«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

28
Jun 08
Colossenses (1)


A sua autenticidade paulina foi pacificamente admitida na Igreja desde os primeiros tempos até ao século XIX, em que alguns críticos começaram a duvidar de que toda ou partes desta epístola tenha São Paulo como autor. Os motivos destas dúvidas apoiam-se no progresso da sua doutrina relativamente às epístolas anteriores e no uso de vocábulos novos. Tais motivos, porém, não parecem suficientes para negar a tradicional adjudicação a São Paulo da epístola, em todas as suas partes.
A cristandade de Colossas não foi directamente fundada por Paulo, mas pelo seu discípulo Epafras. E foi este, precisamente, quem informou o Apóstolo, pelo ano 62, na sua prisão domiciliária de Roma, da situação doutrinal preocupante originada naquela comunidade. Hoje pensa-se que se trata da infiltração entre os cristãos de Colossas de primeiros avanços de gnose iraniana e mesopotâmica, veiculada por viajantes judeus. As doutrinas gnósticas começaram a penetrar nos países do Império romano em meados ou princípios do século I d.C., principalmente através de certos judeus e de outro ambientes filosóficos ou religiosos helénicos.
Distinguia-se a gnose pela sua concepção dualista de Deus, do homem e do mundo: dois princípios opostos, o bem e o mal, o espírito e a matéria, estavam na explicação especulativa de todas as coisas. A gnose apresentava-se a si mesma como a Sabedoria mais elevada, superadora de todas as outras religiões – incluindo o cristianismo -, que considerava como explicações imperfeitas, úteis provisoriamente para o vulgo. Os primeiros rebentos de gnose em Colossas pareciam tentar conciliar o cristianismo com tal filosofia: para os gnósticos Cristo, por ser homem, era inferior às potestades angélicas, mais puramente espirituais; Cristo seria um éon, intermédio entre Deus (o Espírito) e a matéria.


(continua)


(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – As Epístolas de São Paulo – pág. 442) Continua
publicado por spedeus às 00:00

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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