«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

26
Set 10

Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para justificar essa actuação. Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso ganhar nada. Também com um só talento podes agir de modo meritório. Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade!

 

Quando o cristão mata o seu tempo na Terra, coloca-se em perigo de matar o seu Céu, se, pelo seu egoísmo, se retrai, se esconde, se despreocupa. Quem ama a Deus, não entrega só o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo. Não vê – em perspectiva rasteira – o seu eu na saúde, no nome, na carreira.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 46)

publicado por spedeus às 22:00

publicado por spedeus às 21:53

publicado por spedeus às 18:15

Em Castelgandolfo ocorreu o encontro entre o Papa e o Presidente do Banco da Santa Sé

 

O breve encontro entre o Pontífice e Ettore Gotti Tedeschi acompanhado pela sua mulher Francesca é interpretado no Vaticano com uma «evidente prova de estima e confiança» por parte do Papa.. «O encontro durante a saudação individual diante de muitas testemunhas – salientam fontes reservadas – foi claramente um modo de sublinhar publicamente, apenas cinco dias após a notícia sobre a investigação iniciada pela Procuradoria de Roma, a proximidade e o apoio por parte do Pontífice ao economista e banqueiro escolhido há poucos meses para dirigir o “IOR – Istituto Opere Religiose” num caminho de total e irreversível transparência».

 

Durante o breve encontro Gotti Tedeschi ofereceu ao Santo Padre um exemplar do seu último livro “Dinheiro e paraíso”.

 

Elaborado por JPR com fonte em diversa imprensa italiana online

publicado por spedeus às 17:40

“Só o Amor (com maiúscula) dá a verdadeira felicidade” – recordou-o Bento XVI neste domingo ao meio-dia, na alocução do Angelus, ainda em Castelgandolfo, de onde se prepara para regressar ao Vaticano, no início de Outubro.

 

Como é habitual, o Papa comentou brevemente o Evangelho do dia, a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. “O primeiro vive no luxo e no egoísmo, e quando morre acaba no inferno. Pelo contrário o pobre, que sobrevive com os restos da mesa do rico, ao morrer é levado pelos anjos à eterna morada de Deus e dos santos”.

 

“Esta parábola diz-nos duas coisas: primeira, que Deus ama os pobres e os ergue da sua humilhação; segundo, que o nosso destino eterno está condicionado pelo nosso comportamento. Cabe-nos a nós seguir o caminho que Deus nos mostrou para chegar à vida: o amor, não entendido como sentimento, mas como serviço aos outros, na caridade de Cristo”.

 

Por feliz coincidência – observou o Papa – nesta segunda-feira, 27 de Setembro, celebra-se a memória litúrgica de São Vicente de Paulo, patrono das organizações caritativas católicas, falecido há 350 anos. “Na França do século XVII, ele tocou com a mão precisamente o forte contraste entre os mais ricos e os mais pobres. Como padre, teve ocasião de frequentar tanto os meios aristocráticos, como as zonas do campo e mesmo os tugúrios de miséria de Paris.

 

“Impulsionado pelo amor de Cristo, Vicente de Paulo soube organizar formas estáveis de serviço às pessoas marginalizadas, dando vida às chamadas Charitées – as Caridades, isto é, grupos de mulheres que colocavam o seu tempo e os seus bens à disposição dos mais indigentes”.

 

De entre estas voluntárias (lembrou ainda o Papa), algumas optaram por consagrar-se totalmente a Deus e aos pobres. Foi assim que, com santa Luísa de Marillac, são Vicente fundou as “Filhas da Caridade”, primeira congregação feminina a viver a consagração “no mundo”, no meio das pessoas, com os doentes e os necessitados.

 

“Caros amigos, só o Amor, com A maiúscula, dá a verdadeira felicidade! Demonstra-o também uma outra testemunha, uma jovem que ontem foi proclamada Beata aqui em Roma. Falo de Chiara Badano, uma rapariga italiana nascida em 1971, que uma doença levou à morte com pouco menos de 19 anos, mas que foi para todos como que um raio de luz, como diz o seu apelido “Chiara Luce” (Clara Luz)”.

 

Estão hoje em festa a sua paróquia e a sua diocese (no Piemonte) como também o Movimento dos Focolares, a que pertencia. “É uma festa para todos os jovens, que nela podem encontrar um exemplo de coerência cristã.

 

“Demos graças a Deus, porque o seu amor é mais forte do que o mal e a morte. E agradeçamos à Virgem Maria, que conduz os jovens, mesmo através das dificuldades e sofrimentos, a enamorarem-se de Jesus e a descobrirem a beleza da vida”.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 13:16

Recebe, em Roma, a visita de algumas mães de família. Durante anos, S. Josemaría recebeu centenas de visitas em Villa Tevere, sede do Opus Dei. A fim de aproveitar melhor o tempo sobrenaturalmente, S. Josemaría preparava-se para falar a essas almas só de Deus. Antes da entrevista dizia o versículo do salmo: «Pone, Domine, custodiam ori meo (põe, Senhor, uma sentinela na minha boca)»; e depois não se deixava de as recomendar ao seu Anjo da Guarda. Como recordação o Padre costumava oferecer-lhes um terço, «para o gastarem de tanto o rezarem».

 

Vazquez de Prada III, p. 467

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 10:31

publicado por spedeus às 00:03

A comida material primeiro converte-se no que a come e, em consequência, restaura as suas perdas e acrescenta as suas forças vitais. A comida Espiritual, em troca, converte em si aquele que a come, e assim o efeito próprio deste Sacramento é a conversão do homem em Cristo, para que não viva ele mas sim Cristo nele; e, consequentemente, tem o duplo efeito de restaurar as perdas Espirituais causadas por pecados e deficiências, e aumentar as forças das virtudes.

 

(S. Tomais DE AQUINO, Comentário ao livro IV das Sentenças, d. 12, q. 2, a. 11, trad do castelhano por AMA)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

publicado por spedeus às 00:02

publicado por spedeus às 00:01

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São Cosme e São Damião sofreram martírio em Ciro (na Síria), provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, nos inícios do século IV. A data de 27 de Setembro corresponde provavelmente à dedicação da Basílica que o papa Félix IV mandou construir em honra deles no Foro Romano; e é ainda meta mais de turistas que de devotos, pelo esplêndido mosaico que lhe decora a abside. Sabemos que os dois irmãos curavam "todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais", fazendo tudo gratuitamente. Em grego são chamados de "anargiros", isto é, sem dinheiro.

Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas "os dardos voltavam para trás e feriam a muitos, porém os santos nada sofriam ". Foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos e somente assim os dois mártires, juntamente com outros três irmãos, puderam prestar seu testemunho a Cristo.

Seus restos mortais, segundo consta, encontram-se em Ciro na Síria, repousando numa basílica a eles consagrada. Da Síria o seu culto alcançou Roma e dali se espalhou por toda a Igreja do Ocidente.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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25
Set 10

Não nos deve sobrar o tempo. Nem um segundo. E não exagero! Trabalho há sempre. O mundo é grande e são milhões as almas que não ouviram ainda falar claramente da doutrina de Cristo. Dirijo-me a cada um de vós. Se te sobra tempo, medita um pouco: é muito possível que vivas no meio da tibieza, ou que, sobrenaturalmente, sejas um paralítico. Não te mexes, estás parado, estéril, sem realizar todo o bem que deverias comunicar aos que se encontram a teu lado, no teu ambiente, no teu trabalho, na tua família.

 

Pensemos na nossa vida com valentia. Por que é que às vezes não conseguimos os minutos de que precisamos para terminar amorosamente o trabalho que nos diz respeito e que é o meio da nossa santificação? Por que descuidamos as obrigações familiares? Por que é que se nos mete a precipitação no momento de rezar ou de assistir ao Santo Sacrifício da Missa? Por que nos faltará a serenidade e a calma para cumprir os deveres do nosso estado e nos entretemos sem qualquer pressa nos caprichos pessoais? Podeis responder-me: são coisas pequenas. Sim, com efeito, mas essas coisas pequenas são o azeite, o nosso azeite, que mantém viva a chama e acesa a luz.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 41–42)

publicado por spedeus às 22:00

 

Them that's got shall get

Them that's not shall lose

So the Bible said and it still is news

Mama may have, Papa may have

But God bless the child that's got his own

That's got his own


Yes, the strong gets more

While the weak ones fade

Empty pockets don't ever make the grade

Mama may have, Papa may have

But God bless the child that's got his own

That's got his own


Money, you've got lots of friends

Crowding round the door

When you're gone, spending ends

They don't come no more

Rich relations give

Crust of bread and such

You can help yourself

But don't take too much

Mama may have, Papa may have

But God bless the child that's got his own

That's got his own


Mama may have, Papa may have

But God bless the child that's got his own

That's got his own

He just worry 'bout nothin'

Cause he's got his own

publicado por spedeus às 21:48

publicado por spedeus às 21:46

Ettore Gotti Tedeschi tiene todo el apoyo del Vaticano en su gestión, justo cuando sale un libro suyo que deja muchas cosas claras.

 

La instrucción sumarial que afecta al IOR (Instituto para las Obras de Religión), el llamado «banco vaticano», no ha mermado la confianza del Papa en su presidente, Ettore Gotti Tedeschi, de 65 años, prestigioso experto en finanzas y profesor universitario.

 

Sólo lleva un año en el cargo y la divisa de su actuación está siendo la transparencia y la adecuación de la operativa de la entidad a los protocolos de control sobre el dinero negro. De hecho, la investigación afecta a movimientos de cuentas abiertas antes de su nombramiento. Como señala el vaticanista Sandro Magister, «se sabe que con Gotti Tedeschi como presidente se han cerrado muchas cuentas de dudosa transparencia, y muchas otras han sido regularizadas».

 

Este caso judicial referido a una de ellas ha amargado al presidente del IOR la salida en Italia de un libro suyo con Rino Camilleri, Dinero y paraíso. Los católicos y la economía global, donde, entre otras cosas, hace consideraciones muy interesantes sobre los orígenes de la crisis financiera que sacude al mundo desde 2007.

 

En concreto, explica por qué «la enorme expansión crediticia y el mal uso de los instrumentos financieros han sido efecto, y no causa» de dicha crisis: «Los orígenes de los actuales desequilibrios económicos debe buscarse en otro sitio, en la pérdida del respeto a la vida humana».

 

La razón es la caída de la natalidad en los países occidentales. En efecto, «si la población de un país rico y caro deja de crecer, disminuye consecuente y progresivamente el acceso de los jóvenes a la fase de productividad; y, por el contrario, aumenta el número de las personas que salen de la actividad productiva y se convierten en un coste para la colectividad... Aumentan entonces los costes fijos, y no pudiéndose reducir los impustos, disminuye el ahorro y, por tanto, la actividad financiera.»

 

Las alternativas son entonces aumentar la productividad con más horas de trabajo o deslocalizar los costes de producción. Pero lo primero no se quiere hacer,lo segundo no da más de sí, por lo cual hay que recurrir a un último remedio: el endeudamiento. «O mejor dicho, el consumo a crédito, que conduce a los excesos que ya conocemos», concluye.

 

Gotti Tedeschi llama también la atención sobre el proceso inverso que han vivido hasta ahora las economías emergentes, con su progresiva expansión. Por ejemplo, «África está en vías de colonización por parte de los chinos», que pueden aportar trabajo y bienestar, pero el presidente del IOR se pregunta «qué visión de la dignidad del hombre llevarán estos nuevos colonizadores a aquellas poblaciones». «Ciertamente, no la católica», concluye. Y recuerda que el mensaje central de la encíclica Caritas in Veritate -en cuya redacción se dijo que ha participado- es que los «instrumentos» (como la economía, la ciencia o la técnica) «no pueden y no deben reivindicar autonomía moral», so pena de producir en el hombre «un daño irreparable».

 

La «negación de la vida», por ejemplo, apunta, con estas consecuencias imprevistas sobre el sistema financiero mundial.

 

(Fonte: ‘ReligionenLibertad,com’ http://www.religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=11127, agradecimento a ‘É o Carteiro’)

publicado por spedeus às 18:34

Uma Igreja que procurasse ser atraente aos olhos do mundo estaria no caminho errado, porque é seu dever deixar transparecer a luz de Cristo. Que os cristãos do Oriente chamam "jubilosa" (phós hilarión) na oração da tarde e John Newman sentiu e descreveu como "gentil" (kindly light) implorando para ser por ela guiado.

 

Nesta chave - de facto prenunciada pelo Papa aos jornalistas em voo rumo à Escócia - o itinerário britânico de Bento XVI foi um sucesso total, como reconheceram e referiram muitos meios de comunicação sobretudo no Reino Unido, mas não só. Superando as análises precavidas e preconceituosas que anunciavam dias difíceis e depois as distorções informativas, finalizadas também a obscurecer o significado da viagem.

 

A inversão das previsões, evidente no acolhimento e na atenção de quantos viram e ouviram nestes dias o Pontífice, deve ser atribuída precisamente ao modo como Bento XVI se apresentou, também nesta visita: com simplicidade e abertura. Que se sentiram imediatamente no seu rosto e nas suas palavras, que se colocaram na esteira daquela tradição de ensino gentil (gentle scholarship) nascida na Idade Média e que chega a Newman.

 

Graças aos media que com clarividência relançaram, num grande país caracterizado por uma sociedade já multiétnica, gestos e momentos de um itinerário perfeitamente organizado, muitíssimas pessoas puderam ver o Papa Bento dirigir-se aos idosos e deter-se com eles "sobretudo como um irmão", acariciar com ternura as crianças - como no último dia, ao sair da Nunciatura, uma criança cega no colo de sua mãe, comovida até às lágrimas e que agradecia incessantemente - e adorar o Santíssimo no silêncio impressionante dos oitenta mil jovens reunidos para a vigília, poucas horas antes da beatificação do cardeal Newman.

 

E precisamente a ternura de Bento XVI em relação às crianças e aos débeis explica as suas palavras fortes - renovadas e repetidas - perante os crimes dos abusos contra menores por parte de membros do clero, e os seus encontros com algumas vítimas e com um grupo comprometido na protecção das crianças. Nisto o episcopado britânico, que colabora com as autoridades civis, é exemplar, em sintonia com uma tradição longuíssima de cura e de educação dos jovens que historicamente é mérito inegável da Igreja católica e das suas numerosas instituições em todas as partes do mundo.

 

Em síntese, tratou-se de uma viagem histórica, marcada pela visita oficial e cordial a Isabel II, soberana universalmente estimada, pelo encontro solene com as autoridades civis na Westminster Hall, onde o Papa prestou honra à instituição parlamentar britânica, e pelos diálogos com alguns representantes políticos e com o primeiro-ministro David Cameron, que no discurso de despedida ressaltou a contribuição positiva da religião para o debate público.

 

Na conclusão de uma visita de Estado que se revelou - também pela amizade com o arcebispo Rowan Williams - muito importante para o desenvolvimento das relações com os anglicanos e com os representantes de outras religiões. E sobretudo, na qual Bento XVI deixou transparecer a luz gentil que, como iluminou Newman, guia cada pessoa.

 

GIOVANNI MARIA VIAN - Director

 

(© L'Osservatore Romano - 25 de Setembro de 2010)

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publicado por spedeus às 17:56

publicado por spedeus às 14:27

Venerados Irmãos no Episcopado,

 

Dou-vos as boas-vindas, feliz por receber-vos a todos no curso da visita ad limina Apostolorum que estais fazendo em nome e a favor das vossas dioceses do Regional Leste 1, para reforçar os laços que as unem ao Sucessor de Pedro. Disto mesmo se fez eco D. Rafael Cifuentes nas palavras de saudação que me dirigiu em vosso nome e que lhe agradeço, muito apreciando as preces que dia a dia se elevam ao Céu por mim e pela Igreja inteira das várias comunidades familiares, paroquiais, religiosas e diocesanas das províncias eclesiásticas do Rio de Janeiro e de Niterói. Sobre todos e cada um desça, radiosa, a benevolência do Senhor: Ele «faça brilhar sobre ti a sua face, e Se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz» (Nm 6, 25-26).

 

Sim, amados Irmãos, o fulgor de Deus irradie de todo o vosso ser e vida, à semelhança de Moisés (cf. Ex 34, 29.35) e mais do que ele, pois agora todos nós «reflectimos a glória do Senhor e, segundo esta imagem, somos transformados, de glória em glória, pelo Espírito do Senhor» (2 Cor 3, 18). Assim o sentiam os Padres conciliares quando, no fim do Vaticano II, apresentam a Igreja nestes termos: «Rica de um longo passado sempre vivo, e caminhando para a perfeição humana no tempo e para os destinos últimos da história e da vida, ela é a verdadeira juventude do mundo. (…) Olhai-a e encontrareis nela o rosto de Cristo, o verdadeiro herói, humilde e sábio, o profeta da verdade e do amor, o companheiro e o amigo dos jovens» (Mensagem do Concílio à humanidade: Aos jovens). Deixando transparecer o rosto de Cristo, a Igreja é a juventude do mundo.

 

Mas será muito difícil convencer alguém disso mesmo, se não se revê nela a geração jovem de hoje. Por isso, como certamente vos destes conta, um tema habitual nos meus colóquios convosco é a situação dos jovens na respectiva diocese. Confiado na providência divina que amorosamente preside aos destinos da história não cessando de preparar os tempos futuros, apraz-me ver raiar o dia de amanhã nos jovens de hoje. Já o Venerável Papa João Paulo II, vendo Roma tornar-se «jovem com os jovens» no ano 2000, saudou-os como «as sentinelas da manhã» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 9; cf. Homilia na Vigília de Oração da XV Jornada Mundial da Juventude, 19/VIII/2000, 6), com a tarefa de despertar os seus irmãos para se fazerem ao largo no vasto oceano do terceiro milénio. E, a comprová-lo, para além do mais aflui à memória a imagem das longas filas de jovens que esperavam para se confessar no Circo Máximo e que voltaram a dar a muitos sacerdotes a confiança no sacramento da Penitência.

 

Como bem sabeis, amados Pastores, o núcleo da crise espiritual do nosso tempo tem as suas raízes no obscurecimento da graça do perdão. Quando este não é reconhecido como real e eficaz, tende-se a libertar a pessoa da culpa, fazendo com que as condições para a sua possibilidade nunca se verifiquem. Mas, no seu íntimo, as pessoas assim «libertadas» sabem que isso não é verdade, que o pecado existe e que elas mesmas são pecadoras. E, embora algumas linhas da psicologia sintam grande dificuldade em admitir que, entre os sentidos de culpa, possa haver também os devidos a uma verdadeira culpa, quem for tão frio que não prove sentimentos de culpa nem sequer quando deve, procure por todos os meios recuperá-los, porque no ordenamento espiritual são necessários para a saúde da alma. De facto Jesus veio salvar, não aqueles que já se libertaram por si mesmos pensando que não têm necessidade d’Ele, mas quantos sentem que são pecadores e precisam d’Ele (cf. Lc 5, 31-32).

 

A verdade é que todos nós temos necessidade d’Ele, como Escultor divino que remove as incrustações de pó e lixo que se pousaram sobre a imagem de Deus inscrita em nós. Precisamos do perdão, que constitui o cerne de toda a verdadeira reforma: refazendo a pessoa no seu íntimo, torna-se também o centro da renovação da comunidade. Com efeito, se forem retirados o pó e o lixo que tornam irreconhecível em mim a imagem de Deus, torno-me verdadeiramente semelhante ao outro, que é também imagem de Deus, e sobretudo torno-me semelhante a Cristo, que é a imagem de Deus sem defeito nem limite algum, o modelo segundo o qual todos nós fomos criados. São Paulo exprime isto de modo muito concreto: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20). Sou arrancado ao meu isolamento e acolhido numa nova comunidade-sujeito; o meu «eu» é inserido no «eu» de Cristo e assim é unido ao de todos os meus irmãos. Somente a partir desta profundidade de renovação do indivíduo é que nasce a Igreja, nasce a comunidade que une e sustenta na vida e na morte. Ela é uma companhia na subida, na realização daquela purificação que nos torna capazes da verdadeira altura do ser homens, da companhia com Deus. À medida que se realiza a purificação, também a subida – que ao princípio é árdua – vai-se tornando cada vez mais jubilosa. Esta alegria deve transparecer cada vez mais da Igreja, contagiando o mundo, porque ela é a juventude do mundo.

 

Venerados irmãos, uma tal obra não pode ser realizada com as nossas forças, mas são necessárias a luz e a graça que provêm do Espírito de Deus e agem no íntimo dos corações e das consciências. Que elas vos amparem a vós e às vossas dioceses na formação das mentes e dos corações. Levai a minha saudação afectuosa aos vossos jovens e respectivos animadores sacerdotais, religiosos e laicais. Ergam o olhar para a Imaculada Conceição, Nossa Senhora Aparecida, a cuja protecção vos entrego, e de coração concedo-vos, extensiva a todos os vossos fiéis diocesanos, a Bênção Apostólica.

 

A saudação ao Papa do Presidente do Regional Leste I (Estado do Rio de Janeiro)

 

Nesta Visita 'ad Limina Apostolorum', que tem como ponto alto o encontro com Sua Santidade Bento XVI, estamos aqui, com júbilo e gratidão, todos os Bispos do Regional Leste I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Este Regional compreende duas Províncias Eclesiásticas: a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e a Arquidiocese de Niterói. Integramos 10 Dioceses e a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, abrangendo o Estado do Rio de Janeiro.


Este Estado tem características especiais. Na Cidade do Rio de Janeiro – conhecida como a "capital cultural da Nação" – e alguns Municípios próximos, como Niterói, São Gonçalo, Alcântara, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, e outros, se conglomeram perto de 10 milhões de habitantes.


Sendo o segundo Pólo Industrial e Comercial do Brasil, este Estado está em permanente expansão. Experimenta a afluência de uma forte migração interna que propicia o crescimento das seitas. Está dotado de belezas naturais e de uma atrativa zona de praias que favorecem o turismo e a proliferação do hedonismo reinante.


Contrastando com toda a sua beleza natural, a tradição e a cultura, convivem, no entanto, a riqueza e a pobreza; as modernas construções e condomínios luxuosos ao lado de bolsões de miséria como as favelas. Existem, sem dúvida, os grandes problemas da desigualdade social, económica e cultural, da violência e do narcotráfico, da prostituição, dos menores abandonados e dos moradores de rua. Questões estas que representam marcantes desafios para a Igreja do nosso Regional.


Em termos eclesiais, dentre as características mais notórias do Regional Leste I, há de destacar-se a assinalada unidade entre as Províncias e entre as Igrejas Particulares entre si. Esta unidade, solidificada pelos encontros periódicos entre os Bispos, tem um vigoroso denominador comum: a fidelidade ao Magistério Pontifício, especificamente nas matérias mais delicadas como a doutrina sobre a procriação, a defesa da vida em todos os seus aspectos, as normas sobre os casamentos de segunda união, a não participação na política partidarista, as últimas indicações pontifícias sobre o comportamento moral dos clérigos, etc.


Esta posição está alicerçada por uma indiscutida solidariedade à figura do Santo Padre e às directrizes claras e firmes que vem promulgando sobre os problemas de pedofilia. Neste sentido queremos afirmar o quanto atinge também a nós a actual fase difícil por que está passando a Igreja. Saiba, Santo Padre, que estamos integral e filialmente unidos a Sua Santidade. Nossas acções, nosso trabalho pastoral e nossa oração estão intimamente ligadas e direccionadas ao sucessor de Pedro.


O nosso povo do Estado do Rio de Janeiro é um povo fervorosamente religioso. Nos últimos cinco anos tem aumentado sensivelmente o número dos que participam das celebrações eucarísticas, e é notável o incremento das vocações sacerdotais. Há seminários do nosso Regional que estão lotados, e alguns deles com cerca de cem seminaristas.


Agradecemos a relevante participação de Bento XVI na V Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe e os imensos frutos dela decorrentes, como o desenvolvimento da Missão Continental que em muitas das nossas dioceses está em plena expansão através das missões populares. As milhares de visitas domiciliares, já realizadas, têm propiciado o incremento substancial do número de fiéis que frequentam os meios de formação das suas paróquias.


Na alegria que sentimos neste encontro com "o Sucessor do Apóstolo Pedro" que "confirma seus irmãos na fé", estamos desejosos de receber as suas orientações paternas para comunicá-las não apenas aos nossos diocesanos, mas também a todos esses milhões de brasileiros que veneram e amam o seu Pastor Supremo.


Solicitaríamos agora a Vossa Santidade de conceder a nós, ao nosso clero, aos consagrados e às consagradas, aos seminaristas, às famílias e a todos os fiéis leigos das nossas Igrejas Particulares sua paterna Bênção Apostólica e, ao mesmo tempo, suplicamos a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do povo Brasileiro, que o cubra com a sua maternal protecção.


Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2010.

Dom Rafael Llano Cifuentes

Bispo Emérito da Diocese de Nova Friburgo


(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 14:09

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja

Homílias sobre o Evangelho de Mateus, n°50, 3-4 (a partir da trad. breviário)

 

Reconhecer Cristo no pobre

 

Queres honrar o Corpo de Cristo? Então não O desprezes nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres no templo com vestes de seda, enquanto O abandonas lá fora ao frio e à nudez. Aquele que disse: «Isto é o Meu Corpo» (Mt 26, 26), e o realizou ao dizê-lo, é o mesmo que disse: «Porque tive fome e não Me destes de comer» (cf. Mt 25, 35); e também: «Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer» (Mt 25, 42.45). Aqui, o corpo de Cristo não necessita de vestes, mas de almas puras; além, necessita de muitos desvelos. [...] Deus não precisa de vasos de ouro, mas de almas que sejam de ouro.

 

Não vos digo isto para vos impedir de fazer doações religiosas, mas defendo que simultaneamente, e mesmo antes, se deve dar esmola. [...] Que proveito resulta de a mesa de Cristo estar coberta de taças de ouro, se Ele morre de fome na pessoa dos pobres? Sacia primeiro o faminto, e depois adornarás o Seu altar com o que sobrar. Fazes um cálice de ouro e não dás «um copo de água fresca»? (Mt 10, 42). [...] Pensa que se trata de Cristo, que é Ele que parte errante, estrangeiro, sem abrigo; e tu, que não O acolheste, ornamentas a calçada, as paredes e os capiteis das colunas, prendes com correntes de prata as lâmpadas, e a Ele, que está preso com grilhões no cárcere, nem sequer vais visitá-Lo? [...] Não te digo isto para te impedir de tal generosidade, mas exorto-te a que a acompanhes ou a faças preceder de outros actos de beneficência. [...] Por conseguinte, enquanto adornas a casa do Senhor, não deixes o teu irmão na miséria, pois ele é um templo e de todos o mais precioso.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 12:01

Começa um retiro. Uns dias depois anota: “Mosteiro de São Domingos de Silos, véspera da Dedicação de São Miguel Arcanjo, 28 de Set. de 1938. Já passaram três dias de retiro… e não fiz nada (…) Serão estéreis estes dias? E, contudo, a minha Mãe é minha Mãe, e Jesus é – atrever-me-ei? – o meu Jesus!”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 11:00

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje o programa oficial da próxima visita que realizará o Papa Bento XVI às cidades espanholas de Santiago da Compostela e Barcelona nos próximos 6 e 7 de Novembro por ocasião do Ano Santo Compostelano na primeira, e para a dedicação do Templo da Sagrada Família na segunda.

 

O Santo Padre sairá no sábado 6 de Novembro às 08h30 do aeroporto romano de Fiumicino e chegará às 11h30 ao aeroporto do Santiago da Compostela, onde pronunciará um discurso e se encontrará com os Príncipes de Astúrias.

 

Às 13h00 visitará a Catedral de Santiago de Compostela e saudará os fiéis ali reunidos. Pelas 13h40 almoçará no arcebispado desta cidade com os cardeais espanhóis e os membros do comité executivo da Conferência Episcopal Espanhola. Às 16h30 celebrará a Santa Missa como motivo do Ano Santo Compostelano na Praça do Obradoiro.

 

Às 19h15 o Santo Padre deslocar-se-á de avião de Santiago de Compostela para Barcelona.

 

No domingo 7 de Novembro às 09h30 Bento XVI encontrar-se-á de forma privada com os reis da Espanha na Sala Museu da Igreja da Sagrada Família de Barcelona.

 

Às 10:00 a.m. terá lugar a Santa Missa com a dedicação da igreja da Sagrada Família e do altar. O Papa pronunciará a homilia e depois sairá à praça que leva o mesmo nome do templo para rezar o Angelus e dirigir umas palavras aos fiéis.

 

Depois de almoçar com os cardeais e bispos presentes no arcebispado de Barcelona, o Papa visitará as 5:15 p.m. a Obra Benéfico-Social Nen Déu e dali se transladará ao aeroporto de Barcelona, onde terá lugar a cerimónia de despedida.

 

O Papa empreenderá o regresso a Roma pelas 19h15 estando prevista a chegada a esta cidade ao Aeroporto de Ciampino pelas 20h55.

 

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR, horário expressos em hora local +1 que Portugal)

publicado por spedeus às 00:04

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Os cristãos não nos sentimos melhores do que os outros, nem mais virtuosos. Mas – hoje, como sempre – estamos chamados pela graça de Deus a ser sal e luz do mundo, fermento da sociedade e, portanto, para revitalizar com o amor e a verdade de Cristo os ambientes culturais e sociais. O Senhor urge-nos dia a dia a sermos exemplo para muitos que vacilam, para lhes mostrar a beleza e o atractivo da nossa fé, no sentido divino do amor humano e, como consequência, do matrimónio fiel e indissolúvel, a grandeza da vocação matrimonial como caminho de santidade, a felicidade da maternidade e da paternidade como participação da paternidade e maternidade de Deus, mediante as quais Ele enriquece e faz crescer a família humana. E quando Deus não envia filhos a um casal que os deseja vivamente, este é outro modo de abençoar, para que estejam especialmente abertos a uma maternidade e a uma paternidade espiritual muito ampla.

 

Os pais, se interferirem em matérias que não são plena e exclusivamente da sua incumbência – como, por exemplo, a vida espiritual dos filhos – podem causar efeitos desastrosos. Assim, obrigar os filhos a frequentar os sacramentos, pode dar lugar a que se cometam sacrilégios; proibi-los de os receber, pode conduzir a que os filhos pequem opor falta de alimento interior e de energias; pode ser extremamente prejudicial impor um confessor ou proibir a confissão com determinado sacerdote. Não se pode ir mais longe que o que a Igreja determina. Os pais têm o dever de vigiar, fomentar e ajudar os filhos desenvolver a sua vida de piedade, sobretudo durante a infância, mas não devem ultrapassar o limiar da consciência; os filhos podem confiar-se livremente aos pais, mas estes não devem e esquecer que, nos assuntos da alma, quem tem graça de estado, é o sacerdote e, nesta zona, os filhos devem manter a sua independência, pois não dependem dos pais mas de Deus, que foi Quem criou as suas almas sem ajuda de ninguém.

 

(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 1967, pg. 154 – 155)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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Rev. D. Homer VAL i Pérez (Barcelona, Espanha)

 

«O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens»

 

Hoje, depois de mais de dois mil anos, o anúncio da paixão de Jesus continua a nos provocar. Que o Autor da Vida anuncie a sua entrega às mãos daqueles pelos quais veio para dar tudo, é uma provocação, claramente. Poderia dizer-se que não era necessário, que foi um exagero. Esquecemos, muitas vezes, a dor que abruma o coração de Cristo, o nosso pecado, o mais radical dos males, causa e efeito de situarmos no lugar de Deus. Até mesmo, de não deixar-nos amar por Deus, e de empenhar-nos em ficar dentro de nossas curtas categorias e no imediatismo da vida actual. É muito necessário reconhecer que somos pecadores como também é necessário admitir que Deus nos ama em seu Filho Jesus Cristo. Depois de tudo, somos como os discípulos, «mas eles não compreendiam esta palavra. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto» (Lc 9,45).

 

Para di-lo com uma imagem: podemos encontrar no Céu todos os vícios e pecados, menos a soberba, já que o soberbo não reconhece nunca o seu pecado e, não se deixa perdoar por um Deus, que ama até o ponto de morrer por nós. E no inferno, poderemos encontrar todas as virtudes, menos a humildade, pois o humilde se reconhece tal como ele é e, sabe muito bem que sem a graça de Deus não pode deixar de ofender-lhe, como tampouco pode corresponder a sua Bondade.

 

Uma das chaves da sabedoria cristã é reconhecer a grandeza e a imensidade do Amor de Deus e, ao mesmo tempo admitir a nossa pequenez e a vileza do nosso pecado. Somos tão lentos para entender isso! No dia que descubramos que temos o Amor de Deus bem ao nosso alcance, diremos como Santo Agostinho, com lágrimas de Amor: «Tarde te amei, meu Deus!». Esse dia pode ser hoje. Pode ser hoje. Pode ser.

 

(Fonte: Evangeli.net)

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São Lucas 16,19-31

19 «Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e todos os dias se banqueteava esplêndidamente.20 Havia também um mendigo, chamado Lázaro, que, coberto de chagas, estava deitado à sua porta,21 desejando saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as chagas.22 «Sucedeu morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico, e foi sepultado.23 Quando estava nos tormentos do inferno, levantando os olhos, viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio.24 Então exclamou: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda Lázaro que molhe em água a ponta do seu dedo para refrescar a minha língua, pois sou atormentado nestas chamas.25 Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro, ao contrário, recebeu males; por isso ele é agora consolado e tu és atormentado.26 Além disso, há entre nós e vós um grande abismo; de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os daí podem passar para nós.27 O rico disse: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à minha casa paterna,28 pois tenho cinco irmãos, para que os advirta disto, e não suceda virem também eles parar a este lugar de tormentos.29 Abraão disse-lhe: Têm Moisés e os profetas; oiçam-nos.30 Ele, porém, disse: Não basta isso, pai Abraão, mas, se alguém do reino dos mortos for ter com eles, farão penitência.31 Ele disse-lhe: Se não ouvem Moisés e os profetas, também não acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos».

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O Evangelho do dia 25 de Setembro de 2010

São Lucas 9,43-45

43 E todos se admiravam da grandeza de Deus. Enquanto todos admiravam as coisas que fazia, Jesus disse aos discípulos:44 «Fixai bem estas palavras: O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens».45 Eles, porém, não entendiam esta linguagem; era-lhes tão obscura que não a compreendiam; e tinham medo de O interrogar acerca dela.

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24
Set 10

A tua barca – os teus talentos, as tuas aspirações, os teus êxitos – não vale para nada, a não ser que a ponhas à disposição de Jesus Cristo, que permitas que Ele possa entrar nela com liberdade, que não a convertas num ídolo. Sozinho, com a tua barca, se prescindires do Mestre, sobrenaturalmente falando, encaminhas-te directamente para o naufrágio. Só se admitires, se procurares a presença e o governo de Nosso Senhor, estarás a salvo das tempestades e dos reveses da vida. Põe tudo nas mãos de Deus: que os teus pensamentos, as aventuras boas da tua imaginação, as tuas ambições humanas nobres, os teus amores limpos, passem pelo coração de Cristo. De outra forma, mais tarde ou mais cedo, irão a pique com o teu egoísmo.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 21)

publicado por spedeus às 22:00

Foi num ambiente de afecto, alegria e familiaridade que decorreu, ontem à tarde, no pátio interior da residência de Castelgandolfo, um encontro do Papa com cerca de 400 crianças de duas escolas primárias daquela pequena cidade: a Escola Pontifícia Paulo VI e a Escola infantil das Mestras Pias Filipinas. Presentes também pais e professores. Em palavras improvisadas, com grande simplicidade, Bento XVI evocou a sua própria infância e as recordações da escola da sua aldeia natal…

 

“Aprendemos o essencial. Aprendemos sobretudo a ler e a escrever. Acho que há uma grande coisa poder escrever e ler, porque assim podemos conhecer o pensamento dos outros, podemos ler os jornais e os livros, podemos conhecer o que foi escrito há dois mil anos, e antes ainda, podemos conhecer os continentes espirituais do mundo e comunicar…”

 

Sobretudo – acrescentou ainda o Papa – há uma coisa extraordinária: Deus falou com os homens e arranjou pessoas que escreveram o Livro com a Palavra de Deus:


“Podemos também ler o que Deus nos diz. Isto é muito importante: aprender na escola as coisas necessárias para a vida e aprender também a conhecer a Deus, a conhecer Jesus e, assim, conhecer como se vive bem”.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 17:24

Ainda a propósito da visita do Papa ao Reino Unido, vale a pena sublinhar um elemento (entre muitos possíveis) relacionado com o próprio Papa: a sua humildade.

 

Bento XVI não hesitou em cumprir a sua missão, apesar das controvérsias. Falou o que tinha a falar, num contexto pagão e culturalmente adverso. Congregou simpatias e adesões donde nunca se esperaria. Cumpriu passos históricos que nenhum outro Papa tinha conseguido realizar.

 

E nada disto fez com vaidade. Nunca se vislumbrou nele um só momento de orgulho ou satisfação pelo terreno conquistado. Nem sequer quando a deslumbrante Abadia de Westminter se engalanou em sua honra. Nem mesmo aí vimos Ratzinger vitorioso.

 

Em tudo e sempre vimos um Papa simples e humilde, profundamente carregado de certezas.

 

E foi isso o segredo do sucesso. Os britânicos perceberam que as certezas de Bento XVI não são políticas e que a sua consistência é outra, maior do que ele.

 

Como o próprio Papa explicou a bordo do avião, a caminho do Reino Unido: ele e a Igreja não querem ser atraentes, mas sim transparentes para Cristo e para as grandes verdades que Ele trouxe à Humanidade.

 

Aura Miguel

 

(Fonte: site Rádio Renascença)

 

Nota de JPR: Muito, muito obrigado Aura Miguel por mais este testemunho pleno de lucidez, que Deus Nosso Senhor a proteja sempre.

Bem-haja!

publicado por spedeus às 13:42

Trabalho e festividades não desagreguem as famílias, mas sejam vividas na perspectiva de uma família unida e aberta à vida, bem inserida na sociedade e na Igreja, atenta à qualidade das relações, assim como à economia do próprio núcleo familiar: indicações propostas pelo Papa numa Mensagem dirigida ao cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, em vista do VII Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em 2012, em Milão, de 30 de Maio a 3 de Junho, tendo precisamente como tema “a família, o trabalho, a festa”.

 

Bento XVI sublinha que, segundo as Escrituras, “família, trabalho e dia festivo constituem dons e bênçãos de Deus para nos ajudarem a viver uma existência plenamente humana”. “Infelizmente – adverte o Papa, hoje em dia a organização do trabalho, pensada e aplicada em função da concorrência do mercado e do máximo lucro, e a concepção da festa como ocasião de evasão e de consumo, contribuem para desagregar a família e a comunidade, difundindo um estilo de vida individualista”. Ocorre portanto reflectir e empenhar-se para “conciliar as exigências e os tempos do trabalho com os da família, recuperando por outro lado o verdadeiro sentido da festa, em especial do Domingo, Páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade”.

 

O Papa faz votos de que este Encontro Mundial das Famílias seja precedido de uma adequada “preparação pastoral e cultural”. Sugerido em especial, que ao longo de 2011, no trigésimo aniversário da Exortação Apostólica “Familiaris consortio”, “magna charta” da pastoral familiar, se promova, aos vários níveis da vida da Igreja, todo um programa de iniciativas visando reflectir sobre as experiências de trabalho e de festa, nos seus aspectos mais positivos, verificando a sua incidência na vivência concreta das famílias.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 13:17

Nossa Senhora das Mercês. No discurso da sessão em que recebeu o título de filho adoptivo de Barcelona, faz referência à sua devoção à Padroeira da cidade: “Pouco a pouco vai-se cumprindo o que eu tanto desejava naqueles anos quarenta, quando ia prostrar-me aos pés da Virgem das Mercês (…) quando falava então aos meus filhos desta amadíssima cidade, e lhes recordava aquelas palavras de São João: veritas liberabit vos, a verdade libertar-vos-á (Jo 8, 32). Não duvidava então, com uma imensa confiança, da intercessão de Nossa Senhora perante Deus, e da nobre condição das gentes desta minha terra que, por saberem amar a liberdade, têm também os braços abertos para quem fala com sinceridade”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:11

Ó meu Deus..., depois do exílio da terra, espero juntar-me a vós na Pátria. Mas não quero acumular méritos para o Céu, quero trabalhar só pelo vosso Amor, tendo como único objectivo dar-vos prazer, consolar o vosso Sagrado Coração e salvar almas que vos amarão eternamente.

 

No fim desta vida, comparecerei perante vós de mãos vazias, porque eu não peço, Senhor, que tenhas em conta as minhas obras. Todas as nossas justiças têm imperfeições a vossos olhos. Eu quero pois revestir-me da vossa justiça e receber do vosso amor a posse eterna de vós próprio. Não quero de modo algum outro trono e outra coroa senão vós, ó meu Bem-Amado!

 

A vossos olhos o tempo não é nada, um só dia é como mil anos, vós podeis pois num instante preparar-me para comparecer perante vós.

 

(Acto de oferenda ao Amor misericordioso - Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja)

publicado por spedeus às 00:05

Num artigo publicado pelo The Washington Post, o congressista por New Jersey, Christopher Smith, alertou que a reunião das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milénio poderia terminar com um documento a favor da promoção do aborto no mundo.

 

Smith sustenta que a nobre finalidade das metas "é a redução da pobreza global" com uma significativa redução da mortalidade maternal e infantil em todo mundo, mas isto seria alcançado "se é que a administração do Presidente Obama, seja aberta ou ocultamente, consegue incluir o aborto no documento final".

 

"A Secretária de Estado Hillary Clinton declarou publicamente que acredita que o acesso ao aborto é parte da saúde materna e reprodutiva, ideia que contraria a posição de mais de 125 Estados membros da ONU que proíbem ou, pelo menos, restringem o aborto em suas leis e constituições soberanas", recorda Smith.

 

O congressista explica que "a Meta para o Desenvolvimento do Milénio número 4 sustenta a redução das taxas de mortalidade infantil em 2/3 a partir do nível do ano 1990. Resulta claro que uma grande quantidade de custosas e efectivas intervenções devem ser expandidas com o fim de salvar a vida das crianças".

 

"O aborto é, por definição, mortalidade infantil, e atenta contra o propósito da Meta para o Desenvolvimento do Milénio número 4. Não há nada de bom ou compassivo em procedimentos que desmembram, envenenam, induzem o parto prematuro ou deixam uma criança morrer de fome. De facto, a confusa terminologia ‘aborto seguro’ não tem em conta o facto de que nenhum aborto – legal ou ilegal – é seguro para a criança e de que todos estão cheios de consequências negativas para a saúde, incluindo danos emocionais e psicológicos para a mãe", esclarece.

 

Do mesmo modo, o político pro-vida precisa que "falar de ‘crianças não desejadas’ reduz as crianças a meros objectos, sem dignidade humana inerente e cujo valor depende de sua utilidade percebida ou de quanto foram desejados. As pessoas só têm que olhar o flagelo do tráfico humano e a exploração das crianças em trabalhos forçados ou as crianças soldados, para ver aonde nos conduz este desprezo pelo valor da vida".

 

Smith recorda que a Meta de Desenvolvimento do Milénio número 5 "desafia o mundo a diminuir as taxas de mortalidade materna em 75% desde os níveis de 1990".

 

"Sabemos há sessenta anos o que é o que realmente salvar a vida das mulheres: a atenção especializada aos nascimentos, o tratamento para parar hemorragias, o acesso a bancos de sangue seguros, os cuidados obstétricos de emergência, antibióticos, a reparação de fistulas, nutrição adequada e cuidados pré e pós natais. O objectivo da próxima Cimeira deveria ser um mundo livre de abortos, não o aborto livre em todo mundo", sustenta.

 

Smith cita um estudo, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e publicado na revista científica inglesa "The Lancet" em Abril que "sublinha que muitas nações que têm proibições legais ao aborto, possuem inclusive algumas das mais baixas taxas de mortalidade materna no mundo – a Irlanda, Chile e Polónia entre elas".

 

"A inclusão do aborto no documento final deste encontro da ONU ou nas suas decisões prejudicaria as Metas de Desenvolvimento do Milénio. As acções e os programas para alcançar as mesmas devem incluir todos os cidadãos do mundo, especialmente aos mais fracos e vulneráveis. Devemos afirmar, respeitar e assistir concretamente as preciosas vidas das mulheres e de todos as crianças, incluindo as que não nasceram", conclui Smith.

 

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR)

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Em 621, os visigodos tornaram-se senhores de toda a Espanha. 

Em 711, vieram os árabes que os repeliram para as montanhas das Astúrias e conquistaram quase toda a Península. Foram precisos seis séculos para os expulsar. 

Durante este período foram levados para África grande número de cristãos. Os que abraçavam o islamismo eram tratados como homens livres; os outros eram vendidos como escravos. Para os libertar era necessário pagar o resgate. Como nem todas as famílias tinham posses para libertar seus familiares, S. Pedro Nolasco fundou, em 1218, a Ordem das Mercês ou da Redenção dos Cativos. A própria Virgem, numa aparição, incitou a isso. Pedro contou a sua visão a S. Raimundo de Penhaforte e ao rei Jaime I, de Aragão. Os três conseguiram pôr em prática o projecto. Graças ao seu heroísmo e à generosidade dos cristãos, a obra foi fecunda em resultados e só terminou com o desaparecimento da pirataria. 

Dizia o Breviário Romano que "foi com o fim de agradecer a Deus e à Santíssima Virgem os benefício de tal Instituição que se estabeleceu a festa de Nossa Senhora das Mercês". 

O nome feminino, Mercedes, vem deste título especial da Virgem Maria.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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A família é célula viva da própria Igreja.

(JOÃO PAULO II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 1978.11.22, nr. 3)

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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Teodoreto de Cyr (393-460), bispo 
Tratado sobre a Encarnação, 26-27; PG 75, 1465 (a partir da trad. breviário)

 

«O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado [...], ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.»


Jesus aceitou, exclusivamente por Sua vontade, os sofrimentos anunciados pela Escritura. Tinha-os predito muitas vezes aos discípulos e tinha mesmo repreendido Pedro severamente por ter acolhido este anúncio com desagrado (Mt 16, 23); por fim, tinha-lhes mostrado que seriam para salvação do mundo. Foi por isso que Se designou a Si mesmo aos que vinham buscá-Lo: «Sou Eu» (Jo 18, 5.8). [...] Esbofetearam-No, cuspiram-Lhe em cima, foi ultrajado, torturado, flagelado, e por fim crucificado. Aceitou que dois ladrões, um à direita e outro à esquerda, fossem associados ao Seu suplício; colocado ao nível de assassinos e criminosos, recolhe o vinagre e o fel, frutos de uma vinha perversa; troçam Dele, atingindo-O com uma cana, perfuram-Lhe o lado com uma lança, e por fim depositam-No no túmulo.

E sofreu tudo isto para nos dar a salvação. [...] Por meio dos espinhos, pôs fim aos castigos infligidos a Adão, que devido ao seu pecado tinha escutado a seguinte sentença: «Maldita seja a terra por tua causa! Há-de produzir para ti espinhos e cardos» (Gn 3, 17-18). Com o fel, tomou para Si o que há de amargo e penoso na vida mortal e dolorosa dos homens; com o vinagre, aceitou a degenerescência da natureza humana e concedeu-lhe a restauração num estado melhor. Por meio da púrpura, simbolizou a Sua realeza; pela cana, sugeriu quão fraco e frágil é o poder do demónio. Pela bofetada, proclamou a nossa libertação [como se fazia aos escravos]; suportou as violências, as correcções e as chicotadas que nos eram devidas.

Foi atingido no lado, fazendo lembrar Adão. Porém, ao invés da fazer sair dele a mulher que, por meio do pecado, deu à luz a morte, fez jorrar uma fonte de vida (Gn 2, 21; Jo 19, 34), que vivifica o mundo através de uma dupla corrente: a primeira renova-nos e reveste-nos da veste da imortalidade no baptistério; a segunda, após este nascimento, alimenta-nos à mesa de Deus, como se dá de mamar aos recém-nascidos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 9,18-22

18 Aconteceu que, estando a orar só, se encontravam com Ele os Seus discípulos. Jesus interrogou-os: «Quem dizem as multidões que Eu sou?».19 Responderam e disseram: «Uns dizem que és João Baptista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas».20 Ele disse-lhes: «E vós quem dizeis que sou Eu?». Pedro, respondendo, disse: «O Cristo de Deus».21 Mas Ele, em tom severo, mandou que não o dissessem a ninguém,22 acrescentando: «É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscite ao terceiro dia.

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23
Set 10

Como a Nosso Senhor, também a mim me agrada muito falar de barcas e de redes, para todos tirarmos propósitos firmes e concretos dessas cenas evangélicas. S. Lucas conta-nos que uns pescadores lavavam e remendavam as redes à beira do lago de Genesaré. Jesus aproxima-se de uma daquelas naves atracadas na margem e sobe a uma delas, a de Simão. Com que naturalidade se mete o Mestre na vida de cada um de nós para nos complicar a vida, como se repete por aí em tom de queixa. Nosso Senhor cruzou-se convosco e comigo no nosso caminho, para nos complicar a existência, delicadamente, amorosamente.

 

Depois de pregar da barca de Pedro, dirige-se aos pescadores: duc in altum, et laxate retia vestra in capturam, remai para o mar alto e lançai as redes! Fiados na palavra de Cristo, obedecem e obtêm aquela pesca prodigiosa. Olhando para Pedro que, como Tiago e João, estava pasmado, Nosso Senhor explica-lhe: não tenhas medo; desta hora em diante serás pescador de homens. E, trazidas as barcas para terra, deixando tudo, seguiram-no.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 21)

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Morre o Pe. José Miguel. No Inverno de 1917-1918, em Logronho, São Josemaría tinha sentido a chamada de Deus enquanto contemplava as pegadas na neve dos pés descalços deste religioso carmelita. Recordando aquele momento comentaria anos mais tarde: “Comecei a pressentir o Amor, a aperceber-me de que o coração me pedia alguma coisa de grande e que fosse amor”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

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«Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, o temor dominava todos os espíritos. Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um.
Como se tivessem uma só alma, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava, todos os dias, o número dos que tinham entrado no caminho da salvação.» Act 2, 42-47


Esta é uma passagem dos Actos dos Apóstolos que serve sempre de referência ao início e desenvolvimento da Igreja.
Nela é descrita a vida das primeiras comunidades cristãs, (neste caso a comunidade de Jerusalém), que foram o embrião da Igreja dos nossos dias.

Esta narração tem elementos que nos devem fazer reflectir hoje, sobre a realidade de então, mas que verdadeiramente deve continuar a ser a base da nossa existência como cristãos e católicos, reunidos em Igreja.

«Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos»

Seremos nós hoje em dia, em Igreja, assíduos ao «ensino dos Apóstolos»?
Aproveitamos nós, todos os momentos para melhor conhecermos a Doutrina emanada pela Santa Igreja, não só pela voz dos pastores que nos são dados, mas também por todos os documentos, livros, cursos de formação, etc., que a Igreja nos proporciona no dia-a-dia?

É que muitas vezes somos mais lestos em procurar ouvir aqueles que não estão em comunhão de Igreja, ou que estão até em confronto com Ela, deixando-nos levar pelas suas pessoais e falsas interpretações, porque muitas vezes servem melhor os seus e nossos propósitos.
Até porque o caminho de conversão diária é difícil, exigente, e assim queremos aproveitar algumas “nuances doutrinais”, não só para não exigirmos tanto de nós, mas também para “aliviarmos” as nossas consciências.

É habitual também ver católicos a lerem livros de autores que não pertencem à Igreja Católica, e alguns livros até que são escritos apenas para atacar e denegrir a Fé e a Igreja.

E se não vem “mal ao mundo” por, de vez em quando, lermos um livro de um autor de outra igreja, (até para nosso conhecimento como resposta a outrem), já não se entende que tal se faça se não temos tempo, ou não o disponibilizamos, para lermos os autores católicos, que são tantos e tão disponíveis.
E muito menos se entende que se leiam livros que atacam e denigrem a Fé e a Igreja Católica, (alguns supostamente científicos), quando afinal nunca lemos um livro sobre a Igreja, sobre a Doutrina, ou muito provavelmente nem a própria Bíblia.
E se não temos essa base de conhecimento, que cimenta a Fé, que leva á comunhão, que provoca a conversão, como nos admiramos nós que a leitura desses livros abale as nossas convicções, a “nossa” fé, se tudo afinal é apenas e só fruto de uma tradição familiar, ou de uma catequese obrigada pelos nossos pais?

Estamos e somos tantas vezes disponíveis para lermos as notícias sobre os “escândalos” na Igreja, mas será que também o somos para lermos o que a Igreja diz e decide sobre esses assuntos?

Não somos nós tão rápidos a lermos um qualquer “tratado” dum qualquer teólogo “desalinhado”, e não colocamos tantas vezes de lado uma homilia do Papa, ou de um Bispo, que nos chega pelas notícias?

Que convicção é esta que atinge tantos de nós que, quando fala alguém da Igreja, somos levados a pensar que já sabemos o que vai dizer, ou disse, e que nada vai acrescentar à nossa caminhada espiritual, mas que, ao contrário, aquilo que diz alguém que se coloca fora da Igreja, nos vai ajudar a encontrar caminho de comunhão?

Com certeza que, se não temos o conhecimento das bases da Doutrina da Fé que afirmamos professar, se não aprofundamos essas bases na procura constante, ou melhor, «na assiduidade ao ensino dos Apóstolos», apenas nos podemos dividir e desunir, porque a mais pequena interrogação vai colocar em causa a Fé e a comunhão de Igreja que desejamos e queremos viver.

Naquele tempo, aquelas mulheres e aqueles homens «eram assíduos ao ensino dos Apóstolos», porque amavam a Palavra, porque n’Ela reconheciam o próprio Deus que lhes falava, porque n’Ela encontravam alimento, encontravam unidade, comunhão e caminho para viver.
Porque naquele tempo, o «ensino dos Apóstolos», não só lhes transmitia conhecimento, mas também força e ânimo, para lutarem interiormente contra todos os ataques que a Fé em Jesus Cristo e a Igreja nascente, sofriam todos os dias.

E hoje não é assim?
Não sofre a Fé em Deus Uno e Trino, não sofre a Igreja Católica, (e sobretudo Esta entre todas as igrejas), ataques permanentes, consertados, não só dos meios de comunicação social, mas também de pensadores, de políticos, de “fazedores de opinião” e até infelizmente de alguns que se dizem católicos e que até têm responsabilidades na própria Igreja, mas teimam em interpretar a Doutrina da Fé ao seu gosto e arrogante convicção?

Como queremos nós ter conhecimentos, ter argumentos, ter força e ânimo, para responder a tais ataques, (não com violência ou destempero), mas com um testemunho sereno e convicto, por palavras e obras, se não procuramos esses conhecimentos, esses argumentos, essa força e esse ânimo, no único sítio onde nos são dados e que é em comunhão na Igreja Católica?

«Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos»

Por isso, e passados dois milhares de anos, esta Palavra continua a ser tão actual, (não infelizmente como verdade descrita na maior parte das vezes), mas como caminho e exortação àquilo que o verdadeiro cristão e católico, deve fazer e viver, no caminho como filhos de Deus, discípulos de Jesus Cristo, a que todos somos chamados para nossa salvação e maior glória e louvor de Deus.

Monte Real, 22 de Setembro de 2010
(continua)

Joaquim Mexia Alves

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/09/comunidade-modelo-1.html

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Nada têm e têm tudo os verdadeiros amantes de Deus, porque quando lhes faltam, os bens terrenos, comprazem-se em repetir: Meu Senhor, só Tu me bastas, e ficam com isso plenamente satisfeitos.

(Práticas do amor a Jesus Cristo, cap. 14 - Santo Afonso Maria de Ligório)

Nada te perturbe, / Nada te espante, / Tudo passa, / Deus não Se muda, / A paciência / Tudo alcança; / Quem tem a Deus / Nada lhe falta: / Só Deus basta.

(Poesias – Santa Teresa d’Ávila)

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Nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.

Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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