«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

03
Jun 10
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São Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Era israelita. O seu nome consta na lista dos quatro evangelistas.

O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: "Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: 'Vamos também nós, para morrermos com ele!'"

É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: 'Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?' Diz-lhe Jesus: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'" (João 14,5-6).

Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!". Disse depois a Tomé: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" (João 20,26-28).

Com este acto de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: "Mais nos serviu para a nossa fé, diz S. Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis".

Felizes os que acreditamos sem ter visto, só em virtude da palavra dos que viram!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:03

O Senhor caminha constantemente ao encontro do mundo. Que os nossos caminhos sejam caminhos de Jesus! Que as nossas casas sejam para Ele e com Ele! Que a sua presença penetre na nossa vida de cada dia. Deste modo, colocamos sob os seus olhos os sofrimentos dos doentes, as solidões dos jovens e dos idosos, as tentações, os medos - toda a nossa vida.

Bento XVI - Homilia da Missa do Corpo de Deus (26.Mai.05)
(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, nº 13, Lucerna 2006)
publicado por spedeus às 00:03

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A Igreja coloca a festa da Eucaristia na semana seguinte ao domingo da Trindade. Tem tudo a ver. A coerência da liturgia corresponde à coerência da fé.

Se Deus é amor, se Ele assim se revelou no seu mistério da Trindade, que é a comunhão divina no seu amor, este amor foi manifestado para nós pela maneira como Cristo nos amou. E diz o Evangelho que ele nos amou até o fim! Deu por inteiro a sua vida por amor.
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”, disse Jesus. Disse e fez. Deu por inteiro sua vida. E tornou perene este seu gesto de amor, colocando-o como sua memória para ser celebrada para sempre.

Isto é a Eucaristia. Ela recolhe o amor de Cristo, que continua dando a sua vida por nós e para nós. Também nisto se mostra a coerência do mistério de Deus. Deus é amor. Tendo assumido um corpo humano, o Filho de Deus fez do seu corpo uma expressão de amor. E, para mostrar que queria partilhar connosco o seu amor, fez do seu corpo alimento para nossas vidas, à semelhança de pão para comer e de vinho para beber. Sob estas aparências, a fé diz-nos que é o próprio Cristo que continua dando o seu corpo e o seu sangue por amor a nós, como garantia de salvação para todos.

A coerência de amor divino convida-nos à coerência de nossa fé. No pão consagrado e no cálice abençoado reconhecemos a presença viva do próprio Senhor, que nos envolve em seu amor e nos fortalece em sua comunhão.
A Eucaristia é o grande sinal do amor de Deus, que Cristo nos testemunhou e nos comunica por seu Santíssimo Sacramento.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:03

A nossa vida em Deus (1)

Sendo Deus eterna comunicação de Amor, é compreensível que esse Amor transborde para fora d’Ele na Sua actuação. Toda a actuação de Deus na história é obra conjunta das três Pessoas, dado que se distinguem apenas no interior de Deus. Não obstante, cada uma imprime nas acções divinas “ad extra” a sua ( ) característica pessoal. Com uma imagem, poder-se-ia dizer que a acção divina é sempre única, como o dom que nós poderíamos receber da parte de uma família amiga, que é fruto de um só acto; mas, para quem conhece as pessoas que formam essa família, é possível reconhecer a mão ou a intervenção de cada uma, pela marca pessoal deixada por elas na prenda única.

Este reconhecimento é possível, porque conhecemos as Pessoas divinas na Sua distinção pessoal mediante as missões, quando Deus Pai enviou juntamente o Filho e o Espírito Santo na história (cf. Jo 3, 16-17 e 14, 26), para que se fizessem presentes entre os homens: «São sobretudo as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das pessoas divinas» (Catecismo, 258). Eles são como que as duas mãos do Pai que abraçam os homens de todos os tempos, para os levar ao seio do Pai. Se Deus está presente em todos os seres enquanto princípio do que existe, com as missões do Filho e do Espírito fazem-se presentes de uma forma nova . A própria Cruz de Cristo manifesta ao homem de todos os tempos o eterno Dom que Deus faz de Si mesmo, revelando na Sua morte a íntima dinâmica do Amor que une as três Pessoas.

(GIULIO MASPERO)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

QUINTA-FEIRA DEPOIS DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 

40. SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

 

Solenidade

 

– Amor e veneração por Jesus Sacramentado.

 

– Alimento para a vida eterna.

 

– A procissão do Corpus Christi.

 

Esta solenidade remonta ao século XIII, quando começou a ser celebrada na diocese de Liége, e o Papa Urbano IV estendeu-a a toda a Igreja em 1264. Tem por fim prestar culto à presença real de Cristo na Eucaristia, um culto que, conforme já era descrito por Urbano IV, deve ser popular, reflectido em hinos e em alegria. A pedido do Papa, São Tomás de Aquino compôs para o dia de hoje dois ofícios que alimentaram a piedade de muitos cristãos ao longo dos séculos. A procissão com o ostensório pelas ruas engalanadas testemunha a fé e o amor do povo cristão por Cristo que volta a passar pelas nossas cidades e aldeias. A procissão nasceu ao mesmo tempo que a festa.

 

Nos lugares onde esta festa não é de preceito, celebra-se – como dia próprio – no domingo seguinte ao da Santíssima Trindade.

 

I. LAUDA, SION, SALVATOREM... “Louva, Sião, o Salvador; louva o guia e o pastor com hinos e cânticos”1. Hoje celebramos esta grande Solenidade em honra do mistério eucarístico. Nela se unem a liturgia e a piedade popular, que não economizaram talento e beleza para cantar o Amor dos amores. São Tomás compôs para este dia os belíssimos textos da Missa e do Ofício divino.

Hoje devemos dar muitas graças ao Senhor por ter permanecido entre nós, desagravá-lo e mostrar-lhe a nossa alegria por tê-lo tão perto: Adoro te, devote, latens Deitas... adoro-Vos com devoção, Deus escondido..., dir-lhe-emos hoje muitas vezes na intimidade do nosso coração. E na nossa Visita ao Santíssimo poderemos continuar a dizer-lhe devagar, com amor: Plagas, sicut Thomas, non intueor..., não vejo as chagas como Tomé, mas confesso que sois o meu Deus. Fazei que eu creia mais e mais em Vós, que em Vós espere, que Vos ame.

 

A fé na presença real de Cristo na Sagrada Eucaristia levou à devoção a Jesus Sacramentado também fora da Missa. Nos primeiros séculos da Igreja, começaram a conservar-se as Sagradas Espécies para se poder ministrar a comunhão aos doentes e aos que, por terem confessado a sua fé, se encontravam nas prisões à espera de serem martirizados. Com o passar do tempo, a fé e o amor dos fiéis enriqueceram a devoção pelo Corpo do Senhor e levaram a tratá-lo com a máxima reverência e a dar-lhe culto público. Desta veneração temos muitos testemunhos nos mais antigos documentos da Igreja, e foi ela que deu origem à festa que hoje celebramos.

 

O amor à Eucaristia pode manifestar-se de muitas maneiras: é a bênção com o Santíssimo, é a oração diante de Jesus Sacramentado, são as genuflexões feitas como verdadeiros actos de fé e de adoração... E dentre essas devoções e formas de culto “merece especial menção a solenidade do Corpus Christi, como ato público tributado a Cristo presente na Eucaristia [...]. A Igreja e o mundo têm uma grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera-nos neste sacramento do amor. Não regateemos o nosso tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e desejosa de reparar as graves faltas e delitos do mundo. Não cesse nunca a nossa adoração”2.

 

O dia de hoje deve estar especialmente cheio de actos de fé e de amor a Jesus Sacramentado. Se participarmos da procissão, acompanhando Jesus, deveremos fazê-lo como aquele povo simples que, cheio de alegria, ia atrás do Mestre nos dias da sua vida na terra, manifestando-lhe espontaneamente as suas necessidades e dores, como também a felicidade de estarem com Ele. Se o virmos passar pela rua, exposto no ostensório, dar-lhe-emos a saber do íntimo do coração tudo o que representa para nós... “Adoremo-lo com reverência e com devoção; renovemos na sua presença o oferecimento sincero do nosso amor; digamos-lhe sem medo que o amamos; agradeçamos-lhe esta prova diária de misericórdia, tão cheia de ternura, e fomentemos o desejo de nos aproximarmos da Comunhão com confiança. Eu me surpreendo diante desse mistério de amor: o Senhor procura como trono o meu pobre coração, para não me abandonar se eu não me afasto d’Ele”3. Nesse trono, que é o nosso coração, Jesus está mais alegre do que no mais esplêndido ostensório.

 

II. O SENHOR ALIMENTOU o seu povo com a flor do trigo, e com o mel do rochedo o saciou4, recorda-nos a Antífona de entrada da Missa.

Durante anos, o Senhor alimentou com o maná o povo de Israel no deserto. Esse povo é imagem e símbolo da Igreja peregrina e de cada homem que caminha para a pátria definitiva, o Céu; e o maná é figura do verdadeiro alimento, a Sagrada Eucaristia. “Este é o sacramento da peregrinação humana [...]. Precisamente por isso, a festa anual da Eucaristia, que a Igreja celebra hoje, contém inúmeras referências à peregrinação do povo da aliança pelo deserto”5. Moisés recordará frequentemente aos israelitas essas intervenções prodigiosas de Deus em favor do seu povo: Para que não esqueças o Senhor teu Deus, que te tirou da escravidão do Egipto...6

 

Hoje é um dia de acção de graças e de alegria porque o Senhor também quis ficar connosco para que nunca nos sentíssemos perdidos, para nos alimentar, para nos fortalecer. A Sagrada Eucaristia é viático, isto é, alimento para o longo caminho da vida em direcção à verdadeira Vida. Jesus acompanha-nos e robustece-nos aqui na terra, que é como que uma sombra comparada com a realidade que nos espera; e o alimento terreno é uma pálida imagem do alimento que recebemos na Comunhão. A Sagrada Eucaristia abre o nosso coração para uma realidade totalmente nova7.

 

Embora celebremos esta festa apenas uma vez por ano, a Igreja proclama todos os dias esta felicíssima verdade: Jesus Cristo entrega-se todos os dias aos homens como alimento e fica com eles nos Sacrários para ser a fortaleza e a esperança de uma vida nova, sem fim nem termo. É um mistério sempre vivo e actual.

 

Senhor, obrigado por teres ficado connosco. O que seria de nós sem Ti? Aonde iríamos para restaurar as forças e pedir alívio? Como nos facilitas o caminho permanecendo no Sacrário!

 

III. CERTO DIA, O SENHOR deixava a cidade a caminho de Jerusalém e passou por um cego que pedia esmola à beira da estrada. Ao ouvir o barulho da pequena comitiva que acompanhava o Mestre, o cego perguntou o que era aquilo. E os que estavam ao seu lado responderam: É Jesus de Nazaré que passa8.

 

Se hoje, em tantas cidades e aldeias onde se vive esse antigo costume de levar Jesus Sacramentado em procissão pelas ruas, alguém perguntasse, ao ouvir também o rumor da multidão: “O que está acontecendo?”, poderiam responder-lhe com as mesmas palavras que se disseram a Bartimeu: É Jesus de Nazaré que passa. É Ele mesmo, que percorre as ruas recebendo a homenagem da nossa fé e do nosso amor. É Ele mesmo!

 

E, como no caso de Bartimeu, também o nosso coração deveria inflamar-se e gritar: Jesus, Filho de David, tem compaixão de mim! E o Senhor, que passa abençoando e fazendo o bem9, terá compaixão da nossa cegueira e de tantos males que por vezes afligem a nossa alma. Porque a festa que hoje celebramos, com uma exuberância de fé e de amor, “quer romper o silêncio misterioso que circunda a Eucaristia e tributar-lhe um triunfo que ultrapassa os muros das igrejas para invadir as ruas da cidade e infundir em toda a comunidade humana o sentido e a alegria da presença de Cristo, silencioso e vivo acompanhante do homem peregrino pelos caminhos do tempo e da terra”10.

 

E isto cumula-nos o coração de alegria. É lógico que os cânticos que acompanham Jesus Sacramentado, especialmente neste dia, sejam cânticos de adoração, de amor, de profunda alegria. Cantemos ao Amor dos amores, cantemos ao Senhor. Deus está aqui; vinde, adoradores, adoremos Cristo Redentor... “Pange, lingua, gloriosi”... Canta, ó língua, o mistério do glorioso Corpo de Cristo...

 

A procissão solene pelas ruas das aldeias e cidades é de origem muito antiga e constitui um testemunho público da piedade do povo cristão para com o Santíssimo Sacramento11. Neste dia, o Senhor toma posse das nossas ruas e praças, atapetadas em muitos lugares com flores e ramos; para esta festa projectaram-se magníficos ostensórios. Muitos serão os cristãos que hoje acompanharão o Senhor que sai em procissão, que sai ao encontro dos que o querem ver, “fazendo-se encontradiço dos que não o procuram. Jesus aparece assim, uma vez mais, no meio dos seus: como reagimos perante essa chamada do Mestre? [...].

 

“A procissão do Corpo de Deus torna Cristo presente nas aldeias e cidades do mundo. Mas essa presença [...] não deve ser coisa de um dia, ruído que se ouve e se esquece. Essa passagem de Jesus lembra-nos que devemos descobri-lo também nas nossas ocupações habituais. A par da procissão solene desta Quinta-Feira, deve avançar a procissão silenciosa e simples da vida comum de cada cristão, homem entre os homens, mas feliz de ter recebido a fé e a missão divina de se conduzir de tal modo que renove a mensagem do Senhor sobre a terra [...].

“Peçamos, pois, ao Senhor que nos conceda a graça de sermos almas de Eucaristia, que a nossa relação pessoal com Ele se traduza em alegria, em serenidade, em propósitos de justiça. E assim facilitaremos aos outros a tarefa de reconhecerem Cristo, contribuiremos para colocá-lo no cume de todas as actividades humanas. Cumprir-se-á a promessa de Jesus: Eu, quando for exaltado sobre a terra, tudo atrairei a mim (Jo 12, 32)”12.

 

(1) Seqüência Lauda, Sion, Salvatorem; (2) João Paulo II, Carta Dominicae Cenae, 24-II-1980, 3; (3) São Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 161; (4) Sl 80, 17; Antífona de entrada da Missa de Corpus Christi; (5) João Paulo II, Homilia, 4-VI-1988; (6) cfr. Deut 8, 2-3; 14-16; Primeira leitura, ib., ciclo A; (7) Lc 9, 11-17; cfr. Evangelho da Missa, ib., ciclo C; (8) Lc 18, 37; (9) cfr. At 10, 38; (10) Paulo VI, Homilia, 11-VIII-1964; (11) cfr. J. Abad e M. Garrido, Iniciación a la liturgia de la Iglesia, Palabra, Madrid, 1988, págs. 656-657; (12) São Josemaría Escrivá, op. cit., n. 156.

 

 

 

(Fonte: Website de Francisco Fernández Carvajal AQUI)

publicado por spedeus às 00:02

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
De Trinitate, VIII, 12; PL 42, 958B-959A (a partir da trad. de Orval)

«Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante»

«Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor» (1Jo 4, 7-8). Neste texto, o Apóstolo João, com a sua grande autoridade, mostra claramente que, não somente o amor fraterno vem de Deus, como também que esse amor fraterno, que faz com que nos amemos uns aos outros, é o próprio Deus.

Por consequência, ao amarmos o nosso irmão com verdadeiro amor, amamos o nosso irmão segundo Deus, por Deus. E não é possível não amar acima de tudo este mesmo amor graças ao qual amamos o nosso irmão. Donde concluímos que estes dois preceitos não podem existir um sem o outro. Com efeito, visto que «Deus é amor», quem ama o amor certamente ama a Deus; ora, aquele que ama o seu irmão ama necessariamente o amor. Eis por que, um pouco mais adiante, o Apóstolo João diz: «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a Quem não vê» (1Jo 4, 20); a razão que o impede de ver a Deus é o facto de não amar o seu irmão. Quem não ama o seu irmão não anda em amor; e quem não anda no amor não anda em Deus, porque «Deus é amor».

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 9,11-17

11 Sabendo isto, as multidões foram-n'O seguindo. E as recebeu, falou-lhes do reino de Deus e curou os que necessitavam de cura. 12 Ora o dia começava a declinar. Aproximando-se d'Ele os doze, disseram-Lhe: «Despede as multidões, para que, indo pelas aldeias e herdades circunvizinhas, se alberguem e encontrem que comer, porque aqui estamos num lugar deserto».13 Ele respondeu-lhes: «Dai-lhes vós de comer». Eles disseram: «Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que vamos comprar mantimento para toda esta multidão».14 Pois eram quase cinco mil homens. Então disse aos discípulos: «Mandai-os sentar divididos em grupos de cinquenta».15 Eles assim fizeram, e mandaram-nos sentar a todos.16 Tendo tomado os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e distribuiu-os aos Seus discípulos, para que os servissem à multidão.17 Comeram todos e ficaram saciados. E recolheram do que sobrou doze cestos de fragmentos.
publicado por spedeus às 00:00

02
Jun 10

Vídeo em espanhol

Durante a audiência geral Bento XVI manifestou a própria trepidação pelas trágicas vicissitudes ocorridas em proximidade da Faixa de Gaza.

“Sinto a necessidade de exprimir os meus sentidos pêsames pelas vitimas destes dolorosíssimos acontecimentos que preocupam todos aqueles que têm a peito a paz na região

Uma vez mais repito com o espírito angustiado que a violência não resolve as controvérsias, mas aumenta as suas consequências dramáticas e gera outra violência.

Faço apelo a todos aqueles que têm responsabilidades politicas a nível local e internacional para que procurem incessantemente soluções justas através do diálogo, de maneira a garantir ás populações da área melhores condições de vida, em concórdia e serenidade".

O Santo Padre convidou depois a unir-se a ele na oração pelas vitimas, pelos seus familiares e por todos aqueles que sofrem, pedindo ao Senhor que sustente os esforços daqueles que não se cansam de operar pela reconciliação e pela paz.

Já no final da audiência geral o Papa recordou que nesta quinta-feira, solenidade do Corpo de Deus, com inicio ás 19h00 presidirá no átrio da Basílica de São João de Latrão, igreja catedral de Roma, a Missa, no fim da qual seguirá a tradicional procissão até á Basílica de Santa Maria Maior. E dirigiu a todos o convite a participar nesta celebração, para manifestar juntos a fé em Cristo, presente na Eucaristia.

Finalmente Bento XVI pediu a todos que o acompanhem com a oração na viagem pastoral a Chipre que empreenderá na próxima sexta-feira, dia 4 para que seja rica de frutos espirituais para as queridas comunidades cristãs do Médio Oriente.

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:37

Vídeo em espanhol

 

É uma grande graça quando os teólogos sabem falar com facilidade e fervor e um são realismo pastoral enriquece de estímulos vivazes a sua investigação. Foi o que salientou o Papa Bento XVI durante a audiência geral dedicada nesta quarta feira á figura de São Tomás de Aquino do qual exaltou a grandeza recordando que é citado 61 vezes no Catecismo da Igreja Católica e que realizou uma operação de fundamental importância para a historia da filosofia e da cultura distinguindo aquilo que era válido daquilo que era duvidoso no pensamento de Aristóteles e que se ia difundindo , e mostrando que entre a fé cristã e a razão subsiste uma fundamental harmonia.

Escutemos agora o Santo Padre falando em português:

Queridos irmãos e irmãs,

São Tomás de Aquino é proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo quanto ao recto modo de fazer teologia. Nascido na primeira metade do século XIII, no seio de uma família nobre e rica, fez os primeiros estudos na Abadia beneditina de Montecassino, seguindo depois para Nápoles, onde teve o primeiro contacto com as obras de Aristóteles. Aí decide fazer-se dominicano, enfrentando a oposição familiar. Enviado a Paris, teve como mestre Santo Alberto Magno, com quem pôde aprofundar os estudos aristotélicos: com efeito, as obras deste filósofo grego eram vistas por muitos como contrárias a fé cristã, mas Tomás soube distinguir aquilo que era válido, do que era duvidoso ou mesmo contrário à fé, mostrando assim a harmonia natural entre a fé cristã e a razão. Escreveu inúmeras obras, dentre as quais se destaca a Summa Theologiae. Profundo amante do Mistério Eucarístico, compôs os textos litúrgicos da festa de Corpus Christi. Depois de uma experiência mística enquanto celebrava a missa, decidiu interromper a sua produção literária, reconhecendo humildemente que tudo quanto tinha escrito era infinitamente superado pela grandeza e beleza de Deus. Morreu a caminho do Concílio Ecuménico de Lião.

Uma saudação afectuosa a todos os peregrinos vindos do Brasil e demais países lusófonos, nomeadamente os fiéis da diocese de Serrinha, acompanhados do seu bispo D. Ottorino Assolari! Possa cada um de vós encontrar a Jesus Cristo vivo e operante na Igreja através da sua presença real na Eucaristia. E assim, fortalecidos com a sua Graça, possais servi-Lo nos irmãos. De coração, a todos abençoo. Ide com Deus!

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:13

Não haverá pior defeito.
Na verdade, o indiferente, carece de virtudes fundamentais num ser humano tais como, entre outras: solidariedade, preocupação pelos outros, carinho, compaixão, ternura, afectividade, companheirismo, amizade, dedicação, caridade, espírito de serviço, amor.

O indiferente vai pela vida sozinho, debruçado sobre si próprio, sem emoções, sem causas a defender nem princípios a observar.

Não tem interesse especial por nada nem ninguém. A sua vida é monótona, o percurso errático, o comportamento abúlico.

O principal efeito da indiferença é a aridez que gera à sua volta, o isolamento e solidão.

O indiferente é um morto vivo. Não interessa aos outros homens. Deus não pode comunicar com ele.

E, sem comunicação com Deus não há vida.

(AMA, dissertação, 2010.05.27)

Publicada por ontiano em NUNC COEPI AQUI
publicado por spedeus às 13:01

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Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.

Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é mto bom.

O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.

Devem enviar as encomendas em meu nome para:

Joana Alves dos Santos

Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

E O QUE MANDAR?

Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desactualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

SE NÃO MANDAREM PELO MENOS DIVULGUEM
publicado por spedeus às 13:00

Cumprimenta uma senhora que se comove, durante a sua viagem ao México: uma viagem de catequese que lhe permitiu estar com mais de 20 000 pessoas de condições muito variadas, a quem transmitiu a mensagem da fé, da santificação da vida corrente, de intimidade com Deus no mundo, própria do Opus Dei.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 06:52

O Presidente da República (PR) entendeu promulgar a lei que institucionaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Fê-lo invocando a «ética da responsabilidade» e contra o seu próprio parecer sobre a questão.

A expressão «ética da responsabilidade» é redundante, porque a irresponsabilidade nunca é ética, como é óbvio. «Responsabilidade» significa, etimologicamente, o «peso» (pondus, em latim), da «coisa» (em latim, res), ou seja, ser responsável é acarretar com as consequências das próprias convicções em todos os actos e opções. A «ética da responsabilidade» opõe-se, portanto, à lógica da conveniência, cujo critério decisivo não é pautado por imperativos morais, mas por razões de oportunidade.

Ora o PR, que podia não ser cristão e, não o sendo, até podia ser partidário do casamento entre pessoas do mesmo sexo, fez questão em deixar claro que não concorda com o teor do diploma que promulgou. Ou seja, foi o PR que chamou a atenção para a incoerência da sua atitude: enquanto cidadão supostamente católico, pensa de uma forma; mas enquanto PR, age ao contrário. Mas como a fé se manifesta pelas obras e os princípios também, pois se assim não fosse não seriam princípio de coisa nenhuma, forçoso é concluir que quem procede deste modo não tem fé, nem princípios.

Também por razões de oportunismo, não faltaram políticos, militares, cientistas, juízes, etc., que cederam às exigências do poder, nomeadamente nazi e estalinista, por exemplo. Não restam dúvidas de que o seu acatamento dessas ordens superiores beneficiaram a coesão social dos respectivos regimes, sobretudo em situação de guerra ou de grave crise nacional, mas uma tal vantagem prática os não iliba da correspondente responsabilidade moral: não é uma desculpa, mas uma culpa decorrente da sua irresponsabilidade ética, do seu relativismo moral. Não foram vítimas dessas injustiças, mas cúmplices. O medo pelas consequências necessárias de um acto eticamente exigido não é prudência, é cobardia.

Mas – poderiam objectar alguns politólogos mais manhosos – não seria ineficaz, em termos práticos, a recusa da promulgação do controverso diploma, na medida em que constitucionalmente não poderia deixar de o ser se, de novo, fosse remetido à presidência pelo parlamento, como decerto ocorreria?! De modo algum, porque o PR podia e devia fazer saber a quem de direito que, não podendo agir contra os seus princípios e a sua consciência, ver-se-ia obrigado a demitir-se se essa lei lhe fosse reenviada, ou a dissolver a Assembleia da República. Em qualquer dos casos, a responsabilidade pela crise política decorrente seria única e exclusivamente de quem insistisse nessa questão fracturante. Pelo contrário, promulgando o diploma, o PR não só o faz seu como faz saber à nação e aos outros órgãos de soberania que está disponível para sancionar qualquer lei, mesmo que contrária aos princípios morais que era suposto seguir na sua actividade política.

Outra é a lógica da honra e da fé. Thomas More, ex-chanceler de Henrique VIII, estava disposto a servir o seu país e o seu rei, mas não à custa dos seus princípios morais ou da sua religião. Em termos de estabilidade política ou de conveniência pessoal, poderia ter transigido com o divórcio real mas, como era um homem de fé e de princípios, não o fez. A coerência custou-lhe a vida. João Baptista não teve medo de denunciar a imoralidade de Herodes e a sua não cedência ante o adultério do monarca, que teria sido muito oportuna social e politicamente, dada a grave crise resultante da ocupação romana, teve para o precursor uma consequência trágica: o martírio.

São Thomas More e São João Baptista perderam literalmente a cabeça, mas não a fé, nem a honra, ao contrário dos que vendem a alma e a sua dignidade por mesquinhos interesses conjunturais. Aqueles não foram vencidos da vida, mas vencedores do mundo, ao invés dos que renegam os seus princípios por calculismo eleitoral e oportunismo político. Vae victis

Gonçalo Portocarrero de Almada

Texto publicado com a autorização prévia do seu autor e sublinhados, neste caso 'negrito' da responsabilidade do autor do blogue.
publicado por spedeus às 06:50

publicado por spedeus às 00:04

Deus na Sua vida íntima (2)

Estas duas processões chamam-se imanentes e diferenciam-se radicalmente da criação, que é transeunte, no sentido de que é algo que Deus faz para fora de Si. Tratando-se de processões dão conta da distinção em Deus, enquanto que ao serem imanentes dão razão da unidade. Por isso, o mistério do Deus Uno e Trino não pode ser reduzido a uma unidade sem distinções, como se as três Pessoas fossem apenas três máscaras; ou a três seres sem unidade perfeita, como se se tratasse de três deuses distintos, embora juntos.

As duas processões são o fundamento das diversas relações que em Deus se identificam com as Pessoas divinas: o ser Pai, o ser Filho e o ser espirado por Eles. De facto, como não é possível ser pai e ser filho da mesma pessoa, no mesmo sentido assim não é possível ser ao mesmo tempo a Pessoa que procede pela espiração e as duas Pessoas das quais procede. Convém esclarecer que no mundo criado as relações são acidentes, no sentido de que as suas relações não se identificam com o seu ser, embora o caracterizem no que é mais profundo como no caso da filiação. Em Deus, como nas processões é doada toda a substância divina, as relações são eternas e identificam-se com a própria substância.

Estas três relações eternas não só caracterizam, mas identificam-se com as três Pessoas divinas, visto que ao Pai pensar quer dizer pensar no Filho; e pensar no Espírito Santo quer dizer pensar naqueles a respeito dos quais Ele é Espírito. Assim as Pessoas divinas são três Alguém, mas um único Deus. Não como se dá entre três homens, que participam da mesma natureza humana sem a esgotar. As três Pessoas são cada uma toda a Divindade, identificando-se com a única Natureza de Deus : as Pessoas são Uma na Outra. Por isso, Jesus diz a Filipe que quem o viu a Ele viu o Pai (cf. Jo 14, 6), enquanto Ele e o Pai são uma só coisa (cf. Jo 10, 30 e 17, 21). Esta dinâmica, que tecnicamente se chama pericorese ou circumincesio – dois termos que fazem referência a um movimento dinâmico em que um se intercambia com o outro como numa dança em círculo – ajuda a apercebermo-nos de que o mistério do Deus Uno e Trino é o mistério do Amor: «Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo, e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão» (Catecismo, 221).

(GIULIO MASPERO)

Agradecimento: António Mexia Alves

publicado por spedeus às 00:02

São Justino (c. 100 -160), filósofo, mártir
Tratado sobre a ressurreição, 2.4.7-9 (a partir da trad. OC, Migne, 1994, pp. 345ss.)

«Creio na ressurreição da carne» (Credo)


Aqueles que estão enganados dizem que não há ressurreição da carne, que é impossível que esta, após ter sido destruída e reduzida a pó, reencontre a sua integridade. Segundo eles, a salvação da carne seria não apenas impossível mas nociva: eles culpam a carne, denunciam os seus defeitos, tornam-na responsável pelos pecados; dizem que, se esta carne ressuscitar, também os seus defeitos ressuscitarão [...]. E aliás o Salvador disse «Quando ressuscitarem de entre os mortos não se casarão, mas serão como anjos nos céus». Ora os anjos, dizem eles, não têm carne, não comem nem se unem. Portanto, dizem eles, não haverá ressurreição da carne. [...]

Como são cegos os olhos do intelecto! Porque eles não viram na terra «os cegos verem, os coxos caminharem» (Mt 11, 5) graças à palavra do Salvador [...], para nos fazer crer que na ressurreição a carne ressuscitará completa. Se nesta terra Ele curou as enfermidades da carne e devolveu ao corpo a sua integridade, quanto mais fará no momento da ressurreição, para que a carne ressuscite sem defeito, integralmente [...]. Parece-me que essas pessoas ignoram a acção divina no seu conjunto, na origem da criação, no fabrico do homem; elas ignoram a razão por que as coisas terrenas foram feitas.

O Verbo disse: «Façamos o homem à Nossa imagem e semelhança» (Gn 1, 26). [...] É evidente que o homem, moldado à imagem de Deus, era de carne. Que absurdo é considerar desprezível e sem qualquer mérito a carne moldada por Deus segundo a Sua imagem! É evidente que a carne é preciosa aos olhos de Deus porque é obra Sua. E, porque nela se encontra o princípio do Seu projecto para o resto da criação, é o que há de mais precioso aos olhos do Criador.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

publicado por spedeus às 00:00

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São Marcos 12,18-27

18 Foram ter com Ele os saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-n'O, dizendo:19 «Mestre, Moisés deixou-nos escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar a mulher sem filhos, seu irmão tome a mulher dele e dê descendência a seu irmão.20 Ora havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos.21 O segundo casou com a viúva e morreu também sem deixar filhos. Do mesmo modo o terceiro.22 Nenhum dos sete deixou filhos. Depois deles todos, morreu também a mulher.23 Na ressurreição, pois, quando tornarem a viver, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram por mulher».24 Jesus respondeu-lhes: «Não andareis vós em erro, porque não compreendeis as Escrituras, nem o poder de Deus?25 Quando ressuscitarem de entre os mortos, nem os homens tomarão mulheres, nem as mulheres maridos, mas todos serão como anjos do céu.26 Relativamente à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés, como Deus lhe falou sobre a sarça, dizendo: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob”?27 Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Logo vós estais num grande erro».
publicado por spedeus às 00:00

01
Jun 10
VALE LA PENA LEERLA!!! (E DIZER NÓS VOS AMAMOS E ESTAMOS PROFUNDA E CONVICTAMENTE GRATOS, QUE O SENHOR POR INTERCESSÃO DA VIRGEM MARIA VOS PROTEJA)

Soy un simple sacerdote católico uruguayo que hace 20 años vivo en Angola.

Me siento feliz y orgulloso de mi vocación.

Me da un gran dolor por el profundo mal que sacerdotes, que deberían
ser señales del amor de Dios, sean un puñal en la vida de inocentes.
No hay palabras que justifique tales repugnantes actos.

Veo en muchos medios de información, la ampliación del tema en forma
morbosa, investigando en detalles la vida de algún sacerdote pedófilo.

Así aparece uno de una ciudad de USA, de la década del 70, otro en
Australia de los años 80 y así de frente, otros casos recientes…

¡Es curiosa la poca noticia y desinterés por miles y miles de
sacerdotes que se consumen por millones de niños, por los adolescentes
y los más desfavorecidos en los cuatro ángulos del mundo!

Pienso que los medios de información no le interesa que yo haya tenido
que transportar, por caminos minados en el año 2002, a muchos niños
desnutridos desde Cangumbe a Lwena (Angola), pues ni el gobierno se
disponía y las ONG’s no estaban autorizadas.

No ha sido noticia que haya tenido que enterrar decenas de pequeños
fallecidos entre los desplazados de guerra y los que han retornado;

que le hayamos salvado la vida a miles de personas en Moxico mediante
el único puesto médico en 90.000 km2, así como con la distribución de
alimentos y semillas;

que hayamos dado la oportunidad de educación en estos 10 años y
escuelas a más de 110.000 niños...

No es de interés que con otros sacerdotes hayamos tenido que socorrer
la crisis humanitaria de cerca de 15.000 personas en los
acuartelamientos de la guerrilla, después de su rendición, porque no
llegaban los alimentos del Gobierno y la ONU.

No es noticia que un sacerdote de 75 años, el P. Roberto, por las
noches recorra las ciudad de Luanda curando a los chicos de la calle,
llevándolos a una casa de acogida, para que se desintoxiquen de la
gasolina;

que alfabeticen cientos de presos;

que otros sacerdotes, como P. Stefano, tengan hogares transitorios
para los chicos que son golpeados, maltratados y hasta violados y
buscan un refugio.

Tampoco que Fray Maiato con sus 80 años, pase casa por casa
confortando los enfermos y desesperados.

No es noticia que más de 60.000 de los 400.000 sacerdotes, y
religiosos hayan dejado su tierra y su familia para servir a sus
hermanos en una leprosería, en hospitales, campos de refugiados,
orfanatos para niños acusados de hechiceros o huérfanos de padres que
fallecieron con Sida, en escuelas para los más pobres, en centros de
formación profesional, en centros de atención a cero positivos…

o en parroquias y misiones dando motivaciones a la gente para vivir y amar.

No es noticia que mi amigo, el P. Marcos Aurelio, por salvar a unos
jóvenes durante la guerra en Angola, lo haya transportado de Kalulo a
Dondo y volviendo a su misión haya sido ametrallado en el camino;

que el hermano Francisco, con cinco señoras catequistas, por ir a
ayudar a las áreas rurales más recónditas hayan muerto en un asalto en
la calle;

que decenas de misioneros en Angola hayan muerto por falta de socorro
sanitario, por una simple malaria;

que otros hayan saltado por los aires, a causa de una mina, visitando
a su gente.

En el cementerio de Kalulo están las tumbas de los primeros sacerdotes
que llegaron a la región…
Ninguno pasa los 40 años.

No es noticia acompañar la vida de un Sacerdote “normal” en su día a
día, en sus dificultades y alegrías consumiendo sin ruido su vida a
favor de la comunidad que sirve.

La verdad es que no procuramos ser noticia, sino simplemente llevar la
Buena Noticia, esa noticia que sin ruido comenzó en la noche de
Pascua.

Hace más ruido un árbol que cae, que un bosque que crece.

No pretendo hacer una apología de la Iglesia y ni de los sacerdotes.

El sacerdote no es ni un héroe ni un neurótico.

Es un simple hombre, que con su humanidad busca seguir a Jesús y
servir sus hermanos.

Pbro. Martín Lasarte (salesiano) - Angola
publicado por spedeus às 19:53

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Cerca de 50 mil pessoas iluminaram com velas as ruas da Baixa entre a Lapa e a Sé, para acompanhar a imagem de Nossa Senhora.

Cerca de 50 mil pessoas iluminaram com velas as ruas da Baixa do Porto, entre a Lapa e a Sé, para acompanhar a imagem de Nossa Senhora. D. Manuel Clemente, bispo do Porto, diz que a multidão que marcou presença na iniciativa é uma família.

“Precisamente aquela família que Jesus e Maria formam connosco. Nós dizemos estas coisas e acreditamos nelas, mas há momentos em que as vivemos de maneira mais expressiva e impressiva e creio que nos faz muito bem, porque quando nós vivemos estas celebrações de uma maneira tão intensa, percebemos melhor o que temos para oferecer ao mundo.”

A procissão contou com intervenções de algumas personalidades da cidade, entre elas o banqueiro Artur Santos Silva. “É impressionante o ideal religioso, a mobilização da cidade para este acto mariano e tudo aquilo que D. Manuel Clemente está a fazer para nos acordar ainda mais para a fé”.

Na despedida da procissão, enquanto os fiéis apagavam as velas, o bispo do Porto convidou os presentes a manter a chama da fé acesa dentro de si: “As velas continuam acesas no vosso coração para fazer das vossas vidas uma visitação permanente”.

(Fonte: site Rádio Renascença)
publicado por spedeus às 19:40

Vídeo em espanhol

 

Maria é o exemplo mais límpido e o significado mais verdadeiro do caminho da Igreja. Estas as palavras de Bento XVI no final da vigília de oração para a conclusão do mês mariano, ontem á noite nos Jardins do Vaticano. Central foi também a referência á profunda saudade que o mundo tem de Jesus e o apelo a uma civilização justa e livre.

Referindo-se à liturgia do dia, que narrava a visita de Maria à sua prima, Isabel, grávida e já não jovem o Papa sublinhou que nessa visita podemos reconhecer o exemplo mais límpido e o significado mais verdadeiro do nosso caminho como fiéis, e do caminho da própria Igreja:

"A Igreja é, por sua natureza, missionária; é chamada a anunciar o Evangelho em todos os recantos do mundo, e a transmitir a fé a cada homem e mulher, em todas as culturas."

A viagem de Maria foi uma "autêntica viagem missionária", a mesma viagem para fora de nós mesmos, para além das nossas limitações – que Cristo pede a cada um de nós, para darmos testemunho d'Ele, até os confins da Terra.

Maria permanece com a prima Isabel durante três meses – narra o evangelista Lucas. Ela soubera, por intermédio do Anjo, que Isabel estava grávida de seis meses. Isabel já não era jovem e a presença da jovem Maria ao seu lado podia ser-lhe muito útil. Eis porque Maria foi ter com ela e ali permaneceu: para oferecer-lhe aquela afectuosa proximidade, aquela ajuda concreta e aqueles serviços quotidianos de que Isabel tanto necessitava.

"Isabel – sublinhou o Papa – torna-se, assim, o símbolo das pessoas idosas e doentes, de todos aqueles que necessitam de ajuda e de amor. E quantas destas existem, ainda hoje, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e nas nossas cidades!"

Mas a caridade de Maria não se detém na ajuda concreta, ela vai além; faz com que a prima encontre Jesus. De facto – narra o evangelista Lucas – logo que viu Maria, o bebé de Isabel mexeu-se no seu ventre: "É o fulcro e o ápice – disse o Santo Padre – da missão evangelizadora; é o significado mais verdadeiro e o objectivo mais genuíno de todo percurso missionário: doar aos homens o Evangelho vivo e pessoal, que é o próprio Senhor Jesus." "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos e devemos dar à humanidade. É d'Ele que os homens e mulheres do nosso tempo sentem a falta, ainda quando parecem ignorá-Lo ou recusá-Lo. É d'Ele que tem necessidade a sociedade em que vivemos, a Europa e o mundo inteiro" – frisou Bento XVI.

O Papa concluiu, sublinhando que devemos viver com alegria e empenho essa extraordinária responsabilidade que nos é confiada, a fim que a nossa civilização seja, realmente, "uma civilização na qual reinem a verdade, a liberdade e o amor, pilares fundamentais e insubstituíveis de uma verdadeira convivência ordenada e pacífica".

(Fonte: site Radio Vaticana)
publicado por spedeus às 13:56

“O trabalho esgota o teu corpo, e não podes fazer oração. – Estás sempre na presença do teu Pai. Se não falas com Ele, olha para Ele de vez em quando, como um pequenito… e Ele sorrir-te-á”, anota hoje.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
publicado por spedeus às 08:03

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A iniciativa parte de uma ONG que trabalha na área do diálogo inter-religioso e pretende clarificar a questão do papel da Igreja durante a guerra.

A Pave the Way Foundation, uma organização dedicada ao diálogo inter-religioso e chefiada pelo judeu Elliot Hershberg, obteve autorização do L’Osservatore Romano, visto como sendo o jornal oficial do Vaticano, para publicar na internet as suas edições do período da Segunda Guerra Mundial.

“É um grande passo no sentido de educar os historiadores legítimos em todo o mundo. Têm sido feitas muitas referências a artigos do L’Osservatore Romano ao longo dos anos, tanto negativas como positivas, e agora estas poderão ser verificadas on-line”.

A Pave the Way Foundation tem feito muitos esforços nos últimos anos para ajudar a clarificar o papel da Igreja Católica, e em particular de Pio XII, durante a guerra, e tem publicado documentação, por vezes inédita, que desmente a ideia de que o Papa nada terá feito para ajudar os judeus.

A organização já reuniu dezenas de milhares de páginas de documentação no seu site: www.ptwf.org. Esse acervo ficará significativamente maior com a adição dos jornais em formato digital.

(Fonte: site Rádio Renascença)
publicado por spedeus às 00:06

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É uma constante que alguns média ataquem mais ou menos indirectamente a chamada "família tradicional", e igualmente a religião, em especial a católica. Para lá da informação, não deixará de ser útil procurar para isso uma explicação de fundo.

Que tem mais influência mais no comportamento concreto do comum das pessoas, que, se descontarmos os casos extremos para um lado ou para o outro, representam em média 60 ou 70% do total? O paradigma dominante na época, difundido sobretudo pelos média? A experiência concreta, próxima, do que se vê no nosso entorno, as circunstâncias familiares, os grupos ou instituições a que se pertence? Ou as convicções interiores, o "modelo de vida"?

Três factores

Estes três factores - os principais, a par de outros - influem em simultâneo e, em alguns casos, influem um sobre o outro. Se as convicções forem fortes e arreigadas, o paradigma mediático terá pouca força; se essas convicções forem fracas e pouco fundamentadas, o paradigma acabará na prática por determinar a conduta, porque há sempre o "Maria vai com as outras".

Partindo do aspecto pessoal, do mais íntimo, quando as convicções são sólidas e fundamentadas, serão elas o mais influente e o mais decisivo. Mas tal acontece apenas com uma escassa minoria da população. Uma convicção fundamentada não é um mero costume herdado, nem sequer uma espécie de obstinação: implica esforço por procurar a verdade e estudá-la e coerência entre o que se crê e o que se faz.

Uma maior percentagem de pessoas atém-se ao que viu fazer e ao que se faz no âmbito da sua família. Não se trata já de convicções adquiridas, mas sim herdadas. Para isto, é necessário que o modelo familiar funcione como uma estrutura relativamente sólida.

Papel semelhante ao da família "estruturada" desempenha o grupo de amigos ou a participação em alguma organização, podendo esta ter fins muito diversos: desde uma tribo urbana a uma ONG, uma instituição de carácter religioso, etc.

O influxo do paradigma difundido pelos média é fraco, pelo facto de ser externo. Não representa o que "se vê em directo" ou "se experimenta", mas o que "se vê" em imagens reflexas, "se lê" ou "se ouve". Mais do que determinar comportamentos, os média são "aceites" por quem já de antemão pensa como eles. É claro que a partir daí existe uma efectiva influência dos média, posto que eles cultivam as ideias, as crenças, etc. de quem lhes é afecto. É tão real F. escolher um média com determinada tendência como esse média escolher F.

Uma hipótese

Formulemos uma hipótese: se no comum das pessoas (ou seja, a maioria de pessoas sem convicções profundas, procuradas ou conquistadas) a influência dos média for x, a influência no seu ambiente próximo (família, grupo de amigos, organizações a que pertença) será nx, sendo n uma quantidade positiva.

Nada disto se pode medir com exactidão, mas podemos mostrar que é plausível. Por exemplo, é próprio de cada época determinar, através dos média (de um sermão a um livro difundido, de revistas ao cinema, da rádio à televisão, etc.), "o politicamente correcto", querendo "politicamente" na realidade dizer "socialmente". Através dos média - seja de que tipo forem - procura-se impor um paradigma, mesmo que se usem armas de tipos diferentes: desde a persuasão e a repetição à demonização das atitudes contrárias. Apesar de tudo isso, "o socialmente correcto", mesmo que pareça dominante, não consegue abafar uma minoria, constituída precisamente por quem mais pensa, e que se revela crítica e inconformista.

Opinião pública real e opinião publicada

Esta hipótese tem muito a ver com a produtiva e esclarecedora distinção entre "opinião pública real" e "opinião publicada".

A opinião pública real é a soma das opiniões de todos os indivíduos adultos que compõem uma determinada sociedade, coisa que só se consegue saber com fiabilidade perguntando a todos eles. Como isso na prática sai caro e é inviável, recorre-se a sondagens de opinião. No entanto, estas são sempre tendenciosas: primeiro, pelo modo, a qualidade, a forma e o conteúdo da pergunta; depois, pelas diversas atitudes face à "necessidade" de responder, já que não é novidade que poucas, algumas ou muitas pessoas respondem o que acham que devem responder, mesmo sem ser o que realmente pensam.

A opinião publicada é a soma contrastada da opinião na prática defendida pelos diferentes média. Tal opinião é, em muitos casos, a "linha editorial" e corresponde a interesses comerciais, ideológicos ou políticos. Essa opinião publicada é na realidade a opinião de determinados grupos que pretendem ganhar mais influência ao fazerem passar essa opinião particular pela opinião geral e pública.

Ainda que a experiência próxima influa mais nos comportamentos do que os média, o ponto fraco dessa experiência é o facto de ser fragmentária, de que não acrescenta, ou pelo menos, não se vê que acrescente valor. E quem pretende influir ideologicamente através dos média - o que significará, entre outras coisas, que o negócio dos média irá prosperar - está interessado em fragmentar cada vez mais a experiência próxima.

O caso da família

Nesse sentido, é exemplar o tratamento que em não poucos média recebe a chamada "família tradicional".

Desde que existem seres humanos, a estrutura familiar básica, o que em antropologia cultural se designa por "família nuclear", é uma sociedade composta por um homem e uma mulher, que normalmente têm filhos. Prescindindo agora de qualquer consideração ética ou religiosa, essa família "funciona" quando tem assegurada a sua unidade, condição indispensável para os fins do apoio mútuo dos cônjuges (também no que se refere à sexualidade), da obtenção dos meios para o seu sustento e da criação e educação dos filhos. Essa unidade pode também dar-se na união do homem e da mulher, no que se poderia chamar "casamento natural", sem nenhuma celebração, embora a lei acabe sempre por regulamentar de algum modo essa "união de facto". Portanto, aquilo que com certo matiz ideológico se costuma chamar "família tradicional", não é senão a "família funcional".

Pode acontecer e sempre aconteceu que o projecto de família não chegue a seu termo, por "falta de contributo" de uma das partes. Não se dá muita conta de tal circunstância quando não há descendência, mas se existe descendência, surge a situação de "mãe solteira" (e, em casos menos frequentes, a de "pai solteiro"). Já não estamos agora perante uma família funcional, mas perante uma situação de facto.

A família funcional é ao mesmo tempo ideal e real. E, como sempre acontece com a distinção entre ideal e real, pode dar-se um desajuste: a família pode desfazer-se, desunir-se. O divórcio é um fenómeno quase tão antigo como o ser humano. Se o divorciado ou a divorciada não têm filhos, o resultado do divórcio não é uma família, mas um estado civil: separado/a, divorciado/a. Se o divorciado ou a divorciada contraem uma nova união, o resultado é - para efeitos civis - uma nova família, que é simultaneamente funcional (se se der a condição da unidade) e disfuncional, sobretudo no caso de haver filhos do casamento anterior, e isto nota-se, sobretudo do ponto de vista dos filhos, no facto de terem dois pais e duas mães. Situação que a boa vontade pode dulcificar, mas que nem por isso deixa de ser disfuncional.

Quando se quer atacar e fragmentar o ambiente próximo da família funcional, começa-se por dizer que a "família tradicional" (quer dizer, a funcional) não se pode considerar nem o único nem o mais valioso "modelo" de família. Que família é a mãe solteira ou o pai solteiro e são famílias as dos divorciados. Mas depois vai-se mais além: chama-se família à união de duas pessoas do mesmo sexo, legalizando o falsamente chamado "casamento homossexual".

Ao negar-se às mães ou pais solteiros, às famílias de divorciados ou às uniões homossexuais o carácter de família funcional, não se pretende dizer nada contra as pessoas que se encontram em tais situações, que deverão ver reconhecidos os seus direitos como seres humanos. Mas apresentar esse leque de "famílias" todas ao mesmo nível costuma ser um modo indirecto de fragmentar e desprestigiar a família funcional, que continua a ser o melhor ambiente para cuidar e educar os filhos, ou seja, para cuidar de todos porque, embora nem todos sejamos pais ou mães, todos somos filhos.

O caso das instituições

A seguir à família, ou ao mesmo nível, estão as instituições capazes de dar sentido à vida de uma pessoa. Existem muitas, mas as mais espalhadas são as de carácter religioso.

É certo que na história da humanidade, e mesmo hoje, existem grupos que se apresentam como religiosos sem na verdade o serem, na medida em que incitam à divisão, ao ódio ou ao fanatismo. Se religião, no seu sentido mais elementar, é a "religação" do ser humano com Deus, e Deus é o Bem supremo, favorecer o mal não é compatível com a religião. Ou uma religião é uma religião de amor, ou não é religião nenhuma. A tradição judaico-cristã coincide neste mandamento, como sendo o principal: "Amar a Deus sobre todas as coisas e amar os outros como a nós mesmos". O cristianismo deu um salto de qualidade ao proclamar: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei".

Promover o desprestígio da religião em geral e do cristianismo em particular (e do catolicismo com especial sanha) é outro modo de acabar com os ambientes de experiência próxima, que proporcionam a formação necessária para se não sucumbir ao "socialmente correcto".

Tudo isto são considerações gerais, mas é o pensamento crítico que consegue ir ao fundo das questões - neste caso, dos diversos ataques à família e à Igreja.

Rafael Gómez Pérez

Aceprensa
publicado por spedeus às 00:05

publicado por spedeus às 00:02

Deus na Sua vida íntima (1)

Deus não só possui uma vida íntima, mas Deus é – identifica-se com – a Sua vida íntima, uma vida caracterizada por eternas relações vitais de conhecimento e de amor, que nos levam a expressar o mistério da divindade em termos de processões.

De facto, os nomes revelados das três Pessoas divinas exigem que se pense em Deus como o proceder eterno do Filho do Pai e na mútua relação – também eterna – do Amor que «procede do Pai» (Jo 15, 26) e «toma do Filho» (Jo 16, 14), que é o Espírito Santo. A Revelação fala-nos, assim, de duas processões em Deus: a geração do Verbo (Cf. Jo 17. 6) e a processão do Espírito Santo. Com a característica peculiar de que ambas são relações imanentes, porque estão em Deus: mais ainda, são o próprio Deus, enquanto Deus é Pessoal; quando falamos de processão, pensamos habitualmente em algo que sai de outro e implica mudança e movimento. Visto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus Uno e Trino (cf. Gn 1, 2 26-27), a melhor analogia com as processões divinas podemos encontrá-la no espírito humano, onde o conhecimento que temos de nós próprios não sai para o exterior: o conceito que fazemos de nós é distinto de nós mesmos, mas não está fora de nós. O mesmo se pode dizer do amor que temos para connosco. De forma parecida, em Deus o Filho procede do Pai e é Imagem Sua, da mesma forma como o conceito é imagem da realidade conhecida. Só que esta Imagem em Deus é tão perfeita que é Deus mesmo, com toda a Sua infinitude, a Sua eternidade, a Sua omnipotência: o Filho é uma só coisa com o Pai, o próprio Algo, essa é a única e indivisa natureza divina, embora seja outro Alguém. O Símbolo de Niceia-Constantinopla exprime-o com a fórmula «Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro». O facto é que o Pai gera o Filho dando-se a Ele, entregando-lhe a Sua substância e a Sua natureza, não em parte, como acontece na geração humana, mas perfeita e infinitamente.

O mesmo se pode dizer do Espírito Santo, que procede como o Amor do Pai e do Filho. Procede de ambos, porque é o Dom eterno e incriado que o Pai entrega ao Filho gerando-o e que o Filho devolve ao Pai como resposta ao Seu Amor. Este Dom é Dom de si, porque o Pai gera o Filho comunicando-lhe total e perfeitamente o Seu próprio Ser mediante o Seu Espírito. A terceira Pessoa é, portanto, o Amor mútuo entre o Pai e o Filho . O nome técnico desta segunda processão é espiração. Seguindo a analogia do conhecimento e do amor, pode dizer-se que o Espírito procede como a vontade que se move para o Bem conhecido.

(GIULIO MASPERO)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros
Instrução 11, 1-4: PL 80, 250-252 (a partir da trad. Orval)

«De quem é esta imagem?»

Moisés escreveu na Lei: «Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança» (Gn 1, 26). Peço-vos que considereis a importância desta afirmação: Deus, o omnipotente, o invisível, o incompreensível, o inestimável, ao formar o homem com o barro da terra, enobreceu-o com a imagem da Sua própria grandeza. O que têm em comum o homem e Deus, o barro e o espírito? Com efeito, «Deus é espírito» (Jo 4, 24). Foi, pois, uma grande prova de estima pelo homem ter-lhe Deus concedido a imagem da Sua eternidade e a semelhança da Sua própria vida. A grandeza do homem é a sua semelhança com Deus, desde que a conserve. [...]

Enquanto a alma fizer bom uso das virtudes nela semeadas, será semelhante a Deus. Deus ensinou-nos a remeter para Ele todas as virtudes que colocou em nós quando nos criou. Pede-nos, antes de mais, que amemos a Deus com todo o coração (Dt 6, 5), porque «Ele amou-nos primeiro» (1Jo 4, 10), amou-nos desde o começo, antes mesmo de existirmos. Amar a Deus é, pois, renovar em nós a Sua imagem. Ora, ama a Deus aquele que guarda os Seus mandamentos. [...]

Temos, pois, o dever de reflectir em honra do nosso Deus, do nosso Pai, a imagem inviolada da Sua santidade, porque Ele é santo e nos disse: «Sede santos como Eu sou santo» (Lv 11, 45); com amor, porque Ele é amor e João disse: «Deus é amor» (1Jo 4, 8); com ternura e em verdade, porque Deus é bom e verdadeiro. Não sejamos pintores de uma imagem infiel. [...] E, a fim de não introduzirmos em nós a imagem do orgulho, consintamos que Cristo pinte a Sua imagem em nós.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
publicado por spedeus às 00:01

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São Marcos 12,13-17

13 Enviaram-Lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que O apanhassem em alguma palavra.14 Chegando eles, disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és verdadeiro, que não atendes a respeitos humanos; porque não consideras o exterior dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade: É lícito pagar o tributo a César, ou não? Devemos pagar ou não?».15 Jesus, reconhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: «Porque Me tentais? Trazei-Me um denário para Eu ver».16 Eles o trouxeram. Então disse-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Responderam-Lhe: «De César».17 Então Jesus disse-lhes: «Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus». E admiravam-n'O.
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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