«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

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Mai 10
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São João 13,31-33.34-35

31 Depois que ele saiu, Jesus disse: «Agora é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado n'Ele.32 Se Deus foi glorificado n'Ele, também Deus O glorificará em Si mesmo; e glorificá-l'O-á sem demora.33 Filhinhos, já pouco tempo estou convosco. Buscar-Me-eis, mas, assim como disse aos judeus: Para onde Eu vou, vós não podeis vir, também vos digo agora.
34 «Dou-vos um mandamento novo: Que vos ameis uns aos outros. Assim como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.35 Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros».
publicado por spedeus às 12:00

Todos somos chamados a governar a nossa vida de modo que seja significativa e feliz. É uma vocação que precede a nossa existência e se delineia no nascimento. A esta chamada comum à humanidade inteira e que não é objecto de negociações mas mera gratuidade, para cada cristão acrescente-se a chamada a viver segundo o Evangelho e, para uma minoria de baptizados, o convite a dedicar-se plenamente a Deus e à difusão da sua Palavra, sem poupar energias. É um modo de ver a vida como vocação, como resposta à chamada de alguém que nos ama em vez de a considerar êxito da casualidade.

A mensagem de Bento XVI para o Dia mundial de oração pelas vocações (25 de Abril) recorda esta perspectiva vocacional para decifrar a vida de cada um. Quase nunca, nas adversidades do dia-a-dia, se dá por certo nem é fácil considerar a própria vida como trama de um desígnio do amor de Deus.

Os sacerdotes servem para isto: testemunhar que o amor de Deus é fiel porque num tempo da história assumiu o rosto humano de Jesus Cristo, que permanece sempre connosco. A sua vocação particular é análoga mas distinta da vocação para a vida consagrada. Uma e outra, contudo, têm como medida de credibilidade o grau de testemunho e transparência evangélica que conseguem transmitir.

Os sacerdotes na comunidade, mesmo estando submetidos à fragilidade do tempo e da carne, são sinais especiais da Encarnação. Por vezes acontece também que eles são testemunhas incompletas daquele que representam e que se emaranham nas redes do mal. Outras vezes, também nas cidades, parecem-se com o pároco de aldeia de Bernanos. Mas precisamente no nevoeiro da perdição possível não cessam de nos confirmar que "tudo é graça", se habituarmos o olhar a ver além da materialidade das coisas medíveis. Ser sacerdote nunca foi fácil e agora ainda muito menos porque esta vocação conhece pouca compreensão e uma desafeição de tipo sociológico. A crítica mais frequente ao sacerdote, originada talvez pela sua aparente solidão, é a de se ancorar na confiança completa num Cristo, que ao contrário é considerado um convidado cada vez mais marginal nas sociedades do dinheiro, dos amores breves e das ciências evoluídas.

Ser sacerdote hoje é tão difícil como para as razões do espírito atravessar os ecrãs das aparências ou para a mansidão afirmar-se sobre a agressividade e a intolerância difundidas. Outrora ser sacerdote parecia uma carreira honrada e conveniente. Agora é apenas uma opção contracorrente e na sociedade da imagem deve reconquistar uma credibilidade e fiabilidade abaladas.

Todas as falsas aparências e as conveniências decaíram. Bento XVI tem disto plena consciência há muito tempo e recorda-o abertamente. Os jovens que decidem pela vocação do sacerdócio não o fazem unicamente com as próprias forças, mas porque há alguém que os chama e seduz num jogo de amor importante e exclusivo. Tão importante que nos podemos encaminhar na aventura; mas nem sempre há a força para levar a proposta até ao fim. De resto a fé cristã em si mesma só pode ter êxito positivo numa perspectiva de amor. Crê-se se se ama, e ama-se se se acredita e há esperança. A fé tem como sua razão de fundo o amor. Onde isto faltar, ser cristão torna-se um hábito social entre tantos, desvinculado da força inovadora do Evangelho. E, então, também um ministro da Palavra pode ser causa de incómodo para si mesmo, de sofrimento para os jovens e para os adultos, e danificar a Igreja.

O Papa repete-o e nisto consiste uma parte da sua contemporaneidade: já não há razões sociais para as vocações de fé e de amor. Se a fé e o amor a Deus representam o mais importante, não floresce nem sequer a vocação a entregar-se plenamente à causa do Evangelho.

Trata-se de uma palavra que é válida também para os fiéis leigos. Ninguém está exonerado de colocar em primeiro lugar o amor a Deus e ao próximo. Deveria ser a característica dos cristãos. E a matéria-prima do seu exame de consciência nesta encruzilhada difícil para a Igreja.

Carlo Di Cicco

(© L'Osservatore Romano - 1 de Maio de 2010)
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Festividade de S. José Operário: “O trabalho de S. José não foi um trabalho que visasse a auto-afirmação, embora a dedicação a uma vida operativa tenha forjado nele uma personalidade madura, bem delineada. O Santo Patriarca trabalhava com a consciência de cumprir a vontade de Deus, pensando no bem dos seus, Jesus e Maria, e tendo presente o bem de todos os habitantes da pequena Nazaré” (Cristo que passa, n.51).

Homilia: Na oficina de José AQUI

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
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«Quando o homem começa a olhar e a viver a partir de Deus, quando caminha em companhia de Jesus, passa a viver segundo novos critérios e então um pouco de eschaton, daquilo que há-de vir, está presente já agora.
A partir de Jesus, entra alegria na tribulação».

(“Jesus de Nazaré” – Joseph Ratzinger / Bento XVI)
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publicado por spedeus às 00:05

Data para a instalação ainda não foi revelada

O Santuário de Cristo Rei, em Almada, já tem pronta a maqueta da faixa que vai cobrir parcialmente o monumento, num gesto de agradecimento a Bento XVI pela sua visita a Portugal.

A lona, que não tem data marcada para a instalação, apresenta a fotografia do Papa usada no cartaz oficial da visita e as palavras «Obrigado Santo Padre».

A frase expressa um triplo agradecimento: a decisão de visitar o país (motivo que leva à colocação da faixa alguns dias antes do início da visita), a presença do Papa no país (e por isso o cartaz deverá ficar no pedestal depois do regresso de Bento XVI ao Vaticano) e a atenção concedida a Cristo Rei.

Os responsáveis do Santuário aguardam a vida de cerca de mil crianças na tarde do dia 12 de Maio para escreverem “Bem-vindo” na altura em que o Papa sobrevoar a zona de helicóptero, a caminho de Fátima.

Bento XVI vai oferecer um presente ao Santuário, por ocasião dos seus cinquenta anos, assinalados em 2009.

A lembrança será entregue depois da mensagem alusiva ao aniversário que o Papa vai proferir a 11 de Maio, no seguimento da missa em Lisboa, no Terreiro do Paço, local de onde se avista a imagem de Cristo Rei.

No dia seguinte, o helicóptero que transporta Bento XVI para Fátima sairá do aeroporto militar de Figo Maduro, mas antes de rumar para Norte vai fazer um desvio na direcção oposta para sobrevoar o Santuário.

Este desvio torna-se necessário por questões de segurança: o helicóptero em que o Papa viaja é o último a aterrar em Fátima, o que obriga a fazer um percurso maior que os dois outros helicópteros que transportam o séquito papal.

“O Papa vai ter uma experiência que eu nunca tive, que é colocar o helicóptero a uns metros de distância do rosto de Cristo e olhá-lo”, referiu à Agência ECCLESIA o reitor do Santuário, Pe. Sezinando Alberto, acrescentando que esta ocasião vai ser recordada através de uma pintura.

A ligação entre o Cristo Rei e o Papa não termina quando ele deixar Lisboa: a píxide que vai servir na missa a celebrar a 13 de Maio, em Fátima, foi encomendada pelo Santuário.

O vaso onde são colocadas as hóstias consagradas inclui um símbolo alusivo aos cinquenta anos da inauguração da imagem de Cristo Rei, a coroa de Nossa Senhora de Fátima, as armas de Bento XVI e a frase “Recordação da Visita Apostólica do Papa”.

(Fonte: site Agência Ecclesia)
publicado por spedeus às 00:04

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Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de São José, que trabalhou a vida toda para ver Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, lutando para obter o respeito pelos seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o Papa Pio XII a instituir a festa de "São José Operário", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalhador.

Afinal de contas, esta é uma forma de a Igreja comemorar aquele fatídico dia primeiro de Maio, em Chicago, em que operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e com o desrespeito que os patrões demonstravam em relação a qualquer direito humano. Eram trezentos e quarenta os que estavam em greve e a polícia, sempre a serviço dos patrões, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados no confronto desigual. Foi em homenagem a eles que se consagrou este dia.

São José é o modelo ideal do operário. Sustentou a sua família durante toda a vida com o trabalho artesanal, cumpriu sempre os seus deveres para com a comunidade, ensinou ao filho a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e que o seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.

Proclamando São José como protector dos trabalhadores, a Igreja demonstra estar ao lado deles, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser o pai adoptivo do Deus feito homem, mesmo pressentindo o que poderia acontecer à sua família. Em vida, São José lutou pelos direitos da vida humana e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e o seu direito a uma vida digna.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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TEMA: Mês de Maio – Mês de Nossa Senhora

Mês e sol e de flores (...), mês de Maria, coroando o tempo Pascal. Desde o Advento o nosso pensamento tinha seguido Jesus; agora que se fez na nossa alma a grande paz que se segue à Ressurreição, como não voltarmo-nos para aquela que no-Lo deu?
Apareceu sobre a terra para preparar a Sua vinda; vivei à Sua sombra, até ao ponto de que não a vemos intervir no Evangelho mais que como Mãe de Jesus, seguindo-O, velando por Ele, e quando Jesus nos deixa, ela desaparece suavemente.
Ela desaparece, mas fica na memória dos povos, porque lhe devemos Jesus.
(J. LECLERQ, Siguiendo el año litúrgico, Rialp, Madrid 1957, pg. 215-216)

Doutrina: A Santíssima Virgem e a Ressurreição

A Santíssima Virgem está aberta sem reservas à alegria da Ressurreição (...). Ela recapitula todas as alegrias, vive a perfeita alegria prometida à Igreja: Mater plena sanctae laetitiae, e, com toda a razão, os seus filhos na terra, volvendo os olhos para a mãe da esperança e a mãe da graça, invocam-na como causa da sua alegria: Causa nostra laetitiae.
A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, do bem infinito que é Deus.
(S. Tomás DE AQUINO, Suma Teológica, I, q. A. 6)

Festa: S. José Operário

Nota Histórica

O primeiro de Maio, considerado hoje na Europa o dia da «Festa do trabalho», foi, durante muitos anos, nos fins do século XIX e princípios do século XX, um dia de reivindicações e mesmo de lutas violentas pela promoção da classe operária.
A Igreja que se mostrou sempre sensível aos problemas do mundo do trabalho, quis dar uma dimensão cristã a este dia. Nesse sentido, Pio XII, em 1955, colocava a «Festa do trabalho» sob a protecção de S. José, na certeza de que ninguém melhor do que este trabalhador poderia ensinar aos outros trabalhadores a dignidade sublime do trabalho.
Operário durante toda a sua vida, S. José teve como companheiro de trabalho, na oficina de Nazaré, o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.
E foi, na verdade, Jesus que lhe ensinou que o trabalho nos associa ao Criador, dando-nos a possibilidade de aperfeiçoar a natureza, de acabar a criação divina. O trabalho é um serviço prestado aos irmãos. O trabalho é um meio de nos associarmos à obra redentora de Cristo. (Gaudium et Spes, 67).
(SNL)

Agradecimento: António Mexia Alves
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Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias, IV, 5

«Quem Me vê, vê o Pai.»

O esplendor de Deus dá vida: portanto, quem vê a Deus tomará parte na vida. Eis por que razão Aquele que é intangível, incompreensível e invisível Se oferece para ser visto, compreendido e tocado pelos homens; para poder dar a vida aos que Lhe tocam e O vêem. Porque, se a Sua grandeza é insondável, a Sua bondade também é inexprimível e é graças a ela que Ele se deixa ver e dá vida aos que O vêem.

É impossível viver sem a Vida; não há vida sem a participação em Deus; e essa participação em Deus consiste em ver a Deus e em gozar da Sua bondade. Assim, portanto, os homens verão a Deus para que vivam [...], segundo o que Moisés disse no Deuteronómio: «Hoje mesmo damo-nos conta de que Deus pode falar ao homem e este continuar vivo!» (Dt 5, 24). Deus é invisível e inexprimível [...], mas todos os seres aprendem pelo seu Verbo que há um só Deus Pai, que contém todas as coisas e dá existência a todas as coisas, como diz o Senhor: «A Deus jamais alguém O viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O deu a conhecer» (Jo 1, 18).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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São João 14,7-14

7 Se Me conhecêsseis, também certamente conheceríeis Meu Pai; mas desde agora O conheceis e já O vistes».8 Filipe disse-Lhe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta».9 Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não Me conheces, Filipe? Quem Me viu, viu também o Pai. Como dizes, pois: Mostra-nos o Pai?10 Não acreditais que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim mesmo. O Pai, que está em Mim, Esse é que faz as obras.11 Crede em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim.12 Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. «Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. Fará outras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.13 Tudo o que pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.14 Se Me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu a farei.
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«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
NUNC COEPI - Blogue sugerido para questões de formação, doutrina, reflexões e comportamento humano
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