tempos romanos: “Ficais a saber que há dois dias acordei com todo o lado esquerdo da cara paralisado, com a boca torcida, sem poder fechar o olho esquerdo: uma carantonha! Pensei: será hemiplegia? Mas o resto do corpo está normal e ágil. O professor Faelli afirma que é uma brincadeira do clima de Roma: reumatismo. Agora mesmo estou a escrever-vos com alguma dificuldade, porque, como a sobrancelha descai sobre a vista, não vejo muito bem”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 07:42

Passar a noite inteira, ou quase, "na noite" converteu-se na opção preferida de lazer para muitos jovens e adolescentes, como qualquer pessoa pode observar e um estudo recente corrobora em Espanha. Tais planos incluem normalmente excessos na bebida, e por vezes droga, sexo esporádico, lutas ou acidentes. Isto convida a que haja uma reflexão sobre como propor aos jovens outras formas mais seguras de se divertirem.
"Mais de 80% dos jovens madrilenos com idades entre os 15 e os 24 anos centram a sua forma de lazer nas saídas nocturnas e afirmam que lhes compensa sair toda a noite, apesar dos riscos (embriaguez, lutas, relações sexuais sem protecção, etc.) que pode implicar". Esta é uma das principais conclusões do estudo Ocio y riesgos de los jóvenes madrileños realizado pela Fundación de Ayuda contra la Drogadicción (FAD), Obra Social Caja Madrid e pelo Instituto de Adicciones da Câmara de Madrid, e publicado em 27 de Janeiro passado.

Estes dados são, em geral, extrapoláveis para o resto do país.

Os motivos que têm os adolescentes e jovens para preferirem preencher o seu tempo de lazer saindo à noite, relativamente a outras alternativas, são bem conhecidos.

O atractivo da noite

Em primeiro lugar, diz o estudo, "a noite apresenta-se-lhes como um espaço para a experimentação".

Atrai-os, porque dilui os limites e relaxa as responsabilidades. Nas saídas nocturnas não existe controlo pelos pais, não têm de prestar contas por aquilo que fazem, tudo é permitido. Os defeitos esfumam-se, afastam-se os deveres e pode-se ser aquilo que não se é durante o dia.

Os adolescentes gostam de sair à noite , porque julgam encontrar nisso a liberdade recém-descoberta e querem-na provar a todo o custo. A noite permite-lhes dançar, beber, desinibir-se, fazer novas experiências, serem outros durante algumas horas, relacionarem-se sem porem nada em jogo a não ser a epiderme... Os tímidos tornam-se audaciosos; os rejeitados sentem-se queridos; os solitários, acompanhados; os menos engraçados acham-se bem-parecidos; os inseguros ganham segurança; os antipáticos parecem simpáticos; os inocentes perdem a inocência.

O lazer nocturno decorre geralmente numa discoteca ou num disc-bar (só dois em cada dez jovens saem em grupo, munidos das suas bebidas alcoólicas). Esses locais estão planeados para confundir os sentidos e adormecer a razão e, assim, deixar os rapazes e raparigas ao sabor dos instintos. As luzes relampejantes anulam a vista; a música estridente, o ouvido; o álcool anula o gosto e a fala; o ambiente carregado, o olfacto, e a aglomeração de corpos, o tacto. O desajustamento dos sentidos obscurece a razão, a comunicação torna-se impossível, fala-se aos gritos (ou através do ecrã do telemóvel) e o contacto físico substitui as palavras: numa pista de dança há pouco a dizer.

Doutor Jekyll e Mister Hyde

Em segundo lugar, os jovens encaram a saída nocturna "como corte da rotina quotidiana".

Milhares de jovens são dependentes do fim-de-semana. Vivem a pensar na chegada da sexta-feira para lançar tudo pela borda fora e divertirem-se até que o corpo aguente. Dividem a semana em duas partes: os dias de trabalho, onde se têm de submeter à disciplina quotidiana, ir para as filas ou para trabalhar; e o fim-de-semana ou weekend, quando são livres e donos do seu tempo. Entre ambos os períodos, ergue-se um muro que se torna cada vez mais difícil poder transpor.

Todos esses jovens e adolescentes vivem uma autêntica esquizofrenia: são Doutor Jekyll durante a semana e Mister Hyde aos fins-de-semana. Um rapaz reconhecia-o: "Eu não sou eu próprio durante a semana; realmente sou-o ao fim-de-semana". E a verdade é que, em muitos casos, pouco tem a ver a imagem que dão nas aulas ou em casa com aquela que mostram na rua.
Se recordarmos o romance de Robert L. Stevenson, o doutor Henry Jekyll era um médico que descobriu uma substância que lhe permitia transformar-se à vontade em Mister Hyde. O problema surgiu quando não pôde controlar a metamorfose e a personalidade de Mr. Hyde se foi tornando mais forte do que a sua. Algo de parecido acontece a esses dependentes do fim-de-semana: sentem-se eles próprios quando são Mr. Hyde, nesses momentos de lazer onde reina a "boa disposição" e desaparecem as preocupações, os deveres, as obrigações e as normas.

Perigosa viagem de exploração

Terceiro, os adolescentes encaram o sair à noite "como instrumento essencial na procura de uma identidade pessoal e de grupo".

Sair com os amigos, ir à discoteca, a um concerto ou a uma festa, é sinónimo de liberdade. Nessa altura, o adolescente sente que transpõe uma fronteira que separa dois mundos: o familiar, dependente e infantil, do social, independente e juvenil. Se o primeiro mundo lhe oferece segurança, bem-estar e afectividade, o segundo dá-lhe a oportunidade de correr riscos, de se divertir e de experimentar novos sentimentos.

Quando saem, vão à aventura, ver o que há, ver o que se passa. O adolescente que sai à noite procura novas experiências que o ajudem a identificar-se consigo próprio. Quer saber quem é e que papel lhe cabe dentro do grupo, e, para isso, a noite proporciona-lhe todo um campo de experimentação.

O problema é que essa viagem de exploração torna-se perigosa e os adolescentes assumem sem qualquer reflexão demasiados riscos. Embriaguez, drogas, lutas, relações sexuais sem protecção... são encaradas "de noite" como actividades amplamente normalizadas.

Os dados que o estudo da FAD oferece a este respeito são eloquentes: "Quase sete em cada dez jovens dizem ter-se embriagado no último año (32% entre quatro e vinte vezes e 18,8% quase todos os fins-de-semana). Mais de 45% deles viajaram com alguém que tinha bebido ou tomado drogas (13,4% com uma frequência média e quase 2,5% de forma habitual). 31,4% viram-se envolvidos em lutas (7,4% com uma certa frequência e 1,5% habitualmente). Mais de 25% tiveram relações sexuais sem preservativo (7,2% até vinte vezes e 2,0% todos os fins-de-semana). 13% conduziram alcoolizados (3,9% com uma frequência intermédia e 1,7% com uma grande frequência). 11,3% provocaram lutas (1,5% com uma certa frequência e 1,9% habitualmente). E 6,8% dos jovens conduziram tendo consumido drogas (1,8% com uma frequência média e 2,2% quase todos os fins-de-semana)".

Cumprem as expectativas

Mas o estudo da FAD aponta timidamente para um quarto motivo pelo qual o lazer nocturno tem tanta transcendência para os jovens: a saída à noite é encarada "inclusivamente como oportunidade de exercício dos esteréotipos que a sociedade adulta espera do jovem". Ou seja, limitam-se a cumprir as expectativas que os adultos têm sobre eles.

Este é o motivo mais significativo dos quatro. Os três primeiros são compreensíveis: o jovem necessita de experimentar, romper com a rotina e procurar-se a si mesmo, são realidades inerentes à sua idade. No entanto, o facto de essas "necessidades" se desenvolverem quase exclusivamente com as saídas à noite, que essa seja a melhor forma que encontra para ser jovem porque é aquilo que a sociedade espera que faça, torna-se realmente preocupante.

De cada vez que um estudo sobre a juventude avança com percentagens sobre aquilo que os adultos sabem, estes últimos começam a bradar aos quatro ventos, mas nada fazem. Pelo contrário, continuam a apostar em que as coisas continuem da mesma forma, porque o que muitos adolescentes e jovens percebem, é que os adultos esperam deles que façam aquilo que fazem.

Entre o estoicismo e o hedonismo

A sociedade em que vivemos oscila entre o estoicismo e o hedonismo: o estoicismo dos dias de trabalho, quando as pessoas se submetem à disciplina dos horários, ao trabalho e, até, às dietas alimentares, e o hedonismo do fim-de-semana e das férias, quando disfrutam da vida, rompem os horários, as dietas e as normas e aproveitam para se divertirem. Se os adolescentes e jovens compreendem esse dualismo, é normal que apontem para ele.

Consequentemente, aos jovens é "muito difícil ou impossível enfrentar actividades alternativas", como adverte o estudo da FAD.

No fundo, os jovens e adolescentes estão cansados de fazer aquilo que fazem, pois fazem-no por não terem outra coisa para fazer, visto que a sociedade não lhes ofereceu outras alternativas. Acomodaram-se ao que há, agarraram-se à estúpida dança entre o estoicismo e o hedonismo que os adultos dançam.

Carlos Goñi Zubieta; Pilar Guembe Mañeru

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Pilar Guembe e Carlos Goñi são autores de No me ralles. Claves para hablar con hijos adolescentes e No se lo digas a mis padres.

Aceprensa
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São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia na Capadócia, Doutor da Igreja
Homilia 6 contra a riqueza; PG 31, 275-278

«Feliz é o homem que tem piedade e empresta, [...] que dá aos pobres; a sua justiça perdura para sempre» (Sl 111)

Que responderás ao soberano juiz, tu que vestes as tuas paredes e não vestes o teu semelhante? Tu que enfeitas os teus cavalos e não tens um único olhar para o teu irmão que está na miséria? [...] Tu que escondes o teu ouro e não vens em auxílio do oprimido? [...]

Diz-me, o que é que te pertence? De quem recebeste tudo aquilo que acumulas ao longo desta vida? [...] Não saíste nu do ventre da tua mãe? E não voltas à terra igualmente nu? (Jb 1, 21) De quem recebeste os teus bens presentes? Se responderes «do acaso», és um ímpio que se recusa a conhecer o seu criador e a agradecer ao seu benfeitor. Se concordares que foi de Deus, diz-me por que razão os recebeste.

Será Deus injusto ao repartir desigualmente os bens necessários à vida? Porque vives tu na abundância e aquele na miséria? Não será unicamente para que um dia recebas a recompensa pela tua bondade e gestão desinteressada, enquanto o pobre obterá a coroa prometida à paciência? [...] Ao esfomeado pertence o pão que tu guardas; ao homem despido o manto que tens nos teus cofres. [...] Deste modo, cometes tantas injustiças quantas as pessoas que poderias ajudar.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 16,19-31

«Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e fazia todos os dias esplêndidos banquetes.
Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas.
Bem desejava ele saciar-se com o que caía da mesa do rico; mas eram os cães que vinham lamber-lhe as chagas.
Ora, o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.
Na morada dos mortos, achando-se em tormentos, ergueu os olhos e viu, de longe, Abraão e também Lázaro no seu seio.
Então, ergueu a voz e disse: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia Lázaro para molhar em água a ponta de um dedo e refrescar-me a língua, porque estou atormentado nestas chamas.'
Abraão respondeu-lhe: 'Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado.
Além disso, entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós.'
O rico insistiu: 'Peço-te, pai Abraão, que envies Lázaro à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos;
que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.'
Disse lhe Abraão: 'Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam!'
Replicou-lhe ele: 'Não, pai Abraão; se algum dos mortos for ter com eles, hão-de arrepender-se.'
Abraão respondeu-lhe: 'Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos.'»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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03
Mar 10

O Papa Bento XVI visitará Santiago de Compostela e Barcelona, na Espanha no próximo mês de Novembro. A noticia foi confirmada nesta quarta feira, pelo director da Sala de imprensa da Santa Sé Padre Federico Lombardi.
O Santo Padre irá no dia 6 de Novembro a Santiago de Compostela por ocasião do ano santo compostelano e no dia 7 a Barcelona para consagrar o altar da grande igreja da Sagrada Família, obra do arquitecto católico Antonio Gaudi que a deixou incompleta em 1926

(Fonte: site Radio Vaticana)

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Vídeo em espanhol
 
A inveja e o ciúme são formas de fraqueza humana que ás vezes insidiam também as pessoas religiosas: salientou Bento XVI na audiência geral desta quarta feira dedicada a São Boaventura, o grande teólogo franciscano que sentiu o fascínio da radicalidade evangélica da regra de São Francisco de Assis, mas teve de experimentar depois também amarguras devidas aos limites humanos dos seus irmãos religiosos. Para o Papa a Igreja torna-se mais luminosa e bela graças á fidelidade á vocação daqueles seus filhos e filhas que não só põem em pratica os preceitos evangélicos mas, pela graça de Deus são chamados a observar os conselhos evangélicos e testemunham assim, com o seu estilo de vida pobre, casto e obediente, que o Evangelho é fonte de alegria e de perfeição.

O Papa disse que propondo este tema, advertia uma certa saudade, porque pensava nas investigações que, quando era um jovem estudioso, efectuou precisamente sobre São Boaventura que lhe é particularmente querido. O seu conhecimento incidiu não pouco na minha formação - disse o Papa, dirigindo-se aos cerca de 8 mil pessoas congregadas na Grande aula das audiência do Vaticano.

Escute agora a síntese da catequese proposta por Bento XVI em português:

Queridos irmãos e irmãs,

«Na terra, podemos contemplar a imensidão divina através da razão e do assombro; já na pátria celeste – onde seremos semelhantes a Deus - por meio da visão e do êxtase, entraremos na alegria de Deus»: são palavras de São Boaventura, importante personagem franciscano do século XIII [treze], que foi objecto das minhas pesquisas de jovem estudante. Curado na juventude de uma grave doença, pela intercessão de São Francisco de Assis, Boaventura decide fazer-se franciscano. Depois de um breve período como professor, foi eleito Ministro Geral dos Frades Menores, procurando garantir a fidelidade da Ordem ao carisma do Santo Fundador através de visitas às províncias e com escritos. Ensinava: «A Igreja se faz mais luminosa e bela com a fidelidade à vocação daqueles seus filhos e filhas que testemunham, com o seu estilo de vida pobre, casto e obediente, que o Evangelho é fonte de alegria e perfeição». Nomeado Cardeal, recebe a missão de preparar o II [segundo] Concílio Ecuménico de Lião, morrendo durante a sua realização. Acolho cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa que vieram a Roma encontrar o Sucessor de Pedro: que a perseverança na prática das boas obras possa vos conduzir sempre mais à união com Jesus Cristo. Desça a Sua Bênção sobre cada um de vós e vossas famílias.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:03

Harambee foi fundada com meios financeiros colectados aquando da canonização de S. Josemaría Escrivá
publicado por spedeus às 06:23

“Ando a correr Ceca e Meca: quando encontro filhas do Pe. Pedro [teresianas], “pespego-lhes” com uma pregação... Foi assim três vezes em Bilbau, em Valhadolid, em Ávila, em León e Astorga, em São Sebastião, em Saragoça...”, escreve a Josefa Segovia Morón, da Instituição Teresiana. São Josemaria era muito amigo do seu fundador, São Pedro Poveda.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 06:01

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O Dr. Gerard M. Nadal é um perito (Ph.D.) em microbiologia celular que denúncia como alguns conotados oncologistas se negam a apresentar abertamente informação recolhida em 50 anos – gerada nalguns casos também por eles mesmos – e em que se vincula claramente o aborto como uma causa do cancro da mama; com o único intuito de seguir alentando esta prática anti-vida como "um bem absoluto".

No artigo titulado "Corrigir politicamente o elo entre o aborto e o cancro da mama ", o Dr. Nadal explica que "os defensores do aborto estão tão desesperados em apresentá-lo como um bem absoluto, que a informação clara e consistente que relaciona o aborto e o cancro da mama foi suprimida, inclusive por parte dos mesmos autores que a descobriram, ao apresentar o documento sobre as políticas do National Cancer Institute (NCI) que nega a existência de 50 anos de informação que relaciona claramente o aborto com o cancro da mama ".

O Dr. Nadal explica logo que ao abortar, uma mulher interrompe violentamente as mudanças celulares nos seios que se preparam para a lactação; e deixa neles uma série de formações lobulares que, se houvesse seguido o processo normal da gravidez-nascimento-aleitação, não afectaria a mulher gerando o risco de sofrer cancro da mama. Esta risco, além do aborto induzido, também é produzido pelos anticoncepcionais orais, pois ambos geram um desequilíbrio hormonal sério.

Entretanto, explica o perito microbiólogo, "o aborto natural é uma excepção, já que a maioria de mulheres que o sofrem nunca chegam a produzir níveis elevados de estrogénio nestas gravidezes".

"Dezenas de estudos da década de 50 estabeleceram vínculos entre o aborto e o cancro da mama, variando entre o dobro de riscos em adolescentes até um risco incalculavelmente alto de cancro da mama em mulheres que se submeteram a um aborto antes dos 18 anos", prossegue.

Como exemplo da manipulação dos dados, Nadal refere o caso da Dra. Louis Brinton do National Cancer Institute que em 2003 desprezou a mencionada informação; e num estudo de 2009, realizado com as peritas Janet R. Daling e Jessica M. Dolle do famoso centro Fred Hutchinson Cancer Research Center, admitia os elos entre o aborto e o cancro da mama. Entretanto isso não fez que se alterasse o documento das políticas do NCI do ano passado nem tampouco a informação disponível no portal web desta instituição.

Nadal conclui seu artigo alertando que "as mulheres estão morrendo e seguem sofrendo cancro da mama em quantidades alarmantes. Entretanto os defensores do aborto comprometeram-se em sérias faltas de conduta de níveis muito elevados: informam a verdade em algumas publicações, logo desprezam publicamente esses dados em um vão intento de acomodá-los à sua agenda política, comprometendo, como resultado, a vida de milhões de mulheres".

(Fonte: ‘ACI Digital’ com edição de JPR)
publicado por spedeus às 00:05

Referir a realidade social como fonte ética de exigências jurídicas é por vezes uma maneira fácil de evitar a necessária fundamentação para uma proposta, mesmo minoritária. Deste modo se desvaloriza como oposição retrógrada qualquer tentativa de a questionar. Seleccionámos excertos do artigo "Juízes críticos ou engenheiros sociais?" , de Andrés Ollero Tassara, catedrático de Filosofia do Direito, publicado no livro El juez y la cultura contemporánea, editado pelo Conselho Geral do Poder Judicial de Espanha.

É necessário evitar o perigo de identificar o Direito como mínimo ético com modos de ver que já gozam de aceitação social. Pode acontecer também o contrário: que esse mínimo ético esteja ligado a uma presumível realidade social que contenha em si o modelo de uma sociedade futura, utopicamente subscrito por uma auto-convencida minoria. Se na primeira acepção desempenharia um papel abertamente conservador, na segunda seria o instrumento mais eficaz para o exercício de um despotismo ilustrado, auto-satisfeito com o seu registo progressista.

Identificar a realidade social com o que vigora como aceitável socialmente comportaria um risco evidente: que a procura do mínimo ético, capaz de traçar a fronteira entre o jurídico e o moral, entre o justo e o bom, acabará por culminar na imposição de uma ética mínima, ditada pelo menor denominador comum assumido pelas diferentes perspectivas morais em jogo. Se por realidade social se entendesse o conjunto de exigências éticas compartilhadas de facto - em jeito de denominador comum - por todos os membros da sociedade, não haveria de algum modo a possibilidade de a identificar com esse mínimo ético em que deve consistir o direito.

Para começar, convém evitar a tendência simplista de considerar como realidade social o simples reflexo quantitativo dos comportamentos que nela se verificam ser maioritárias. Tal coisa suporia dar livre curso a uma presumível normativa do fáctico, ignorando que nem todo o uso social se pode considerar juridicamente vinculativo. Para o ser, seria necessário que a mera repetição de comportamentos fosse acompanhada por uma opinio iuris, devendo esta identificar-se pelo menos com aquilo que a maioria social considera dever fazer-se, e não com o que faz na realidade. Ignorar que estes dois aspectos podem não coincidir na esfera social - tal como o que sucede na conduta individual - levaria a consequências pouco acertadas.

Discrepância entre conduta e valores

Tal discrepância entre a conduta social fáctica e os valores socialmente em vigor pode dever-se ao facto de boa parte dos cidadãos exercer, por falta de exigência ética ou por se auto-atribuirem uma presumível situação de excepção, uma conduta que em termos gerais não duvidariam considerar reprovável. Isto pode suceder com casos de evasão fiscal ou outras ocorrências relacionadas com corrupção.

Pode também acontecer o contrário: por exemplo, quando colectivos de médicos admitem a despenalização do aborto ou da eutanásia, declarando ao mesmo tempo pretenderem recorrer à objecção de consciência para não intervirem em tais casos.

Condutas sociais e valores dominantes, factos e respectiva valoração, nem sempre coincidem, nem na conduta individual nem na sua generalizada projecção social. Por outro lado, adoptar indevidamente uma delimitação das exigências jurídicas que as identifique com os modos de ver socialmente aceites suporia, por exemplo que, à hora de precisar o alcance de um texto constitucional, nos deveríamos remeter ao que a sociedade no momento presente entende que o referido texto diz. O Tribunal Constitucional espanhol não deixou de se opor a tal enfoque, em problemas como a discriminação por motivo de sexo. Ao tomar tal atitude, abre caminho a uma dimensão utópica, ainda não partilhada por uma sociedade na qual predominam efectivamente modelos machistas, não poucas vezes aceites, sem particular resistência, por um bom número de mulheres.

Uma sociedade abaixo dos mínimos

O Direito consiste num mínimo ético que estabelece um certo nível de exigências que, a não serem reconhecidas, impossibilitaria uma convivência autenticamente humana. Evidentemente que tal não implica que esse nível tenha já sido aceite pela sociedade, nem unânime nem sequer maioritariamente, a ponto de se dar como adquirido que seja um denominador comum fáctico. Por muito pouco maximalista que o direito pretenda ser no campo ético, é fácil imaginar que obrigará uma boa parte da sociedade a reconhecer mais exigências de justiça que as que aceitou até agora.

No que a tal diz respeito, será significativo o jogo prático do art. 9.2 da Constituição, que tem por função tornar realidade o "Estado social e democrático de direito" invocado no art. 1.1 da magna carta espanhola. Apresenta como base o facto de haver um sem número de condições a promover e um sem número de obstáculos a remover antes de a liberdade e a igualdade entre os indivíduos e os grupos serem reais e efectivas.

Quando por realidade social se entende as exigências éticas que a sociedade já comprovadamente tornou suas, não se pode excluir que algumas sociedades, mesmo desenvolvidas, se encontrem até em muitos aspectos ainda abaixo dos mínimos. O Direito sempre conservará uma dimensão promocional e utópica, que aspira a quotas de liberdade e de igualdade ainda por garantir. Se o direito tivesse só como finalidade consolidar a realidade social vigente, estaria destinado a desaparecer; a sua existência justifica-se em boa medida pela vontade de transformar essa realidade, conseguindo um maior e melhor ajustamento das relações sociais.

Apelo ao politicamente correcto

Também se não pode identificar o mínimo ético com uma realidade social frequentemente invocada como fonte de progresso das exigências éticas socialmente vigentes. Por vezes, a referência à realidade social como fonte ética de exigências jurídicas não apela ao aceite socialmente a não ser para se furtar à necessária fundamentação a uma proposta utópica e até minoritária. É mais cómodo dá-la por suposta na sociedade, descartando como resistência atrasada qualquer tentativa de a colocar em questão.

Uma realidade social assim, apenas presumível, acaba por se converter numa proposta auto-positivada lege ferenda, que é expressão do politicamente correcto. Permite a uma minoria, geralmente bem colocada nos meios de comunicação, deter o monopólio do horizonte utópico do ordenamento jurídico. Ressuscita deste modo o despotismo iluminado, que permitirá àquela lúcida minoria com capacidade para captar essa realidade social de cumprimento obrigatório, impor paternalistamente os seus ditames aos demais, sem sequer se dar ao trabalho de os convencer de que essa tarefa os obrigaria.

Não raramente se irá tal atitude apoiar numa realidade social que se ofereceria ao direito como benéfico âmbito neutro no respeitante às controversas propostas morais em jogo. (...)

Entre o ser e o dever

A tentativa positivista de traçar uma linha impermeável entre o ser e o dever ser obriga-a a optar por um dos dois pólos, ao pretender dar resposta a uma pergunta arriscada: que é o direito? Kelsen reconheceu honestamente as limitações da sua opção pelo dever, ao acabar por admitir que a eficácia - radicada no mundo do ser - ao não ser o fundamento da sua validade - que radica no mundo do dever - se convertia na sua condição necessária, se bem que não suficiente. Alf Ross reconhece, não menos coerentemente, os limites da sua opção pelos factos empiricamente constatáveis e admite que a legitimidade alimenta uma obediência "desinteressada", que ultrapassa o efectivo jogo da força táctica, e por isso condiciona por sua vez decisivamente a validade do direito.

O direito, cuja realidade consiste em ser um dever ser, obriga a que o jogo se apresente com menos rigidez, sem delimitação fixa, entre um e outro ponto de referência. Não tem portanto muito sentido apresentar como dilema se está permitido ao jurista emitir um juízo crítico, com a inevitável contribuição subjectiva que isso comporta; ou se o seu papel ortodoxo é comportar-se como técnico, limitando-se a aplicar assepticamente o que foi produzido por quem tinha legitimidade para o fazer.

A questão não se baseia em saber se a segunda alternativa é desejável, pois talvez o fosse de uma perspectiva de garantia de segurança, mas simplesmente se é viável. Quando o desejável não é possível, ignorá-lo só conduz a fingir ideologicamente o inexistente, o que implica a mais grave das ameaças contra a segurança. Disfarçar o jurista de técnico pode ocultar a sua responsabilidade, ou convidá-lo a desempenhá-la sem consciência alguma do alcance ético e político do seu contributo subjectivo.

A função do juiz

Foi com base em pontos de partida metodológicos afins à sociologia que se reconheceu esta realidade. Para Ross, poucas são as dúvidas à hora de prognosticar que "o sonho comum de as ciências sociais algum dia chegarem a constituir uma ‘engenharia social' terá que continuar a ser um sonho". Quando - como acontece com o direito - nos movemos no âmbito da "decisão política", torna-se indispensável conseguir "uma resolução e não uma solução" de mero alcance técnico; "sempre haverá que dar um salto", que ele julga não poder ser racional.

O discernimento crítico não é uma atitude aleatória de alguns juízes, empenhados em converter-se em protagonistas de uma tarefa que se veria perturbada por tal intromissão; faz parte inevitável de toda a actividade jurídica. Os juízes não se dividem entre aqueles que optam por uma tarefa criativa e aqueles que renunciam a ela, mas entre os que - por estarem conscientes da sua criatividade - se sabem obrigados a responder por ela e pelos que a exercem inconsciente e irresponsavelmente.

Tal não implica que a chamada técnica jurídica não desempenhe papel algum. Parte do próprio sentido de responsabilidade referido será procurar apoio para as propostas pessoais nos elementos de fundamentação oferecidas pela legislação; evitar-se-á assim que o inevitável juízo degenere em discricionalidade arbitrária. Mas o juiz não será nunca um engenheiro; será antes alguém que emite juízos de valor, que deverá fundamentar para os tornar compreensíveis e aceitáveis por quem por eles possam ser abrangidos. Pretender que quem vai julgar aja como se tivesse perdido o juízo suporia prestar um fraco favor à realidade social, que acabaria por sofrer as consequências.

Andrés Ollero

Aceprensa
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«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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