«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

30
Mai 10

Parecer-vos-á demasiada presunção um título tão assertivo, mas o meu voto já o perdeu e permito-me presumir que o de muitos mais portugueses também.

Em 2006 ganhou à primeira volta com uma margem mínima acima dos 50%, pelo que desta vez também se deverá admitir que perdendo alguns milhares de votos estes possam corresponder a essa mesma pequena diferença, pelo que a probabilidade de haver segunda volta é elevada.

Á! Mas se tal acontecer, a culpa é das pessoas que não votaram nele e optaram ou por outros candidatos, ou pelo voto em branco ou nulo ou ainda pela abstenção.

NÃO, a culpa será inteiramento do candidato que no exercício das suas funções optou pelas leis dos mercados financeiros em detrimento dos valores da fé e da família que afirma professar, coberto pelo argumento falso e demagógico da defesa do superior interesse da nação, se não reparem, que logo a seguir à promulgação da «così detta» lei do “casamento” homossexual , numa atitude provocatória e de tentativa de desviar a atenção dos portugueses, voltaram a colocar em debate na AR a lei sobre as uniões de facto, fazendo cair por base o principal argumento evocado.

Na nossa história, já longa de quase nove séculos, sobrevivemos a muitas crises e não seria por o PR, em acto de consciência coerente vetar uma lei e eventualmente se demitir mais tarde para a não assinar, que o país iria mais fundo do que já se encontra.

A verdade vem sempre à tona e toda a carreira do actual PR foi feita de pequenas traições, lembremo-nos apenas de duas situações, do desmentido a Fernando Nogueira a poucas semanas das legislativas e da pseudo demissão de um membro da sua casa civil em plena campanha eleitoral de 2009 retirando à candidata da oposição, quando esta se encontrava empatada nas sondagens, o tapete no que ao comportamento não democrático do governo dizia respeito.

Lembremo-nos ainda da sua enorme falta de cortesia para com a hierarquia da Igreja portuguesa, quando se tratou do anúncio da visita do Santo Padre, antecipando-se com o único objectivo de tirar dividendos políticos de uma visita, que como ficou demonstrado à saciedade, foi eminentemente pastoral, mas lá conseguiu ao abrigo do protocolo e da bondade de Bento XVI umas fotografias com a família para mais tarde recordar ou usar em campanha eleitoral.

Permito-me deixar-vos um apelo, não se deixem intimidar por falsos argumentos e chantagens emocionais sobre a estabilidade, porque mais podres do que já nos encontramos é difícil. Obrigado!

JPR

publicado por spedeus às 14:12

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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