«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

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Mai 10
A revelação de Deus uno e trino (2)

No Antigo Testamento, Deus tinha revelado a Sua unicidade e o Seu amor para com o povo eleito: Yahwé era como um Pai. Mas, depois de ter falado muitas vezes pelos profetas, Deus falou por meio de Seu Filho (cf. Hb 1, 1-2), revelando que Yahvé não só é como um Pai, mas que é Pai (cf. Compêndio, 46). Jesus dirige-se a Ele na Sua oração com o termo aramaico Abba, usado pelas crianças israelitas para se dirigirem ao seu próprio pai (cf. Mc 14, 36) e distingue sempre a Sua filiação da dos discípulos. Isto é tão chocante, que se pode dizer que a verdadeira razão da crucifixão é justamente o facto de Se chamar a si mesmo Filho de Deus em sentido único. Trata-se de uma revelação definitiva e imediata, porque Deus se revela com a Sua Palavra: não podemos esperar outra revelação, enquanto Cristo é Deus (cf., p. ex., Jo 20, 17) que se nos dá, enxertando-nos na vida que emana do regaço de Seu Pai.
Em Cristo, Deus abre e entrega a Sua intimidade, que de per si seria inacessível ao homem apenas por meio das suas forças . Esta mesma revelação é um acto de amor, porque o Deus pessoal do Antigo Testamento abre livremente o Seu coração e o Unigénito do Pai sai ao nosso encontro, para Se fazer uma só coisa connosco e levar-nos de regresso ao Pai (cf. Jo 1, 18). Trata-se de algo que a filosofia não podia adivinhar, porque radicalmente apenas pode ser conhecido mediante a fé.

(GIULIO MASPERO)

Santo Rosário: Mistérios Luminosos
5º Mistério: A Instituição da Eucaristia


Ser alma eucarística. Receber-Te Jesus, como se fosse a última vez que o fizesse, com todo o amor, toda a compenetração toda a humildade de que for capaz. No meu coração deve só caber a grandeza do momento, a Hóstia Santa sob a qual está realmente presente o Divino Corpo e Sangue do meu Salvador, do Dono e Senhor do Universo inteiro. A “enormidade” desta evidência ao invés de esmagar-me deve colocar-me num estado de alerta muito vivo e sentido, porque ao recebê-lo tornar-me-ei Deus eu mesmo. Sim, por breves instantes, enquanto durarem as Sagradas Espécies no meu corpo, o Corpo, o Sangue a Alma e a Divindade de Jesus Cristo estarão “misturadas com o meu pobre corpo com a minha pobre alma. Mistério amoroso de valor e dimensão incalculáveis. Que eu saiba aproveitar ao máximo esta dita que Tu, meu Senhor, me concedes diariamente.

(AMA, Orações diárias, preparação da Santa Missa, 2002.06.05.06)

Agradecimento: António Mexia Alves
publicado por spedeus às 00:02

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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