«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

31
Dez 10

Quando recordares a tua vida passada, passada sem pena nem glória, considera quanto tempo perdeste, e como podes recuperá-lo: com penitência e com maior entrega.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 996)

 

Um ano que termina – já foi dito de mil modos, mais ou menos poéticos – com a graça e a misericórdia de Deus, é mais um passo que nos aproxima do Céu, nossa Pátria definitiva.

 

Ao pensar nesta realidade, compreendo perfeitamente aquela exclamação que S. Paulo escreve aos de Corinto: tempus breve est!, que breve é a nossa passagem pela terra! Para um cristão coerente, estas palavras soam, no mais íntimo do seu coração, como uma censura à falta de generosidade e como um convite constante a ser leal. Realmente é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar. Não é justo, portanto, que o malbaratemos, nem que atiremos irresponsavelmente este tesouro pela janela fora. Não podemos desperdiçar esta etapa do mundo que Deus confia a cada um de nós.

 

Pensemos na nossa vida com valentia. Por que é que às vezes não conseguimos os minutos de que precisamos para terminar amorosamente o trabalho que nos diz respeito e que é o meio da nossa santificação? Por que descuidamos as obrigações familiares? Por que é que se nos mete a precipitação no momento de rezar ou de assistir ao Santo Sacrifício da Missa? Por que nos faltará a serenidade e a calma para cumprir os deveres do nosso estado e nos entretemos sem qualquer pressa nos caprichos pessoais? Podeis responder-me: são coisas pequenas. Sim, com efeito, mas essas coisas pequenas são o azeite, o nosso azeite, que mantém viva a chama e acesa a luz.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 39–41)

publicado por spedeus às 21:00

Neste último dia do ano, o Papa Bento XVI presidiu na Basílica de S. Pedro a celebração das primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, seguida da exposição do Santíssimo Sacramento, do canto do Te Deum de agradecimento na conclusão do ano civil, e da bênção eucarística.

Na homilia o Papa recordou que a Igreja de Roma está empenhada na ajuda a todos os baptizados a viverem fielmente a vocação que receberam e a testemunhar a beleza da própria fé.

 

Para sermos discípulos autênticos de Cristo - disse depois Bento XVI, uma ajuda essencial chega-nos da meditação quotidiana da Palavra de Deus que como escreveu na recente Exortação apostólica Verbum Domini está na base da autentica espiritualidade cristã. Foi por isso que o Papa quis uma vez mais encorajar a cultivar uma relação intensa com Ela, em particular através da lectio divina para ter aquela luz necessária para discernir os sinais de Deus no tempo presente e proclamar eficazmente o Evangelho.

 

Bento XVI salientou que o lugar privilegiado da escuta da Palavra de Deus é a celebração da Eucaristia. E recordou que o convénio diocesano de Junho passado no qual participou quis evidenciar a centralidade da Santa Missa dominical na vida de cada comunidade cristã e deu indicações para que a beleza dos mistérios divinos possam resplandecer mais e melhor no acto celebrativo e nos frutos espirituais que deles derivam

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 18:06

publicado por spedeus às 18:00

O teólogo português João Duque considera que “a erradicação do religioso da esfera pública pode ser interpretada como uma violência” que não respeita as opções pessoais dos membros de uma sociedade.

 

A respeito da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz de 2011, sobre a liberdade religiosa, que se celebra neste dia 1 de Janeiro, Duque considera ser “absolutamente ilegítimo que cristãos sejam interditos de fazer a sua opção crente específica e de a acompanhar de práticas correspondentes”, indica.

 

O professor de Teologia da UCP considera que, em relação ao respeito pela liberdade religiosa, a Igreja Católica fez “um caminho que agora se torna claro e que já não pode recuar quanto a essa clareza”.

 

«Liberdade Religiosa, caminho para a paz» é o tema da 44ª Jornada Mundial da Paz, 1 de 1 de Janeiro de 2011.

 

João Duque, secretário da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo, cita a mensagem papal, na qual Bento XVI escreve que “o direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada”.

 

Para este responsável, “não haverá paz verdadeira sem o respeito por esta liberdade fundamental”, que pode ser violada “através da proibição explícita de opções religiosas contrárias às dominantes socialmente” ou de “uma «expulsão» aberta ou subtil da dimensão religiosa de toda a vida pública das sociedades”.

 

Maria da Garcia, professora da Faculdade de Direito da UCP, escreve por seu lado que a liberdade religiosa é um “bem público”.

 

Para esta especialista, é necessário “dizer que a liberdade religiosa é um bem ou valor universal, enquanto dele participam todos os homens”, tal como “dizer que a liberdade religiosa é um bem ou valor público, enquanto sobre ele se edificam as diferentes comunidades humanas”.

 

“Uma evidência se torna também o reconhecimento da necessidade de conferir um especial estatuto de garantia à liberdade religiosa, já que esta liberdade é, na sua essência, a afirmação da própria dignidade humana, o fundamento primeiro das demais liberdades”, acrescenta.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 12:28

Sabem qual é o nosso problema? É que não gostamos de sacrifícios. Achamos que a vida só é boa quando não há contrariedades, quando nos distraímos, quando rimos com os amigos ou fazemos aquilo que nos apetece. Mas que grande ilusão!...

 

Bem sabemos que não é assim, que não existe esperança, nem beleza, nem bondade, nem justiça, nem amor, nem relações verdadeiras sem sacrifício.

 

Assim, a terminar este ano, desejo, a todos, um óptimo 2011 sem ilusões. Um ano cheio de vida verdadeira, leal, fecunda, sincera. E, portanto, com sacrifícios. Por isso, provavelmente, a crise vai fazer-nos bem, porque terá o mérito de nos reconduzir às coisas verdadeiramente importantes da vida.

 

Se assim for, podemos vir a ser melhores pessoas e, até mesmo, finalmente, vir a mudar Portugal.

 

Aura Miguel

 

Nota de JPR: Muito obrigado Aura por mais esta lição de lucidez cristã, que o Senhor a abençoe hoje e sempre.

publicado por spedeus às 08:49

Estar sempre preparados para esperar o Senhor (JPR)

 

Aproxima-se o fim do ano de 2010 e como tal o começo do novo ano de 2011.

 

Muitos aproveitam estes tempos de final e recomeço de ano para passarem mensagens “apocalípticas” de cenários de “fim do mundo”, de desgraças eminentes, de castigos e vinganças “divinas”, como se houvesse na nossa vida, na vida do mundo, uma hora marcada para tal acontecer.

 

O que sabemos sobre isso é tão pouco, que se resume praticamente a isto:

«Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe: nem os anjos do Céu nem o Filho; só o Pai.» Mt 24, 36

 

Importante sim é estar preparado, porque esse dia e essa hora, para cada um de nós, pode ser em qualquer momento, seja fim de ano, ou não.

 

E isso leva-nos a outra reflexão, que é o colocarmo-nos perante as promessas que tantas vezes fazemos a nós próprios, (e às vezes até a Deus), de tantas mudanças que nos propomos fazer no ano que está a chegar.

 

Mas se vamos fazer mudanças na nossa vida, é porque alguma coisa está mal!

Então porquê esperar para mudar o que está mal? Porque não começar já, aqui e agora essa mudança?

 

Porque se alguma coisa está mal na nossa vida e não a mudarmos já, podemos “ser apanhados” desprevenidos antes do tal começo do novo ano, e partirmos deste mundo agarrados à “coisa má” e não à “coisa boa”!

 

A mudança que eu preciso fazer na minha vida, e que julgo todos temos de fazer, é amarmos e confiarmos cada vez mais em Deus, e dispormo-nos a fazer mais a Sua vontade do que a nossa, colaborando com a nossa entrega em família, no trabalho, no lazer, na construção de um mundo melhor, mais fraterno, mais de Deus, com Deus e para Deus, num permanente testemunho de vivência da fé cristã católica.

 

E para isso, é só preciso fazermos de nós próprios “barro mole”, pronto a ser moldado pelas mãos de Deus, porque é Ele mesmo que nos diz, precisamente no Livro do Apocalipse:

«Eu renovo todas as coisas.» Ap 21,5

 

Um bom Ano Novo para todos, cheio das bençãos de Deus.

 

Marinha Grande, 31 de Dezembro de 2010

 

Joaquim Mexia Alves

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/12/ano-velho-2010-ano-novo-2011.html

publicado por spedeus às 08:04

No último dia do ano de 1973, diz: “Hoje daremos graças ao Senhor, pelos benefícios que recebemos no ano que termina. Para o que começa, vendo como estão as coisas deste mundo em que vivemos e o modo de proceder de tanta gente, queremos ter a rectidão de intenção de sermos humildes, de voltarmos sempre à verdade e de nos agarrarmos com mais força a Nosso Senhor. Pedir-me-eis talvez outras palavrinhas para este ano que vem, e eu desejaria antes que nos decidíssemos a servir de verdade, completamente. Então, dir-vos-ei, concretizando: servite Domino in laetitia! (“servi ao Senhor com alegria!”); e também: gaudete in Domino semper! (“alegrai-vos sempre no Senhor!”).

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 07:10

«O acto de fé é um acto profundamente pessoal, ancorado na mais íntima profundeza do ser humano. Mas, precisamente porque é inteiramente pessoal, é também um acto de comunicação. Na sua essência mais profunda, o eu relaciona-se com o tu e vice-versa, a relação real, que se torna “comunhão”, só pode nascer na profundeza da pessoa.»

 

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

publicado por spedeus às 00:02

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publicado por spedeus às 00:01

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo

Sermão 10, sobre o Natal do Senhor, PL 57, 24 (a partir da trad. Année en fêtes, Migne 2000, p. 78 rev.)

 

«Nascido do Pai antes de todos os séculos [...] fez-Se homem [...] e nasceu da Virgem Maria (Credo)

 

Caríssimos irmãos, há dois nascimentos em Cristo, e tanto um como o outro são a expressão de um poder divino que nos ultrapassa absolutamente. Por um lado, Deus gera o Seu Filho a partir de Si mesmo; por outro, Ele é concebido por uma virgem por intervenção de Deus. [...] Por um lado, Ele nasce para criar a vida; por outro, para eliminar a morte. Ali, nasce de Seu Pai; aqui, é trazido ao mundo pelos homens. Por ter sido gerado pelo Pai, está na origem do homem; por ter nascido humanamente, liberta o homem. Uma e outra formas de nascimento são propriamente inexprimíveis e ao mesmo tempo inseparáveis. [...]

 

Quando ensinamos que há dois nascimentos em Cristo, não queremos com isto dizer que o Filho de Deus nasça duas vezes; mas afirmamos a dualidade de natureza num só e mesmo Filho de Deus. Por um lado, nasceu Aquele que já existia; por outro, foi produzido Aquele que ainda não existia. O bem-aventurado evangelista João afirma isto mesmo com as seguintes palavras: «No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus»; e ainda: «E o Verbo fez-Se homem».

 

Assim, pois, Deus, que estava junto de Deus, saiu Dele, e a carne de Deus, que não estava Nele, saiu de uma mulher. Assim, o Verbo fez-Se carne, não de maneira que Deus Se diluísse no homem, mas para que o homem fosse gloriosamente elevado em Deus. É por isso que Deus não nasce duas vezes; mas, por estes dois géneros de nascimentos – a saber, o de Deus e o do homem –, o Filho único do Pai quis ser, a um tempo, Deus e homem na mesma pessoa: «E quem poderá contar o Seu nascimento?» (Is 53, 8 Vulg)

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

São João 1,1-18

 

1 No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.2 Estava no princípio com Deus.3 Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada foi feito.4 N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens,5 e a luz resplandeceu nas trevas, mas as trevas não O receberam. 6 Apareceu um homem enviado por Deus que se chamava João.7 Veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.8 Não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.9 O Verbo era a luz verdadeira, que vindo a este mundo ilumina todo o homem.10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não O conheceu.11 Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam.12 Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêem no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus;13 eles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo fez-Se carne, e habitou entre nós; e nós vimos a Sua glória, glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.15 João dá testemunho d'Ele e clama: «Este era Aquele de Quem eu disse: O que há-de vir depois de mim é mais do que eu, porque existia antes de mim».16 Todos nós participamos da Sua plenitude, e recebemos graça sobre graça;17 porque a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo.18 Ninguém jamais viu a Deus; o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer.

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30
Dez 10

Admira a bondade do nosso Pai Deus: não te enche de alegria a certeza de que o teu lar, a tua família, o teu país, que amas com loucura, são matéria de santidade?

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 689)

 

 

Comove-me que o Apóstolo qualifique o matrimónio cristão como "sacramentum magnum", sacramento grande. Também daqui deduzo que o trabalho dos pais de família é importantíssimo.

 

– Participais do poder criador de Deus e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual Nosso Senhor, na sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.

 

Cada filho que Deus vos concede é uma grande bênção divina: não tenhais medo aos filhos!

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 691)

 

 

Nas minhas conversas com tantos casais, insisto em que, enquanto eles viverem e os filhos também viverem, devem ajudá-los a ser santos, sabendo que na terra ninguém será santo. Não faremos mais que lutar, lutar e lutar.

 

E acrescento: – Vós, mães e pais cristãos, sois um grande motor espiritual, que manda aos vossos filhos fortaleza de Deus para essa luta, para vencer, para que sejam santos. Não os defraudeis!

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 692)

 

 

Não tenhas medo de querer bem às almas, por Ele; e não te importes de amar ainda mais aos teus, sempre que, querendo-lhes muito, o ames a Ele milhões de vezes mais.

 

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 693)

publicado por spedeus às 21:00

Querido Jesus ainda nem há uma semana nascestes e já Te estou a pedinchar, mas como sabes estou precisado da Tua ajuda, para ultrapassar os problemas que me assolam.

 

Problemas? Com que direito Te falo de problemas, quando há milhões e milhões de seres humanos em grande sofrimento e eu comparativamente estou bem.

 

Bem! Está certo, há um certo exagero, bem, bem não estarei, senão não Te estaria a pedir ajuda ou então estarei já tontinho de todo.

 

Olha, deixo ao Teu infinitamente misericordioso critério e julgamento as razões da minha prece.

 

Deves andar muitíssimo ocupado com tanta miséria, no seu sentido mais lato da palavra, que grassa neste mundo, pelo que se puderes por intercessão de Nossa Senhora, do meu Anjo da Guarda e dos Santos da minha devoção, se de tal me achares credor, ajuda-me por favor.

 

Amo-te muito, todo o bem que tenho recebido ao longo da vida, mesmo quando vindo de terceiros, veio de Ti e só tenho pena de ainda não poder dizer como Paulo «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gal 2,20) ainda sou demasiado frágil e de um barro de finíssima espessura.

 

(JPR)

publicado por spedeus às 20:45

publicado por spedeus às 18:00

Bento XVI aprovou esta quinta feira quatro novas leis para prevenir e combater actividades ilegais no campo financeiro e monetário no Estado da Cidade do Vaticano e nas instituições da Santa Sé.

 

No documento (Motu Proprio), o Papa cria uma “Autoridade de Informação Financeira”, para garantir maior transparência nas finanças da Santa Sé (órgão de governo da Igreja Católica) e combater o crime económico.

 

“Muito oportunamente, a comunidade internacional dota-se cada vez mais de princípios e instrumentos jurídicos que permitam prevenir e combater o fenómeno da lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”, assinala o Papa.

 

Nesse sentido, acrescenta, “a Santa Sé aprova esse compromisso e entende assumir essas regras na utilização dos recursos materiais que servem para o cumprimento da sua própria missão e das obrigações do Estado da Cidade do Vaticano”.

 

A nova legislação resulta de uma Convenção Monetária com a União Europeia, assinada em Dezembro em 2009, segundo o qual a Santa Sé teria de adoptar, até 31 de Dezembro 2010, as medidas necessárias para aplicar as regras comunitárias sobre a prevenção e combate ao branqueamento de capitais oriundos de actividades criminosas e do financiamento do terrorismo.

 

Na sua carta, Bento XVI assinala ainda que a “paz está ameaçada”, numa sociedade cada vez mais globalizada, também pelo “uso impróprio do mercado e da economia”.

 

O Papa condena a “violência terrível e destruidora que o terrorismo perpetra, causando morte, sofrimentos, ódio e instabilidade social”.

 

A primeira das novas leis diz respeito à “prevenção e combate da lavagem de dinheiro proveniente de actividades criminosas e do financiamento do terrorismo”.

 

As outras leis visam as “fraudes e contrafacção de notas e moedas de euro”, bem como a “substituição e retirada” das notas e os “valores unitários e especificações técnicas” para as moedas de euros destinadas à circulação.

 

No caso da lavagem de dinheiro, estão previstas sanções penais e multas para actividades criminosas e promove-se a "cooperação internacional".

 

Em comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano assegura que as normas vão assegurar uma “verificação adequada” das movimentações financeiras e um registo dos dados, relatando “transacções suspeitas”.

 

As posições do Papa e da Santa Sé são conhecidas poucas semanas depois de os tribunais italianos terem ordenado o “sequestro” de 23 milhões de Euros do Instituto para as Obras Religiosas (IOR), instituição bancária do Vaticano, considerando que o mesmo teria omitido a identificação dos beneficiários e a razão para as movimentações de capital.

 

O comunicado oficial assegura que as novas leis se aplicam ao IOR, confirmando uma “firme intenção de operar de acordo com os princípios e critérios que são internacionalmente reconhecidos”.

 

A Secretaria de Estado do Vaticano acrescenta que a “Autoridade de Informação Financeira, agora instituída, é uma instância autónoma que verificará “cada sujeito, legal e físico, entidade e instituição de qualquer natureza” do Estado, da Cúria Romana e das instituições e entidades dependentes da Santa Sé.

 

A legislação sobre lavagem de dinheiro entra em vigor no dia 1 de Abril de 2011 e abre as portas para a entrada do Vaticano na chamada “lista branca” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Grupo de Acção Financeira Internacional (GA, que inclui os Estados que respeitam as normas contra branqueamento de capitais.

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 14:04

“Todos os pecados da tua vida parecem ter-se posto de pé. – Não desanimes. – Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma”, anota hoje.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 07:37

Joana Bouça é mãe de 2 filhos e supranumerária do Opus Dei. Neste artigo, fala como S. Josemaría a ajudou após um acidente aparatoso que sofreu há 12 anos atrás.

 

Há 12 anos atrás fui monitora das actividades de férias de um clube juvenil da Obra. No dia em que fomos fazer vela algo aconteceu que mudou a minha vida para sempre. No final da actividade íamos tirar uma fotografia viradas para a marina quando o varão de protecção cedeu e eu caí de uma altura aproximada de 6m batendo com as costas no pontão de madeira.

 

Após 3 cirurgias conseguiram estabilizar a coluna e passado uns tempos voltei a andar. Nos dias a seguir ao acidente costumavam entrar médicos desconhecidos no meu quarto e a conversa era sempre a mesma Quem é o teu Santo? São Josemaría Escrivá dizia eu. Então tens muito que lhe agradecer por conseguires mover as pernas depois de uma queda destas! No dia em que caí antes de sair do clube para irmos fazer vela rezei uma pagela a São Josemaría para que tudo corresse bem…e correu!

 

Recentemente fui mãe pela segunda vez. Devido ao acidente que contei tenho a coluna fibrosada o que se traduziu no primeiro parto num efeito reduzido da anestesia epidural.

 

Desta vez o trabalho de parto desenvolveu-se tão rapidamente que não deu tempo de administrar a epidural o que significa que até dessa pequena ajuda fui privada. No período expulsivo o bebé não saía porque embatia na sínfise púbica e depois de puxar inúmeras vezes sem anestesia como referi comecei a pedir a São Josemaría que o fizesse nascer por parto normal até à 1h da manhã pois estava a ficar exausta. Estive quase para ir para cesariana mas à 1h2min o Joãozinho nasceu!

 

Nos dias seguintes tive mais uns sustos pois pensava-se que o bebé teria que ficar internado uma semana para fazer antibioterapia e fototerapia. Mais uma vez recorri a São Josemaría e não foi preciso nenhum dos dois tratamentos pelo que fomos para casa ao fim de dois dias!

 

Joana Bouça, Porto

 

(Fonte: opusdei.pt)

publicado por spedeus às 07:00

«Nisto se demonstra a grande responsabilidade dos cristãos de hoje. Eles deviam ser pontos de referência da fé, enquanto pessoas que sabem de Deus, e demonstrar, com as suas vidas, a fé como verdade para assim se tornarem marcos para os outros.»

 

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

publicado por spedeus às 00:03

publicado por spedeus às 00:02

publicado por spedeus às 00:02

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja

2ª homilia sobre o Cântico dos Cânticos, §8 (a partir da trad. Seuil 1953, p. 98)

 

Pôs-se a louvar a Deus e a falar do Menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

 

Ó rebento de Jessé, Tu que és um sinal para todos os povos, quantos reis e profetas desejaram ver-Te e não Te viram! Feliz daquele que, na sua velhice, foi cumulado com o dom divino da Tua vinda! Ele tremeu em desejo de ver o sinal, viu-o e alegrou-se. Tendo recebido o beijo da paz, deixou este mundo com a paz no coração, não sem antes proclamar que Jesus tinha nascido para ser um sinal de contradição. E essa profecia cumpriu-se: mal apareceu, o sinal da paz foi contraditado, mas por aqueles que têm ódio à paz. Porque Ele é a paz para os homens de boa vontade, mas para os mal intencionados é pedra de tropeço. Herodes perturbou-se, e toda a Jerusalém com ele. O Senhor veio a ele, mas os Seus não o receberam. Felizes os pobres pastores que, velando na noite, foram considerados dignos de ver este sinal!

 

Já nesse tempo Ele Se escondia aos pretensos sábios e prudentes, revelando-Se aos humildes. Aos pastores, o anjo disse: «Eis o sinal para vós.» Ele é para vós, os humildes e obedientes, para vós que não vos jactais de ciência orgulhosa, mas que velais noite e dia, meditando na lei de Deus. Eis o sinal para vós! Aquele que os anjos prometiam, Aquele que os povos reclamavam, Aquele que os profetas anunciaram. [...]

 

Eis, pois, o sinal para vós; mas sinal de quê? De perdão, de graça, de paz, duma paz que não terá fim. Eis o sinal para vós: um Menino envolto em panos e reclinado numa manjedoura. Mas Deus está Nele, reconciliando o mundo Consigo. [...] Este Menino é o beijo de Deus, o Mediador entre Deus e os homens, Jesus homem e Cristo, que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

publicado por spedeus às 00:01

São Lucas 2,36-40

 

36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com o seu marido, após o seu tempo de donzela,37 e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações.38 Ela também, vindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção.39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.40 O Menino crescia e fortificava-Se, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.

publicado por spedeus às 00:00

29
Dez 10

Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário... Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima; mais que no estábulo, e que em Nazaré, e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A "nossa" Missa, Jesus...)

 

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 533)

 

Meus filhos, pasmai agradecidos ante este mistério e aprendei: todo o poder, toda a formosura, toda a majestade, toda a harmonia infinita de Deus, com as suas grandes e incomensuráveis riquezas – todo um Deus – ficou escondido na Humanidade de Cristo para nos servir. O Omnipotente apresenta-se decidido a ocultar por algum tempo a sua glória, para facilitar o encontro redentor com as suas criaturas.

 

Escreve o evangelista S. João: ninguém jamais viu Deus; o Filho Unigénito que está no seio do Pai é que o deu a conhecer, comparecendo ante o olhar atónito dos homens: primeiro, como um recém-nascido, em Belém; depois, como um menino igual aos outros; mais tarde, no Templo, como um adolescente, inteligente e vivo; e, por fim, com aquela figura amável e atraente do Mestre que movia os corações das multidões que o acompanhavam entusiasmadas.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 111)

publicado por spedeus às 21:00

publicado por spedeus às 16:32

Na ultima audiência geral de 2010 no Vaticano, Bento XVI convidou nesta quarta feira os cristãos a deixarem-se “guiar sempre por Deus”

 

Numa catequese dedicada á santa italiana Catarina de Bolonha (1413-1463), o Papa disse que os fiéis são chamados a “cumprir todos os dias” a vontade de Deus, “mesmo se, muitas vezes, não corresponde aos nossos projectos”.

 

“Nesta perspectiva, santa Catarina convida-nos a redescobrir o valor da virtude da obediência”, afirmou.

 

Santa Catarina de Bolonha foi canonizada pelo Papa Clemente XI, em 1712.

 

Estas as palavras de Bento XVI falando em português:

 

Queridos irmãos e irmãs,

O século XV conheceu uma mulher de vasta cultura, mas muito humilde: Santa Catarina de Bolonha, cidade onde nasceu e onde voltou na fase final da vida, para fundar um mosteiro da sua Família Religiosa, inspirada na regra de Santa Clara de Assis. Catarina deixou-nos um belo programa de vida espiritual, na sua obra As Sete Armas Espirituais, que são: procurar solicitamente cumprir o bem; acreditar que, sozinhos, não poderemos jamais fazer algo de verdadeiramente bom; confiar em Deus e, por amor d’Ele, nunca temer a batalha contra o mal, tanto fora como dentro de nós mesmos; meditar muitas vezes nos factos e nas palavras da vida de Jesus, sobretudo na sua paixão e morte; recordar-nos que temos de morrer; manter viva na mente a lembrança dos bens do Paraíso; ter familiaridade com a Sagrada Escritura, trazendo-a sempre no coração, para que oriente todos os nossos pensamentos e acções.

* * *

Amados peregrinos de língua portuguesa, que viestes junto do túmulo de São Pedro renovar a vossa profissão de fé: a minha saudação de boas vindas para todos vós, em particular para o grupo de Escuteiros de Penedono, desejando-vos abundantes dons de graça e paz do Deus Menino, que imploro para vós e vossas famílias com a minha Bênção Apostólica.


(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 16:28

Hoje acontece pela rua, algo que dará origem ao ponto n. 2 de Caminho. Anota-o no dia seguinte: “Na rua de Santa Engrácia, quando ia a casa de Romeo, lendo o cap. segundo de São Lucas, que era o que me correspondia ler, encontrei um grupo de operários. Ainda que eu fosse embrenhado na minha leitura, ouvi que diziam em voz alta algo, sem dúvida perguntando o que iria a ler o padre. E um daqueles homens respondeu também em voz alta: “a vida de Jesus Cristo”. Como os meus evangelhos são um livro pequeno, que trago sempre no bolso, e as capas estão forradas com pano, aquele operário acertou na sua resposta, mais que por casualidade, por providência. E pensei e penso que oxalá fossem tais as minhas atitudes e as minhas palavras que todos pudessem dizer ao ver-me ou ao ouvir-me falar: este lê a vida de Jesus Cristo.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 07:06

 

Perdoem-me uma breve nota de amor, que me atrevo de apelidar filial, mas além dos Santos mostrados no vídeo, São Josemaría Escrivá de Balaguer teve e tem um grande relevo na história recente da nossa amada Igreja.

 

Obrigado!

 

(JPR)

publicado por spedeus às 00:02

«Um crente que se deixa formar e conduzir na fé da Igreja deveria ser, com todas as suas fraquezas e todas as suas dificuldades, uma janela para a luz de Deus vivo, e se verdadeiramente o crê também o é de facto. Contra as forças que sufocam a verdade, contra este muro de preconceitos que em nós bloqueia o olhar para Deus, o crente deveria ser uma força antagonista.»

 

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

publicado por spedeus às 00:01

publicado por spedeus às 00:01

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Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110), bispo e mártir

Carta aos Romanos, 5-7 (a partir da trad. Quéré, Les Pères apostoliques, Seuil 1980, p. 136)

 

«Agora, Senhor, segundo a Tua palavra, deixarás ir em paz o Teu servo»

 

Hoje, começo a ser discípulo. Que criatura alguma, visível ou invisível, me impeça de ir ter com Jesus Cristo. [...] Nem os mais cruéis suplícios me perturbam, a única coisa que desejo é estar com Jesus Cristo. De que me servem as doçuras deste mundo e os impérios da terra? Mais vale morrer por Cristo Jesus que reinar até aos confins do universo. É a Ele que procuro, a Ele que morreu por nós; é a Ele que desejo, a Ele que ressuscitou por nós.

 

Aproxima-se o momento do meu nascimento. [...] Deixai-me abraçar a luz puríssima. Nessa altura, serei um homem. Permiti-me imitar a paixão do meu Deus. [...] Os meus desejos terrenos estão crucificados, já não tenho em mim fogo para amar a matéria, mas apenas a «água viva» (Jo 7, 38) que murmura e me segreda ao coração: «Vem para junto do Pai.» Não quero continuar a saborear os alimentos perecíveis nem as doçuras desta vida. É do pão de Deus que tenho fome, da carne de Jesus Cristo, Filho de David, e como bebida quero o Seu sangue, que é o amor incorruptível.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Lucas 2,22-35

 

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-n'O a Jerusalém para O apresentar ao Senhor23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”,24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”.25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor.27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito,28 ele tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo:29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra;30 porque os meus olhos viram a Tua salvação,31 que preparaste em favor de todos os povos;32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo».33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam.34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição.35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos».

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28
Dez 10

Diante de Deus, que é Eterno, tu és uma criança mais pequena do que, diante de ti, um miúdo de dois anos. E, além de criança, és filho de Deus. – Não o esqueças.

 

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 860)

 

Se reparardes bem, é muito diferente a queda de uma criança e a queda de uma pessoa crescida. Para as crianças, uma queda, em geral, não tem importância; tropeçam com tanta frequência! E se começam a chorar, o pai lembra-lhes: os homens não choram. Assim se encerra o incidente com o empenho do miúdo por contentar o seu pai.

 

(…) Se procurarmos portar-nos como eles, os tropeções e os fracassos – aliás inevitáveis – na vida interior, nunca se transformarão em amargura. Reagiremos com dor, mas sem desânimo, e com um sorriso que brota, como a água límpida, da alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria infinita, dessa misericórdia, que é o nosso Pai. Aprendi durante os meus anos de serviço ao Senhor a ser filho pequeno de Deus. E isto vos peço: que sejais quasi modo geniti infantes, meninos que desejam a palavra de Deus, o pão de Deus, o alimento de Deus, a fortaleza de Deus para se comportarem de agora em diante, como homens cristãos.

 

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 146)

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Escreve, absorto em oração: “Ó Jesus – dir-lhe-ei – quero ser uma fogueira de loucura de Amor! Quero que a minha simples presença seja bastante para incendiar o mundo, em muitos quilómetros em redor, com um incêndio inextinguível. Quero saber que sou teu. Depois, venha a Cruz : nunca terei medo da expiação... Sofrer e amar. Amar e sofrer. Magnífico caminho! Sofrer, amar e acreditar: fé e amor. Fé de Pedro. Amor de João. Zelo de Paulo”.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

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«: … o ser humano em devir (de novo ao contrário do animal) depende tão profundamente do seu “estar-com” outros seres humanos que só através desse próximo, normalmente a mãe, desperta para a sua auto-consciência. No sorriso desvela-se-lhe o facto de haver um mundo em que ele é recebido, em que é bem-vindo, e, nesta experiência primordial, pela primeira vez, toma consciência de si próprio. Este acontecimento fundamente de toda a existência humana, cujo alcance só no nosso tempo passou a ser apreciado como merece, acompanha as restantes funções do crescimento e da educação: a alimentação e o cuidado da criança, a sua introdução no mundo e respectiva tradição histórica. Muito antes da aprendizagem da fala se desenvolve um diálogo sem palavras entre mãe e filho na base do “estar-com-os-outros” (Mitsein) constitutivo para cada ser humano consciente.

 

Isto diz, pois, que também Jesus deve principalmente a sua mãe a sua autoconsciência humana, se não quisermos admitir que, como criança prodígio sobrenatural, ele não devesse essa consciência a ninguém. Mas isso seria pôr em causa a sua humanidade verdadeira»

 

(Hans Urs von Balthasar in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)

 

 

Desculpem-me o atrevimento, mas releiam o trecho de Mons. Von Balthasar e reparem como as palavras aparentemente mais simples, são de uma profundidade que nos convidam à reflexão mais aprofundada e daí a um maior amor, neste caso à nossa Mãe a Virgem Santíssima e chegando através dela a Jesus Cristo Nosso Senhor.

 

(JPR)

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O Deuteronómio dá-nos uma resposta muita simples: ‘escolhe a vida’ significa ‘escolhe Deus’. Pois Ele é a vida. «Se tu …. Amares o teu Deus, andares nos Seus caminhos e guardares os Seus mandamentos, então terás a vida». (Dt 30,16). Escolha a vida – escolhe Deus!

 

(A Caminho de Jesus Cristo – Joseph Ratzinger)

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Eusébio Galicano (século V), monge, depois bispo

Sermão 219; PL 39, 2150 (a partir da trad. Solesmes, Lectionnaire, t. 1, p. 1097 rev.)

 

«Onde está o Rei dos judeus, que acaba de nascer?» (Mt 2, 2)

 

Herodes, o rei traidor, enganado pelos magos, envia os seus esbirros a Belém e arredores, para matar todas as crianças com menos de dois anos. [...] Nada porém conseguiste obter, bárbaro cruel e arrogante: podes fazer mártires, mas não conseguirás encontrar a Cristo. O infeliz tirano estava convencido de que o advento do Senhor, nosso Salvador, o faria cair de seu trono real. Mas não foi assim, pois Cristo não tinha vindo usurpar a glória de outro, mas ofertar-nos a Sua. Ele não tinha vindo apoderar-Se de um reino terreno, mas dar-nos o Reino dos Céus. Ele não tinha vindo roubar dignidades, mas sofrer injúrias e sevícias. Ele não tinha vindo preparar a sagrada cabeça para um diadema de pedrarias, mas para uma coroa de espinhos. Ele não tinha vindo para se instalar gloriosamente acima dos ceptros, mas para ser ultrajado e crucificado.

 

Ao nascimento do Senhor, «o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele» (Mt 2, 3). Não é de espantar que a impiedade se perturbe com o nascimento da bondade. Eis que um homem que domina exércitos se assusta diante de uma criança deitada numa manjedoura, que um rei orgulhoso treme diante do humilde, que aquele que se veste de púrpura receia um pequenino envolto em panos. [...] Fingiu querer adorar Aquele que procurava destruir (Mt 2, 8). Mas a Verdade não receia as emboscadas da mentira. [...] A traição não consegue encontrar a Cristo, porque não é pela crueldade, mas pelo amor, que se deve procurar a Deus, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Ámen.

 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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São Mateus 2,13-18

 

13 Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar».14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”. 16 Então Herodes, percebendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo, e mandou matar, em Belém e em todos os seus arredores, todos os meninos de idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. 17 Cumpriu-se então o que estava anunciado pelo profeta Jeremias: 18 “Uma voz se ouviu em Ramá, pranto e grande lamentação; Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem”.

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27
Dez 10

Repara bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de eleição, a uma vida eterna.

 

(São Josemaría Escrivá - Forja, 13)

 

Permiti-me que volte de novo à naturalidade, à simplicidade da vida de Jesus, que já vos tenho feito considerar tantas vezes. Esses anos ocultos do Senhor não são coisa sem significado, nem uma simples preparação dos anos que viriam depois, os da sua vida púbica. Desde 1928 compreendi claramente que Deus deseja que os cristãos tomem exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente a sua vida escondida, a sua vida de trabalho corrente no meio dos homens: o Senhor quer que muitas almas encontrem o seu caminho nos anos de vida calada e sem brilho. Obedecer à vontade de Deus, portanto, é sempre sair do nosso egoísmo; mas não tem por que se traduzir no afastamento das circunstâncias ordinárias da vida dos homens, iguais a nós pelo seu estado, pela sua profissão, pela sua situação na sociedade.

 

Sonho – e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais, anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso de lhes gritar esta verdade divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tenha esquecido de vós; não é porque o Senhor vos não tenha chamado; convidou-vos a permanecer nas actividades e nas ansiedades da Terra, porque vos fez saber que a vossa vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias aos seus desígnios divinos, mas que Ele as santificou como oferenda gratíssima ao Pai!

 

(São Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 20)

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publicado por spedeus às 18:00

Quando me propuseram falar novamente do Natal nesta série de conferências mensais, o primeiro título que me ocorreu foi este - «É Deus que nos pede esmola». Porque me veio à mente esta frase? Suponho que foi porque neste Natal há tanta gente que tem de recorrer à esmola e tanta gente que procura generosamente atender a essa dolorosa necessidade dos outros! Vi Nosso Senhor a pedir esmola também e a agradecer a esmola que Lhe dermos, a Ele directamente e a todos os que passam fome e com quem Ele Se identifica: «Porque tive fome e me destes de comer, sede e me destes de beber, estava nu e me vestistes…», enfim, porque «tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes…» (Mt 25, 35 e 40)

 

É um grande mistério, que a todos nos comove: o próprio Deus, Deus Criador e Omnipotente, a pedir e a agradecer esmolas das suas criaturas!

 

Porque me lembrei de dar este título para a conferência de Natal? Foi uma espécie de inspiração poética: como o primeiro verso de um poema. Assim costumam fazer os poetas, incluindo os maus poetas, como eu. Vem-nos à ideia um frase qualquer, quase sem querermos, e sentimos que fica à espera de desenvolvimentos; como se fosse uma semente a criar raízes no pensamento e a crescer dentro de nós, até se exteriorizar coerentemente… O poeta vê-se obrigado a segui-la; não pode fazer do primeiro verso o que quiser; tem de adivinhar o que essa frase entranha, até dar à luz o fruto correspondente.

 

Ora, o que queria eu dizer com essa frase? Queria dizer certamente o que está mesmo a dizer: que Deus nos pede esmola. É uma verdade estranha, mas é evidente; e, quanto mais evidente, mais estranha parece. Não veio Ele pedir-nos licença de entrar neste nosso mundo? Ele, que é o Senhor do mundo; Ele, «em Quem nós nos movemos, existimos e somos» (Act 17, 28); Ele que nos criou e nos mantém na existência; Ele, Deus todo-poderoso, não envia porventura um embaixador insigne, um Príncipe celestial, a pedir a uma menina de Nazaré a esmola de O receber no seu seio?

 

Que mistério maravilhoso! Estabelece-se um diálogo diplomático; ela pergunta em que condições o Senhor deseja ser concebido; é esclarecida; e, com a maior simplicidade, responde que sim. Sim, Senhor Embaixador, aceito Deus como meu Filho. Pode entrar no meu seio desde já. «Faça-se em mim, segundo a tua palavra» (Lc 1, 38).

 

Porque é que o Senhor é tão cerimonioso e delicado? Porque precisa de nos pedir licença para encarnar?

 

Reparai: que diferença há entre a filiação humana e a procriação animal? Entre a filiação humana e a procriação animal existe mesma diferença que há entre o homem e o animal: a consciência e a liberdade. A geração humana é consciente e livre; a procriação animal é inconsciente e fatal.

 

Nosso Senhor quis ser verdadeiramente «filho do homem», ou simplesmente, verdadeiro homem, entrando no mundo segundo uma autêntica e plena geração humana. Podia ter assumido natureza humana sem mãe nem pai, mas nesse caso seria para nós um extra-terrestre; teria uma natureza igual à nossa, mas não faria parte da nossa natureza. Não faria parte da humanidade que vinha salvar. Ou podia nascer de uma mulher, sem lhe pedir licença, mas, nesse caso, não teria verdadeira mãe, não seria verdadeiro filho nosso, da nossa raça; seria um intruso; a sua entrada no mundo seria uma violência divina.

 

As crianças que nascem, bem ou mal, não são intrusas, porque não tiveram oportunidade de querer nascer ou não; mas Jesus Cristo é o Verbo eterno; é anterior a toda a Criação; é uma Pessoa, livre e responsável pela sua própria vinda ao mundo; quis ser concebido e quis nascer no seio de uma mulher que O aceitasse de boa mente, no seu coração e no seu seio. Para isso, tinha de lhe pedir licença. Tinha de lhe pedir a esmola de uma perfeita maternidade humana.

 

E ela tinha de saber Quem ia gerar; tinha de saber que ia conceber a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, porque se julgasse que Ele era mais um homem qualquer, estaria enganada; o seu Fiat não seria uma aceitação autêntica do Filho de Deus. Seria apenas «procriadora» de Deus humanado, como alguns hereges afirmaram, recusando a Nossa Senhora o título de Theotokos, de Mãe de Deus; seria só Mãe de Jesus, Mãe do homem Jesus, não da Segunda Pessoa da Trindade. Deus não tem mãe, argumentam… De facto, a Santíssima Trindade não tem mãe, mas a Pessoa do Verbo Encarnado tem. Porque chamamos mãe àquela que gerou alguém, alguém que é pessoa, um «eu» composto de corpo e alma; ora o «eu» de Jesus é o «Eu» divino, o Eu da Pessoa do Verbo. Jesus não possui dois «eus», um humano e outro divino, mas um só: o Eu de Deus. Possui duas naturezas, mas é uma só Pessoa, a Pessoa do Verbo, verdadeiro e único Deus com o Pai e o Espírito Santo. Logo, Maria gerou no seu seio o próprio Deus; logo, Maria é Mãe de Deus. Negar-lhe esse título seria negar a personalidade divina de Jesus, ou atribuir-Lhe duas personalidades, o que vai contra tudo o que nos diz o Evangelho.

 

Para isso, Nosso Senhor fez-Se verdadeiro pedinte. Pediu primeiro um coração materno e um seio materno. Como dizia antes, as crianças não pedem a sua própria concepção, porque só existem a partir dela; mas Cristo é anterior à sua própria concepção, e pediu-a expressamente. E continuou a pedir: pediu para vir ao mundo dentro de uma família, e isso já foi mais difícil, porque José demorou a compreender esse pedido. Foi preciso explicar-lhe que, embora Ele não fosse filho seu pela carne, queria ser Filho seu por vontade divina… E também José acabou por aceitá-Lo como verdadeiro pai. Como dizia Santo Agostinho, «à piedade e caridade de José nasceu o Filho da Virgem Maria, que é o mesmo Filho de Deus». (Sermo 51, 30). Quem afirma que não é filho de José por não ter sido gerado carnalmente por ele, explica o santo doutor, dá mais importância à libido do que ao amor, quando o amor é que determina a paternidade humana (Cf. idem, 26). Enfim, assim como Maria não O gerou pela carne, mas pelo Espírito Santo, também José O recebeu do Pai pelo seu Espírito de Amor.

 

Pediu um pai, pediu uma família, pediu toda uma parentela, como qualquer homem recebe; e pediu que O deixássemos nascer, e uma casa onde vir ao mundo… Essa foi a primeira esmola que Lhe recusámos. Fechámos-Lhe todas as portas. E teve de vir à luz na escuridão de uma toca de animais!

 

Coitadinho de Nosso Senhor!, dizemos nós agora, ao contemplá-Lo no presépio. Tem algum sentido esta exclamação? Sim, é a expressão da nossa misericórdia; misericórdia é a virtude que consiste na compaixão pelas carências alheias e nos leva a socorrer quem padece alguma necessidade; é a virtude que nos leva a partilhar a miséria dos outros e a procurar remediá-la; da misericórdia é que procede a esmola; e a primeira esmola é precisamente a compaixão, a companhia de outrem no seu sofrimento. Mas isto remedeia alguma coisa? Com certeza, sobretudo quando uma das coisas de que o próximo necessita é o nosso amor.

 

Ora, o que buscava Jesus Cristo no mundo não eram certamente as coisas materiais, porque d’Ele é tudo o que existe; o que buscava e continua a buscar é o nosso coração, o nosso amor. Isso era o que mais queria e vinha pedir-nos. Se lho damos agora, estamos a remediar, de facto, o que de nós esperava nessa altura.

 

Como Deus, não precisava de nós; mas, como Homem, sim. Cada homem precisa dos outros para viver humanamente; somos seres relacionais, sociais; não somos naturezas separadas, como os Anjos; pertencemos a uma só natureza, e só com os nossos semelhantes podemos conhecer-nos, desenvolver-nos e ser felizes.

 

Mas, além disso, como autêntico Homem, também precisava de bens materiais: de um sítio onde nascer, de uma terra onde viver, onde brincar quando era criança, onde aprender, onde trabalhar… Precisava de uma sociedade onde O aceitassem dignamente… Coitado de Nosso Senhor, que também foi expulso do seu país, sem mais protecção do que a dos seus pais durante o exílio no Egipto! E quanta esmola teve de aceitar de quem os terá socorrido ao longo desta aventura terrível!...

 

No fundo, desde que quis ser verdadeiro Homem, teve de sujeitar-se a esta condição humana de esmolar. Não há ninguém que se baste a si mesmo. Como fez notar o Santo Padre na encíclica «Caritas in Veritate», a sociedade não poderia existir nem desenvolver-se sem «gratuidade», isto é, sem as obras de misericórdia, sem o espírito de serviço, sem o amor. Graças a Deus, o mundo não progride pelo egoísmo, nem por frias relações políticas, administrativas ou comerciais; se progride, é porque há muito amor, muita gratuitidade, entre nós. E, se se degrada, é por falta de amor. A grande lei do progresso não é a do proveito próprio, mas a do gosto de servir o próximo. As próprias exigências de justiça que hoje se reclamam a torto e direito começaram por ser invenções da caridade. Como se costuma dizer: «a caridade de hoje é a justiça de amanhã».

 

Nosso Senhor veio pedir o que, por obrigação de justiça, Lhe devíamos dar. Veio pedir como esmola o que a criatura deve por justiça ao Criador. Todos temos essa experiência: à medida que resolvemos dar algo mais de nós a Deus, apercebemo-nos de que Lho devíamos ter dado desde sempre; sempre que Lhe damos alguma atenção, alguma coisa, logo nos sabe a pura e simples restituição; pois, que poderemos dar-Lhe que não Lho devamos, que não tenhamos recebido d’Ele?

 

Esta é a sua pedagogia: pedir-nos por favor e misericórdia aquilo que tem o mais estrito direito de exigir-nos, e que é amá-Lo sobre todas as coisas, com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças.

 

O amor: aí está outra grande palavra, muito gasta e muito equívoca. O que é o amor? O amor não é um sentimento; pode verter-se em tantos sentimentos, de alegria ou saudade, de ciúme ou admiração, de receio ou audácia… Amor é vontade de união; é não querermos separar-nos; e, por outro lado, é um fruto e o fim da liberdade, como S. Josemaría várias vezes o disse (Cf. por ex. «Amigos de Deus», 26-27 ou «Una libertad para ser vivida», Cobel Ed. 2010): pela liberdade somos diferentes uns dos outros; pela diferença, construímo-nos como pessoas, não como animais gregários; nós não nos relacionamos por grupos, «aos molhos», mas cada um com cada um, com relações singulares, pessoais, únicas, diferentes, irrepetíveis. E a isso é que se chama amor. Quando amamos alguém, ninguém o pode substituir, nem ele nos pode substituir por ninguém.

 

(Façamos um parênteses: as relações pessoais podem ser de amor, mas também podem ser de ódio, de indiferença, de antipatia… O certo é que a relação afectiva de cada pessoa com outra é sempre uma relação singular, diferente das outras relações afectivas com os demais. A liberdade está feita para o amor, mas permite todo o tipo de afectos, maus e bons. Assim como a inteligência está feita para a verdade, mas pode errar, a liberdade está feita para o amor, para o bem, mas pode preferir o mal. Seja como for, a liberdade leva-nos a estabelecer com qualquer pessoa uma relação única e irrepetível, que pode variar, mas continua a ser uma relação específica, individualizada, com cada pessoa, incluindo o próprio Deus e cada uma das Pessoas divinas).

 

Deus é pessoal, tri-pessoal, personalíssimo, e por isso a sua relação connosco é com cada um. Gosto muito de um cântico que vem a dizer: «Ninguém te ama como Eu». Gosto muito, porque é uma verdade de dois gumes: eu sou único para Ele; Ele ama-me como não ama ninguém; e eu posso dizer-Lhe o mesmo: «Ninguém te ama como eu». Amo pouco, tenho muita pena de Te amar tão pouco, mas uma coisa é verdade: o meu amor por Ti, meu Deus, é diferente de todos, porque é amor pessoal: ninguém Te ama como eu… Tu és todo meu; não precisas de Te dividir para me amares; e eu também queria ser todo teu; também queria ser teu a todo o momento em tudo quanto faço e quanto sou!

 

O amor, dizia, é fruto da liberdade; e, por isso, falar de «amor livre» é uma tautologia ou um disparate. No fundo, é um eufemismo para defender o contrário do amor, que é a fuga ao compromisso, à entrega, à doação. É pretender amar por egoísmo. É uma quadratura do círculo...

 

O amor é fruto e fim da liberdade. Foi para isso que Deus nos fez livres. Logo, não esperemos de Deus nenhuma coação, nenhuma violência, mas, pelo contrário, o mais suave pedido da esmola do nosso amor. Então, que sentido têm tantas ameaças de castigo e perdição que lemos na Sagrada Escritura, contra quem Lhe desobedecer? O sentido que Ele mesmo explica em várias passagens das mesmas Escrituras: haverá um filho a quem o pai não castigue? «Eu, aos que amo, repreendo e castigo», diz numa das cartas do Apocalipse (3, 19). O castigo implica precisamente o respeito pela liberdade: só se castiga quem procede mal, sendo livre para proceder bem. Se não fôssemos livres, não seríamos responsáveis pelos nossos actos ou omissões; logo, não merecíamos prémio nem castigo. Tanto o prémio como o castigo pressupõem a nossa liberdade. Violência seria aniquilar-nos.

 

A ira de Deus pela nossa falta de amor chega a ser mais comovente do que o prémio que nos promete se O amarmos: o prémio tem o carácter de generoso agradecimento, que podíamos entender como simples manifestação da sua infinita bondade; o castigo tem o carácter de uma grande necessidade Sua. A ira divina pelos nossos pecados significa que para Ele nós somos importantíssimos; que nos ama mais do que nos amamos nós a nós mesmos; que está louco de amor por cada um de nós. «Filocaptus», das suas criaturas, como dizia Santa Catarina.

 

Nosso Senhor não foi um mendigo; inclusivamente, dava esmola aos pobres, como sabemos; mas aceitou as esmolas das santas mulheres que O acompanhavam; aceitou a hospitalidade de muita gente que O convidava; agradeceu a generosa esmola da pobre viúva que lançou na caixa do Templo as suas duas últimas moedas; deixou-se ajudar por Simão Cireneu a levar a Cruz; não deixou de provar a esmola do vinho misturado com mirra que lhe ofereceram no Calvário; e por fim, aceitou a esmola de um sepulcro e os perfumes com que o embalsamaram… «Jesus Cristo, sendo rico, fez-se pobre para nos enriquecer com a Sua pobreza» (cf. 2 Cor 8, 9), diz S. Paulo. Como é que a sua pobreza nos enriquece? Precisamente por nos pedir esmola. De repente, o homem vê-se mais rico do que Ele! Capaz de Lhe dar algo de que Ele precisa! Mas de que é que Ele precisa? Do nosso coração, da correspondência ao seu amor. Só nós Lho podemos dar.

 

Mas, se Ele é o tesouro escondido, a pérola preciosíssima, pela qual vale a pena vender tudo para a possuir! Se Ele é que vale, e nós não valemos nada! É verdade; mas também é verdade que nós também valemos muito para Ele, e aqui está o mistério. Se Ele é o tesouro e a pérola, nós somos para Ele o peixe que quer pescar, e Ele a rede de arrasto que nos busca apaixonadamente e quer apanhar, ainda que recolha ao mesmo tempo connosco tanta coisa inútil que nos envolve, tanto lixo das nossas fraquezas, tanta miséria que nos acompanha. Eu nunca vi nascer uma criança e não tenho vontade nenhuma de assistir a um parto. Mas o que me consta é que os meninos vêm envolvidos numa membrana e todos sujinhos de sangue. E, no entanto, a mamã e o papá olham para ele encantados, e daí a pouco toda a família se debruça sobre o menino e o acha parecidíssimo aos mais diversos parentes… E ficam todos contentes, se ele nasce em boas condições: perfeitinho, como se diz. Também Nosso Senhor não se importa com as nossas fraquezas, desde que nasçamos «perfeitinhos», ou, pelo menos vivos (pela graça) ainda que precisemos de passar pela incubadora algum tempo. (Por incubadora refiro-me ao Purgatório). Nós somos a esmola que nos vem pedir; nós próprios e quantos mais nós possamos oferecer-Lhe.

 

Alguém dizia que a vida tem três fases: primeiro acreditas no Pai Natal; depois deixas de acreditar no Pai Natal; e por fim és tu mesmo o Pai Natal. Traduzido para melhor cristão: primeiro recebes prendas do Menino Jesus; depois, já crescido, não esperas presentes do Menino Jesus; e por fim, descobres que tens de ser tu a dar prendas ao Menino Jesus.

 

Deus faz-Se Menino para que nós Lhe demos a esmola do nosso amor. Faz-Se mendigo do nosso coração. E com essa pobreza enche-nos do seu amor: «Enriquece-nos com a sua pobreza», diz muito bem o Apóstolo. Enriquece-nos, levando-nos a trocar um coração de pedra, um coração egoísta, por um coração de carne, sensível ao seu amor e às necessidades do próximo. E descobrimos que nos temos de dar a Ele como Ele Se nos dá a nós. Feito Menino, obriga-nos a adivinhar o que, em silêncio, nos pede: pede-nos almas que O conheçam e amem e por sua vez chamem outros ao Presépio, à Sua Família, que é a Igreja. Que melhor presente de Natal Lhe podemos dar do que a nossa amizade e a amizade daqueles que nos rodeiam?

 

Mons. Hugo de Azevedo, Texto da Conferência do Natal (4 de Dezembro de 2010)

 

(Fonte: site do Oratório São Josemaria em http://oratoriosjosemaria.com.sapo.pt/diversos/confnatal2010.htm)

publicado por spedeus às 14:31

publicado por spedeus às 09:25

Umas 250 pessoas sem recursos participaram, neste domingo, 26, com o Papa, num almoço de Natal, no átrio da Aula Paulo VI, no Vaticano, no centenário do nascimento da Beata Madre Teresa de Calcutá. Juntamente com o Papa e com uma representação das Missionárias da Caridade - fundadas por Madre Teresa, participaram no almoço pessoas que frequentam regularmente, em Roma, diversas comunidades destas religiosas. Em palavras improvisadas no final, Bento XVI recordou o testemunho de Madre Teresa de Calcutá, "um reflexo da luz do amor de Deus".

 

(Fonte: site Rádio Vaticano)

publicado por spedeus às 08:46

Os homens crescem mais nas tormentas que na bonança. Por isso vivemos hoje uma ímpar oportunidade histórica: podemos finalmente dar o salto que falta para nos confirmar no ritmo do futuro.

 

Depois de ser líder cultural no Renascimento, lançando e conduzindo a gesta da globalização marítima, o pequeno Portugal deu-se mal na época civilizacional seguinte. Não foi por os ideais iluministas terem chegado tarde ou demorado a estabelecer-se. A penetração começou em meados de setecentos com o marquês de Pombal e, após dura guerra civil, estavam definitiva e triunfantemente implantados a partir de 1834. A maioria dos países europeus sofreu um reaccionarismo mais longo, demorando a adquirir estavelmente um regime aberto.

 

Ao contrário do que se diz, o problema nunca esteve no atraso da modernização. Aliás, o País antecipou várias ideias que a Europa viria a aplicar, como a abolição da pena de morte ou a criação do banco central. O mal sempre foi a qualidade dos nossos modernistas. A podridão do Liberalismo e a canalhice da República mostram bem o fiasco da variante lusitana de progresso. O mais irónico é que os nossos intelectuais costumam desprezar o povo e a cultura nacional, quando o único grande defeito do País está na mediocridade das elites.

 

A inversão desse fiasco deu-se porque comparativamente os fascistas portugueses foram melhores que as alternativas. Ao contrário dos outros regimes autoritários europeus (e das tentativas democráticas nacionais), o resultado do salazarismo foi um país seguro, estável e progressivo. Assim, a revolução de 1974 pode trazer a grande oportunidade para Portugal, finalmente, conseguir um regime aberto, pacífico, dinâmico.

 

E correu muito bem! O nosso país ocupou enfim uma posição digna e respeitável junto das nações avançadas. Mas, após vinte anos de sucesso, surgiu há quinze a terrível tentação da facilidade. A Europa afinal não era um desafio, uma concorrência, mas um hipermercado que fornecia fartura em doze suaves prestações mensais. A sociedade pensou que a prosperidade estava em promoção. Promessas, direitos adquiridos, justas reivindicações, garantias, exigências e obras públicas faziam o País acreditar que o bem-estar era rápido e barato. A dívida crescente foi o truque que suportou a ilusão.

 

Hoje somos um país europeu, livre e desenvolvido, que enfrenta o último desafio, dominar a tentação oportunista. Se aprendermos que o sucesso nunca está adquirido e exige sempre esforço, seriedade e criatividade, ultrapassaremos o obstáculo e chegaremos ao grupo de países na frente do progresso. Nas últimas décadas aprendemos tanto e conquistámos posições. Falta apenas dominar a última falácia para chegar ao destino. Vencendo a ilusão, atingiremos enfim a condição de país próspero. Os próximos anos determinarão se conseguimos ou não.

 

O obstáculo não são só os suspeitos do costume, corrupção dos políticos, defeitos da administração, educação, justiça e cultura. O obstáculo está também nos que bramam contra os suspeitos do costume. O inimigo que temos de vencer são as raivas, os insultos, as lamúrias, os resmungos e as imprecações ociosas. É preciso deixar-nos de tretas, apertar o cinto, trabalhar mais e melhor. Cada um no seu sítio tem de procurar a solução para a migalha da crise que lhe compete, sem desculpas, zangas ou teorias. Simplesmente subir ao nível europeu a pulso, carregando às costas a mochila dos disparates recentes. No cimo do penhasco está a modernidade. A distância já não é longa.

 

Temos a democracia e a economia. Precisamos apenas de realismo, serenidade, imaginação. Há que vencer as fraudes e boçalidade dos dirigentes, mas também os extremismos e insultos dos que desconfiam dos dirigentes. Tal como a mentira da facilidade que levou à crise foi a mesma que apodreceu o império em meados do século XVI, também o inimigo actual é a mesma tolice intelectual que paralisou o liberalismo de oitocentos. A nossa geração tem à vista a realidade de um novo Portugal, moderado, inteligente, capaz. Esse pode vencer a crise.

 

João César das Neves

 

(Fonte: DN online)

publicado por spedeus às 08:32

Festa de São João Evangelista. “Terás pensado alguma vez, com santa inveja, no Apóstolo adolescente, João, quem diligebat Jesus, que Jesus amava.

- Não gostarias de merecer que te chamassem “o que ama a Vontade de Deus”? Emprega os meios, dia a dia”, escreve emForja.

 

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

publicado por spedeus às 08:17

publicado por spedeus às 00:02

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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