«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

04
Out 10

A obediência torna meritórios os nossos actos e sofrimentos, de tal modo que, inúteis que estes últimos possam parecer, podem chegar a ser muito fecundos. Uma das maravilhas realizadas por Nosso Senhor é ter feito com que se tornasse proveitosa a coisa mais inútil, como é a dor. Ele glorificou-a mediante a obediência e o amor.

 

(R. GARRIGOU-LAGRANGE, Las três edades de la vida interior, vol. II, nr. 683, trad por AMA)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo

Comentário sobre o Cântico dos cânticos, prólogo 2, 26-31 (a partir da trad. cf SC 375, pp. 111ss.)

 

«Vai e faz tu também o mesmo.»

 

Está escrito : «Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus» (1Jo 4, 7); e mais adiante: «Deus é amor» (8). Deste modo se diz, por um lado, que o próprio Deus é amor, e por outro, que aquele que é de Deus é amor. Ora, quem é de Deus senão aquele que diz: «Saí de Deus e vim a este mundo»? (Jo 16, 28). Se Deus Pai é amor, também o Filho é amor [...] ; o Pai e o Filho são um só e em nada diferem. Eis a razão por que Cristo é chamado, para além de Sabedoria, Poder, Justiça, Verbo e Verdade, também Amor. [...]

 

E, porque Deus é amor e o Filho que é de Deus é amor, exige em nós algo semelhante a Ele, de tal maneira que, por este amor, por esta caridade que está em Cristo Jesus [...], sejamos unidos a Ele por uma espécie de parentesco, graças a este nome. Como dizia São Paulo, que estava unido a Ele: «Quem nos separará do amor de Deus, que está em Cristo Jesus Nosso Senhor?» (Rom 8, 39).

 

Ora, este amor de caridade considera que todo o homem é o nosso próximo. Foi por essa razão que o Salvador repreendeu um homem que estava convencido de que a alma justa não estava obrigada a observar para com todos as leis do tratamento ao próximo. [...] E compôs a parábola segundo a qual «certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores». Depois censura o sacerdote e o levita que, vendo-o meio morto, passaram adiante, mas presta homenagem ao Samaritano, que teve misericórdia para com ele. E confirma que este último foi o próximo do homem ferido com a resposta daquele mesmo que tinha feito a pergunta, a quem diz: «Vai e faz tu também o mesmo». Com efeito, por natureza, nós somos todos o próximo uns dos outros, mas pelas obras de caridade, aquele que pode fazer bem torna-se próximo daquele que não pode. Foi por isso que o nosso Salvador Se fez nosso próximo, e não passou adiante quando estávamos «meio mortos» em consequência dos ferimentos infligidos pelos «salteadores».

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 10,25-37

25 Eis que se levantou um doutor da lei, e disse-Lhe para o experimentar: «Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?».26 Jesus respondeu-lhe: «O que é que está escrito na Lei? Como lês tu?».27 Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo».28 Jesus disse-lhe: «Respondeste bem: faz isso e viverás».29 Mas ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?».30 Jesus, retomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram, o espancaram e retiraram-se, deixando-o meio morto.31 Ora aconteceu que descia pelo mesmo caminho um sacerdote que, quando o viu, passou de largo.32 Igualmente um levita, chegando perto daquele lugar e vendo-o, passou adiante.33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele.35 No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao estalajadeiro e disse-lhe: Cuida dele; quanto gastares a mais, eu to pagarei quando voltar.36 Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?».37 Ele respondeu: «O que usou de misericórdia com ele». Então Jesus disse-lhe: «Vai e faz tu o mesmo».

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03
Out 10

Ao abrires o Santo Evangelho pensa que não só tens de saber o que ali se narra – obras e ditos de Cristo – mas também tens de vivê-lo. Tudo, cada ponto relatado, se recolheu, pormenor a pormenor, para que o encarnes nas circunstâncias concretas da tua existência. Nosso Senhor chamou os católicos para o seguirem de perto e, nesse Texto Santo, encontras a Vida de Jesus; mas, além disso, deves encontrar a tua própria vida. Aprenderás a perguntar tu também, como o Apóstolo, cheio de amor: "Senhor, que queres que eu faça?"... – A Vontade de Deus! – ouvirás na tua alma de modo terminante. Então, pega no Evangelho diariamente, e lê-o e vive-o como norma concreta. Assim procederam os santos.

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 754)

 

Para vos aproximardes do Senhor através das páginas do Santo Evangelho, recomendo sempre que vos esforceis por participar em cada cena como um personagem mais. Assim – conheço tantas almas normais e correntes que o fazem! – recolher-vos-eis como Maria, suspensa das palavras de Jesus, ou, como Marta, atrever-vos-eis a manifestar-lhe sinceramente as vossas inquietações, mesmo as mais pequenas.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 222)

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Bento XVI encontra-se em Palermo, aonde se deslocou por ocasião do encontro eclesial regional de famílias e jovens. O Santo Padre que esta tarde dirigirá a sua palavra aos padres, religiosos, religiosas e seminaristas na catedral, concluirá a sua visita encontrando os jovens na Praça Politeama.

 

No Fórum Itálico de Palermo, Bento XVI presidiu à Missa concelebrada com todos os bispos da Sicília.

 

Um forte encorajamento a viver e testemunhar a fé cristã, no meio de todas as dificuldades, foi o a dominante da homilia desta celebração. Fazendo-se eco das palavras do arcebispo de Palermo, D. Paulo Romeo, que evocara os problemas concretos com que se debate a população da Ilha, também Bento XVI reconheceu expressamente tais “dificuldades, problemas e preocupações”:

 

“Penso, em particular, nos que vivem concretamente a sua existência em condições de precariedade, devido à falta de trabalho, à incerteza do futuro, ao sofrimento físico e moral e, como recordou o arcebispo, em razão da criminalidade organizada. Hoje estou no meio de vós para testemunhar a minha proximidade e a minha recordação na oração. Estou aqui para dar-vos um forte encorajamento a não ter medo de testemunhar com clareza os valores humanos e cristãos, tão profundamente radicados na fé e na história deste território e da sua população”.

 

As leituras desta Missa – sublinhou o Papa – “falam todas da fé, fundamento de toda a vida cristã”. “Jesus educou os seus discípulos a crescer na fé, acreditando e confiando cada vez mais n’Ele, edificando sobre a rocha a própria vida”. E quando eles lhe pedem “Aumenta em nós a fé”, Jesus, sem responder directamente, recorre a uma imagem paradoxal para exprimir a incrível vitalidade da fé:

 

“Como uma alavanca move muito mais do que o próprio peso, assim a fé, mesmo um pouquinho de fé, consegue realizar coisas impensáveis, extraordinárias, como desenraizar uma grande árvore e transporta-la no mar. A fé – confiar em Cristo, acolhê-lo, deixar que nos transforme, segui-lo profundamente – torna possíveis coisas humanamente impossíveis, em cada realidade”.

 

Bento XVI prosseguiu a sua homilia evocando a “fervorosa fé” que ao longo dos séculos enriqueceu e animou a Igreja que está em Palermo, sobretudo na pessoa de tantos santos e santas, como santa Rosália, padroeira da cidade. O Papa convidou os palarmitanos a conservarem este “precioso tesouro de fé”, deixando-se guiar sempre pelos valores cristãos. Especial exortação, dirigiu-a Bento XVI aos leigos da Sicília:

 

“A vós, fiéis leigos, repito: não tenhais medo de viver e testemunhar a fé nos vários âmbitos da sociedade, nas múltiplas situações da existência humana, sobretudo nas mais difíceis! A fé dá-vos a força de Deus para ser sempre confiantes e corajosos, para ir para a frente com nova decisão, para tomar as iniciativas necessárias para dar um rosto cada vez mais belo à vossa terra!”

 

“E quando encontrardes a oposição do mundo (prosseguiu o Papa), recordai-vos da exortação do Apóstolo (na segunda leitura) “Não te envergonhes de dar testemunho do nosso Senhor”. Aquilo de que uma pessoa se deve envergonhar é do mal, do que ofende a Deus, do que ofende o homem. Coragem, portanto, sustentada pela fé:

 

“A tentação do desânimo, da resignação, chega a quem é débil na fé, a quem confunde o mal com o bem, a quem pensa que perante o mal, muitas vezes profundo, não há nada a fazer. Pelo contrário, quem está firmemente fundamentado na fé, quem tem plena confiança em Deus e vive na Igreja, é capaz de levar a vigorosa força do Evangelho”.

 

Assim se comportaram os Santos e Santas que floresceram ao longo dos séculos em Palermo e em toda a Sicília, como também leigos e padres, hoje em dia – acrescentou o Papa, que mencionou expressamente o padre Pino Puglisi, pároco de Palermo, assassinado pela Máfia em 1993.

 

“Sejam eles a manter-vos sempre unidos e a alimentar em cada um o desejo de proclamar, em palavras e obras, a presença e o amor de Cristo. Povo da Sicília, encara com esperança o teu futuro! Faz emergir em toda a sua luz o bem que queres, que procuras e que tens! Vive com coragem os valores do Evangelho, para fazer resplandecer a luz do bem! Com a força de Deus, tudo é possível!”

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 13:56

Sai de Madrid para fazer o retiro deste ano. No dia anterior havia anotado: “Vou amanhã para Segóvia fazer retiro junto de São João da Cruz. Pedi, mendiguei muita oração. Veremos”

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:44

«…, súbita e inesperadamente disse a Simpliciano, segundo ele mesmo contava: “Vamos à igreja: quero fazer-me cristão” E ele, não cabendo em si de alegria, acompanhou-o. Quando foi instruído nos primeiros mistérios da religião, não muito depois deu também o seu nome para que fosse regenerado pelo baptismo, perante a admiração de Roma e a alegria da Igreja. Os soberbos viam e iravam-se, rangiam os dentes e definhavam, mas, para o teu servo, o Senhor Deus era a sua esperança, e não olhava às vaidades e às loucuras mentirosas.»

 

(A conversão do reitor Mário Vitorino – Confissões – Livro VIII, II, 4 – Santo Agostinho)

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A obediência consiste essencialmente neste conceito:

A obediência implica sempre o sacrifício da nossa vontade, e isso explica suficientemente porque o homem tem repugnância em obedecer. Obedecer é sempre ceder.

 

(GEORGES CHEVROt, Jesus e a Samaritana, Éfeso, 1956, pg 176)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

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02
Out 10

O Opus Dei propõe-se promover, entre pessoas de todas as classes da sociedade, o desejo da plenitude de vida cristã no meio do mundo. Isto é, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo – o homem vulgar, o homem da rua – a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar o seu modo normal de vida, o seu trabalho habitual, nem os seus ideais e preocupações.

 

Por isto se pode dizer, como escrevi há muitos anos, que o Opus Dei é velho como o Evangelho e, como o Evangelho, novo. Trata-se de recordar aos cristãos as palavras maravilhosas que se lêem no Génesis: que Deus criou o homem para trabalhar. Pusemos os olhos no exemplo de Cristo, que passou quase toda a sua vida terrena trabalhando como artesão numa terra pequena. O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação. (...)

 

O Opus Dei é uma organização internacional de leigos, a que pertencem também sacerdotes diocesanos (minoria bem exígua em comparação com o total de membros). Os seus membros são pessoas que vivem no mundo e nele exercem uma profissão ou ofício. Não entram no Opus Dei para abandonar esse trabalho, mas, pelo contrário, para encontrar uma ajuda espiritual que os leve a santificar o seu trabalho quotidiano, convertendo-o também em meio de santificação, sua e dos outros. Não mudam de estado: continuam a ser solteiros, casados, viúvos, ou sacerdotes; procuram, sim, servir Deus e os outros homens, dentro do seu próprio estado. Ao Opus Dei, não interessam votos nem promessas; o que pede aos seus sócios é que, no meio das deficiências e erros, próprios de toda a vida humana, se esforcem por praticar as virtudes humanas e cristãs, sabendo-se filhos de Deus.

 

(São Josemaría Escrivá - Temas Actuais do Cristianismo, 24)

publicado por spedeus às 22:00

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas criticou hoje, sábado, os cortes no abono de família anunciados pelo Governo, considerando que Portugal nunca teve um Executivo tão anti-família como o liderado por José Sócrates.

 

"Portugal nunca teve um Governo tão anti-família e tão anti-natalidade como este", afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), Fernando Castro.

 

A propósito das novas medidas aplicáveis ao abono de família, designadamente o fim do quarto e quinto escalões e o corte no aumento extraordinário de 25% que tinha sido dado aos primeiro e segundo escalões, Fernando Castro afirmou que "estão em linha com o que tem sido a política anti-natalidade deste Governo".

 

"O que vai fazer é com que Portugal, que é o único país europeu em que a taxa de natalidade tem vindo a baixar, tenha uma taxa ainda mais reduzida. Em 2009, não chegámos aos 100 mil nascimentos, quando deveríamos ter 160 mil por ano", afirmou o responsável.

 

Fernando Castro sublinhou que a associação tem reforçado as parcerias "com quem combate as políticas deste Governo", dando como exemplo as empresas e autarquias, e lamentou a falta de diálogo do Executivo socialista.

 

"Esperemos que o Governo mude rapidamente pois já percebemos que não é possível qualquer tipo de diálogo. Esperamos pacientemente que ele caia", acrescentou.

 

(Fonte: site JN online)

publicado por spedeus às 21:55

Encontra-se nas livrarias o volume ‘Denaro e paradiso. I cattolici e l'economia globale’ (Torino, Lindau, 2010, 155 páginas) de Ettore Gotti Tedeschi e Rino Cammilleri. Publicamos o prefácio escrito pelo Cardeal Secretário de Estado.

 

Falar de moral na economia é hoje ainda mais oportuno, pois foi amplamente reconhecido que a crise económica global, ainda actual, foi originada pelo enfraquecimento ou não-reconhecimento dos valores morais. Portanto, seja bem-vinda qualquer reflexão sobre este aspecto crucial, pois a procura de soluções para a crise económica faz imaginar que haverá mudanças significativas na geopolítica e, por conseguinte, no conjunto de valores morais que estarão na base das escolhas políticas e económicas.

 

Na Encíclica Caritas in veritate de Bento XVI encontramos de forma explícita a proposta moral cristã para alcançar um desenvolvimento verdadeiramente digno da pessoa humana na sua integridade e foi precisamente para explicar os fundamentos deste importante documento pontifício que se publicou a nova edição do livro Denaro e paradiso. Os autores são duas personalidades com grande experiência: Ettore Gotti Tedeschi, economista estimado, actualmente presidente do Instituto para as Obras de Religião da Santa Sé, e Rino Cammilleri, um dos mais importantes escritores apologistas italianos.

 

A recente Encíclica suscitou muito interesse e foram publicados comentários lisonjeiros também nos jornais e revistas especializadas em economia. Um aspecto que a diferencia é o facto de ter tratado pela primeira vez, num documento pontifício, sobre a globalização, os seus riscos e as suas oportunidades. A publicação da Caritas in veritate sofreu um atraso em relação à data prevista (com isto desejava-se comemorar o quadragésimo aniversário da Populorum progressio de Paulo VI [1967-2007]) precisamente por causa da crise económica, que se estava a desencadear fazendo prever relevantes transformações de tipo económico e social. Portanto, foi necessário integrá-la com uma reflexão sobre o fenómeno contingente, que não se podia ignorar. Na verdade, um documento do magistério da Igreja é "sem tempo", todavia sendo a Encíclica um apelo pastoral e doutrinal sobre o significado que se deve dar às acções humanas segundo o espírito cristão, devia ser inserida "no tempo" para se relacionar com os problemas reais do homem de hoje. A Bento XVI foi reconhecido o mérito de ter conseguido evidenciar com clareza o fenómeno da crise, oferecendo uma análise de alcance universal e di importância histórica.

 

Não quero fazer uma ulterior análise e, por isso, remeto-vos à leitura do livro. Limito-me a notar que o deficit dos valores morais e as escolhas que ignoraram Deus, e por conseguinte o homem - escolhas cada vez mais negativas para o crescimento material e espiritual da sociedade - nos colocaram perante o prejuízo produzido pelo crescimento progressivo daquela cultura niilista que, querendo ignorar a verdade e os valores absolutos, envileceu a dignidade do homem. Eis a importância do apelo, lançado por Bento XVI, de uma "emergência educativa", isto é, da necessidade urgente de fazer crescer o homem no conhecimento e na sabedoria, para que possa adquirir o necessário amadurecimento a fim de gerir os sofisticados instrumentos técnicos e científicos que estão à sua disposição, para não correr o risco "que lhe escapem das mãos". É preciso fazer com quem a sociedade possa dispor de uma nova geração de homens e mulheres capazes de elaborar com competência e rigor soluções de desenvolvimento sustentável, comprometendo nesta tarefa as melhores energias morais.

 

Na Encíclica Caritas in veritate encontramos desde a "Introdução" a referência fundamental para a economia, que consiste no projecto de Deus sobre o homem e, por conseguinte, na necessidade da verdade da fé e da caridade que dele provém. Com efeito, trata-se de duas realidades fundamentais, não extrínsicas ao homem nem a ele impostas em nome de qualquer visão ideológica, mas de realidades arraigadas de modo profundo precisamente na pessoa. "Amor e verdade" afirma Bento XVI, "são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem" (n. 1) que, segundo as Sagradas Escrituras, é criada exactamente "à imagem e semelhança" do seu Criador, isto é, do "Deus bíblico, que é conjuntamente Agape e Logos: Caridade e Verdade, Amor e Palavra" (n. 3). Bento XVI quer recordar que só ancorados neste dúplice critério da veritas e da caritas, interligadas de forma inseparável, é possível construir o autêntico bem do homem, feito para a verdade e para o amor.

 

Já a Populorum progressio de Paulo VI ilustrava e sugeria os princípios que devem inspirar a acção económica, porque o progresso e o desenvolvimento também material são uma vocação do homem, desde que ele - pelo facto de não ser só "carne" - seja considerado não só nos aspectos visíveis e concretos.

Sucessivamente, a Caritas in veritate indicou os valores de referência para quem se interessa pela economia: querer um desenvolvimento económico não egoísta, que não desanima a vida humana, não falso e não ilusório. Exigências como "o retorno ao investimento", a "criação de valor para o accionista" e a "avaliação do risco" não podem prescindir do valor humano: os princípios económicos, de facto, devem ser considerados sobretudo na dinâmica objectiva da natureza humana.

 

Por conseguinte, como afirmámos no início, falar de moral na economia é cada vez mais oportuno, para esconjurar o perigo a que está sujeita a sociedade se a economia assumir uma sua autonomia em relação à moral. Os peritos em economia de inspiração cristã e não só eles, podem facilmente demonstrar que cada decisão económica tem um impacto de tipo ético; ela é o fruto de uma responsabilidade pessoal. Fazer uma verdadeira economia sustentável numa perspectiva a longo prazo significa pensar nos outros, com os quais compartilhar desenvolvimento e bem-estar. Quando estas exortações não são observadas, a técnica controla o homem e torna-se arriscadamente auto-suficiente, num egoísmo fechado. A Caritas in veritate alerta contra um desenvolvimento que seja um encerrar-se em si mesmo, convidando a "viver e orientar a globalização da humanidade em termos de relacionamento, comunhão e partilha" (n. 42)

 

O período de crise que estamos a atravessar estimula o cristão a manifestar a própria identidade também no contexto da actuação económica. A Encíclica afirma: "O amor de Deus (...) dá-nos coragem de agir continuando a procurar o bem de todos" (n. 78). E ainda : "O desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus" (n. 79). Nisto a Igreja é mestra pois tem do homem uma visão natural mas também sobrenatural.

 

A Igreja concentra-se especialmente na educação dos discípulos de Cristo, para que saibam demonstrar concretamente na vida pessoal e familiar, na vida social, cultural e política, que a fé permite interpretar de modo novo e profundo a realidade e transformá-la; que a esperança cristã amplia os horizontes limitados do homem e que o projecta em direcção à verdadeira altura do seu ser rumo a Deus; que a caridade na verdade é a força mais eficaz, capaz de transformar o mundo; que o Evangelho é garantia de liberdade e mensagem de libertação; que os princípios fundamentais da Doutrina social da Igreja - como a dignidade da pessoa humana, a subsidiariedade e a solidariedade - são de grande actualidade e valor para a promoção de novas vias de desenvolvimento ao serviço do homem todo e de todos os homens.

Estes compromissos imprescindíveis do cristão foram recordados recentemente por Bento XVI durante a assembleia plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, reunida para discutir como os christifideles laici podem ser testemunhas de Cristo na comunidade política. O Papa ressaltou a necessidade, no contexto da sociedade actual, de uma verdadeira "revolução do amor".

 

Este livro oferece ulteriores razões para reflectir sobre o sentido que é necessário dar à vida e às próprias acções, sobre o que significa fazer economia no sentido autêntico porque, na realidade, a economia inspirada nos critérios morais cristãos não deixa de produzir verdadeiras vantagens competitivas. Não se trata de uma utopia irrealista e leviana, mas da possibilidade concreta, cada vez mais actual, de uma economia capaz de fazer conviver exigências produtivas, bem-estar material e plenitude humana

 

Tarcisio Bertone

 

(© L'Osservatore Romano - 2 de Outubro de 2010)

publicado por spedeus às 17:17

publicado por spedeus às 17:07

Citação ipsis verbis da brilhante homilia do Mons. Hugo de Azevedo hoje na Missa das 12h15 no Oratório São Josemaría em Lisboa, que por si só foi uma explosão de amor pela sua Família Espiritual.

 

Para os surpreendidos pela afirmação, que só poderão ser aqueles que não tenham o privilégio de conhecer o autor, passo a esclarecer que a mesma foi feita no contexto da explicação do seu percurso pessoal, que teve origem numa família católica em que o próprio se poderia considerar “um bom rapaz”, ia à Missa, recorria ao Sacramento da Penitência, rezava o Terço em família, sentido-se portanto confortável com a sua vida religiosa e eis senão quando lhe aparece o Caminho e aí dá-se a “explosão” e o confortável passou a desconfortável, pois compreendeu que a sua vida teria de ser uma busca e luta permanente pela santidade e fruto dessa “explosão” apercebeu-se imediatamente que a sua Família Espiritual só poderia ser o Opus Dei.

 

Que me perdoe o autor e os leitores, pois a homilia foi obviamente mais extensa e interessantíssima, mas prefiro não incorrer no risco de citar de memória pelo que me fico por aqui.

 

Bom Domingo!

 

JPR

publicado por spedeus às 15:48

No fim da tarde desta sexta feira Bento XVI assistiu na Aula Paulo VI no Vaticano a um concerto musical oferecido pela empresa italiana de energia ENI. A Orquestra e Coral da Academia Nacional de Santa Cecília executaram , a Sinfonia n.94 em sol maior de Franz Joseph Haydn, Cecília virgem romana de Arvo Part e uma fantasia coral de Beethoven.

 

No final do concerto Bento XVI proferiu palavras de agradecimento e congratulou-se com o programa do concerto.

 

O texto do martírio de Santa Cecília e o estilo particular que o interpreta em chave musical, parecem representar - salientou o Papa – o lugar e a tarefa da fé no universo: no meio das forças vitais da natureza, que se encontram á volta do homem e também dentro dele, a fé é uma força diferente que responde a uma palavra profunda, saída do silencio, como diria Santo Inácio de Antioquia .

 

A palavra da fé precisa de um grande silencio interior para escutar e obedecer a uma voz que se encontra para além do visível e tangível. Esta voz fala também através dos fenómenos da natureza, porque é a potencia que criou e governa o universo; mas para a reconhecer é necessário um coração humilde e obediente, como nos ensina também Santa Teresa do Menino Jesus.

 

A fé – acrescentou Bento XVI – segue esta voz profunda lá onde a própria arte, sozinha, não pode chegar: segue-a na via do testemunho, da oferta de si mesmo por amor, como fez Cecília. Então – concluiu o Papa – a obra de arte mais linda, a obra prima do ser humano é cada acto de amor autentico, do mais pequeno, no martírio quotidiano, até ao sacrifício extremo. Aqui a própria vida transforma-se em canto: uma antecipação daquela sinfonia que cantaremos juntos no Paraíso.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 15:00

Papa Bento XVI

Encíclica «Deus caritas est», § 35 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

 

«Somos servos inúteis»

 

Este modo justo de servir torna humilde o agente. Este não assume uma posição de superioridade face ao outro, por mais miserável que possa ser de momento a sua situação. Cristo ocupou o último lugar no mundo — a cruz — e, precisamente com esta humildade radical, redimiu-nos e ajuda-nos sem cessar. Quem se acha em condições de ajudar há-de reconhecer que, precisamente deste modo, é também ele próprio ajudado; não é mérito seu nem título de glória o facto de poder ajudar. Esta tarefa é graça.

 

Quanto mais alguém trabalhar pelos outros, tanto melhor compreenderá e assumirá como própria esta palavra de Cristo: «Somos servos inúteis» (Lc 17, 10). Na realidade, essa pessoa reconhece que age, não em virtude de uma superioridade ou de uma maior eficiência pessoal, mas porque o Senhor lhe concedeu este dom. Às vezes, a excessiva vastidão das necessidades e as limitações do próprio agir poderão expô-lo à tentação do desânimo. Mas é precisamente então que lhe serve de ajuda saber que, em última instância, não passa de um instrumento nas mãos do Senhor; libertar-se-á assim da presunção de ter de realizar, pessoalmente e sozinha, o necessário melhoramento do mundo. Com humildade, fará o que lhe for possível realizar e, com humildade, confiará o resto ao Senhor. É Deus quem governa o mundo, não nós.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 12:01

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São Lucas 17,5-10

5 Os apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta-nos a fé!».6 O Senhor disse-lhes: «Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te para o mar, e ela vos obedecerá. 7 «Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem depressa, põe-te à mesa?8 Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois comerás tu e beberás?9 Porventura, fica o senhor obrigado àquele servo, por ter feito o que lhe tinha mandado?10 Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer».

publicado por spedeus às 12:00

Por inspiração divina, funda o Opus Dei. Encontra-se a fazer um retiro em Madrid. Sobre este dia, escreve três anos mais tarde: “Recebi a iluminação sobre toda a Obra, enquanto li aqueles papéis. Comovido, ajoelhei-me – estava só no meu quarto, entre uma prática e outra – dei graças ao Senhor e lembro-me com emoção do repicar dos sinos da paróquia de Nossa Senhora dos Anjos (...). Desde aquele dia, o burrinho sarnento [refere-se a si próprio] apercebeu-se da carga formosa e pesada que o Senhor, na sua bondade inexplicável, tinha colocado sobre os seus ombros. Nesse dia, o Senhor fundou a sua Obra: desde então comecei a formar almas de leigos, estudantes ou não, mas jovens. E a constituir grupos. E a rezar e a pedir que rezassem. E a sofrer...”

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:38

No dia 30 de Setembro de 1928, Josemaría Escrivá de Balaguer iniciou um retiro espiritual na Residência dos missionários de S. Vicente de Paulo, em Madrid (Espanha), com duração até ao dia 6 de Outubro. No segundo dia desse retiro, na terça-feira, 2 de Outubro, depois de ter celebrado Missa e estando já no quarto, enquanto relia e meditava as notas que tinha ido tomando nos últimos dez anos, "viu" o Opus Dei: recebeu uma inspiração de Deus que lhe mostrava claramente o que devia ser o Opus Dei, a sua natureza, espírito e apostolado.

 

«Recebi a iluminação sobre toda a Obra, enquanto lia aqueles papéis. Comovido, ajoelhei-me – estava sozinho no meu quarto, entre prática e prática – dei graças ao Senhor, e recordo com emoção o tocar dos sinos da paróquia de Nossa Senhora dos Anjos».

 

O Concílio Vaticano II recordou que todos os baptizados são chamados a seguir Jesus Cristo, viver e dar a conhecer o Evangelho. A finalidade do Opus Dei é contribuir para essa missão da Igreja, promovendo entre fiéis cristãos uma vida coerente com a fé nas circunstâncias vulgares da existência humana, especialmente através da santificação do trabalho e dos deveres familiares e sociais.

 

Fonte::www.pt.josemariaescriva.info

publicado por spedeus às 00:04

publicado por spedeus às 00:03

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Os Anjos são antes de tudo os mediadores das mensagens da verdade Divina, iluminam o espírito com a luz interior da palavra. São também guardiões das almas dos homens, sugerindo-lhes as directivas Divinas; invisíveis testemunhas dos seus pensamentos mais escondidos e das suas acções boas ou más, claras ou ocultas, assistem os homens para o bem e para a salvação. São Gregório Magno diz, que quase cada página da Revelação escrita, atesta a existência dos Anjos. No Novo Testamento aparecem no Evangelho da infância, na narração das tentações do deserto e da consolação de Cristo no Getsemani. São testemunhas da Ressurreição, assistem a Igreja que nasce, ajudam os Apóstolos e transmitem a vontade Divina. Os Anjos preparam o juízo final e executarão a sentença, separando os bons dos maus e formarão uma coroa ao Cristo triunfante. Eles os Anjos, são mencionados mais de trezentas vezes no Antigo Testamento. Além de todas essas referências bíblicas, que por si só justificam o culto especial que os cristãos reservam aos anjos desde os primeiros tempos, é a natureza destes "espíritos puros" que estimula nossa admiração e nossa devoção.

Dizia Bozzuet : "Os Anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos." Fundamentando a verdade de fé, a Igreja nos diz que cada cristão, desde o momento do baptismo, é confiado ao seu próprio Anjo, que tem a incumbência de guardá-lo, guiá-lo no caminho do bem, inspirando bons sentimentos, proporcionando a livre escolha que tem como meta Deus, Supremo Bem. A liturgia do dia 29 de Setembro, que celebramos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, lembra ao mesmo tempo todos os coros angélicos: os Anjos, os arcanjos, os Tronos, as Dominações que adoram, as Potestades que tremem de respeito diante da Majestade Divina, os céus, as virtudes, os bem-aventurados serafins e os querubins.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:03

Só mediante a Eucaristia é possível viver as virtudes heróicas do cristianismo, a caridade até ao perdão dos inimigos, até ao amor a quem nos faz sofrer, até ao dom da própria vida pelo próximo; a castidade em qualquer idade e situação da vida; a paciência, especialmente na dor e quando se está desconcertado pelo silêncio de Deus nos dramas da história ou da própria existência pessoal. Por isso sede sempre almas eucarísticas para dor ser cristãos autênticos.

 

(JOÃO PAULO II, Homília, 19.08.1979, trad do castelhano por AMA)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

publicado por spedeus às 00:02

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São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja

12º sermão para o Salmo 90

 

«Tomar-te-ão nas palmas das mãos» (Sl 90, 12)

 

«Ele deu ordens aos Seus anjos para te protegerem em todos os caminhos» (Sl 90, 11). O respeito que esta palavra não deve inspirar-te pela presença do teu anjo! A confiança que não deve suscitar em ti veres que Deus tem o cuidado de te proteger! Presta especial atenção a tudo o que fazes, porque os anjos estão presentes em todos os teus actos, como Deus lhes ordenou. Para onde quer que vás, em qualquer recanto onde te encontres, tem sempre uma grande devoção ao teu anjo da guarda. [...] Duvidas de que este espírito que não vês esteja presente a tudo o que fazes? O respeito que não terias por ele se o ouvisses, se lhe tocasses, se o sentisses perto de ti!

 

Toma bem consciência de que não é apenas a vista que nos garante a presença das coisas; nem tudo o que está presente e é corpóreo pode ser captado pela vista. Quanto mais não estarão os seres espirituais distanciados do alcance dos nossos sentidos, não podendo ser procurados nem encontrados senão por meios espirituais! Assim, pois, se interrogares a fé, ela dar-te-á a certeza de que o teu anjo está sempre na tua presença porque, segundo o apóstolo, a fé é uma prova e uma convicção das realidades que não se vêem (Heb 11, 1). Tem pois a certeza de que os nossos anjos estão sempre presentes, não apenas connosco, mas para nós. Eles encontram-se perto de nós para nos protegerem e nos servirem.

 

Que darás, pois, ao Senhor por tudo aquilo que Ele te deu? (Sl 115, 12). A Ele apenas a honra e a glória, pois foi Ele que ordenou aos Seus anjos que nos guardassem; foi Ele que no-los deu; e só Dele pode provir todo o dom perfeito (Tg 1, 17).

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

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São Mateus 18,1-5.10

1 Naquela mesma ocasião aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».2 Jesus, chamando uma criança, pô-la no meio deles3 e disse: «Na verdade vos digo que, se não vos converterdes e vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus.4 Aquele, pois, que se fizer pequeno como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus.5 E quem receber em Meu nome uma criança como esta, é a Mim que recebe. 10 Vede, não desprezeis um só destes pequeninos, pois vos declaro que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de Meu Pai que está nos céus.

publicado por spedeus às 00:00

01
Out 10

Convencei-vos de que a vocação profissional é parte essencial e inseparável da nossa condição de cristãos. O Senhor quer que sejais santos no lugar onde estais e no trabalho que haveis escolhido pelas razões que vos aprouveram: pela minha parte, todos me parecem bons e nobres – desde que não se oponham à lei divina – e capazes de ser elevados ao plano sobrenatural, isto é, enxertados nessa corrente de Amor que define a vida de um filho de Deus. (...).

 

Temos de evitar o erro de considerar que o apostolado se reduz ao testemunho de algumas práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos, mas, ao mesmo tempo e sem solução de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com obrigações bem nítidas que temos de cumprir exemplarmente, se deveras queremos santificar-nos. É Jesus Cristo que nos estimula: Vós sois a luz do mundo.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 60–61)

publicado por spedeus às 22:00

publicado por spedeus às 18:49

Surgem arrogantes e soberbos e tratam-nos com desprezo. Como se tivéssemos feito asneira.

Entrincheirados nos cargos que ocupam, castigam-nos com pesadas medidas, indiferentes aos reais problemas das pessoas.

 

Tiram-nos do bolso para manter “jobs” e alimentar serviços que escandalosamente só a eles (e aos seus amigos) beneficiam.

 

Estou a falar dos nossos políticos, claro: enquanto for dando, ficam por cá a desgovernar o país, mentindo, se for preciso, para nos convencer de que fazem o melhor por Portugal .

 

Mas, se aparece um tacho melhor, é vê-los dar o salto e abandonar o país e, depois, do lado de lá, fazerem apelos à responsabilidade nacional – que é coisa que eles próprios nunca tiveram.

 

Estamos num descalabro e eles mantêm-se inimputáveis.

 

Que bom seria se acontecesse como na Islândia haver um tribunal especial para julgar a negligência do Primeiro-ministro e do seu Executivo que levou ao colapso do país.

 

E aqui ninguém faz nada?

 

Aura Miguel

 

(Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença na sua edição de 1 de Outubro de 2010)

 

Nota de JPR: Obrigado Aura Miguel por tão sucinta e brilhantemente ter sabido ler o que me vai na alma. Bem-haja!

publicado por spedeus às 18:14

publicado por spedeus às 18:00

“O respeito da liberdade religiosa” é “a pedra fundamental do edifício dos direitos do homem”: sublinhou em Nova Iorque D. Dominique Mamberti, secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, intervindo na sexagésima quinta sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. O prelado advertiu que, “se falta a liberdade religiosa, todos os direitos do homem correm o risco de passarem a ser (considerados) uma concessão dos governos ou, quando muito, o resultado de um equilíbrio de forças sociais, por sua natureza variável”.

 

No horizonte da paz e dos direitos humanos no mundo, o responsável do Vaticano pelo sector dos “Negócios Estrangeiros” reconheceu os grandes progressos obtidos no campo do desarmamento – entre os quais a entrada em vigor, a 1 de Agosto passado, do Tratado para a eliminação das bombas de fragmentação – a não proliferação nuclear, mas (advertiu) não faltam motivos de preocupação”. Referindo o contínuo aumento das despesas militares no mundo, Mons. Mamberti sublinhou que “permanece o problema do exercício do legítimo direito dos Estados a um desenvolvimento pacífico do nuclear, compatível com um eficaz controlo internacional da não proliferação”. Sobre os futuros passos a dar, o prelado sublinhou a importância do “diálogo e da cooperação internacional”.

 

Detendo-se sobre a acção desenvolvida pelas forças de paz, D. Dominique Mamberti pôs em destaque “o papel cada vez mais importante da ONU e das organizações regionais na diplomacia preventiva”. Na maior parte dos conflitos – fez notar, citando Israel, Palestina, Iraque, Myanmar, regiões do Cáucaso e Sudão – “entra em jogo um importante elemento económico”. Daqui o “contributo essencial” que para o diálogo poderia oferecer “um substancial melhoramento das condições de vida” daquelas populações.

 

Em relação à recente Cimeira sobre os Objectivos do Milénio e aos compromissos novamente assumidos pelos Estados, Mons. Mamberti chamou a atenção para dois “grandes imperativos”. Para além de manterem as suas promessas de ajuda ao desenvolvimento, os países ricos devem “criar e fazer funcionar imediatamente um sistema financeiro e comercial favorável aos países mais débeis”. Todos, ricos e pobres, devem “assegurar uma viragem ética” que garanta “um bom governo e desenraíze a corrupção”. Aquele diplomata do Vaticano concluiu detendo-se ainda nos desafios éticos ligados ao ambiente e sobre a falta de “uma atenção decidida e eficaz” para com os refugiados. “O interesse fundamental de todos os governos – concluiu – deve ser a criação e a manutenção das condições necessárias para desenvolver plenamente o bem integral” de cada pessoa.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 15:42

Visita ao Colégio Tajamar em Madrid. Ao chegar, na sala dos professores, explica que as iniciativas de carácter social – escolas, dispensários, centros de formação... – que os fiéis da Prelatura promovem em todo o mundo nascem “onde há pobreza, onde há falta de trabalho, onde há tristeza, onde há dor, para que se leve com alegria a dor, para que a pobreza seja eliminada, para que não falte trabalho – porque formamos as pessoas para que o possam arranjar -, para metermos Cristo na vida de cada um, na medida em que o quiser, porque somos muito amigos da liberdade”

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 08:16

Mostrando a sua abertura a todas as opiniões, o SOL publicou na semana passada um artigo lapidar do presidente da ILGA, Paulo Côrte-Real, sobre transexuais.

 

Tratava-se de um texto extraordinário, pois o articulista dedicava-se a virar a realidade de pernas para o ar, chamando ao preto branco e ao branco preto.

 

Vejam-se as seguintes pérolas: «O que é um homem? , O que é uma mulher? , são perguntas de resposta praticamente impossível», afirmava, convicto, Côrte-Real. E adiantava que, sendo as respostas «objectivamente» impossíveis, tem de prevalecer a forma como o indivíduo se sente . Ou seja, aquilo a que o articulista chamava «identidade de género». Se alguém se sente mulher, deve ser considerado legalmente mulher e vice-versa.

 

Ora, como o comum dos mortais sabe, é objectivamente facílimo dizer se um indivíduo é homem ou mulher. É isso, aliás, uma das primeiras coisas que as ecografias às grávidas apuram: se o bebé é rapaz ou rapariga...

 

Subjectivamente é que pode haver dúvidas. Um homem pode sentir-se mulher ou o contrário. Não estamos aqui, portanto, perante nenhuma questão objectiva (como diz o artigo) mas no domínio da mais pura subjectividade. E, diria eu, na presença de um distúrbio de personalidade. Se um indivíduo é fisicamente um homem e tem dúvidas a esse respeito, existe aí um problema.

 

Também há indivíduos que se sentem plantas ou animais - e não é por isso que vamos considerá-los como tal.

 

Certa ocasião, o Rei D. Carlos foi visitar o Hospital Júlio de Matos e, durante a visita, um dos internados convenceu-o de que não era louco e estava ali por vingança de alguém. No fim da visita, o Rei, rendido aos argumentos do homem e à sua eloquência, disse-lhe que ia dar ordens para o soltarem. Aí, o doente, esfuziante de alegria, começou a dar saltos, a bater os braços e a gritar:


- Có-có-ró-có, có-có-ró-có-có!


Metendo no bolso a caneta com que ia assinar a ordem de soltura, o Rei desabafou:


- Cantaste a tempo!

 

Há pessoas que se sentem galinhas, ou cães, ou porcos. São distúrbios mentais. Não vejo que o caso das mulheres que se sentem homens e dos homens que se sentem mulheres seja de natureza muito diferente. Se não estamos perante distúrbios mentais, estamos, pelo menos, em presença de distúrbios de personalidade. Mas voltemos ao artigo.

 

Continuando na sua argumentação, o presidente da ILGA dizia que deve bastar um indivíduo sentir-se homem ou mulher, independentemente do seu corpo, para o Estado o dever aceitar como tal (passando a constar do BI, do passaporte, etc. o sexo pelo qual o indivíduo optar).

 

Para Côrte-Real, a mudança cirúrgica de sexo não deve ser condição obrigatória para o Estado conceder a um indivíduo a troca legal de sexo, dado o Estado não poder obrigar os cidadãos a fazer cirurgias. Assim, bastará o testemunho de especialistas sobre o modo como o indivíduo se sente .

 

Simplificando, uma pessoa vai ao registo, leva uma declaração médica a dizer que pertence ao género feminino ou masculino, os serviços passam-lhe documentos com a nova identidade - e o fulano vem do registo legalmente com um novo sexo (e um novo nome, obviamente).


Apetece dizer: importa-se de repetir?

 

A partir do momento em que uma pessoa não precise de mudar fisicamente para adquirir um novo sexo, podendo manter exactamente o mesmo aspecto, passaremos a viver num mundo onde as principais referências desaparecerão.

 

Já não saberemos quem é homem e quem é mulher.

 

Imaginemos um cavalheiro que se dirige ao check-in do aeroporto, onde é atendido por uma funcionária que o trata por senhor . O homem apresenta um bilhete de avião passado em nome de uma Adelaide qualquer coisa. A funcionária diz-lhe que deve haver engano, porque o bilhete está em nome de uma senhora. O homem esclarece que, embora tenha aspecto de homem, é uma mulher - e exibe o BI onde consta o tal nome de Adelaide. A funcionária pede desculpa, envergonhada por ter provocado aquela confusão.

 

Enfim, uma trapalhada!

 

Mas a alternativa (isto é, a intervenção cirúrgica para mudança de sexo) não é melhor. Todos sabemos que estas operações são violentíssimas. A remoção do pénis, a colocação de implantes mamários, os choques de hormonas para os pêlos caírem, tudo isso tem consequências psicológicas devastadoras.

 

Duvido que, depois disso, uma pessoa possa ter uma vida normal.

 

E por essa razão, não sendo eu psicólogo nem psiquiatra, permito-me fazer a seguinte pergunta: não seria mais razoável que os homens e mulheres que se sentem de outro sexo, em vez de se sujeitarem a brutais actos cirúrgicos, recorressem a acompanhamento psicológico para adequarem o modo como se sentem ao corpo que têm?

 

Não seria mais lógico que, em vez de tentarem violentar o corpo para o adequarem à ideia que têm de si próprios, tentassem adaptar a ideia que fazem de si próprios ao seu corpo?

 

Não fará mais sentido essas pessoas derrubarem alguns tabus mentais (porventura resultantes de traumas em criança, de danos provocados por violações ou torturas sexuais) do que tentarem contrariar a natureza, fazendo nascer uma mulher no corpo de um homem ou o contrário?

 

É certo que a personalidade de uma pessoa deve ser coerente com o seu corpo. Mas deverá ser o corpo a adaptar-se (sempre mal.) à personalidade ou a personalidade a tentar adaptar-se ao corpo?

 

Acresce que, por mais operações que se façam, um corpo de mulher nunca se transformará no de um homem e vice-versa. E isso provocará à mente que habita esse corpo novos distúrbios mentais.

 

Os transexuais serão sempre infelizes - e ainda mais se mudarem de corpo, porque constatarão a impossibilidade de mudarem fisicamente de género.

 

A única forma de os transexuais se sentirem menos diferentes não é tentarem mudar de corpo, contrariando brutalmente a natureza - mas procurarem resolver o conflito de personalidade que os habita, sendo capazes de pensar de acordo com o corpo que a natureza lhes destinou.

 

A mudança física de sexo revelar-se-á sempre uma cruel desilusão.

 

José António Saraiva

 

Jornal SOL em http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=769&opiniao=Pol%EDtica%20a%20S%E9rio

publicado por spedeus às 00:05

“Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital” é o tema escolhido pelo Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2011. Na nota divulgada pelo Vaticano a este propósito recorda-se que a costumada Mensagem papal correspondente será publicada, como todos os anos, no dia 24 de Janeiro, memória litúrgica de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.

 

O tema escolhido – explica a Nota – põe em destaque o facto de no centro de todos os processos da comunicação se encontrar a pessoa humana. “Mesmo num tempo tão amplamente dominado – e, muitas vezes, condicionado – pelas novas tecnologias, permanece fundamental o valor do testemunho pessoal: abordar a verdade e assumir o compromisso do anúncio exige, a quem actua no mundo da informação, e especialmente aos jornalistas católicos, a garantia de uma autenticidade de vida que é indispensável mesmo na era digital”.

 

“Não são os instrumentos a poder modificar ou incrementar o nível de credibilidade de cada um dos operadores (no campo das comunicações); nem podem alterar os valores de referência para uma comunicação que continua a superar o limiar de metas tecnológicas sempre novas - recorda ainda a Nota.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 00:05

publicado por spedeus às 00:04

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Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.

Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela:

"Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?" Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

Se a Eucaristia nos torna um entre nós, é lógico que cada um trate os outros como irmãos. A Eucaristia forma a família dos filhos de Deus, irmãos de Jesus e entre si.

 

(CH. LUBICH, La Eucaristia, Ciudad Nueva, Madrid 1977, nr. 78, trad do castelhano por AMA)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

publicado por spedeus às 00:02

Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo

Protréptico, 9; PG 8, 195-201 (a partir da trad. SC 2, p. 143, cf Orval)

 

«Ouvi, ó Meu povo, sou Eu Quem vai falar» (Sl 49, 7)

 

«Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz! Não torneis duros os vossos corações como em Meriba, [...] no deserto, quando os vossos pais Me provocaram. [...] Eles não entrarão no lugar do Meu repouso» (Sl 94, 7-11). A graça da promessa de Deus é abundante, se hoje ouvirmos a Sua voz, porque este hoje estende-se a cada novo dia enquanto se disser «hoje». Este hoje permanece até ao fim dos tempos, como permanece também a possibilidade de aprendermos. Nesse momento, o verdadeiro hoje, o dia sem fim de Deus, confundir-se-á com a eternidade. Obedeçamos pois sempre à voz do Verbo divino, à Palavra de Deus encarnada, porque o hoje de sempre é a imagem da eternidade e o dia é símbolo da luz; ora, o Verbo é para os homens a luz (Jo 1, 9) na qual vemos a Deus.

 

É pois natural que a graça superabunde para aqueles que acreditaram e obedeceram, mas também é natural que, contra aqueles que foram incrédulos [...], que não reconheceram as vias do Senhor [...], Deus Se irrite e os ameace. [...] O mesmo aconteceu aos hebreus, que erraram pelo deserto e não entraram no lugar o repouso por causa da sua incredulidade. [...]

 

O Senhor ama os homens e, por isso, convida-os a todos «ao conhecimento da verdade» (1Tim 2, 4) e envia-lhes o Espírito Santo, o Paráclito. [...] Escutai, pois, vós que estais longe e vós que estais perto (Ef 2, 17). O Verbo não Se esconde de ninguém. Ele é a nossa luz, Ele brilha para todos os homens. Apressemo-nos pois a alcançar a salvação através do novo nascimento. Apressemo-nos a reunir-nos num só rebanho, na unidade do amor. E esta multidão de vozes [...], obedecendo a um único Senhor, o Verbo, encontrará o lugar o seu repouso na própria Verdade e poderá dizer: «Abba, Pai!» (Rom 8, 15).

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 10,13-16

13 «Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado as maravilhas que se têm operado em vós, há muito tempo que teriam feito penitência vestidas de cilício e jazendo sobre a cinza.14 Por isso haverá, no dia de juízo, menos rigor para Tiro e Sidónia que para vós.15 E tu, Cafarnaum, “que te elevas até ao céu, serás abatida até ao inferno”.16 Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos rejeita, a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou».

publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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