«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

30
Nov 10

– Estamos gostosamente, Senhor, na tua mão chagada. Aperta-nos com força!, espreme-nos!, de modo que percamos toda a miséria terrena!, que nos purifiquemos, que nos inflamemos, que nos sintamos empapados no teu Sangue! E depois, lança-nos longe!, longe, com fome de messe, para uma sementeira cada dia mais fecunda, por Amor de Ti.

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 5)

 

Sem grande dificuldade, poderíamos encontrar na nossa família, entre os nossos amigos e companheiros – para não me referir já ao imenso panorama do mundo – tantas pessoas mais dignas do que nós de receber o chamamento de Cristo. Mais simples, mais sábias, mais influentes, mais importantes, mais gratas, mais generosas...

 

Eu, ao pensar nisto, fico envergonhado. Mas compreendo também que a nossa lógica humana não serve para explicar as realidades da graça. Deus costuma procurar instrumentos fracos para que se manifeste com evidente clareza que a obra é sua. O próprio S. Paulo evoca com estremecimento a sua vocação; e por último, depois de todos, foi também visto por mim, como por um aborto. Porque eu sou o mínimo dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Assim escreve Paulo de Tarso, homem de uma personalidade e de um vigor que a história não fez mais do que engrandecer.

 

Fomos chamados sem mérito algum da nossa parte, dizia-vos. Realmente, na base da nossa vocação está o conhecimento da nossa miséria, a consciência de que as luzes que iluminam a alma – a fé – o amor com que amamos – a caridade – e o desejo que nos mantém – a esperança – são dons gratuitos de Deus. Por isso, não crescer em humildade significa perder de vista o objectivo da escolha divina: ut essemus sancti, a santidade pessoal.

 

Agora, tomando como ponto de partida essa humildade, podemos compreender toda a maravilha da chamada divina. A mão de Cristo colheu-nos num trigal: o semeador aperta na sua mão chagada o punhado de trigo; o sangue de Cristo banha a semente, empapa-a. Depois, o Senhor lança ao ar esse trigo, para que, morrendo, seja vida e, afundando-se na terra, seja capaz de multiplicar-se em espigas de oiro.

 

(São Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 3)

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«Luz do Mundo» apresenta o Papa pelas suas próprias palavras. Primeira tiragem esgotada

 

O novo livro “Luz do Mundo - O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos”, que resulta de uma entrevista de Bento XVI ao jornalista alemão Peter Seewald, chegou às livrarias portuguesas esta terça-feira, 30 de Novembro.

 

A obra é apresentada como uma oportunidade para conhecer Bento XVI pelas suas próprias palavras e está a suscitar grande curiosidade. A tiragem da primeira edição foi de 10 mil exemplares, “substancialmente mais do que o inicialmente previsto”, indica Henrique Mota, editor da Lucerna, marca da Principia, responsável pela versão portuguesa.

 

Neste momento, está já em marcha uma segunda tiragem, de mais 10 mil exemplares, e o livro será apresentado em Portugal a 16 de Dezembro, por Marcelo Rebelo de Sousa e pelo seu autor, Peter Seewald.

 

A obra que retrata Bento XVI merece um olhar especial por parte do semanário Agência ECCLESIA. Além da apresentação de excertos da obra, dois especialistas apresentam a sua opinião sobre as palavras do Papa: D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro, fala num “passo renovador”, fora dos canais tradicionais; Jorge Teixeira da Cunha, teólogo, explica “o que é novo” nas palavras de Bento XVI sobre temas de Moral.

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Para D. António Marcelino, “Bento XVI foi sempre um pensador e um teólogo inconformado, incapaz de dormir descansado quando outros sofrem, mormente quando pensa que, pelas suas acções ou omissões, ele pode estar, de algum modo, na causa desse sofrimento”.

 

O bispo emérito de Aveiro considera que o Papa “deu, publicamente, um passo renovador ao falar de problemas, concretos e actuais, fora dos canais tradicionais. Deu, deste modo, esperança a muitos que, na Igreja, por amor à Missão e fiéis ao essencial, sentem que, antes da última palavra, é importante que outras se digam e se escutem”.

 

Jorge Teixeira da Cunha assinala, por seu lado, a importância das afirmações do Papa sobre o uso do preservativo, a “humanização” da pessoa e da sua sexualidade.

 

Num excerto da obra, o Papa afirma que pode haver casos pontuais em que admite o caso do preservativo, mas sublinha que esta "não é a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV".

 

“Bento XVI não faz um gesto a pender perigosamente para o lado dos direitos do sujeito, mas faz um gesto de pastor, como é esperado de um Papa, a consolar os errantes e a chamá-los ao bom caminho da conversão”, indica Teixeira da Cunha, Director-Adjunto do núcleo do Porto da Faculdade de Teologia da UCP.

 

Peter Seewald assegura que Bento XVI não fugiu a nenhuma das 90 perguntas nem “modificou as palavras pronunciadas”, propondo apenas “pequenas correcções” na transcrição final. Seis horas de entrevista dão origem a uma obra inédita, que procura “modificar a imagem do Panzerkardinal” e, mais do que mostrar Joseph Ratzinger numa versão light, permite, como diz Seewald, conhecer a “versão original”.

 

O jornalista alemão afirma que, neste primeiro trabalho depois da eleição papal, encontrou “um homem igualmente brilhante e dotado de uma extraordinária força intelectual, mas, sobretudo, espiritual, muito próximo de Deus”.

 

A conversa entre Bento XVI e Peter Seewald - que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – decorreu na residência pontifícia de Castelgandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

 

(Fonte: site Agência Ecclesia)

publicado por spedeus às 11:54

Com mineiros de Oviedo, durante um encontro em Pamplona. A sua pregação constante era a de que “Cristo interessa-se por esse trabalho que devemos realizar – uma vez e mil vezes – no escritório, na fábrica, na oficina, na escola, no campo, no exercício da profissão manual ou intelectual”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 11:03

«Sempre fui considerada uma pessoa excessivamente exigente. Procurei exigir-me muito a mim mesmo, sobretudo desde que comecei a minha carreira profissional. Também procurei exigir àqueles que se encontravam à minha volta. Pensava que era essa a minha missão e pensava também — sem admitir outro tipo de raciocínios — que se os outros não conseguiam o mesmo êxito que eu era, simplesmente, porque não se esforçavam tanto».

 

São palavras de um homem de negócios numa entrevista concedida a uma rádio local. Mais ou menos assim, continuava ele o relato da sua vida: «Custava-me muito compreender que houvesse pessoas que não conseguiam trabalhar ao mesmo ritmo que eu. Tenho de reconhecer que, de algum modo, os maltratava e os desprezava por causa disso. E lá em casa — com a minha mulher e com os meus filhos — era exactamente a mesma coisa. Não admitia falhas de nenhum tipo. As coisas eram para serem feitas custasse o que custasse. O resto eram simples justificações de gente preguiçosa».

 

«Até que um dia fiquei doente. Uma doença inesperada e totalmente imprevista. E tudo mudou da noite para o dia. Senti-me como um pneu a esvaziar. Comecei a perceber que a vida não era tão simples como eu havia pensado até então. Dei-me conta de que os outros também sofriam. Compreendi que não reparar nessa dor era uma atitude inumana. Assim tinha vivido eu durante tantos anos».

 

«Antes de ficar doente, eu era exageradamente irascível: tudo me irritava e tudo me fazia ferver em pouca água. Agora, pelo contrário, tornei-me muito mais sereno e compreensivo. O sofrimento temperou-me o carácter. Fez-me compreender que há pessoas neste mundo — à nossa volta — que sofrem muito. Há pessoas que vivem com muitas dificuldades — talvez, em parte, por culpa nossa. Cada um de nós devia aprender a deter-se diante do sofrimento dos outros e fazer o possível por remediá-lo».

 

«Às vezes, só é possível consolar. Isso não é pouco, nem muito menos algo inútil. Aprendi que, com o simples fluir de palavras que infundem esperança, já se alivia muito o coração de quem sofre. Quantas pessoas necessitadas de compreensão e de consolo neste mundo! Quanta pobreza espiritual! — tantas vezes maior e mais envergonhada que a pobreza material».

 

É um relato de vida que faz pensar. Como é diferente o modo como as pessoas encaram os sofrimentos nesta vida: a umas, ele parece que as torna mais humanas; a outras, pelo contrário, faz-lhes perder a esperança e a alegria de viver. A uns, cura-os da tendência para o egoísmo que todos temos dentro. A outros, pelo contrário, enche-os de cepticismo e de amargura.

 

É impossível viver nesta Terra sem algum tipo de sofrimento. Por isso, podemos e devemos ser felizes apesar dessa presença constante que nos acompanhará durante todo o nosso caminho — de um modo especial nos últimos momentos. Para que isso seja possível, um cristão sabe que deve olhar para Jesus pregado na Cruz. À primeira vista — disse Bento XVI aos jovens — a Cruz parece ser a negação da vida. Na realidade, é exactamente o contrário! Ela é o «sim» de Deus ao homem. Ela é a expressão máxima do Seu Amor por nós. Ela é a única nascente da qual brota a vida eterna.

 

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

 

Nota de JPR: com algumas alterações, dado que além de exigente para com o próximo também fui um grande pecador e ainda o sou numa escala menor, esta história quase que poderia ser a minha. Quis Deus Nosso Senhor uma vez mais e há pouco mais de quatro anos, mostrar-me a esperança que irradia da Sua Cruz, quis dar-me como Simão de Cirene uma excepcional família natural e espiritual, começando desde logo pela minha mulher, quis ensinar-me a viver os momentos de dificuldade de saúde, como o presente, com a alegria quem tudo Lhe deve e a certeza de que nunca me abandonará. Louvado seja Deus Nosso Senhor e a Sua Bendita Cruz!

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«Responde-me: Se tivesses as mãos manchadas em esterco atrever-te-ias a tocar com elas nas vestes do rei? Nem sequer os teus próprios vestidos tocarias com as mãos sujas; antes lavá-las-ias e secá-las-ias cuidadosamente, então os tocarias. Pois, porque não dá a Deus essa mesma honra que concedes a uns vis vestidos?»

 

(Sermo de Sancta Synaxis – Santo Atanásio Sinaíta)

 

Enquanto pecador, quão difícil é pronunciar-me sobre a pureza, mas permito-me sugerir que “lavemos as nossas mãos” com frequência e para tal só conheço uma maneira, que é recorrendo ao Sacramento da Reconciliação.

 

É certo que um bom exame de consciência e um sincero arrependimento nos ajudam a “sacudir” a sujidade, mas não ficamos completamente limpos.

 

Estou a imaginar algumas pessoas que conheço e de quem gosto e com quem convivo regularmente a pensarem, “lá está este chato a falar da Confissão, mas eu confesso-me directamente a Deus”, pois é, desculpar-me-ão a linguagem frontal, mas tudo isso não passa de cobardia e soberba, a verdadeira Confissão, e o Catecismo da Igreja Católica apenas a pede uma vez por ano (§ 1.457), está em recorrermos a quem investido pelo Sacramento da Ordem e como tal sendo o próprio Cristo no acto.

 

Não vos é fácil de digerir, mas acreditem que faz bem, além de evidentemente de respeitar a Igreja que Jesus Cristo Deus Nosso Senhor fundou e que os homens guiados pelo Espírito Santo foram construindo ao longo dos séculos.

 

(JPR)

publicado por spedeus às 00:03

Os gregos chamam a este ousado apóstolo "Protókletos", que significa: o primeiro chamado. Ele foi um dos afortunados que viram Jesus na verde planície de Jericó. Ele passava. O Baptista indicou-o com o dedo de Precursor e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André e João foram atrás d'Ele. Não se atreveram a falar-Lhe até que Jesus se virou para trás e perguntou: "Que procurais?" - Mestre, onde habitas? - "Vinde e vede". A Igreja deve muito a Santo André. Terá sido martirizado numa cruz em forma de aspa ou X, que é conhecida pelo nome de cruz de Santo André.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São João Crisóstomo (c. 345-407), bispo de Antioquia, depois de Constantinopla, doutor da Igreja

Homilias sobre o evangelho de João 19, 1

 

O primeiro a ser chamado, o primeiro a dar testemunho

 

«Como é bom, como é agradável, viverem os irmãos em unidade» (Sl 132, 1). [...] Depois de ter estado com Jesus (Jo 1, 39), e de ter aprendido muitas coisas, André não guardou esse tesouro para si: apressou-se a ir ter com seu irmão, Simão Pedro, para partilhar com ele os bens que recebera. [...] Repara no que ele diz ao irmão: «Encontrámos o Messias (que quer dizer Cristo)» (Jo 1, 41). Estás a ver o fruto daquilo que ele tinha aprendido há tão pouco tempo? Isto é uma prova, a um tempo, da autoridade do Mestre que ensinou os Seus discípulos e, desde o princípio, do zelo com que estes queriam conhecê-Lo.

 

A pressa de André, o zelo com que difunde imediatamente uma tão grande boa nova, dá a conhecer uma alma que ardia por ver cumpridas todas as profecias respeitantes a Cristo. Partilhar assim as riquezas espirituais é prova de uma amizade verdadeiramente fraterna, de um afecto profundo e de uma natureza cheia de sinceridade. [...] «Encontrámos o Messias», diz ele; não está a referir-se a um messias qualquer, mas ao verdadeiro Messias, Àquele que esperavam.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Mateus 4,18-22

 

18 Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 «Segui-Me, disse-lhes, e Eu vos farei pescadores de homens».20 E eles, imediatamente, deixando as redes O seguiram. 21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca juntamente com seu pai Zebedeu, consertando as suas redes. E chamou-os. 22 Eles, deixando imediatamente a barca e o pai, seguiram-n'O.

publicado por spedeus às 00:00

29
Nov 10

Ao meio-dia deste domingo, 28 de Novembro, o Reitor do Santuário Cristo Redentor do Corcovado, Padre Omar Raposo, durante o tradicional momento de Oração do Angelus, convidou todos os presentes, incluindo os turistas que visitavam a imagem, para um momento de oração pela paz no Rio de Janeiro. O padre reitor também celebrou uma eucaristia no Corcovado pedindo pela pacificação nas zonas ocupadas pelas forças de segurança na cidade.

 

Segundo a informação emitida pela arquidiocese da capital fluminense, o Pe. Omar, que conhece bem a realidade e o sofrimento do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, onde passou o seu primeiro ano de vida sacerdotal, sentiu a inspiração de clamar mais uma vez a Deus pela paz, no dia de ontem - quando as forças de segurança do Estado tomaram de volta o local, que até então estava sob controlo do tráfico de drogas.

 

O Monumento, que é um dos principais cartões postais da Cidade do Rio de Janeiro, neste domingo foi cenário de muita emoção para os turistas do mundo inteiro que o visitavam. O Sacerdote, momentos antes da oração, explicou a onda de violência, desencadeada há uma semana e destacou a importância de rezar para que a paz voltasse a reinar.

 

“Hoje consolidou-se o Cristo Redentor no seu aspecto espiritual. O Corcovado é uma montanha que nos inspira a oração. O Cristo Redentor, com os braços abertos, mais uma vez abençoou a Cidade do Rio de Janeiro”, disse o Pe. Omar.

 

O Jornal ‘O Globo’ também destacou ontem a missa celebrada pelo Pe. Omar pedindo pela paz na cidade maravilhosa.

 

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR)

publicado por spedeus às 22:52

Repara: os apóstolos, com todas as suas misérias patentes e inegáveis, eram sinceros, simples... transparentes. Tu também tens misérias patentes e inegáveis. – Oxalá te não falte a simplicidade.

 

(São Josemaría Escrivá -Caminho, 932)

 

Aqueles primeiros doze apóstolos – a quem tenho grande devoção e carinho – eram, segundo os critérios humanos, bem pouca coisa. Quanto à posição social, com excepção de Mateus – que com certeza ganhava bem a vida e deixou tudo quando Jesus lhe pediu – eram pescadores; viviam do dia-a-dia, trabalhando até de noite para poderem alcançar o seu sustento.

 

Mas a posição social é o de menos. Não eram cultos, nem sequer muito inteligentes, pelo menos no que diz respeito às realidades sobrenaturais. Até os exemplos e as comparações mais simples lhes eram incompreensíveis e pediam ao Mestre: Domine, edissere nobis parabolam, Senhor, explica-nos a parábola. Quando Jesus, com uma imagem, alude ao fermento dos fariseus, supõem que os está a recriminar por não terem comprado pão.

 

Pobres, ignorantes. E nem sequer eram simples, humildes. Dentro das suas limitações, eram ambiciosos. Muitas vezes discutem sobre quem seria o maior, quando – segundo a sua mentalidade – Cristo instaurasse na terra o reino definitivo de Israel. Discutem e excitam-se até naquela hora sublime em que Jesus está prestes a imolar-se pela humanidade, na intimidade do Cenáculo.

 

Fé? Pouca. O próprio Jesus Cristo o diz. Viram ressuscitar mortos, curar todo o tipo de doenças, multiplicar o pão e os peixes, acalmar tempestades, expulsar demónios. Pois S. Pedro, escolhido como cabeça, é o único que sabe responder com prontidão: Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo. Mas é uma fé que ele interpreta à sua maneira; por isso atreve-se a enfrentar Jesus Cristo, a fim de que Ele não se entregue pela redenção dos homens. E Jesus tem de responder-lhe: Retira-te de mim, Satanás; tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus mas das coisas dos homens. Pedro raciocinava humanamente, comenta S. João Crisóstomo, e concluía que tudo aquilo (a Paixão e a Morte) era indigno de Cristo, reprovável. Por isso Jesus repreende-o e diz-lhe: não, sofrer não é coisa indigna de Mim; tu pensas assim porque raciocinas com ideias carnais, humanas.

 

Em que sobressaem então aqueles homens de pouca fé? Talvez no amor a Cristo? Sem dúvida que O amavam, pelo menos de palavra. (…) São homens correntes, com defeitos, com debilidades, com palavras maiores do que as suas obras. E, contudo, Jesus chama-os para fazer deles pescadores de homens, corredentores, administradores da graça de Deus.

 

(São Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 2)

publicado por spedeus às 22:00

O contributo que a Igreja oferece para a construção de uma ordem social mais justa, a sua presença no campo das comunicações sociais e o serviço prestado aos mais necessitados: três aspectos da actividade da Igreja Católica evocados por Bento XVI ao receber, nesta segunda-feira, no Vaticano, os bispos da Conferência Episcopal das Filipinas.

 

A Igreja sente-se chamada a proclamar que o Evangelho leva consigo frutos de transformação da vida. Uma proclamação que há-de ser acompanhada pelo testemunho de vida dos seus próprios fiéis. Especial responsabilidade têm os Bispos neste anúncio da fé e das suas implicações concretas, que não podem deixar de afectar também a esfera política.


“Não é surpreendente este facto, dado que a comunidade política e a Igreja, ao mesmo tempo que são claramente distintas, por outro lado se encontram ambas ao serviço do desenvolvimento integral de cada ser humano e da sociedade como um todo”.

 

Como sublinhou o Concílio Ecuménico Vaticano II, a missão profética da Igreja exige que esta seja livre de “pregar a fé e de ensinar a sua doutrina social”, assim como de “emitir um juízo moral sobre aquelas matérias que dizem respeito à ordem pública quando estão em jogo os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”.

 

“À luz desta missão profética, recomendo à Igreja nas Filipinas que desempenhe o seu papel no apoio à vida humana desde a concepção até à sua morte natural, e na defesa da integridade do casamento e da família. Nestas áreas, vós estais promovendo verdades sobre a pessoa humana e sobre a sociedade, que provêm não só da revelação divina mas também da lei natural, uma ordem que é acessível à razão humana e assegura uma base para o diálogo e para um discernimento mais profundo da parte de todos os homens de boa vontade”.

 

Sobre o uso dos meios de comunicação, o Santo Padre sublinhou a necessidade de que a Igreja se exprima com “uma voz unificada e positiva”, de tal modo que a mensagem evangélica possa ter um impacto cada vez maior sobre a população filipina.

 

Finalmente, uma referência do Papa ao empenho da Igreja nas questões económicas e sociais, em particular no que diz respeito aos mais pobres e desfavorecidos da sociedade, até porque – advertiu – são “muitos os vossos concidadãos a braços com o desemprego, privados de educação adequada e de serviços de base”, razão por que são da máxima importância (disse) “os vossos pronunciamentos proféticos e a vossa acção caritativa”.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 20:59

publicado por spedeus às 18:00

publicado por spedeus às 13:57

publicado por spedeus às 13:39

Há que recordar ao que livremente comunga o mandato: Que se examine cada um a si mesmo (1 Cor 11, 28). E a prática da Igreja declara que é necessário este exame para que ninguém, consciente de pecado mortal, por contrito que se creia, se aproxime da Sagrada Eucaristia sem que tenha precedido a Confissão sacramental.

 

(PAULO VI, Instrução Eucharisticum Mysterium, 37)

 

Haverá quem diga: por isso, precisamente, não comungo mais amiúde, porque me vejo frio no amor (...). E, porque te vês frio queres afastar-te do fogo? Precisamente porque sentes gelado o teu coração deves acercar-te mais amiúde deste Sacramento, sempre que alimentes desejo sincero de amor a Jesus Cristo. Acerca-te da Comunhão, mesmo quando te sintas tíbio, confiando totalmente na misericórdia divina, porque quanto mais doente alguém se encontra, tanta maior necessidade tem de médico.

 

(Stº AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, Prática do Amor a Jesus Cristo, 2)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

publicado por spedeus às 11:08

“Eu só devo falar de Deus”, escreve.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 10:39

Para Carlota e Hervé, o Advento é, não só um tempo para preparar o Natal, mas também ocasião de falar de Cristo aos filhos, amigos e colegas de trabalho.

 

2008/12/01

 

Os cristãos vivem actualmente o tempo do Advento. Pode-nos dizer como o vivem, concretamente na vossa família?

 

É uma ocasião para nós de cuidarmos melhor da oração em família – as orações da liturgia são tão belas durante o Advento, que é bastante fácil; os cânticos do Advento e de Natal também nos ajudam muito.

 

Mandamos sempre as Boas Festas com uma imagem do Natal. Para os seus colaboradores profissionais (cuja maioria não são cristãos) o Hervé, meu marido, fá-lo também de uma forma sistemática, rezando por cada um deles, escolhendo reproduções tão belas e eloquentes quanto possível. Resultado, muitas vezes encontra o cartão enviado na parede de um escritório porque é belo e diferente dos outros.

 

São do Opus Dei há mais de 20 anos. A vossa vocação altera a forma de viver este tempo do Advento?

 

Sim, porque São Josemaria ensinou-nos a entrar no Evangelho como um personagem mais. Gostamos muito de entrar em casa de Maria e José, procurar viver a esperança com a Santíssima Virgem, a fidelidade e o abandono com São José, a admiração com Santa Isabel. Isto não é teoria porque isso ajuda-nos a renovar o nosso amor, o nosso desejo de amar com actos, de partilhar com os filhos e com os nossos amigos a nossa esperança: «vale a pena esforçarmo-nos um pouco» porque Jesus nos vem salvar.

 

E depois quando saímos de junto da Sagrada Família e ouvimos São João Baptista, percebemos também o apelo à conversão: cada dia um pequeno propósito para fazer melhor do que antes e avançar como os Magos, para o presépio; um propósito para sair de nós mesmos e servir. É também um bom momento para fazer «o apostolado dos sacramentos», sobretudo neste ano Paulino e sobretudo da confissão, com os filhos ou com os nossos amigos.

 

Os vossos filhos têm iniciativas ligadas a este tempo particular? O ambiente familiar passa a ter uma nova dimensão?

 

São Josemaria dizia que se não encontrássemos o Senhor na nossa vida corrente, não O encontraríamos nunca. Metem-se pelos olhos dentro os pormenores materiais do Presépio e da árvore de Natal; mas procuramos sempre ter em conta a dimensão sobrenatural, para nos ajudar a não esquecer a presença de Deus que vem, para nos ajudar a rezar (torna-se muito mais simples diante de um bonito presépio que apela ao silêncio e ao recolhimento), para nos lembrar que estamos a preparar-nos para acolher o Salvador, lutando concretamente contra o que nos separa d’Ele.

 

Inclusivamente a preparação dos presentes pode ter esta dimensão; este ano vamos receber os nossos irmãos, irmãs, sobrinhos e sobrinhas, cerca de cinquenta pessoas; que fazer para os receber bem? Para que se sintam bem em nossa casa e possam viver em paz este tempo abençoado? Para lhes agradar? Para que aqueles para quem o Natal perdeu o sentido, compreendam que nos anima uma alegria e uma esperança profundas? Os nossos filhos mais velhos pretendem ir ajudar a servir a ceia de consoada no hospital e acompanhar idosos à Missa; um deles vai trabalhar para uma associação que promove a ajuda a crianças hospitalizadas. Nós sugerimos-lhes que dêem alguma coisa em concreto (dinheiro, um objecto de que gostem…), para os cristãos perseguidos, para um pobre, para uma criança. Propomos-lhes sempre várias possibilidades para lhes abrir horizontes. Assim, este ano vão fazer pequenos arranjos para ganhar algum dinheiro para depois o enviarem para um internato no Benin onde se encontram 24 órfãos entre 48 internados!"

 

Fonte: opusdei.pt

publicado por spedeus às 00:04

Tende a coragem de ousar com Deus! Experimentai! Não tenhais medo d’Ele! Tende a coragem de arriscar com a fé! Tende a coragem de arriscar com a bondade! Tende a coragem de arriscar com a pureza de coração! Comprometei-vos com Deus e então vereis como a vossa vida se ilumina, como ganha grandeza, como deixa de ser aborrecida para se encher de um sem-número de surpresas, porque a bondade infinita de Deus nunca se esgota!

 

(Homilia da Missa da Imaculada Conceição – 08/XII/2005 – Bento XVI)

 

 

O Santo Padre incentiva-nos a termos coragem e aos menos seguros transmite como valor absoluto a certeza da bondade infinita de Deus.

 

Permito-me, aos que já temos raízes mais sólidas, sugerir a humildade de não dar nada por certo e procurar diariamente incrementar o nosso amor por Ele, pois por muito que O amemos não Lhe “chegamos aos calcanhares”, pois o Seu amor é tão profundo, que nos ofereceu o Filho e deixou-O morrer na Cruz para nossa salvação, e este facto histórico, mas também de fé, deve-nos acompanhar todos os dias.

 

Alguém me contava, que tinha um amigo que no local de trabalho lhe era difícil ter uma imagem ou algo que fizesse lembrar Dele assiduamente, mas com imaginação resolveu o problema, tendo sempre dois clips em forma de crucifixo, ele sabia porque lá estavam e bastava-lhe.

 

(JPR)

 

Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele [Paulo] e disse-lhe: “Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma”

 

(Actos dos Apóstolos 23, 11)

 

«Tenhamos a coragem de viver pública e constantemente de acordo com a nossa santa fé»

 

(Sulco 46 - S. Josemaría Escrivá de Balaguer)

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Santo Ireneu de Lião ( c. 130- c. 208), bispo, teólogo e mártir

Demonstração da pregação apostólica (a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 296 rev.; cf SC 62, p. 157)

 

Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão [...] no Reino do Céu.

 

«Dias virão, oráculo do Senhor, em que firmarei nova aliança com as casas de Israel e de Judá. [...] Imprimirei a Minha Lei, gravá-la-ei no seu coração» (Jer 31, 31ss.). Isaías anuncia que estas promessas devem ser uma herança de apelo aos pagãos; também para eles se abriu o livro da nova aliança: «Oráculo do Senhor Deus de Israel. Naquele dia, o homem voltará os seus olhos para o Criador, seus olhos contemplarão o Santo de Israel, não olhará mais para os altares obras das suas mãos» (Is 17, 7-8). É evidente que estas palavras são dirigidas àqueles que abandonam os ídolos e crêem em Deus nosso Criador, graças ao Santo de Israel; ora, o Santo de Israel é Cristo. [...]

 

No livro de Isaías, é o próprio Verbo que diz que tem de Se manifestar entre nós – com efeito, o Filho de Deus fez-Se homem – e de Se deixar encontrar por nós, que anteriormente O não conhecíamos: «Eu estava à disposição dos que não Me consultavam, saía ao encontro dos que não Me buscavam. Dizia: «Eis-Me aqui, eis-Me aqui» a um povo que não invocava o Meu nome» (Is 65, 1). E Oseias anunciou que este povo de que fala Isaías tem de ser um povo santo: «Usarei de misericórdia para com o não amado e direi ao que não é o Meu povo: «Tu és o Meu povo» e ele Me responderá: «Tu és o meu Deus»» (Os 2, 25). É também este o sentido das palavras de São João Baptista: «Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão» (Mt 3, 9). Com efeito, depois de terem sido arrancados, pela fé, ao culto das pedras, os nossos corações vêem a Deus e tornamo-nos filhos de Abraão, que foi justificado pela fé.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Mateus 8,5-11

 

5 Tendo entrado em Cafarnaum, aproximou-se d'Ele um centurião, e fez-Lhe uma súplica,6 dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre muito».7 Jesus disse-lhe: «Eu irei e o curarei».8 Mas o centurião, respondeu: «Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa; diz, porém, uma só palavra, e o meu servo será curado.9 Pois também eu sou um homem sujeito a outro, mas tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: “Vai”, e ele vai; e a outro: “Vem”, e ele vem; e ao meu servo: “Faz isto”, e ele o faz».10 Jesus, ouvindo estas palavras, admirou-Se, e disse para os que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não achei fé tão grande em Israel.11 Digo-vos, pois, que virão muitos do Oriente e do Ocidente, e se sentarão com Abraão, Isaac e Jacob no Reino dos Céus,

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28
Nov 10

Chegou para nós um dia de salvação, de eternidade. Uma vez mais se ouvem os assobios do Pastor Divino, as suas palavras carinhosas: "Vocavi te nomine tuo". – Chamei-te pelo teu nome. Como a nossa mãe, Ele convida-nos pelo nome. Mais: pelo apelativo carinhoso, familiar. Lá, na intimidade da alma, chama, e é preciso responder: "Ecce ego, quia vocasti me". Aqui estou, porque me chamaste; decidido a que desta vez não passe o tempo como a água sobre os seixos rolados, sem deixar rasto.

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 7)

 

Um dia (não quero generalizar; abre o coração ao Senhor e conta-lhe tu a história) talvez um amigo, um cristão normal e corrente como tu, te tenha feito descobrir um panorama profundo e novo e ao mesmo tempo tão antigo como o Evangelho. Sugeriu-te a possibilidade de te empenhares seriamente em seguir Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenhas perdido então a tranquilidade e não a terás recuperado, convertida em paz, até que, livremente, "porque muito bem te apeteceu" – que é a razão mais sobrenatural – respondeste a Deus que sim. E veio a alegria, vigorosa, constante, que só desaparece quando te afastas d'Ele.

 

Não me agrada falar de escolhidos nem de privilegiados. Mas é Cristo quem fala disso, quem escolhe. É a linguagem da escritura: elegit nos in ipso ante mundi constitutionem – diz S. Paulo – ut essemus sancti, escolheu-nos antes da criação do mundo para sermos santos. Eu sei que isto não te enche de orgulho, nem contribui para que te consideres superior aos outros homens. Essa escolha, raiz do teu chamamento, deve ser a base da tua humildade. Costuma levantar-se porventura algum monumento aos pincéis dum grande pintor? Serviram para fazer obras-primas mas o mérito é do artista. Nós – os cristãos – somos apenas instrumentos do Criador do mundo, do Redentor de todos os homens.

 

(São Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 1)

publicado por spedeus às 21:00

publicado por spedeus às 18:10

“O homem vive na medida em que espera, na medida em que no seu coração está viva a esperança; é pelas suas expectativas que se reconhece um homem”: considerações de Bento XVI, na alocução do meio-dia, na Praça de São Pedro, neste primeiro domingo do Advento, início de um novo ano litúrgico. O Papa deteve-se a reflectir sobre o tema da “expectativa”, da “espera”. Trata-se – observou – de “um aspecto profundamente humano, em que a fé se torna, por assim dizer, uma só coisa com a nossa carne e o nosso coração”.

 

“A expectativa, o esperar é uma dimensão que atravessa toda a nossa existência pessoal, familiar e social. A espera está presente em mil situações, desde as mais pequenas e banais, até às mais importantes, que nos afectam totalmente, no mais profundo da nossa existência”. Caso, por exemplo, dos esposos que aguardam o nascimento de um filho; ou de um parente ou amigo que, de longe, nos vem visitar; ou de um jovem que aguarda os resultados de um exame decisivo, ou de um colóquio de trabalho; nas relações afectivas, o aguardar a pessoa amada, a resposta a uma carta, a aceitação de um pedido de perdão…

 

“Poder-se-ia dizer que o homem está vivo na medida em que espera, se e enquanto no seu coração permanece viva a esperança. É pelas suas expectativas que se reconhece um homem: a nossa estatura moral e espiritual pode-se medir a partir daquilo que nós aguardamos, daquilo em que esperamos”.

 

“Especialmente neste tempo do Advento, é o caso que cada um se interrogue: O que é que eu espero? Neste momento da minha vida, para onde é que está voltado o meu coração?” A mesma questão deveria ser formulada a nível de cada família, comunidade, nação. “O que é que, conjuntamente, nós esperamos? O que é que une as nossas aspirações, o que é que as irmana?”

 

No tempo que precedeu o nascimento de Jesus, era fortíssima em Israel a expectativa do Messias, isto é, de um Consagrado, descendente do rei David, que libertaria finalmente o povo de todas as escravidões morais e políticas, instaurando o Reino de Deus…

 

“Mas nunca teria mais imaginado que o Messias pudesse nascer de uma humilde jovem como Maria, noiva do justo José. Nem sequer ela própria o teria pensado, e contudo no seu coração a expectativa do Salvador era tão grande, a sua fé e esperança eram tão ardentes, que Ele pôde encontrar nela uma digna mãe.”

 

“Existe uma misteriosa correspondência entre a expectativa de Deus e a de Maria, a criatura cheia de graça, totalmente transparente ao desígnio de amor do Altíssimo. Aprendamos dela, Mulher do Advento, a viver os gestos de cada dia com um espírito novo, com o sentimento de uma profunda expectativa, que só a vinda de Deus pode satisfazer.”

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 14:21

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Por iniciativa de Bento XVI, a Igreja Católica celebrou neste sábado , em todo o mundo, uma vigília de oração pela “vida nascente”

 

O próprio Papa assinalou a data, na Basílica de São Pedro, com a celebração das I vésperas do início do Advento, tempo litúrgico que antecede o Natal.

 

Na homilia Bento XVI agradeceu antes de mais a todos aqueles que aderiram a este convite e a todos aqueles que se dedicam de maneira especial a acolher e guardar a vida humana nas varias situações de fragilidade, em particular no seu inicio e nos seus primeiros passos.

 

Acreditar em Jesus Cristo – salientou o Papa – exige também que se assuma uma olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança…O ser humano tem a exigência de ser reconhecido como valor em si mesmo e merece que o escutem sempre com respeito e com amorTem o direito de não ser tratado como um objecto que se deve possuir ou como uma coisa que se pode manipular á vontade, de não ser reduzido a simples instrumento em vantagem de outros e dos seus interesses. A pessoa – acrescentou Bento XVI - é um bem em si mesma e é necessário procurar sempre o seu desenvolvimento integral. Depois – acrescentou o Papa – se o amor para com todos é sincero tende espontaneamente a tornar-se atenção preferencial pelos mais débeis e pelos mais pobres. É nesta linha que se coloca a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pelo obscurecimento das consciências .

 

Na sua homilia durante a celebração das Primeiras Vésperas de Advento, na Basílica de S. Pedro o Papa salientou a existência de tendências culturais que procuram anestesiar as consciências com motivações enganadorasAcerca do embrião no seio materno, a própria ciência põe em evidencia a autonomia capaz de interacção com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a complexidade crescente do organismo. Não se trata – disse o Papa – de um cumulo de material biológico, mas sim de um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo individuo da espécie humana.

 

Infelizmente – prosseguiu o Papa – também depois do nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, á fome, á miséria, á doença, aos abusos, á violência, á exploração. Ás múltiplas violações dos seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de cada homem de boa vontade. Perante o triste panorama das injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e depois do nascimento faço meu - disse Bento XVI – o apelo apaixonado do Papa João Paulo II á responsabilidade de todos e de cada um:” respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta estrada, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade!

 

Exorto os protagonistas da política, da economia e da comunicação social – disse a concluir – a fazerem tudo o que é possível para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao seu acolhimento e desenvolvimento.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

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João Paulo II erige o Opus Dei como Prelatura pessoal, figura jurídica desejada por São Josemaría. Em 1962 explica: “Pus-me a trabalhar, e não era fácil: escapavam-se-me as almas como se escapam as enguias na água. Havia também a incompreensão mais brutal: porque o que hoje é já doutrina comum no mundo, então não o era (...). Era necessário criar toda a doutrina teológica e ascética, e toda a doutrina jurídica. Deparei-me com uma solução de continuidade de séculos: não havia nada. A Obra inteira era um enorme disparate aos olhos humanos. Por isso, alguns diziam que eu estava louco e que era um hereje, e tantas outras coisas”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:35

Tenho um amigo que já passou há muito a barreira da idade a que se convencionou chamar “a terceira” e que sempre me responde, quando lhe pergunto como está, “Estou vivo”. Este facto, evidente e por isso não merecedor de ser posto em destaque, é, para ele (e para os seus amigos) motivo de júbilo; é com muita alegria que afirma “Estou vivo!”.

 

Vem isto a propósito de um banal conhecimento, ou seja, o de que a vida é o valor mais alto que existe, por ser o primeiro e a condição necessária para a existência dos outros valores. De facto, a felicidade, a dignidade, a liberdade, a verdade, a coragem, a justiça e tantos outros valores universalmente reconhecidos como fontes de uma vida moral – não poderiam existir se não servissem de luz e farol a quem está vivo. A vida é, reconhecidamente, o primeiro e o mais importante valor e bem. Poucas verdades terão tão ampla, e universal concordância: todos aceitamos esta evidência e quer o ordenamento político das nações, através das respectivas Constituições, quer as instâncias supranacionais (tais como as Nações Unidas, a União Europeia e o Conselho da Europa) reconhecem expressamente o valor único da vida, ao preceituarem o direito à vida (como lapidarmente afirma a Constituição da República Portuguesa, no artigo 25, “a vida humana é inviolável”).

 

Infelizmente, e contra toda a lógica, esta formidável fortaleza da protecção e do respeito pela vida humana, abriu fendas consideráveis nos últimos anos. Em Portugal, como em outros países, a lei autorizou o abortamento em determinadas e restritivas condições, assistindo-se ao estranho malabarismo jurídico – intelectual de um Tribunal Constitucional chegar à conclusão (por maioria de um voto) de que a legalização do abortamento não ofendia a norma constitucional. A teoria do plano inclinado, segundo a qual o que se permite excepcionalmente rapidamente se torna usual, aplica-se claramente ao abortamento: inicialmente tolerado em situações especiais, tornou-se acessível a qualquer mulher nas primeiras dez semanas (e já há quem clame por um alongamento deste período) e viu alargados os prazos nas chamadas indicações.

 

No outro extremo da vida humana, na velhice, há sinais que levam a admitir como provável a proposta de leis que legalizem a eutanásia e o suicídio assistido (que para já apenas são tolerados em 2 países e 1 estado americano). O testamento vital, já em discussão na Assembleia da República, pode ser o cavalo de Tróia que permita a disfarçada introdução da eutanásia por omissão na nossa realidade nacional.

 

Assim, a vida, supremo valor, como tal reconhecida por todos, começa a ser ofendida, desprestigiada, negada. É indispensável, é necessário que todas as pessoas de boa vontade examinem estes problemas e se proclamem defensoras da vida, independentemente das suas convicções políticas ou da presença ou ausência de um credo religioso. Só assim podemos garantir a vida, a saúde, a dignidade, o bem das nossas crianças e dos nossos velhos. Para que possamos afirmar, em plena alegria, que estamos vivos.

 

(Fonte: agenciaecclesia.pt)


Walter Osswald, Professor catedrático aposentado (da Faculdade de Medicina do Porto) - Conselheiro do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa

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27
Nov 10

Na homilia antes da entrega do anel aos novos cardeais Bento XVI chamou a atenção para o facto de que já a precedente criação de purpurados tinha sido celebrada na vigília da solenidade de Cristo Rei do Universo, que conclui o ano litúrgico. E precisamente à luz desta antiga festa colocou o ministério papal e o cardinalício, que vai buscar o seu significado no enraizamento na Igreja de Roma.

 

O primeiro serviço do sucessor de Pedro é o da fé. Que contudo não é um sentimento vago ou uma fé qualquer: como Maria e como o bom ladrão, também o Papa e os cardeais devem reconhecer de facto esta singular realeza de Jesus crucificado. E, como eles, estar ao lado da cruz daquele que nela foi elevado para salvar o mundo, em vez de o convidar para descer do patíbulo, não reconhecendo a sua divindade desfigurada porque privada de glória visível: "Zombam dele, mas é também uma forma de se desculpar", explicou com delicadeza subtil Bento XVI.

 

Portanto, o do Papa e dos cardeais é um ministério difícil "porque não se alinha com o modo de pensar dos homens", ressaltou o Bispo de Roma, voltando a falar pela segunda vez, em vinte e quatro horas, da necessidade de pensar e agir segundo a "lógica da Cruz", que nunca é fácil nem prevista e não deve olhar para ideologias ou atormentar-se atrás de determinados pormenores: "Nisto devemos ser compactos, e somo-lo porque não nos une uma ideia, uma estratégia, mas o amor de Cristo e o seu Espírito Santo" expressos pelo sinal esponsal do anel". Atento como sempre aos símbolos, Bento XVI relacionou a imagem da Crucifixão gravada no anel dos cardeais com o vermelho da púrpura. De facto ambos convergem em significar a necessidade de permanecer com Maria ao lado de Jesus, que morre na cruz e dela reina sobre o universo: stat crux dum volvitur orbis. Com a única finalidade de anunciar o seu senhorio: "A primazia de Pedro e dos seus Sucessores - ressaltou - está totalmente ao serviço desta primazia de Jesus Cristo" para que o seu amor venha e transforme a terra.

 

E esta é a finalidade do livro com a entrevista ao Pontífice, que sem razão já se procura assimilar à mentalidade do mundo. "Penso - nela afirma ao contrário Bento XVI - que Deus, escolhendo como Papa um professor, tenha querido ressaltar precisamente este elemento da reflexividade e da luta pela unidade entre fé e razão". Com uma lúcida advertência: "O homem contudo não é capaz de dominar a história a partir das próprias forças". Concluindo que precisamente por isto "precisamos de Cristo que nos reúne numa comunidade, que chamamos Igreja". A qual, a exemplo do seu Senhor, quer ser amiga do homem.

 

GIOVANNI MARIA VIAN - Director

 

(© L'Osservatore Romano - 27 de Novembro de 2010)

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Que contente se deve morrer quando se viveram heroicamente todos os minutos da vida! Posso-to garantir, porque presenciei a alegria daqueles que, com serena impaciência, durante muitos anos, se prepararam para esse encontro.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 893)

 

O Senhor deu-nos a vida, os sentidos, as potências, graças sem conta. E não temos o direito de esquecer que somos, cada um, um operário, entre tantos, nesta fazenda em que ele nos colocou, para colaborar na tarefa de dar alimento aos outros. Este é o nosso sítio: dentro destes limites. Aqui temos nós de nos gastar diariamente com ele, ajudando-o no seu trabalho redentor.

 

Deixai-me que insista: o teu tempo para ti? O teu tempo para Deus! Pode ser que, pela misericórdia do Senhor, esse egoísmo não tenha entrado de momento na tua alma. Digo-te isto desde já, para estares prevenido no caso de sentires alguma vez que o teu coração vacila na fé de Cristo. Então, peço-te – pede-te Deus – que sejas fiel no teu empenhamento, que domines a soberba, que sujeites a imaginação, que não te deixes ir longe demais por leviandade, que não desertes.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 49)

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Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense

Sermão para o Advento do Senhor (PL 195, 363; PL 184, 818)

 

«Velai, pois, orando continuamente, [...] para aparecerdes firmes diante do Filho do Homem»

 

Este tempo do Advento representa as duas vindas do Senhor; em primeiro lugar, a dulcíssima vinda do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45 (44), 3), do «Desejado de todos os povos» (Ag 2, 8 [Vulgata]), do Filho de Deus que manifestou ao mundo, na carne, visivelmente, a Sua presença, de há muito esperada e desejada ardentemente por todos os Patriarcas — a vinda que O trouxe a este mundo para salvar os pecadores. Mas este tempo relembra-nos também a vinda que aguardamos com uma esperança firme e da qual devemos todos os dias relembrar-nos com lágrimas: aquela que terá lugar quando o próprio Senhor Se manifestar na Sua glória, ou seja, no dia do Juízo, quando ele Se manifestar para julgar. A Sua primeira vinda foi conhecida por muito poucos homens; na segunda, manifestar-Se-á aos justos e aos pecadores como o anuncia o profeta: «E toda a gente há-de ver a salvação de Deus» (Is 40, 5; Lc 3, 6). [...]

 

Assim, irmãos caríssimos, sigamos o exemplo dos Patriarcas, reavivemos o seu desejo e inflamemos as nossas almas com o amor e o anseio de Cristo. Bem sabeis que a celebração deste tempo foi instituída para renovar em nós este desejo que os antigos tinham pela vinda do Senhor e para que, seguindo o seu exemplo, possamos nós também suspirar pelo Seu regresso. Consideremos todo o bem que o Senhor nos alcançou com a Sua primeira vinda — quanto maiores bens nos alcançará Ele quando regressar! Com este pensamento teremos ainda maior estima pela Sua vinda passada e um maior desejo pelo Seu regresso!

 

Se quisermos a paz quando Ele vier, esforcemo-nos por acolher com fé e amor a Sua vinda passada; demoremo-nos fielmente nas obras que então nos manifestou e nos ensinou; nutramo-nos, do coração, do amor de Cristo e, por ele, do Seu desejo, para que, logo que chegue o Senhor, o Desejado de todos os povos, possamos levantar os olhos para Ele com toda a confiança.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 12:00

São Mateus 24,37-44

 

37 Assim como aconteceu nos dias de Noé, assim será também a segunda vinda do Filho do Homem.38 Nos dias que precederam o dilúvio os homens comiam e bebiam, casavam-se e casavam os seus filhos, até ao dia em que Noé entrou na arca,39 e não souberam nada até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.40 «Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e o outro será deixado.41 De duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e a outra deixada.42 «Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor.43 Sabei que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, sem dúvida, e não deixaria arrombar a sua casa.44 Por isso estai vós também preparados, porque virá o Filho do Homem na hora em que menos pensais.

publicado por spedeus às 12:00

Morre o seu pai, José Escrivá. “Vi-o sofrer com alegria, sem alardear o seu sofrimento. E vi uma valentia que foi uma escola para mim, porque depois senti tantas vezes que me faltava a terra debaixo dos pés e que o céu me caía em cima, como se fosse ficar esmagado entre duas placas de ferro. Com essas lições e a graça do Senhor, talvez eu tenha perdido em alguma ocasião a serenidade, mas poucas vezes [...]. O meu pai morreu esgotado. Tinha um sorriso nos lábios e uma simpatia especial”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 09:34

Estar preparado para Juízo Particular que ocorre logo a pós a nossa morte é uma atitude várias vezes recomendada por Jesus Cristo na Sua pregação: «Vigiai e orai; estai preparados porque não sabeis o dia nem a hora...» querendo com isto dizer-nos que é agora, hoje, e não depois, amanhã ou noutro tempo qualquer que temos de nos preparar. Sem temor, sem medo, receio ou inquietação, mas com verdadeiro espírito previdente e avisado.

 

(AMA, comentário sobre Juízo 7, 2010.10.25)

 

Publicada por ontiano em NUNC COEPI - http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

publicado por spedeus às 08:00

Recentemente em Espanha, (como cá também e por essa Europa fora), veio outra vez “à baila” na comunicação social, a obrigatoriedade que querem impor da retirada dos crucifixos das escolas, e, porque não, de todos os lugares públicos, o que será sem dúvida a próxima imposição.

 

Verdadeiramente e no fundo, no fundo, não querem retirar os crucifixos de lado nenhum, querem é retirar Jesus Cristo do crucifixo, eu seja, querem é retirar Jesus Cristo … da Cruz!

 

É que esta imagem da realidade vivida por Jesus Cristo, Nosso Senhor e nosso Deus, feito Homem, é insuportável aos desígnios, aos anseios, aos desejos daqueles que querem afirmar ao homem de hoje, que a vida é para ser vivida no ter e não no ser, é para ser vivida em todos os prazeres momentâneos, é para ser vivida sem grande esforço, no dinheiro e para o dinheiro.

 

Mas a realidade, o dia-a-dia, desmente-os em cada momento, em cada situação, em cada vida vivida.

 

Porque o homem que apenas tem, quer ter sempre mais, e por isso mesmo nada o satisfaz, pelo que nunca chega a ser, e não sendo nunca, nunca se encontra a si mesmo, mas apenas a uma imagem distorcida de si, o que o leva à infelicidade.

 

Aquele que procura apenas os prazeres, os prazeres mundanos, e deles faz a sua vida, acaba sempre por ser confrontado mais tarde ou mais cedo pelas terríveis consequências desses prazeres, desde as doenças transmitidas, às adquiridas por esses hábitos, de tal modo que esses prazeres acabam por se transformar em dor e infelicidade.

 

Aquele que vive para o dinheiro e pelo dinheiro, fecha-se em si próprio, e julgando que tudo pode, descobre mais tarde ou mais cedo que o dinheiro não lhe compra a paz, o amor, a felicidade, que esse dinheiro é coisa efémera que pode perder de um momento para o outro, e mais ainda, que o dinheiro não lhe compra nada depois da morte.

Lembra-me de alguém que dizia como epitáfio dum “homem rico”: “Era tão pobre, tão pobre, que apenas tinha dinheiro”.

 

E afinal quem foi o Único que revelou ao homem o seu caminho e lho mostrou com realidade, passando pela Cruz?

 

Foi Jesus Cristo, sem dúvida, que nunca escondeu ao homem que a vida tinha dificuldades, tinha dores, tinha tristezas, mas que era apenas passageira aqui neste mundo, pois que vivida no amor, levava pela graça de Deus à vida eterna, ao gozo eterno da perfeita felicidade.

 

Assim, Ele próprio, o Filho de Deus feito Homem, quis-se fazer igual a nós em tudo, excepto no pecado, passando pelas dores e anseios próprios do homem, (comeu e bebeu, teve fome e sede, descansou e também se cansou, alegrou-se, mas também se entristeceu e chorou), tendo sido desprezado e mal tratado pelos seus até um limite insuportável, para nos mostrar a força do amor, a força do perdão, que todos nós devemos viver quando somos ofendidos, desprezados, mal tratados, e quando também assim procedemos para com os outros.

 

Oh, como Ele seria muito mais bem aceite se naqueles momentos tivesse descido da Cruz e com o Seu poder tivesse destruído os seus algozes tomando conta do poder de então!

 

Assim seria reconhecido, sem dúvida, como um Deus poderoso, vitorioso, apenas pelo domínio exercido sobre os “pobres” mortais!

 

Mas se assim procedesse, rapidamente viriam reclamar a liberdade, pois este Deus nada permitiria, e o homem não seria livre de escolher o seu caminho.

 

Pois, mas assim Ele não seria o Deus de todos, pois aqueles que Ele destruía, também condenava, e sabemos que o nosso Deus é um Deus de comunhão e amor a todos e com todos.

 

Assim, Ele não seria o Deus de amor e perdão, o Deus que se faz pequeno na sua grandeza, o Deus que veio para servir e não para ser servido!

 

E isso é insuportável ao mundo!

 

É insuportável ao mundo que Aquele que criou, não domine sobre as criaturas, e lhes dê a liberdade de acreditarem e seguirem Aquele que as criou, podendo até renegá-Lo!

 

Isso é inadmissível num mundo que quer viver o individualismo, o egoísmo, o “passar por cima” dos outros para obter o que deseja, um mundo que vive da vingança, e em que o pedir perdão e o perdoar é visto como uma fraqueza.

 

É, sem dúvida, assim insuportável a figura d’Aquele Deus, pregado na Cruz, um Deus Todo Poderoso, que no momento da Sua Morte apenas diz: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» Lc, 23, 34

 

Por isso eu digo e repito, não é o crucifixo que os incomoda, mas sim Jesus Cristo pregado na Cruz, proclamando que o Amor, («aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.»1 Jo 4,8), é que é a vitória do homem sobre si mesmo, para se dar aos outros, encontrando e encontrando-se neles em Cristo, para Cristo e por Cristo, a razão da sua existência, a sua imagem e semelhança ao Deus que o criou.

 

Verdadeiramente e no fundo, no fundo, não querem retirar os crucifixos de lado nenhum, querem é retirar Jesus Cristo do crucifixo, querem é retirar Jesus Cristo … da Cruz

 

Monte Real, 25 de Novembro de 2010

 

Joaquim Mexia Alves

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/11/polemica-dos-crucifixos.html

publicado por spedeus às 00:03

A aparição de Nossa Senhora das Graças ocorreu no dia 27 de Novembro de 1830 a Santa Catarina Labouré, irmã de caridade (religiosa de S. Vicente Paulo). A santa encontrava-se em oração na capela do convento, em Paris (rua du Bac), quando a Virgem Santíssima lhe apareceu. Tratava-se de uma "Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso... Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés... As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas ..."

 

A Santíssima Virgem disse: "Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem ...".

 

Formou-se então em volta de Nossa Senhora um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Nisto voltou-se o quadro e eu vi no reverso a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria - o de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxeram por devoção hão de receber grandes graças".

 

O Arcebispo de Paris Dom Jacinto Luís de Quélen (1778-1839) aprovou, dois anos depois, em 1832, a medalha pedida por Nossa Senhora; em 1836 exortou todos os fiéis a usarem a medalha e a repetir a oração gravada em torno da Santíssima Virgem: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

 

Esta piedosa medalha - segundo as palavras do Papa Pio XII - "foi, desde o primeiro momento, instrumento de tão numerosos favores, tanto espirituais como temporais, de tantas curas, protecções e sobretudo conversões, que a voz unânime do povo lhe chamou desde logo Medalha Milagrosa".

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:03

«Por ser animal sociável, o homem deve aos outros quanto for necessário para a conservação da sociedade. Ora bem, não seria possível a convivência entre os homens se não se fiassem uns dos outros convencidos de que se dizem mutuamente a verdade»

 

(Suma Teológica II-II, q.109, a. 3, ad1 – São Tomás de Aquino)

 

«O mundo vive da mentira; e há vinte séculos que a Verdade veio aos homens.

É preciso dizer a verdade! E os filhos de Deus têm de fazê-lo. Quando os homens se habituarem a proclamá-la e a ouvi-la, haverá mais compreensão nesta nossa terra»

 

(Forja 130- S. Josemaría Escrivá de Balaguer)

 

Infelizmente a mentira, o faz de conta, o parece que é, mas na realidade não é, esmaga-nos constantemente, na vida política, social e económica, na publicidade e na informação, o que nos obriga a estar profundamente atentos e tentar descodificar as não-verdades que nos pretendem impingir.

 

Ora, sucede que na nossa boa-fé e por formação, não estamos muitas vezes apetrechados para nos defender, pelo que deveremos ser cautelosos e, digo-o com tristeza e mágoa, sempre à defesa sobretudo nas áreas que anteriormente identifiquei.

 

O ideal seria ter o tempo e a disponibilidade para consultar várias fontes sobre o mesmo tema, na sua impossibilidade, sejamos humildes de coração e não nos deixemos cair na tentação de comentar temas que não dominamos, para assim não contribuirmos, ainda que involuntariamente, à propagação da mentira.

 

As mensagens de correio electrónico são hoje muito utilizadas para efeitos difamatórios, pelo que jamais as deveremos reenviar a terceiros, sem ver, ouvir e ler os seus conteúdos.

 

A bem da verdade!

 

JPR

 

«… farás um inquérito, averiguarás e informar-te-ás bem. Se for verdade que essa abominação foi cometida no meio de vós»

 

(Livro do Deuteronómio 13, 15)

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publicado por spedeus às 00:01

Catecismo da Igreja Católica

§§ 672 – 677

 

«Tende cuidado convosco»

 

O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília.

 

A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente, mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a Sua autoridade» (Act 1, 7). Este advento escatológico pode realizar-se a qualquer momento. [...]

 

Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição que acompanha a sua peregrinação na Terra porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado. [...]

 

A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na Sua morte e ressurreição. O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal, que fará descer do céu o Seu Esposo (Ap 21, 25). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de juízo final, após o último abalo cósmico deste mundo passageiro.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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