«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

19
Nov 08

O amor do próximo é o pleno cumprimento da lei cristã, e há que o não separar do amor de Deus: recordou-o o Papa, na audiência geral desta quarta-feira, aos cerca de quinze mil peregrinos congregados na Praça de São Pedro. Prosseguindo a catequese que tem vindo a dedicar a São Paulo, Bento XVI deteve-se desta vez sobre a teologia da “justificação”, partindo do capitulo terceiro da Carta aos Romanos, em que o Apóstolo desenvolve a relação entre a fé e as obras. O Papa não deixou de referir a posição de Lutero e da Reforma protestante sobre este problema da “justificação”.

“A Lei na sua totalidade – explicou Bento XVI – é perfeitamente dúplice: é no amor de Deus e do próximo que está presente e se concretiza toda a Lei. Para cumprir toda a Lei, requere-se que nos encontremos “justificados”, “justos”, pela comunhão com Cristo que é amor. “É a Cruz de Cristo a única via aberta para a justificação. Paulo não deseja revogar a Lei moisaica porque ela vem de Deus e constitui a identidade de Israel”, mas “o acontecimento de Damasco permitiu-lhe compreender a Lei de uma maneira nova”. Compreendeu que “é em Cristo que a Lei de Moisés encontra o seu pleno cumprimento” e que é no mandamento do amor, que Jesus nos deixou que se vive em plenitude a Lei. Mais do que à “sola fides” (só a fé), o ensinamento de Paulo conduz-nos a “solus Christus” (só Cristo), centro da nossa fé e único salvador do mundo”.

Mas ouçamos a saudação que o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa:

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma fraterna saudação de boas-vindas a todos. Antes de vós, muitas gerações de romeiros vieram ajoelhar-se junto dos túmulos de São Pedro e São Paulo, à procura daquela razão de viver tão forte e segura que levou os Apóstolos a darem a sua vida por Cristo. Espero que a encontreis... Sobre vós e vossos entes queridos, desça a minha Bênção.

(Fonte: Radio Vaticana com adaptação JPR)

publicado por spedeus às 22:18

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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