«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9) (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

26
Abr 09

Nuno de Santa Maria tornou-se este Domingo, 26 de Abril, o primeiro português a ser canonizado desde que Paulo VI, a 3 de Outubro de 1976, declarou Santa a religiosa Beatriz da Silva. Foi no decorrer da celebração eucarística que Bento XVI preside esta manhã, na Praça de São Pedro. São cinco os novos Santos que o Papa proclama: para além do Condestável, os beatos italianos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Gertrude (Caterina) Comensoli e Caterina Volpicelli.
 
Do novo Santo português, a breve biografia esboçada no livro distribuído aos participantes na celebração destaca o espírito contemplativo, a pobreza, a humildade e a caridade, a devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, citando-se Bento XV, que o beatificou em 1918.O rito de canonização, em latim, teve lugar na parte inicial da Missa, logo a seguir ao acto penitencial. O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, D. Angelo Amato, acompanhado pelos postuladores das causas, pede que os cinco beatos sejam inscritos no “álbum dos Santos” e “como tal sejam invocados por todos os cristãos”.
 
Nessa altura, procedeu-se à leitura da breve biografia de cada um dos novos Santos e canta-se a Ladainha de todos os santos. Bento XVI proferiu, em seguida, a Fórmula de canonização. Foram então colocadas junto ao altar as relíquias dos novos Santos e a assembleia repete “Aleluia”. O Arcebispo Amato e os postuladores agradeceram ao Papa. O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos pediu que fosse redigida a Carta Apostólica a respeito das canonizações que acabaram de ter lugar. Bento XVI respondeu “Decernimus”, ou seja, “ordenamo-lo”. As Leituras são as deste III Domingo do Tempo pascal. A primeira foi proclamada em português e a segunda em inglês. Como nas mais solenes celebrações presididas pelo Papa, o Evangelho foi cantado duas vezes, primeiro em latim e depois em grego.
 
Seguiu-se, na homilia, a referência do Papa, em português, ao Beato Nuno, partindo das palavras do Salmo Responsorial – “Sabei que o Senhor fez em mim maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo”:
 
“Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus –, abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo.
 
Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o convento do Carmo por ele mandado construir.
 
Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.”
 
A concluir a homilia, a referência a duas novas Santas, ambas italianas. Antes de mais Gertrudes Comensóli (de Bréscia, norte de Itália, no século XIX), que “desde pequenina sentiu uma particular atracção por Jesus presente na Eucaristia”. “A adoração de Cristo eucarístico tornou-se o objectivo principal da sua vida, poderíamos quase dizer a condição habitual da sua existência”.
 
“Foi de facto diante da Eucaristia que santa Gertrudes compreendeu a sua vocação e missão na Igreja: dedicar-se sem reservas à acção apostólica e missionária, especialmente a favor da juventude”.
 
Finalmente, evocada Caterina Volpicelli, que viveu em Nápoles, em finais do século XIX, “tempo de crise espiritual e social”:
 
“Também para ela o segredo foi a Eucaristia. Às suas primeiras colaboradoras recomendava que cultivassem ma oração uma intensa vida espiritual e sobretudo o contacto vital com Jesus eucarístico”.
 
O Papa concluiu dando graças a Deus pelo dom da santidade que refulge nos cinco novos canonizados:
 
Deixemo-nos atrair pelo seu exemplo, deixemo-nos guiar pelos seus ensinamentos, para que também a nossa existência se torne um cântico de louvor a Deus, seguindo os passos de Jesus, adorado com fé no mistério eucarístico e servido com generosidade no nosso próximo”.
 
(Fonte: site Radio Vaticana com edição [tempo dos verbos de futuro para passado] de JPR)
publicado por spedeus às 09:47

«Dá "toda" a glória a Deus. - "Espreme" com a tua vontade, ajudado pela graça, cada uma das tuas acções, para que nelas não fique nada que cheire a humana soberba, a complacência do teu "eu".» São Josemaría Escrivá – Caminho, 784 O ‘Spe Deus’ tem evidentemente um autor que normalmente assina JPR e que caso se justifique poderá assinar com o seu nome próprio, mas como o verdadeiramente importante é Deus na sua forma Trinitária, a Virgem Santíssima, a Igreja Católica e os seus ensinamentos, optou-se pela discrição.
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