«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

27
Out 10
publicado por spedeus às 00:02

Bem disse do seu amigo o que lhe chamou a “metade da sua alma”.

 

(S. Tomás DE AQUINO, Suma Teológica, 2-2, q. 28, a. 1.)

 

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publicado por spedeus às 00:02

Missal Romano

Oração eucarística II das missas da reconciliação

 

«Hão-de vir do Oriente, do Ocidente, do norte e do Sul, sentar-se à mesa no Reino de Deus»

 

Celebrando o memorial da morte e Ressurreição do vosso Filho,

nós Vos oferecemos, Senhor, o sacrifício de reconciliação

que Ele nos deixou como sinal do Seu amor

e Vós confiastes às nossas mãos.

Aceitai-nos também a nós, Pai santo,

com a oblação do Vosso filho

e, neste banquete sagrado,

dai-nos o Vosso Espírito,

para que se afaste de nós toda a divisão e discórdia

e nos conserve em comunhão com o Papa Bento XVI

nosso bispo N., os bispos do mundo inteiro

e todo o povo cristão;

e assim a Igreja resplandeça no meio dos homens

como sinal de unidade e instrumento da Vossa paz.

Vós que nos reunistes à Vossa mesa

para participarmos no pão da vida e no cálice da salvação,

congregai um dia na unidade perfeita

os homens de todos os povos e línguas

com a Virgem Santa Maria, Mãe de Deus,

os Apóstolos e todos os santos,

Para que, no banquete da nova Jerusalém,

gozem eternamente a plenitude da paz.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

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São Lucas 13,22-30

 

22 Ia pelas cidades e aldeias ensinando, e caminhando para Jerusalém.23 Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu-lhes:24 «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão entrar e não conseguirão.25 Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, vós, estando fora, começareis a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos. Ele vos responderá: Não sei donde sois.26 Então começareis a dizer: Comemos e bebemos em tua presença, tu ensinaste nas nossas praças.27 Ele vos dirá: Não sei donde sois; “afastai-vos de mim vós todos os que praticais a iniquidade”.28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacob, e todos os profetas no reino de Deus, e vós serdes expulsos para fora.29 Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e se sentarão à mesa do reino de Deus.30 Então haverá últimos que serão os primeiros, e primeiros que serão os últimos».

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26
Out 10
publicado por spedeus às 22:57

A verdadeira oração, a que absorve todo o indivíduo, não a favorece tanto a solidão do deserto como o recolhimento interior.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 460)

 

Eu, enquanto tiver alento, não cessarei de pregar a necessidade primordial de ser alma de oração – sempre! – em qualquer ocasião e nas circunstâncias mais díspares, porque Deus nunca nos abandona. Não é cristão pensar na amizade divina exclusivamente como um recurso extremo. Pode parecer-nos normal ignorar ou desprezar as pessoas que amamos? Evidentemente que não. Para os que amamos dirigimos constantemente as palavras, os desejos, os pensamentos: há como que uma presença contínua. Pois, o mesmo com Deus.

 

Com esta busca do Senhor, toda a nossa jornada se converte numa única conversa, íntima e confiada. Afirmei-o e escrevi-o tantas vezes, mas não me importo de o repetir, porque Nosso Senhor faz-nos ver – com o seu exemplo – que este é o comportamento certo: oração constante, de manhã à noite e da noite até de manhã. Quando tudo sai com facilidade: obrigado, meu Deus! Quando chega um momento difícil: Senhor, não me abandones! E esse Deus, manso e humilde de coração, não esquecerá os nossos rogos nem permanecerá indiferente, porque Ele afirmou: pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 247)

publicado por spedeus às 22:00

O trabalho de investigação subordinado ao tema “A anunciação do Senhor na pintura Quinhentista Portuguesa” (1500-1550). Análise geométrica, iconográfica e significado iconológico” foi galardoado com o prémio anual das “Pontificie Accademie in Mariologia 2010”.

 

A Tese teve como orientador Científico o Professor Fausto Sanches Martins, CSsR, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Submetida à apreciação e discussão do Júri, presidido pela Professora Maria de Lurdes Correia Fernandes, Vice-Reitora da Universidade do Porto e constituído pelos Professores Vítor Serrão da Universidade de Lisboa, Nelson Correia Borges da Universidade de Coimbra, Natália Marinho Ferreira-Alves, Joaquim Jaime Ferreira-Alves, Agostinho Marques Araújo, Fausto Sanches Martins e Lúcia Cardoso Rosas da Universidade do Porto, foi aprovada, por unanimidade, em provas públicas, que decorreram no edifício da Faculdade de Letras do Porto, no dia 30 de Março de 2005.”

 

Dividido em dois volumes, num total de 2144 páginas, trata, de forma inédita, o tema da Anunciação na pintura portuguesa, na primeira metade do século XVI. O autor procura comprovar a existência de um esquema geométrico de composição que esteve na génese estrutural das pinturas, o qual terá sido utilizado, também, com a finalidade de reforçar a mensagem subjacente ao tema. Para tal, propõe a aplicação do que designou por “Método Geométrico”, como complemento do “Método Iconográfico e Iconológico”, desenvolvido por Erwin Panofsky.

 

Luís Alberto Casimiro, começa por esclarecer as questões teológicas mais importantes que se prendem com o tema da Anunciação. Para isso, analisa a perícopa do Evangelho de S. Lucas e as suas relações com certas passagens do Antigo Testamento; expõe comentários e sermões dos Padres da Igreja; sintetiza um estudo sobre angelologia, completamente inédito entre nós, bem como apresenta diversas reflexões dos teólogos do Renascimento. Neste debruçar-se sobre as fontes foram, também, incluídos vários textos apócrifos do Antigo e do Novo Testamento, bem como escritos de importantes figuras da Igreja com destaque para S. Tomás de Aquino e S. Bernardo de Claraval. A finalidade desta primeira fase era esclarecer a variedade e complexidade dos elementos simbólicos presentes nas pinturas, permitindo, pois, uma análise iconográfica mais aprofundada.

 

Numa segunda etapa, é explicado o modo como se pretende utilizar o “Método Geométrico”. Para tal efectua um estudo sobre a perspectiva linear, as suas origens e as respectivas leis internas, apresentando e analisando os tratados mais importantes do Renascimento relacionados com a perspectiva. É desenvolvido, de forma exaustiva, um estudo sobre os rectângulos, usados como «marco» das pinturas, e as regras geométricas que permitem definir, no seu interior, um conjunto variado de linhas de força e de espaços privilegiados, tal como eram entendidos na época em estudo. Assim, se garante o necessário rigor científico na aplicação das respectivas leis geométricas sobre as pinturas.

 

A utilização desta metodologia sobre as cerca de 50 pinturas portuguesas da Anunciação da primeira metade do século XVI, veio comprovar o conhecimento das leis da perspectiva por parte dos pintores bem como a tese da existência de um esquema geométrico de composição, em muitas pinturas analisadas, confirmando, portanto, a sua utilização como forma de proporcionar os diversos elementos pictóricos e reforçar a respectiva mensagem iconográfica.

 

Trata-se, pois, de uma obra de grande valor para a Historiografia da Arte Portuguesa não só pelo facto de analisar exaustivamente a iconografia da Anunciação, mas porque introduz, nesse estudo, a vertente geométrica, numa dimensão nunca antes ensaiada.

 

O Professor Luís Alberto Casimiro é natural de Vilar Formoso, Guarda, frequentou o curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores na FEUP, licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Actualmente é professor auxiliar convidado da FLUP e regente das disciplinas de Iconografia, História da Pintura em Portugal, História da Arte e Cultura I e História Urbana.

 

O prémio será entregue pelo Secretário de Estado, Sua Eminência o Cardeal Tarcisio Bertone, durante uma sessão pública das Academias Pontifícias no dia 16 de Dezembro, pelas 17h, na Aula Magna do “Pontificio Consiglio della Cultura".

 

Imagem: Anunciação. Jorge Afonso (atr. 1520-1525)

Museu de Setúbal/ Convento de Jesus

Justificação Geométrica para a colocação e dimensão da auréola da Pomba do Espírito Santo

 

(Fonte: site ‘noticia.up.pt’ em http://noticias.up.pt/catalogo_noticias.php?ID=5938&intSelectedMenu=4)

publicado por spedeus às 13:16

“Em Cristo temos todos os ideais: porque é Rei, é Amor, é Deus. - Não há mais amor que o Amor!”, anota no seu caderno.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:15

Vaticano desdramatiza e diz que o sínodo correu muito bem.

 

As autoridades israelitas reagiram com dureza ao que consideram ter sido a politização e instrumentalização do Sínodo do Médio Oriente.

 

Várias figuras políticas e religiosas do país judaico criticaram a mensagem final do sínodo, que elenca uma série de dificuldades que os palestinianos enfrentam, culpando em larga medida Israel.

 

Durante as duas semanas que durou o sínodo o grande enfoque dos trabalhos centrou-se nas condições de vida dos cristãos naquela região, procurando encontrar as causas e discutir as soluções para o êxodo de cristãos que se está a verificar. Realçou-se a importância do diálogo inter-religioso com os muçulmanos e judeus, mas também a urgência de uma maior comunhão entre as diferentes confissões cristãs. O mapa do Cristianismo naquela zona é extremamente diverso, com várias Igrejas independentes a operar em simultâneo, algumas católicas e outras ortodoxas.

 

A situação dos cristãos na Terra Santa mereceu bastante destaque, com o Estado israelita a esforçar-se por mostrar, através de conferências de imprensa à margem do sínodo, que Israel é o único país da região onde os cristãos vivem em paz e segurança, e onde o número de cristãos tem aumentado significativamente.

 

Contudo, numa “Mensagem ao Povo de Deus” que acompanha as propostas finais, os padres sinodais parecem apontar o dedo a Israel, culpando esse país pela falta de paz na região. “Tivemos em consideração o impacto do conflito Israelo-palestiniano para toda a região, em especial para os palestinianos, que sofrem as consequências da ocupação israelita: a falta de liberdade de movimento, o muro de separação e os postos de controlo militar, os presos políticos, a demolição de casas a instabilidade sócio-económica e os milhares de refugiados”.

 

Já o “sofrimento e a insegurança em que vivem os israelitas” merece apenas uma curta referência.

 

O caso foi agravado pelas palavras de um dos bispos, o melquita Cyrille Salim Bustros, que afirmou que Israel não pode justificar a ocupação de terras árabes com base em promessas bíblicas.

 

Estas palavras foram bem recebidas pelas autoridades palestinianas, mas levaram a duras críticas por parte do Governo israelita. “Lamentamos que este importante sínodo se tenha tornado um fórum de ataques políticos a Israel, ao melhor estilo da propaganda árabe”, afirmou o vice ministro dos Negócios Estrangeiros Danny Ayalon.

 

Também o Rabino David Rosen, que foi convidado a falar ao Sínodo, criticou a abordagem dos bispos nos documentos finais: “Lamento que os bispos não tenham tido a coragem de confrontar os mais sérios desafios que os Cristãos enfrentam no Médio Oriente. Mesmo que o Estado de Israel não existisse, o êxodo dos cristãos não seria diferente. Dizer que o conflito israelo-palestiniano é o principal problema revela falta de sinceridade.”

 

O Vaticano já reagiu a estas críticas de Israel. Esta manhã o Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou que, em geral, os trabalhos do sínodo foram muito positivos e remete, como posição oficial, não a opinião de cada bispo, mas sim o texto da Mensagem votada e publicada no passado sábado.

 

(Fonte: site Rádio Renascença)

publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

E alerta sobre as consequências para a vida familiar do incremento do trabalho ao domingo.

 

O Arcebispo de Braga lançou ontem um alerta sobre as consequências para a vida familiar do incremento do trabalho ao domingo, cujo mais recente sintoma se manifestou com a autorização da abertura dos hipermercados durante todo o dia.

 

Falando na Sé Catedral de Braga, na homilia da celebração do dia litúrgico de São Martinho de Dume, padroeiro da Arquidiocese, D. Jorge Ortiga considerou que «a importância do domingo é muito maior do que os motivos religiosos, pois em muitos casos, hoje é a própria família que está a ser minada» enquanto espaço basilar de união e solidariedade.

 

O prelado exortou os cristãos para «a necessidade de reflectirem sobre os problemas que os rodeiam», em vez de aceitarem acriticamente aquilo que outros pensam ou lhes querem impor. «Hoje deixamo-nos levar pelo que os outros pensam, adaptamo-nos aquilo que os outros fazem e vamos vivendo sem reagir, porventura entrando até naquilo que os outros querem», afirmou, notando que «actualmente saem imensas leis que nos deveriam interpelar e que deveríamos questionar».

 

«A partir de agora é possível que os hipermercados também abram ao domingo, este facto coloca de novo a questão do trabalho ao domingo», disse, lembrando aquilo que São Martinho dizia sobre o respeito e a importância deste dia, por aquilo que ele é e por aquilo que ele significa.

 

«O domingo deve ser usado não para finalidades más, mas para finalidades boas», citou D. Jorge, continuando: «isto é, para ir a lugares santos, visitar um irmão ou um amigo, consolar um enfermo, levar o bom conselho a quem dele precise ou auxiliar uma boa causa, é assim que o homem cristão deve honrar o domingo».

 

Com «Diário do Minho»

 

(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 00:02

Ide a qualquer parte do mundo onde queirais, mudai de casa quantas vezes o desejeis, na igreja católica mais próxima o vosso Amigo está sempre esperando por vós, dia após dia.

 

(R. A. KNOX, Sermones Pastorales, Rialp, Madrid, 1963, nr. 473, trad AMA)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

publicado por spedeus às 00:01

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São Máximo de Turim (? - c. 420), bispo

CC Sermão 25; PL 57, 509ss. (a partir da trad. coll. Pères dans la foi, Migne 1996, p. 123)

 

«Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24)

 

«Um homem tomou um grão de mostarda e deitou-o no seu quintal; cresceu, tornou-se uma árvore, e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos.» Procuremos ver a quem se aplica tudo isto. [...] Penso que a comparação se aplica mais precisamente a Cristo Nosso Senhor que, ao nascer na humildade da condição humana, como uma semente, sobe finalmente ao céu como uma árvore. Cristo é o grão esmagado na Paixão; torna-se uma árvore na ressurreição. Sim, Ele é grão quando, faminto, sofre por falta de alimento; é uma árvore quando, com cinco pães, satisfaz a fome a cinco mil pessoas (Mt 14, 13ss.). Ali, experimenta o despojamento da Sua condição humana, aqui espalha a saciedade pela força da Sua divindade.

 

Diria que o Senhor é grão quando é ferido, desprezado, insultado; é árvore quando devolve a vista aos cegos, reanima os mortos e perdoa os pecados. Ele mesmo reconhece que é grão: «Se o grão de trigo lançado à terra não morrer» (Jo 12, 24)

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 13,18-21

 

18 Dizia também: «A que é semelhante o reino de Deus; a que o compararei?19 É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou na sua horta; cresceu, tornou-se uma árvore, e as aves do céu repousaram nos seus ramos».20 Disse outra vez: «A que direi que o reino de Deus é semelhante?21 É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse levedado».

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25
Out 10

"Et in meditatione mea exardescit ignis": e na minha meditação ateia-se o fogo. – Para isso mesmo é que fazes oração: para te tornares uma fogueira, lume vivo, que dê calor e luz. Por isso, quando não souberes ir mais longe, quando sentires que te apagas, se não podes lançar ao fogo troncos olorosos, lança os ramos e a folhagem de pequenas orações vocais, de jaculatórias, que continuem a alimentar a fogueira. – E terás aproveitado o tempo.

 

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 92)

 

Quando efectivamente se quer desafogar o coração, se somos francos e simples, procuramos o conselho de pessoas que nos amam, que nos entendem, isto é, fala-se com o pai, com a mãe, com a mulher, com o marido, com o irmão, com o amigo. Isto já é diálogo, ainda que, frequentemente, não se deseje tanto ouvir como desabafar, contar o que nos acontece. Comecemos por nos comportar assim com Deus, certos de que Ele nos ouve e nos responde; e escutá-lo-emos e abriremos a nossa consciência a uma conversa humilde, para lhe referir confiadamente tudo o que palpita na nossa cabeça e no nosso coração: alegrias, tristezas, esperanças, dissabores, êxitos, fracassos e até os pormenores mais pequenos da nossa jornada, porque já então teremos comprovado que tudo o que é nosso interessa ao nosso Pai Celestial.

 

Desta maneira, quase sem darmos por isso, avançaremos com passos divinos, fortes e vigorosos, saboreando a íntima convicção de que junto do Senhor também são agradáveis a dor, a abnegação, os sofrimentos. Que fortaleza, para um filho de Deus, saber-se tão perto de seu Pai! Por esta razão, aconteça o que acontecer, estou firme e seguro contigo, meu Senhor e meu Pai, que és a rocha e a fortaleza.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 245–246)

publicado por spedeus às 22:00

publicado por spedeus às 18:00

Instituição acolhe 40 crianças, distribuídas por dois centros na região de Lisboa

 

A Associação “Ajuda de Berço” está a viver dias difíceis, confrontando-se com dificuldades financeiras que põem em causa os seus projectos e o futuro das muitas crianças que dela dependem.

 

O mês de Novembro “marca o fim das nossas reservas financeiras” lamenta a presidente Ana Anastácio, em declarações à Agência ECCLESIA.

 

Fundada em 1998, esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) acolhe actualmente 40 crianças, até aos três anos de idade, distribuídas por dois centros de acolhimento na região de Lisboa.

 

A “Ajuda de Berço” tem como principal missão servir, integrar e acompanhar estas crianças, na sua grande maioria ainda bebés, que lhe são entregues por uma comissão de protecção de menores ou por um tribunal da especialidade.

 

A ideia é que essas crianças possam voltar para a sua própria família, logo que esta tenha condições, ou sejam encaminhadas para famílias adoptivas.

 

Sendo uma instituição sem fins lucrativos, a sua sobrevivência tem vindo a ser assegurada, ao longo dos anos, através das verbas vindas da Segurança Social e, principalmente, com os donativos de pessoas singulares e das empresas.

 

“O problema”, explica Ana Anastácio, “é que as contribuições vindas de particulares, que asseguram grande parte da nossa subsistência, têm vindo a descer drasticamente”.

 

Caso esta situação não se altere, a associação poderá ter que fechar uma das suas casas de acolhimento, medida que iria afectar antes de mais 20 crianças, mas também 30 funcionários que aí trabalham.

 

A falta de adesão das pessoas a esta causa não está relacionada com um “voltar de costas à solidariedade”, defende a presidente da “Ajuda de Berço”.

 

“Os portugueses não deixaram de ser generosos nem solidários com as causas, deixaram foi de ter meios para dar o tipo de apoios que costumavam dar”, acrescenta a mesma responsável, que deixa a certeza de que “não irá desistir”.

 

Para além da ajuda financeira, aquela IPSS tem neste momento sobretudo falta de géneros alimentares, medicamentos e produtos de higiene.

 

São várias as campanhas postas à disposição das pessoas, de forma a poderem ajudar, como por exemplo o “Plano Crescer”, destinado a entidades empresariais, ou o “Plano Vaquinha”, mais direccionado para a população em geral.

 

Outra iniciativa, mais recente, prende-se com a criação de um número de apoio para o qual as pessoas podem ligar, o 760 300 410, contribuindo com 60 cêntimos por chamada.

 

“Um milhão de pessoas a ligar para esse número faria certamente a diferença”, exemplifica a presidente, já que um milhão de euros é precisamente o montante que compõe o orçamento anual da “Ajuda de Berço”.

 

Quem quiser pode também tornar-se sócio da instituição, bastando para isso seguir as indicações prestadas em www.ajudadeberco.pt.

 

Com as contribuições solidárias em baixa, Ana Anastácio sublinha que a outra alternativa da IPSS, para evitar o fecho de alguma porta, passa por “renegociar as verbas que têm sido atribuídas pela Segurança Social, partindo da avaliação do trabalho que tem sido feito”.

 

A presidente revela que “já começou a realizar diligências nesse sentido” e espera que haja mais abertura do Governo.

 

A crise financeira afasta ainda aquele que era o grande sonho da “Ajuda de Berço” – a construção de um terceiro centro de acolhimento, que visava sobretudo dar resposta aos inúmeros pedidos que chegam à associação, todas as semanas, para integração de crianças desfavorecidas

 

(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 13:57

publicado por spedeus às 11:57

É erigida a Universidade de Navarra que nascera como Estudo Geral uns anos antes, sob o impulso de São Josemaría: “A Universidade de Navarra surgiu em 1952 – depois de rezar durante anos: sinto alegria ao dizê-lo – com a aspiração de dar vida a uma instituição universitária na qual se plasmassem os ideais culturais e apostólicos de um grupo de professores profundamente interessados na missão docente. Desejou então – e deseja agora – contribuir, lado a lado com as outras universidades, para resolver os graves problemas educativos de Espanha e de muitos outros países que necessitam de homens bem preparados para construírem uma sociedade mais justa”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:35

“… vivem no mundo e muitas vezes são mesmo condicionados pela cultura da imagem que impõe modelos e impulsos contraditórios, na negação prática de Deus : já não existe necessidade de Deus, de pensar n’Ele e de voltar a Ele.

Além disso, a mentalidade hedonista e consumista predominante favorece, tanto nos fiéis como nos pastores, uma deriva para a superficialidade e um egocentrismo que prejudica a vida eclesial”

 

(Discurso Conselho Pontifício para a Cultura – Vaticano / Sala Clementina – 08/03/2008 – Bento XVI)

publicado por spedeus às 00:04

O Bispo de Posadas, D. Juan Rubén Martínez, advertiu sobre os "desvios religiosos" que levam os católicos à superstição ou a acreditar em supostas "curas massivas" que não se relacionam com os verdadeiros milagres operados por Deus nem com a fé da Igreja.

 

O Prelado considerou que é valioso que as pessoas tenham uma forte busca de Deus num ambiente secularizado, mas recordou que se "a religiosidade não for assumida como um caminho ‘de amadurecimento na fé’, pode ficar ancorada em meras devoções, acções rituais esvaziadas de compromissos com a vida e até o risco de gerar desequilíbrios afectivos e psicológicos".

 

Depois de recordar que "a fé para os cristãos está ligada ao mistério da Encarnação e da Páscoa", considerou "preocupante ver como existem cristãos que vinculam as enfermidades físicas ao pecado e ao Demónio, acentuado por reuniões litúrgicas aonde Deus cuida curas e da saúde".

 

"É certo que Deus pode obrar milagres, mas estes factos são extraordinários e têm pouco a ver com estes encontros de curas rituais, ordinários e massivos", indicou.

 

D. Martínez recordou que "muitas vezes a superstição cultural também leva a considerar ‘possessões demoníacas e a necessidade de exorcismos onde na realidade há problemas de enfermidades físicas ou psicológicas’. Em todos os casos não respeitam a justa autonomia das realidades naturais que nos assinala o Concílio Vaticano II, na constituição ‘Gaudium et Spes’".

 

O bispos esclareceu que "na acção evangelizadora da Igreja, não podemos assumir recursos de espectacularidade ou proselitistas para somar gente. O anúncio evangelizador para que seja salvífico requererá sempre, não evitar a Páscoa ou seja o valor do sofrimento e da cruz para nos encaminhar à vida nova dos filhos de Deus".

 

"Na minha vida sacerdotal tive que acompanhar muitos doentes que estavam em estado de graça e continuaram estando doentes e nunca duvidei e eles tampouco, que seu sofrimento tinha um sentido redentor. Em todo caso sempre deve ficar claro que nossa oração pelos doentes e a cura espiritual que realizamos respeitam a autonomia da ordem natural e que os milagres que Deus pode obrar são feitos extraordinários e pouco têm que ver com a fé da Igreja estas curas mediáticas e maciças", acrescentou

 

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR)

publicado por spedeus às 00:04

Nascido em Guaratinguetá, em 1739, de uma família de muitas posses, descendia dos primeiros povoadores da Capitania e corria em suas veias sangue de bandeirantes. Foi ele próprio chamado "Bandeirante de Cristo", porque tinha na alma a grandeza, o arrojo e fortaleza de um verdadeiro bandeirante. Renunciou a uma brilhante situação no mundo e ingressou na Ordem franciscana. Fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo, o Mosteiro concepcionista de Nossa Senhora da Luz, na cidade de São Paulo. Não somente formou e conduziu nas vias da espiritualidade franciscana e concepcionista as religiosas desse mosteiro, mas também o edificou materialmente, ao longo de quase 50 anos de esforços contínuos. Foi o arquitecto, o engenheiro, o mestre de obras e muitas vezes o operário da sua edificação, que somente se tornou possível porque ele incansavelmente pedia, ao povo fiel, esmolas para a magnífica construção. Entregou sua alma a Deus em 1822 e foi beatificado em 1998. Até hoje sua sepultura, na capela do mosteiro, é visitada por multidões que acorrem a pedir-lhe graças e milagres, e também à procura das famosas e prodigiosas "pílulas de Frei Galvão".

 

A origem dessas pílulas é contada num folheto distribuído no próprio mosteiro: "Certo dia, Frei Galvão foi procurado por um senhor muito aflito, porque sua mulher estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida. Frei Galvão escreveu em três papelinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem: «Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis» (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós)». Deu-os ao homem, que por sua vez os levou à esposa. Apenas a mulher ingeriu os papelinhos, que Frei Galvão enrolara como uma pílula, a criança nasceu normalmente. Caso idêntico deu-se com um jovem que se torcia com dores provocadas por cálculos na vesícula. Frei Galvão fez outras pílulas semelhantes e deu-as ao moço. Após ingerir os papelinhos, o jovem expeliu os cálculos e ficou curado. Esta foi a origem dos milagrosos papelinhos, que, desde então, foram muito procurados pelos devotos de Frei Galvão, e até hoje o Mosteiro fornece para as pessoas que têm fé na intercessão do Servo de Deus".

 

Canonizado por Bento XVI no dia 11 de Maio de 2007.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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Sede sempre amigos de Jesus e levai à família, á escola, ao bairro, o exemplo da vossa vida cristã, limpa e alegre. Sede sempre jovens cristãos, verdadeiras testemunhas da doutrina de Cristo. Mais ainda, sede portadores de Cristo nesta sociedade conturbada, hoje mais que nunca necessitada d’Ele. Anunciai a todos com a vossa vida que só Cristo é a verdadeira salvação da humanidade.

 

(JOÃO PAULO II, Homília, 03.122.1978)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja

Catequese baptismal, n.° 13 (a partir da trad. bréviaire / Bouvet, Soleil levant 1961, p. 259)

 

Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo

 

São Paulo disse: «Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Ga 6,14). Foi coisa deveras admirável, ter aquele cego de nascença recuperado a vista em Siloé; mas que significou isso para todos os outros cegos do mundo? A ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande que ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a todos os que, no mundo, tinham morrido pelos pecados cometidos. Foi assombroso fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastante para saciar cinco mil homens; mas isso nada significou para aqueles que, em todo o universo, sofriam de fome e de ignorância. Admirável foi a libertação de uma mulher acorrentada por Satanás desde há dezoito anos; mas que significará esse facto, comparando-o com a situação de todos nós, que estamos amarrados com as cadeias dos nossos pecados ?

 

Ora, a vitória da cruz conduziu à luz todos aqueles que a ignorância tornava cegos, libertou todos os que o pecado fazia cativos, e resgatou toda a humanidade. Não te surpreenda que o mundo inteiro tenha sido resgatado. Aquele que morreu por este resgate não era só um homem, mas o Filho unigénito de Deus. O pecado de Adão trouxe a morte ao mundo inteiro; se a queda de um só fez reinar a morte sobre todos os homens, não há-de a justiça de um só, com muito mais forte razão, fazer reinar a vida? (Rom 5, 17) Se outrora, pela árvore cujo fruto comeram, os nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso, não hão-de então agora, pela árvore da cruz de Jesus, entrar os crentes muito mais facilmente no Paraíso? Se o primeiro ser modelado de barro a todos a morte trouxe, não há-de Aquele que do barro o modelou trazer a todos a vida eterna, pois se é Ele próprio a Vida? (Jo 14, 6)

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 13,10-17

 

10 Jesus estava a ensinar numa sinagoga em dia de sábado.11 Estava lá uma mulher possessa de um espírito que a tinha doente havia dezoito anos; andava encurvada, e não podia levantar a cabeça.12 Jesus, vendo-a, chamou-a, e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua doença».13 Impôs-lhe as mãos e imediatamente ficou direita e glorificava a Deus.14 Mas, tomando a palavra o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus tivesse curado em dia de sábado, disse ao povo: «Há seis dias para trabalhar; vinde, pois, nestes e sede curados, mas não em dia de sábado».15 O Senhor disse-lhe: «Hipócritas, qualquer um de vós não solta aos sábados o seu boi ou o seu jumento da manjedoura para os levar a beber?16 E esta filha de Abraão, que Satanás tinha presa há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão ao sábado?».17 Dizendo estas coisas, todos os Seus adversários envergonhavam-se e alegrava-se todo o povo com todas as maravilhas que Ele realizava.

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24
Out 10

Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas de quê?". De quê?! D'Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e acções de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade!

 

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 91)

 

Como fazer oração? Atrevo-me a assegurar, sem temor de me enganar, que há muitas, infinitas maneiras de orar. Mas eu preferia para todos nós a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas que hão-de ouvir de Jesus: nem todo o que me diz, Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus.

 

Os que são movidos pela hipocrisia podem talvez conseguir o ruído da oração – escrevia Santo Agostinho – mas não a sua voz, porque aí falta vida e há ausência de afã por cumprir a Vontade do Pai. Que o nosso clamor – Senhor! – vá unido ao desejo eficaz de converter em realidade essas moções interiores, que o Espírito Santo desperta na nossa alma. (...).

 

Nunca me cansei e, com a graça de Deus, nunca me cansarei de falar de oração. Por volta de 1930, quando se aproximavam de mim, sacerdote jovem, pessoas de todas as condições – universitários, operários, sãos e doentes, ricos e pobres, sacerdotes e leigos – que procuravam acompanhar mais de perto o Senhor, aconselhava-os sempre: rezai. E se algum me respondia: "não sei sequer como começar", recomendava-lhe que se pusesse na presença do Senhor e lhe manifestasse a sua inquietação, a sua dificuldade, com essa mesma queixa: "Senhor, não sei!" E muitas vezes, naquelas humildes confidências, concretizava-se a intimidade com Cristo, um convívio assíduo com Ele.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 243–244)

publicado por spedeus às 22:00

Na alocução do Angelus, ao meio-dia, da janela dos seus aposentos, Bento XVI recordou o tema desta assembleia sinodal - “A Igreja Católica no Médio Oriente: comunhão e testemunho”, assim como o tema do Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo - “A construção da comunhão eclesial é a chave da missão”.

 

“Impressiona a semelhança entre os temas destes dois acontecimentos eclesiais. Ambos convidam a encarar a Igreja como mistério de comunhão que, por sua natureza, é destinado a todo o homem e a todos os homens. O Servo de Deus Papa Paulo VI afirmava: ‘A Igreja existe para evangelizar, vale a pena pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça. Reconciliar os pecadores com Deus, perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o memorial da sua morte e da sua gloriosa ressurreição”.

 

Por isto mesmo – acrescentou ainda o Papa – a próxima assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos será dedicada à “nova evangelização, para a transmissão da fé cristã”. Em todos os tempos e lugares – também no Médio Oriente – (observou) a Igreja está presente e actua para acolher todos os homens e lhes oferecer, em Cristo, a plenitude da vida.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 13:31

Anunciou-o Bento XVI, neste domingo de manhã, na basílica de São Pedro, na homilia da Missa de encerramento do Sínodo para o Médio Oriente, que decorreu nas duas últimas semanas.

 

Comentando antes de mais as leituras do dia, o Papa evocou a parábola do fariseu e do publicano, que subiram ao templo para rezar, advertindo contra a tentação farisaica de recordar a Deus os nossos méritos, quando, pelo contrário, a oração deve ser humilde:

 

“Para subir ao Céu, a oração deve partir de um coração humilde, pobre. Portanto, também nós, no final deste evento eclesial, queremos antes de mais dar graças a Deus, não pelo nossos méritos, mas pelo dom que Ele nos fez. Reconhecemo-nos pequenos e necessitados de salvação, de misericórdia”.

 

Passando depois à primeira leitura e ao respectivo Salmo responsorial, Bento XVI recordou que “o Senhor está perto dos que têm o coração atribulado e salva os de ânimo abatido”...

 

“O espírito dirige-se a tantos irmãos e irmãs que vivem na região do Médio Oriente e se encontram em situações difíceis, por vezes graves, ou por privações materiais, ou pelo desânimo, pelo estado de tensão, e porventura de medo. A Palavra de Deus também hoje nos oferece uma luz de esperança consoladora, quando apresenta a oração, personificada, que não desiste até que o Altíssimo intervenha e dê satisfação aos justos, restabelecendo a equidade”.

 

Este elo entre oração e justiça leva-nos a pensar em tantas situações no mundo, em particular no Médio Oriente - observou o Papa, que comentou também o texto paulino, da segunda Carta a Timóteo. No meio de todo o tipo de dificuldades, o Apóstolo combateu o bom combate, terminou a sua carreira, conservou a fé”. E conclui: “O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todas as nações a ouvissem”.

 

“É uma palavra que ressoa com especial vigor neste domingo em que celebramos o Dia Mundial das Missões. Comunhão com Jesus crucificado e ressuscitado, testemunho do seu amor. A experiência do Apóstolo é paradigmática para todos os cristãos, especialmente para nós, Pastores. Partilhámos um momento forte de comunhão eclesial. Despedimo-nos agora para tornar cada um à sua missão, mas sabemos que permanecemos unidos, permanecemos no seu amor”.

 

“Desde há muito tempo que no Médio Oriente perduram os conflitos, a guerra, a violência, o terrorismo. A paz, que é dom de Deus, é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, das instituições nacionais e internacionais, em particular dos Estados mais envolvidos na busca da solução dos conflitos”.

 

“Há que nunca resignar-se à falta de paz. A paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade. A paz é também o melhor remédio para evitar a emigração do Médio Oriente. Pedi a paz para Jerusalém – diz-nos o Salmo. Rezemos pela paz na Terra Santa”.

 

Bento XVI convidou também a rezar pela paz em todo o Médio Oriente, com um empenho para que tal dom de Deus oferecido aos homens de boa vontade se difunda no mundo inteiro. Mas, para além da promoção da paz – acrescentou o Papa – há um outro contributo que os cristãos estão chamados a dar.

 

“Um outro contributo que os cristãos podem dar à sociedade é a promoção de uma autêntica liberdade religiosa e de consciência, um dos direitos fundamentais da pessoa humana que todos os Estados deveriam sempre respeitar”.

 

Em muitos países do Médio Oriente existe liberdade de culto, enquanto que o espaço da liberdade religiosa é tantas vezes bastante limitado – observou o Papa.

 

“Alargar este espaço de liberdade torna-se uma exigência para garantir a todos os pertencentes às várias comunidades religiosas a verdadeira liberdade de viver e professar a própria fé”.

 

Uma questão que (acrescentou Bento XVI) poderia vir a ser objecto de diálogo entre cristãos e muçulmanos, diálogo cuja urgência e utilidade foi reafirmada pelos Padres Sinodais.

 

A concluir, e recordando a recente criação do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, o Santo Padre anunciou o tema da próxima assembleia sinodal, em 2012, decisão tomada após consulta ao episcopado do mundo inteiro: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 13:24

“As contradições, suportadas por amor a Deus, trazem sempre fecundidade”, escreve.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 08:28

O Cristianismo proveio desde sempre do mesmo Senhor e do mesmo Pão que quer fazer de nós um só Corpo, com vista à unificação de toda a humanidade. Se nós, precisamente no momento em que se torna efectiva uma unificação exterior da humanidade, outrora impensável, falhamos como cristãos e supomos que não podemos ou não devemos nada mais dar, carregamos sobre nós uma pesada culpa.

 

(A Caminho de Jesus Cristo – Joseph Ratzinger)

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publicado por spedeus às 00:02

Aos Seus amigos mais íntimos e mais queridos Nosso Senhor oferece não uma coroa de rosas, mas de espinhos; não os conduz ao Tabor, mas ao Calvário; não lhes dá riquezas, honras, prazeres, mas um cálice de ignomínia, uma pesada cruz.

 

(P. João M. DE MARCHI, Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, 12ª ed., Missões da Consolata, pg. 69)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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23
Out 10

… na sua teologia da história das religiões, não toma simplesmente partido pelo religioso, pelo conservador que se confia às regras de jogo das suas instituições herdadas. O «não» cristão aos deuses significa antes uma opção pelo rebelde que arrisca a ruptura com o habitual para obedecer à consciência. Talvez esta faceta revolucionária do Cristianismo tenha ficado escondida durante demasiado tempo por modelos conservadores.»

 

(Fé-Verdade-Tolerância: O Cristianismo e as Grandes Religiões – Joseph Ratzinger)

publicado por spedeus às 22:25

Meditação: tempo fixo e a hora fixa. Se não, adapta-se à nossa comodidade; e isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 446)

 

Vencei, se por acaso disso vos apercebeis, a preguiça, o falso critério segundo o qual a oração pode esperar. Nunca atrasemos esta fonte de graças para amanhã. Agora é o tempo oportuno. Deus, que é amoroso espectador de todo o nosso dia, preside à nossa íntima prece. E tu e eu – volto a assegurar – temos de nos confiar a Ele como se confia num irmão, num amigo, num pai. Diz-lhe – eu faço assim – que Ele é toda a Grandeza, toda a Bondade, toda a Misericórdia. E acrescenta: por isso, quero apaixonar-me por Ti, apesar da rudeza das minhas maneiras, destas minhas pobres mãos, marcadas e maltratadas pelo pó das veredas da terra.

 

(…) Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a travar intimidade com Deus, elevando até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de vir aos lábios, porque cantam no coração. Dediquemos a esta norma de piedade um tempo suficiente, a hora fixa, se possível. Ao lado do Sacrário, acompanhando Aquele que ali ficou por Amor. Se não houver outro remédio, em qualquer lugar, porque o nosso Deus está de modo inefável na nossa alma em graça.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, nn. 246. 249)

publicado por spedeus às 22:00

No Rosário, estamos com Maria em Igreja.

 

Mas é muito importante sabermos o que nos ensina a Igreja sobre Maria, sobre a devoção a Maria, sobre o culto a Maria.

 

Para isso devemos servir-nos da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, que dedica todo o Capítulo VIII à Bem-aventurada Virgem Maria Mãe de Deus.

 

Aqui vamos citar apenas dois pontos, (66 e 67), mas convido todas e todos a lerem e meditarem a Lumen Gentium, não só o Capítulo dedicado a Maria, mas tudo o que esta Constituição Dogmática, (friso a condição Dogmática), nos ensina sobre a Igreja.

 

Capítulo VIII


A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA


IV. O CULTO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM NA IGREJA


Natureza e fundamento do culto


66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48). Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe (cfr. Col. 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Col. 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos.


Espírito da pregação e do culto


67. Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todas os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos (192). Aos teólogos e pregadores da palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus (193). Estudando, sob a orientação do magistério, a Sagrada Escritura, os santos Padres e Doutores, e as liturgias das Igrejas, expliquem como convém as funções e os privilégios da Santíssima Virgem, os quais dizem todos respeito a Cristo, origem de toda a verdade, santidade e piedade. Evitem com cuidado, nas palavras e atitudes, tudo o que possa induzir em erro acerca da autêntica doutrina da Igreja os irmãos separados ou quaisquer outros. E os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes.

 

Que saibamos sempre seguir o que Maria nos diz todos os dias: «Fazei o que Ele vos disser.» Jo 2, 5

 

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/10/23-dia-do-rosario.html

publicado por spedeus às 18:27

Ainda há necessidade de santos e sacerdotes? A pergunta é feita por Bento XVI face às canonizações às quais presidiu na Praça de São Pedro e na carta aos seminaristas. E a questão é radical, porque diz respeito à presença de Deus no mundo. Os seis santos proclamados pelo Papa - dos quais quatro são mulheres, uma delas australiana, Mary MacKillop, líder deveras extraordinária e corajosa - compreenderam-no, deixando transparecer e resplandecer esta presença.

 

Na escuridão da loucura nazista havia quem pensasse que a nova Alemanha não teria mais necessidade de sacerdotes, recordou Bento XVI aos seminaristas. Num texto, directo e importante, que não se destina exclusivamente a quem se está a preparar para o sacerdócio porque fala da fé, como no versículo de Lucas (18, 8) comentado pelo Papa na missa para as canonizações: "Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?".

 

O tom da carta de Bento XVI é mais uma vez quase confidencial, e deixa transparecer uma experiência pessoal profunda. Face às convicções de que os sacerdotes pertencem ao passado o Papa responde que, ao contrário, também hoje há necessidade deles, ou seja, de "homens que existam para Ele e que o levem aos outros"De facto, se Deus deixa de ser sentido "a vida torna-se vazia". Eis por que vale a pena tornar-se sacerdote. Num caminho que não fazemos sozinhos - eis a sabedoria do seminário - mas em comunidade.

 

Bento XVI descreve o sacerdote essencialmente como "homem de Deus". Que contudo não é um desconhecido retirado depois do big bang, mas aquele que se mostrou em Jesus, o Deus próximoE o sacerdote, que não é um administrador qualquer, é o seu mensageiro. Por isso o sacerdote nunca "deve perder o contacto interior com Deus": assim deve ser compreendida - explica o Papa - a exortação do Senhor a rezar "em todos os momentos". Mas concretamente como? Iniciando e concluindo o dia com uma oração, lendo e ouvindo a Escritura, tornando-se sensíveis aos próprios erros mas também ao bom e ao bem. Celebrando a Eucaristia e compreendendo como a liturgia da Igreja cresceu no tempo, formada por numerosas gerações, numa continuidade ininterrupta. Aproximando-se humildemente do sacramento da Penitência para "se opor à degradação da alma".

 

É deveras uma agenda do sacerdote - mas útil para cada crente - a que Bento XVI descreve na carta, com indicações que se impõem pela sua simplicidade e sabedoria. Recomendando a sensibilidade pela piedade popular e ao mesmo tempo mostrando a importância do estudo, que mais não é do que "conhecer e compreender a estrutura interior da fé": através do conhecimento da Escritura na sua unidade, dos Padres e dos grandes Concílios, no aprofundamento das várias articulações da teologia, numa orientação sobre as grandes religiões, no estudo da filosofia e do direito canónico, definido "condição do amor" com uma coragem contra a corrente.

 

É de esperar que a atenção da media se concentre mais uma vez sobre quanto o Papa escreve acerca dos abusos sexuais contra crianças e jovens por parte de sacerdotes. Mas Bento XVI olha para longe, ressaltando que a dimensão da sexualidade deve ser integrada na pessoa, porque de outra forma "torna-se banal e destruidora". Como mostram os numerosos exemplos de sacerdotes autênticos - e dos santos - que precisamente por isso são convincentes. Deixando sobretudo transparecer a luz de Deus que ilumina cada homem.

 

Giovanni Maria Vian – Director

 

(© L'Osservatore Romano - 23 de Outubro de 2010)

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S. João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja

Homilias sobre a Conversão, 2 (a partir da trad. da col. Pères dans la Foi, 8, DDB 1978, p. 46)

 

«Tem piedade de mim, que sou pecador»

 

Um fariseu e um publicano subiram até ao Templo para a oração. O fariseu começou por enunciar as suas qualidades, e proclamava: «Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos.» Miserável, que te atreves a julgar toda a terra! Porque espezinhas o teu próximo? E ainda sentes necessidade de condenar este publicano! [...] A terra não te foi suficiente? Acusaste todos os homens, sem excepção: «por não ser como o resto dos homens [...] nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo». Infeliz! Quanta presunção nestas palavras!

 

Quanto ao publicano, que ouviu muito bem estas afirmações, podia ter retorquido: «Quem és tu para te atreveres a proferir tais murmurações sobre mim? Donde me conheces? Nunca viveste no meu meio, nem pertences ao grupo dos meus íntimos. Porquê tamanho orgulho? Aliás, quem pode comprovar as tuas boas acções? Porque fazes dessa maneira o teu próprio elogio, e quem te incita a gloriares-te desse modo?» Mas não fez nada disso ― muito pelo contrário! Prostrou-se por terra e disse: «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.» Porque fez prova de humildade, saiu justificado.

 

O fariseu abandonou o Templo privado de qualquer absolvição, enquanto o publicano se foi embora com o coração renovado pela justiça reencontrada. [...] E, no entanto, não havia nele ponta de humildade, no sentido em que usamos este termo quando algum nobre desce do seu estado. No caso do publicano, portanto, não era de humildade que se tratava, mas de simples verdade, porque ele dizia a verdade.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 18,9-14

 

9 Disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam os outros:10 «Subiram dois homens ao templo a fazer oração: um era fariseu e o outro publicano.11 O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: Graças Te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano.12 Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo o que possuo.13 O publicano, porém, conservando-se a distância, não ousava nem sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, pecador.14 Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e o outro não; porque quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

publicado por spedeus às 12:00

Enquanto celebra a Santa Missa, passa por uma experiência mística que, com grande simplicidade, conta no dia seguinte: “Com os meus sessenta e cinco anos, fiz uma descoberta maravilhosa. Encanta-me celebrar a Santa Missa, mas ontem custou-me muito. Que esforço! Vi que a Missa é verdadeiramente Opus Dei, trabalho, como foi um trabalho para Jesus Cristo a sua primeira Missa: a Cruz. Vi que o ofício do sacerdote, a celebração da Santa Missa, é um trabalho para confeccionar a Eucaristia; que se experimenta dor, e alegria, e cansaço. Senti na minha carne o esgotamento de um trabalho divino”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

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A purificação exige oração, a prática da castidade, a pureza de intenções e do olhar.

 

(CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, nr. 2532)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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São Cipriano (c. 200-258), Bispo de Cartago e mártir

Os benefícios da paciência, 7 (a partir da trad. de SC 291, p. 199 rev.)

 

«Talvez venha a dar frutos no futuro»: imitar a paciência de Deus

 

Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou pelos Seus actos. [...] Na hora da paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, ao ponto de ser cuspido, Ele que, com a Sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9, 6) [...]; de Se ver coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; de Lhe baterem na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; despojado das Suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; alimentado com fel, Ele que dá o alimento celeste; dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a própria inocência e a justiça, é contado entre os malfeitores; falsos testemunhos esmagam a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz é submetido a julgamento; a Palavra de Deus é conduzida ao sacrifício, calando-Se. A seguir, quando os astros se eclipsam, quando os elementos se perturbam, quando a terra treme, [...] Ele não fala, não Se mexe, não revela a Sua majestade. Suporta tudo até ao fim com uma constância inesgotável, para que a paciência completa e perfeita tenha o seu auge em Cristo.

 

E, depois de tudo isto, ainda acolhe os Seus carrascos, se se converterem e se se voltarem para Ele; graças à Sua paciência [...], Ele não fecha a Sua Igreja a ninguém. Aos adversários, aos blasfemos, eternos inimigos do Seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se se arrependerem das suas faltas, mas ainda os recompensa com o Reino dos Céus. Quem poderíamos indicar de mais paciente, de mais benevolente? A mesma pessoa que derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a paciência de Cristo, e se não fosse tão grande como realmente é, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 13,1-9

 

1 Neste mesmo tempo chegaram alguns a dar-Lhe a notícia de certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com o dos sacrifícios deles.2 Jesus respondeu-lhes: «Vós julgais que aqueles galileus eram maiores pecadores que todos os outros galileus, por terem sofrido tal sorte?3 Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo.4 Assim como também aqueles dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou; julgais que eles também foram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?5 Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo». 6 Dizia também esta parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi buscar fruto e não o encontrou.7 Então disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho buscar fruto a esta figueira e não o encontro; corta-a; para que está ela inutilmente a ocupar terreno?8 Ele, porém, respondeu-lhe: Senhor, deixa-a ainda este ano, enquanto eu a cavo em volta e lhe deito estrume;9 se com isto der fruto, bem está; senão, cortá-la-ás depois».

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22
Out 10

Enquanto houver luta, luta ascética, há vida interior. Isso é o que o Senhor nos pede: a vontade de querer amá-Lo com obras, nas coisas pequenas de cada dia. Se venceste no pequeno, vencerás no grande.

 

(São Josemaría Escrivá - Via Sacra, 3ª Estação, n. 2)

 

Devo prevenir-vos contra uma artimanha de que Satanás – ele nunca tira férias! – não desdenha servir-se para nos arrancar a paz. Talvez em algum instante se insinue a dúvida, a tentação de pensar que se retrocede lamentavelmente ou de que mal se avança; até ganha força a convicção de que, apesar do empenho por melhorar, se piora. Garanto-vos que, em regra, esse juízo pessimista só reflecte uma falsa ilusão, um engano que convém repelir. (…) Lembrai-vos de que a Providência de Deus nos conduz sem pausas e não regateia o seu auxílio – com milagres portentosos e com milagres pequenos – para fazer progredir os seus filhos.

 

Militia est vita hominis super terram, et sicut dies mercenarii, dies eius, a vida do homem sobre a terra é milícia e os seus dias decorrem com o peso do trabalho. Ninguém escapa a este imperativo; nem os comodistas que põem resistência em aceitá-lo: desertam das fileiras de Cristo e afadigam-se noutras contendas para satisfazerem a sua preguiça, a sua vaidade, as suas ambições mesquinhas; são escravos dos seus caprichos. (...).

 

Renovai todas as manhãs com um serviam decidido – servir-te-ei, Senhor! – o propósito de não ceder, de não cair na preguiça ou na apatia, de enfrentar as tarefas com mais esperança, com mais optimismo, persuadidos de que, se sairmos vencidos em alguma escaramuça, poderemos superar esse desaire com um acto de amor sincero.


(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 217)

publicado por spedeus às 22:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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